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Futebol Clube de Ferreiras conquista prémio nacional pela gestão do futebol feminino

21 October 2026 at 18:56

A conquista do primeiro lugar na Sessão Nacional dos Prémios CLUBE TOP 2026, realizada a 17 de outubro, em Lisboa, distinguiu o Futebol Clube de Ferreiras, do concelho de Albufeira, pelo seu modelo de gestão do futebol feminino, centrado no desenvolvimento desportivo e pessoal das atletas. O clube algarvio destacou-se entre sete candidaturas finalistas de diferentes regiões do país, incluindo os Açores e a Madeira.

A distinção foi atribuída à candidatura “SER ATLETA POR INTEIRO – Modelo de Governação Estratégica dos 7 Pilares no Futebol Feminino”, que apresenta uma abordagem à formação das jogadoras baseada na articulação entre o desempenho desportivo, o crescimento individual e a igualdade de oportunidades.

O reconhecimento integra a Medida Mérito do programa CLUBE TOP, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que distingue boas práticas de gestão e organização dos clubes desportivos portugueses.

Projeto de Ferreiras distingue-se entre sete finalistas nacionais

A sessão nacional decorreu no Auditório do Centro de Juventude de Lisboa do IPDJ, no Parque das Nações, onde os sete clubes finalistas apresentaram e defenderam os respetivos projetos perante um júri nacional.

A escolha do vencedor resultou de um processo de avaliação desenvolvido em várias etapas. Inicialmente, cada Direção Regional selecionou cinco candidaturas para a respetiva sessão regional, da qual saiu a proposta que avançou para a final nacional.

Entre os critérios considerados pelo júri estiveram a qualidade das práticas de gestão, a originalidade e a inovação das propostas, bem como o impacto junto dos destinatários e a articulação com entidades parceiras.

A avaliação teve ainda em conta a sustentabilidade dos projetos e a possibilidade de as soluções apresentadas serem adaptadas e aplicadas noutras organizações desportivas.

Foi neste contexto que o Futebol Clube de Ferreiras alcançou a primeira posição, através de uma candidatura que procura demonstrar como a gestão estratégica pode contribuir para a formação das atletas e para a sustentabilidade das estruturas desportivas.

Modelo aposta na formação integral das atletas e na igualdade de oportunidades

O projeto “SER ATLETA POR INTEIRO” assenta num modelo de governação estratégica organizado em sete pilares, procurando associar a formação desportiva ao desenvolvimento pessoal das futebolistas.

A candidatura valoriza uma abordagem que ultrapassa a vertente competitiva, reconhecendo a importância de proporcionar condições para o crescimento das atletas e para a promoção da igualdade de oportunidades.

Segundo a informação divulgada pelo Município de Albufeira, o modelo pretende demonstrar que uma gestão estruturada pode contribuir não apenas para a sustentabilidade dos clubes, mas também para o reforço do seu impacto social junto da comunidade.

A distinção nacional reconhece, assim, o trabalho desenvolvido pelo Futebol Clube de Ferreiras na organização e valorização do futebol feminino, através de práticas consideradas relevantes para o desenvolvimento da modalidade.

Albufeira destaca conquista no ano em que é Cidade Europeia do Desporto

O prémio surge num ano particularmente significativo para o concelho de Albufeira, que ostenta em 2026 o título de Cidade Europeia do Desporto.

A Câmara Municipal considera que a distinção alcançada pelo Futebol Clube de Ferreiras evidencia o contributo das associações desportivas locais para a qualidade da formação e para a promoção de oportunidades de participação no desporto.

A autarquia felicitou o clube e as atletas pelo primeiro lugar conquistado na competição nacional, sublinhando a importância deste reconhecimento para o associativismo desportivo do concelho.

A vitória nos Prémios CLUBE TOP 2026 coloca, deste modo, o Futebol Clube de Ferreiras em destaque a nível nacional, distinguindo um projeto que alia a gestão desportiva à formação integral das atletas e à valorização do futebol feminino.

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Eurodeputado Hélder Sousa Silva pede celeridade na entrega dos 261,5 milhões a Portugal

21 October 2026 at 18:30

O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, 21 de outubro, um apoio de 261,5 milhões de euros para Portugal recuperar dos prejuízos provocados pelas tempestades que atingiram o país entre janeiro e março de 2026. A medida recebeu 651 votos a favor, 17 contra e três abstenções, numa votação realizada em Estrasburgo, e integra um pacote de solidariedade europeia destinado a quatro países afetados por catástrofes naturais.

A verba será disponibilizada através do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), acionado pelo Governo português na sequência dos danos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, que afetaram sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

O eurodeputado português Hélder Sousa Silva, que acompanhou o processo como relator sombra na Comissão dos Orçamentos, em representação do Partido Popular Europeu (PPE), manifestou satisfação com a aprovação e defendeu que os apoios devem chegar rapidamente às populações e empresas afetadas.

Eurodeputado pede rapidez na disponibilização dos fundos europeus

Após a votação favorável, Hélder Sousa Silva apelou à “celeridade na entrega deste instrumento de solidariedade, para que o dinheiro chegue rapidamente às populações e às empresas, assim como para acelerar o processo de reconstrução das áreas devastada”.

O eurodeputado considera que a aprovação do financiamento representa uma resposta europeia aos prejuízos causados pelas intempéries e demonstra “a união e a solidariedade europeias nos momentos críticos”.

Portugal já recebeu um adiantamento de 65,37 milhões de euros, correspondente a cerca de 25% da verba aprovada.

O apoio português integra um pacote global de 498 milhões de euros, que contempla igualmente Espanha, com 149 milhões de euros, Itália, com 74,8 milhões, e Malta, com 3,72 milhões.

Apoios destinam-se à recuperação de infraestruturas e serviços essenciais

O Fundo de Solidariedade da União Europeia destina-se a apoiar a recuperação de danos provocados por grandes catástrofes naturais, nomeadamente em situações cujos prejuízos não se encontrem, em princípio, cobertos por seguros.

Entre as intervenções elegíveis estão a recuperação de infraestruturas e equipamentos essenciais, incluindo redes de energia, abastecimento de água, saneamento, telecomunicações, transportes, unidades de saúde e estabelecimentos de ensino.

Hélder Sousa Silva destacou que o financiamento poderá abranger “o restabelecimento imediato do funcionamento das infraestruturas e equipamentos nos domínios da energia, do abastecimento de água, das águas residuais, das telecomunicações, dos transportes, da saúde e do ensino”.

O eurodeputado referiu ainda a possibilidade de financiar medidas provisórias de alojamento, serviços de socorro destinados às populações afetadas, intervenções de segurança em infraestruturas, proteção do património cultural e limpeza das áreas atingidas, incluindo espaços naturais.

A utilização destas verbas pretende contribuir para restabelecer serviços essenciais e apoiar a recuperação das comunidades afetadas pelas intempéries.

Tempestades provocaram 19 mortos e prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros

As depressões Kristin, Leonardo e Marta atingiram Portugal continental durante cerca de três semanas, provocando danos particularmente graves nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

De acordo com os dados apresentados no comunicado do eurodeputado, as intempéries causaram 19 mortes, centenas de feridos e desalojados, além da destruição total ou parcial de milhares de habitações, empresas e equipamentos.

A passagem das tempestades provocou ainda quedas de árvores e estruturas, interrupções no fornecimento de eletricidade, água e comunicações, bem como inundações e cheias em diversas localidades.

Os prejuízos materiais ultrapassaram os cinco mil milhões de euros, valor que esteve na origem do pedido de apoio apresentado por Portugal às instituições europeias.

Fundo de Solidariedade criado para responder a grandes catástrofes naturais

Criado em 2002, o Fundo de Solidariedade da União Europeia tem como objetivo prestar assistência aos Estados-membros e aos países em processo de adesão que sejam atingidos por grandes catástrofes naturais, com consequências graves para as condições de vida das populações.

Para efeitos de mobilização deste instrumento, são consideradas catástrofes de grandes proporções aquelas cujos prejuízos diretos atinjam pelo menos três mil milhões de euros, a preços de 2001, ou ultrapassem 0,6% do rendimento nacional bruto do país afetado.

No caso português, os prejuízos estimados, superiores a cinco mil milhões de euros, justificaram o acionamento do mecanismo europeu.

Com a aprovação final do Parlamento Europeu, fica formalizado o apoio destinado a Portugal e aos restantes três países abrangidos, sendo agora considerada prioritária, por Hélder Sousa Silva, a rápida disponibilização dos recursos financeiros necessários à recuperação das zonas afetadas.

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Jazz nas Adegas regressa a Silves com concertos e provas de vinho até maio de 2027

21 October 2026 at 17:51

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa a 6 de novembro e percorre várias quintas de Silves, com concertos, provas de vinho e gastronomia local. Os bilhetes, com um custo de 35 euros, começam a ser vendidos a 22 de outubro, às 16:00.

O Município de Silves prepara a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, um ciclo de concertos que decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes espaços de produção vitivinícola do concelho. A iniciativa combina música ao vivo, provas de vinhos e gastronomia, proporcionando ao público uma experiência cultural ligada à tradição e à identidade local.

A programação arranca nos dias 6 e 7 de novembro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com atuações da Feel Good Band, dando início a uma temporada que percorrerá várias adegas e quintas do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Silves, o evento procura aproximar os visitantes dos produtores locais e proporcionar um contacto mais direto com os músicos, através de espetáculos realizados em espaços diferentes das salas de concerto convencionais.

Bilhetes custam 35 euros e incluem provas de vinho, tapas e visitas culturais

Os ingressos para as primeiras sessões estarão disponíveis a partir das 16:00 de quinta-feira, 22 de outubro, através da plataforma BOL e dos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e quiosques Serveasy.

Cada bilhete tem um custo de 35 euros e destina-se exclusivamente a maiores de 18 anos.

Além do acesso ao concerto, o ingresso inclui provas de vinho e tapas, a oferta de uma garrafa de vinho e um voucher para visitar o Castelo de Silves e o Museu Municipal de Arqueologia.

A iniciativa pretende, desta forma, proporcionar uma experiência que vai além da música, associando os espetáculos à descoberta dos vinhos produzidos no concelho e à valorização do património histórico e cultural de Silves.

Programação reúne diferentes estilos e formações de jazz

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas apresenta um conjunto diversificado de artistas e projetos musicais, abrangendo diferentes linguagens do jazz e sonoridades próximas deste género.

Depois da abertura com a Feel Good Band, na Quinta João Clara, o ciclo prossegue nos dias 27 e 28 de novembro, com os Low Tech Groove, na Cabrita Wines, em Silves.

Em dezembro, nos dias 4 e 5, a Quinta do Francês, em Odelouca, recebe os Scooby 4 Tet.

Já em janeiro de 2027, a programação contempla as atuações dos Betty and the Boopers, nos dias 8 e 9, na Quinta do Barradas, em Silves, e do Sonic Bloom Jazz Collective, nos dias 29 e 30, na Quinta do Malaca, em Real Picadeira, Pêra.

O mês de fevereiro fica marcado pela participação do Silves Filarmónica Combo, no espaço Dito Cujo, na Casa Islâmica, em Silves.

Em março, o Sofia Moreira Quarteto atua nos dias 5 e 6, na Herdade Barranco do Vale, em São Bartolomeu de Messines, seguindo-se os Diga Diga Doo’s, nos dias 19 e 20, na Paxa Wines, em Silves.

Concertos prolongam-se até maio de 2027

A programação de abril começa nos dias 9 e 10, com o Al Guitar Duo, no Barranco Longo, no Algoz.

Nos dias 23 e 24 de abril, a Quinta do Rogel, em Silves, recebe o Jaime Almeida Trio, dando continuidade ao ciclo de concertos em espaços ligados à produção de vinho.

Em maio, estão previstas as atuações do Marta Santa Maria Trio, nos dias 7 e 8, na Patuá Wine, em Silves, e da OJA, no dia 15, na Quinta dos Sentidos.

O programa anunciado termina nos dias 21 e 22 de maio, com os Funky Noise, no Convento do Paraíso, em Silves.

Entre os projetos musicais referidos pelo município para esta edição encontra-se ainda The Invisible Tuba, embora o programa divulgado não indique a data ou o local da respetiva atuação.

Jazz nas Adegas celebra dez edições de ligação entre música e património vitivinícola

Ao longo de dez edições, o Jazz nas Adegas tem levado a música a espaços de produção de vinho, contribuindo para diversificar a programação cultural do concelho e proporcionar novas experiências aos visitantes.

O Município de Silves considera que esta iniciativa permite valorizar os produtores vitivinícolas e dar maior visibilidade aos produtos locais, estabelecendo uma ligação entre a cultura, o turismo e a atividade económica.

A realização dos concertos em adegas e quintas pretende também promover o contacto entre artistas, produtores e público, num ambiente de proximidade que constitui uma das características do evento.

A edição de 2026/2027 volta a contar com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação do projeto à comunidade educativa.

Com o regresso do Jazz nas Adegas, a Câmara Municipal de Silves pretende continuar a valorizar o património vitivinícola e a criação artística, associando a música à promoção da identidade cultural e económica do concelho.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800, extensão 2743, ou do endereço eletrónico turismo@cm-silves.pt.

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Albufeira reforça escolas com 20 assistentes operacionais e prepara contratação de mais 49 profissionais

21 October 2026 at 17:25

A Câmara Municipal de Albufeira iniciou, a 20 de outubro, o reforço das equipas das escolas do concelho, com a entrada faseada de 20 assistentes operacionais até ao final do mês. Em paralelo, a autarquia lançou o procedimento para a abertura de um novo concurso destinado à contratação de mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros, procurando responder às necessidades identificadas nos estabelecimentos de ensino.

O município prevê ainda investir cerca de 150 mil euros na vigilância das entradas das escolas, permitindo que os assistentes operacionais atualmente envolvidos nessa tarefa possam dedicar mais tempo ao acompanhamento dos alunos e ao apoio às atividades escolares.

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, esclarece que o reforço das equipas será concretizado de forma gradual, distinguindo os profissionais que já começaram a integrar os estabelecimentos de ensino daqueles cuja contratação ainda está em preparação.

“É importante esclarecer que os 20 assistentes operacionais não entram todos no mesmo dia. As entradas começaram ontem e vão continuar até ao final do mês. Entretanto, já lançámos o procedimento para contratar mais 35 assistentes operacionais”, explica o autarca.

Município prepara contratação de mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros

Além dos 20 assistentes operacionais cuja integração está em curso, a Câmara Municipal avançou com o procedimento para a abertura de um concurso destinado ao recrutamento de mais 35 profissionais para funções de apoio nas escolas.

O processo contempla igualmente 14 cozinheiros, com o objetivo de reforçar as equipas responsáveis pelo funcionamento das cozinhas e dos refeitórios escolares.

A autarquia está também a preparar um protocolo de colaboração com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que poderá permitir a integração adicional de até 30 assistentes operacionais.

Esta possibilidade encontra-se ainda em fase de preparação e, segundo o município, será concretizada gradualmente, caso venha a avançar.

Os profissionais abrangidos pela eventual parceria com o IEFP não estão incluídos nos 20 assistentes operacionais que já começaram a entrar nas escolas, nem nos 35 lugares previstos no novo concurso.

“Queremos dar informação clara e não criar expectativas erradas. Uma coisa são os 20 profissionais que já começaram a entrar. Outra é o concurso para mais 35, cujo procedimento já foi lançado. A colaboração com o IEFP será uma medida adicional, a concretizar mais à frente e por fases”, esclarece Rui Cristina.

Câmara investe 150 mil euros na vigilância das entradas dos estabelecimentos de ensino

Outra das medidas anunciadas pela Câmara Municipal de Albufeira passa pelo investimento de aproximadamente 150 mil euros na vigilância das entradas das escolas.

A iniciativa pretende libertar os assistentes operacionais que atualmente asseguram parte dessas funções, permitindo uma maior disponibilidade para acompanhar os estudantes e responder às necessidades quotidianas dos estabelecimentos de ensino.

A autarquia reconhece que, apesar de o concelho dispor globalmente de um número de assistentes operacionais superior ao exigido pelos rácios legais, continuam a verificar-se dificuldades em determinadas escolas.

Entre as situações identificadas estão as ausências por doença, as limitações funcionais de alguns trabalhadores, as diferenças entre os edifícios e os horários escolares e a necessidade de acompanhamento mais próximo de determinados alunos.

“Cumprimos e até ultrapassamos os rácios exigidos, mas isso não significa que não existam dificuldades. Há situações de baixa, trabalhadores com limitações funcionais, escolas com edifícios e horários diferentes e alunos que precisam de maior acompanhamento. Estamos a analisar essas situações com os agrupamentos, para reforçar as equipas onde existe maior necessidade”, afirma o presidente da Câmara.

O município está, por isso, a avaliar as necessidades específicas dos estabelecimentos de ensino em articulação com os agrupamentos escolares, procurando distribuir os recursos humanos de acordo com as dificuldades identificadas.

Albufeira investe cerca de 20 milhões de euros por ano na educação

O reforço das equipas escolares insere-se numa intervenção municipal mais abrangente na área da educação.

De acordo com os dados divulgados pela autarquia, Albufeira recebe anualmente do Estado cerca de 11 milhões de euros no âmbito da transferência de competências educativas, mas o investimento municipal neste setor aproxima-se dos 20 milhões de euros por ano.

Entre as intervenções recentes, destaca-se a instalação de nove salas modulares, num investimento próximo dos 600 mil euros, destinado a reforçar as condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

A Câmara Municipal está igualmente a preparar a requalificação e ampliação da Escola Secundária de Albufeira, uma intervenção com um investimento previsto de aproximadamente nove milhões de euros.

Autarquia reconhece dificuldades e promete reforçar equipas onde há maior necessidade

O executivo municipal considera que a resposta aos problemas identificados nas escolas exige uma combinação de medidas de contratação, reorganização de recursos humanos e investimento nas infraestruturas educativas.

A entrada faseada dos assistentes operacionais, a preparação de novos concursos e a eventual colaboração com o IEFP são apresentadas como soluções para melhorar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino e reforçar o acompanhamento dos alunos.

“Sabemos que há dificuldades e estamos a responder. Não se resolve tudo de um dia para o outro, mas os primeiros assistentes operacionais e cozinheiros já começaram a entrar nas escolas e o procedimento para contratar mais 35 está em andamento. É com medidas concretas que vamos resolvendo os problemas”, conclui Rui Cristina.

A Câmara Municipal de Albufeira pretende, assim, prosseguir o reforço das equipas escolares, dando prioridade aos estabelecimentos onde foram identificadas maiores necessidades de apoio e acompanhamento dos alunos.

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Faro disponibiliza 60 mil euros para projetos do Orçamento Participativo e promove novos encontros

21 October 2026 at 17:11

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) promove, nos dias 23 e 24 de outubro, dois novos encontros do Orçamento Participativo 2026, na Biblioteca Municipal de Faro e na comunidade dos Hangares, na Ilha da Culatra. A iniciativa pretende envolver os cidadãos na definição de projetos para o território, através de um processo que disponibiliza 60 mil euros para financiar propostas de interesse comunitário.

Depois das primeiras sessões realizadas no Patacão e no Areal Gordo, a segunda semana de encontros procura alargar a participação a diferentes localidades e incentivar os residentes a identificar necessidades, apresentar ideias e contribuir para a concretização de projetos.

O primeiro encontro realiza-se na sexta-feira, 23 de outubro, às 18:00, na Biblioteca Municipal de Faro. A segunda sessão está marcada para sábado, 24 de outubro, às 15:00, na Associação de Moradores dos Hangares, na Ilha da Culatra.

Encontros pretendem envolver diferentes comunidades da freguesia

A realização das sessões em diferentes pontos do território procura facilitar a participação de cidadãos com realidades e necessidades distintas, permitindo que as propostas apresentadas reflitam as prioridades das comunidades locais.

A sessão prevista para os Hangares assume particular relevância pela oportunidade de envolver a população da Ilha da Culatra na identificação de problemas e na apresentação de soluções para a freguesia.

Durante os encontros, os participantes serão convidados a integrar grupos de trabalho, partilhar ideias, debater necessidades e identificar possibilidades de colaboração.

As propostas resultantes deste trabalho serão posteriormente apresentadas em plenário, permitindo que os participantes conheçam e discutam os projetos sugeridos.

Todas as propostas formalizadas durante as sessões seguirão para a fase de análise técnica, em condições de igualdade com as restantes candidaturas apresentadas ao Orçamento Participativo.

Podem participar os cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos que residam, estudem ou trabalhem no território da União das Freguesias de Faro.

Projetos podem receber financiamento até 15 mil euros

A edição de 2026 do Orçamento Participativo dispõe de uma verba global de 60 mil euros, destinada a apoiar projetos que contribuam para melhorar a qualidade de vida e responder às necessidades da comunidade.

Cada proposta poderá beneficiar de um financiamento máximo de 15 mil euros, de acordo com as condições estabelecidas para esta edição.

O prazo para apresentação de candidaturas termina no domingo, 25 de outubro, devendo os interessados submeter as suas propostas através do formulário disponibilizado no site oficial da União das Freguesias de Faro.

Após o encerramento das candidaturas, os projetos serão sujeitos a análise técnica, seguindo-se uma fase de consulta pública e votação.

A votação está prevista para decorrer entre 15 de dezembro de 2026 e 5 de fevereiro de 2027, estando o anúncio dos resultados marcado para 12 de fevereiro de 2027.

Iniciativa conta com parceria do Consórcio CoParticipation

O Orçamento Participativo 2026 é desenvolvido em parceria com o Consórcio CoParticipation, constituído pela One Source, Instituto Pedro Nunes e Oficina.

Os encontros de participação são dinamizados por uma equipa da Associação Oficina, responsável por acompanhar os trabalhos de grupo e apoiar os cidadãos na construção das propostas.

A iniciativa conta ainda com financiamento nacional através do Programa COMPETE 2030 e cofinanciamento da União Europeia, por intermédio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do projeto COMPETE2030-FEDER-02208000.

Com este processo, a União das Freguesias de Faro pretende reforçar a participação cívica e aproximar os cidadãos das decisões sobre investimentos e intervenções no território.

Propostas podem ser apresentadas até 25 de outubro

Os interessados podem participar nos encontros presenciais ou apresentar as suas propostas através da plataforma do Orçamento Participativo, disponível no site da União das Freguesias de Faro.

A sessão de Faro decorre no dia 23 de outubro, às 18:00, na Biblioteca Municipal, enquanto o encontro dos Hangares está agendado para 24 de outubro, às 15:00, na Associação de Moradores.

Para esclarecimentos adicionais, os cidadãos podem contactar a União das Freguesias de Faro através do telefone 289 889 760 ou do endereço eletrónico geral@uf-faro.pt.

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Tavira lança concurso para exploração de sete lojas em mercados municipais com valores a partir de 250 euros

21 October 2026 at 16:50

A Câmara Municipal de Tavira abriu um concurso público para a exploração de sete lojas distribuídas pelos mercados municipais de Tavira, Cabanas de Tavira e Luz de Tavira, com valores mínimos de compensação entre 250 e 5.000 euros. Os interessados podem apresentar propostas até às 17:00 do dia 19 de novembro, estando previstas concessões com uma duração máxima de 10 anos, incluindo eventuais renovações.

A iniciativa pretende criar oportunidades para o desenvolvimento de negócios nas áreas do comércio, serviços e restauração, contribuindo para a dinamização da economia local e para uma maior utilização dos mercados municipais.

Dos sete espaços colocados a concurso, três situam-se no Mercado Municipal de Tavira, um no Mercado da Freguesia de Cabanas de Tavira e outros três no Mercado da Freguesia da Luz de Tavira.

Valores para exploração dos espaços variam entre 250 e 5.000 euros

O concurso estabelece diferentes valores mínimos globais de taxa de compensação, consoante a localização e o espaço comercial disponível.

No Mercado Municipal de Tavira, encontram-se disponíveis três lojas, todas com um valor mínimo de 5.000 euros. Trata-se das lojas n.º 4, n.º 5 e n.º 13, correspondentes aos lotes 1, 2 e 3 do procedimento.

Já no Mercado da Freguesia de Cabanas de Tavira, o concurso contempla a loja denominada “Padaria”, identificada como lote 4, com um valor mínimo de compensação de 1.000 euros.

Na Luz de Tavira, estão disponíveis três espaços comerciais com valores mais reduzidos. A loja “Verde”, correspondente ao lote 5, apresenta um valor mínimo de 500 euros, enquanto as lojas “Vermelha” e “Azul”, integradas nos lotes 6 e 7, têm um valor mínimo de 250 euros cada.

Os montantes indicados correspondem às taxas mínimas globais de compensação estabelecidas no concurso para cada espaço comercial.

Concessões podem prolongar-se por um período máximo de 10 anos

De acordo com o Município de Tavira, os contratos de exploração poderão ter uma duração máxima de 10 anos, incluindo renovações, permitindo aos futuros concessionários desenvolver e consolidar a sua atividade nos mercados municipais.

A autarquia considera que a disponibilização destes espaços poderá contribuir para atrair novos projetos empresariais e reforçar a atividade comercial em diferentes freguesias do concelho.

A localização dos mercados e a sua utilização por residentes e visitantes são apontadas pelo município como fatores que podem favorecer a instalação de negócios e a prestação de serviços de proximidade.

Com esta medida, a Câmara Municipal pretende também valorizar os mercados enquanto espaços de comércio tradicional, convívio e dinamização da vida económica e social das localidades.

Candidaturas abertas até 19 de novembro

Os interessados na exploração de qualquer um dos sete espaços comerciais deverão apresentar as respetivas propostas até às 17:00 do dia 19 de novembro.

As peças do procedimento, incluindo as condições aplicáveis a cada lote e as restantes informações necessárias à participação no concurso, podem ser consultadas nos serviços municipais e no site oficial do Município de Tavira.

O comunicado municipal indica também a plataforma eletrónica de contratação pública ACINgov, disponível aqui.

A abertura do concurso insere-se na estratégia municipal de valorização dos mercados de Tavira, Cabanas de Tavira e Luz de Tavira, procurando incentivar a criação de negócios e contribuir para o desenvolvimento económico das freguesias.

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Bilhetes para o MotoGP em Portimão dão acesso antecipado à venda para a Fórmula 1 em 2027

21 October 2026 at 16:30

Os adeptos do MotoGP que adquiram, numa única transação, pelo menos dois bilhetes para o Grande Prémio de Portugal de 2026, marcado para 20 a 22 de novembro, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vão beneficiar de acesso exclusivo a uma fase antecipada de venda de até dois bilhetes para o Grande Prémio de Fórmula 1 de 2027, que se realiza no mesmo circuito entre 18 e 20 de junho.

A campanha, anunciada esta quarta-feira, 21 de outubro, pelo Autódromo Internacional do Algarve (AIA), destina-se aos compradores de bilhetes para o MotoGP Repsol Grande Prémio de Portugal 2026, permitindo-lhes aceder à fase reservada de comercialização antes da abertura ao público em geral da etapa seguinte de vendas para a Fórmula 1.

Para beneficiar desta oportunidade, os interessados deverão adquirir pelo menos dois bilhetes para o MotoGP, numa única compra, através do site oficial da competição, até às 23:59 de 31 de outubro.

Quem já comprou bilhetes para o MotoGP também pode beneficiar

A campanha abrange igualmente os clientes que tenham adquirido bilhetes antes do seu lançamento, desde que a compra tenha sido efetuada numa única transação e inclua, pelo menos, dois bilhetes válidos.

Os compradores elegíveis poderão adquirir até dois bilhetes para o Formula 1 MSC Cruises Grande Prémio de Portugal 2027, numa fase de venda reservada exclusivamente a este grupo de clientes.

As datas e os procedimentos de acesso serão comunicados posteriormente, por correio eletrónico, aos beneficiários.

“Queremos proporcionar aos adeptos do desporto motorizado a oportunidade de viverem duas das principais competições mundiais numa pista que é reconhecida internacionalmente e que é um dos poucos circuitos europeus onde esta oportunidade vai ser possível”, afirma Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve.

Como funciona o acesso antecipado aos bilhetes da Fórmula 1

Depois de anunciada a abertura da fase exclusiva, os clientes abrangidos deverão aceder ao site oficial do Grande Prémio de Fórmula 1 de Portugal de 2027, utilizando o endereço de correio eletrónico associado à compra dos bilhetes para o MotoGP.

A elegibilidade será validada através desse endereço, sendo posteriormente enviado um código pessoal, intransmissível e de utilização única, que permitirá aceder à fase reservada de comercialização.

A campanha abrange bilhetes de Bancada e Peão, mas exclui a Bancada Principal e as opções de Hospitalidade.

O Autódromo esclarece que os bilhetes serão vendidos ao preço em vigor para o público, sem qualquer desconto associado à campanha, estando sujeitos à disponibilidade existente durante o período de venda exclusiva.

O acesso antecipado também não garante preços ou condições mais favoráveis do que aqueles que poderão ser praticados em fases posteriores de comercialização.

Compra de bilhetes para o MotoGP não garante entrada na Fórmula 1

Apesar da vantagem anunciada, o Autódromo Internacional do Algarve esclarece que a aquisição de bilhetes para o MotoGP não assegura a possibilidade de comprar posteriormente entradas para o Grande Prémio de Fórmula 1.

O benefício consiste exclusivamente no acesso antecipado à fase reservada de venda, durante a qual o número de bilhetes disponíveis será limitado, podendo esgotar antes do encerramento do período estabelecido.

Assim, os clientes que cumpram os requisitos terão prioridade no acesso à comercialização, mas a compra ficará dependente da disponibilidade de lugares.

Os bilhetes para o MotoGP Repsol Grande Prémio de Portugal 2026 estão disponíveis aqui.

Autódromo de Portimão prepara dois grandes prémios internacionais

Inaugurado em 2008 e gerido pela Parkalgar, o Autódromo Internacional do Algarve prepara-se para receber duas das principais competições internacionais de desporto motorizado.

O circuito, com 4,653 quilómetros de extensão e 15 curvas, possui homologação de grau máximo atribuída pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

Além da pista principal, o complexo integra um kartódromo, uma pista de todo-o-terreno, um parque tecnológico e um resort turístico.

O MotoGP Repsol Grande Prémio de Portugal 2026 realiza-se de 20 a 22 de novembro, contando com o apoio do Turismo de Portugal, Turismo do Algarve, Município de Portimão, Federação de Motociclismo de Portugal e Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Já o Formula 1 MSC Cruises Grande Prémio de Portugal 2027 está agendado para os dias 18, 19 e 20 de junho, marcando mais um acontecimento internacional no circuito algarvio.

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Lagos celebra Dia do Município com concertos, exposições e atividades gratuitas

21 October 2026 at 16:00

A cidade de Lagos prepara-se para celebrar o Dia do Município, a 27 de outubro, com um programa que inclui cerimónias oficiais, concertos, exposições, atividades culturais e iniciativas dedicadas à história e às tradições locais. O feriado municipal ficará ainda marcado pela entrada gratuita nos equipamentos museológicos municipais e por condições especiais de estacionamento e acesso ao Zoo de Lagos.

As comemorações começaram a 17 de outubro e prolongam-se até ao dia 31, distribuindo-se por diferentes espaços do concelho e envolvendo instituições, associações e a comunidade local.

A programação procura assinalar a identidade histórica e cultural de Lagos, combinando momentos institucionais e religiosos com propostas nas áreas da música, das artes, do património e da participação cívica.

Cerimónias oficiais e procissão de São Gonçalo marcam feriado municipal

O programa de 27 de outubro começa às 9:00, na Praça Gil Eanes, com a cerimónia de hastear das bandeiras e a sessão solene, acompanhadas pela Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Maio e pelo Grupo Coral de Lagos.

A celebração inclui também uma largada de pombos, organizada pelo Clube Columbófilo de Odiáxere.

Às 10:30, a Igreja de Santa Maria recebe a missa em honra de São Gonçalo, padroeiro da cidade, presidida por D. Vitorino Soares, Bispo do Algarve.

A programação prossegue às 11:00, na Praça Gil Eanes, com uma simultânea de xadrez organizada pela Associação Filatélica e Numismática Gil Eanes.

Meia hora depois, às 11:30, realiza-se a tradicional procissão com a imagem de São Gonçalo, que percorrerá as ruas do Centro Histórico de Lagos.

Barão de São João recebe exposições, cinema e música

As comemorações estendem-se à aldeia de Barão de São João, com um conjunto de iniciativas dedicadas à memória coletiva, à criação artística e ao envolvimento da população.

Entre as 10:00 e as 17:00, o Pátio Barão ConVida acolhe a exposição fotográfica “Fotos Antigas de Barão”, que recupera imagens da história da localidade e dos seus habitantes.

A programação inclui igualmente a exposição de arte pública “Esculturas na Rua”, que leva a criação artística para diferentes espaços da aldeia.

Durante a tarde, a Casa da Paragem recebe, às 15:00, a exibição de um filme comunitário. Entre as 15:00 e as 18:00, realiza-se o workshop “Vamos Bordar o Brasão da Cidade”, enquanto o Coro da Liberdade apresenta um momento musical às 16:00.

O programa do feriado termina às 18:00, no Armazém Regimental, com a apresentação do livro “Lagos a Azul e Preto: Postais dos anos 30”, de Zambrano Gomes, numa iniciativa da Associação Filatélica e Numismática Gil Eanes.

Concertos, fado e artesanato integram programação até 31 de outubro

Além das iniciativas previstas para o feriado municipal, Lagos apresenta uma programação comemorativa que reúne diferentes expressões culturais e artísticas.

Entre os destaques estão o XI Encontro Nacional de Colecionismo “Cidade de Lagos”, o XLIX Festival de Coros do Algarve e a final do XXVII Concurso de Fado Amador “Cidade de Lagos”.

O programa inclui ainda a gala comemorativa do 140.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Lagos, assinalando o percurso daquela instituição.

Na área cultural, estão previstas iniciativas como o colóquio “Caminhos da Democracia”, o espetáculo “O Que Torna-“, de Susana Vilar, concertos de música clássica e contemporânea, apresentações de livros e atividades de ciência destinadas às famílias.

A agenda contempla também o ciclo “À Conversa no Museu”, dedicado às operações SAAL no Algarve.

Nos dias 24 e 25 de outubro, o Mercado do Levante recebe a Mostra de Artesanato Cidade de Lagos e o 4.º Encontro de Música Popular Portuguesa, duas iniciativas que procuram valorizar o artesanato e as tradições musicais.

Museus e estacionamento gratuitos no Dia do Município

O feriado municipal de 27 de outubro ficará também marcado por condições especiais de acesso a equipamentos e serviços do concelho.

Os equipamentos museológicos municipais terão entrada gratuita, permitindo a residentes e visitantes conhecer os espaços culturais abrangidos pela medida.

O estacionamento no Parque de Estacionamento da Frente Ribeirinha será igualmente gratuito durante o dia. Para beneficiar desta condição, os utilizadores deverão retirar um ticket à entrada e proceder à respetiva validação na receção antes de abandonar o parque.

Os residentes no concelho de Lagos poderão ainda usufruir de um desconto de 50% no bilhete de entrada no Zoo de Lagos, aplicável a partir dos 3 anos de idade. As crianças até aos 3 anos, inclusive, terão entrada gratuita.

Com estas iniciativas, a Câmara Municipal de Lagos pretende assinalar uma data de especial significado para a comunidade, promovendo o acesso à cultura, a valorização do património e a participação de diferentes gerações nas comemorações.

A programação completa do Dia do Município pode ser consultada aqui.

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Albufeira volta a destacar-se na Europa com Praia da Falésia entre as quatro melhores

21 October 2026 at 15:50

A praia da Falésia alcançou o quarto lugar num ranking europeu da Condé Nast Traveller, que reuniu mais de 296 mil respostas de leitores britânicos. Com 94,70 pontos, a praia de Albufeira foi a mais bem classificada de Portugal nos Readers’ Choice Awards 2026, da edição britânica da revista Condé Nast Traveller.

A distinção coloca a Falésia entre as quatro praias mais apreciadas da Europa, numa seleção de 20 destinos costeiros que reflete as experiências e preferências dos viajantes.

Conhecida pelo extenso areal e pelas falésias em tons dourados e avermelhados, a praia de Albufeira ficou apenas atrás de três destinos internacionais, reforçando a projeção do litoral algarvio no panorama turístico europeu.

Praia de Benagil também integra lista das melhores da Europa

Na classificação divulgada pela revista britânica, a Praia da Falésia alcançou 94,70 pontos, ocupando a quarta posição, atrás de Sperlonga, em Itália, da Lagoa Azul, em Malta, e de Patara, na Turquia.

A representação portuguesa nesta seleção fica completa com a Praia de Benagil, no concelho de Lagoa, que conquistou o 16.º lugar.

Os resultados dos Readers’ Choice Awards 2026 tiveram por base mais de 296 mil respostas de leitores do Reino Unido, que avaliaram os destinos de acordo com as suas experiências e preferências de viagem.

Para a Câmara Municipal de Albufeira, a distinção constitui um motivo de orgulho para o concelho e para todos os que contribuem para o acolhimento dos visitantes.

A autarquia considera ainda que este reconhecimento reforça a importância de preservar o património natural da Praia da Falésia, garantindo que residentes e turistas possam continuar a usufruir de uma das paisagens mais características do município.

Algarve eleito Melhor Destino de Praia da Europa pela 11.ª vez

A classificação da Praia da Falésia surge num período marcado por novas distinções internacionais para o turismo algarvio.

A região foi recentemente eleita Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2026, conquistando este título pela 11.ª vez.

O reconhecimento foi anunciado em Kotor, no Montenegro, voltando a destacar o Algarve entre os principais destinos balneares europeus.

Além desta distinção, a região está também nomeada para o prémio de Melhor Destino de Praia do Mundo, na mesma edição dos World Travel Awards.

A presença de duas praias algarvias entre as 20 melhores da Europa, segundo os leitores da Condé Nast Traveller, acrescenta assim mais um reconhecimento internacional ao litoral da região, com especial destaque para a Praia da Falésia, que alcançou a melhor classificação entre os destinos portugueses.

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Funcionária da Misericórdia de Tavira conquista primeiro lugar na Missão D’Chef

21 October 2026 at 15:30

A funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, Sandra Leal, conquistou o primeiro lugar na segunda edição da Missão D’Chef, uma iniciativa promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve que distingue o talento, a dedicação e o trabalho dos profissionais de cozinha das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da região.

A informação foi divulgada na página de Facebook da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, numa publicação que destacou a vitória da funcionária entre os 13 participantes da competição.

Sob o lema “cozinhar com saber, servir com propósito”, o concurso reuniu profissionais de cozinha de instituições sociais algarvias, proporcionando uma oportunidade de reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente na preparação de refeições.

Segundo a Misericórdia de Tavira, “Sandra Leal conquistou os chefs e alcançou o 1º lugar”, destacando-se entre os participantes desta segunda edição.

Gala no Pine Cliffs Resort distinguiu profissionais das instituições sociais

A gala de encerramento da Missão D’Chef realizou-se na terça-feira, 20 de outubro, no Pine Cliffs Resort Algarve, reunindo os participantes numa cerimónia dedicada ao reconhecimento do percurso desenvolvido ao longo do programa.

De acordo com a Misericórdia de Tavira, o evento “celebrou o percurso dos participantes, reconhecendo o empenho, a dedicação e o trabalho desenvolvido ao longo do programa”.

A iniciativa do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve procura valorizar o papel das cozinheiras e dos cozinheiros das instituições de solidariedade social, dando visibilidade à importância do seu trabalho.

A cerimónia terminou com a entrega de prémios e certificados aos participantes, assinalando o encerramento da segunda edição do concurso, que teve em Sandra Leal, da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, a vencedora.

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Visapress lança campanha nacional para defender o jornalismo e combater a utilização de notícias sem licença

21 October 2026 at 15:00

A utilização de conteúdos de jornalismo profissional sem a necessária autorização está no centro de uma campanha nacional lançada esta quarta-feira, 21 de outubro, pela Visapress, que pretende sensibilizar empresas e instituições para a obrigatoriedade de licenciar a reprodução de notícias, fotografias e reportagens, valorizando o trabalho dos órgãos de comunicação social.

Sob o mote “Na Visapress valorizamos o jornalismo”, a campanha decorrerá durante duas semanas e será divulgada em publicações nacionais, regionais e locais, bem como nas respetivas plataformas digitais.

A iniciativa pretende chamar a atenção para práticas frequentes em empresas e instituições, como a reprodução de notícias em serviços de clipping, a partilha de artigos em newsletters internas ou a utilização de conteúdos jornalísticos em apresentações, situações que, segundo a Visapress, exigem autorização ou licença.

Apenas 16% do mercado potencial está licenciado

Um dos principais objetivos da campanha é alertar para a utilização de conteúdos jornalísticos sem a devida licença, numa altura em que, de acordo com a Visapress, apenas 16% do mercado potencial se encontra licenciado.

“Hoje, apenas 16% do mercado potencial está licenciado. Muitas organizações fazem clipping ou partilham artigos sem saber que precisam de licença. Queremos explicar isso de forma clara e mostrar que licenciar é simples: basta contactar a Visapress”, afirma Carlos Eugénio, diretor executivo da entidade.

A Visapress explica que as verbas cobradas através do licenciamento são entregues aos editores de imprensa, titulares dos direitos sobre os conteúdos reproduzidos.

A campanha procura, assim, esclarecer as organizações sobre as obrigações associadas à utilização de notícias e incentivar o respeito pelos direitos de autor dos editores.

Reprodução de notícias sem licença preocupa setor da imprensa

A iniciativa surge num contexto marcado pela circulação crescente de conteúdos digitais, pela desinformação e pela utilização indevida de artigos, fotografias e reportagens, desafios que a Visapress considera particularmente relevantes para a sustentabilidade do setor.

A entidade defende que a produção de informação jornalística exige recursos humanos, tempo e investimento, pelo que a sua utilização por terceiros deve respeitar os direitos dos respetivos titulares.

“Uma notícia exige tempo, jornalistas e investimento. Quem a reproduz sem licença beneficia desse trabalho sem contribuir para ele. Se ninguém pagar o jornalismo, deixa de haver quem o faça”, afirma Isabel Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Visapress.

A responsável sublinha, desta forma, a importância de assegurar condições para a continuidade da produção de informação profissional, num contexto de transformação dos hábitos de consumo e partilha de conteúdos.

A campanha procura igualmente reforçar a relação entre a proteção dos direitos de autor, a valorização do jornalismo profissional e a defesa da democracia e da pluralidade informativa.

Campanha reúne 15 peças para imprensa escrita e plataformas digitais

Concebida pela agência EdsonTS, a campanha é composta por 15 peças publicitárias destinadas à imprensa escrita e online, com divulgação prevista em títulos de âmbito nacional, regional e local.

Os anúncios recorrem a situações habituais no funcionamento de empresas e instituições para demonstrar que a reprodução de conteúdos jornalísticos implica direitos que devem ser respeitados.

Para Edson Athayde, responsável criativo da campanha, a intenção passou por transformar práticas aparentemente simples em exemplos capazes de sensibilizar o público para o trabalho necessário à produção de informação.

“O desafio foi pegar em gestos que acontecem todos os dias em qualquer escritório, como copiar uma notícia para um relatório, e mostrar o que está por trás deles. O conceito criativo parte de um contraste simples: uma notícia copia-se em segundos, mas exige tempo, talento e investimento para existir”, explica.

A campanha pretende, deste modo, evidenciar a diferença entre a facilidade de reprodução de um conteúdo digital e os recursos necessários para investigar, produzir e publicar uma notícia.

Visapress representa mais de 600 títulos de imprensa

A Visapress é a entidade de gestão coletiva dos direitos de autor dos editores de imprensa em Portugal, representando mais de 600 títulos.

A sua atividade inclui o licenciamento da reprodução e utilização de conteúdos jornalísticos por empresas, instituições e prestadores de serviços de clipping, assegurando a distribuição das receitas cobradas pelos titulares dos direitos.

Com esta campanha, a entidade pretende aumentar o conhecimento sobre as regras de utilização de conteúdos jornalísticos e reforçar a importância do licenciamento para a sustentabilidade económica da imprensa.

A iniciativa estará presente durante duas semanas em meios de comunicação social de diferentes dimensões e abrangências territoriais, procurando chegar tanto às grandes organizações como às empresas e instituições que utilizam regularmente informação produzida pelos órgãos de comunicação social.

Mais informações sobre o licenciamento de conteúdos jornalísticos estão disponíveis aqui.

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Movimento Vovó Vota defende consciência cidadã contra abstenção

Logo Agência Brasil

Na paisagem rural da comunidade maranhense de Ludovico, cidade de Lago do Junco a 300 quilômetros de São Luís, a quebradeira de coco babaçu Maria Alaídes Alves de Souza, de 71 anos, caminhou 600 metros para votar no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

Para conscientizar outras idosas sobre a importância de votar, no entanto, ela percorre distâncias bem maiores. Na prática, ela faz uma busca ativa para que outras trabalhadoras e avós, como ela, não deixem de exercer o direito ao voto. 

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O Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, o que corresponde a 10,6% dos eleitores. Essa população tem voto facultativo desde a promulgação da Constituição de 1988 e histórico de alta abstenção. 

Na comunidade em que Maria Alaídes vive, são 150 famílias, mas ela se preocupa com outras cinco comunidades da região: São José, Mata dos Reis, Marajá Alto Alegre, Estirão e Pau Seco.

“A gente busca motivar explicando que é muito importante a pessoa registrar o seu voto. Ninguém pode desanimar”, conta Maria, que tem sete filhos e sete netos.  

Como liderança de um movimento interestadual de quebradeiras de coco, ela defende que é pela participação popular que se conquistam direitos e políticas públicas.

21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria Alaídes Alvas de Souza. Foto: Maria Alaídes Alvas de Souza/ Arquivo Pessoal 21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria Alaídes Alvas de Souza. Foto: Maria Alaídes Alvas de Souza/ Arquivo Pessoal
A quebradeira de coco Maria Alaídes participa do movimento Voto 70+ - Maria Alaídes Alvas de Souza/ Arquivo pessoal

“O voto para mim é orgulho. Voto pela manutenção de direitos e pela democracia”. 

Entre as prioridades dela está o enfrentamento das mudanças climáticas, que impactam diretamente as atividades das quebradeiras.

A estimativa é de que existam mais de 300 mil trabalhadoras nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. 

Participação popular

Mulheres entusiasmadas com as eleições como Maria Alaídes, mesmo em uma faixa etária em que o voto não é obrigatório, fazem jus à histórica luta pelo sufrágio feminino.

A abstenção de pessoas com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo levantamento do Movimento Voto 70+.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026.  

No intuito de que essa abstenção caia ainda mais no próximo domingo (25), o movimento apartidário promove a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições.

Uma das mensagens é que, mesmo que a pessoa não tenha votado no primeiro turno, pode participar no segundo, sem nenhuma restrição.

Agora, eu vou

Na cidade de Orizona, a 130 quilômetros de Goiânia, Maria Albino Costa, de 85 anos, não votou no primeiro turno porque achou difícil ir às urnas com tantos números para anotar ou lembrar. No último dia 4, o eleitor escolheu deputados, senadores, governadores e presidente.

“Mas dessa vez, é só para o cargo de presidente. Então, eu vou desta vez. Minha filha e minha neta vão me levar. Preciso garantir nossos direitos. Eu faço questão agora.”

21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria Albino Costa com sua família. Foto: Maria Albino Costa/ Arquivo Pessoal 21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria Albino Costa com sua família. Foto: Maria Albino Costa/ Arquivo Pessoal
Maria Albino Costa não votou no primeiro turno, mas vai comparecer às urnas no próximo domingo (25) - Maria Albino Costa/ Arquivo Pessoal

A aposentada já morou na roça, foi merendeira e empregada doméstica, e diz que não gosta de faltar na eleição porque passou muito tempo sem votar durante a ditadura (1964-1985). Ela também quer ser exemplo para os sete filhos, 22 netos, seis bisnetos e um tataraneto. 

A filha, a professora Sandra Oliveira, de 48 anos, foi a primeira da família a cursar o ensino superior, e conta que sente muito orgulho da trajetória da mãe. Tanto que costuma citá-la em suas aulas na área rural e na região urbana onde já ouviu manifestações machistas de alunos contra o voto feminino: 

“Eu conto histórias de minha mãe e de outras mulheres que não tiveram direitos. A gente precisa garantir nosso espaço”.

Tive medo

21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria José. Foto: Maria José/ Arquivo Pessoal 21/10/2026 - Voto das vovós: idosas defendem consciência cidadã contra abstenção. Na foto a eleitora Maria José. Foto: Maria José/ Arquivo Pessoal
A professora aposentada Maria José Cantarelli já baixou o e-título - Maria José/ Arquivo Pessoal

A professora aposentada Maria José Cantarelli, de 80 anos, que mora em Olinda (PE), também não votou no primeiro turno. Aliás, há 12 anos deixou de participar das eleições.

No entanto, ela conversou em casa com os filhos e com a neta, e chegou à conclusão de que o momento exige abrir uma exceção. Ela se ressente do clima de acirramento emocional nas ruas.

“Há ofensas e agressões que fazem com que a gente tenha medo. Existe muita violência nas ruas e os ânimos estão muito acirrados”, lembra.

Ela guardou o título eleitoral no armário e não encontrou mais. No entanto, já baixou o aplicativo e-título para votar no dia 25. 

Maria José disse que guardou, durante toda a vida, os comprovantes eleitorais e que vai voltar a tê-los na carteira. A neta, que também é Maria, tem 19 anos e ficou feliz com a decisão da avó. 

Voto por direitos

Inspirações para essas avós não faltam, como na casa de Francisca Barroso Monteiro, de 84 anos, que hoje mora na cidade maranhense de Nova Iorque (a 560 quilômetros de São Luís-MA). 

Ela diz que o direito à cidadania possibilitou que ela lutasse para que os 10 filhos frequentassem a escola.

“Eu sempre dizia ao meu esposo que eles iam estudar. Eu não estudei porque não tive oportunidade. Mas meus filhos, sim. Por isso é muito importante votar”.

Ela espera que a eleição garanta representantes que não deixem faltar remédio ou alimentos para crianças ou idosos. 

Dificuldades

No Rio de Janeiro, Prazeres Maria da Silva Antunes, de 72 anos, espera que não passe pela dor de cabeça que teve no primeiro turno, quando enfrentou filas longas: “demorou um tempo para começarem a chamar os mais idosos”.

Também não foi fácil para a aposentada paulista Beatriz Cintra Labaki, de 79 anos, em São Paulo. Ela precisou subir escadas em seu local de votação. 

Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que pessoas idosas tenham atendimento prioritário nos locais de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

Além disso, devem ser garantidas medidas de acessibilidade que assegurem autonomia e segurança durante o processo de votação. 

Beatriz contou com a ajuda do filho para chegar à sala de aula e à urna. Para escolher seus candidatos, levou em conta a postura em relação aos temas de saúde e educação.

"Não adianta ser eleito e ficar sentado lá. Tem de ser atuante e gostar de trabalhar com a população".

Memórias

Rio de Janeiro (RJ), 19/10/2026 – Retrato de Suely Mendonça, aposentada de 79 anos que vai exercer o voto nas Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 19/10/2026 – Retrato de Suely Mendonça, aposentada de 79 anos que vai exercer o voto nas Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Suely Mendonça tem orgulho em participar das eleições - Fernando Frazão/Agência Brasil

No dia 25, as pessoas idosas também levarão a memória da importância de votar. Inclusive porque não puderam escolher o presidente por mais de duas décadas.

A aposentada carioca Suely Mendonça, de 79 anos, diz que se emociona ao caminhar até a seção de votação:

“É o momento em que estou me sentindo mais participante da vida do país. Sempre estudei na rede pública, do ensino básico ao ensino superior. Teve o golpe militar e eu estava estudando”. 

Ela recorda que os professores não podiam mencionar as letras de música e que os filmes e as peças de teatro eram censuradas.

“Eu participei das Diretas Já, o pontapé inicial da redemocratização. Eu nunca associei meu voto a um partido. Eu escolhia o candidato pelos compromissos assumidos com a gente e os que tinha lutado contra o regime ditatorial”.  

 

Quando a Lei encontra uma Tenda | Por Luís Ganhão

21 October 2026 at 14:40

As acampadas e os acampamentos terminaram. A lei neste país é para imperar. A força, a firmeza e a robustez das forças são para ser exercidas quando for necessário – Luís Neves,  Ministro da Administração Interna.

A declaração possui aquela sonoridade marcial que tanto agrada aos espíritos amantes da ordem e da autoridade. Ao ouvi-la, quase se imaginam trombetas ao longe, bandeiras ao vento e a própria Lei, revestida de armadura, descendo dos altos céus da República para repor a disciplina entre os mortais.

E as forças? As forças serão firmes, robustas e exercerão a sua força. Nada mais reconfortante. De resto, sempre existiu entre nós uma particular predileção por adjetivos musculados. Quando os problemas se acumulam durante anos, quando as regras, em diversos domínios, são ignoradas de forma persistente (1), quando as instituições hesitam e contemporizam, surge invariavelmente o momento solene em que alguém anuncia firmeza. É uma espécie de substituto verbal da ação, um tónico retórico administrado à opinião pública. E assim se pretende terminado mais um capítulo da longa epopeia nacional. As tendas desapareceram, os colchões recolheram aos seus destinos e a autoridade do Estado, finalmente despertada, fez sentir a sua presença. A lei imperou. Ou, pelo menos, foi declarado que imperou, o que para certos espíritos produz efeito semelhante.

A questão, porém, que talvez merecesse alguma atenção, é saber porque razão jovens resolvem montar tendas numa praça. Não consta que tenham sido movidos por uma irresistível vocação para o campismo, nem que procurassem conquistar qualquer insígnia de mérito escutista. É possível, ainda que tal hipótese pareça secundária para alguns, que quisessem apenas uma casa onde viver.

Mas as causas, como frequentemente sucede, possuem o defeito de serem menos fotogénicas do que as consequências. É mais fácil desmontar uma tenda do que desmontar os mecanismos que impedem uma geração inteira de aceder à habitação. É mais simples remover um acampamento do que remover obstáculos burocráticos, défices de construção, especulação imobiliária ou décadas de políticas incapazes de responder às necessidades mais elementares.

Assim, o país assiste ao curioso espetáculo de celebrar o desaparecimento dos sintomas enquanto a doença prossegue tranquilamente o seu percurso. A tenda desaparece e o problema permanece. A lona é removida, mas a falta de habitação continua de pé, sólida e resistente a qualquer exercício de robustez institucional.

E o cidadão observa, com legítima perplexidade, que a firmeza do Estado parece revelar-se com maior facilidade perante quem pouco possui. Perante uma barraca improvisada, a autoridade mostra vigor exemplar. Já perante problemas estruturais que se arrastam há anos, a mesma autoridade parece por vezes mergulhar num estado de reflexão filosófica prolongada.

Naturalmente, ninguém questiona que a lei deva ser cumprida. O que se questiona é se o triunfo da lei consiste apenas em expulsar os seus infratores visíveis, ou também em criar condições para que os cidadãos não sejam empurrados para situações extremas. Porque um Estado verdadeiramente eficaz não se limita a remover tendas. Procura compreender porque surgiram.

Caso contrário, arriscamo-nos a confundir a resolução de um problema com a simples limpeza do cenário. E, como qualquer espetador sensato sabe, o facto de o pano cair sobre uma peça não significa que a história tenha terminado.

(1) Por exemplo,  quanta evasão fiscal não haverá no respeitante a milhares de imóveis «alugados» durante o verão em zonas balneares, sem que a força da lei se faça sentir com firmeza?

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Paderne prepara caminhada noturna de Halloween e desafia participantes a irem mascarados

21 October 2026 at 14:15

A freguesia de Paderne, no concelho de Albufeira, vai celebrar o Halloween com uma caminhada noturna, marcada para 31 de outubro, às 20:00, que desafia a população a percorrer as ruas e caminhos da localidade, preferencialmente mascarada, numa iniciativa dedicada ao convívio e à animação.

O ponto de encontro está marcado para a sede da Juventude Desportiva de Paderne, de onde os participantes partirão para um percurso integrado nas comemorações do Halloween.

A atividade destina-se a pessoas de todas as idades, incentivando a participação de famílias e grupos de amigos numa experiência que pretende associar a prática de exercício físico ao ambiente festivo característico desta época do ano.

Participantes são desafiados a percorrer Paderne mascarados

A caminhada terá como tema o Halloween, procurando transformar o habitual passeio pelas ruas e caminhos da freguesia numa atividade marcada pela criatividade e pela participação da comunidade.

“Venha mascarado e traga o espírito de Halloween!”, é o convite dirigido aos interessados, que são incentivados a participar com disfarces alusivos à ocasião.

A iniciativa pretende proporcionar um momento de descontração e convívio entre os participantes, numa noite em que os disfarces e o ambiente de mistério serão os principais elementos de animação.

Aberta à comunidade, a caminhada procura reunir pessoas de diferentes gerações, proporcionando uma oportunidade de convívio e participação numa atividade ao ar livre.

Inscrições obrigatórias na Junta de Freguesia de Paderne

A participação na caminhada noturna está sujeita a inscrição obrigatória, que deverá ser efetuada junto da Junta de Freguesia de Paderne.

Os interessados podem inscrever-se ou solicitar informações adicionais através do telefone 289 367 168 ou do endereço eletrónico geral@freguesiadepaderne.pt.

A concentração dos participantes está marcada para as 20:00 de sábado, 31 de outubro, na sede da Juventude Desportiva de Paderne, local de partida da caminhada.

Com esta iniciativa, Paderne pretende assinalar o Halloween através de uma atividade que combina exercício físico, animação e convívio, convidando a população a participar numa noite diferente pelas ruas e caminhos da freguesia.

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Reclusos de Silves vão colaborar na manutenção de espaços públicos do Algoz

21 October 2026 at 12:30

A Junta de Freguesia do Algoz, no concelho de Silves, assinou esta quarta-feira, 21 de outubro, um protocolo com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), através do Estabelecimento Prisional de Silves, que permitirá a participação de pessoas em cumprimento de pena em trabalhos de manutenção de espaços públicos, limpeza urbana e outras atividades de interesse comunitário.

O acordo pretende contribuir para a reinserção social e profissional dos participantes, proporcionando oportunidades de aprendizagem, aquisição de competências e desenvolvimento de hábitos de trabalho que facilitem o regresso à vida em liberdade.

O documento foi assinado pelo presidente da Junta de Freguesia do Algoz, Fábio Miguel Lampreia Antão, em representação da autarquia, formalizando uma colaboração institucional que será desenvolvida no âmbito do Regime Aberto no Exterior (RAE).

Reclusos poderão participar em trabalhos de limpeza, jardinagem e conservação

Ao abrigo do protocolo, os participantes poderão colaborar em diversas atividades de interesse público, nomeadamente limpeza urbana, manutenção e conservação de espaços e equipamentos, valorização do património, jardinagem e proteção ambiental.

O acordo contempla ainda a possibilidade de apoio logístico a iniciativas promovidas pela freguesia, bem como outras tarefas adequadas às competências dos participantes e às necessidades identificadas pela autarquia.

Segundo a Junta de Freguesia, estas atividades destinam-se a proporcionar experiência prática e a reforçar competências pessoais e profissionais, contribuindo para uma futura reintegração na sociedade.

A autarquia esclarece, contudo, que a iniciativa tem como principal finalidade a formação e a reinserção social, não constituindo um mecanismo de substituição dos trabalhadores da freguesia.

Os trabalhos terão um caráter complementar e estarão sujeitos às regras legais aplicáveis, à seleção dos participantes, à supervisão das atividades e ao cumprimento das condições de segurança estabelecidas.

Participação não implica libertação nem alteração das penas

A colaboração decorrerá no âmbito do Regime Aberto no Exterior, uma modalidade de execução de penas que depende de critérios específicos de elegibilidade, autorização e acompanhamento pelas entidades competentes.

A participação nas atividades previstas no protocolo não representa a libertação dos reclusos nem implica qualquer alteração automática das condições de cumprimento das respetivas penas.

Os participantes continuarão vinculados ao Estabelecimento Prisional de Silves e sujeitos às regras e condições estabelecidas para o regime prisional em que se encontram.

A Junta de Freguesia sublinha que o objetivo passa por proporcionar oportunidades concretas de aprendizagem e responsabilização, conciliando a preparação para o regresso à sociedade com a realização de atividades úteis à comunidade.

Protocolo recebeu aprovação unânime da Assembleia de Freguesia

A minuta do acordo foi aprovada pelo Executivo da Junta de Freguesia do Algoz, na reunião realizada a 21 de agosto de 2026, tendo posteriormente recebido o voto favorável de todos os membros eleitos presentes na sessão da Assembleia de Freguesia de 29 de setembro.

Para a autarquia, esta parceria representa uma oportunidade de reforçar a cooperação entre instituições públicas, promovendo respostas que conciliem a prestação de serviços à comunidade com a dignidade humana e a reinserção social.

A Junta de Freguesia considera que o poder local pode desempenhar um papel relevante neste processo, criando condições para que pessoas em cumprimento de pena desenvolvam competências e adquiram experiência que facilite a sua futura integração social e profissional.

Autarquia destaca colaboração do Estabelecimento Prisional de Silves

O presidente da Junta de Freguesia do Algoz, Fábio Antão, destacou a importância da colaboração estabelecida com o Estabelecimento Prisional de Silves para a concretização da iniciativa.

O autarca reconheceu também o empenho do diretor daquele estabelecimento, Norberto António Colaço da Fonseca Rodrigues, cujo contributo considerou fundamental para a formalização do protocolo.

A Junta de Freguesia agradeceu igualmente à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e aos profissionais envolvidos, salientando o papel desempenhado por estas entidades na preparação dos reclusos para o regresso à vida em sociedade.

Com este acordo, a freguesia pretende contribuir para a criação de oportunidades de reinserção social, ao mesmo tempo que reforça a sua capacidade de intervenção em atividades de manutenção e valorização dos espaços públicos, dentro das suas competências e disponibilidades.

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Tavira Plaza recebe exposição ambiental que apela à sustentabilidade no Algarve

21 October 2026 at 11:59

O centro comercial Tavira Plaza acolhe até 29 de outubro uma exposição ambiental integrada na 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental (SEIVA 2026), que pretende sensibilizar a população para a proteção dos recursos naturais e incentivar a adoção de comportamentos mais sustentáveis.

A iniciativa é promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH Algarve), em parceria com a rede do Voluntariado Ambiental para a Água, e decorre nos 16 concelhos algarvios.

Sob o tema “Cooperar para Cuidar”, a edição deste ano procura envolver instituições, cidadãos e comunidades na resposta aos desafios ambientais, sociais e económicos da região, valorizando a participação coletiva na preservação do território.

Exposição pretende sensibilizar para a proteção dos recursos naturais

A exposição patente no Tavira Plaza, centro comercial gerido pela Widerproperty, pretende aproximar os visitantes das questões relacionadas com a sustentabilidade e incentivar a reflexão sobre o impacto dos comportamentos quotidianos no ambiente.

A iniciativa destaca a importância da cooperação entre entidades públicas, instituições e cidadãos na construção de uma região mais sustentável e preparada para enfrentar os desafios ambientais.

Através desta participação, o centro comercial associa-se às atividades da SEIVA 2026, procurando contribuir para a divulgação de práticas ambientalmente responsáveis e para uma maior consciencialização sobre a necessidade de proteger os recursos naturais.

SEIVA 2026 envolve os 16 concelhos do Algarve

A 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental abrange todo o território algarvio, promovendo ações destinadas a sensibilizar e mobilizar a população para a sustentabilidade.

O programa procura demonstrar que a proteção ambiental depende não apenas das medidas adotadas pelas instituições, mas também do envolvimento dos cidadãos e de pequenas alterações nos hábitos do dia a dia.

Entre os objetivos da iniciativa estão o incentivo à participação comunitária, a valorização dos recursos naturais e a promoção de uma maior responsabilidade coletiva perante os desafios ambientais da região.

Tavira Plaza associa-se às iniciativas de sensibilização ambiental

A participação na SEIVA 2026 insere-se na aposta do Tavira Plaza em iniciativas de sensibilização para a sustentabilidade e de aproximação da comunidade a práticas mais responsáveis.

De acordo com a entidade gestora, o centro comercial pretende reforçar a sua intervenção enquanto espaço de encontro e participação cívica, acolhendo atividades que contribuam para a divulgação de questões de interesse coletivo.

A exposição “Cooperar para Cuidar” pode ser visitada no Tavira Plaza até 29 de outubro, integrando o conjunto de iniciativas promovidas no Algarve no âmbito da SEIVA 2026.

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Exposição ‘Uma Árvore’ despede-se de Tavira após receber mais de sete mil visitantes

21 October 2026 at 11:36

Mais de sete mil pessoas já visitaram a exposição Uma Árvore, patente no Museu Municipal de Tavira – Palácio da Galeria desde 4 de julho. O projeto artístico de Daniel Moreira e Rita Castro Neves encerra no próximo sábado, 24 de outubro, com uma conversa sobre o processo criativo e a apresentação de um livro que reúne as obras e a investigação desenvolvida em torno de uma alfarrobeira centenária do Algarve.

A sessão está marcada para as 16:00 e contará com a participação dos dois artistas, da curadora Ana Anacleto e dos convidados Eglantina Monteiro e Francisco Palma-Dias, que vão abordar as ideias, as diferentes etapas de criação e o percurso do projeto.

Alfarrobeira com mais de 600 anos inspirou projeto artístico

O ponto de partida da exposição é uma alfarrobeira com mais de 600 anos, localizada na Quinta da Parra, em Moncarapacho, no concelho de Olhão. Classificada como Árvore de Interesse Público pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), é considerada a mais antiga de Portugal.

Durante três anos, Daniel Moreira e Rita Castro Neves desenvolveram um trabalho de investigação e criação artística centrado nesta árvore e no território envolvente, através de residências artísticas e da colaboração com diferentes agentes locais.

Deste processo resultou uma exposição organizada em salas-ambiente, concebidas para proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva em torno da memória, da ancestralidade e da paisagem.

A seca, a capacidade de resistência da natureza e a emergência climática são alguns dos temas abordados pelo projeto, que estabelece uma ligação entre a história da árvore, a identidade do território e os desafios ambientais contemporâneos.

Livro bilingue com mais de 300 páginas apresentado no encerramento

A sessão de encerramento ficará também marcada pela apresentação do livro da exposição, uma publicação bilingue, em português e inglês, com mais de 300 páginas.

Editada pela Documenta, chancela da Sistema Solar, a obra reúne os trabalhos apresentados no Museu Municipal de Tavira e imagens do trabalho de campo que esteve na origem do projeto artístico.

A publicação inclui ainda um texto introdutório da presidente da Câmara Municipal de Tavira, um texto curatorial de Ana Anacleto e um ensaio de Linda Weintraub.

O livro pretende documentar o percurso de investigação e criação desenvolvido pelos artistas, permitindo preservar e divulgar os conteúdos da exposição para além da sua permanência no museu.

Exposição ultrapassou os sete mil visitantes desde julho

Inaugurada a 4 de julho, a exposição já recebeu mais de sete mil visitantes, segundo os dados divulgados pelo Município de Tavira.

O projeto foi produzido pela Escola de Macieira Associação Cultural, com o apoio da Direção-Geral das Artes e do Município de Tavira.

A conversa de encerramento realiza-se no Museu Municipal de Tavira – Palácio da Galeria, no sábado, 24 de outubro, pelas 16:00, com entrada gratuita.

Para mais informações, os interessados podem contactar o museu através do telefone 281 320 540 ou do endereço eletrónico museu@cm-tavira.pt.

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Conservatório de Albufeira celebra 30 anos de história com masterclass de guitarra clássica e concerto final

21 October 2026 at 11:15

As comemorações dos 30 anos do Conservatório de Albufeira incluíram uma masterclass de guitarra clássica, realizada nos dias 17 e 18 de outubro, que reuniu 14 alunos e culminou num concerto no Hotel Boavista, proporcionando momentos de aprendizagem, aperfeiçoamento técnico e partilha musical.

A iniciativa foi orientada pelo professor Rui Mourinho, com o apoio dos docentes do Conservatório Ana Sofia Luís Paias, João Lúcio Venda e Petr Pereverzev, e contou com a presença de alunos, encarregados de educação, professores, amigos e convidados.

Promovida em parceria com o Grupo Turístico Belver, a formação permitiu aos participantes aprofundar conhecimentos, explorar diferentes abordagens interpretativas e desenvolver competências técnicas e artísticas. Para alguns alunos, constituiu também uma das primeiras experiências de formação especializada e de apresentação perante o público.

Concerto no Hotel Boavista encerrou dois dias de formação

O concerto de encerramento decorreu no lobby do Hotel Boavista, em Albufeira, reunindo familiares, professores e outros interessados em acompanhar as apresentações dos jovens músicos.

De acordo com o Conservatório, o espaço revelou-se pequeno para o número de pessoas que quiseram assistir, mas proporcionou um ambiente de proximidade entre os intérpretes e o público.

Além de permitir aos participantes demonstrar os conhecimentos adquiridos durante os dois dias de formação, o concerto constituiu uma oportunidade para reforçar a confiança dos alunos e proporcionar uma experiência de contacto direto com o público.

A instituição destacou o contributo do professor Rui Mourinho e dos docentes que acompanharam a formação, bem como a participação dos 14 alunos e o envolvimento das respetivas famílias.

O Conservatório agradeceu ainda à direção do Hotel Boavista a cedência do espaço e o acolhimento da iniciativa, considerando que a colaboração foi importante para a realização do evento.

Três décadas dedicadas à formação musical em Albufeira

Fundado em 1996, o Conservatório de Albufeira assinala este ano três décadas de atividade na área do ensino musical e da promoção cultural, ao longo das quais tem desenvolvido projetos educativos, audições, concertos, encontros e outras iniciativas destinadas à comunidade.

A instituição é presidida por António Góis Nóbrega, também membro fundador, que, na abertura da masterclass, recordou o percurso do Conservatório e destacou a importância da aprendizagem musical no desenvolvimento pessoal e educativo dos alunos.

Na sua intervenção, o responsável salientou os benefícios da música para o desenvolvimento dos sentidos, das capacidades cognitivas e da formação integral, sublinhando igualmente o contributo que a educação musical pode ter no percurso escolar e no desempenho académico dos estudantes.

Ao longo dos últimos 30 anos, o Conservatório tem procurado aproximar a música de diferentes gerações, proporcionando oportunidades de aprendizagem e de participação na vida cultural do concelho de Albufeira.

Educação musical como instrumento de desenvolvimento e inclusão

A realização desta masterclass insere-se na aposta do Conservatório em atividades que complementam o ensino regular, permitindo aos alunos contactar com diferentes experiências pedagógicas e artísticas.

Segundo a instituição, estas iniciativas contribuem não apenas para o aperfeiçoamento técnico e musical, mas também para o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade, da autoestima e do espírito de partilha.

A celebração do 30.º aniversário constitui, assim, uma oportunidade para recordar o percurso desenvolvido desde 1996 e reafirmar a importância da educação artística na formação dos jovens e na dinamização cultural de Albufeira.

O Conservatório pretende dar continuidade ao trabalho de promoção do ensino musical e de aproximação à comunidade, valorizando a música enquanto forma de expressão artística, desenvolvimento pessoal e inclusão social.

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Fuzeta leva o Walking Football a torneio algarvio que promove o desporto e a inclusão

21 October 2026 at 10:41

A Associação Sócio-Cultural de Animação Clube do Sol – KlubeSol vai representar a Fuzeta, no concelho de Olhão, no I Torneio Walking Football Algarve, que se realiza na próxima sexta-feira, 23 de outubro, no Parque Desportivo Municipal de Estômbar, em Lagoa.

A participação integra a segunda etapa do V Circuito Nacional de Walking Football e pretende destacar o papel da atividade física na promoção da saúde, do envelhecimento ativo e da inclusão social.

A iniciativa reúne praticantes de uma modalidade que adapta o futebol tradicional a um ritmo mais acessível, permitindo a participação de pessoas de diferentes idades e condições físicas. Para a associação da Fuzeta, a presença no torneio representa uma oportunidade de conciliar a competição desportiva com a promoção do convívio e do bem-estar.

Futebol a caminhar promove saúde e combate ao isolamento

O Walking Football, também conhecido como futebol a caminhar, distingue-se por permitir a prática da modalidade sem a exigência física do futebol convencional, tornando-a acessível a um maior número de participantes.

Entre os benefícios associados à sua prática encontram-se a melhoria da mobilidade, da condição física e da autoestima, bem como o reforço das relações sociais e do espírito de equipa.

A KlubeSol considera que esta modalidade pode desempenhar um papel importante no combate ao sedentarismo e ao isolamento social, sobretudo entre a população mais envelhecida, proporcionando oportunidades de participação em atividades coletivas.

Na Fuzeta, a associação desenvolve duas vertentes da modalidade, o Walking Football Recreativo e o Walking Football Adaptado, procurando responder às diferentes capacidades e necessidades dos participantes.

Esta aposta integra uma estratégia de promoção da saúde mental, do envelhecimento ativo e da inclusão social, através de atividades que favorecem a autonomia, a convivência e a participação na comunidade.

Treze jogadores vão representar a Fuzeta em Estômbar

A representação da KlubeSol no I Torneio Walking Football Algarve será assegurada por 13 jogadores, que vão disputar a competição em nome da comunidade da Fuzeta.

A equipa é constituída por Luís Corvo, António Picoito, Elídio Soares, Álvaro Serra, Raul Vicente, Rui Marto, José Carlos Lopes Pereira, Paulo Paulos, Joaquim Piedade, Ismael de Freitas Bruno, Francisco Mesquita, Nuno Oliveira e Luís Soares.

Além da participação desportiva, a associação pretende aproveitar a presença no torneio para sensibilizar para a importância da atividade física enquanto instrumento de integração e melhoria da qualidade de vida.

Associação aposta no desporto como ferramenta de inclusão

A participação no torneio de Estômbar insere-se no trabalho desenvolvido pela KlubeSol na promoção de iniciativas dirigidas à comunidade, com especial atenção à saúde mental, ao envelhecimento ativo e à inclusão social.

A associação, sem fins lucrativos, desenvolve projetos nas áreas do desporto, cultura, educação ambiental, sustentabilidade e bem-estar, procurando incentivar a participação comunitária e a igualdade de oportunidades.

Com a deslocação a Lagoa, a KlubeSol pretende demonstrar que a prática desportiva pode assumir um papel relevante na criação de relações sociais e no combate à solidão, independentemente da idade ou da condição física dos participantes.

O encontro de 23 de outubro será, assim, uma oportunidade para os representantes da Fuzeta participarem numa competição que procura valorizar não apenas os resultados desportivos, mas também o convívio, a integração e o espírito de equipa.

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Portugal acumula 15 anos de atraso na construção de habitação

21 October 2026 at 10:09

Num contexto de crescente dificuldade no acesso à habitação, os últimos dias têm sido marcados por manifestações em várias cidades do país contra os elevados custos de comprar ou arrendar casa. É uma preocupação que os dados ajudam a compreender: Portugal acumulou, ao longo dos últimos 15 anos, um forte défice de construção de nova habitação face à média europeia.

Entre 2010 e 2025, foram emitidas em Portugal cerca de 3.144 licenças para nova habitação por cada 100 mil habitantes, contra 5.676 na média da União Europeia. Significa que, por cada 100 licenças por 100 mil habitantes emitidas na UE neste período, Portugal registou apenas 55 — menos 45%.

Nem sempre foi assim. Em 2005, Portugal registava 704 licenças por cada 100 mil habitantes, acima das 609 da média europeia. A situação mudou profundamente nos anos seguintes. A crise financeira internacional e, posteriormente, a crise da dívida soberana foram acompanhadas por uma forte quebra da construção. Em 2014, Portugal atingiu um mínimo de apenas 67 licenças por cada 100 mil habitantes, cerca de um quarto da média europeia nesse ano.

A partir daí iniciou-se uma recuperação, mas lenta. O número de licenças foi aumentando progressivamente, sem que Portugal conseguisse recuperar o terreno perdido. Só em 2025 o país voltou finalmente a aproximar-se da média europeia: 358 licenças por cada 100 mil habitantes, praticamente o mesmo que as 359 registadas na União Europeia.

É um sinal positivo, mas que não elimina o desequilíbrio acumulado. A habitação é um bem duradouro: vários anos de construção insuficiente deixam marcas que não desaparecem quando o ritmo anual regressa à média. São casas que não foram construídas e que hoje não existem no mercado.

Os preços da habitação resultam de vários fatores — procura, rendimentos, crédito, fiscalidade, burocracia ou concentração populacional, entre outros. Mas a escassez de oferta é uma parte essencial do problema. Quando o número de famílias que procura casa cresce mais depressa do que o número de casas disponíveis, a pressão sobre os preços aumenta.

Depois de 15 anos de atraso, aproximar-se da média europeia já não basta para recuperar o défice acumulado. Portugal precisa de continuar a aumentar a construção de nova habitação para ampliar a oferta disponível e responder às necessidades das famílias.

  • Os factos vistos à lupa por André Pinção Lucas e Juliano Ventura – Uma parceria do POSTAL com o Instituto +Liberdade

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