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‘Speak Up’ celebrou 24 anos de dedicação ao ensino da língua inglesa

20 October 2026 at 11:42

VTM

O ‘Speak Up’ Vila Real celebrou, no dia 7 de outubro, o seu 24.º aniversário, assinalando quase um quarto de século de dedicação ao ensino da língua inglesa e à formação de alunos em Vila Real.

A data foi comemorada num ambiente de alegria e boa disposição, com um bolo de aniversário personalizado, especialmente preparado para a ocasião. Depois de se cantarem os parabéns, procedeu-se à abertura e partilha do bolo, seguindo-se um momento de convívio, com bebidas e boa disposição entre os presentes.

Mais do que assinalar mais um ano de existência, esta comemoração foi uma oportunidade para celebrar o percurso do ‘Speak Up’ Vila Real e do trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas na promoção da aprendizagem da língua inglesa.

O ambiente vivido na escola refletiu também a importância da componente humana no processo de aprendizagem. Para além dos conhecimentos adquiridos nas aulas, a relação entre alunos e professores, a partilha de experiências e a criação de memórias são elementos que contribuem para tornar o percurso educativo mais enriquecedor.

Aprender inglês

Essa dimensão é particularmente valorizada pelos alunos. Rafael, aluno do Speak Up Vila Real, destaca a importância de aprender num ambiente em que se sente acompanhado e motivado. “Aprender inglês é importante para o meu futuro, mas também gosto de vir às aulas porque aprendemos de uma forma dinâmica. Foi muito giro poder celebrar o aniversário da escola com os colegas e os professores”.

Também Sandra, aluna da escola, sublinha a importância da aprendizagem para além da sala de aula. “O inglês abre muitas portas, tanto na escola como no futuro profissional. No Speak Up, sinto que vou ganhando mais confiança para falar e cometer erros sem ter medo. Foi bom poder festejar esta data com todos”.

Num mundo cada vez mais globalizado, o domínio da língua inglesa assume uma importância crescente na educação, na comunicação e no mercado de trabalho. A aprendizagem de uma língua estrangeira permite não só desenvolver competências linguísticas, mas também alargar horizontes e criar novas oportunidades.

Ao longo do seu percurso, o ‘Speak Up’ Vila Real tem procurado afirmar-se como um espaço de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, construindo uma relação de proximidade com os seus alunos e respetivas famílias.

A celebração do 24.º aniversário foi “um momento para recordar o caminho percorrido, reconhecer todos aqueles que fazem parte desta história e renovar a motivação para os desafios que se seguem”, revela.

Com os olhos postos no futuro, a escola aproxima-se agora de uma data particularmente especial: os seus 25 anos de existência, um “marco que permitirá celebrar um quarto de século dedicado à aprendizagem da língua inglesa em Vila Real”.

 

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Trabalhadores das escolas de Albufeira ameaçam greve de cinco dias em novembro

19 October 2026 at 19:27

Os assistentes operacionais das escolas de Albufeira denunciaram esta segunda-feira uma crescente sobrecarga de trabalho, que dizem ter sido agravada pelo fim da contratação externa dos serviços de limpeza, situação que levou à pré-convocatória de uma semana de greve para novembro.

O protesto decorreu em frente à Câmara Municipal de Albufeira e foi promovido pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P), reunindo “cerca de uma centena e meia” de trabalhadores dos três agrupamentos escolares do concelho, segundo fonte sindical citada pela Lusa.

Daniel Martins, dirigente do sindicato, considera que a escassez de profissionais é “um problema nacional”, mas sustenta que, em Albufeira, os assistentes operacionais “andam exaustos” porque “são paus para toda a obra”, acumulando um elevado número de tarefas.

Entre as funções desempenhadas pelos trabalhadores no concelho algarvio estão o acompanhamento e a vigilância dos alunos, o apoio às refeições, os serviços de manutenção e a assistência a crianças com necessidades educativas especiais, entre outras, enumerou o sindicalista.

Sindicato alerta para sobrecarga após fim da limpeza externa

“Toda uma panóplia de situações que nem sequer integram o conjunto de funções que lhes são atribuídas e que eles fazem de bom grado, mas sem a formação devida”, sustentou o dirigente do S.TO.P.

Este problema, acrescentou, foi agravado pelo fim do contrato de prestação de serviços de limpeza nas escolas do concelho, no final de setembro, causando “uma sobrecarga extra”.

“Se as colegas já estavam sobrecarregadas de trabalho, agora ainda lhes foi atribuído mais trabalho. As limpezas, sendo função delas, tinham sido privatizadas, mas essa subcontratação terminou agora. As colegas não aguentam, muitas estão a meter baixa, outras estão a dar mais uma hora ao final do dia para pôr as coisas no mínimo exequível. Quem paga são as crianças, que não têm escolas em condições”, afirmou Daniel Martins.

Segundo o S.TO.P, a situação pode comprometer a segurança dos alunos, uma vez que os assistentes operacionais têm de dividir o tempo entre a limpeza dos espaços e a vigilância das crianças.

“Ou existem funcionários para limpar ou funcionários para vigiar, o que não podem é estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que a segurança está em causa”, alertou o dirigente sindical.

Trabalhadores admitem greve entre 9 e 13 de novembro

Num plenário realizado hoje, os profissionais aprovaram a entrega de um caderno reivindicativo à Câmara de Albufeira, esperando “obter respostas até final do mês de outubro”, revelou Daniel Martins.

Já está agendado um novo plenário, com marcha pelas ruas da cidade, para 04 de novembro, em que será avaliada e ratificada uma greve de uma semana, já pré-convocada para os dias 09 a 13 de novembro, “dependendo do que a câmara responder”, destacou o dirigente do S.TO.P.

Câmara anuncia novas contratações e investimento em vigilância

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (Chega), considerou as críticas injustas e revelou que, até final deste ano letivo, a autarquia espera contratar cerca de uma centena de profissionais para as escolas.

“A partir de amanhã [terça-feira], vão entrar 20 novos assistentes operacionais. Vamos apresentar em reunião de câmara uma proposta de concurso para contratar mais 35 assistentes operacionais, além de 14 cozinheiros, e contamos ter disponíveis mais 30 em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, referiu.

A Câmara de Albufeira vai investir também 150 mil euros em serviços de vigilância na entrada das escolas, libertando assistentes operacionais para as suas funções, acrescentou o autarca eleito pelo Chega, lembrando que a contratação externa para a limpeza “tinha um custo de mais de 1 milhão de euros”.

“Não há nenhum município no Algarve em que os assistentes operacionais não façam limpezas. Compreendo muitas das suas queixas, acho que estes profissionais têm de ser valorizados, mas no dia a dia vão ter de cumprir o que está no seu contrato”, defendeu.

Leia também: Este radar esteve entre os que mais infrações registaram em Portugal: fica no Algarve

Do crescimento ao valor: o futuro do turismo depende de quem nele trabalha | Por Luís Filipe

19 October 2026 at 15:21

O turismo português continua a crescer em receitas, dormidas e projeção internacional.

A eleição de Portugal como Melhor Destino da Europa e a distinção do Algarve como Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2026 são motivo de orgulho e confirmam a atratividade dos nossos destinos. Mas estes prémios devem também levar-nos a refletir sobre o que significa, na prática, ser um destino de excelência. Num território onde o acesso à habitação se tornou uma preocupação crescente, importa perguntar se quem contribui diariamente para essa excelência consegue também viver na região, desenvolver uma carreira e projetar nela o seu futuro. A reputação de um destino não se constrói apenas com aquilo que oferece a quem o visita, mas também com as condições que proporciona a quem nele trabalha. Para além dos indicadores de sucesso, importa colocar uma pergunta essencial:

  • “Estamos a construir um setor onde as pessoas querem permanecer, evoluir e desenvolver uma carreira?”

A dificuldade em atrair e reter profissionais qualificados é frequentemente apresentada como um problema de falta de mão de obra, sazonalidade ou evolução demográfica. São fatores relevantes, mas há outra questão que merece atenção: como valoriza o setor as competências de que necessita?

Esta não é uma preocupação nova. Durante décadas, a hotelaria e a restauração conheceram mecanismos de reconhecimento profissional que associavam categorias, preparação técnica, experiência e, em determinados casos, remuneração. As carteiras profissionais e os enquadramentos previstos na contratação coletiva ajudavam a estruturar percursos e a distinguir funções.

Conheço esta realidade também pela minha experiência profissional. Comecei na hotelaria como bagageiro, passei a aprendiz de receção e evoluí para rececionista de segunda e, posteriormente, de primeira, até chegar a diretor hoteleiro. Não era apenas uma sucessão de funções: existia um percurso profissional reconhecível. O conhecimento de línguas estrangeiras, quando devidamente reconhecido, podia também traduzir-se num prémio remuneratório. A competência adquirida tinha, assim, uma expressão concreta no trabalho.

A legislação e a contratação coletiva conheceram, entretanto, alterações profundas. Em 2011, o Decreto-Lei n.º 92/2011 instituiu o Sistema de Regulação do Acesso a Profissões, simplificando o acesso a diversas profissões e eliminando, nos casos abrangidos, determinados requisitos de acesso. A simplificação do acesso ao mercado de trabalho tinha objetivos próprios, mas deixou uma questão que continua atual: como assegurar que a facilidade de entrada nas profissões não se traduz numa menor valorização da preparação técnica e da experiência?

Não se trata de idealizar o passado nem de defender o regresso às antigas carteiras profissionais. Trata-se de recuperar a função de reconhecimento que importa preservar: distinguir competências, valorizar o saber-fazer e criar perspetivas de progressão.

Hoje, dispomos do Quadro Nacional de Qualificações, de referenciais de formação certificada e de instrumentos de contratação coletiva que continuam a definir categorias profissionais e níveis remuneratórios. O desafio está em articular melhor estes mecanismos, para que a qualificação, a especialização e a experiência tenham consequências efetivas nas oportunidades de carreira e na remuneração.

Se alguém investe tempo e esforço numa formação profissional, é legítimo esperar que esse investimento faça diferença. Não significa que um diploma deva garantir automaticamente uma categoria ou um salário. Significa que as competências adquiridas e demonstradas não podem ser tratadas apenas como um requisito para entrar no mercado de trabalho.

Quando as perspetivas de evolução são reduzidas e a experiência acumulada não encontra reconhecimento, torna-se mais difícil reter profissionais. A rotatividade representa então mais do que um problema de recrutamento: implica perda de conhecimento, sobrecarga das equipas e riscos para a consistência e a qualidade do serviço.

Que caminhos podemos seguir?

Em primeiro lugar, precisamos de reforçar a ligação entre qualificação e carreira. Os níveis do Quadro Nacional de Qualificações, incluindo os níveis 4 e 5, podem ajudar a estruturar percursos profissionais, desde que articulados com as competências demonstradas, as responsabilidades assumidas e mecanismos transparentes de progressão e remuneração.

Em segundo lugar, importa aprofundar a colaboração entre entidades formadoras e empresas. Experiências como o Hotel Academy Lab ilustram o potencial da aprendizagem em contexto real de trabalho. Mas a colaboração não deve terminar com a formação ou o estágio. Deve incluir acompanhamento, tutoria e condições para uma integração profissional efetiva.

Em terceiro lugar, temos de reconhecer o valor da experiência e da transmissão de conhecimento. Os profissionais mais experientes representam um património que importa preservar. Valorizar a tutoria, criando condições para que acompanhem e desenvolvam os mais novos, é investir na qualidade do serviço, na continuidade das equipas e na dignificação das profissões.

Estas mudanças exigem o envolvimento das empresas, dos trabalhadores, dos parceiros sociais, das entidades formadoras e das instituições públicas. Nenhum destes intervenientes conseguirá, isoladamente, responder a um desafio que atravessa todo o ecossistema turístico.

É também aqui que a valorização profissional se liga à sustentabilidade. Um destino não pode avaliar o seu sucesso apenas pelas receitas geradas ou pelos visitantes recebidos. Deve igualmente perguntar se cria condições para que as pessoas que nele trabalham possam desenvolver competências, progredir e construir um futuro profissional.

O turismo português não tem de escolher entre crescer e valorizar as pessoas. Tem de demonstrar que consegue crescer criando mais valor económico, profissional e social.

A questão já não é apenas onde encontrar os trabalhadores de que o setor precisa. É perceber que razões lhes estamos a dar para escolher este setor, permanecer nele e querer fazer melhor.

Não precisamos de regressar ao passado. Precisamos de garantir que, no turismo de hoje, a qualificação, a competência e o saber-fazer voltam a ser razões concretas para reconhecer, valorizar e fazer progredir quem trabalha.

Leia também: Formação profissional: valorizar competências, transformar realidades | Por Luís Filipe

Algarve entre as regiões afetadas por greve dos trabalhadores não docentes

19 October 2026 at 12:29

A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), está a afetar também o Algarve, onde o sindicato indicou ter conhecimento de escolas encerradas em Silves, Albufeira e Lagoa. A paralisação levou ainda ao fecho de vários estabelecimentos de ensino nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal.

Em Lisboa, as aulas estavam suspensas durante a manhã na Escola Secundária José Gomes Ferreira, segundo a diretora do agrupamento de escolas de Benfica. A situação deverá ser reavaliada a partir das 13:00, com a mudança de turno dos funcionários.

Também a Escola Básica 1/2/3 Pedro de Santarém encerrou devido à greve dos profissionais não docentes, tal como a Escola Básica 2/3 Luís de Camões, a Escola Secundária D. Filipa de Lencastre e a Escola Básica de Telheiras.

Na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, os alunos ficaram igualmente sem aulas.

Encerramentos registados em vários distritos

Na margem sul, no distrito de Setúbal, a Escola Básica 2, 3 Costa da Caparica também estava fechada.

Ainda no distrito de Lisboa, o cenário é o mesmo na Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, e na Escola Básica D. António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira.

Em Coimbra, a Escola Secundária Infanta Dona Maria também encerrou devido à greve.

Contactado pela Lusa por telefone, o dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Francisco Pinto, disse, cerca das 08:45, ter já conhecimento de “muitas escolas fechadas por todo o país”.

O dirigente sindical indicou que, em Lisboa, estão ainda encerradas as escolas dos agrupamentos de Olaias, Pedro Santarém, José Gomes Ferreira e Camões.

Sinape aponta escolas fechadas em Silves, Albufeira e Lagoa

“O panorama é idêntico por todo o país, temos conhecimento de escolas fechadas em Viseu, Pedras Salgadas, Aveiro, Coimbra, Silves, Albufeira, Lagoa, Palmela, Setúbal e Sesimbra, entre outras localidades. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma sessão de 70% de trabalhadores não docentes”, disse.

Segundo o sindicato, a greve abrange trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.

Trabalhadores reivindicam carreiras próprias

De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes — técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais — reivindicam carreiras próprias, tendo em conta a especificidade das funções que desempenham.

O sindicato acrescenta que os trabalhadores “encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública”.

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Olhão recebe alunos de Espanha e Alemanha em projeto Erasmus dedicado às lendas europeias

19 October 2026 at 09:30

Estudantes de Portugal, Alemanha e Espanha concluíram em Olhão a última mobilidade do projeto Erasmus+ “Be Creative, Feel Legendary 2.0”, numa semana dedicada às lendas e tradições europeias, ao trabalho colaborativo e ao contacto com diferentes realidades culturais.

Entre 6 e 13 de outubro, o Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes (AEFFL), em Olhão, recebeu alunos e professores do Albertus Magnus Gymnasium, de Ettlingen, na Alemanha, e do Institut Els Pallaresos, de Tarragona, em Espanha.

A iniciativa encerrou os trabalhos desenvolvidos pelos três estabelecimentos de ensino em torno das lendas e tradições, através de workshops destinados a reforçar competências de trabalho em equipa e a reflexão sobre uma identidade europeia comum.

Lendas de Olhão ganharam nova vida com inteligência artificial

A Rota das Lendas de Olhão serviu de ponto de partida para as atividades realizadas durante a mobilidade. Além das histórias locais, os participantes trabalharam também a lenda catalã “Pont del Diable” e a alemã “Der Ring am Ettlinger Kirchthurm”.

As diferentes narrativas foram recriadas com recurso à inteligência artificial, numa iniciativa que procurou aproximar as tradições europeias das gerações mais jovens.

Os estudantes alemães e espanhóis tiveram ainda oportunidade de frequentar aulas juntamente com os colegas portugueses e de conhecer o quotidiano de Olhão, tendo ficado alojados junto de famílias locais durante a estadia.

O programa incluiu igualmente uma visita de estudo ao Barlavento algarvio, uma atividade de kayak dinamizada pelo Centro de Formação Desportiva do AEFFL, na Fuzeta, e uma expedição pela Ilha da Armona.

Gastronomia e cultura completaram programa

A componente gastronómica também integrou a mobilidade, através de um almoço com iguarias locais e nacionais preparado pelos alunos e docentes do Curso Profissional de Técnico de Cozinha e Restauração.

Para o AEFFL, “esta experiência representou mais uma oportunidade de enriquecimento cultural e pedagógico, reforçando o compromisso com a internacionalização e a partilha de boas práticas no contexto europeu”.

O agrupamento considera que a participação neste tipo de projetos contribui para aprofundar a colaboração com escolas internacionais e promover uma cidadania ativa e participativa, associada também aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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Miniassembleias nas escolas juntam mais de mil alunos para falar de saúde sexual

18 October 2026 at 12:50

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) está a promover “miniassembleias da saúde” em escolas básicas e secundárias para esclarecer os jovens sobre infeções sexualmente transmissíveis. As iniciativas envolvem mais de 1.000 alunos entre os 14 e os 18 anos, que participam no debate e na transmissão de informação aos colegas.

As sessões integram a campanha #semvergoha, com o apoio científico da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da Sida (APECS). Em declarações à Lusa, a presidente da SPLS, Cristina Vaz de Almeida, defendeu que os jovens devem ser “os protagonistas da mudança”.

A iniciativa surge num contexto em que quase 30% dos novos casos de VIH registados em 2024 ocorreram em pessoas com menos de 30 anos. No conjunto dos novos diagnósticos, 53,9% foram identificados numa fase avançada da infeção, segundo os dados citados pela Lusa.

Informação simples e discussão em pequenos grupos

As miniassembleias são desenvolvidas com os próprios alunos. Médicos ou enfermeiros começam por transmitir informação em linguagem simples, seguindo-se a divisão dos participantes em grupos para debater temas como a sífilis, o VIH e a sida, a transmissão das infeções e a utilização correta do preservativo.

“Para haver desenvolvimento de competências nestes jovens, não pode ser uma ação meramente expositiva. Temos de adaptar ao perfil”, explicou Cristina Vaz de Almeida.

A responsável associa o aumento das infeções sexualmente transmissíveis entre os jovens a “comportamentos de risco e falta de literacia em saúde”, tanto dos adolescentes como das famílias.

A abordagem procura reduzir o estigma e “normalizar os comportamentos protetores”, permitindo que a informação circule de forma simples e que os alunos transmitam mensagens corretas entre si.

No final, as miniassembleias são publicadas e os participantes podem rever-se. “Gostam de ver que são eles os atores da mudança”, afirmou a presidente da SPLS.

Saber aceder à internet não significa saber usar informação de saúde

Cristina Vaz de Almeida alertou que a familiaridade dos jovens com o meio digital não garante capacidade para compreender e utilizar informação sobre saúde.

“Têm literacia digital, sabem aceder ao digital, mas não têm literacia em saúde digital, não sabem usar o conhecimento quando estão dentro do digital”, observou.

Perante a dificuldade de mudar comportamentos, a responsável considera as escolas um espaço privilegiado de intervenção.

“Promover a literacia em saúde nas escolas é investir na capacidade dos jovens para compreenderem a informação, avaliarem as suas opções e tomarem decisões informadas sobre a sua saúde e o seu bem-estar”, defendeu.

Para isso, acrescentou, é necessário “criar espaços de confiança, onde os jovens possam falar sem vergonha, esclarecer dúvidas sem receio de julgamento e aceder a informação clara, rigorosa e adequada à sua idade”.

Sessões previstas em Lisboa, Peniche, Felgueiras e Lousada

Em outubro, as miniassembleias passam pela Escola Secundária Padre António Vieira, em Lisboa, nos dias 20 e 22, e pela Escola Básica Marquesa de Alorna, também na capital, no dia 29.

Em Peniche, a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Atouguia da Baleia recebe a iniciativa em 28 de outubro.

No dia 18 de novembro, estão previstas sessões nas escolas secundárias de Felgueiras e de Lousada.

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Aos 17 anos, ensina finanças a crianças para combater a desigualdade

17 October 2026 at 17:00
Aos 17 anos, Agastya Rekhi, estudante do ensino secundário em Hong Kong, ensina finanças e economia a crianças mais novas há quase três anos. Durante o seu trabalho voluntário, conheceu famílias que tinham dificuldade em compreender de que forma os preços, os investimentos e as notícias económicas afetavam o seu quotidiano. De acordo com o South China Morning Post, essas experiências levaram-no a concluir que o acesso à informação era apenas parte do problema. A forma como essa informação era transmitida era igualmente importante. Finalista na categoria Spirit of Youth dos Prémios Spirit of Hong Kong de 2026, Rekhi desenvolveu

Autarquias do Algarve chamadas a aderir ao Heróis da Fruta para levar projeto às escolas

16 October 2026 at 09:16

Câmaras municipais e juntas de freguesia do Algarve são convidadas pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) a tornarem-se parceiras oficiais do Heróis da Fruta, projeto dirigido à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo do ensino básico.

A associação lançou uma nova área online dedicada às autarquias, através da qual municípios e freguesias podem formalizar gratuitamente a parceria, convidar escolas a participar, divulgar a iniciativa junto da comunidade e acompanhar em tempo real as turmas inscritas nos respetivos territórios.

De acordo com a APCOI, uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade e cerca de 70% não consome diariamente fruta ou vegetais em quantidade suficiente.

O “Heróis da Fruta”, apresentado pela associação como uma iniciativa de literacia alimentar em contexto escolar, já alcançou um milhão de alunos da educação pré-escolar e do 1.º ciclo. As escolas e agrupamentos podem inscrever gratuitamente as turmas até 31 de outubro.

Autarquias podem acompanhar escolas e turmas inscritas

O novo espaço digital permite às autarquias aceder a convites preparados para enviar às escolas, materiais de divulgação e informação atualizada sobre as adesões em cada concelho e freguesia.

O registo dá ainda acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada através da assinatura digital de um protocolo de cooperação.

A APCOI pretende, desta forma, envolver diretamente o poder local na divulgação e acompanhamento do desafio, procurando aumentar o número de escolas e crianças participantes.

“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade”, afirma Mário Silva, presidente da APCOI.

Projeto-piloto em Lisboa apresentou maior adesão

A associação apresenta como exemplo a experiência do “Heróis da Fruta 2.0”, desenvolvida no último ano letivo na freguesia da Ajuda, em Lisboa, em parceria com a respetiva Junta de Freguesia e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk.

A avaliação foi realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL).

Segundo os dados divulgados pela APCOI, 90% das escolas da Ajuda aderiram ao projeto-piloto, face a 7% na edição nacional. Todas as turmas participantes concluíram o desafio, enquanto no programa nacional a percentagem foi de 28%.

A associação indica ainda que 87% das crianças abrangidas na Ajuda provaram novas frutas ou vegetais durante o projeto, contra 54% na edição nacional.

“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos”, afirmou Jorge Marques, presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante a 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Mário Silva destaca como uma das componentes do projeto a expectativa criada entre as crianças em torno da conclusão do desafio. “Talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país.”

Avaliação aponta maiores ganhos entre crianças de famílias com menores rendimentos

De acordo com a APCOI, a avaliação realizada pelo ISAMB-FMUL concluiu que as crianças pertencentes aos escalões A e B da Ação Social Escolar registaram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.

O método utilizado inclui jogos, canções e missões diárias, procurando introduzir a temática da alimentação saudável na rotina das turmas.

“Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula”, afirmou Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante a 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Tuk Tuk, Yoga e Sushi são as três personagens principais do projeto educativo.

As autarquias interessadas podem efetuar gratuitamente o registo na plataforma dedicada do “Heróis da Fruta”, enquanto as escolas e agrupamentos dispõem até 31 de outubro para inscrever as respetivas turmas.

Leia também: Fogo em habitação deixa cinco feridos e mobiliza socorro em Olhão

Salas cheias de futuros vazios? | Por José Figueiredo Santos

14 October 2026 at 20:38

Há em Portugal uma curiosa inclinação para reformar aquilo que não se conhece. É um dos nossos mais antigos virtuosismos da nossa administração. A nação, pouco diligente na execução das coisas simples, revela uma energia heroica quando se trata de complicar as difíceis. Assim, a escola, esse lugar onde deveriam crescer as inteligências no cultivo do intelecto e amadurecer os caracteres, tornou-se o campo de eleição dos reformadores, dos doutrinadores e de todos aqueles que, não tendo encontrado utilidade bastante para a própria existência, descobrem subitamente a vocação salvífica dos outros.

A escola nasceu para ensinar, mas a educação é um trabalho de bastidores, lento e sem proveito político fácil. O esforço de duas décadas de um professor para abrir horizontes a um aluno não produz um resultado apresentável numa conferência de imprensa, nem rende títulos de jornal. Já as decisões ministeriais operam na lógica do espetáculo: altera-se o nome de uma matéria, adota-se um novo software e vende-se uma revolução na educação. No fim do dia, a propaganda de uma reforma vistosa costuma render mais dividendos políticos do que manter as escolas a funcionar na normalidade.

Foi assim que começámos a substituir a educação pelo seu aparato, convertendo as escolas em estabelecimentos de produção de competências. A palavra é magnífica: tem um ar moderno, dispensa explicações e permite que até o mais incompetente dos funcionários discorra longamente sobre a competência dos outros.

Nas reuniões, os diretores falam de indicadores, os técnicos de monitorização e os consultores de alinhamento estratégico. Os professores escutam. Alguns ainda se lembram de que a sua profissão consiste em ensinar crianças, mas evitam confessá-lo, por receio de parecerem desatualizados.

A rotina atual dos professores está saturada de burocracia. O professor é hoje obrigado a ensinar, avaliar, registar, preencher formulários, justificar e demonstrar que refletiu. A única atividade que ninguém lhe exige expressamente é a de pensar. Essa continua a ser uma iniciativa pessoal, tolerada desde que não interfira com a agenda das reuniões.

Entretanto, nos gabinetes refrigerados da capital, os especialistas desenham o futuro da educação com régua, esquadro e uma confiança comovente na ignorância alheia. Conhecem gráficos, dominam siglas e falam, com bastante fluência, a linguagem dos relatórios. Só lhes falta, por vezes, conhecer uma criança.

Não procuro a imagem perfeita de uma publicidade escolar, uma criança sorridente à frente do computador, mas sim a autenticidade da infância. Falo de alunos reais: aqueles que demoram o seu próprio tempo a entender um conceito, que surpreendem com perguntas imprevistas e que põem a empatia e a justiça acima de qualquer nota ou disciplina.

Como incluir uma formiga num indicador de desempenho? Em que campo do formulário se regista a descoberta de que o sofrimento do outro também nos diz respeito?

Os nossos especialistas resolveram o problema com elegância: desenharam um mapa para todas as escolas, esquecendo-se apenas de perguntar se todas as crianças queriam chegar ao mesmo destino. Distribuímos o mesmo par de sapatos a pés diferentes e depois admiramo-nos de que alguns caminhem com dificuldade. Aos que não chegam a tempo, oferecemos um relatório sobre a importância da pontualidade.

A política, essa não larga a escola. O sistema escolar continua a ser um campo de batalha ideológico. A esquerda e a direita disputam-na com o ardor de duas famílias que reclamam uma herança antecipada. Cada novo governante anuncia uma era, altera programas e aponta o dedo ao passado. Entretanto, as crianças continuam a crescer. E o futuro, essa criatura sem partido nem direito de voto, não espera que os adultos terminem as suas querelas.

Depois chegam os exames. Os exames que são notícia nacional.

Ao longo do ano, vibra-se com a defesa pública da importância da criatividade, da autonomia e do pensamento crítico. Contudo, com a chegada dos exames, esses valores são postos de lado de forma discreta, como quem esconde as falhas antes de uma auditoria. O docente corre contra o tempo para dar a matéria, o estudante memoriza à pressa, os pais entram em pânico e o mercado das explicações fatura. No final, a estrutura educativa valida a conformidade e a memorização, avaliando os alunos com base num clima de pressão emocional que a própria instituição alimentou.

A curiosidade encolhe e as perguntas emagrecem. O questionamento torna-se superficial. A leitura deixa de ser uma viagem de descoberta para passar a ser uma busca cirúrgica pela resposta que valida os números. À imaginação, habituada a desbravar caminhos novos, impõe-se agora a rota comum. O pensamento crítico, esse antigo viajante que se alimentava da dúvida, é forçado a calar-se para não quebrar a ilusão de avanço e harmonia, não perturbando a ordem e o progresso.

Os exames oferecem aos adultos um alento ilusório, uma tranquilidade metafísica, proporcionando-lhes uma falsa sensação de controlo sobre o intelecto. Reduz-se o pensamento crítico a uma folha de papel e finge-se que a inteligência pode ser pesada, isolada, medida e classificada como um lote de mercadoria. O aluno escreve, o professor corrige, o sistema calcula. No fim, surge um número que, por milagre administrativo, deixa de representar o desempenho numa prova e passa a representar a própria criança.

Nunca vi uma vocação obedecer a uma grelha de classificação. Nunca vi um futuro pedir autorização a uma pauta. Porventura ignorância a minha.

Não se trata de abolir os exames, nem de fingir que o conhecimento dispensa esforço, disciplina e avaliação. Trata-se de reconhecer que uma prova é apenas uma prova, não podendo constituir uma sentença sobre o destino de alguém. A vida é demasiado complexa para caber numa classificação, e a inteligência manifesta-se de formas demasiado diversas para ser reduzida a umas breves horas de escrita vigiada.

Mas os números têm uma virtude política que a realidade não possui: cabem num discurso, alinham-se num gráfico e permitem anunciar vitórias sem visitar o campo de batalha.

Talvez seja este o nosso grande equívoco: confundimos medir com compreender, desempenho com inteligência, aprovação com sabedoria e educação com uma coleção de procedimentos destinados a provar que tudo funciona. Uma nação começa a ficar mais pobre muito antes de lhe faltar dinheiro. Empobrece quando deixa de perguntar às crianças o que sonham e passa a perguntar apenas quanto obtiveram no malfadado teste.

O verdadeiro fracasso de uma escola não será o aluno que reprova num exame. Será a escola que consegue aprovar milhares de alunos e, ainda assim, não desperta neles a vontade de compreender o mundo em que vivem.

E há um sinal de alerta bem mais profundo e inquietante do que qualquer resultado negativo na matemática ou no português: no dia em que uma criança aprender que é mais seguro calar uma pergunta do que arriscar uma resposta errada, a escola terá conseguido uma vitória administrativa e sofrido uma derrota humana. E nenhuma classificação, por mais elevada que seja, poderá reparar inteiramente esse dano.

Não convém, porém, dramatizar. Por certo que a próxima reforma já virá a caminho. Trará um novo nome, uma nova plataforma e, possivelmente, um observatório destinado a acompanhar a implementação dos princípios que a reforma anterior deixou por aplicar.

Os gabinetes continuarão refrigerados. Os especialistas continuarão a reunir-se. Os ministros prosseguirão a descoberta da escola em vésperas de eleições. E as crianças continuarão a crescer sem consultar os regulamentos.

A escola permanecerá de portas abertas, com horários, indicadores, relatórios e plataformas atualizadas. Tudo estará em ordem, menos o essencial.

Porque uma escola não devia ter medo das perguntas. Devia ter medo do dia em que já ninguém se atrevesse a fazê-las. Não deveria ter medo de revisitar o “Clube do Poetas Mortos”.

Não tenho qualquer interesse em tornar-me especialista seja no que for. Já há peritos suficientes por aí para bloquear qualquer progresso. Chamem a esta postura o que quiserem — filosofia barata, pessimismo ou outra coisa qualquer. O rótulo é o que menos me importa.

O que me inquieta não é reprovar numa discussão sobre educação. É ver uma geração inteira aprovada num sistema que talvez nunca tenha aprendido a educá-la.

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Crédito Agrícola distingue mérito escolar de 37 alunos de Albufeira

14 October 2026 at 12:10

Trinta e sete alunos dos três agrupamentos de escolas de Albufeira foram distinguidos pelo mérito escolar na 12.ª edição dos prémios CA Nota 20, promovidos pela Caixa de Crédito Agrícola de Albufeira.

A cerimónia realizou-se a 9 de outubro, no auditório da instituição, em Paderne, e distinguiu estudantes do 7.º ao 12.º ano pelo desempenho alcançado no ano letivo 2025/2026.

No total, foram atribuídos 6.050 euros em prémios, com valores individuais entre 100 e 250 euros, depositados diretamente nas contas poupança dos alunos contemplados.

Programa abrange os três agrupamentos de Albufeira

A iniciativa reuniu alunos, familiares, docentes e entidades oficiais e contou com estudantes dos agrupamentos de escolas de Albufeira, Albufeira Poente e Ferreiras.

David Alves, presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola de Albufeira, destacou durante a cerimónia o papel do programa na motivação dos jovens e salientou que a instituição é a única a promover uma iniciativa deste género no concelho.

O responsável deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos pais e encarregados de educação pelo investimento na formação dos jovens e valorizou o trabalho desenvolvido pelos docentes e pelos três agrupamentos, que participam no CA Nota 20 desde a primeira edição.

Alunos escolheram professores inspiradores

A edição voltou também a envolver os professores, desafiando cada estudante premiado a escolher o seu “professor inspirador”, como forma de reconhecimento pelo acompanhamento e influência no respetivo percurso escolar.

No encerramento da cerimónia, foram homenageados os três agrupamentos de escolas do concelho, bem como os alunos do curso de Técnico/a de Cozinha e Restauração do Agrupamento de Escolas Albufeira Poente, responsáveis pela confeção e pelo serviço do beberete.

As inscrições para a próxima edição do CA Nota 20 encontram-se abertas até 15 de dezembro e destinam-se aos alunos do 7.º ao 12.º ano das escolas do concelho de Albufeira que sejam titulares de conta no Crédito Agrícola.

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Projeto reúne 30 jovens de quatro concelhos algarvios para desenvolver liderança e cidadania

14 October 2026 at 10:59

Albufeira, Loulé, Lagoa e Silves voltam a estar representados no projeto “Líderes do Futuro”, que nesta terceira edição envolve 30 jovens entre os 14 e os 19 anos num percurso gratuito de desenvolvimento pessoal e participação cívica.

Promovida pela Associação Prime Skills em parceria com a Jack Petchey Foundation, a iniciativa decorre ao longo do ano e combina sessões de formação, momentos de mentoria individual, atividades de grupo e experiências de voluntariado.

O objetivo passa por desenvolver competências pessoais e sociais, ao mesmo tempo que se incentiva uma participação mais ativa dos jovens nas comunidades onde vivem, estudam ou integram movimentos cívicos.

Voluntariado e cidadania no centro do projeto

A terceira edição pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas anteriores, procurando criar oportunidades para que os participantes adquiram novas competências e se envolvam em ações de voluntariado.

O novo grupo inicia agora o percurso com a intenção de aplicar as aprendizagens não apenas no desenvolvimento pessoal, mas também na participação nas respetivas cidades e comunidades.

A iniciativa procura, assim, associar a formação de competências à cidadania ativa, através de experiências práticas e de contacto com diferentes contextos sociais.

Antigos participantes regressam para criar redes

O arranque desta edição contou também com a presença de antigos participantes do projeto, numa iniciativa destinada a promover a criação de laços e redes entre jovens que passaram pelo programa.

A participação de anteriores integrantes procura reforçar a partilha de experiências e o contacto entre diferentes edições do “Líderes do Futuro”, incentivando a continuidade das ligações criadas ao longo do projeto.

Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis através do website e das redes sociais da Associação Prime Skills ou aqui.

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Docentes de Olhão levam projeto CLARKS a encontro internacional na Finlândia

14 October 2026 at 08:40

Duas docentes do Agrupamento de Escolas João da Rosa, em Olhão, participaram nos dias 6 e 7 de outubro, em Lahti, na Finlândia, no segundo encontro transnacional do projeto europeu Erasmus+ CLARKS.

Anabela Cordeiro e Sandra Patrão representaram o agrupamento algarvio no encontro acolhido pela escola Gaudia, que reuniu os parceiros do projeto para avaliar o trabalho desenvolvido, acompanhar a implementação das atividades e reforçar a cooperação internacional na aproximação à fase final da iniciativa.

Durante as sessões de trabalho foram analisados materiais pedagógicos, estratégias de ensino inovadoras, recursos digitais e atividades já implementadas nos diferentes países envolvidos.

O encontro permitiu ainda debater a avaliação dos resultados, a divulgação do projeto e as possibilidades de continuidade e replicação da metodologia CLARKS.

Projeto aposta na adaptação às alterações climáticas

O CLARKS centra-se na adaptação às alterações climáticas e procura capacitar as escolas para assumirem um papel ativo na resposta aos desafios ambientais.

A iniciativa aposta na promoção do pensamento crítico, da criatividade, da participação democrática e do envolvimento dos alunos e das comunidades, recorrendo ao desenvolvimento de competências e a práticas educativas inovadoras.

O objetivo passa também por contribuir para currículos escolares mais orientados para o futuro e para uma cidadania ambiental mais consciente e participativa.

Encontro reforça cooperação europeia

A participação das docentes do Agrupamento de Escolas João da Rosa permitiu partilhar experiências com os restantes parceiros e consolidar ligações entre as instituições europeias envolvidas.

O encontro serviu igualmente para reforçar o compromisso do agrupamento de Olhão com uma educação assente na inovação, sustentabilidade e participação ativa na construção de respostas às alterações climáticas.

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Antiga Escola Primária de Altura ganha Hub Young-Link para estudo e coworking

13 October 2026 at 16:30

A partir de 26 de outubro, o Hub Young-Link passa a funcionar diariamente na Antiga Escola Primária de Altura, no concelho de Castro Marim, disponibilizando aos jovens um espaço gratuito para estudar, trabalhar, realizar projetos em grupo ou conviver.

A nova valência da Associação Young-Link estará aberta de segunda a sexta-feira, entre as 11:00 e as 19:00, com acesso a internet rápida e condições destinadas a estudantes e jovens profissionais da região. a

Visita da ministra da Juventude à Associação Young-Link. Crédito: CMCM

O projeto conta com o apoio do Município de Castro Marim, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Espaço pretende responder às necessidades dos jovens

A Antiga Escola Primária de Altura passa, assim, a assumir uma utilização regular enquanto espaço de coworking, estudo focado e lazer sem recurso permanente a dispositivos digitais.

A associação pretende responder à necessidade de um local seguro e gratuito onde os jovens possam preparar exames, desenvolver trabalhos de grupo ou permanecer depois do horário escolar.

Mauro Simões, presidente da Associação Young-Link, ao lado de uma futura estagiária no dia da assinatura do contrato de estágio. Foto DR

A Young-Link resume a ambição de tornar o espaço parte do quotidiano juvenil através da expressão “Bora para a sede?”.

Até agora, a abertura das instalações estava limitada a momentos pontuais, devido ao caráter voluntário da direção da associação.

Hub Young-Link, o novo espaço de coworking, estudo e lazer jovem instalado na Antiga Escola Primária de Altura. Foto DR 

O funcionamento diário torna-se possível com a cedência do espaço pelo Município de Castro Marim e através da conjugação da medida “Estágios INICIAR”, do IEFP, com o apoio do programa IDA, do IPDJ.

Este enquadramento permitiu à associação integrar uma estagiária administrativa, que ficará responsável pelo acolhimento e pelo funcionamento contínuo das instalações.

Abertura oficial marcada para 26 de outubro

A nova fase do projeto será apresentada oficialmente no dia 26 de outubro, às 18:00, nas instalações da antiga escola, num encontro dirigido à comunidade, jovens, autarcas e entidades parceiras.

Nova fase do projeto será apresentada oficialmente no dia 26 de outubro nas instalações da antiga escola primária. Foto DR

O programa inclui a apresentação do funcionamento do Hub, o descerrar da placa oficial da sede e um lanche de convívio aberto aos participantes.

Depois dessa data, o espaço ficará aberto em todos os dias úteis, entre as 11:00 e as 19:00, com entrada livre para a comunidade jovem.

Leia também: Acidente em reservatório de água tira a vida a três trabalhadores na Quinta do Lago

Ministra da Juventude visitou o novo espaço em agosto. Crédito: CMCM

Clube de Solidariedade e Saúde angaria fundos para fazer a diferença

8 October 2026 at 16:11

VTM

No Agrupamento de Escolas Miguel Torga, em Sabrosa, foi criado o Clube de Solidariedade e Saúde, um desafio lançado pela professora Carla Fernandes à turma do terceiro ano do curso profissional de técnico do desporto.

O clube começou a funcionar no ano letivo 2024/2025, em que a professora de desporto, em conjunto com os alunos, decidiu criar um projeto que pudesse ter um “tronco comum” de todas as outras disciplinas. “Lancei-lhes o repto de criarmos qualquer coisa que pudesse ir de encontro às necessidades das pessoas. Foi aí que surgiu a criação do Clube da Solidariedade e Saúde”, explica Carla Fernandes, adiantando que os alunos foram visitar escolas, infantários e lares para ver se teriam algumas necessidades mais prementes que eles pudessem colmatar.

“Quando fomos visitar o Lar de São Martinho de Anta soubemos que o incêndio do verão de 2025 destruiu alguns equipamentos. Desde logo nos prontificamos a arranjar cadeiras de rodas e cadeirões. Eram duas cadeiras de rodas e dois cadeirões que precisavam. E eu disse logo, então nós vamos tratar de arranjar esse material”.

O desafio estava lançado e era necessário colocar mãos à obra. “Lançamos um peditório através das redes sociais e andamos na rua a pedir às pessoas para colaborar. O certo é que conseguimos entregar mais equipamentos, nomeadamente quatro cadeiras de rodas, três poltronas e quatro cadeirões”, explicou Carla Fernandes, acrescentando que o clube não ficou por aí e já enviou material escolar para São Tomé e Príncipe, colchões e computadores para Timor, por exemplo.

Ensino Clube de Solidariedade e Saude Carla Fernandes

“O clube precisa de voluntários, pelo que vou lançar o repto a uma das minhas turmas para aderirem. Eles podem fazer a diferença”
CARLA FERNANDES
PROFESSORA

“À medida que íamos conseguindo os donativos, fazíamos as entregas. Também ajudamos a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Sabrosa com 500 euros para a criação de uma sala de lazer”, sublinhou a professora.

Para angariar fundos, o clube de alunos promove caminhadas solidárias, participa em eventos com ‘barraquinhas’, onde vendem bolos, crepes, panquecas, espetadas de frutas, como contou à VTM a antiga aluna do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, Inês Lourenço. “Durante o ano letivo fizemos quatro caminhadas e organizamos as barraquinhas para arranjar dinheiro para ajudar os outros”, refere, adiantando que se sente bem ao participar nas iniciativas. “Nunca tinha feito nada semelhante e o sentimento que fica é de satisfação pessoal por ajudar quem precisa”.

Outra voluntária, Marta Lopes, de 15 anos, entrou no clube depois da professora a ter convidado a aderir. “Aceitei logo, porque ajudar os outros não dá trabalho nenhum. Sempre gostei de ajudar as pessoas e sinto-me realizada por fazer este trabalho solidário”.

Carolina Gomes, de 16 anos, conheceu o clube através de cartazes que viu nas ruas de Sabrosa, e como era do grupo de amigos do Eduardo e da Inês (que começaram o projeto no âmbito de uma disciplina), decidiu inscrever-se e participar nas iniciativas. “Ao fazer o bem aos outros, sentiu-me feliz e realizada. Agora quero continuar a ajudar e participar nas iniciativas que vamos fazer, porque a felicidade é maior do que o trabalho que nos dá”.

Os próximos desafios do Clube da Solidariedade e Saúde já estão no terreno e passam por ajudar uma menina chamada Luane, que sofreu um acidente em Quarteira (Algarve) e tem familiares em Parada do Pinhão. O clube está também a angariar fundos para a requalificação do infantário da Santa Casa da Misericórdia de Sabrosa.

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Alianças de Escolas Europeias podem reforçar competências dos jovens, defende eurodeputado Hélder Sousa Silva

8 October 2026 at 10:35

O eurodeputado português Hélder Sousa Silva defendeu no Parlamento Europeu que as escolas de diferentes países sejam ligadas através das Alianças de Escolas Europeias, incluindo o ensino profissional, numa iniciativa destinada a melhorar a qualidade da educação e a preparação dos jovens para o mercado de trabalho.

A Comissão Europeia está a preparar um projeto-piloto para estas alianças, cujo modelo deverá incorporar recomendações aprovadas em julho pela Comissão da Cultura e da Educação do Parlamento Europeu.

Coordenador do PPE para a Educação e a Cultura, Hélder Sousa Silva considera que “as Alianças de Escolas Europeias podem transformar o problema de falta de recursos com as competências necessárias, numa resposta europeia concreta”.

O comunicado refere que 46% das pequenas e médias empresas europeias têm dificuldade em encontrar trabalhadores com as competências adequadas, situação apontada como um obstáculo ao investimento. Perante este cenário, o eurodeputado afirmou em plenário, em Estrasburgo, que “não podemos deixar que a falta de competências trave o crescimento europeu”.

Redes entre escolas de diferentes países

Hélder Sousa Silva defende que as Alianças de Escolas Europeias permitam criar redes estruturadas entre estabelecimentos de ensino de diferentes Estados-membros.

“A proposta é ligar escolas de diferentes países em redes estruturadas, para que professores trabalhem em conjunto, os alunos beneficiem de uma aprendizagem mais aberta à Europa e as melhores práticas pedagógicas sejam partilhadas e replicadas além-fronteiras”, explicou.

Para o eurodeputado, “não se trata apenas de mobilidade, trata-se de melhorar a qualidade da educação e de preparar melhor os jovens, com bases sólidas, competências digitais e pensamento crítico”.

Hélder Sousa Silva considera ainda que estas redes podem ampliar oportunidades em territórios onde o acesso a determinadas experiências educativas é mais limitado.

“Uma escola do interior ou de uma região periférica poderá integrar uma rede europeia e dar aos seus alunos acesso a experiências que nem sempre estão ao seu alcance”, afirmou perante os eurodeputados.

Ensino profissional deve integrar projeto

Além de apoiar a iniciativa, Hélder Sousa Silva defende que o projeto seja acompanhado por regras simples e critérios claros para avaliar a participação e os resultados de aprendizagem, pedindo “alianças exigentes nos resultados, não na burocracia”.

O eurodeputado eleito pelo PSD considera também que o ensino profissional deve fazer parte desta cooperação europeia, defendendo que, desta forma, “melhoramos a educação sem deixar ninguém para trás”.

No final da intervenção, Hélder Sousa Silva deixou um apelo ao Parlamento Europeu: “Se queremos empresas mais competitivas amanhã, precisamos de escolas mais conectadas hoje”.

Leia também: Eurodeputado Hélder Sousa Silva pede mais proteção das crianças no mundo digital

Silves abre candidaturas a bolsas de estudo para alunos do Ensino Superior

7 October 2026 at 17:00

As candidaturas às bolsas de estudo atribuídas pelo Município de Silves a alunos do Ensino Superior decorrem entre 15 e 30 de outubro, numa medida destinada a apoiar a continuidade dos estudos, com particular atenção aos estudantes com menores recursos económicos e bom desempenho escolar.

Os pedidos devem ser formalizados junto do Setor de Educação da Câmara Municipal de Silves ou enviados por correio registado para a Rua João de Deus, n.º 19, 8300-161 Silves.

O formulário de candidatura pode ser descarregado através do portal do município ou solicitado presencialmente no Setor de Educação, devendo ser devidamente preenchido e acompanhado pela documentação exigida.

Candidatos têm de comprovar rendimentos e situação escolar

Entre os documentos necessários encontram-se os recibos atualizados do vencimento ilíquido dos elementos do agregado familiar que exerçam uma atividade profissional remunerada ou, quando aplicável, comprovativos de pensão da Segurança Social ou de subsídio de desemprego.

É também exigida a declaração de IRS do ano civil anterior dos elementos do agregado familiar com atividade profissional remunerada, bem como cópias dos cartões de cidadão ou documentos equivalentes de todos os membros da família.

Os candidatos devem ainda apresentar o último recibo de renda e respetivo contrato de arrendamento ou um documento que comprove o valor da prestação mensal da habitação, além do comprovativo do agregado familiar.

Matrícula e aproveitamento também integram processo

Na componente académica, é necessário entregar um documento comprovativo da matrícula no estabelecimento de Ensino Superior, com indicação do curso e do ano frequentado, assim como a certidão de aproveitamento escolar relativa ao ano letivo anterior, incluindo a média das classificações obtidas.

O processo deve igualmente incluir uma declaração da instituição de Ensino Superior a indicar se o estudante se candidatou ou beneficia de uma bolsa de estudo atribuída por essa entidade.

É ainda necessário um atestado de residência emitido pela Junta de Freguesia da respetiva área de residência.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Setor de Educação do Município de Silves através do telefone 282 440 815 ou do endereço educacao@cm-silves.pt.

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Eurodeputado Hélder Sousa Silva pede mais proteção das crianças no mundo digital

7 October 2026 at 12:45

Estrasburgo foi palco de um apelo do eurodeputado Hélder Sousa Silva a medidas mais eficazes para proteger e capacitar as crianças no mundo digital, defendendo maior responsabilidade das plataformas, mais apoio às famílias e melhor preparação dos professores.

“Queremos uma geração que domine a tecnologia, e não uma geração dominada por ela”, afirmou o eurodeputado português no plenário do Parlamento Europeu.

Hélder Sousa Silva considera que proteger as crianças no ambiente digital “começa por preservar o seu direito a crescer, aprender e descobrir o mundo para além de um ecrã”, sem que isso implique afastar os mais novos da tecnologia.

O eurodeputado defendeu que as crianças devem poder beneficiar das oportunidades proporcionadas pelo digital, mas “sem que as suas vulnerabilidades sejam exploradas por funcionalidades e algoritmos que não tenham a sua segurança em primeiro lugar”.

Mais responsabilidade para as plataformas

Para o eleito pelo PSD, o debate europeu deve procurar um equilíbrio entre a utilização da tecnologia e a proteção dos menores, através de maior responsabilidade das plataformas, melhores instrumentos para as famílias e ambientes digitais adequados à idade e seguros desde a sua conceção.

Um estudo encomendado pela Comissão Europeia para a estratégia digital indica que 69% das crianças e jovens entre os 9 e os 22 anos utilizam redes sociais ou jogam online durante mais de três horas por dia nos dias úteis.

Dados mais recentes da Comissão apontam ainda para que os jovens na União Europeia passem, em média, 4,5 horas por dia online em dias de escola e mais de seis horas ao fim de semana. Do total, 44% afirmam não sentir controlo sobre a utilização de redes sociais e serviços digitais.

Cyberbullying entre as preocupações

O cyberbullying foi outra das questões destacadas. De acordo com os dados referidos no comunicado, os Centros para uma Internet mais Segura apoiados pela União Europeia registaram um aumento de 34% dos casos de cyberbullying entre os mais novos, entre 2022 e 2023.

Hélder Sousa Silva defendeu, por isso, que a proteção deve ser acompanhada pela capacitação das crianças e jovens, através do reforço da literacia digital, da preparação dos professores e de ferramentas que permitam às famílias acompanhar melhor a utilização da tecnologia.

O objetivo, sustentou, passa por conjugar segurança, competências digitais e participação das próprias crianças, em vez de limitar a resposta à restrição do acesso.

“Queremos uma geração que domine a tecnologia, e não uma geração dominada por ela”, concluiu.

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Vila Real de Santo António abre candidaturas a 30 bolsas de estudo

7 October 2026 at 11:55

Candidaturas às 30 bolsas de estudo anuais atribuídas pelo Município de Vila Real de Santo António a estudantes do Ensino Superior residentes no concelho estão abertas até 16 de novembro, relativamente ao ano letivo 2026/2027.

Cada bolsa tem o valor de 1.000 euros, estando cinco das 30 previstas reservadas à distinção do mérito escolar, com base no desempenho académico dos estudantes.

Podem concorrer jovens que residam no concelho há, pelo menos, três anos e que frequentem ou ingressem numa instituição pública de Ensino Superior em Portugal, numa licenciatura ou num mestrado integrado.

Prazo prolongado até 16 de novembro

O período de candidaturas decorre habitualmente entre 1 e 15 de outubro, mas a Câmara Municipal decidiu prolongá-lo excecionalmente este ano até 16 de novembro.

A autarquia justifica a alteração com as mudanças verificadas no calendário de acesso ao Ensino Superior, nomeadamente o prolongamento dos prazos relacionados com a realização de exames e a apresentação de candidaturas.

O alargamento pretende, assim, ajustar o processo de atribuição das bolsas ao calendário de ingresso no Ensino Superior.

Candidaturas podem ser enviadas por email

O processo decorre ao abrigo do Regulamento Municipal de Bolsas de Estudo, disponível no portal institucional do Município de Vila Real de Santo António.

As candidaturas devem ser apresentadas, preferencialmente, através do endereço eletrónico geral@cm–vrsa.pt. Podem também ser entregues presencialmente nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, ao cuidado da Divisão de Cultura e Educação.

A iniciativa destina-se a apoiar estudantes do concelho e respetivas famílias no acesso e prosseguimento dos estudos no Ensino Superior.

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Enquanto o país discute futebol | Por Luís Ganhão

6 October 2026 at 09:30

Há qualquer coisa de profundamente estranho nas prioridades de um país quando, perante uma sucessão de problemas que afetam diretamente a vida de milhões de pessoas, a grande discussão nacional acaba por ser a ausência de um jogador de futebol da seleção.

Comecemos pelo princípio.

Um novo ano letivo arranca, mais uma vez, com falta de professores em várias disciplinas. Há escolas onde alunos começam o ano sem saber quando terão todas as aulas, professores sujeitos a condições que pouco têm de motivadoras e uma comunidade educativa confrontada, cada vez mais, com episódios de indisciplina e violência.

Na saúde, milhares de doentes continuam à espera de uma cirurgia. Esperam dias, semanas, meses. Esperam enquanto a doença não espera. Enquanto a dor não espera. Enquanto a ansiedade das famílias não espera.

Na habitação, a palavra “crise” já quase deixou de ser suficiente para descrever aquilo que se passa. Para demasiados portugueses, encontrar uma casa que consigam pagar transformou-se numa corrida de obstáculos. E para muitos jovens, sair de casa dos pais e construir uma vida autónoma parece cada vez mais um projeto adiado.

Depois há o custo de viver.

Os combustíveis pesam. A alimentação pesa. As rendas pesam. As prestações pesam. As despesas com os filhos pesam. E, para muitas famílias, o salário chega ao fim do mês muito antes de chegar o mês ao fim.

Mas eis que surge a grande questão nacional: por que razão aquele jogador não jogou e abandonou a seleção?

E subitamente temos especialistas. Muitos especialistas.

Há comentadores a explicar. Ex-jogadores a analisar. Treinadores a opinar. Adeptos indignados. Programas televisivos dedicados ao assunto. Debates. Manchetes. Publicações nas redes sociais. Milhares de comentários de cidadãos que, durante horas, discutem com uma seriedade quase parlamentar a decisão de um selecionador.

Tudo isto por causa de um jogador de futebol.

Um jogador que, convém lembrar, por muito que possa ser injustamente tratado numa determinada circunstância — e isso é uma discussão legítima — dificilmente terá de enfrentar as mesmas angústias económicas de tantos portugueses que, todos os meses, fazem contas para perceber se conseguem pagar as despesas essenciais.

Não há aqui qualquer crítica ao futebol. O futebol é importante. Tem uma enorme dimensão cultural, económica e social. Dá alegria, cria memórias coletivas e, em muitos momentos, consegue aquilo que a política raramente consegue: juntar milhões de pessoas à volta de uma mesma emoção.

O problema começa quando confundimos aquilo que nos distrai da realidade com aquilo que deveria ocupar a nossa atenção enquanto sociedade.

Porque o futebol não é o problema.

O problema é a desproporção.

É a capacidade que temos de transformar uma questão desportiva num assunto de Estado, enquanto problemas que deveriam provocar verdadeira indignação coletiva vão sendo normalizados.

A falta de professores tornou-se recorrente.

As listas de espera tornaram-se recorrentes.

A crise da habitação tornou-se recorrente.

O aumento do custo de vida tornou-se recorrente.

A violência nas escolas tornou-se recorrente.

E, talvez o mais preocupante, a nossa indignação perante tudo isto parece estar a tornar-se igualmente recorrente — e, por isso mesmo, cada vez mais breve.

Indignamo-nos durante alguns dias. Fazemos umas manchetes. Promovem-se uns debates. Trocam-se acusações. Publicam-se declarações. Depois aparece outro assunto.

E seguimos em frente.

Até que alguém não faz entrar em campo um jogador e este abandona a seleção.

Aí, aparentemente, paramos o país.

Talvez porque seja mais fácil discutir futebol do que discutir políticas públicas. Mais simples escolher um culpado por uma não entrada em campo de um jogador do que perceber por que razão faltam professores. Mais divertido discutir a estratégia de um treinador do que discutir a estratégia de um Governo para a saúde. Mais confortável discutir quem deve jogar do que discutir por que razão há famílias que trabalham e, ainda assim, não conseguem pagar uma casa.

O futebol oferece-nos uma coisa preciosa: um problema com princípio, meio e fim.

Há onze jogadores. Há um treinador. Há uma convocatória. Há um jogo. Há um resultado. Há vencedores e vencidos.

Já a vida real é muito mais complicada.

Não há um árbitro para apitar o fim da crise habitacional. Não há VAR para corrigir uma política de saúde errada. Não há cartão vermelho para quem deixa uma escola sem professores. E não existe prolongamento que resolva a angústia de uma família que não sabe se conseguirá pagar a renda no próximo mês.

Talvez seja precisamente por isso que gostamos tanto de discutir futebol.

Porque é muito mais fácil.

E, no entanto, há uma pergunta que deveríamos fazer.

Quem está a discutir os problemas que realmente importam?

Quem está a discutir a escola que queremos daqui a dez anos?

Quem está a discutir um Serviço Nacional de Saúde capaz de responder atempadamente a quem dele precisa?

Quem está a discutir uma política de habitação que permita aos jovens construir uma vida sem depender eternamente da casa dos pais?

Quem está a discutir salários que permitam viver — e não apenas sobreviver?

Quem está a discutir um país onde trabalhar seja suficiente para viver com dignidade?

Essas discussões talvez não produzam tantas audiências.

Talvez não sejam tão divertidas.

Talvez não gerem tantos “gostos”, partilhas ou comentários.

Mas são infinitamente mais importantes.

Por isso, discutamos o futebol. Discutamos a seleção. Critiquemos ou defendamos as opções do selecionador. Celebremos os jogadores. Soframos com as derrotas e festejemos as vitórias.

Mas, por favor, não confundamos o ruído com o essencial.

Porque enquanto discutimos quem ficou de fora da seleção, há portugueses a ficar de fora de coisas muito mais importantes: de uma consulta, de uma cirurgia, de uma casa, de uma escola com professores, de um salário que lhes permita chegar ao fim do mês.

E talvez essa seja a verdadeira convocatória que deveríamos exigir.

Não a de onze jogadores.

A convocatória de um país inteiro para discutir, finalmente, aquilo que realmente importa.

Leia também: Dos engarrafamentos à garrafa | Por Luís Ganhão

A República é um put@. Viva a República! | Editorial de Henrique Dias Freire

5 October 2026 at 07:30

Hoje, em Portugal, as escolas não têm aulas porque celebramos a República. O feriado de 5 de outubro assinala a revolução de 1910 que pôs fim à monarquia e instaurou o regime republicano. Passaram 116 anos.

Em França, centenas de escolas poderão não ter aulas por uma razão bastante diferente. Segundo a previsão anunciada ontem pelo ministro da Educação, Édouard Geffray, e noticiada pela Lusa, entre 400 e 500 escolas secundárias deverão ter as aulas total ou parcialmente suspensas nesta segunda-feira, por falta de condições de segurança, embora esteja prevista uma retoma gradual.

De um lado, uma interrupção para celebrar uma mudança histórica. Do outro, uma interrupção que expõe uma ferida do presente.

As situações não são comparáveis. Mas o contraste obriga-nos a pensar.

Para que serve uma República se os seus princípios não conseguem atravessar a distância entre os discursos e a vida das pessoas?

A pergunta não pretende desvalorizar a comemoração. Pretende devolver-lhe exigência. Porque a pior maneira de celebrar um ideal é transformá-lo numa cerimónia que já não obriga ninguém a nada.

Quando a escola deixa de ser um lugar seguro

Consequências dos protestos de estudantes do ensino médio em Paris. Crédito: Lusa
Consequências dos protestos de estudantes do ensino médio em Paris. Crédito: Lusa

O balanço apresentado pelo ministro francês é grave: 24 escolas “incendiadas ou vandalizadas” e 78 trabalhadores da educação feridos desde o início dos protestos. Os encerramentos, explicou, decorrem tanto de problemas materiais como de ataques dirigidos aos funcionários.

Os estudantes reivindicam mais recursos humanos e financeiros, contestam a falta de professores, a degradação dos edifícios e os horários excessivos. São queixas que dizem respeito às condições concretas em que aprendem e às oportunidades que esperam encontrar na escola.

Reivindicações desta natureza merecem respostas. Não podem ser afastadas como um incómodo juvenil.

Mas nenhuma reivindicação transforma um incêndio numa proposta educativa. Nenhuma frustração legitima a agressão a um professor, a um funcionário ou a outro estudante. Não se defende a escola pública tornando-a inabitável.

Geffray atribuiu parte da violência à infiltração do movimento por militantes, nomeadamente de extrema-esquerda. Essa é uma acusação do ministro: deve ser apurada, não convertida numa condenação coletiva dos estudantes que protestam.

Uma democracia tem de conseguir distinguir quem reclama, quem manifesta, quem agride e quem destrói. Sem essa distinção, a violência pode servir de pretexto para desvalorizar reivindicações legítimas. Mas, sem responsabilização, uma causa legítima pode tornar-se abrigo para quem a instrumentaliza.

O Estado tem de proteger os alunos e os trabalhadores, impedir agressões e atuar proporcionalmente. Tem também de explicar como responde aos problemas educativos. Não basta recuperar a ordem à porta da escola se, lá dentro, tudo continuar por resolver.

Ouvir não é capitular perante a violência. Garantir segurança não é proibir a contestação.

Quando estes deveres são apresentados como incompatíveis, a República começa a falhar dos dois lados.

A obscenidade não está apenas na palavra

O título deste editorial incomoda. Deve incomodar.

Mas a sua provocação não se dirige à vida íntima de ninguém. Dirige-se à disposição de negociar aquilo que pertence a todos: os recursos públicos, as oportunidades, a confiança e a própria ideia de igualdade.

É possível conservar uma República no nome e degradá-la na prática.

Sempre que um cargo é tratado como recompensa partidária, um concurso como formalidade para confirmar uma escolha anterior ou uma decisão pública como moeda de troca, a promessa republicana é traída.

A Constituição portuguesa determina que a Administração Pública prossiga o interesse público e respeite a igualdade, a justiça, a imparcialidade e a boa-fé. Não lhe atribui a missão de premiar proximidades ou administrar gratidões.

Ganhar eleições dá legitimidade para governar. Não dá licença para tomar posse do Estado.

Os partidos são instrumentos da democracia, não proprietários dos seus recursos. Os interesses económicos, sindicais ou profissionais podem e devem ser ouvidos. O problema começa quando a capacidade de influenciar decisões depende mais do acesso reservado ao poder do que da força dos argumentos apresentados publicamente.

A corrupção é a forma mais evidente dessa apropriação. Mas nem toda a degradação cabe num processo criminal.

Há decisões formalmente legais que merecem reprovação política. Há desperdícios que exigem explicações. Há promessas cujo incumprimento não pode ser eternamente escondido atrás da complexidade dos procedimentos.

Nem tudo é crime. Nem tudo deve, por isso, ficar sem consequência.

A República que pede ao cidadão que conheça alguém

Imaginemos uma pessoa que entrega os documentos, cumpre as regras, espera pela resposta e acaba a perguntar se alguém conhece alguém.

Talvez não procure ultrapassar os outros. Talvez queira apenas que o seu pedido seja analisado.

Mas já está a aprender uma lição perigosa: o procedimento pode não bastar; a proximidade talvez resolva.

É nessa passagem do direito para o favor que a República perde dignidade.

O cidadão deixa de se sentir titular de uma garantia e passa a comportar-se como devedor de uma atenção. A resposta que deveria receber torna-se uma gentileza. O acesso que deveria estar assegurado converte-se numa oportunidade concedida.

Não é este o país que devemos aceitar.

No Algarve, a exigência republicana deve acompanhar cada decisão sobre saúde, educação, habitação, transportes ou ordenamento. Um investimento não se torna útil por ter sido anunciado. Uma escola não se torna inclusiva apenas porque abriu matrículas. Uma política de habitação não se torna justa porque o regulamento utiliza a palavra igualdade.

É necessário perguntar quem consegue beneficiar, quem continua de fora, quanto tempo demora a resposta e quem assume a responsabilidade pelo que falhou.

Não se trata de exigir milagres nem de fingir que os recursos são ilimitados. Trata-se de exigir prioridades fundamentadas, compromissos credíveis e resultados avaliáveis.

A escassez obriga a escolher. Não absolve escolhas opacas.

Também não devemos transformar esta crítica numa acusação indistinta contra todos os políticos e trabalhadores públicos. A honestidade precisa de ser reconhecida, não dissolvida na ideia preguiçosa de que são todos iguais.

Quando deixamos de distinguir, deixamos também de responsabilizar.

Não se combate a degradação destruindo a casa

A desilusão é compreensível. Entregá-la a quem promete governar sem limites seria um erro.

Perante serviços que falham, decisões incompreensíveis e responsabilidades que ninguém assume, pode parecer tentadora a promessa de uma autoridade capaz de resolver tudo sem discussão.

Mas quem fiscalizaria essa autoridade? Quem poderia contrariá-la? Quem protegeria o cidadão quando a sua vontade se transformasse em arbitrariedade?

Retirar limites ao poder não é uma solução para o abuso de poder.

Ao mesmo tempo, quem defende a democracia não pode responder a todas as críticas com a ameaça de uma alternativa pior. Os cidadãos não devem ser convidados a escolher entre resignação e autoritarismo.

Têm direito a exigir uma democracia que funcione melhor.

A liberdade não desculpa a incompetência. A existência de eleições não absolve favorecimentos. O receio do extremismo não pode tornar-se um seguro contra a responsabilização dos governantes.

Há também uma distinção histórica indispensável: a forma republicana não garantiu, por si só, a liberdade em Portugal. O Estado Novo manteve-a, apesar da ditadura que o 25 de Abril derrubou.

Do mesmo modo, seria falso equiparar todas as monarquias ao autoritarismo. A Suécia é uma democracia parlamentar com um monarca sem poder político. A preferência republicana pode defender a escolha dos titulares do poder em vez da hereditariedade sem recorrer a essa confusão.

A República que aqui defendemos é a democrática: assente na dignidade humana, na vontade popular, no pluralismo e na separação de poderes, como estabelece a Constituição portuguesa.

Não merece lealdade porque os seus dirigentes sejam infalíveis.

Merece-a porque deve permitir que sejam questionados, fiscalizados, responsabilizados e substituídos.

O que significa dizer “Viva”

Dizer “Viva a República!” não pode significar “deixem tudo como está”.

Tem de significar mais transparência nas decisões, escrutínio dos contratos, critérios públicos nas nomeações e consequências para o incumprimento. Tem de significar informação acessível, respostas em tempo útil e proteção de quem denuncia irregularidades de boa-fé.

Tem também de significar rigor: uma suspeita não é uma sentença, uma acusação não é uma condenação e uma campanha de indignação não substitui a prova.

Precisamos de instituições capazes de investigar sem servir vinganças e de governantes capazes de responder sem se apresentarem sempre como vítimas.

Precisamos, sobretudo, de deixar de confundir lealdade com silêncio.

Criticar um Governo não é atacar Portugal. Investigar uma instituição não é desejar a sua destruição. Denunciar uma falha não é trabalhar para os inimigos do regime.

Por vezes, é precisamente o contrário.

A liberdade precisa de quem faça perguntas. A igualdade precisa de quem recuse privilégios. A fraternidade precisa de quem não abandone os mais frágeis quando a sua proteção deixa de ser conveniente.

E nenhuma destas exigências deve mudar conforme o partido, o grupo ou a pessoa visada.

Um feriado não suspende a responsabilidade

Neste 5 de outubro, o aviso francês deve impedir-nos tanto a complacência como a superioridade fácil.

Uma escola incendiada não é um símbolo abstrato. É um espaço de aprendizagem destruído. Um funcionário agredido não representa apenas uma falha de segurança: é uma pessoa a quem foi negado o direito de trabalhar sem medo.

Mas um estudante que pede condições para aprender também não é, por definição, um inimigo da ordem.

A República tem de ser suficientemente firme para proteger e suficientemente humilde para escutar.

Portugal não precisa de esperar por uma crise semelhante para avaliar a distância entre aquilo que promete e aquilo que entrega. A prevenção democrática começa antes da revolta: começa quando uma instituição responde, quando uma injustiça é corrigida e quando uma responsabilidade deixa de desaparecer entre gabinetes.

Há um amor pelo regime que se limita a defendê-lo das críticas.

E há outro, mais difícil, que o defende através delas.

É esse amor imperfeito que aqui se afirma: sem indulgência perante a corrupção, sem romantizar a violência, sem desculpar a incompetência e sem entregar o descontentamento aos que pretendem substituir direitos por obediência.

Hoje é feriado em Portugal porque, em 1910, mudou a forma do poder.

A tarefa continua a ser impedir que o poder, qualquer que seja o seu rosto, se julgue dono do país.

Viva a República.

Não a que se vende a alguns. A que tem de servir a todos.

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