A PSP justifica que há limites que "estão a ser ultrapassados“ e avisa que poderá haver uma intervenção policial musculada, se as tendas não saírem e forem esgotadas todas as vias de comunicação.
Os manifestantes pela habitação no Porto desmobilizaram à 1h20 depois de denunciarem a presença de infiltrados com facas. Os recados de Luís Neves sobre Ricardo Carrilho. E as condições de Passos.
Chile has achieved its first successful equine cloning. The foal, an identical copy of the polo pony Capacidad, was born on September 26 in the O’Higgins region after a pregnancy of nearly a year. Fidel Ovidio Castro, 65, and Lleretny Rodríguez, 50, two Cuban-born academics working at the School of Veterinary Sciences of the University of Concepción in Chile and founders of the company Vi-Embryos, led a research team that accomplished this reproductive biotechnology milestone, together with the Los Abedules Equine Reproduction Center.
Num debate que se julgava encerrado do ponto de vista da liberdade de expressão, vem a entidade reguladora sugerir que uma das partes do debate representa um perigo especial para população mais jovem.
Pedro Nuno vs Pinto Luz: quem sai melhor? A família accionista da Lufthansa que esvaziou 70 mil casas de judeus. O denunciante do MAI que pode ser um alvo. E Passos Coelho, que devia falar do futuro.
À SIC, Ricardo Carrilho, afastado do cargo por Luís Neves, afirma que o ministro invocou várias vezes a experiência que tinha na PJ para não fazer concursos públicos em obras de construção civil e adjudicar as obras por ajuste direto.
Ex-secretário-geral do MAI diz que foi impedido de validar os 26 milhões pagos pelo Estado à SIRESP S.A. e alertou para riscos em plena época de incêndios. Ricardo Carrilho avisou Luís Neves e acabou exonerado. SIC teve acesso aos documentos...
O lugar onde um cidadão vive não pode determinar os direitos de que, efetivamente, dispõe. O SNS é nacional e os direitos dos seus utentes também têm de o ser.
Se adorou ouvir o podcast plus, não vai querer perder a hipótese de mergulhar n'A Caça ao Estripador de Lisboa: a primeira peça de teatro imersivo que nasce de uma investigação do Observador.
El municipio de Icod de los Vinos ha vuelto a ser escenario de una de sus manifestaciones etnográficas más arraigadas con la celebración de la tradicional Librea de Las Angustias. En esta ocasión, el Diablo y la Diabla tomaron las calles del casco histórico para encabezar un vistoso recorrido que comenzó en la histórica Plaza de Las Angustias y discurrió por la Plaza de La Pila, la Plaza Andrés de Lorenzo Cáceres y la Calle Hércules, concentrando a cientos de asistentes a su paso.
El Club Deportivo Tenerife firmó una actuación incontestable sobre la hierba del Heliodoro Rodríguez López al imponerse por 2-0 al CD Leganés, un triunfo rotundo que consolida las buenas sensaciones del grupo blanquiazul en la categoría y que desencadenó una profunda reflexión en el bando visitante. Lejos de buscar excusas arbitrales o argumentar mala suerte, el entrenador del conjunto pepinero, Rubén Albés, compareció en la sala de prensa con un discurso cargado de realismo y de un enorme respeto hacia la entidad y el nivel futbolístico desplegado por el equipo tinerfeño.
El excelente estado de forma de Enric Gallego ha vuelto a situar en primera línea la singular trayectoria del veterano delantero del Club Deportivo Tenerife. Su impacto goleador y liderazgo en el ataque blanquiazul han sacado a relucir de nuevo su inspiradora historia de esfuerzo, marcada por un pasado obrero totalmente alejado de las dinámicas de las canteras de élite y caracterizado por la cultura del trabajo duro.
Os japoneses criaram uma palavra pra designar a prática de acumular livros: Tsundoku. Algo como tsun-empilhar e doku-leitura. Pra ter gerado um conceito específico, a prática não deve ser incomum por lá, o que maculou um pouco meu estereótipo de estimação sobre a moderação do mundo oriental.
Prática talvez não seja a melhor palavra, parece estar mais na esfera da mania, vício, falta de noção de realidade e tempo de vida. Os tsundokuers(o anglicismo é por minha conta) vão, ao longo do tempo, erguendo suas bibliotecas. Porém, a consequência de ser este tipo de empilhador é erguer, em paralelo, uma antibiblioteca: um conjunto de tudo o que ainda não leu, quem sabe jamais lerá. Não parece uma coisa muito boa, mas fazer parte da categoria dos que só criam antibiblioteca, é pior. Estes, sequer apelido japonês têm.
Também existem os bibliófilos, esses com raiz grega biblio = livro. Têm livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Humberto Eco tinha uns 30.000 livros e, pelo que se sabe, era desprovido de antibiblioteca. Tenho pra mim que um tsundokuer gera muito mais empatia do que um bibliófilo.
Uma antibiblioteca é sempre motivo de angústia. Inclusive quanto à sua disposição nas estantes. Talvez alguns os organizem colocando todos os livros nunca lidos em prateleiras específicas, ou camuflem o acervo, misturando-os aos livros lidos, impressionando visitas e apaziguando um pouco sua mente devedora.
Pra você que lê isso e, em pânico, começa a caçar na sua estante tudo o que comprou e sequer tirou do plástico, calma. Lendo Irene Vallejo, autora de O infinito em um junco (que comprei e li!), minha porção livreira nipônica foi acolhida. Ter uma porção de livros não lidos é sinal de otimismo, esperança na vida. É a crença materializada de que há um futuro você e que esse você do futuro um dia lerá tudo aquilo. O livro que você comprou hoje é uma aposta no amanhã. Bom, né?
Mas e quando você descobre, como eu, que além da biblioteca e antibiblioteca, você tem biblioteca ectoplásmica, composta por todos os livros que leu, despossuída de si mesma? Funciona assim: encontro um determinado livro na estante e penso: caramba, eu tinha esse livro, nem sabia, vou ler! Abro e vejo rabiscos, comentários, trechos sublinhados. A primeira reação é a indignação: quem se atreveu a rabiscar meu livro? A segunda, mais lúcida, percebe os indícios: garranchos no estilo único da minha letra feia; sublinhados no estilo inconfundível de um eletroencefalograma. Sim, fui eu. Li fora do corpo, não restando sequer um traço de memória sobre aquilo.
Alguns me dizem: ah, teu cérebro não gravou porque você não se interessava pelo assunto? Elas não me compreendem. As reflexões, as anotações, os diálogos que travei com o autor, tudo mostra que sim, me interessava e muito. O que me faz concluir que alguns cérebros vêm com o software que junta interesse + armazenamento. A memória então fica lá, salva e resgatável. No entanto, há os que vieram com o software, porém jamais atualizaram sua versão. Estes quase se equiparam à minha categoria, a de muitas (muitas) leituras fantasmagóricas.
Talvez deva adotar a estratégia de um amigo, também praticante de leitura incorpórea. Ele foca no momento, lê e não se frustra, apenas desfruta. Tipo mindfulness. Já outra amiga, leitora desde que circulava pelo mundo só usando Pampers, tem a capacidade de citar de memória trechos inteiros. Nossa amizade sólida me salva das retaliações pela minha inveja explícita.
Tento aprender a conviver com isso, mas ainda tenho o péssimo costume de prometer a mim mesma as releituras. Assim, todos os que foram lidos — biblioteca, mais os que estão por ler — antibiblioteca, mais os livros ectoplásmicos, somam-se às releituras que nunca farei.
Me resta arrumar minha estante, colocando todos os livros misturados, dando volume, porque, sabe, isso sempre impressiona as visitas.