Meta tells Brazil's electoral court it gives equal treatment to Lula and Flávio Bolsonaro


A exclusão das atletas transexuais é a única menção ao esporte feminino do candidato do PL, mesmo sendo 2027 ano de Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, a primeira vez do evento na América do Sul.
O programa de Lula é pensado como uma ampliação das políticas estruturantes realizadas no mandato 2023-2026, com o Plano Nacional do Esporte (PNEsporte), obras de infraestrutura, como construção de arenas, no Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC), e o reconhecimento dos aspectos culturais do desporto e de seu potencial econômico e turístico.
As mulheres são citadas como protagonistas no programa do candidato do PT, com destaque para a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, com investimento para o sucesso do evento em oito capitais brasileiras e incentivo para seu potencial turístico.
>> Leia abaixo os planos de governo dos dois candidatos:
Os dois candidatos relacionam esporte à cidadania, mas partindo de pressupostos diferentes. Enquanto Flávio Bolsonaro destaca a relação do esporte com a educação e segurança dos jovens, transparece a concepção de que ele é uma ferramenta, quase uma tecnologia social ou meio para atingir esse objetivo.
"Preparar uma família para a vida (...) envolve o esporte, que tira o jovem da rua e ensina o que a sala de aula sozinha não ensina. Tudo isso faz parte do que é necessário para uma família subir na vida pelo próprio esforço", diz o programa do candidato do PL.
Assim como no plano de seu concorrente, Lula considera o esporte um elemento importante para a juventude, igualando-o à educação, ao acesso ao lazer e à cultura e às oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
A diferença mais perceptível está na forma como a peça petista atribui ao esporte a condição de vetor de transformação social e expressão da cultura brasileira, um "instrumento de desenvolvimento humano, inclusão social e dinamização", assim entendido em condição análoga à cultura.
O aspecto econômico do esporte também tem importância clara na concepção do plano de Lula. Pensado sob uma perspectiva de área econômica, aparece no plano como uma das indústrias criativas e áreas econômicas dinâmicas a serem priorizadas num próximo mandato.
"Queremos um país que reconheça a cultura, a economia criativa, e o esporte como forças estratégicas do desenvolvimento nacional, capazes de gerar trabalho, renda, inovação, pertencimento, qualidade de vida e desenvolvimento em todos os territórios brasileiros", destaca o programa.
O candidato Flávio Bolsonaro dá grande destaque à relação entre esporte e educação. Além de igualar a área às artes e à literatura como um dos componentes da educação Integral, propõe a abertura das escolas nos períodos de recesso, por meio do Escola nas Férias, e o direciona como estratégia para não "deixar a criança ociosa". Não detalha, porém, como seria a adesão ao programa ou quem o realizaria na prática.
O plano de Flávio também entende o esporte como atrativo e apoio para a educação. "O esporte é uma das ferramentas mais poderosas que existem para formar um jovem, e uma das mais desperdiçadas pelo poder público. Ele ensina disciplina, resiliência, trabalho em equipe e mérito, tira a criança da rua e do celular, dá saúde ao corpo e à mente e, para alguns, abre a porta de uma profissão. Nós tratamos o esporte como o que ele é: instrumento de liberdade individual, disciplina, superação e oportunidade real, com foco na formação de caráter e na saúde mental do jovem."
A peça de Lula não estabelece uma relação direta entre o espaço escolar e as políticas de esporte para a juventude, mas estabelece um plano claro com a abertura de uma instituição especializada de ensino superior, a Universidade do Esporte, já aprovada na Câmara. Ela aparece como elemento para estabelecer uma rede nacional de pesquisa, inovação e tecnologia do esporte, voltada para a formação de quadros técnicos para a área, melhorando a qualidade da gestão esportiva no esporte de alto rendimento.
O candidato à reeleição destacou suas ações anteriores, ao longo principalmente do último mandato, como exemplos da importância que dá ao tema. Citou as ações dentro do Novo PAC, com construção de centros esportivos em centenas de municípios, a estruturação de programas de longo prazo e a aprovação no Congresso do projeto da Universidade do Esporte.
O programa cita as unidades do Arena Brasil e a continuidade do investimento nos equipamentos e em seu funcionamento como um dos objetivos centrais em um novo governo.
Sem especificar diretamente em relação ao esporte, mas de maneira genérica em outras partes de seu programa, Lula defende a gestão direta de equipamentos, em parceria com estados e municípios, incluindo parceiros locais como organizações não governamentais (ONGs) e projetos sociais na realização de atividades e atendimento aos beneficiados. Assume, pois, uma visão crítica a privatizações, restringindo-as a áreas de grande concentração de capital e complexidade técnica, como grandes obras dos setores energético e de infraestrutura.
As propostas de Flávio Bolsonaro em relação aos esportes de alto rendimento têm menção direta e reiterada da importância das ações com a iniciativa privada e seu patrocínio, "em parceria com clubes, faculdades e universidades". Prevê brevemente o fomento, por meio de editais, ao uso de tecnologia e ciência de dados por confederações e clubes.
Como estratégia de ampliação do alcance das políticas esportivas nas escolas, o candidato do PL aposta em parcerias público-privadas, para uso da infraestrutura das escolas como fomento ao esporte competitivo, organizando "times escolares, treinos no contraturno e competições municipais e estaduais". Entende, ainda, que o fomento aos times escolares pode evitar a evasão e a repetência.
No documento, Lula diz cumprir promessa feita durante o debate na emissora de TV Band, no último domingo (18), quando desafiou Flávio a abrir as informações para o eleitor.
“Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros”, diz o documento.
A peça lista apenas uma pessoa jurídica vinculada a Lula – a L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA –, enquanto elenca cinco pessoas jurídicas que teriam ligações com Flávio, incluindo uma offshore.
“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior a próxima quarta-feira (21), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, diz a peça.
Segundo Lula, seus sigilos e de seus familiares devem ser retirados caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo em relação a si, à esposa Fernanda, aos pais – o ex-presidente Jair Bolsonaro e a suplente de deputada federal Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) – e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
A petição foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques.
"Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto. E eu quero ver se ele tem coragem”, disse Lula nesta terça (20) em evento de campanha em São Luiz.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Far-right presidential candidate’s TV debate swipe at rival backfires as people take to social media to parody it
To Flávio Bolsonaro and his publicists, it must have seemed an ingenious idea that would expose his rival’s supposed crookedness on the eve of Brazil’s presidential election.
But the far-right politician’s decision to attend a primetime television debate against his leftwing opponent, Luiz Inácio Lula da Silva, with the word “corrupto” (corrupt) written on the palm of his hand has backfired.
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© Photograph: Allison Sales/NurPhoto/Shutterstock

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On Monday, Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said he would submit an authorization to the Superior Electoral Court (TSE) on Tuesday to lift bank secrecy protections on his accounts and those of his family members.
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However, Lula specified that the measure was contingent on his presidential election rival, Sen. Flavio Bolsonaro, submitting similar authorization covering his own financial records, his businesses and those close to him.
The proposal follows a tense exchange between the two candidates during Sunday’s presidential debate, in which the opposition senator’s financial assets became one of the central topics of discussion.
“I will submit this tomorrow to the TSE, hoping that the opposing candidate will submit a proposal to lift the confidentiality of his records, as well as those of his businesses and family,” Lula said, explaining that he had included his five children to avoid unfounded accusations during the campaign.
The public dispute erupted when Lula questioned the source of the funds Flavio Bolsonaro used to purchase a property in Lago Sul, an exclusive neighborhood in Brasilia, valued at 5.97 million Brazilian reais ($R).
É tão lento de raciocínio que escreveu na própria mão “corrupto”. E o pior é que no final ainda correu do desafio lançado pelo Lula de abrir contas e provar que é honesto. Essa foto resume a imagem que ficou do Flávio Bolsonaro. Que surra, e implorando pra virar meme. Fraco. pic.twitter.com/MRGq7azi8e
— GugaNoblat (@GugaNoblat) October 19, 2026
The text reads, “He is so slow-witted that he wrote ‘corrupt’ on his own hand. And the worst part is that, in the end, he even backed away from the challenge issued by Lula to open up his accounts and prove his honesty. This photo sums up the impression left by Flávio Bolsonaro. What a thrashing—and he practically begged to become a meme! Pathetic.”
During the debate, Lula compared his own assets — a 190-square-meter apartment valued at 1.5 million reais — with Flavio’s wealth, pointing to the disparity between parliamentary earnings and the value of the residence.
When asked how he financed the purchase, the far-right senator replied that he had acquired the property “through work.” However, that answer appears to conflict with actual financial figures.
An analysis of salary data from the Transparency Portal shows that between February 2019 and September 2026, Flavio Bolsonaro received approximately 2.9 million reais in net salary and allowances as a senator.
Without accounting for interest, personal expenses or other income, the lawmaker would have needed to save his entire net salary for about 15 years to cover the property’s value.
When registering his presidential candidacy in 2026, the far-right politician declared total assets of 8.18 million reais, an increase of 6.44 million reais compared with the 1.74 million reais he declared in 2018.
The transaction, completed in 2021, included a down payment of 2.87 million reais and 3.1 million reais in financing through Banco de Brasilia (BRB) over 30 years. The loan was paid off in full in 2024, just three years later.
The terms of the loan are under investigation by the Federal Police as part of Operation Cumprimento Zero, which is examining alleged irregularities involving BRB and Banco Master.
In response to the questions, Flavio Bolsonaro has maintained that his funds were obtained legally, arguing that his income comes from his work as a lawmaker, his activities as a businessman and lawyer, the sale of a previous property, and his stake in a chocolate shop.
teleSUR/ J
F Sources: Brasil de Fato – EFE
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspeito de compartilhar informações sigilosas de processos com o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato eletrônico e violação de sigilo funcional.
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Pradera deixou o cargo na sexta-feira (16), após a abertura de um procedimento interno no STJ. A suspeita é de que ele tenha antecipado decisões judiciais e repassado documentos ainda não publicados ao advogado. A investigação ganhou força depois que a PF analisou dados extraídos do celular de Willer Tomaz e identificou comunicações entre os dois.
Um dos elementos reunidos pelos investigadores é uma fotografia enviada por Pradera que mostra um documento jurídico aberto na tela de um computador. Segundo a apuração, o material ainda não havia sido assinado nem divulgado oficialmente. As mensagens também indicariam que o então servidor compartilhava informações sobre assuntos internos do tribunal.
Investigação alcança relações financeiras de Flávio Bolsonaro
A apuração sobre o suposto vazamento se conecta a uma investigação mais ampla sobre movimentações financeiras de Willer Tomaz e sua relação com Flávio Bolsonaro. A PF encontrou e-mails que apontariam o senador como usuário master de uma conta bancária vinculada a uma empresa ligada ao advogado.
O relatório policial também menciona encontros, festas e reuniões entre os dois, além do custeio de viagens do senador. Para os investigadores, a movimentação financeira atribuída a Willer é incompatível com as atividades econômicas declaradas pelo advogado.
O caso teve origem em uma investigação da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, que apurava inicialmente suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao uso de plataformas de apostas. A análise dos dados do celular de Willer levou a PF a identificar outros elementos e a aprofundar a apuração sobre suas relações com o senador.
Como Flávio Bolsonaro tem foro por prerrogativa de função, o caso foi encaminhado ao STF e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. A busca contra Pradera é a primeira medida autorizada por Moraes para aprofundar os fatos relacionados ao advogado nesse procedimento. A diligência teve como alvo o ex-servidor do STJ, e não o senador.
Flávio também é investigado em outro inquérito no Supremo, relacionado a suspeitas de financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.
STJ abre procedimento e investigados contestam suspeitas
Em nota, o Superior Tribunal de Justiça informou que afastou e exonerou servidores suspeitos de irregularidades e vazamento de informações. A Corte também abriu procedimentos administrativos para apurar possíveis infrações. As medidas criminais seguem sob sigilo.
Willer Tomaz negou ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais e pareceres do Ministério Público Federal. O advogado também rejeitou a acusação de interferência em manifestações do órgão.
A defesa afirmou desconhecer o relatório da PF citado nas notícias e criticou a divulgação seletiva de informações durante a campanha eleitoral, com referências a terceiros que, segundo os advogados, não teriam relação com os fatos investigados.
A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, declarou que o vínculo entre o senador e Willer Tomaz é de amizade. Segundo a nota, qualquer tentativa de associar essa relação a irregularidades seria uma ilação sem fundamento nos fatos.
Os advogados também negaram que Flávio tenha mantido conta bancária na qual Willer Tomaz ou empresas dele figurassem como usuário master.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de prática criminosa.
The post PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro e faz busca contra ex-secretário do STJ appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.
Hundreds of Brazilians protested outside Meta’s São Paulo offices on Monday, accusing the technology giant of restricting the reach of President Luiz Inácio Lula da Silva’s campaign while boosting far-right candidate Flávio Bolsonaro, six days before the presidential runoff. The demonstration coincided with a court order giving Meta 24 hours to prove it was treating both campaigns equally.
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The protest on Faria Lima Avenue called for an end to what demonstrators described as the suppression of progressive political content. Organizers also demanded transparency in content moderation algorithms, protections for activists and journalists, and compensation for damage to public debate.
The Superior Electoral Court (TSE) imposed the 24-hour deadline amid mounting scrutiny of Meta’s handling of the campaigns. The dispute intensified after internal messages emerged in which company employees acknowledged that Lula’s account had faced restrictions compared with Bolsonaro’s. The messages indicated that Lula’s Instagram posts could not be promoted for nearly 24 hours between Oct. 9 and 10.
“META NO SE META!”
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) October 19, 2026
Movimientos brasileños ocupan la sede de la plataforma de redes sociales. pic.twitter.com/wetfUpEryA
Text Reads: “META DON’T GET INVOLVED!” Brazilian movements occupy the headquarters of the social media platform.
TSE Justice Marco Aurélio Bellizze warned that appeals would not suspend the court’s orders and doubled the daily fine for noncompliance from 500,000 reais to 1 million reais, or about $180,000.
The court also ordered Meta to submit individual reports in Portuguese, explain its recommendation algorithms, provide details on electoral advertising oversight, and identify potential networks of fake accounts and AI-generated images.
“Unilaterally replacing deadlines set by the court amounts to noncompliance, particularly in a process whose effectiveness depends on time,” Bellizze said.
Meta maintains that its content moderation policies apply equally to all political actors. Bolsonaro has also sought to join the proceedings, arguing that his own content has been harmed.
Protesters argued that the dispute exposed the broader influence of social media platforms over Brazil’s electoral process. They noted that 70% of the Brazilian population uses Instagram to obtain information and accused Meta, owned by Mark Zuckerberg, of wielding opaque power over political visibility.
“We cannot say we have fair elections when a company uses its economic, technical and technological power to tilt public debate toward one side, which is what is happening,” said Dani Silva, executive director of Ctrl+Z, one of the organizations behind the demonstration.
The rally was organized by the Não se Meta coalition, which included the Landless Workers’ Movement (MST), Levantamento da Juventude Popular, Brasil Popular, Article 19, Ctrl+Z, Código No Binário, Diracom, the National Forum for the Democratization of Communication and Sleeping Giants Brazil.
Under the slogan “Meta, stay out of our election,” demonstrators displayed signs featuring Zuckerberg alongside U.S. President Donald Trump and chanted for digital sovereignty and Meta’s exclusion from the electoral process.
Activist Veronyka Gimenes, known as Trava Hacker, described the company’s actions as part of what she called “digital colonialism,” alleging that technology companies seek to influence domestic politics across the Global South.
“Digital sovereignty is no joke; it is something that must be taken very seriously,” she said.
Activist Tiana Cauton urged people to take to the streets to demand the democratization of communications. She also expressed hope that a new presidential term would advance “autonomy through our own open and clean social networks.”
Demonstrators said Meta’s influence over political communication had undermined Brazil’s national sovereignty since the 2018 elections, renewing calls for greater accountability for social media platforms during the electoral process.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na manhã desta segunda-feira (19) em Marabá (PA), no sudeste do estado, onde participou de uma motociata.
Flávio Bolsonaro disse que pretende “fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu”. O candidato, entretanto, não deu detalhes sobre como vai colocar o plano em prática, mas deu a entender a possibilidade de flexibilização de regras ambientais e fundiárias.
“Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar", declarou.
O candidato também disse que o combate à criminalidade é uma das prioridades, em um eventual governo.
“Eu vou a partir de janeiro do ano que vem, pegar em guerra aos narcoterroristas. Vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade”, disse, ressaltando que irá “propor a castração química aos estupradores”.
O candidato disse ainda que a região Amazônica precisa de obras estruturantes, citando como exemplo a área da saúde.
De Marabá, o candidato partiu, no começo da tarde para a capital do Amazonas, Manaus, onde participou de ato com apoiadores na noite desta terça-feira.
Na noite desta segunda-feira (19), o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista ao SBT.
Lula disse que a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto que perdoa as dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs) irá beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores. As dívidas chegam a R$ 12,6 bilhões. O projeto ainda aumenta para 140 mil o teto para faturamento e permite a contratação de mais de um empregado. A legislação atual autorizava a contratação de apenas um empregado.
“[Com o perdão da dívida] os MEIs vão limpar o nome deles, para que eles possam continuar a vida”, disse na entrevista.
O presidente ainda tratou do impacto do fim da escala de trabalho 6x1, que vai possibilitar aos trabalhadores passarem mais tempo com os familiares; propostas para o combate à criminalidade e investimento na saúde.
A entrevista foi gravada. Na tarde de hoje, Lula participou de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre. O ato reuniu apoiadores no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico.
Ele anunciou que irá enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de abertura de seu sigilo bancário, telefônico e fiscal, bem como o dos filhos. Ele desafiou o adversário, Flávio Bolsonaro, a fazer o mesmo.
“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, disse.
“Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.
A ordem de apresentação da cobertura de agenda dos candidatos segue rodízio diário.
A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) considera que a vitória de Flávio Bolsonaro na primeira volta das presidenciais brasileiras mobilizou uma geração que vê a democracia em risco e decidiu não assistir de “braços cruzados”.
Fundada em 1937, a UNE participou na resistência à ditadura militar (1964–1985), na campanha pelas eleições presidenciais diretas, conhecida como “Diretas Já” (1983–1984), e no movimento dos “caras-pintadas” (1992), que exigiu a destituição do Presidente Fernando Collor de Mello.
“Quem protagonizou essas lutas eram jovens da mesma idade de quem hoje está a entrar numa assembleia universitária pela primeira vez”, observou Bianca Borges.
Para a dirigente, essa memória traz uma responsabilidade para os estudantes de hoje, sem significar uma equivalência entre os diferentes períodos históricos.
“O ensinamento que fica não é uma comparação automática entre períodos históricos, mas a compreensão de que democracia no nosso país, infelizmente, não é uma conquista definitiva: ela demanda resistência popular”, sublinhou.
“Eu acho que essa geração começa a perceber que história não é uma coisa que acontece apenas nos livros. Ela também é feita pelas escolhas que fazemos no presente”, afirmou Bianca Borges, sublinhando que essa memória histórica não implica equiparar o momento atual à ditadura, mas reforça a responsabilidade dos estudantes na defesa da democracia.
Entre as preocupações desta geração, Bianca Borges destacou o financiamento das universidades, a assistência estudantil, a ciência e tecnologia, os direitos sociais e laborais e o próprio papel das instituições democráticas.
“E existe ainda uma preocupação com o Congresso eleito. A juventude sabe que, independentemente de quem vença a Presidência, os próximos anos continuarão a ser de muita disputa política”, frisou.
Segundo a dirigente, a resposta dos estudantes ao resultado da primeira volta começou a ganhar forma em menos de 24 horas, depois de a UNE ter orientado as suas entidades de base a convocarem assembleias em todo o país.
“Em menos de 24 horas começaram a surgir plenárias, auditórios ficaram lotados e, poucos dias depois, as mobilizações já tinham saído dos campus e ocupado as ruas”, enfatizou.
Até porque, destacou, “o que está em causa, para essa geração, não é apenas o resultado de uma eleição”.
“Os estudantes estão a olhar para o futuro muito concreto das suas vidas: universidade, emprego, renda, ciência, assistência estudantil, direitos trabalhistas, capacidade de construir um projeto de vida e de permanecer num país que ofereça perspetivas”, disse.
Na primeira volta, realizada em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
Al Tribunal Superior Electoral de Brasil se le está acabando la paciencia con el gigante tecnológico Meta y los inescrutables entresijos de su funcionamiento. Un juez del TSE le ha dado 24 horas a la tecnológica propietaria de Instagram, WhatsApp y Facebook para que demuestre al tribunal que sus algoritmos y su inteligencia artificial dan un trato igual a los dos candidatos, al presidente Luiz Inácio Lula da Silva, del izquierdista Partido de los Trabajadores, y al senador Flávio Bolsonaro, del derechista Partido Liberal. La decisión judicial fue dictada el domingo por la noche cuando los presidenciables protagonizaban su primer debate.

© Andre Penner (AP Photo/Andre Penner)
Naquele 2 de fevereiro de 2021, a família de Cristiane tinha acabado de acordar e seus dois filhos, a menina com cinco e Pedro com dois anos, estavam brincando na porta de casa. De repente, dois disparos. Cristiane correu e, ao chegar onde as crianças estavam, viu um policial parado diante de Ana Clara. Ele deu vários tiros para o alto sem dizer nada. Não quis nem prestar socorro, só o fez após outro policial se aproximar e dizer “pega a garota que você fez merda”.
“Então ele carregou ela de qualquer jeito, pra não manchar a farda de sangue. Tirei minha filha dos braços dele e levei no meu colo. Ela não chorava, não gemia, não gritava. Perto do hospital, abriu os olhos e desceu uma lagrimazinha do olho dela. Pra mim, ela morreu ali”, lembra Cristiane Gomes da Silva, que também era quase uma criança quando Ana Clara nasceu – tinha 15 anos de idade.
Nesta segunda-feira, 19 de outubro, dia seguinte ao debate da Band entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, a hashtag #PesquiseOCasoAnaClara se tornou um mantra nas redes sociais. Motivo: Flávio é o advogado que manteve o policial Bruno Dias Delaroli, réu pelo assassinato da criança, fora da prisão até agora, como o presidente Lula lembrou no debate.
O caso veio à tona em março, em reportagem de Alice Maciel publicada pelo ICL Notícias. Há duas semanas, a série jornalística “Revelando” voltou ao tema em um episódio de 22 minutos apresentado pela atriz Camila Pitanga. Em 2024, já senador da República, Flávio assumiu a defesa do PM e assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou o júri popular. Embora o pedido tenha sido negado, até hoje não houve julgamento.
Cristiane, a mãe da garotinha, recebeu muito apoio nas redes sociais, mas também sofreu ataques de apoiadores de Flávio e começou a se sentir ameaçada na região onde vive, no Largo da Batalha, Niterói, perto de onde sua filha foi morta. Tomada por uma crise de pânico e depressão, afastou-se das redes, e ainda foi despejada da casa onde vivia de favor, pois o dono é bolsonarista.
Ela viu trecho do debate entre Lula e Flávio: foi “desesperador ver que Flávio não respondeu a pergunta sobre Ana Clara”, diz. Para ela, “as pessoas não enxergam que sou uma mãe que perdeu uma filha, acham que quero prejudicar o Flávio, há quem diga que a errada fui eu por deixar meus filhos na porta de casa. Flávio defendeu e conseguiu anular o júri do cara, tentou fazer o cara não ser julgado pelo crime que cometeu. Tenho certeza que, se ele for eleito, o caso vai ser esquecido e eu nunca terei o descanso de saber que o assassino da minha filha está pagando pelo que ele fez.”
Cristiane não é uma militante de esquerda – no primeiro turno, ela nem votou, pois sua advogada achou melhor ela não sair de casa por causa das ameaças. Há cinco anos e seis meses aguarda o julgamento do assassino de sua filha ser marcado. A princípio seria em 14 de abril deste ano, dia em que Ana Clara completaria 11 anos de idade, mas foi adiado para 21 de outubro. No fim de agosto, o julgamento foi reagendado para 5 de maio de 2027. “Disseram que foi adiado novamente porque a juíza terá outro compromisso no dia. Só tem ela de juíza? E precisava jogar para o meio do ano que vem?”, revolta-se Cristiane. “A gente sabe que foi aquele policial, a perícia foi feita, a balística das armas foi feita, todos sabem que aquele homem foi o único que atirou, o delegado sabe disso, eu sei, o policial sabe. Mas estou à mercê da Justiça.”
Depois que Ana Clara morreu, a família se desestruturou. Seu caçula, Pedro, hoje com oito anos, ainda lembra da irmã que morreu ao seu lado. Ele faz tratamento com psicólogo desde então e não está morando com a mãe. “Ainda tenho a guarda, mas deixei ele com a avó. Não quero que ele passe pelo que estou passando. Meu sonho é conseguir um emprego para ter a minha casa e trazer ele de volta. Tenho medo que ele sinta que eu o abandonei”, lamenta a mãe.
Cristiane fala sobre como é difícil conseguir trabalho. Ela parou de estudar adolescente, quando engravidou da filha. “Eu tento, mando currículos pra tudo que é canto, faço faxina, mas não consigo nada certo. Preciso me fazer de forte todos os dias, mas às vezes não dá, a realidade da situação chega e bate pânico. Às vezes entrego os pontos e não quero ver ninguém, penso que já deu pra mim essa vida, mas então vejo o Pedro e quero ter ele comigo, preciso dele e ele também precisa de mim. É isso que me dá forças”, diz a jovem de 27 anos que agora mora de favor com uma amiga. Por falta de dinheiro, a casa está há três dias sem gás e sem comida.
Ela conta que nunca tinha enterrado ninguém na vida quando precisou se despedir da própria filha. Como não tinha dinheiro, pegou um empréstimo de R$ 6 mil com agiota a juros abusivos. Depois de alguns meses, a dívida chegou a R$ 100 mil. “Minha defesa pediu R$ 400 mil de indenização pela morte da minha filha, mas o Estado disse que só pagaria R$ 140 mil. No desespero, com agiota me ameaçando, peguei esse dinheiro e paguei quem eu estava devendo. Tirando a parte da dívida e da defesa, não sobrou quase nada.”
Cristiane nunca foi procurada por nenhum representante do Estado. “Acordo todos os dias sem minha filha e nunca ouvi um pedido de desculpas do Estado. Nunca quis tratamento psicológico, mas hoje sei como faz falta. Tem dias que eu não durmo. Fim de ano piora, perto do Natal. Aí no começo do ano tem o aniversário dela. Eu evitava ver fotos e vídeos porque me faz mal, mas aí vem a saudade. Hoje ela teria 11 anos, fico pensando ‘como ela seria, qual seria o tamanho dela?’ Meu filho pergunta sobre ela, mas me pede para eu não ficar triste, diz que não quer mais perder ninguém”, conta a mãe.
Cristiane sente medo da família Bolsonaro, mas também do cabo Delaroli, um policial de Itaboraí que estava lotado no 16o Batalhão da PM. “Sinto medo, mas penso: ‘vou me calar e ficar quieta?’ Só pra passarem anos e anos e nada ser feito, e a Ana Clara ser mais uma criança que morreu assassinada e ficar por isso mesmo? Agora tenho uma nova oportunidade de trazer à tona tudo o que aconteceu, então não posso me calar.”
Ela diz ser difícil acreditar na Justiça, pois está vendo “o que acontece com quem tem poder e força, e não tenho condições de pagar um advogado como Flávio Bolsonaro para defender minha filha, alguém com poder de mudar datas e adiar o júri, mas no fundo tenho uma pontinha de esperança”. E promete não deixar que a filha seja esquecida. “Quantas vezes forem necessárias, vou gritar o nome de Ana Clara, vou gritar que ela tinha uma vida, tinha uma mãe, um irmão, que morreu um pouquinho antes do aniversário dela. Ela queria um quarto rosa de presente. Tive que pintar o túmulo.”
Desde a tragédia, Cristiane pedia a Deus uma visão de como Ana Clara estaria hoje se estivesse viva e, mais do que isso, de como ela está no plano espiritual, onde a mãe espera reencontrá-la um dia. Há dois meses, teve um sonho. “Era ela, eu vi minha filha, ela muito grande, com os cabelos cacheados, pernas compridas como as minhas, ela veio e me deu um abraço. Acordei aos prantos às 2h da manhã.”
O que a tem mantido de pé é sua fé. “Mamãe Iansã se mostrando presente em cada ventania”, escreveu nesta segunda-feira em seu status do WhatsApp, lembrando a orixá dos ventos e tempestades. Ela também publicou duas fotos ao lado de Ana Clara, com uma mensagem para a filha: “Ainda te espero na porta de casa, no riso que o vento levou. Cinco anos cabem num abraço que o tempo nunca apagou. Não te esqueceram, filha, teu nome ainda vive em mim. E enquanto eu respirar por nós duas, teu nome será lembrado.”

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“Wow”, tuitou Elon Musk, dono do X, depois que as apostas no site Polymarket passaram a favorecer Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula, demonstrando quem é seu favorito nas eleições brasileiras. O advogado Martin de Lucca, tuitou: “Primeiro eles cancelaram o X. Depois cancelaram o Rumble. Recentemente, até cancelaram o Polymarket. O tiro saiu espetacularmente pela culatra”, escreveu Lucca, que advoga para a Truth Social, rede de Donald Trump, e para a Rumble, rede social de direita que teve investimento milionário de JD Vance e de Peter Thiel, depois da vantagem de Flávio no primeiro turno. “Que bela manhã, né Brasil?”.
JD Vance reuniu-se com Flávio Bolsonaro em maio deste ano, e com André Marinho, filho do coordenador de campanha bolsonarista, em abril. Seu aliado e fiador, Peter Thiel, esteve em São Paulo apenas duas semanas depois, em 30 de abril, com uma comitiva de pelo menos 15 executivos, segundo revelou o jornalista Paulo Motoryn. De acordo com o site Amado Mundo, a rede Rockbridge Network, fundada por JD Vance, mantém um representante integrante dentro da sede de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo, e enviou um plano de trabalho que incluía a criação de um Conselho de Tecnologia para assessorar sua campanha, segundo o Intercept.
Mark Zuckerberg, em janeiro do ano passado, nomeou o Brasil – sem nomear – ao afirmar que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar empresas para silenciosamente derrubar [posts]” e que se uniria ao governo de Donald Trump para lutar contra essas ordens secretas – a referência eram ordens do STF depois da tentativa de Golpe de Estado em 2023.
Os donos das Big Techs estão acompanhando de perto as eleições brasileiras. Afinal, sabem que elas serão cruciais para definir como será o futuro dos seus negócios.
O caso mais notório de interferência, até agora, tem sido a Meta – empresa que mais faturou com impulsionamento de campanhas, R$282 milhões. Mesmo assim, funcionários da empresa reclamaram em canais internos da inação dos desenvolvedores lotados nos EUA em reverter o banimento da conta de anúncios da campanha de Lula no Instagram, em 9 de outubro. Os americanos fizeram corpo mole em vez de permitir condições iguais às do adversário, que seguia impulsionando seus conteúdos.
Mas esse foi apenas um dos eventos. Na semana passada, a IA da Meta permitia que qualquer pessoa criasse imagens pró-Flávio e contra o Lula – acusando o PT de corrupto, por exemplo. Se o mesmo pedido era feito sobre o candidato do PL, a IA respondia que não podia gerar a imagem. A Meta reconheceu que sua IA permitiu a criação de imagens favorecendo Flávio e que “a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora, e não por razões políticas”.
Antes disso, a Meta suspendeu por algumas horas a conta do canal Revelando Brasil no Instagram, que tem publicado vídeos documentais sobre casos envolvendo Flávio Bolsonaro, quando este se tornava o principal assunto das redes, uma semana antes do primeiro turno. Até agora não houve explicação do porquê.
A tendência para o lado da campanha do filho de Jair incomodou até mesmo o TSE, que na semana passada decidiu que a Big Tech tem que agir com isonomia sobre conteúdos das duas campanhas – e que prove que está fazendo isso. Em caso de descumprimento, a Meta terá que pagar R$ 500 mil por dia.
O Ministério da Justiça acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal para abrir uma investigação contra a Meta, e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF já abriu um procedimento para investigar a empresa. Além disso, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) está coletando assinaturas para uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar se está havendo interferência das Big Techs nas eleições.
A mobilização chamou a atenção da imprensa internacional – o que forçou a Meta a publicar um comunicado negando tentar interferir nas eleições. A empresa ainda saiu com essa: “Há muito tempo, a Meta alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão. Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros” – ou seja, a culpa dela estar prejudicando a campanha petista é da regulação.
É aí que está o fio da meada. Faz sentido para a Meta e também para outras Techs investirem no fim do governo Lula porque o Brasil é o fiel da balança no sul global em termos de regulação do mundo digital.
Durante o governo Lula, elas contabilizaram muitas derrotas: o banimento do Twitter pelo STF; a decisão do STF de responsabilizá-las legalmente por conteúdo ilegal; o Eca Digital, conhecido como “Lei Felca”; a decisão do Cade de abrir uma investigação conta o Google por concorrência desleal ao jornalismo ao lucrar com o conteúdo sem pagar por ele, além de outras decisões da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), do MJ, e da ANPD – por exemplo, a agência obrigou a Meta a informar os usuários e pedir permissão sobre uso de conteúdos de usuários no Facebook, WhatsApp, e Instagram para treino no IA. Recentemente, as “lives” do Discord foram banidos depois do suicídio de uma menina de 13 anos.
Flávio e a bancada digital já avisaram que querem reverter todas essas regras. Flávio planeja um “revogaço” dos decretos de Lula que regulamentaram a decisão do STF sobre a responsabilização das plataformas, que estabeleceu a ANPD como agência reguladora. A “bancada da liberdade de expressão digital”, que tem nomes como Carol di Toni, Filipe Barros e Carlos Jordy, do PL, quer que o Congresso defina as responsabilidades da ANPD.
Só que, no Brasil, a discussão sobre redes sociais e Big Techs ultrapassou, e muito, a esfera do Congresso. É o que mostra o caso da interferência da Meta nas eleições. Arrisco dizer que o Brasil é o único país em que a sociedade tem clareza dos riscos representados pelas Big Techs. Não se trata de um partido, um político ou um punhado de ONGs: é um país se mobilizando para conter os danos da tecno-oligarquia.
Hoje às 17h, a pressão vai aumentar. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais convocam a sociedade para um ato pacífico na sede da Meta, na Faria Lima, em São Paulo.
E agora, volto ao início da minha coluna. Se as Big Techs estão de olho nas nossas eleições, o mesmo é verdade para a crescente comunidade de especialistas, legisladores, jornalistas e ativistas que se importam com a batalha mundial da humanidade contra essa oligarquia. Com as eleições, o epicentro desta luta volta a ser o Brasil – e isso não vai terminar no domingo, vença quem vencer. O Brasil seguirá tendo um dos movimentos atuantes e mais robustos de pressão e organização cívica para emparedar as Big Techs – um movimento, ouso dizer, irreversível.

Brazilian socialist President Luiz Inácio Lula da Silva, in an apparent gaffe, said in Sunday's heated presidential debate that Brazil will be "finished" if he is reelected for a fourth term in the upcoming runoff election.
The post Oops: Lula in Presidential Debate: If I Win, ‘People Will Say Brazil Is Finished’ appeared first on Breitbart.
On Sunday, newspapers Estadao and Folha revealed for the first time that the Brazilian Federal Police had sent a new investigation to the Supreme Federal Court (STF) to examine suspicions of money laundering involving presidential candidate Flavio Bolsonaro and lawyer Willer Tomaz.
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The investigation seeks to clarify the relationship between them and possible irregularities in financial transactions detected during another probe related to the movement of capital through betting activities.
The journalistic revelation came hours before a televised presidential debate in which Workers’ Party leader Lula da Silva challenged the far-right senator to authorize Brazilian authorities to examine his bank accounts and phone so the Brazilian people could learn the origins of his personal wealth and his family’s fortune. Flavio Bolsonaro refused to do so.
On Oct. 8, the case file for the new investigation arrived at the Supreme Court and was assigned by lottery to Justice Alexandre de Moraes. Previously, he oversaw the case that ended with a 27-year prison sentence for coup plotting against former President Jair Bolsonaro, Flavio’s father.
Brazil’s election offers a simple choice:
— BRASILWIRE (@BRASILWIRE) September 21, 2026
Governance from Brasilia or from Washington.https://t.co/TORegJQvQK
De Moraes was also the justice responsible for the proceedings in which Eduardo Bolsonaro, the far-right presidential candidate’s brother, was sentenced to four years in prison for attempting to coerce judges and orchestrate U.S. sanctions against Brazil to obstruct the case against his father.
According to investigators, an analysis of data extracted from digital files linked to lawyer Willer Tomaz revealed records indicating a close relationship between him and Flavio. Items found in the material examined by the Federal Police included references to meetings, parties and gatherings, as well as the lawmaker’s personal documents.
The investigation also indicates that a bank account linked to Willer Tomaz recorded transactions totaling about 130 million reais between March and May 2025. Investigators seek to establish the origin and destination of these funds, as well as verify possible connections to companies and financial operations related to the betting sector.
The case also includes information about payments for Flavio’s trips to Europe and an account linked to Alcazar Holding, in which the senator was identified as the “master user.” Both Flavio and Willer deny any wrongdoing and say their relationship is one of “friendship.”
teleSUR/ JF
Sources: Estadao – Folha – La Jornada