❌

Normal view

Quaest: para 60%, medidas anunciadas por Lula são eleitoreiras

21 October 2026 at 22:42

Para a maioria dos brasileiros, as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do segundo turno são eleitoreiras. É o que mostra pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21).

Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados veem objetivo eleitoral nas medidas de Lula. Para 32%, os anúncios feitos são necessários, independentemente de terem sido anunciadas durante a eleição. Outros 5% acreditam que os dois cenários são plausíveis.

Para 1%, nenhuma das opções são verdadeiras, enquanto 2% não souberam ou não responderam.

hierarchy visualization

A pergunta foi feita somente para os eleitores que afirmaram ter ouvido falar sobre alguma medida anunciada pelo governo no último mês, o que representa cerca de metade dos entrevistados.

Os eleitores que não ficaram sabendo de nenhum anúncio representam 42%, enquanto 8% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores que ouviram falar nas medidas, o aumento do Bolsa Família foi a mais lembrada, mencionada por 25% dos participantes.

Em seguida, aparecem o fim da escala de trabalho 6×1, com 16%, e a proibição das bets — as apostas online —, e o pacote de medidas para microempreendedores individuais (MEIs), ambos com 11%.

hierarchy visualization

Metodologia

Foram ouvidas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Vox Radar: STF, urnas e EUA puxam a conversa pós-1º turno para Flávio

21 October 2026 at 22:36

Segundo levantamento Vox Radar divulgado nesta quarta-feira (21), a semana após o primeiro turno das eleições teve como principais assuntos no Instagram: a crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1, caso Master, urnas e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a soberania nacional.

Somados, os cinco temas favorecem o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em 54% dos comentários, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 24%. Para 22% não beneficia nenhum lado. Com isso, há uma vantagem 30 pontos percentuais para Flávio.

A balança mudou da primeira semana após o pleito até esta semana. Com base na análise sobre os tópicos até esta quarta-feira, o mandatário concentra 59% dos temas favoráveis a ele, enquanto o candidato do PL tem 37% do montante.

Nos temas seguintes ao primeiro turno, a vantagem de Flávio é ilustrada na crise no STF, que compôs 28,2% das discussões relacionadas à eleição. Deste montante, 83% dos comentários favoreceu Flávio, enquanto 12%, Lula.

A crise na Superma Corte teve como principais tópicos o impeachment dos ministros, a atuação de Alexandre de Moraes e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em seguida, o fim da escala 6×1 pautou 17,1% das publicações e comentários na janela coletada pela Vox Radar. Foram 48% dos comentários que favoreciam o presidente, enquanto 33% favoreciam Flávio. Uma vantagem de 15 pontos percentuais.

A tramitação do projeto no Senado Federal e as discussões sobre jornada de trabalho e CLT movimentaram a discussão na internet.

O caso do liquidado Banco Master figura como terceiro assunto mais comentado, com 13,9% da discussão. Neste tópico, apesar da vantagem de 12 p.p. nos comentários a favor de Lula, 65% deles não beneficiavam nenhum dos dois.

As ações do ex-dono do banco Daniel Vorcaro junto com os políticos citados nas investigações da PF (Polícia Federal) pautaram o debate.

A confiança das urnas e na Justiça Eleitoral movimentaram 13,1% das discussões, com 64% delas favorecendo Flávio Bolsonaro. A discussão girou em torno da apuração dos votos, a confiança sobre as urnas e a possibilidade de fraude, descartada pelo TSE.

Por último, a soberania nacional e a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Neste tópico, que foi responsável por 12,6% das discussões, teve 52% dos comentários favorecendo Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 21 p.p. sobre Lula.

Vox Radar: STF dá lugar a sigilo, Luchsinger e debate nas redes no 2° turno

21 October 2026 at 22:36

Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que houve movimento nos temas mais discutidos nas redes sociais na semana após o primeiro turno das eleições e agora, na semana decisiva do pleito.

Nesta semana, a conversa girou em torno do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de abrir os sigilos bancários, da entrevista de Roberta Luchsinger à CNN e da repercussão do debate da Band do último domingo (18).

Os temas mais comentados desta semana substituíram a crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1 e o caso Master, que tiveram maior repercussão das redes quando os eleitores falavam sobre o resultado do primeiro turno.

Agora, quatro dias antes do segundo turno, os temas mais discutidos são fatos da própria campanha: a quebra de sigilos; as declarações de Luchsinger sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o debate da Band; as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG); e o futuro do Bolsa Família.

Segundo a pesquisa, a concentração dos assuntos também mudou. Na semana após o primeiro turno, o tema de maior repercussão tinha 28% das menções. A quebra de sigilos, que agora ocupa a primeira posição, tem 30%, mais que o segundo e terceiro colocados juntos.

chart visualization

De acordo com o instituto, somados, os cinco temas da semana após o primeiro turno favoreciam Flávio em 54% dos comentários, e Lula, em 24%. O cenário se inverteu nesta semana: os assuntos favorecem Lula em 59%, e Flávio, em 37%.

chart visualization

O que se diz em cada pauta decisiva

  • Quebra de sigilos

Em relação à quebra de sigilos, 75% dizem que “Flávio esconde algo”, enquanto 19% que “o desafio é teatro, ou Lula é quem esconde”. Já 4% acreditam que “Lula é transparente”.

Na terça (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares desde que o candidato do PL (Partido Liberal) faça o mesmo.

O “desafio” foi proposto por Lula durante o debate da TV Band, no último domingo (18).

“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, declarou ao final do encontro.

Flávio rebateu dizendo que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.

“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, explicou.

Posteriormente, Flávio propôs novas condicionantes e Lula aceitou.

  • Luchsinger, Lulinha e INSS

Sobre o segundo tema, 73% acreditam que “Lula protege o filho, ou a culpa é de Lulinha”, 11% dizem que “não há provas, é perseguição”, e 5% “cobram investigação”.

No último sábado (17), a empresária Roberta Luchsinger deu uma entrevista exclusiva à CNN. Na ocasião, ela afirmou que pretende fazer uma delação premiada e acusou o presidente Lula de proteger o filho.

Luchsinger também rebateu falas e críticas públicas de Lula a ela e abordou os encontros que diz ter presenciado entre Lulinha e integrantes do governo.

A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.

Nos últimos meses, Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e foi submetida à determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.

  • Debate na Band

Em relação ao debate da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, 28% disseram que “Lula venceu o debate”, 9% opinaram que “ninguém venceu, foi baixaria”, e 7% que “Flávio venceu o debate”.

Flávio e Lula se enfrentaram no debate da Band a uma semana do segundo turno da eleição presidencial.

O senador e o presidente apresentaram propostas, como mudanças no SUS (Sistema Único de Saúde) e na segurança pública, mas também trocaram acusações relembrando os nomes de Roberta Luchsinger e de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no primeiro confronto direto entre eles na televisão neste pleito.

O evento também foi marcado por confusão envolvendo as duas comitivas, que no último bloco protagonizaram discussões que interromperam as considerações finais dos candidatos.

  • TSE e “Exército do Lula”

Sobre o assunto, 20% fazem “críticas a Janones”, 19% dizem que “é censura contra Lula”, e 7% alegam que “o TSE favorece Flávio”.

O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones como uma das frentes de mobilização da campanha petista após o resultado do primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro, em que Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.

Nas últimas semanas, o canal foi suspenso e voltou ao ar algumas vezes após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A campanha do petista registou o canal na Justiça Eleitoral como forma de manter o grupo ativo, após determinação do presidente do Tribunal Nunes Marques.

  • Bolsa Família

Sobre o benefício social, 34% comentaram que “Flávio vai cortar ou acabar com o programa”, 16% “defendem o programa”, e 12% que a “antecipação é compra de voto”.

Nesta semana, o governo federal decidiu pagar o auxílio com reajuste antes da eleição, após antecipar as datas de pagamento. Os repasses de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários a partir de segunda-feira (19), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro.

Como mostrou a CNN, o reajuste foi editado na véspera do anúncio da medida.

Ao mesmo tempo, na segunda, a administradora Daniella Marques, coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro em temas econômicos, afirmou que o Bolsa Família terá um período de transição de dois anos caso o candidato seja eleito presidente da República.

A fala teve grande repercussão nas redes e a campanha do petista usou a declaração para dizer que Flávio, caso eleito, acabaria com o programa social — informação já desmentida pelo senador.

Para realizar o levantamento, a Vox analisou 7.682.845 comentários em publicações do Instagram entre 14 e 20 de outubro.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Camilo Santana diz que Lula não se opõe ao que Flávio sugeriu para quebra de sigilos

21 October 2026 at 22:26

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira, 21, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai protocolar uma resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a derrubada de sigilos dos candidatos à Presidência e seus familiares. Afirmou que a campanha petista "não se opõe a absolutamente nada" do que Flávio colocou.

"O candidato adversário Flávio Bolsonaro protocolou no TSE, depois de três dias que Lula fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sistema bancário, uma série de condicionantes, uma tentativa de manobra em relação ao que o presidente colocou para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse país. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer ao candidato é que não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando", afirmou, em entrevista a jornalistas nesta quarta.

Camilo, no entanto, disse que a campanha de Lula "estranhou" a retirada de uma empresa na sugestão apresentada por Flávio na lista de pessoas jurídicas que teriam o sigilo derrubado. O nome dessa empresa é Alcazar, de propriedade do advogado Willer Tomaz amigo de Flávio. O senador é apontado em investigação da Polícia Federal como suposto "usuário master" da conta dessa empresa.

"A gente vê muita estranheza que ele tirar essa empresa. Então, que a imprensa possa cobrar dele porque é que ele está tirando essa empresa. Que ele cumpra o que foi pedido", afirmou o senador.

Camilo disse que Lula protocolará às 11h desta quinta-feira, 22, a resposta no TSE em relação à manifestação de Flávio Bolsonaro. O senador afirmou que Flávio teria até amanhã às 11h para aceitar os termos do acordo de derrubada dos sigilos ou não.

© Ricardo Stuckert/divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) candidato a reeleição

TSE: informação de que 4 mil seções mudaram de lugar estava incorreta

Logo Agência Brasil

Uma leitura equivocada dos dados levou a Justiça Eleitoral a informar, no último sábado (17), que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano.

O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou nesta quarta-feira (21), à Agência Brasil, que os dados foram erradamente comparados com os da eleição de 2024. Segundo a assessoria de imprensa do TSE, houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça.

Notícias relacionadas:

"Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026", afirmou o desembargador.

Número correto

A Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções eleitorais que tiveram seu local modificado entre o primeiro e o segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções que teriam mudado de local, quantidade que caiu novamente na atualização desta quarta.

Como novas mudanças podem ocorrer até o dia da votação no próximo domingo (25), a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local de votar antes de sair para ir à urna.

O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs. Um dos canais é por meio deste link, clicando no botão “Onde votar”.

Ao abrir a sessão plenária do TSE na terça-feira, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema inicia a primeira semana após o primeiro turno com o mesmo número de mudanças ocorridas desde a eleição de 2024.

"Há uma necessidade de revisitação de toda a situação anterior ao primeiro turno. Então, ele [o número] vem, muito provavelmente, e é o que está acontecendo, caindo", disse.

Marques pontuou que, enquanto o sistema ELO, usado para sistematizar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral, ainda indicava 38 locais de votação alterados em Minas Gerais, o TRE estadual calculava apenas 17 endereços modificados.

"No caso do Piauí, no sistema ELO, constam 18, mas o TRE já nos comunicou que apenas quatro locais de votação foram alterados", acrescentou.

As mudanças nos locais de votação são definidas pelos juízes de cada cartório eleitoral. Esse juiz informa ao TRE a necessidade de mudança, seja por problemas climáticos ou de estrutura dos prédios. Em seguida, o TRE repassa o dado ao TSE pelo sistema ELO.

Kássio Nunes Marques disse ainda que os dados atuais representam uma redução, em 2026, de 85% no número de urnas alteradas entre o primeiro e o segundo turnos, se comparado com a eleição de 2022.

Mudanças rotineiras

O presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, explicou que mudanças em locais de votação fazem parte da rotina da Justiça Eleitoral, ocorrendo todos os anos.  

"Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina", afirmou.

O desembargador acrescentou que todos os meios de comunicação locais são avisados quando há uma mudança.

"Além de colocar os avisos, o rádio fica divulgando constantemente. É um aviso muito efetivo, de uma forma que não há notícias de que eleitores tenham deixado de votar porque houve, eventualmente, essa alteração, que, repito, é uma rotina em todas as eleições", completou o desembargador.

O presidente do TRE catarinense acrescentou que a tendência é que ocorra o mínimo de novas alterações de locais até o próximo domingo.

"Alterações [ainda] são possíveis. Imagine que, nos próximos dias, em algumas regiões do Brasil, ocorra uma chuva de granizo intensa que estrague o telhado de uma escola. É possível, mas em casos muito excepcionais", completou.

Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis. O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.

Gerp: 49% dos eleitores rejeitam voto em Lula; 46%, em Flávio

21 October 2026 at 22:01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém 49% de rejeição no cenário estimulado de segundo turno para a eleição presidencial, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL) segue com 46%.

Segundo o instituto Gerp, os dois candidatos estão em empate técnico na rejeição, uma vez que a diferença de dois pontos percentuais fica dentro da margem de erro do levantamento.

Os eleitores que afirmam que não votariam em nenhum representam 1%, e aqueles que votariam em qualquer um somam 1%. Outros 2% não sabem responder ao questionamento sobre rejeição.

hierarchy visualization

Evolução da rejeição

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 16 de outubro, a resistência aos nomes na disputa não sofreu alterações.

chart visualization

Metodologia

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21 de outubro, por meio de entrevista por telefone<. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,55%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03835/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo:

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Gerp: Flávio tem 53% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47%

21 October 2026 at 22:00

A pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos no 2º turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na sequência, registrando 47% da preferência do eleitorado nacional.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, a diferença configura uma vantagem estatisticamente significativa para o candidato do PL.

O cálculo dos votos válidos exclui os eleitores indecisos e aqueles que declaram voto em branco ou nulo, simulando o critério oficial da Justiça Eleitoral.

hierarchy visualization

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, divulgada em 16 de outubro, os candidatos apresentaram oscilações dentro da margem de erro nos votos válidos.

Flávio Bolsonaro passou de 52% para os atuais 53%, enquanto o atual presidente Lula oscilou de 48% para 47%.

Metodologia

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,55%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03835/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo:

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Em carta, juristas defendem candidato a favor de instituições democráticas

21 October 2026 at 22:00

Advogados, professores de Direito e ex-ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) assinaram nesta quarta-feira (21) uma carta em “defesa da democracia” e manifestando apoio ao candidato que “respeita as instituições democráticas brasileiras e o texto constitucional”. Entre os signatários, estão os ex-ministros Rosa Weber, Antonio Cezar Peluso e Celso de Mello.

No documento, os juristas lembram da promessa feita ao ingressar na profissão, de defender a “Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

Por isso, eles afirmam que, mesmo tendo posições políticas diversas, estão unidos na defesa do Estado Democrático de Direito.

Mesmo sem citar nenhum nome, os juristas dizem apoiar um candidato à Presidência que não tenha “a possibilidade ou intenção de concentrar em si os Três Poderes da República”.

“Em um momento de crise das instituições jurídicas, consideramos nosso dever tomar posição. O voto é o instrumento que a própria democracia oferece para corrigir rumos, proteger as instituições e reafirmar o compromisso com a justiça”, diz trecho do manifesto.

“É preciso, portanto, nesse momento histórico para o país, apoiar candidato que respeita as instituições democráticas brasileiras e o texto constitucional. É preciso apoiar candidato que não tenha a possibilidade ou intenção de concentrar em si os Três Poderes da República, e assim inviabilizar a garantia institucional de equilíbrio entre os poderes e o sistema de freios e contrapesos”, continua.

A carta é divulgada a 5 dias do segundo turno das eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente com 47,03%. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 45,16% e tenta a virada no próximo domingo (25).

Gerp: 48% dos eleitores desaprovam governo Lula; 46%, aprovam

21 October 2026 at 22:00

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra um cenário de empate técnico na avaliação de seu governo, segundo dados da pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (21).

O levantamento mostra que 48% dos eleitores desaprovam o trabalho realizado pelo Planalto, enquanto a fatia dos que aprovam a gestão é de 46%.

Outros 6% não souberam ou não responderam ao questionamento.

chart visualization

Metodologia

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,55%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03835/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo:

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Flávio Bolsonaro impõe condições para liberar sigilos

21 October 2026 at 21:52

Logo Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autoriza o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie o alcance do levantamento de seus sigilos.

Para divulgar suas informações financeiras, o candidato do PL quer que Lula também divulgue os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.

Notícias relacionadas:

A manifestação de Flávio foi encaminhada ao TSE um dia após Lula autorizar a divulgação de seus dados pessoais, desde que seu adversário também faça o mesmo.

Segundo o candidato do PL, o pedido de Lula é uma "verdadeira aberração jurídica". Para Flávio, o candidato à reeleição poderia divulgar seus extratos sem enviar o caso ao TSE.

As petições de Flávio e Lula foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso.

Quaest: em cenário espontâneo, indecisos vão de 7% a 14% em uma semana

21 October 2026 at 21:51

O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados no quadro, com 40% das intenções de voto cada.

Nessa modalidade, o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. O eleitor informa espontaneamente em quem pretende votar no segundo turno, marcado para domingo (25).

Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio tinha 43%, e Lula, 42%. Os entrevistados que indicam voto branco, nulo ou dizem que não irão votar passaram de 8% para 6%.

chart visualization

Metodologia

A Quaest entrevistou 2.154 eleitores, entre os dias 17 e 20 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Aliados de Flávio Bolsonaro levam agro, indústria e comércio ao Recife para conquistar votos em Pernambuco na reta final do segundo turno

21 October 2026 at 19:27

Aliados de Flávio Bolsonaro desembarcaram nesta quarta-feira (21) no Recife com um objetivo claro, conquistar votos em Pernambuco a quatro dias do segundo turno. O ato da Caravana Muda Brasil reuniu representantes da agropecuária, da indústria, do comércio, dos serviços e do turismo, e teve como recado central que a eleição é acirrada, que nada está ganho e que cada voto conta até o último dia.

Promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), presidida pelo deputado federal Pedro Lupion, a caravana passa por cinco capitais entre 20 e 22 de outubro. No Recife, o encontro foi no Mar Hotel Conventions e teve a presença de parlamentares, ex-ministros e entidades como o Sindaçúcar e Fecomércio além de representantes do turismo e de agências de viagem.

Disputa acirrada

A escolha de Pernambuco tem uma razão eleitoral. O estado é a terra do presidente Lula, que teve 63,45% dos votos no primeiro turno, cerca de 3,5 milhões, contra 31,03% de Flávio, cerca de 1,7 milhão. É nessa diferença que os aliados do candidato querem mexer.

“Essa eleição é muito disputada, é voto a voto. Se a gente tiver 100 mil, 200 mil, 1 milhão, é ótimo. Ainda tem espaço, sim, nós temos quatro dias para as eleições. Tá na hora de chamar os indecisos, aqueles que estão um pouco sem vontade de votar, e virar uns votos ainda. Eu acho que o Flávio é o que vai virar a chave do Brasil. E vale o convencimento”, afirma a senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA no Senado, que aposta no eleitor indeciso e em quem pensa em ficar em casa.

A meta dela é encolher a vantagem do adversário. Ao lembrar que o outro lado teve 63% dos votos, a senadora pede aos pernambucanos que ajudem a “diminuir um pouquinho” esse número.

Lupion faz a mesma conta. O presidente da FPA lembra que o primeiro turno deixou “praticamente 1 milhão e 800 mil votos” de distância entre os dois candidatos e garante que, “aqui em Pernambuco, dá para diminuir a diferença”.

Ulisberg Alves/Divulgação
O deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, abre o encontro da Caravana Muda Brasil - Ulisberg Alves/Divulgação

Já o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), coordenador da campanha de Flávio no estado, descreve uma reta final pesada, com ataques de lado a lado. “É uma campanha bastante dura, bastante acirrada, com jogo bem duro nessa reta final. Principalmente nas últimas semanas, a enxurrada de fake news, de mentiras que foram propagadas não foi pouca. O jogo que está sendo jogado é de um adversário que tenta vencer a eleição de todo jeito”, avalia.

Setor produtivo

Os organizadores da caravana chamaram empresários do comércio, da indústria, dos transportes e dos serviços, e os veem como multiplicadores do voto entre funcionários, clientes e familiares.

“Não estamos falando só com o agro, não só dentro da nossa bolha, pelo contrário. A gente pediu para chamar o pessoal do comércio, da indústria, dos transportes, dos serviços, para mostrar a importância de cada um de vocês. Cada um que é formador de opinião, que gera emprego, que gera renda, que paga imposto, tem influência sobre as pessoas e pode convencer 1, 2, 3, 4, 5 votos”, explica Lupion.

Mendonça Filho também quis ampliar o alcance do ato. Ele aposta em um debate que contemple o ambiente do setor produtivo “como um todo”, sem se restringir a quem vive do campo.

“Entre as características dos governos petistas está a tradição de atrapalhar o ambiente de negócios. O governo atual, especialmente, dificultou muito e dificulta bastante a vida de quem produz e de quem trabalha. Um aumento continuado de impostos, quase nenhum investimento na área de infraestrutura”, critica o deputado.

O presidente do PL em Pernambuco, deputado federal Anderson Ferreira, vê na caravana um reforço para a militância e para o setor produtivo. Segundo ele, “estamos unidos para mudar o Brasil”, e a força vem de todo o país, mas “Pernambuco vai fazer a grande diferença dessa eleição”.

Mobilização final

Lupion conta que o grupo cruzou o país em dois dias, de Belo Horizonte a São Luís, até chegar ao Recife, sempre com o mesmo alerta de que ganhar o primeiro turno “não é vencer as eleições”. Para ele, é só a primeira etapa da corrida.

“Se convençam disso, tem só quatro dias para as eleições, é pouco. Vai buscar o avô, a tia, o amigo que está desestimulado, que não quer votar. Tem poucos indecisos, mas ainda tem”, orienta Tereza Cristina.

A senadora explica que a FPA decidiu não ficar nos estados onde Flávio venceu no primeiro turno, como Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Goiás, e resolveu “arregaçar a manga” fora de casa.

“Conversem, busquem o voto, mandem uma mensagem, entrem numa rede social, convençam as pessoas através de fatos, através de números. Para isso a gente precisa de dedicação, trabalho, suor, sola de sapato, saliva, muito celular”, convoca o presidente da FPA.

Tereza Cristina cobra ainda empenho dos pernambucanos e lamenta que o estado não tenha eleito Mendonça Filho para o Senado. Ela atribui o resultado a “um pouquinho” de falta de trabalho e de empenho de cada um.

Sobre o debate de sexta-feira, a senadora diz que Flávio a convidou por telefone na terça-feira (20), que ele se prepara e que ela acredita na presença dele.

Agenda final

A mobilização segue nas ruas até a sexta-feira, conforme a programação divulgada pela coordenação estadual da campanha. Na quinta-feira (22), o Bloquinho 22 sai às 19h22 da Pracinha de Boa Viagem, no Recife, em caminhada até o Parque Dona Lindu, com participação anunciada dos parlamentares Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Na sexta-feira (23), a campanha faz carreatas em Jaboatão dos Guararapes, com participação anunciada de Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, e também em Triunfo, no Sertão, e em Barreiros, na Mata Sul. Os horários e os trajetos não foram divulgados.

Pauta regional

Para conquistar o eleitor nordestino, os aliados de Flávio apostam em temas econômicos e em promessas de revisão de medidas do governo atual. A reforma tributária ganhou destaque, e Mendonça Filho foi quem mais se deteve no assunto.

“A reforma tributária foi tocada a toque de caixa, com uma discussão muito limitada. Ninguém é contra o IVA, mas tem que se considerar aspectos regionais e os incentivos que foram determinantes para o Nordeste gerar empregos em vários segmentos, principalmente na indústria”, sustenta o coordenador da campanha.

Ele projeta que a candidatura de Flávio representa uma “virada de chave” na segurança jurídica e no equilíbrio das contas públicas, o que atinge o setor produtivo e toda a sociedade. “A primeira grande missão do governo Flávio certamente será reequilibrar as contas públicas, refletindo diretamente no ambiente de negócios”, completa.

Lupion leva o debate para o custo do dinheiro. Com juros altos, inflação crescente e crédito escasso, descreve o deputado, “produzir fica praticamente impossível”.

Tereza Cristina afirma que Flávio assumiu o compromisso de rever o texto da reforma e que já existe equipe estudando o tema. Ela também defende menos burocracia e resume que “o Nordeste está pronto para crescer, só precisa ser priorizado”.

A estátua de Dona Lindu, mãe de Lula, no parque que leva o nome dela, no Recife, serviu de mote para o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto tocar o eleitor local.

“Quantas Donas Lindus existem hoje aqui que têm que ir para São Paulo porque não têm oportunidade de emprego?”, indaga, sob aplausos.

“A eleição não tá ganha. Eu sou nordestino, eu sei o que é isso. Mas a gente tem uma grande oportunidade de recolocar o Brasil nos trilhos”, conclui Gilson Machado.

© Ulisberg Alves/Divulgação

Parlamentares e representantes da agropecuária, da indústria, do comércio e do turismo participam da Caravana Muda Brasil, no Mar Hotel Conventions, no Recife

Flávio aceita desafio de Lula para abrir sigilos, mas impõe condições e exige dados de assessores e familiares

21 October 2026 at 19:08

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas condicionou a divulgação dos dados a uma série de exigências envolvendo familiares, ex-assessores e empresas ligadas ao petista. A resposta foi formalizada em uma petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No documento, encaminhado ao ministro André Mendonça, a defesa de Flávio afirma que o senador está disposto a disponibilizar informações dos últimos 20 anos, período superior aos oito anos propostos por Lula. Em contrapartida, exige que o presidente amplie o alcance da medida para incluir dados de pessoas próximas, registros de visitantes de palácios presidenciais e despesas do cartão corporativo da Presidência.

Durante um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, Flávio também comentou a resposta ao adversário.

"Não só vou aceitar o desafio como vou levar até as últimas consequências", declarou o senador, em evento organizado pelo governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A manifestação ocorre um dia depois de Lula protocolar no TSE uma autorização para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares e de sua empresa. A divulgação, no entanto, foi condicionada à apresentação de autorização equivalente por Flávio Bolsonaro.

Flávio amplia exigências a Lula

Entre as condições apresentadas pelo candidato do PL está a abertura do sigilo telefônico de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

Flávio argumenta que o presidente não utiliza telefone celular e que parte de seus contatos telefônicos é intermediada por assessores próximos.

"Para eu abrir as minhas contas, Lula tem que abrir o sigilo telefônico do Marcola", afirmou o candidato durante o encontro em Guarulhos.

A petição também cobra informações sobre empresas ligadas aos filhos do presidente, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de dados do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.

O documento faz ainda referências às investigações envolvendo o Banco Master e descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A defesa do senador pede a divulgação de informações sobre encontros entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, bem como registros de acesso ao Palácio do Planalto e dados relacionados à lobista Roberta Luchsinger.

Outra exigência envolve a divulgação das despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, além de agendas da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e registros de viagens realizadas em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Defesa critica proposta do petista

Na petição, os advogados de Flávio classificam a iniciativa de Lula como uma "promessa vazia" e argumentam que a simples divulgação das contas pessoais do presidente não seria suficiente para esclarecer eventuais irregularidades.

A defesa sustenta que seria necessário examinar também o patrimônio e as movimentações de pessoas e empresas próximas ao petista. Essas suspeitas, entretanto, são alegações da campanha do senador, e a apresentação da petição não comprova irregularidades.

O documento também pede que o TSE intime Lula a informar se aceita as novas condições. Caso o presidente não concorde, a defesa de Flávio solicita que a recusa seja registrada no processo.

O candidato do PL contestou, ainda, sua inclusão no pedido de Lula como suposto integrante da empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz. Segundo o senador, ele não é sócio, administrador ou beneficiário da companhia e, por isso, não possui acesso aos dados bancários e fiscais solicitados.

A empresa passou a ser mencionada na disputa após reportagens apontarem que Flávio havia sido cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à companhia. O senador nega manter participação societária no negócio.

Desafio começou durante debate

A disputa em torno da abertura dos sigilos começou no debate presidencial realizado no último domingo (18), pela Band, quando Lula desafiou Flávio a divulgar informações bancárias, fiscais e telefônicas dele e de seus familiares.

Na terça-feira (20), o presidente formalizou a proposta ao TSE, oferecendo autorização para a divulgação dos próprios dados, dos da primeira-dama Janja e de seus cinco filhos, referentes aos últimos oito anos.

Em contrapartida, Lula exigiu que Flávio também autorizasse a divulgação dos dados dele, de integrantes da família Bolsonaro e de empresas apontadas pela campanha petista como vinculadas ao senador.

A proposta prevê que as informações sejam disponibilizadas em uma plataforma de acesso público, permitindo a consulta pelos eleitores antes do segundo turno, marcado para domingo (25).


© Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro faz discurso durante um evento de campanha

TSE discutiu proibir propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp 48 horas antes da eleição

21 October 2026 at 18:34

*Com informações de Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu uma proposta para suspender canais de conteúdo político-eleitoral no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores ao segundo turno presidencial, marcado para domingo (25). A medida foi elaborada pelo vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, mas encontrou resistência entre os magistrados e foi descartada pelo presidente do Tribunal, Kassio Nunes Marques.

A proposta foi debatida em duas reuniões, realizadas na última sexta-feira (16) e na terça-feira (20), e previa estender aos grandes canais de mensagens as restrições que já se aplicam à propaganda eleitoral impulsionada na internet. A minuta, no entanto, não chegou a ser aprovada pelo plenário.

Nesta quarta-feira (21), Nunes Marques afirmou à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que não pretende submeter o texto à votação antes do segundo turno.

"Não haverá alteração alguma. Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar", declarou.

O presidente do TSE também afirmou ser contrário a alterações nas regras eleitorais às vésperas da votação. Segundo ele, o tema não será incluído na pauta da última sessão da Corte antes do pleito, nem haverá reunião extraordinária para deliberar sobre a proposta.

O que previa a proposta

A minuta elaborada por André Mendonça pretendia equiparar canais de transmissão de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores às regras já estabelecidas para o impulsionamento pago de propaganda na internet.

Pela legislação eleitoral, a circulação de propaganda impulsionada é proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição, mesmo quando a contratação do serviço ocorre anteriormente ao período de restrição.

O texto em discussão ampliaria essa vedação aos grandes canais políticos, incluindo grupos, comunidades e listas de transmissão em aplicativos de mensagens, desde que enquadrados nos critérios estabelecidos.

A justificativa apresentada na minuta era de que as horas que antecedem e sucedem a votação representam um período de maior risco de disseminação de conteúdos ilícitos, diante da dificuldade de resposta ou intervenção da Justiça Eleitoral em tempo hábil.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o gabinete de André Mendonça afirmou que a elaboração da proposta não partiu de uma iniciativa individual do ministro, mas de discussões realizadas entre os integrantes do Tribunal.

Segundo o comunicado, houve consenso sobre a necessidade de discutir o assunto, e Mendonça ficou responsável pela redação da minuta, que dependeria de aprovação colegiada.

O gabinete ressaltou ainda que os critérios analisados seriam aplicados indistintamente aos canais político-eleitorais de grande alcance, independentemente do candidato, partido ou orientação política.

Canais de Lula e Flávio seriam atingidos

Caso fosse aprovada, a medida atingiria canais utilizados por apoiadores dos dois candidatos à Presidência da República.

Entre eles está o "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne mais de 7 milhões de seguidores no WhatsApp. O canal "Tropa do Flávio", voltado à mobilização de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), também seria afetado, já que possui mais de 2 milhões de inscritos.

A possibilidade de suspensão provocou reação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe jurídica do petista questionou a proposta na Justiça Eleitoral, enquanto integrantes da campanha criticaram a possibilidade de alteração das regras a poucos dias da votação.

O canal administrado por Janones já havia sido alvo de uma disputa judicial após a campanha de Flávio Bolsonaro solicitar sua suspensão, sob alegação de divulgação de informações falsas.

Nunes Marques chegou a determinar a retirada do canal do ar, mas a medida foi contestada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que não identificou elementos suficientes para justificar a suspensão.

Posteriormente, o presidente do TSE condicionou o funcionamento do canal ao registro formal na Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida pela campanha de Lula, permitindo a retomada das atividades.

Na última sexta-feira (16), o TSE também aprovou, por unanimidade, uma resolução que estabeleceu critérios para identificar canais de mensagens vinculados oficialmente às campanhas eleitorais. A norma prevê a necessidade de registro quando houver apoio financeiro ou técnico das candidaturas, mas não considera o compartilhamento espontâneo de conteúdos suficiente para caracterizar esse vínculo.

© Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministro Kassio Nunes Marques

Quaest: mobilização de Janones nas redes muda campanha de Lula no segundo turno

21 October 2026 at 18:33

A atuação do deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) nas redes sociais, por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, tem contribuído para impulsionar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A avaliação é de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, em entrevista ao UOL News, do Canal UOL.

Ao analisar a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (21), que aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e Lula com 44%, Russo destacou o papel das mobilizações digitais e presenciais na retomada do fôlego da campanha petista.

O levantamento também registrou crescimento no número de eleitores indecisos e indicou um cenário de empate técnico.

“O que o Janones está fazendo não tem precedente no Brasil, especialmente vindo da esquerda. Então, a gente tem que reconhecer esse trabalho, porque ele está sim mudando a campanha em algumas frentes. Vamos lembrar que a primeira pesquisa logo após o primeiro turno mostrou o Flávio Bolsonaro bastante à frente. E o que a gente viu nas últimas duas semanas, uma mobilização da esquerda muito forte, muito grande, uma animação, que está sendo muito bem feita nas redes sociais, mas também nas manifestações de rua, na mobilização, em conversas”.

Pesquisas apontam recuperação do presidente

Na avaliação do diretor da Quaest, os levantamentos realizados desde o início do segundo turno mostram uma trajetória favorável a Lula. Apesar de o presidente ainda estar numericamente atrás de Flávio Bolsonaro, a evolução dos resultados indica uma redução da distância entre os dois candidatos.

“A tendência, a série de pesquisas ao longo do segundo turno foi quase todas no sentido de melhorar os números para o Lula. Ele ainda está numericamente atrás, mas a tendência foi essa. É muito importante essa mobilização que está acontecendo em favor do presidente Lula, é que hoje a gente está no cenário de empate técnico”.

Durante a entrevista, a colunista Janaína Figueiredo perguntou a Russo sobre publicações de Janones nas redes sociais nas quais o deputado demonstra confiança em uma virada eleitoral de Lula.

Russo ponderou que declarações desse tipo fazem parte da estratégia das campanhas para manter os apoiadores mobilizados. Ele também ressaltou que os indicadores do presidente apresentaram melhora, com avanço na aprovação do governo e redução de seis pontos percentuais na rejeição a Lula.

“Isso é justamente para animar o seu eleitor a continuar fazendo campanha. Enfim, isso é natural que as campanhas façam isso”.

Engajamento digital também cresceu

Além das manifestações e da mobilização de apoiadores, Russo apontou avanços nos indicadores de presença digital de Lula. Segundo ele, tanto as métricas de popularidade nas redes sociais quanto o volume de pesquisas pelo nome do presidente no Google registraram crescimento.

O diretor da Quaest avaliou que esses resultados ajudam a explicar o discurso otimista adotado por Janones, embora ainda não seja possível considerar a disputa definida.

“Os números de redes sociais foram muito fortes. A gente tem o índice de popularidade digital, mas também buscas no Google, todos melhoraram muito para o presidente Lula. A esquerda está conseguindo competir, engajamento e passando em muitos aspectos”.

Outro ponto destacado pelo diretor foi o aumento de eleitores indecisos na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos. O movimento foi mais expressivo entre eleitores independentes e parte do eleitorado feminino.

Russo relacionou essa mudança, em parte, ao tom do debate presidencial promovido pela Band e à intensificação dos ataques entre os candidatos na reta final da disputa. 

Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo

© MÁRIO AGRA /CÂMARA DOS DEPUTADOS

Representação contra Janones foi arquivada por 12 votos a 5

Análise: Ala do STF pode restringir canais de WhatsApp antes das eleições

21 October 2026 at 21:27

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) sinalizou que pode derrubar uma eventual decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de restringir o funcionamento de canais de WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O analista de Política da CNN Matheus Teixeira explica o tema ao CNN 360°.

A possibilidade, ainda em discussão nos bastidores da Justiça Eleitoral, já provoca divergências significativas entre os dois tribunais.

A movimentação interna no TSE contempla uma regra que limitaria o alcance de canais com mais de 200 mil usuários na reta final da campanha.

A proposta ainda não foi aprovada pelo plenário do tribunal, mas sua simples ventilação gerou reações imediatas e divisão entre os próprios integrantes da corte eleitoral.

Divergência dentro do TSE

O ministro Kassio Nunes Marques confirmou à CNN ser contrário a mudanças nas regras próximas ao dia da eleição. Por outro lado, o ministro André Mendonça admitiu, em nota oficial, que uma decisão nesse sentido é possível, condicionando-a, porém, à deliberação do plenário do TSE.

Segundo Matheus, isso significa que nenhum dos dois agiria de forma isolada, submetendo a questão ao colegiado antes de qualquer medida.

O contexto da discussão envolve o uso intensivo de canais de WhatsApp pelas campanhas políticas.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou um canal para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que chegou a reunir mais de 6 milhões de pessoas, utilizado como ferramenta de mobilização digital.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pessoas próximas a ele também intensificaram a atuação em canais e grupos da plataforma para disseminar mensagens de campanha.

STF acompanha o tema de perto

Segundo Matheus Teixeira, uma ala do STF tem acompanhado o assunto com atenção e interpreta a eventual restrição como uma tentativa de atingir especificamente os canais associados à campanha adversária.

Internamente, há a avaliação de que a criação de uma nova regra na reta final do processo eleitoral poderia afetar negativamente o próprio pleito.

A tensão entre o TSE e o STF não é nova neste ciclo eleitoral.

Matheus Teixeira destacou que, em alguns casos durante as eleições em curso, o Supremo chegou a se sobrepor a decisões do Tribunal Superior Eleitoral — algo incomum historicamente, já que as deliberações do TSE costumavam ser amplamente respeitadas pelo Supremo, especialmente no calor das eleições.

Caso o TSE decida de fato restringir os canais de comunicação digital, o STF poderá ser acionado para revisar a medida, abrindo um novo capítulo nesse embate institucional.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Quaest no DF: Celina Leão tem 50% no 2º turno; Leandro Grass, 35%

21 October 2026 at 21:21

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP) tem 50% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Palácio do Buriti, de acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). Por sua vez, o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) surge com 35% da preferência do eleitorado.

Aqueles que manifestaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 7%. Os que não souberam responder ao levantamento somam 8%.

chart visualization

Em relação à última rodada da sondagem, publicada no dia 12, Celina oscilou três pontos percentuais para baixo; e Grass, dois para cima. Os movimentos estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Aprovação e avaliação do governo Celina

A sondagem desta quarta-feira também apresenta dados de aprovação e avaliação da gestão de Celina Leão (confira os detalhes abaixo).

Aprovação

  • Aprova: 51% (eram 57% em 12/10)
  • Desaprova: 35% (eram 33% em 12/10)
  • Não sabe: 14% (eram 10% em 12/10)

Avaliação

  • Ótima ou boa: 34% (eram 39% em 12/10)
  • Regular: 35% (eram 30% em 12/10)
  • Ruim/Péssima: 25% (eram 25% em 12/10)
  • Não sabe: 6% (eram 6% em 12/10)

Metodologia

Foram ouvidas 1.104 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O estudo foi contratado pela Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protoclo DF-00402/2026.

ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira

Logo Agência Brasil

Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta em que apontam restrições à liberdade de expressão em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas da empresa Meta, nas eleições brasileiras em 2026.

Eles disseram que os observadores internacionais que participaram das eleições detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos conteúdos das campanhas, apontando que as contas ligadas a um dos candidatos foi prejudicada.

Notícias relacionadas:

Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas de campanha e engajamento e alcance de publicações políticas de um dos candidatos severamente menor.

Eles também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado político.

NetLab

Um carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de controle contra notícias falsas ligadas à políticas públicas pela Meta, enquanto a empresa mantém perfis com publicações com fake news.

O documento também diz que o laboratório identificou falhas da empresa de tecnologia, que teria permitido “propaganda eleitoral paga no exterior e vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral”.

O NetLab é um laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Caso do WhatsApp

Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que usuários do WhatsApp relataram que a inteligência artificial do aplicativo se recusava a produzir imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, mas produzia conteúdo normalmente com a palavra “Flávio” e o número ”22”.

Os advogados da campanha afirmaram que a Meta praticou “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.

Outro lado

Sobre a nota da ONU, a Meta respondeu que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer posicionamento político. “Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos serviços", disse a empresa

Em relação à nota do NetLab, respondeu que não permite conteúdos que explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que identificados.

Políticos têm rede ‘paralela’ na Meta sem declarar ao TSE

21 October 2026 at 19:55

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

Candidatos nas eleições deste ano estão usando uma estratégia em comum: além das contas oficiais nas redes sociais com milhões de seguidores que foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitos têm uma rede paralela de perfis de apoio que copiam parte do conteúdo das páginas dos políticos. Esse “exército alternativo” turbina o alcance, com menções cruzadas e postagens iguais feitas quase ao mesmo tempo.

Segundo a Agência Pública apurou, Flávio Bolsonaro, que disputa a presidência, tem ao menos sete perfis de apoio não declarados ao TSE com mais de 100 mil seguidores cada. Juntos eles reúnem mais de 2,5 milhões de seguidores. Para se ter uma comparação, o principal perfil oficial de Flávio declarado ao TSE tem 14,8 milhões.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

Além de fazerem propaganda com o número de urna do candidato, essa rede de perfis de apoio divulga links para grupos oficiais de Bolsonaro e o @ oficial de Flávio.

Algumas delas postam o mesmo conteúdo com minutos de diferença. Isso aconteceu no último final de semana, quando uma conta de apoio com mais de 770 mil seguidores publicou o mesmo corte da entrevista de Flávio para a Rede Globo com minutos de diferença, indicando o perfil oficial.

Print de entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo
Print de entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo
O mesmo corte da entrevista à Globo foi divulgado pelo perfil oficial de Flávio e uma das páginas de apoio com minutos de diferença. A única diferença foi a inclusão de letterings

Os perfis de Flávio não são recentes. A maioria deles foi criada em 2022 ou fim de 2023, quando Lula tomou posse. Do outro lado da disputa, André Janones, deputado federal (Rede-MG) e a principal cabeça por trás da estratégia digital de Lula (PT) no segundo turno, também tem uma página de apoio no Instagram que não foi declarada ao TSE nem por Lula, nem pelo deputado. Nesse caso, o perfil de Janones foi criado em 6 de outubro deste ano, quando o político afirmou que a sua conta oficial estava sendo alvo de perseguição por grupos bolsonaristas e corria risco de ser derrubada. No vídeo, ele assume a criação da página.

O perfil de apoio de Janones traz um link tanto para o @ oficial do político, quanto para o de Lula. Com 1,6 milhão de seguidores, a página também divulga o canal de WhatsApp do “Exército de Lula”, onde são compartilhadas as diretrizes para engajar a favor do candidato.

A Pública apurou com especialistas em direito eleitoral que explicam que ter uma conta de apoio não configura um crime, porém, há limites para o que essas contas podem fazer – e que ficam mais difíceis de serem fiscalizados pela falta de transparência das plataformas.

Como a Pública já mostrou, a Meta deixou anúncios pagos com dinheiro estrangeiro circularem sem rótulo de conteúdo político nestas eleições, o que impede saber quem pagou pelos anúncios e quais postagens foram impulsionadas. A Pública também revelou que a plataforma não tem sido transparente nos critérios que usa para ampliar ou derrubar o alcance de contas.

A advogada Caroline Lacerda, doutora em Direito Eleitoral pela Universidade de Brasília, explica que as campanhas exploram essas contas paralelas de forma estratégica. Um dos motivos é contornar a regra do Tribunal Superior Eleitoral que impede as plataformas de recomendarem os perfis oficiais dos candidatos políticos para os usuários. As páginas de apoio não estão sujeitas a essa limitação.

“A regra de não recomendação cria um incentivo evidente para que as campanhas terceirizem o alcance em perfis paralelos”, explica ela. “As páginas de apoio funcionam, na prática, como caminho alternativo para furar o bloqueio de recomendação dos perfis oficiais. Isso é lícito quando a página é espontânea e sem dinheiro por trás.”

O advogado Fernando Neisser reforça que as publicações em contas de apoio não podem ser impulsionadas através de pagamento. “Por não serem contas oficiais da campanha, elas não precisam ser informadas ao TSE. Por outro lado, essas contas não podem fazer impulsionamento pago de absolutamente nenhum conteúdo eleitoral”, diz.

É aí que a falta de transparência da Meta dificulta a fiscalização. Só é possível saber se houve algum pagamento não declarado através de uma investigação – como o procedimento aberto a pedido da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) contra a empresa – ou se a própria Meta identificar alguma irregularidade, e decidir combatê-la.

Com base na decisão do TSE de que pessoas físicas não podem pagar para promover conteúdos eleitorais, a Meta decidiu, por exemplo, remover três publicações de conteúdo eleitoral de uma página no Facebook em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro com 13,7 mil seguidores. Os posts, que circularam nos meses de agosto e outubro deste ano, receberam pagamento para ampliar seu alcance – o que é uma conduta proibida e está sujeita à multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. 

“Perfis de apoio devem ter identificação de seus autores, e devem ser de pessoas físicas. Qualquer outra forma de propaganda eleitoral pode ser caracterizada como irregular, sujeita à remoção do conteúdo eleitoral e até da conta inteira. Se for um caso reiterado, consistente e articulado, poderá configurar abuso de poder midiático”, afirma Luiz Scarpino, especialista em Direito Eleitoral.

A reportagem questionou o TSE sobre os achados da apuração, que respondeu que “não se manifesta sobre casos concretos, que podem vir a ser objeto de análise pela Justiça Eleitoral”.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

A Pública procurou as assessorias de Flávio e Janones e dos demais políticos citados na matéria. O espaço segue aberto para respostas.

Campopiano e Pavanato também mobilizam rede de apoio paralela

Além de Flávio e Janones, dois campeões de voto do PL em São Paulo também têm perfis que parecem operar em rede: o segundo deputado federal mais votado do país, Lucas Pavanato, e a deputada estadual que teve mais votos no Brasil, Eduarda Campopiano.

Campopiano tem ao menos sete contas de apoio, além do perfil que foi informado ao TSE. Juntos, esses perfis têm cerca de 1,8 milhão de seguidores, mais da metade dos 3,2 milhões que ela tem no perfil oficial atualmente. Essa rede de perfis que se declaram “de apoio” à política atuam em rede, um marcando o outro, e muitos divulgam na bio o número de urna de Campopiano, além de divulgar links que direcionam para o instagram oficial e para a comunidade oficial da candidata. 

Lacerda explica que esse comportamento é considerado válido desde que essa seja uma iniciativa orgânica e espontânea vinda dos próprios usuários. “Se a campanha pede para alguém criar a página, dirige o conteúdo ou paga por ela, a iniciativa é da campanha, não da pessoa”, ressalta.

A falta de transparência nas plataformas também dificulta saber quem é o verdadeiro dono de um perfil. “O que prova a existência de uma conta fantasma oficial da campanha é, se houver suspeita suficiente, entrar com ação, obter a quebra dos metadados de acesso daquela conta e identificar que aquele login está sendo feito pela equipe oficial da campanha”, explica Neisser. Fora isso, o que resta é observar o padrão de atividade dos perfis para identificar indícios de irregularidade.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

No maior perfil de apoio a Campopiano, com 847 mil seguidores, há publicações feitas em collab – isto é, em conjunto – com a conta oficial do chefe de gabinete e coordenador de campanha de Campopiano, David Itiúba. Como explica Scarpino, ao envolver o núcleo operativo da campanha, esse tipo de relação corre o risco de ser considerada irregular. 

“Pode ser que esses perfis nasçam independentes, mas se tais páginas de apoio venham, em algum momento, a tangenciar o núcleo da campanha, passariam a merecer o mesmo tipo de restrição como comunicação à Justiça Eleitoral, tal como ocorreu no canal do Janones”, explica ele.

O canal Exército do Lula, organizado pelo deputado federal André Janones, foi suspenso por decisão do TSE e só voltou ao ar no dia 14 de outubro, após o político registrá-lo no TSE, conforme determinação do presidente da corte, Kassio Nunes Marques.

Já Lucas Pavanato tem ao menos cinco contas dedicadas à sua campanha, diferentes da principal declarada ao TSE. Segundo o levantamento, esses perfis juntos têm mais de 230 mil seguidores.

Ao todo, o levantamento encontrou outros políticos que também têm contas ativas de apoio não declaradas à Justiça Eleitoral. A maioria, 66%, foi de políticos do PL, seguidas de 22% de partidos como o MDB, PSD, PSDB, União, Podemos e 11% de candidatos diretamente ligados ao governo, de partidos como o próprio PT, o PSOL, PSB, PDT, dentre outros.

Bolsonarista, Gusttavo Lima pressionou Vorcaro por acordo para movimentar R$ 23 bilhões

21 October 2026 at 19:34

De óculos e chapéu de couro marrons, camisa e calça pretas e cordão de ouro no pescoço, o cantor sertanejo Gusttavo Lima recebeu em sua residência o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), a quem declarou apoio ao lado de duas dúzias de estrelas do gênero, todos homens, nesta terça-feira (20). Em vídeo publicado nas redes sociais, o Embaixador, como é conhecido, falou sobre o momento difícil para o povo brasileiro que não teria poder de compra e reclamou como hoje “com R$ 100, você não faz nem um churrasco”, “porque está tudo tão desonesto, uma taxa de juros desonesta”, sintetizou, gravando ao lado do seu candidato, no andar de cima da residência em frente a uma janela de vidro que revelava, de fundo, um jatinho executivo à disposição da dupla.

Gusttavo Lima e Flávio Bolsonaro posam para foto com jatinho ao fundo
Gusttavo Lima e Flávio Bolsonaro posam para foto com jatinho ao fundo

“Quando eu era criança, eu só tive oportunidade de estudar porque eu tive Bolsa-escola, Bolsa Família…”, afirma o embaixador sertanejo, ao que o filho 01 de Jair Bolsonaro responde “vai ser tudo mantido, tá garantido”, atribuindo o discurso de risco de corte de investimento em educação ou programas sociais, como houve no governo de seu pai, a “fake news”. 

Além de Lima, que tradicionalmente se dizia da direita não extrema, mas apoiou os Bolsonaros nas últimas eleições, estiveram na fazenda do senador Wilder Morais (PL) para a reunião em apoio ao presidenciável nomes como Amado Batista, Murilo Huff, Zezé Di Camargo, Rodolffo, da dupla com Israel, Marrone, da dupla com Bruno, Jorge, da dupla com Mateus, e Hugo, da dupla com Guilherme.

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF), obtidas pela Agência Pública, revelam que o hoje Embaixador quase foi “Gusttavo Lima, da dupla com Vorcaro”, protagonista em um dos maiores escândalos de corrupção e fraudes financeiras da história recente do Brasil.

Flávio Bolsonaro durante encontro com cantores sertanejos
Flávio Bolsonaro durante encontro com cantores sertanejos

O diálogo do dia 6 de novembro de 2024 inclui uma proposta de movimentação de R$ 23 bilhões em um ano por parte do “Embaixador” para o empresário, preso por suspeita de fraude financeira desde março na Operação Compliance Zero. As mensagens compreendem o período de julho de 2024 a novembro de 2025.

A “oportunidade” se referia ao fornecimento de maquininhas de cartão de crédito. Vorcaro não tinha sociedade pública ou formal com empresas do setor; porém, investigações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) apontam para a suspeita de que ele usaria marcas de fintech, pertencentes ao Grupo Entre, para movimentar recursos e lavar dinheiro.

Às 9h49 da manhã, Gusttavo Lima envia a Daniel Vorcaro: “vamos falar sobre o meio de pagamento? Operação Super BH”. O Super BH em questão é uma rede de mais de 300 supermercados em 90 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo que pertence ao bilionário Pedro Lourenço, amigo pessoal e padrinho de casamento do cantor. A rede Super BH não retornou aos pedidos de comentários por parte da reportagem.

Os amigos Lourenço e Lima já fizeram outros acordos financeiros no passado. Em 2016, o dono da rede de supermercados chegou a emprestar R$ 6 milhões ao cantor para financiar a gravação de um DVD, conforme relato do próprio artista em entrevista ao podcast André Piunti, em outubro de 2025. 

A fortuna de Lourenço é diversificada em vários empreendimentos. Em abril de 2025, ele se tornou sócio majoritário do clube de futebol Cruzeiro, adquirido por ele por cerca de R$ 600 milhões. O antigo dono era o ex-jogador Ronaldo “Fenômeno”, que também tinha ligações com Vorcaro e, em 2024, captou R$ 25 milhões em capital de giro por meio do Fundo Victória, que pertencia ao Banco Master, como revelou a Veja. A Pública procurou Lourenço para comentar sobre o negócio, mas, até o momento, não obteve resposta. Em caso de manifestação, este espaço será atualizado.

O Embaixador dá continuidade ao diálogo e adverte: “temos que andar rápido ou perdemos”. Vorcaro responde “vamos”. Posteriormente, os dois entram em uma chamada de voz durante 2 minutos e 28 segundos e o cantor envia dois arquivos nomeados como “Pedro – taxas atualizadas” e complementa: “Vamos distribuir as maquininhas em cada loja física. 23 bi ano que vem é o movimento”. 

A projeção é bem dimensionada. Naquele ano, o faturamento, segundo dados publicados pela própria rede, foi de R$ 21 bilhões. No ano seguinte, R$ 25,72 bilhões. Vorcaro, no entanto, passa 12 dias em silêncio. Àquela altura, o Master já havia adquirido o Will Bank e estava a quatro meses de ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB), mas, nos bastidores, as operações de rendimentos ofertadas pela empresa já estavam sob escrutínio.

Em 18 de novembro, Gusttavo Lima insiste com outro arquivo “Pedro – taxas atualizadas”. “Vamos trabalhar, bb. Pelo amor de Deus. Focar”. O ex-banqueiro responde: “Bora. Amanhã alinhamos”. Em áudio, o Embaixador pressiona: “Irmão, essas são as taxas do Super BH. Falei com o pessoal lá e ‘ó, se conseguir cobrir o que for, seja 1%, tá fechado com a gente’. Deve passar uns 20 bi no próximo ano e a gente tem que definir pra ontem”. O Embaixador volta a cobrar no dia seguinte: “meio [de] pagamento. Bora explodir ele. Super BH”. 

Lima e Vorcaro trocaram mensagens até uma semana antes do banqueiro ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Nas mensagens, não há confirmação de que o acordo tenha avançado e saído do papel.

Mesmo se definindo como neutro, Gusttavo Lima é alinhado a políticos de extrema direita. Em 2018, defendeu publicamente a posse e o porte de armas de fogo para cidadãos e ainda frisou ser a favor da revogação do estatuto do desarmamento. Em outubro de 2022, durante um show em Miami (EUA), declarou apoio à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O cantor também declarou ter entre seus ídolos o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em 22 de agosto deste ano. 

Nikolas Ferreira encontrou Gusttavo Lima nos bastidores da Festa do Peão de Barretos
Nikolas Ferreira encontrou Gusttavo Lima nos bastidores da Festa do Peão de Barretos

Ficha Limpa*

Os diálogos entre Daniel Vorcaro e Gusttavo Lima, mantidos entre os anos de 2024 e 2025, não explicitam qual seria a sua parcela de ganhos na negociação, nem o nome da empresa de máquinas de cartão de crédito envolvida na transação. Todavia, as investigações da PF e do BC associam Daniel Vorcaro à fintech Entrepay, liquidada extrajudicialmente pelo BC junto às empresas Acqio e Octa, todas do Grupo Entre, em 27 de março de 2026 – mostrou o Estadão em reportagem publicada no mesmo dia da liquidação.

A PF segue o rastro dos pagamentos do Grupo Entre, que, segundo os investigadores, teria sido o responsável por repassar parte dos R$ 61 milhões solicitados a Vorcaro pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para o financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, ainda não lançada. A informação foi publicada pelo Intercept, em 9 de junho deste ano. 

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição líder do conglomerado, bem como por infringência às normas que disciplinam sua atividade e por prejuízos que sujeitam a risco seus credores”, anunciou o BC à época.

Segundo o Estadão, em março deste ano, o fundador do Grupo Entre, Antônio Carlos Freixo Júnior, seria como um operador que usava a infraestrutura do conglomerado Entre em benefício de Daniel Vorcaro. Conhecido como “Mineiro”, Freixo foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master numa teia relacional com empresários e agentes públicos. Procurado, o Grupo Entre não respondeu aos questionamentos da Pública.

Antônio Carlos Freixo assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-geral da República (PGR) em 8 de agosto deste ano, revelou o G1. A reportagem, publicada em 3 de setembro, revela que “Mineiro” afirmou ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão para o ex-banqueiro, entre 2020 e 2025. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, homologou a delação em 9 de setembro e o processo está sob sigilo. 

Os diálogos entre o cantor e o ex-dono do Master também mostram que, entre julho de 2024 e março de 2025, Gusttavo Lima tentou negociações com Vorcaro envolvendo o Will Bank, controlado pelo Master e que teve a liquidação decretada em 21 de janeiro de 2026. As operações ilegais, no entanto, já eram apontadas pela Justiça Brasileira meses antes da tentativa de negócio, segundo reportagem do ICL Notícias. Entre as práticas fraudulentas identificadas pela PF, o banco digital teria usado o dinheiro depositado pelos clientes para adquirir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) dentro da própria estrutura financeira, sem a autorização dos clientes, para inflar artificialmente os números da instituição. 

Imagem gerada por IA do cantor Gusttavo Lima como presidente da República
Cantor sertanejo anunciou a vontade de se candidatar à Presidência da República em janeiro de 2025

Apelido Carinhoso*

Em 4 de janeiro de 2025, Gusttavo Lima enviou a Vorcaro o print de uma enquete online com a participação de mais de 52 mil internautas. Nela, 52% dos participantes responderam que votariam no artista numa possível candidatura ao Planalto. Dois dias antes, o cantor sertanejo anunciou a vontade de se candidatar à Presidência da República.

“Você é foda. Que loucura. Vou ser seu ministro da Fazenda rsrs”, reagiu com empolgação o banqueiro com quem o cantor manteve contato até uma semana antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.

Os planos de presidência foram deixados de lado em 19 de março de 2025, quando Lima recuou e anunciou, por meio das redes sociais, ter desistido da corrida eleitoral. “Peço a todos que respeitem a minha opinião, minha posição e a minha imparcialidade”, resumiu, preferindo se manter apenas como “Embaixador”.

A proximidade entre os dois é expressa nas mensagens de 28 de outubro de 2024, quando o empresário destacou: “Saudades de ti. Vamos [nos] encontrar para avançar nos temas”. O cantor, por sua vez, respondeu com um áudio de 9 segundos: “Uai, urgente, bebê. Cheguei, tô no Brasil, cheguei hoje. Saudades, cara. Tá doido?! Vai me matar de saudade”. 

A parceria entre os dois também se traduz em apoios que não ficam explícitos no conteúdo revelado pelos diálogos de WhatsApp. Em 9 de setembro de 2024, uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, mostrou que a Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões, além do sequestro de imóveis e embarcações, da empresa Balada Eventos, pertencente a Gusttavo Lima. O empreendimento era investigado pela Polícia Civil de Pernambuco por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro proveniente de jogos de azar.

No dia seguinte, Lima buscou contato com Vorcaro: “mano, tá ae ?!”. O ex-banqueiro respondeu: “fala, irmão”. Em seguida, Gusttavo Lima agradece: “obrigado pelo apoio”. A conversa se encerra com Vorcaro reforçando a cumplicidade: “estamos juntos sempre! Bora pra guerra”. 

A Pública procurou a defesa de Daniel Vorcaro para entender por qual empresa ele pretenderia assumir o contrato proposto por Gusttavo Lima e a natureza da relação dos dois, mas até o momento, não obteve resposta. Se houver manifestação, este espaço será atualizado.

Gusttavo Lima e você*

O cantor Gusttavo Lima foi procurado antes mesmo de fazer sua declaração de apoio pública a Flávio Bolsonaro, por email, por meio de sua assessoria de imprensa, mas preferiu não se manifestar sobre sua relação com Daniel Vorcaro até a publicação desta reportagem. Este espaço será atualizado tão logo o artista deseje se manifestar.

❌