A repórter da Agência Brasil Tâmara Freire foi selecionada entre os finalistas do VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde, com a reportagem Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco. A lista de candidatos ao prêmio foi divulgada nesta terça-feira (20).
A reportagem conta com a edição de Juliana Andrade e fotos de Tomaz Silva e Fernando Frazão. O trabalho foi considerado um dos três melhores na categoria Texto para internet e mostra que, em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra o influenza, vírus causador da gripe.
Os dados, reunidos pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.
A jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) afirma que a matéria é um alerta e um apelo, para que as pessoas entendam que todas as vacinas recomendadas são essenciais e seguras, e para que mais nenhuma família sofra perdas evitáveis.
"As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês", diz Tâmara.
Tâmara Freire é jornalista na EBC há 13 anos e atua principalmente na cobertura de saúde e ciência, com foco especial em vacinação. Ela cursa mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A repórter foi eleita duas vezes como uma das jornalistas mais admiradas da imprensa de saúde, ciência e bem estar no prêmio promovido pelo Hospital Albert Einsten. Além disso, conquistou o 3º lugar na última edição do Prêmio da Sociedade Brasileira de Imunizações, com o podcast Sala de Vacina.
"É muito gratificante ter o meu trabalho reconhecido por organizações como Sbim, Febrasgo e Opas. Esta é mais uma prova de que o jornalismo de saúde feito pela Agência Brasil é pautado pelo interesse público e pelas evidências científicas, dois princípios inegociáveis para quem luta contra a desinformação", comemora.
VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde
A premiação é realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
O concurso teve como tema “Vacinação da gestante: proteção para a mãe e o bebê”. A solenidade de premiação acontecerá em São Paulo, no dia 18 de novembro.
Veja a lista dos finalistas:
Impresso:
Isabel Dourado (Correio da Manhã) — Vacinação em gestantes: um ato duplo de amor;
Mariana Rosário (O Globo) — De mãe para filho: Vacina de VSR para grávidas já barra avanço da bronquiolite grave em bebês;
Paloma Oliveto (Correio Braziliense) — Medida simples para um problema grave;
Texto para internet:
Layla Shasta (Veja Saúde) — “Vi meu filho desfalecer em meus braços”: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves;
Talyta Vespa e Poliana Casemiro (G1) — Após filha morrer por complicações do VSR, mãe engravida novamente e recebe no SUS vacina que não pôde pagar na primeira gestação;
Tâmara Freire (Agência Brasil) — Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco;
Áudio e vídeo:
Júlio Barros Manoel e Robbson Queiroz (Record News) — Vacinação na gestação: Proteção para a mãe e o bebê;
Thais de Travassos e Marcela Varasquim (Record) — Vacinação de gestantes;
Zuila Duarte (TV Cabo Branco) — Duas vidas, uma proteção: a importância da vacinação na gravidez;
NatWest is forcing tens of thousands of staff members back into the office in the latest crackdown on remote working that mushroomed during the pandemic and has remained stubbornly high.
The BBC has suspended a placement scheme for civil servants amid an outcry over impartiality after it was revealed that Whitehall staff were tasked with fact-checking contentious issues such as immigration and Covid.
A nurse who was struck down with a rare neurological condition that left her unable to use her limbs while taking part in the AstraZeneca COVID-19 vaccine trial was denied compensation because she was not disabled enough.
“Turbo-Cancer” in the Lung of Pope Leo XIV, a Promoter of COVID Vaccines
On Tuesday, October 13, Pope Leo XIV underwent surgery to remove a portion of his lung due to a tumor; in previous years, he had been a leading advocate of the COVID vaccination campaign, describing it as an “act of love.” Relying on information disseminated by the medical establishment, the then-bishop did not hesitate to spread the falsehood that mRNA Covid gene serums could limit transmission, a claim refuted from all quarters, most recently by the Florida Attorney General’s lawsuit against Pfizer, and previously by the authoritative journal *Science*.
Is there a faint possibility that, following his serious illness, a Christian like the current Pontiff—innately inclined to acknowledge and repent of his errors—might be ready to question the dangerous “Vaccine God” narrative?
This narrative was upheld by the Vatican to avoid defying the New World Order—comprising friends and profiteers of Big Pharma—during the SARS-CoV pandemic, a virus treacherously engineered in a laboratory.
If, as the Gospel states, Jesus Christ is the “way, the truth, and the life” (John 14:6), how do the Pope and the cardinals have the audacity to refrain from questioning the science to which they bowed?
Unfortunately for him, the Pope had to experience firsthand a highly probable adverse reaction to the very vaccines he had so imprudently and brazenly promoted
Autoimmune Pulmonary Conditions and “Turbo-Cancer”: Typical Adverse Reactions to Covid Vaccines
Yet, the health updates regarding Pope Leo XIV’s medical conditions echo with a sense of terrible nemesis, as they evoke two pathologies long listed among the most serious side effects of mRNA gene therapies:
Having made this long and inevitable preamble, let us look at what the Holy See’s official bulletin reports regarding the health issue facing the Bishop of Rome, Robert Francis Prevost.
Pope undergoes surgery at Gemelli; lower lobe of right lung removed
“In a procedure lasting approximately 90 minutes—which was successful and free of complications, Pope Leo XIV had the lower lobe of his right lung removed; an intraoperative histological examination confirmed a diagnosis of pulmonary adenocarcinoma. The anticipated medical bulletin containing news on Pope Leo’s health arrived in the evening at 9:53 PM (Occtober, 13), just over two hours after the surgery performed this afternoon, October 13, at the Gemelli Policlinic,” writes Vatican News.
The medical bulletin
“In the bulletin released by the Holy See Press Office, Dr. Luigi Carbone—Director of the Directorate of Health and Hygiene for Vatican City State—and Professor Margaritora announced: ‘This afternoon, the Holy Father underwent the scheduled thoracic surgery. To ensure a radical resection, the lower lobe of the right lung was removed using a video-assisted technique. An intraoperative histological examination confirmed the diagnosis of pulmonary adenocarcinoma, as had been suspected based on pre-operative tests,'” the Vatican news site adds.
“The Holy Father,” the statement continues, “was in the operating room for approximately three hours; the surgery itself lasted about 90 minutes. The procedure was successful, and there were no complications.”
Following the surgery, Leo XIV “woke up normally and, after a brief period of observation, returned to his room on the tenth floor.”
Fabio Giuseppe Carlo Carisio – Founder and Director of Gospa News
A woman in her 70s holds a sign against the World Health Organization (WHO) in the rain outside the World Health Summit in Berlin, one of the main international forums on global health. The image catches the eye of Gevorg Tamamyan, an Armenian physician and candidate to lead the agency. “When I was a child, the WHO meant trust. Why has that trust become so fragile?” he asks hours later during the first debate among several of the seven contenders to succeed Tedros Adhanom Ghebreyesus.
If the Covid-19 pandemic and the war in Ukraine have demonstrated anything, it is that unexpected, entirely unforeseen and unpredictable events can drastically affect public health and even put humanity at risk. Danger can emerge at any time and from anywhere, but the scientific community has identified a handful of threats with particularly severe potential consequences for human survival.
Ukrainian Foreign Minister Andrii Sybiha said Russia's handling of a suspected pneumonic plague case fit what he described as Moscow's history of concealing information about dangerous incidents, citing the 1979 anthrax outbreak, the Chornobyl disaster, and the COVID-19 pandemic, according to his post on X on 8 October.
A 28-year-old worker at the Irkutsk Anti-Plague Research Institute, Daria Shipilova, died at Shelekhov District Hospital on 2 October. The hospital was placed under quarantine, and nearly 200 people who had contact with her were put under medical observation.
Sybiha has called on Russia to disclose all the facts surrounding the case, provide transparent epidemiological data, and cooperate with international mechanisms.
"Russia has a long record of concealing the truth: the 1979 anthrax leak in Sverdlovsk, the 1986 Chornobyl disaster, and the true scale of COVID-19 in 2020–2022," he said.
Plague is caused by the bacterium Yersinia pestis, which is usually found in small mammals and their fleas. Bubonic plague, the most common form, is caused by the bite of an infected flea. Pneumonic plague is the most virulent form: left untreated, it can be fatal within 18 to 24 hours of onset, though common antibiotics can cure it if given early.
But each time, the consequences were devastating.
Sybiha warns of the risks of secrecy
Sybiha added that there is compelling evidence that Russia has used chemical weapons in Ukraine and has threatened to use nuclear weapons in its genocidal war. His remarks came amid rumors that the plague could have originated in a biological laboratory developing weapons.
"The world must not wait for another catastrophe before asking questions," he said.
Russia must disclose all the circumstances surrounding the case, provide transparent epidemiological data, and cooperate with international mechanisms because “when dangerous pathogens are involved, secrecy is a threat to everyone,” Sybiha added.
WHO seeks more information from Russia
The World Health Organization (WHO) says it still lacks the data it needs for a full risk assessment, while Russia has told the organization that no cases of plague have recently been reported in Irkutsk Oblast.
WHO Director-General Tedros Adhanom Ghebreyesus says that the organization has asked Russia for "further information on the laboratory tests conducted on the individual who died and the contacts," more details on what prompted the public health measures, and the health status of the contacts. The organization also seeks verification of media reports of a second employee with pneumonia of undetermined cause.
Based on "unofficial information," the public health risk to the general population appears to be low, WHO spokesperson Christian Lindmeier says, according to Forbes.
US officials say they know little about what is happening in Russia
On 6 October, US Secretary of State Marco Rubio said information з приводу вирогідної хвороби from Russia was "still quite limited."
The next day at the White House, a reporter asked US President Donald Trump whether the plague in Russia was a bioweapon, according to CNN.
"Well, we don't think so. We're going to find out soon enough, but we don't think so," he said.
The reporter also asked whether Trump was “getting the same vibe right now from Russia that you got from China at the start of COVID.”
"Well, China didn't say much, and Russia's not saying much either, but they do say they have it very much under control," Trump answered.
Commenting earlier on reports of plague or another infection in the Irkutsk Region, Russian Presidential Spokesman Dmitry Peskov said people should rely on assessments by Rospotrebnadzor, rather than rumors and idle speculation.
For days, many American bloggers and politicians have been sounding an alarm that currently appears unjustified and blown out of proportion.
British Medical Journal: “Russia plague outbreak: Epidemic risk is low, says WHO”
«The risk of a plague epidemic is low after the death of a laboratory technician who worked at a plague research institute in Russia, the World Health Organization (WHO) has said» BMJ reported today confirming Moscow statements.
However, the United Nations body said that it was closely monitoring the situation and urged Russian authorities to be “transparent” about the death.
Darya Shipilova, 28, worked at the Irkutsk Antiplague Research Institute in the Siberia region of Russia. She died on 2 October, two days after being admitted to hospital and placed on a ventilator.1
Russian authorities have downplayed the incident and said that Shipilova died of “pneumonia of an unknown aetiology.” However, media reports suggested that she died of pneumonic plague and that she may have become infected after an accident in the laboratory.
VIDEO – US Epidemiologist Hulscher: ““NONE PANDEMICS from lab-acquired PNEUMONIC PLAGUE infection”
Nicolas Hulscher, American epidemiologist posted on Social:
«Before everyone panics about the lab-acquired pneumonic plague infection in Russia: This isn’t the 1300s. We now have effective treatments (antibiotics). At least five documented pneumonic plague outbreaks/clusters have occurred since 2011».
«NONE became a pandemic. Multiple lab-acquired plague infections have also occurred in modern history. NONE became a pandemic».
Russia’s sanitary watchdog says no epidemic risks in Irkutsk Region
Originally published by TASS News Agency
All the links to previous Gospa News investigations have been added in the aftermath by virtue of the ties with covered topics
A review of compliance with biosafety requirements in the Irkutsk Region has been completed, with no emergencies involving work with pathogens identified, the press service of Russia’s sanitary watchdog – Rospotrebnadzor – said.
The watchdog also noted that the World Health Organization (WHO) had published an assessment indicating no risk associated with a case of community-acquired pneumonia in Irkutsk.
TASS has compiled the key facts about the situation in the region.
Rospotrebnadzor statements
– The review of compliance with biosafety requirements in the Irkutsk Region has been completed, with no emergencies involving work with pathogenic microorganisms identified.
– Comprehensive preventive measures have been implemented in the region, and there are no epidemic risks to the public.
– Monitoring has ended for 90% of those who had contact with the patient, with no health problems caused by infectious diseases identified.
– Rospotrebnadzor has also provided the WHO with information about the situation in the region.
– The WHO, in turn, published an assessment indicating no risk associated with the case of community-acquired pneumonia in Irkutsk, according to Rospotrebnadzor.
Response
– Russian Presidential Spokesman Dmitry Peskov said the WHO had been duly informed about the case of pneumonia of unknown etiology in the Irkutsk Region.
– He urged the public to rely on Rospotrebnadzor’s statements, noting that the watchdog regularly releases detailed information about the epidemiological situation.
– According to Peskov, the media have published a large amount of information about the epidemiological situation in the Irkutsk Region, most of which is false.
– Commenting earlier on reports of plague or another infection in the region, Peskov urged the public to rely on assessments by highly qualified Rospotrebnadzor specialists rather than rumors and idle speculation.
Situation in region
– An employee of an anti-plague institute in the Irkutsk Region was diagnosed with pneumonia of unknown etiology, Rospotrebnadzor previously reported.
– The watchdog emphasized that a special set of measures had been implemented in response.
– Expanded testing of samples taken from the patient found no microorganisms associated with her professional activities.
– Subsequent testing identified two cases each of COVID-19 and rhinovirus infection among those who had contact with the woman.
– About 16,000 cases of acute respiratory viral infections are recorded in the Irkutsk Region every week, with no increase reported over the past two weeks.
– The sanitary and epidemiological situation in the Irkutsk Region remains calm.
A quarter-century ago, after a deadly terrorist attack raised fiery explosions from the World Trade Center buildings, the US Department of Homeland Security introduced a color-coded advisory system, under which orange signified “High Risk of Terrorist Activities.” For many people, including Dushko Petrovich Córdova, “this ambient, lingering orange signaled that emergency was continuous, a new way of living.” Ours is a world of prison jumpsuits and Home Depot, leaders with an affinity for fake tans and “aptitude for the orange of perpetual crisis,” public health maps of infection rates painted various shades of orange to mark severity, a sky dyed orange by wildfire smoke. We are inundated by the color; it feels, at times, inescapable. Is it really? Follow Córdova to the brilliant end of this stunner.
Once, in the late ’90s, a few years before the dawn of the orange era, I found myself in Montreal for a friend’s wedding. There was a wildfire nearby, and I remember trying to capture the eerie effect of the atmosphere turning orange with the disposable cameras that had been handed out to all the guests. The resulting pictures looked underexposed and nothing more, the otherworldly orange haze rendered mostly regular gray.
So, decades later, in 2023, when photos of smoke from yet another Canadian wildfire began to appear on social media, I was surprised by how well digital photography had captured what had proved so elusive in the late disposable-camera era. The best civilian shot I saw was of the scenery through a window. The cool interior lighting framed the orangeness outside, in the same way that you might frame a sunset, except that instead of a bright band of orange light at the horizon, this orange was everywhere, pressing at all the edges of the window frame and probably trying to get in through the cracks. In another image I saw a gray cat sitting on a windowsill, apparently unperturbed by the wide expanse of horror just behind it.
While the world’s attention is fixed on wars, lab scandals, and the aftermath of the pandemic, another threat is quietly growing — antimicrobial resistance, which has already embedded itself in excess mortality statistics, and no one wants to look closely at that number. Governments, intelligence agencies, pharmaceutical giants and public-health bureaucracies are suddenly having to […]
The death of a worker at a plague research laboratory in Irkutsk, Russia, has triggered a public health emergency in the region. Authorities have imposed restrictions on hospital access and about 200 contacts are under surveillance. But much remains unknown. Firstly, whether the researcher died as a result of an infection acquired at her workplace — a claim denied by authorities but circulating on Telegram channels and in local media. This is what is known (and not known) so far.
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O Brasil que sai do primeiro turno está flertando com uma crise institucional permanente. Flávio Bolsonaro teve 2,2 milhões de votos a mais que Lula, ficando em 47% dos votos versus 45,1% do atual presidente. Se eleito, Flávio teria uma bancada de 28 nomes no Senado e 121 na Câmara dos Deputados apenas do PL, seu partido, um desempenho histórico.
Mas Flávio Bolsonaro é um candidato com muitos esqueletos no armário. Está enredado em vários escândalos e corrupção dos quais, hoje, conseguimos ter apenas um vislumbre, mas que vão se aprofundar nos próximos meses. E isso levará necessariamente a um governo maculado por revelações do seu primeiro ao seu último dia.
A jornalista Flávia de Oliveira chamou a atenção para o fato de que, por conta da ação deAndré Mendonçade manter sigilo do caso Master, Flávio é o único candidato investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas – e o eleitor não foi informado disso a tempo.
Mesmo que você esteja acompanhando as notícias, é possível que tenha perdido as revelações mais recentes.
Pois vamos a elas.
Primeiro, as rachadinhas, esquema de desvio de verba pública dos mandatos de Jair Bolsonaro e seus filhos através de saques em dinheiro vivo de funcionários, que depois repassavam à família, das quais Flávio sempre foi figura central. O resultado foi demonstrado há alguns anos pelos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy: 51 imóveis dos Bolsonaro foram pagos parcialmente em dinheiro vivo. O processo judicial das rachadinhas foi extinto pelo STJ, que questionou a quebra de sigilo fiscal, mas as evidências existem e podem gerar novas investigações.
Segundo, vamos ao caso Master. Ainda hoje sabe-se apenas parcialmente sobre a relação entre Flávio e Daniel Vorcaro. Além do financiamento generoso do filmeDark Horsee dos muitos diálogos resgatados do celular de Vorcaro, não sabemos qual o valor real dos depósitos, que tipo de dinheiro criminoso foi usado para o pagamento pela empresa Entre Investimentos, que lavava inclusive dinheiro para o crime organizado, e nem para que fim o dinheiro foi usado nos EUA. Não se sabe, ainda, que outros favores e apoios foram prestados pelo banqueiro para Flávio – com quem ele tinha uma relação de amizade, segundo demonstram os diálogos completos publicados pela revistapiauí: são 50 mensagens de Flávio, 46 de Vorcaro e 14 ligações – oito delas atendidas. Sempre se tratando como “irmãos”, Flávio chegou a oferecer a Vorcaro uma reunião com Eduardo Bolsonaro em Dubai em novembro do ano passado: “Tá precisando de algo lá? Peço pra ele te encontrar”. Além disso, jantares, cafés da manhã e muitas ligações organizadas entre os dois.
A mesma revista revelou, ainda, que Flávio e Vorcaro viajaram para Fort Lauderdale, na Flórida, no feriado prolongado de 1º de maio de 2025, tendo passado 3 dias ao mesmo tempo no balneário, apenas dias depois do primeiro depósito de Vorcaro para o filme Dark Horse. É provável que tenham passado e celebrado juntos em uma das famosas festas de Vorcaro nestes três dias. Ainda não sabemos até onde foi essa relação.
Terceiro, a ligação próxima com o “Careca de INSS”. Comorevelouo ICL, Flávio tem uma empresa de capacetes que está registrada no mesmo lugar de empresas do operador financeiro do esquema que desviava verba dos aposentados e causou prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Além de usar o mesmo escritório, a empresa de Flávio usava a mesma contabilidade de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, atualmente preso.
Quarto, os indícios de corrupção na gestão de hospitais públicos no Rio de Janeiro, inclusive durante a pandemia de Covid. Em uma reportagem bastante detalhada aqui na Agência Pública, mostramos como Flávio comandava as decisões administrativas e indicações para a gestão dos hospitais federais durante a epidemia. Há diversos indícios de superfaturamento e má conduta em diversos destes hospitais, segundo investigações do TCU e outros órgãos. Esta história está só no começo.
Quinto, a figura do advogado Willer Tomáz começa a aparecer como uma sombra sobre o passado de Flávio. O advogado já foi descrito como amigo de Flávio pelo próprio, viajou com ele para um safári na África do Sul e usou o jatinho de Willer em sociedade com Daniel Vorcaro. Willer Tomaz atualmente é investigado pela PF depois de iniciar um processo judicial no qual alega que apostou R$ 6,6 bilhões na bet Blaze por “ludopatia” e tenta recuperar R$ 163 milhões.
Sexto, possível lobby junto ao ministro do STF Kassio Nunes, um expediente descrito por Rodrigo Rangel na sua reportagem sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio seu na fábrica da Kopenhagen, publicado no site Platô. Nas palavras do jornalista, Flávio era um “resolvedor-geral da República” durante o governo de Jair Bolsonaro e teria recebido mimos por isso, incluindo um rolex de 300 mil reais. Rangel é uma das pessoas em Brasília que tem muito mais documentos sobre a relação de Flávio e o ex-sócio, mas não o único. Dentre o material descrito na reportagem estão notas fiscais, relatos, fotos “impublicáveis” de Flávio em orgias com o ex-sócio, segundo descrito na reportagem. Mais gente tem esses documentos – eles vão acabar vindo à tona.
Se for eleito, Flávio Bolsonaro terá as investigações do caso Master suspensas, segundo análise do Jota. Mas o jornalismo investigativo continuará a fazer o seu papel.
Temos um presidente maculado por corrupção e escândalos variados antes mesmo de pisar no Palácio do Planalto. Não há bancada forte que segure o impacto disto sobre a opinião pública. Além disso, vale lembrar, a liderança de Flávio é contestada mesmo dentro das fileiras do Bolsonarismo. A bancada eleita tem sua agenda própria e desafetos variados que não vão tardar a aparecer.
Portanto, esta coluna é um aviso. Se o Brasil eleger Flávio Bolsonaro, não estamos flertando apenas com um governo de viés autoritário, mas com um governo que será maculado por escândalos e turbulências, assombrado por ex-sócios, fotos e vídeos “impublicáveis”, e que para se manter no poder só terá o caminho de chafurdar-se mais ainda na lama e perseguir a imprensa e os oponentes – como fez Trump nos EUA.
Para quem busca “estabilidade”, “previsibilidade” e “segurança fiscal”: está dado o recado.
Cinco anos depois do Senado pedir o indiciamento de personagens da vida pública por crimes durante a pandemia, a maioria dos investigados pela CPI da Covid que concorreu neste domingo, 4 de outubro, passou pelo crivo do eleitor. Dos 81 nomes com pedido de indiciamento no relatório final da CPI, 13 eram candidatos este ano, como mostramos na Agência Pública. Ao final do primeiro turno, sete foram eleitos, cinco perderam e um segue na disputa.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e os dois voltam às urnas em 25 de outubro. A CPI pediu o indiciamento de Flávio por incitação ao crime, por estimular aglomerações, o não uso de máscara e a recusa à vacina; à época, ele chamou a acusação de “vingança”.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, vai ao segundo turno como primeiro colocado após os votos apurados
No Senado, três cadeiras
No Distrito Federal, Bia Kicis (PL) ficou com a segunda vaga, com 27,44%, atrás de Michelle Bolsonaro. No Rio, Carlos Jordy (PL) foi eleito com 24,56%, atrás do colega de partido Carlos Portinho. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) conquistou a segunda cadeira, com pouco mais de 25%, atrás de Carol de Toni. Carlos construiu toda a carreira no Rio, onde foi vereador por sete mandatos, e entrou na disputa catarinense por indicação do pai. Nenhum dos três tinha função executiva na pandemia e a CPI os investigou por campanhas nas redes sociais contra máscaras, o distanciamento social e as vacinas.
Já os ex-gestores que miravam o Senado perderam. No Amazonas, as vagas ficaram com Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB); na Paraíba, com João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB). Ficaram de fora Wilson Lima, governador durante o colapso do oxigênio em Manaus, e Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde, que terminou em quarto lugar.
Governadora do DF e candidata ao governo, Celina Leão, acompanhada das canditadas ao Senado eleitas, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, votou na escola cívico-militar CEF 01 do Lago Norte, Brasília
Na Câmara e nas Assembleias
Eduardo Pazuello (PL) foi reeleito no Rio de Janeiro com 146.148 votos, o décimo mais votado do estado. Em 2022, ele recebeu 205.324 votos e foi o segundo mais votado. Osmar Terra (PL) foi reeleito no Rio Grande do Sul com 116.647 votos, e Ricardo Barros (PP) renovou o mandato pelo Paraná com 94.050. Onyx Lorenzoni não aparece entre os 31 eleitos gaúchos, com 100% das urnas apuradas.
A médica Nise Yamaguchi também não se elegeu. O PL conquistou 19 das 70 cadeiras de São Paulo na Câmara, e o nome dela não está entre elas. Foi a terceira derrota seguida da médica. Em 2022, disputou a Câmara pelo PROS e recebeu 36.690 votos. Em 2024, tentou a Câmara Municipal de São Paulo pelo União e ficou na suplência, com 16.554 votos.
Mayra Pinheiro (PL), a “capitã cloroquina”, foi eleita deputada estadual no Ceará com 34.752 votos, na penúltima das 46 vagas. No Amazonas, a bancada do União Brasil na Assembleia ficou com cinco nomes reeleitos. Marcellus Campêlo, secretário de Saúde durante a crise do oxigênio, não está entre eles.
Eduardo Pazuello foi reeleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 146.148 votos
O que a CPI apontou
Pazuello reúne a lista mais extensa como emprego irregular de verbas, prevaricação, comunicação falsa de crime, crimes contra a humanidade e epidemia com resultado em morte. Este último crime também foi atribuído a Mayra Pinheiro, Nise Yamaguchi, Osmar Terra, Wilson Lima e Queiroga. Pazuello, Onyx e Mayra foram apontados, ainda, por crimes contra a humanidade, pelo foco no tratamento precoce em Manaus. Barros é suspeito de integrar uma organização criminosa no caso Covaxin. Para os senadores, as normas do governo indicavam “uma estratégia de propagação do vírus conduzida de forma sistemática”.
Segundo pesquisadores da USP, da FGV, do Butantan e da London School, ao menos 127 mil mortes poderiam ter sido evitadas apenas em 2021 sem o atraso na compra de vacinas. O país terminou a pandemia com mais de 700 mil mortos.
A PGR, então comandada por indicados de Bolsonaro, pediu o arquivamento de todas as denúncias. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, mandou abrir inquéritos contra parte dos indiciados, mas Mayra, Campêlo, Pazuello, Nise, Queiroga e Wilson Lima ficaram de fora. Nenhum foi julgado antes da eleição. Os eleitos, após serem diplomados pelo TSE, tomam posse a partir de 1° de fevereiro de 2027.
A comprehensive atlas of the 18 main respiratory viruses circulating in Catalonia, produced for the first time in Spain by researchers from that northeastern region, reveals that the coronavirus that caused the Covid-16 pandemic — SARS-CoV-2 — “is currently not a winter virus. In recent years, it has shown clear peaks during the spring and summer, which is different from what was initially expected.”
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Florida Attorney General James Uthmeier has filed a sweeping lawsuit against Pfizer and its CEO, Albert Bourla, accusing them of deceiving the public about the safety and transmission-prevention capabilities of Pfizer’s COVID-19 mRNA injection.
The 49-page complaint was filed on October 1, 2026, in St. Lucie County, Florida, and targets Pfizer and Bourla personally under Florida’s Deceptive and Unfair Trade Practices Act.
At the center of the case is an explosive allegation: Pfizer publicly assured Americans that its COVID shot was safe while the company possessed internal and external safety information involving myocarditis, miscarriages, strokes, adverse events, and deaths.
158,893 adverse events in just 10 weeks
According to the complaint, Pfizer’s own adverse-event database contained 158,893 adverse events from 42,086 case reports by February 28, 2021—only about 10 weeks after the vaccine received emergency authorization.
The cover of the complaint (link in the sources)
Yet in January 2023, Bourla publicly stated that Pfizer had seen “not a single [safety] signal” despite billions of doses having been administered.
Florida argues that statement was fundamentally incompatible with information already known about myocarditis and pericarditis.
Florida argues that the existence of this volume of serious adverse-event information undermined Pfizer’s sweeping public safety messaging.
The volume of reports became so large, according to the filing, that Pfizer hired 600 additional full-time employees and expected to hire another 1,800 workers to process adverse-event reports.
Pregnancy and miscarriages
Another major section of the lawsuit concerns pregnancy.
The complaint states that by February 28, 2021, Pfizer had reports involving 458 pregnant women exposed to its COVID vaccine. Of those reports, 248 involved an adverse event and 52 involved miscarriage, according to the filing. Nearly all of the reported miscarriages occurred during the first trimester.
The lawsuit also points to Pfizer’s planned clinical trial involving pregnant women.
Pfizer initially sought approximately 4,000 participants, but the complaint states that only 348 mothers and 335 infants were ultimately enrolled and that the study was terminated early. The women vaccinated in that study were 24–34 weeks pregnant, meaning the trial did not directly provide first-trimester vaccination data.
The complaint further cites the Comirnaty package insert as stating that there are no available data on use before 24 weeks sufficient to inform risks for major birth defects and miscarriage.
Pfizer pushed transmission claims without testing transmission
The second enormous pillar of Florida’s case concerns transmission. Pfizer and Bourla repeatedly told the public that vaccination would protect other people.
In December 2021, for example, Pfizer said that getting as many people vaccinated and boosted as possible remained the best course of action to “prevent the spread of COVID-19.”
The FDA itself stated in December 2020 that there was no evidence at that time that the vaccine prevented SARS-CoV-2 transmission from one person to another, and transmission was not an objective of Pfizer’s trial protocol.
A Pfizer executive later publicly acknowledged that the vaccine had not been tested for stopping transmission before entering the market.
Florida alleges that Pfizer nevertheless used the idea of protecting loved ones as a powerful marketing tool to increase vaccine uptake.
More than $80 BILLION in COVID vaccine revenue
The financial stakes were enormous. The complaint states that Pfizer turned approximately $1.5 billion in research and development spending into more than $80 billion in COVID vaccine revenue.
Pfizer’s vaccine captured nearly 70% of the U.S. and European COVID vaccine markets, according to figures cited in the complaint.
Meanwhile, Bourla received approximately $101.8 million in compensation from Pfizer between 2020 and 2023.
Florida’s complaint goes beyond safety claims and accuses Pfizer of engaging in broader unfair business practices to dominate the COVID vaccine market.
Florida wants the money back
Florida is seeking far more than a symbolic judgment. The Attorney General is asking the court for civil penalties, a permanent injunction against deceptive or unfair representations concerning Pfizer’s COVID vaccine, attorneys’ fees and other relief.
Most significantly, Florida is also seeking disgorgement—legal language meaning Pfizer could be forced to hand back profits connected to conduct the court ultimately determines violated Florida law.
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Atual candidato à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não tinha cargo no governo de seu pai, mas exerceu forte influência política nos hospitais federais do Rio de Janeiro entre 2019 e 2022, de acordo com gestores e ex-gestores hospitalares, parlamentares, funcionários dos órgãos de controle da União e servidores públicos entrevistados pela Agência Pública.
Publicamente, dois políticos se pronunciaram neste ano sobre o controle dos hospitais federais por Flávio durante o governo do pai. Em março de 2026, o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), um pastor evangélico de direita, acusou o senador de ter liderado um esquema de corrupção nos hospitais federais do Rio. “Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, que ganhariam ou perderiam, tudo isso estava dentro do grupo cuja cabeça era o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou. Otoni tem defendido o voto em Lula, adversário de Flávio.
Dois meses depois, em maio, durante a inauguração de um novo centro na Fiocruz, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), chamou Flávio de “o poderoso chefão” dos hospitais federais no governo de seu pai, e voltou a utilizar o termo em entrevista à Agência Pública em setembro. “Era, de fato, o poderoso chefão dos hospitais federais. Passava por ele a indicação de quem seria diretor e todas as decisões relacionadas a hospitais e contratos. Ele montou um esquema de rachadinha política com a ocupação dos cargos e provocou um desmonte. Todos os contratos de terceirizados tinham funcionários fantasmas. Um contrato de limpeza falava em 200 postos de trabalho, quando a gente olhou só havia 50 pessoas trabalhando”, disse o ministro.
Com orçamento superior a 3 bilhões de reais para os quatro anos, período em que o país enfrentou a pandemia de Covid, documentos e depoimentos obtidos pela Pública revelam que a precariedade no funcionamento dos seis hospitais federais do Rio convivia com contratos superfaturados e concentração de recursos em custeio de despesas, comandadas pelos administradores locais, que seriam indicados pelo grupo político de Flávio Bolsonaro.
Enquanto isso, de acordo com o relatório final da CPI da Covid, que dedica um capítulo inteiro ao Rio de Janeiro, 30% dos leitos clínicos e de UTI nos hospitais e institutos federais na capital fluminense “estavam e permaneceram fechados durante a pandemia, embora pudessem ter sido disponibilizados aos pacientes nesse período, evitando, inclusive gastos com abertura de hospitais de campanha. A maior parte estava fechada por falta de profissionais de saúde. No fim de dezembro de 2020, 3,5 mil contratos foram encerrados nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Posteriormente, a Medida Provisória nº 1.022, de 31 de dezembro de 2020, prorrogou apenas 1,4 mil contratos por sessenta dias. Esse quadro foi decisivo para agravar o atendimento à população do Rio de Janeiro ante o recrudescimento da pandemia”, conclui o relatório.
O Estado do Rio de Janeiro registrou mais de 2,8 milhões de casos confirmados de Covid e 77.166 mortes, sendo que mais da metade delas – 38,8 mil – ocorreram na capital.
A atuação de políticos nos bastidores dos seis hospitais federais do Rio – Hospital do Andaraí, Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital Cardoso Fontes, Hospital de Ipanema, Hospital da Lagoa e Hospital dos Servidores – durante a pandemia, já desastrosa em nível federal, pode ser contada também pelas marcas que deixou nas unidades que fazem parte da rede de assistência do SUS. A bagunça foi tão grande que a milícia chegou a ocupar um terreno do Hospital Cardoso Fontes para extorquir funcionários e familiares de pacientes com a cobrança de estacionamento, segundo inquérito aberto na Polícia Civil.
Em abril de 2023, a pedido do deputado e médico sanitarista Daniel Soranz (PSD-RJ), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara visitou a rede federal do Rio e encontrou 735 leitos inoperantes ou bloqueados, andares inteiros vazios, alas trancadas com correntes e cadeados, obras paralisadas e equipamentos sem uso.
No Hospital do Bonsucesso, onde, em plena pandemia, um incêndio que começou no almoxarifado matou quatro pacientes – todos internados com Covid-19 –, a emergência estava fechada, embora reformada, por falta de pessoal; 126 dos 411 leitos estavam impedidos, e diálise, cardiologia e pós-operatório estavam parados. No Andaraí, a falta de médicos era tão grande que até para declarar a morte de pacientes a demora chegava a duas horas. A cozinha inacabada obrigava o hospital a gastar R$ 1,6 milhão por mês transportando comida. No Cardoso Fontes, pacientes esperavam em pé e em macas improvisadas nos corredores.
“É ainda mais grave que isso tudo tenha ocorrido durante a pandemia”, afirma Soranz, que é doutor em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz e um dos principais nomes da saúde pública do Rio nos últimos anos, quando foi secretário municipal da área em três períodos diferentes, sempre em gestões do ex-prefeito Eduardo Paes, também do PSD. Segundo ele, “Flávio [Bolsonaro] teve uma influência nefasta para os hospitais federais, foi algo terrível”, disse à Agência Pública.
Contratos superfaturados
Um diagnóstico de 235 páginas feito pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2023, ao qual a Pública teve acesso, mostra que 72% dos recursos dos seis hospitais – R$ 50,3 milhões por mês – eram consumidos em custeio, ou seja, com contratos administrativos, como limpeza, vigilância e rouparia. No Hospital do Bonsucesso, onde a fatia chegava a quase 80%, os contratos de apoio administrativo com a empresa Nova Rio Serviços Gerais tinham margens de lucro até 561% maiores do que o acordado e custos indiretos até 581% superiores aos acertos equivalentes do ministério. O hospital pagou mais de R$ 2 milhões em plano de saúde privado para funcionários da empresa terceirizada e adicional de insalubridade, sem laudo, para secretárias e almoxarifes.
Aliados de Flávio Bolsonaro também aparecem nesses contratos como a família do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio de Janeiro. A lavanderia Max Clean, fundada pelo pai de Altineu e registrada em nome de uma tia, multiplicou por oito seu faturamento durante esses anos. Segundo informações do Portal da Transparência, a empresa já recebeu R$ 81,5 milhões do Ministério da Saúde em centenas de contratos – e continua recebendo até hoje. “A Max Clean atendia todos os hospitais. Hoje, continua no Hospital dos Servidores e no Lagoa, é difícil tirá-los. Os fiscais do ministério que analisam esse contrato já pediram para deixar a função. É muita pressão”, revela uma servidora, que preferiu não se identificar. “Em época de pregão, o Seu Altineu, pai do deputado, chegava armado nos hospitais com uma sacola cheia de chocolates, distribuindo doces pra gente. Nossa esperança é tirar eles em abril, quando o contrato vence, e que eles não ganhem a próxima licitação.”
O mesmo diagnóstico do Ministério da Saúde explica como os contratos emergenciais se multiplicavam. “Não raro a troca de diretor ou de coordenador de Administração coincidia com a proximidade do término de um contrato, e quando um novo diretor era nomeado não tinha tempo hábil para iniciar processos regulares, e um novo contrato emergencial era efetuado”, registra o documento, que lembra que esse tipo de contrato “geralmente tem um valor acima do licitado”. Entre 2019 e 2022, o Hospital do Bonsucesso teve cinco diretores. O relatório também recomendou auditar a pesagem da roupa suja e o faturamento da lavanderia, onde as peças eram levadas “sem controle de saída”.
Não há um cálculo do sobrepreço total nos contratos de 2019 a 2022, mas a Pública obteve 13 relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e outros cinco da Controladoria Geral da União (CGU) que indicam valores muito acima do mercado e foram localizados em auditorias preventivas, evitando que fossem assinados. Em uma delas – que analisou o Edital do Pregão Eletrônico nº 05/2022 para a compra de 120,9 milhões em insumos para cirurgia vascular para o Hospital dos Servidores, a auditoria identificou “falhas na estimativa de preços que resultaram na adoção de valores superdimensionados em aproximadamente R$ 69 milhões”, ou seja, sobrepreço de 57%.
Em outro caso, no mesmo hospital, a análise do Pregão Eletrônico nº 20/2021, que autorizou a compra de medicamentos para pacientes com câncer no valor de R$ 31,3 milhões, identificou sobrepreço de R$ 18,1 milhões, ou seja, novamente de 57%. Houve ainda uma tentativa de compra de stents heparinados para cirurgia vascular por R$ 7,5 milhões. Em licitações públicas regulares no Brasil, eles são comprados por valores que não costumam passar de R$ 30 mil. O Hospital dos Servidores pagaria R$ 42 mil em cada uma das 180 unidades.
Hospitais federais do Rio enfrentaram sucateamento e problemas de gestão durante o governo Bolsonaro
Um “feudo” dominado por políticos
“Em todo o país, só o Rio de Janeiro tem hospitais federais pelo fato de ter sido a capital até 1960”, lembra o médico João Marcelo Ramalho Alves, diretor do Hospital dos Servidores Federais, que era conhecido como “hospital dos presidentes”. Inaugurado em 1947, tendo Getúlio Vargas como matrícula número 01, o hospital atendeu a cúpula do poder por décadas, e foi pioneiro em diversas áreas, como a introdução da residência médica e a realização de cirurgias inéditas e transplantes. Com o tempo e a mudança da capital para Brasília, os hospitais ficaram suscetíveis a políticos do Rio, que já teve outros parlamentares como figuras centrais como Roberto Jefferson.
“Um hospital só perde em complexidade para controle de tráfego aéreo. São contratos de vários tipos, mais de 5 mil itens a comprar. Para quem quer fazer esquema, sempre foi uma área fácil”, diz Ramalho Alves, que também dirige o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle e foi diretor do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio em 2014.
Isso poderia explicar o interesse de Flávio Bolsonaro pelo “feudo”, que se manifestou ainda na primeira gestão do Ministério da Saúde do governo do pai, embora ele jamais tenha tido atuação relevante na área da saúde, nem no Senado nem na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, onde exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual. Em 31 de julho de 2019, Flávio manifestou publicamente sua oposição ao indicado pelo então ministro Luiz Mandetta para o Hospital Geral do Bonsucesso, o médico Paulo Cotrim, efetivado depois de seis meses como interino. O hospital é a maior unidade de saúde do Rio em volume de atendimentos e com 4,5 mil funcionários.
Cotrim substituiu Luana Camargo, depois que a ex-diretora promoveu uma festa de aniversário do hospital que custou mais de 150 mil reais, segundo ela pagos por fornecedores. Revoltados com a patuscada em uma unidade sem ar-condicionado, superlotada, com postos de trabalho ocupados por pessoas sem experiência e onde os próprios pacientes tinham que comprar seus remédios, os servidores invadiram a festa e enviaram uma carta ao ministro Mandetta. À época, o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, declarou ter “fortes indícios e depoimentos” de que o hospital estava dominado por uma milícia.
A decisão de afastar Luana fez uma equipe da pasta ser ameaçada durante vistoria à unidade, mas Mandetta efetivou o servidor, o que desagradou Flávio Bolsonaro, que criticou o ministro nas redes sociais ao ter seu nome marcado em um post que enaltecia o novo diretor. “Esclareço que não tenho NENHUMA participação/responsabilidade na nomeação do Sr. Paulo Cotrim. Se tivesse sido consultado, diria para não nomeá-lo”, afirmou, dizendo que o médico já havia ocupado “cargos importantes em gestões passadas nessa unidade, que possui um histórico sombrio de má gestão e indicações políticas”. Menos de um mês depois, Cotrim foi exonerado.
Em seu lugar entrou Cristiane Jourdan, defensora do uso de hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19, e depois escolhida por Jair Bolsonaro para a diretoria da Anvisa. Reportagem do Jota na época afirmou que, ao dirigir o Hospital de Bonsucesso, ela “acabou vinculando sua imagem ao senador Flávio Bolsonaro, responsável por orquestrar algumas mudanças na gestão hospitalar do estado”. Durante a gestão de Jourdan, como consta no relatório final da CPI da Pandemia, o hospital chegou a fechar as portas após ser anunciado como unidade de referência para a Covid-19. “No entanto, a maior parte dos leitos não foi utilizada, mesmo tendo sido fechados 28 serviços especializados de média e alta complexidade”, diz o relatório da CPI. “Dos 240 leitos existentes, apenas 18 pacientes estavam internados por Covid-19 e 17 estavam na emergência. Ou seja, na prática, o hospital de Bonsucesso não foi referência na pandemia e tampouco atendeu à população nos demais serviços, impactando a assistência à saúde”.
A partir do episódio Luana/Cotrim, as indicações começaram a passar pelo filho mais velho de Bolsonaro. Já havia sido escolha dele, em fevereiro daquele ano, o nome do médico Marcelo Muniz Lamberti para assumir o Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Ministério da Saúde no Rio, chefiando diretamente os hospitais. Lamberti ascendeu rapidamente ao posto de Superintendente do Ministério da Saúde no Rio e, em junho de 2019, tornou-se Diretor de Programa da pasta, posição vinculada ao gabinete do ministro.
Duas semanas antes de Lamberti ser alçado a diretor, Flávio Bolsonaro participou de uma reunião em Brasília com o ministro Mandetta, o próprio Lamberti e o então secretário de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Francisco de Assis Figueiredo. O encontro entrou na agenda oficial do ministro: foi dia 28 de maio de 2019.
Assim que assumiu o cargo, Lamberti teria promovido uma “caça às bruxas”, nas palavras de um servidor concursado, demitindo aqueles do campo político oposto ao governo. A Pública também teve acesso à gravação de uma reunião, realizada no dia 6 de março de 2020, com 3h11m de duração. Nela, além de ameaçar demitir terceirizados e servidores temporários, Lamberti afirma que é ele quem manda no ministério da Saúde no Rio de Janeiro e que, se fosse preciso, rasgaria a Constituição para fazer valer sua vontade.
Pressão sobre Nísia Trindade e descentralização dos hospitais
Primeira mulher a assumir o ministério da Saúde no início do novo governo, em 2023, a ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade acertou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que teria autonomia total para escolher os diretores dos hospitais “exatamente por causa do que todo mundo sabia existir”, conta em entrevista à Agência Pública. “Um descalabro absoluto, era um problema crônico do Rio”, comenta.
Nísia admite ter sofrido “muita pressão” dos que queriam controlar o “feudo”, sobretudo de políticos do Centrão, ela diz, citando o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). “Ele questionava o fato do orçamento de R$ 240 bilhões do ministério ser gerido por mim”, lembra. Outro parlamentar que trabalhou para tirar Nísia da pasta foi o Doutor Luizinho (PP-RJ), que sonhava – e ainda sonha – ser ministro da Saúde e comandar o terceiro maior orçamento da Esplanada do Ministério, que só perde para Previdência Social e Desenvolvimento e Assistência Social. Ex-secretário de saúde no Rio, o Dr. Luizinho se tornou nacionalmente conhecido por seu envolvimento com transplantes de órgãos infectados pelo vírus HIV.
Nísia afirma que “havia muita resistência” a qualquer mudança. A solução encontrada pelo novo governo foi tirar os hospitais da administração direta do ministério e reestruturar a gestão. Não foi tarefa fácil. Em outubro de 2024, o Bonsucesso passou ao Grupo Hospitalar Conceição, empresa pública federal ligada ao Ministério da Saúde e sediada em Porto Alegre. O hospital ficou cinco dias ocupado por manifestantes e os novos administradores só conseguiram entrar depois de uma decisão de reintegração de posse e acompanhados pela Polícia Federal. Ainda assim, o Ministério da Saúde teve que pedir uma escolta armada para a nova diretora da unidade, Elaine López. Dois meses depois, os hospitais de Andaraí e Cardoso Fontes foram entregues à prefeitura do Rio.
Nísia Trindade assumiu o Ministério da Saúde em 2023 e iniciou a reestruturação dos hospitais federais
Em março de 2025, Nísia foi substituída no ministério por Alexandre Padilha, mas o processo de reestruturação dos hospitais federais no Rio continuou. Em dezembro, o Hospital dos Servidores foi incorporado à UNIRIO, sob gestão da Ebserh, rebatizada em março como HU Brasil – outra empresa pública federal criada em 2011 para gerir hospitais universitários –, e atravessou um processo de fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. O Hospital da Lagoa passou à Fundação Oswaldo Cruz em 2026. Só o Hospital de Ipanema continua sob gestão direta do ministério.
Com a reestruturação, o orçamento total dos seis hospitais passou de aproximadamente R$ 800 milhões para R$ 2 bilhões anuais. Segundo o ministério, já houve aumento de 30% no número de cirurgias (foram 21.869 em 2025) e 28% a mais de internações (42.516 em 2025). Houve também reabertura de 335 leitos somando todas as unidades (27% a mais do que antes) e 16 salas de cirurgia reativadas.
O deputado Daniel Soranz, da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, elaborou um relatório, ao qual a Pública teve acesso, comparando a situação dos hospitais federais no Rio em dois períodos diferentes: abril de 2023, logo no início do novo governo, e o segundo semestre de 2026. A ideia era avaliar os avanços do plano de reestruturação em relação aos anos Bolsonaro. No Bonsucesso, os leitos em funcionamento passaram de 215 para 423 e a emergência foi reaberta em janeiro de 2025. As internações cresceram 46,6%, as cirurgias 55,9% e os exames, 45,4%. Os profissionais aumentaram 73,4%, de 3.150 para 5.462, e o investimento, que ficou entre R$ 3,3 milhões e R$ 5,6 milhões por ano entre 2020 e 2023, chegou a R$ 36,7 milhões em 2024, segundo o relatório.
No Andaraí, a emergência, fechada havia dez anos, voltou a funcionar e ganhou estrutura definitiva, e em 2026 foi inaugurado o novo prédio de Trauma. A cozinha foi concluída, o que acabou com o gasto mensal milionário com transporte de comida. A radioterapia foi inaugurada, o centro de queimados foi ampliado e o centro cirúrgico passou de três para 12 salas. O hospital ganhou 23 leitos de UTI, um tomógrafo e um ambulatório com 21 salas. Os leitos em funcionamento subiram de 165 para 351, com ocupação entre 96% e 99%, as cirurgias cresceram 36% e os profissionais cadastrados passaram de cerca de 2,6 mil para 5.114.
No Cardoso Fontes, todos os leitos foram reabertos, as internações aumentaram 72%, de 4.084 para 7.034, e o quadro de pessoal cresceu 41,7%. A equipe da prefeitura, que cuida da regulação de vagas nos hospitais do SUS, antes impedida de atuar, segundo o relatório da Câmara, passou a trabalhar dentro da unidade. Em Ipanema, a fila de cirurgias caiu 38%, as internações passaram de 4.853 para 5.594, as cirurgias chegaram a 12.378 no ano, recorde da série, e o quadro de pessoal cresceu 23,1%. No Lagoa, as internações subiram 11,9%, e nos primeiros meses da nova gestão cresceram 21,7%, com alta de 20,9% nas cirurgias. A melhora, porém, é desigual. Em Ipanema, as três salas cirúrgicas fechadas em 2023 continuam sem uso e as consultas ambulatoriais caíram de 118 mil para 112,8 mil. No Lagoa, a produção ambulatorial caiu de 1,08 milhão de procedimentos em 2023 para 606 mil em 2025, e os servidores efetivos diminuíram de 850 para 734, enquanto os temporários passaram de 525 para 764.
O médico João Marcelo Ramalho Alves, que dirige o Hospital dos Servidores e o Gaffrée e Guinle, que já resultou na contratação de 1.258 profissionais por concurso depois da fusão, também apoia a reestruturação. “O caminho é esse. O Ministério da Saúde existe para criar e gerir políticas públicas, não para administrar hospitais”, diz Alves, que lembra que ainda há muito a ser feito para recuperar os hospitais do Rio. Apesar dos avanços, a fila de pessoas à espera de cirurgia aumentou de 18 mil pacientes para 21 mil desde 2024, segundo informações do portal que contabiliza esses dados.
Biópsias em potes de sorvete e pedidos de investigação
Em 2025, a Defensoria Pública da União encontrou biópsias acumuladas por meses no Bonsucesso, guardadas no formol em potes de sorvete e paçoca por falta de médicos patologistas – um problema sobretudo para pessoas com câncer que, por lei, devem iniciar o tratamento no SUS até 60 dias após o diagnóstico. “Se não tem diagnóstico, não tem tratamento. Tivemos que entrar com uma Ação Civil Pública, que segue tramitando, para pedir um novo plano de trabalho dos hospitais federais como um todo. A mudança de gestão foi mal recepcionada por servidores e o déficit de médicos ainda é grande”, afirma Taísa Bittencourt Leal Queiroz, Defensora Regional de Direitos Humanos da Defensoria Pública da União. “Quando a saúde é invadida pela política, ela se deteriora de um jeito absurdo. Quem sofre com isso é a população que depende do SUS”, diz a defensora.
No fim de agosto, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal que investigue Flávio por suspeitas envolvendo o controle político dos hospitais federais. Ele citou no documento as auditorias do TCU e da CGU que identificaram os sobrepreços nos contratos. A notícia do fato foi encaminhada ao ministro Flávio Dino e pede que uma investigação, já em andamento no STF, seja ampliada para apurar a conduta do senador, e se ele teve participação nas irregularidades constatadas. Lindbergh citou no documento o depoimento na CPI da Pandemia, em 16 de junho de 2021, do ex-governador do Rio Wilson Witzel, que afirmou que os hospitais federais tinham dono. “Tem um dono, e esta CPI pode descobrir quem é o dono”, disse diante de Flávio Bolsonaro e dos demais presentes. Em seguida, confirmou a parlamentares que se referia a Flávio, mas negou a declaração ao ser processado pelo senador.
Integrantes da CPI disseram à Pública que faltou tempo e recursos para investigar a denúncia de Witzel. A comissão apontou quatro pessoas como responsáveis pelas irregularidades constatadas. Além de Marcelo Lamberti, foram citados o coronel da reserva George Divério, que também foi superintendente do Ministério da Saúde durante a presidência de Bolsonaro, Jonas Roza, que trabalhava com Lamberti no DGH, e o advogado Joabe Antonio de Oliveira, servidor concursado que foi coordenador administrativo da Superintendência do ministério no Rio e diretor administrativo do Hospital de Bonsucesso. Divério foi nomeado em 2020 e exonerado em 26 de maio de 2021 após denúncias de contratações sem licitação – em um período de dois dias, ele autorizou dois contratos que somavam R$ 28,8 milhões. Joabe aprovou contratações sem licitação com valor superior a R$ 14 milhões no Bonsucesso.
Flávio Bolsonaro é alvo de pedido de investigação sobre sua atuação nos hospitais federais do Rio
Procurado pela Pública, Flávio não respondeu aos pedidos de entrevista feitos ao seu assessor. Marcelo Lamberti respondeu por mensagem. Garantiu que “os atos da gestão estão disponíveis no SEI (Sistema Eletrônico de Informações, plataforma oficial do governo federal para gestão de documentos e processos administrativos), corroborando as ações verídicas e documentadas procedidas, incluindo as de correição junto aos órgãos federais de controle para apurar irregularidades”. Segundo Lamberti, “quanto a narrativas e ilações de opositores a essas correições procedidas no SEI, nada tenho a falar pela falta de conteúdo técnico”. O médico também afirma que, após se desligar das atividades exercidas no ministério, não responde a processos pela sua gestão. Perguntado sobre sua relação com Flávio Bolsonaro, se eles já se conheciam antes do senador indicá-lo ao cargo e como Flávio exercia influência nos hospitais federais, Lamberti se disse um “servidor técnico”, e que “nomeações e exonerações de servidores estão a cargo do escalão superior da pasta”.
Ebola cases surpass 8,000 as DRC struggles to control outbreak
The Democratic Republic of the Congo (DRC) has recorded over 8,000 cases of Ebola, including almost 4,000 deaths, amid the worst outbreak in the country’s history, according to government data.
The latest report, published on Monday by the DRC’s public health institute, put the number of cases at 8,067 and deaths at 3,901, representing a fatality rate of 48.4 percent.
«People’s mistrust and anger towards government policies have become a major obstacle in limiting the outbreak since it was officially declared on May 15. A senior member of the ruling UDPS party was beaten to death after raising awareness about the epidemic on radio, a party representative said on Monday. The killing happened on Sunday in Butembo in North Kivu province, which has become a hotspot in the ongoing Ebola outbreak» Al Jazeera reported.
The number of cases has levelled off after a rapid increase, according to the African Union’s health agency, Africa CDC, though it still considers the outbreak “not under control”.
Several treatments and vaccines are being trialled targeting the Bundibugyo strain of the Ebola virus, for which there is no approved vaccine or treatment.
In the previous investigation we explained that just a few months ago (January 2026), Bill Gates’ vaccine cartel CEPI gave Moderna and University of Oxford $26.7 million to begin developing Bundibugyo ebolavirus (BDBV) mRNA and viral vector injections. These are multivalent filovirus “vaccine” platforms, meaning they are designed to target multiple Ebola viruses and related filoviruses simultaneously — including Bundibugyo ebolavirus (BDBV).
But above all we highlighted that US Army’s own health research centers conducted worrying and dangerous experiments on the Ebola virus in Pentagon-funded Ukrainian laboratories, which are now at the center of an investigation by US Intelligence Director Tulsi Gabbard.
Now the American Epidemiologist Nicolas Hulscher has found one of the “smoking guns“ that confirmed the dangerousness and lethality of Pentagon tests as DUAL USE: vaccine and bio-weapon,
Fauci’s NIAID Funded Aerosolized-Ebola Experiments That Left 80% of Vaccinated Primates DEAD
Sen. Rand Paul has released a new package of Anthony Fauci’s private notes and emails that reveal a disturbing aerosolized-Ebola experiment on nonhuman primates at the U.S. Army’s USAMRIID biolab at Fort Detrick.
The internal NIAID report states plainly:“For the 2015 aerosol study, NIAID provided funds.”
According to Fauci’s own March 7, 2016 notes, 16 of 20 vaccinated primates died after aerosol challenge (80% mortality rate). Both unvaccinated controls also died.
But the most disturbing finding was in the lungs. Fauci later recorded that the vaccinated animals developed “necrosis, inflammation and fibrin in the lungs,” while the two unvaccinated controls “did NOT have inflammation in the lung.”
This was Fauci’s reaction to the experiments:
“This should have been a classified experiment that never should have been done in the first place.”
He later reiterated in an email that the DoD wanted to publish the data, but that he believed it “should be classified.”
The findings were causing alarm ahead of larger Ebola vaccine studies in West Africa. Fauci wrote that “the idea that the vaccine can do harm is now causing people a great deal of concern.” He also described officials in Liberia, Guinea, and Sierra Leone as “going batshit” over the findings because larger Ebola vaccine trials were being planned there.
When DoD officials told the White House that NIAID had helped fund the study, Fauci wrote: “I almost fell off my chair.”
Before briefing the White House and National Security Council, Fauci warned his staff to give him “the truth, the whole truth and nothing but the truth.” He told them not to hold back information they thought would upset him and added that if someone failed to tell him the truth and he later discovered it, “then they are gone.”
From the Antrax to SARS-CoV-2: the culprit was never a dangerous foreigner, but the US “biosecurity state.”
Excerpts from John Leake article “Uncle Sam Bioterrorist” originally published on the Substack Focal Point
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Mmost Americans (it seems to me) have been slow to realize that it is NOT dangerous foreigners, but the US government that poses the greatest threat to our safety, peace, and prosperity.
For the last couple of years, I have had a persistent thought that initially struck me as exaggerated, but that I now believe to be factually accurate—namely, Uncle Sam is a bioterrorist.
To be precise, the DoD and NIAID, with their history of sponsoring Dual Use Research of Concern (DURC) have repeatedly threatened and terrorized the country and the world. The modern era of US bioterrorism began with the anthrax letter attacks of September 2021. As I recounted this incident in my recent book, Mind Viruses: America’s Irrational Obsessions:
On September 18, 2001, the American people were presented with what appeared to be a new threat to the homeland—not invading soldiers that one can see and kill, but invisible pathogens that spread silently and insidiously, making everyone sick. On that day, letters containing anthrax spores arrived at news media offices and at the offices of senators Tom Daschle and Patrick Leahy. These attacks killed five people and infected seventeen others. The attacks resuscitated the military’s anthrax vaccine program, which had been heavily restricted to a few select personnel on June 5, 2001.[i] A year later, on June 28, 2002, all military personnel were again required to receive the shot.
Though the anthrax attacks were staged to appear to be the work of either Iraqi agents or Islamic terrorists, the FBI suspected that the perpetrator was someone working within the American biodefense industry. Suspicion ultimately fell on Bruce Edwards Ivins, a scientist working at Fort Detrick’s biodefense lab. As author Scott R. Decker described the suspect in the book Recounting the Anthrax Attacks:
Ivins was a senior member of the US Army’s Bacteriology Division at USAMRIID and had been instrumental in anthrax vaccine development and production. Until recently, the army had viewed his vaccine work as critical… In year 2000, Ivins had coauthored a patent application for a new generation of vaccine developed through genetic engineering, which Ivins clearly hoped would replace the decades-old, controversial BioPort product.[ii]
Ivins was a person of interest for six years, but the investigation of him intensified only after the DoD lost the legal battle in March 2008. On July 29, 2008, he purportedly committed suicide by overdosing on acetaminophen after he learned that he was probably going to be arrested. On August 6, 2008, federal prosecutors declared Ivins the sole perpetrator.[v] In other words, according to the FBI, the anthrax bioterrorism attack of 2001 that seemingly justified the DoD’s controversial anthrax vaccine mandate for US service personnel was committed by a senior DoD scientist.
Some of his Ivins’s colleagues and others in the field who knew him are not convinced he was the culprit.Suspicions have also arisen that the true culprit was someone who wanted to pin the attacks on Iraq to justify US military action to overthrow Saddam Hussein. The FBI never found evidence that Iraqi agents or Islamic terrorists mailed the anthrax contaminated letters. If it wasn’t Bruce Ivins, it was likely someone else within the US or Israeli national security state.
Reviewing the record of US biodefense blunders over the last twenty-five years, one may reasonably conclude that the biggest threat to the American people is not hostile foreign actors or emerging infectious diseases, but the US bio-pharmaceutical complex and its laboratories stocked with dangerous infectious agents and its obsession with creating experimental vaccines against them.
Now comes the news that Fauci’s NIAID Funded Aerosolized-Ebola Experiments That Left 80% of Vaccinated Primates DEAD. The experiments were performed at the Fort Detrick biodefense lab.
The ostensible purpose of developing this fantastically dangerous agent was—you guessed it—to create a vaccine against it. Create a bioweapon that threatens the lives, peace, and prosperity of all humanity in order to develop a vaccine against it—a vaccine that would be of immense commercial value if (God forbid) the pathogen gets out of the lab. What could go wrong?
Anthrax, Ebola, SARS-CoV-2—what other dangerous pathogens is Uncle Sam tinkering around with in labs at home and abroad?
Excerpts from John Leake article “Uncle Sam Bioterrorist” originally published on the Substack Focal Points