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La brecha entre salarios y precios se ensancha por el pico de la inflación y la parálisis en los convenios

21 October 2026 at 04:30

El fuerte incremento de la inflación, que ha alcanzado casi el 5% en septiembre, impulsado por un encarecimiento de más del 20% en los productos energéticos, está abriendo una brecha cada vez más acusada con el poder adquisitivo de los trabajadores. Mientras el índice general de precios escala a su máximo nivel desde febrero de 2023, los asalariados se enfrentan a este embate con mucha incertidumbre. Los convenios colectivos firmados en lo que va de ejercicio recogen un incremento medio del 3,76%, pero la subida ponderada del conjunto de los acuerdos vigentes —sumando aquellos acordados en años anteriores con efectos para 2026— se queda estancada en el 3%, encadenando meses consecutivos de pérdida en la capacidad de compra. La merma en septiembre asciende ya a dos puntos porcentuales respecto al incremento salarial de los trabajadores que ya tienen sus condiciones cerradas para 2026, aunque el efecto se mitiga en el promedio del conjunto del año.

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© RAMÓN COMET (EUROPA PRESS)

Trabajadores en la planta de Stellantis en Figueruelas (Zaragoza). Foto de archivo

APPC Faro recebe encontro ibérico sobre residências para pessoas com paralisia cerebral

12 October 2026 at 20:26

Participantes de 11 instituições de Portugal e Espanha juntam-se à associação anfitriã entre 14 e 16 de outubro. O programa inclui uma visita a Odemira.

O conteúdo APPC Faro recebe encontro ibérico sobre residências para pessoas com paralisia cerebral aparece primeiro em Barlavento.

Flávio Bolsonaro evita prometer aumento real do salário mínimo

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) colocou no ar um site para rebater notícias falsas, no qual não se compromete com o aumento real do salário mínimo e menciona o reajuste pela inflação, caso seja eleito.

A regra que prevê a correção do salário mínimo acima da inflação foi retomada por Lula (PT) em 2023 e está em vigor. Economistas fazem ressalvas a essa política, uma vez que o salário mínimo corrige os valores de benefícios sociais e da Previdência, o que tem impacto nos gastos do governo.

A política de reajuste do salário mínimo provocou um embate na atual etapa da campanha presidencial. Lula afirma que Flávio cortará ações sociais do governo em nome de um ajuste fiscal. Já Flávio nega que pretenda fazer o ajuste em cima dos mais pobres, ainda que seus assessores defendam a necessidade de uma forte contração nos gastos públicos.

Site não menciona reajustes acima da inflação

Site recém-lançado, a campanha de Flávio Bolsonaro | Foto: Flávio Com a Verdade/Reprodução/ND Mais

No site recém-lançado, a campanha de Flávio Bolsonaro afirma o seguinte sobre o mínimo: “o Plano de Governo de Flávio não apresenta nenhuma proposta para extinguir o piso nacional. Além disso, ele já afirmou que não pretende desvincular o salário mínimo da inflação”. Não há menção a manter reajustes acima da inflação.

O candidato também menciona a proposta que flexibiliza a jornada de trabalho, apresentada pelo coordenador político de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), para se opor ao fim da escala 6×1, de seis dias de trabalho com um de folga.

“O que Flávio defende é a remuneração por hora trabalhada, com a manutenção de todos os direitos trabalhistas conquistados, como FGTS, férias e 13º salário. A proposta de flexibilizar a jornada de trabalho não significa acabar com o salário mínimo”, afirma.

Nos quatro anos de governo, Jair Bolsonaro concedeu apenas o reajuste pela inflação ao mínimo, sem ganho real.

A regra que foi instituída no segundo governo Lula e determina que o valor seja corrigido pela inflação do ano anterior, com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), somado à variação positiva do PIB (Produto Interno Bruto). No atual governo, Lula aprovou uma medida que limita a expansão do mínimo a 2,5% acima da inflação, mesmo limite para a ampliação dos gastos do governo imposto pelo arcabouço fiscal.

Campanha promete manter programas sociais

No site divulgado na última quinta-feira (8), a campanha de Flávio afirma que “o Bolsa Família e todos os programas assistenciais serão mantidos” e que “não fará economia em cima dos mais pobres e dos aposentados” frases que vem repetindo publicamente.

Como mostrou a Folha, para chegar ao ajuste inicial da ordem de 2% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das propostas em estudo é acabar com a vinculação entre o ganho real do salário mínimo e o reajuste da Previdência Social e de programas sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Após a publicação da reportagem, o presidenciável se comprometeu a aumentar as aposentadorias acima da inflação.

Um dos tópicos do site do candidato do PL é: “Flávio Bolsonaro vai cortar benefícios como o BPC?”. A resposta não explica se haverá mudanças na política de valorização do benefício e diz apenas que os programas sociais serão mantidos.

“O Plano de Governo de Flávio afirma expressamente que os programas sociais existentes serão mantidos, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes. Ou seja, o governo Flávio Bolsonaro vai atender quem precisa”, afirma o texto.

Argumentação similar é apresentada pelo candidato sobre o programa Pé-de-Meia. A campanha de Flávio afirma que a ideia de que ele vai acabar com o programa é parte de uma interpretação equivocada sobre o chamado “Tesouraço” e sobre a promessa de redução de despesas, mas não apresenta nenhuma proposta de extinção do programa”.

Banco Regional de Brasília

Banco Regional de Brasília(BRB) | Foto: Divulgação

O site de Flávio também dedica espaço ao escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). Não há menção às conversas travadas entre ele e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, nem ao repasse de ao menos R$ 65 milhões ao filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

A campanha de Flávio afirma que não usará o dinheiro de aposentados para cobrir o rombo do Master e diz que o presidente da República “não tem qualquer ingerência sobre o BRB”.

“Sobre o BRB, o presidente da República não tem qualquer ingerência sobre o banco regional e vai trabalhar para que as instituições financeiras brasileiras permaneçam entre as mais fortes e confiáveis do mundo, entre elas, o BRB”, diz o site do presidenciável.

O discurso de Flávio sobre o banco estatal coincide com o do presidente Lula. Aliada de Flávio, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tem insistido em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com garantia da União para bancar o rombo no BRB.

Lula, por sua vez, afirma que o governo federal não vai dar dinheiro para o BRB. “A governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade no governo federal. Nós não vamos deixar de pagar o Bolsa Família, não vamos dar dinheiro pro BRB”, disse o presidente em 16 de setembro.

A governadora tem feito duras críticas ao presidente Lula e depositado expectativas na eleição do candidato do PL para dar saída à crise do banco estatal. Na quarta-feira (5), após o anúncio do partido dela de apoiar Flávio, Celina disse que a vitória dele daria fôlego ao BRB.

“A configuração hoje que nós temos no próprio Senado, e a projeção do Flávio para virar presidente, é uma situação totalmente diferente do BRB. Eu acho que isso é um fôlego ainda maior para a gente recuperar o banco”, disse Celina. “São várias as possibilidades quando o governo quer ajudar.”

A campanha de Flávio foi procurada pela reportagem na noite desta sexta-feira (9) por email, mas não houve resposta. (Thaísa Oliveira/FOLHAPRESS)

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Von der Leyen’s State of the Union: Europe’s push for independence faces a delivery test

European Commission President Ursula von der Leyen during her speech in 2025 Photographer: Dati Bendo © European Union, 2025

Ursula von der Leyen is expected to make the case for a more independent and resilient Europe in her State of the European Union address on Wednesday (16 September). But analysts and political groups in the European Parliament are demanding something more concrete: evidence that the Commission can turn its expanding ambitions into results Europeans can see.

The State of the European Union address, commonly known in Brussels as the “SOTEU”, is the Commission president’s annual speech to Parliament setting out priorities for the year ahead. Modeled in part on the US president’s State of the Union address to Congress, the EU version began in 2010 under then Commission president José Manuel Barroso. Von der Leyen will deliver this year’s address at 9:00 tomorrow morning (16 September).

The speech comes as Europe is confronted with an ongoing war in Ukraine, a fragmenting global trading system and the challenge of strengthening defence while reviving competitiveness and financing the green transition. At home, von der Leyen must reconcile political groups that broadly agree on the need for a stronger Europe but differ over what that means.

For Manfred Weber, chairman of von der Leyen’s centre-right European People’s Party group, the focus should be on voters’ economic and security concerns.

“Europe’s priorities must reflect people’s concerns: jobs, the cost of living and economic security,” Weber said. He called for a stronger economy and well-paid jobs, tighter control of Europe’s borders, leadership on AI, continued support for Ukraine and “a strong European defence pillar”.

On the centre-left, Iratxe García Pérez, president of the Socialists and Democrats group, argues that the Commission has relied too heavily on deregulation.

“Europe needs more than announcements,” García Pérez said. “It needs concrete policies backed by the necessary resources.” The S&D wants greater emphasis on affordable food, housing and energy, quality jobs and climate action, alongside European sovereignty in defence and digital technologies.

Renew Europe is also making delivery the benchmark, calling on von der Leyen to present “a credible plan turning European ambition into visible results” and framing the choice as one between united European action and fragmentation.

Analysts at the European Policy Centre see the same challenge extending to Europe’s position in the world.

“Von der Leyen will tell us that the EU is forging new partnerships around the globe,” said Almut Möller, the EPC’s director for European and Global Affairs. Canadian Prime Minister Mark Carney’s attendance will reinforce the geopolitical dimension of the speech.

But strategic autonomy goes beyond defence and trade. Georg Riekeles, the EPC’s head of political economy, identifies financial dependence as an overlooked vulnerability. With the international financial system becoming less stable, Europe cannot assume Washington and the US Federal Reserve will play the stabilising role they did in previous crises. Von der Leyen “must therefore address financial sovereignty as a core element of European security”, he argues.

Technology poses another test. Elizabeth Kuiper, the EPC’s head of health and societal resilience, says von der Leyen should “reject the trade-off between competitiveness, technological progress, and the EU’s social model”, particularly as AI affects employment, income security and social cohesion.

Climate policy presents a similar collision between ambition and resources. Stefan Šipka, the EPC’s head of sustainable prosperity, argues that Europe needs “a robust delivery mindset, no more strategies” as it tries to combine defence, decarbonisation and economic security.

The common thread is delivery. Von der Leyen has no shortage of strategic objectives. The harder task on Wednesday will be explaining how they fit together, how Europe will finance them and what takes priority when they conflict.

For EPC policy analyst Eric Maurice, von der Leyen “must provide strategic focus and political clarity”.

“As the midterm in her second term approaches,” Maurice said, “it is time for von der Leyen to present a vision and deliver.”

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