Valorizar quem tanto nos deu é um compromisso de todos os dias. Ainda assim, outubro assume um significado especial, convidando-nos a celebrar a experiência, a sabedoria e o contributo das pessoas idosas, reforçando a importância de uma comunidade mais inclusiva, solidária e promotora do seu bem-estar.
Entre as iniciativas programadas, destaca-se o Fórum do Envelhecimento 2026, que terá lugar no dia 14 de outubro, no Teatro Auditório Municipal de Alijó, sob o tema “Longevidade e Envelhecimento: Desafios e Oportunidades”.
Integrado neste fórum, o seminário “EnvelheSer: Ser na Idade Maior” será um espaço de reflexão e partilha sobre os desafios e as oportunidades associados à longevidade. O programa inclui a apresentação de dados estatísticos sobre o concelho de Alijó, uma reflexão sobre o tempo como oportunidade, conduzida por António M. Fonseca, professor da Universidade Católica Portuguesa, e uma abordagem à temática da idade sem prazos, por José Carreira, presidente da Associação STOP Idadismo.
Dirigido a pessoas idosas, profissionais das áreas social e da saúde, cuidadores, representantes de instituições e autarquias, empresários e à população em geral, o fórum pretende estimular o debate, aprofundar conhecimentos e promover uma visão do envelhecimento centrada na dignidade, na autonomia e na participação ativa na sociedade.
Porque envelhecer deve significar continuar a viver com dignidade, oportunidades e qualidade de vida, o Município de Alijó convida toda a comunidade a associar-se a estas iniciativas.
As inscrições para o Fórum do Envelhecimento 2026 são gratuitas e podem ser feitas no site do Município de Alijó, através do Balcão Virtual.
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Imagine por um minuto que em vez de um candidato de extrema direita houvesse um candidato da esquerda radical em disputa com qualquer outro moderado. Como seria a cobertura das eleições? Será que se buscaria um falso equilíbrio entre as duas forças como acontece desde que os Bolsonaro passaram a disputar a presidência do Brasil?
A resposta é óbvia e a pergunta uma provocação para pensar no embuste que é a imparcialidade da imprensa desde a ascensão da extrema direita pós-redemocratização. Em especial nessas eleições, quando a aliança entre os Bolsonaro e a extrema direita dos Estados Unidos já interfere na nossa soberania, inclusive nas próprias eleições.
Nem assim a imprensa cumpriu o papel de informar com rigor quais são os projetos políticos em disputa no país. Com o argumento da “polarização”, apresentou, e continua a apresentar, a centro-esquerda de Lula como pólo inverso e, portanto, equivalente à extrema direita de Flávio Bolsonaro – um erro, também jornalístico, que enviesa toda a cobertura da campanha.
A esquerda caminhou para o centro enquanto a direita se deslocou para a ponta extrema, esse é o fato oculto sob a suposta “polarização” dos eleitores. A terceira via, tão desejada pela imprensa, está na chapa Lula-Alckmin como sabemos desde 2022. Em termos simples, à moda das redes, Lula não é comunista, mas Flávio é fascista, e a imprensa poderia ter deixado essa diferença clara para a população.
Tendo como escudo a alegada isenção e a falsa equiparação como método, a imprensa contornou o tema mais importante das eleições nacionais, as primeiras depois de uma tentativa de golpe de Estado, quando enfim o país conseguiu condenar presidente e generais que conspiraram contra a nossa suada democracia. E que agora, tem a soberania ameaçada pelos Estados Unidos de Donald Trump e Marco Rubio.
Não estou cobrando de jornais e emissoras de rádio e TV, de propriedade de famílias ricas, que sejam sequer progressistas, como são, aliás, a esmagadora maioria dos jornalistas que para eles trabalham, mas que pelo menos honrem o lugar que ocupam entre as instituições democráticas brasileiras. Assim como não existe democracia sem imprensa livre, não existe imprensa livre sem democracia.
Nem o risco à liberdade de imprensa e de expressão, que deveria ser valor inegociável de jornais, emissoras de TV e rádio, fez com que expusessem claramente a possibilidade real, e já ensaiada, de Flávio Bolsonaro rasgar a Constituição.
O monitoramento e a investigação de questões cruciais dessas eleições, como o lobby dos Bolsonaro no governo Trump, a farsa do Dark Horse, a predominância dos aliados políticos de Flávio no Caso Master e em outros casos envolvendo o crime organizado, a interferência dos Estados Unidos e das Big Techs ficou a cargo de veículos menores, feitos por jornalistas, que podem exercer a profissão de forma totalmente independente.
A imprensa também se esquivou de alertar os cidadãos sobre o que a eleição de Flávio Bolsonaro tiraria dos brasileiros e que afeta todos nós (excluindo o 1% mais rico que ganha 31,6 vezes mais que a metade mais pobre da população). Os usuários do SUS, os médicos, professores, dentistas, e outros profissionais da saúde e educação, assim como as famílias que utilizam os equipamentos públicos não foram alertados do risco que correm os sistemas públicos de educação e saúde – mesmo com muitos exemplos a retirar da pandemia da Covid, incluindo a contribuição desastrosa dos hospitais federais do Rio, gerenciados por indicados pelo próprio Flávio Bolsonaro no governo do pai.
Enquanto cobrava dos candidatos e eleitores o debate sobre “propostas”, e noticiava escândalos com base em vazamentos seletivos, permitiu a omissão de Flávio não apenas em relação às explicações devidas no caso Vorcaro, mas em se posicionar claramente sobre temas que afetam diretamente os direitos individuais e coletivos, como a demarcação de terras indígenas e quilombolas, ou as políticas para a promoção de igualdade de gêneros e de proteção aos direitos das pessoas LGBTQIA+ – inexistente em seu programa de governo e ainda mais relevantes pelo sofrimento imposto às pessoas trans pelo governo Donald Trump, inspiração confessa dos Bolsonaro. Sem falar nos jornalistas, cientistas, artistas e professores perseguidos no governo de Jair e de Trump.
Não se procurou nem ouvir as pessoas de verdade, com reportagens destacadas sobre comunidades que seriam ainda mais ameaçadas pelo garimpo e outros crimes, ou sobre famílias que têm um filho ou filha trans sob ameaça de violência, assim como aquelas que saíram da miséria e temem voltar para ela, ou com adolescentes que dependem de bolsas e programas sociais para ficar na escola e agora não têm garantia de futuro – ainda mais ameaçado com o fim das políticas contra o racismo e a desigualdade de gêneros.
Reduzidas a iniciativas eleitoreiras – mesmo que a crítica também caiba – também não contribuiu para o debate sobre o mérito de políticas como o fim da jornada 6×1 (uma iniciativa da sociedade), a proibição das bets e o aumento ao Bolsa Família. Nem pressionou Flávio para saber o que acontecerá com medidas de evidente interesse público, que têm que ser defendidas como direitos dos cidadãos e já são alvo de críticas, senão pelo próprio Flávio, por medo de perder votos, por seus aliados políticos – incluindo o “mercado”.
Esses e outros exemplos estão expostos agora nas redes sociais na onda que pegou os cidadãos conscientes do desequilíbrio das propostas e da possibilidade de evitar o tsunami anticonstitucional que seria a aliança Bolsonaro-Trump através do convencimento de eleitores menos radicais, apáticos ou ausentes. Não estão errados. Embora os resultados da primeira pesquisa Datafolha de 2º turno coloquem Flávio quatro pontos à frente de Lula, eu não subestimo o poder das formiguinhas em campanhas eleitorais. A ver.
Longa vida aos jornalistas combativos, à mídia independente, e sobretudo aos brasileiros que ainda buscam o diálogo como ferramenta para manter e aprimorar a democracia e garantir a liberdade e os direitos de todos os cidadãos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está longe de ser perfeito na análise de três juristas especialistas em direito constitucional, direitos humanos e reforma do Estado ouvidos pela Agência Pública. As suas imperfeições e a recente crise institucional que a mais alta instância do poder judiciário no Brasil e “guardiã da Constituição Federal” está passando, não devem ser, entretanto, usadas como justificativa do jogo político que visa aumentar a impunidade. E é consenso entre os três, que o risco existe.
“O desgaste do STF pode ser usado politicamente não apenas para corrigir excessos da Corte, o que é legítimo, mas para reduzir sua capacidade de funcionar como limite ao poder político”, afirma Amarílis Costa, doutora em Direitos Humanos e diretora-executiva da Rede Liberdade, que atua em casos de violação de direitos e liberdades individuais. “Uma coisa é democratizar, tornar mais transparente e limitar excessos do STF. Outra é submeter a Corte à maioria parlamentar de ocasião”, argumenta.
Costa destaca a importância da Corte e de sua estabilidade justamente para aqueles que não estão nas rodas do poder. “Isso importa especialmente em direitos humanos, porque minorias e grupos historicamente vulnerabilizados dependem de uma jurisdição constitucional capaz de conter maiorias quando seus direitos estão em risco”, acrescenta.
Advogada Amarillis Costa vê tentativa de limitar ações do STF contra políticos no poder
O professor de direito na PUC-SP e ex-secretário Nacional de Reforma do Judiciário no governo Dilma Rousseff, Flávio Crocce Caetano, concorda com a advogada. Ele acrescenta que “ a conjuntura política se tornaria muito favorável a medidas autoritárias de um eventual governo Bolsonaro, com diminuição do papel do STF, possível impeachment de ministro, além da redução do prazo de mandatos atuais, aumento do número de cadeiras para obtenção de imediata maioria e parceria perene com o Legislativo”.
Para Caetano, “experiências autocráticas” em outros países são exemplos de concentração de poder nas mãos do Executivo, com ajuda do Legislativo, para o “apequenamento do Judiciário”.
O também professor Rubens Beçak, livre-docente em Teoria Geral do Estado na USP, acompanha seus pares sobre o risco de Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, “tentar minar o papel do Supremo, mesmo enfrentando “reações da opinião pública, da comunidade jurídica e provavelmente do próprio tribunal”.
Ele ressalva que isso não significa que “discutir a redução do ativismo judicial, o excesso de decisões monocráticas e até os critérios de indicação dos ministros” não seja legítimo. “Essas mudanças podem contribuir para um Supremo melhor”, avalia Beçak que não descarta a possibilidade de se realizar uma Reforma do Judiciário.
Reforma do Judiciário pode sanar excesso de decisões individuais
Flávio Caetano é professor na PUC-SP e foi secretário Nacional de Reforma do Judiciário durante a gestão de Dilma Rousseff
Já Flávio Caetano diz que “é necessária uma Reforma do Judiciário, que também atinja o Supremo.” Segundo o professor da PUC, estamos “diante de uma crise institucional, e de uma disfuncionalidade do STF”. Essa conjuntura “tem levado a posturas muito individuais dos ministros” e um acúmulo de decisões monocráticas, que faz o Plenário da Corte ficar diminuído.
Amarílis Costa denomina o problema de individualização excessiva do poder, o que, segundo ela, “não significa eliminar decisões monocráticas”. “Elas são necessárias em situações urgentes. O problema surge quando uma decisão concebida como provisória produz, por longo período, efeitos equivalentes aos de uma decisão definitiva”, explica.
As decisões monocráticas foram alargadas nas práticas das últimas décadas do Supremo, e por isso deveriam ser “extremamente limitadas” na análise de Rubens Beçak. “Não é desejável que um ministro tenha poder individual sobre questões tão importantes”, afirma. “O correto é que a decisão individual, depois de tomada, seja prontamente submetida à Turma ou ao Plenário”, complementa.
O comportamento do STF em período eleitoral
Rubens Beçak, professor na Faculdade de Direito da USP, considera correta postura de presidente do STF, Edson Fachin, sobre processo sobre caso Master
Além da concentração de poder, os ministros do STF são, comumente, criticados por decisões que podem influenciar a opinião pública e as intenções de voto em período eleitoral. Para os juristas entrevistados pela Pública, porém, os casos precisam ser analisados de acordo com a realidade e contexto de cada um.
O presidente do STF Edson Fachin, por exemplo, recebeu críticas de parte do eleitorado do presidente Lula (PT) por manter não dar seguimento às investigações do inquérito do Master e do INSS que ele recolheu ao seu gabinete após os embates entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Os juristas, no entanto, formaram consenso sobre a postura correta do ministro presidente. “Diante de uma situação tão conturbada, achei acertada a decisão do ministro [Edson Fachin]. Ele adotou uma medida provisória, que não me parece representar uma decisão definitiva. Considerei a decisão uma medida um pouco profilática. O presidente tem essa função”, comenta Rubens Beçak.
Avaliação compartilhada por Flávio Caetano que considera a “decisão do presidente do Supremo de centralizar os casos que envolvam eventuais indícios ou suspeitas envolvendo ministros da própria Corte, tanto nos casos do Banco Master como do INSS, correta”.
Amarílis Costa também afirma que há fundamento jurídico para a remessa. A advogada, no entanto, pondera que “a preocupação começa quando a preservação de competência se confunde com controle da investigação. Encaminhar informações ao tribunal competente é legítimo. Transformar a Presidência em filtro sobre o que pode ou não ser investigado seria outra coisa”.
Para ela, “independência judicial não significa imunidade investigativa.” “O modelo será legítimo se proteger a regularidade do procedimento. Se produzir uma estrutura de autoproteção institucional, teremos um problema democrático”, ressalta.
No caso de ministros do Supremo, Flávio Caetano explica que crimes comuns são julgados pelo Plenário do STF. Quando se trata de crime de responsabilidade, o Senado Federal passa a ser o responsável. “O que não está muito claro é como haver uma investigação administrativa de algum ministro do Supremo”, diz. Na interpretação do professor, de toda forma, a “apuração administrativa ou disciplinar” sobre seus próprios membros é um procedimento adequado ao Pleno da Corte.
A liberdade de Jair Bolsonaro analisada por Nunes Marques
Quando se trata da análise pelo ministro Nunes Marques da revisão criminal do processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, os juristas divergem em alguns pontos.
Flávio Caetano, professor da PUC, afirma que não vê possibilidade desta análise ser feita de forma monocrática porque seria a revisão de algo que foi decidido pelo colegiado. Portanto, apenas o colegiado poderia julgar.
Já o docente da USP, Rubens Beçak, considera que o ministro poderia sim tomar uma decisão, favorável ou não ao ex-presidente, já que a defesa tem o direito de solicitar essa revisão. Beçak salienta que mesmo sendo “impactante” conceder uma liminar para a libertação do ex-presidente, estaria “dentro do conjunto de competências de quem analisa um pedido de revisão criminal”.
Uma medida cautelar do relator não é “juridicamente impossível” na análise de Amarillis Costa que nesse ponto concorda com Beçak. Por outro lado, a advogada declara que uma “decisão individual capaz de suspender os efeitos de uma condenação definitiva e alterar a situação de liberdade de um ex-presidente, exigiria fundamentação especialmente robusta e rápida apreciação pelo colegiado”, se aproximando da visão de Caetano.
“O ponto mais delicado é o calendário eleitoral. O Judiciário precisa compreender a conjuntura política sem permitir que ela se transforme em critério jurídico. A pergunta relevante é se a mesma decisão seria tomada, no mesmo momento e com os mesmos fundamentos, caso o condenado fosse outra pessoa e não estivéssemos em período eleitoral”, diz Costa.
Para Caetano, “eventualmente pode haver — não estou dizendo que há — alguma conotação política para um julgamento antecipado de uma revisão que talvez ainda não fosse o momento de ser julgada. Isso tem que ser observado em relação a casos similares, como o Supremo tem se posicionado. A partir daí, pode-se analisar se há um componente de conveniência política ou não”, acrescenta.
Após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem dizendo que o ministro Nunes Marques pretendia soltar uma liminar sobre o pedido de revisão criminal da defesa de Jair Bolsonaro. Por nota, o gabinete do ministro informou que ele encaminharia a solicitação ao Plenário. Na última quarta-feira, 7 de outubro, reconsiderou afirmando que só analisaria o pedido após o segundo turno.
“O ministro Nunes Marques entendeu, até acertadamente, que deixaria a análise para depois do segundo turno. Não necessariamente por ser presidente do TSE, mas porque foi uma decisão de bom senso, considerando que isso poderia conturbar ainda mais as eleições”, concluiu Rubens Beçak.
A divulgação de um áudio em que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirma ter financiado o documentário Lula, dirigido por Oliver Stone, ampliou a disputa política entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O episódio ganhou novos contornos após o diretor de redação da Fórum, Renato Rovai, denunciar um suposto acordo no qual Flávio negociaria uma delação de Vorcaro contra Lula e, em contrapartida, se comprometeria a proteger o banqueiro caso fosse eleito. A denúncia ainda precisa ser comprovada.
A revista Veja publicou nesta sexta-feira (9) trechos de uma gravação atribuída a Vorcaro, na qual ele afirma ter colocado dinheiro na produção do documentário sobre Lula e diz que o financiamento teria ocorrido de maneira irregular. Segundo a publicação, os pagamentos envolveriam cerca de R$ 30 milhões em espécie, além de repasses ao Instituto Lula. Até o momento, os valores mencionados não foram comprovados publicamente.
Antes da publicação da Veja, Rovai afirmou, em publicação na rede X nesta quinta-feira (8), que o vazamento estaria relacionado a um suposto entendimento entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Segundo o diretor da Fórum, o banqueiro teria interesse em divulgar informações contra Lula, enquanto o senador se comprometeria a protegê-lo caso fosse eleito presidente.
Celular de Vorcaro não registra o suposto pagamento
Uma apuração publicada pelo UOL nesta sexta-feira acrescentou informações ao caso. Segundo o veículo, as conversas extraídas do celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2025, não apresentam registros de pagamentos ou patrocínios ao documentário de Oliver Stone. O aparelho contém, porém, referências a investimentos em produções sobre Jair Bolsonaro e Michel Temer.
O UOL também informou que o documento com o relato detalhado dos pagamentos de R$ 30 milhões em espécie, citado pela Veja, não aparece nas três propostas de delação apresentadas pela defesa do banqueiro. Uma dessas propostas, entretanto, mencionava o patrocínio a filmes sobre Lula e Michel Temer. Fontes ouvidas pelo UOL na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na PF disseram desconhecer a gravação e o documento específico descrito pela revista.
A PGR rejeitou a proposta de colaboração de Vorcaro por considerar que ela não apresentava novidades relevantes em relação às provas já obtidas. Segundo o UOL, o banqueiro não chegou a prestar depoimento oral no âmbito das tratativas. A defesa de Vorcaro afirmou que ele teria elementos para sustentar suas declarações.
Relação de Flávio com Vorcaro entra no radar da PF
A relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro também aparece nas investigações sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reportagens do Intercept Brasil revelaram mensagens relacionadas à negociação de US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões, para financiar a produção. Segundo informações publicadas pelo UOL, ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido pagos para custear o projeto. Os valores negociados não devem ser confundidos com os recursos efetivamente transferidos.
Flávio admitiu ter se encontrado com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025, e afirmou que a reunião tratou do encerramento de sua participação no projeto. As movimentações financeiras relacionadas ao filme são objeto de investigação da Polícia Federal.
Campanha de Lula anuncia medidas judiciais
A controvérsia ganhou força às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. A campanha de Lula negou as acusações relacionadas ao documentário e anunciou medidas judiciais contra Vorcaro e a revista Veja. Também acusou os envolvidos de tentar interferir no processo eleitoral. Entre as providências anunciadas estão pedidos de investigação e medidas judiciais contra os responsáveis pela divulgação das acusações.
O Grupo Prerrogativas também acionou a Polícia Federal para pedir a investigação de uma suposta articulação envolvendo Vorcaro e a campanha de Flávio Bolsonaro. A representação solicita que sejam verificadas informações sobre negociações para uma entrevista do ex-banqueiro a uma emissora de televisão e sobre a existência de uma gravação atribuída a ele. O grupo afirma que não teve acesso ao áudio e pede que as informações sejam apuradas pela polícia.
Ukraine's "middle strikes" on Russian logistics haven't let up
Ukrainian drones hit Russian trucks 770 times in September
A shift to protected convoys hasn't reduced the truck losses
Ukraine's campaign of so-called "middle strikes" targeting Russian supply lines isn't generating the same headlines it did back in the spring, when the campaign was intensifying.
But that doesn't mean Ukrainian units aren't launching thousands of drones a month and blowing up a lot of Russian trucks. Indeed, the pace of Ukrainian strikes, concentrated along the main supply routes threading through occupied southern Ukraine into occupied Crimea, has leveled off without ever really decreasing since an early summer surge.
It's evident Ukraine's middle-strike campaign "didn't stop and wasn't slowed down," noted French mapper Clément Molin, one of the most important observers of the counterlogistics campaign.
For September, Molin tallied 770 confirmed drone strikes on Russian trucks in the logistical zone 10 km beyond the line of contact. That's up from 630 strikes in August, 656 in July, and 586 in June, the month the campaign really got underway. There were just 214 strikes in May and at most a few dozen in each of the previous three months.
Whether Ukrainian troops can take advantage of the Russians' weakening logistics anytime soon is less evident.
Since June, the Ukrainians have hit around 700 Russian trucks a month that analysts can confirm with video and photographic evidence. There are undoubtedly many more damaged and destroyed trucks that left no digital evidence.
In southern Ukraine mid-range drone strikes continue to relentlessly target Russian road logistics
In total, more than 3 000 trucks and vehicles have been hit on key roads since May 2026, while the R-280 road remains at the heart of the attacks.
There are thousands of Russian trucks on the road in Ukraine every day, so hitting 700 of them in a month won't immediately strangle Russian logistics. But that accumulating destruction does strain Russian logistics—and terrify the truck drivers who are in the drone crosshairs. "Russian drivers post videos on a daily basis, showing how dangerous a ride in southern Ukraine is getting," Molin wrote.
What's remarkable is that the counterlogistics campaign hasn't faltered even as the Russians have adapted. Early on, Russian trucks mostly traveled alone and without protection, making them fairly easy picking for a bevy of Ukrainian middle-strike drone types including the Hornet, the B-2, the RAM 2X, the Chaklun, and various high-endurance first-person-view quadcopters.
The drones ride along Ukraine's overlapping command and control systems, which include Starlink satellite terminals (some dangling from balloons) as well as mesh radio networks. Many of the drones have built-in AI for autonomously detecting and homing in on trucks in the final seconds of flight.
The moment the Hornet UAV struck a logistics vehicle in the occupied Kherson region. pic.twitter.com/Hc0DCcTnef
Reeling from the truck strikes, the Russians adapted this spring. Commanders began requiring all trucks to travel in convoys including mobile fire support groups, analysis group Tochnyi reported in May, citing Dmytro Putiata, a retired command post battle captain from the Ukrainian Unmanned Systems Forces 20th Brigade "K2."
Today the Russian convoys have a standard structure, according to Molin. "Convoys usually gather three to five trucks and two to three air-defense trucks." Combined with radio jamming gear that's increasingly common on both the supply trucks and the gun trucks, that's seemingly a lot of protection.
But the drones target the gun trucks, too, peeling back the protection in order to expose the supply trucks to follow-on attacks. In that way, the Ukrainians have sustained their attacks on the supply trucks despite the increase in mobile air defense activity along the most important supply routes.
Map: Euromaidan Press
And it's going to get worse for the Russians as fall wears into winter. "Supplying Crimea is turning into a nightmare and the arrival of winter and more difficult conditions will not help," Molin wrote.
There will be less foliage on the trees lining the roads, and thus less cover from Ukrainian surveillance. Moreover, Molin pointed out, "it will be more difficult to go off-road" and avoid the big paved roads that are the main drone kill zones.
Russian logistics are under pressure, and that pressure is only increasing. Ultimately, the Ukrainians aim to starve Russian forces in Crimea. Strikes on cargo ships plying the Black Sea prevent the Russians from simply shifting the logistics off the coast. Meanwhile, strikes on overland logistics "may lead to substantial softening of front-line positions," Tochnyi noted in May.
Softening those front-line positions to the point of melting away could facilitate what Tochnyi described as "eventual breakthrough operations" in occupied southern Ukraine.
It's not inconceivable. Ukraine's 3rd Army Corps recently proved, by way of its successful Operation Vivaldi, that local Ukrainian counteroffensives are possible.
But that doesn't mean they're easy. To win, the 3rd Army Corps had to carefully husband its forces and meticulously prepare the battlefield under conditions of strict secrecy before attacking. That same kind of preparation is underway along the supply lines into Crimea, but it's unclear whether local Ukrainian forces have enough combat power in reserve to shift from defense to offense and exploit Russia's deepening supply woes.
At least not yet.
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Ukraine retook 240 square km north of Lyman and nobody reported it for three months
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% das intenções de votos válidos no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8). É o primeiro levantamento do instituto após a definição da disputa entre os dois candidatos.
Na simulação com votos totais, Flávio registra 49%, enquanto Lula soma 45%. Os eleitores indecisos representam 1%, e 5% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por isso, a diferença de quatro pontos nos votos totais está no limite da margem de erro do levantamento.
Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada antes do primeiro turno, Lula tinha 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46% de Flávio, cenário de empate técnico.
O resultado das urnas no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, também favoreceu o senador do PL. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
Avaliação do governo Lula
O levantamento também mediu a avaliação do governo federal. Para 40% dos entrevistados, a gestão de Lula é ruim ou péssima. Outros 35% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 24% avaliam a administração como regular.
Na avaliação pessoal do presidente, 49% disseram desaprová-lo, ante 48% que afirmaram aprová-lo.
A pesquisa ouviu 2.520 eleitores entre os dias 6 e 7 de outubro. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.
A campanha do segundo turno segue até a votação de 25 de outubro, quando os eleitores escolherão o próximo presidente da
Defying the trend toward footborne infantry assaults, the Ukrainian 3rd Army Corps deployed armored vehicles for Operation Vivaldi
The operation was a reminder that vehicles are still useful despite the ever-present danger from drones
But vehicles need a lot of support to give them a fighting chance
Armored vehicles aren't dead in Ukraine—they just need a lot of help. That's one of the biggest lessons from the Ukrainian 3rd Army Corps' Operation Vivaldi, its recent successful counteroffensive just north of the town of Lyman in eastern Ukraine's Donetsk Oblast.
Russia spent 18 months building its salient toward Sloviansk; Ukraine took much of it back in three. By 30 September, three of four planned phases in, the operation had returned 176 sq km to Ukrainian control, taken 250 Russian prisoners, and cost Russia more than 5,000 killed and wounded, Ukraine's presidential office said. It also foiled a Russian plan to break into the rear of the Sloviansk-Kramatorsk urban area, the office said.
Defying critics who insisted vehicles couldn't possibly survive in the drone-patrolled gray zone, the 3rd Army Corps repeatedly deployed mechanized forces as it counterattacked across a roughly 100 sq km salient the Russian 20th and 25th Combined Arms Armies had extended toward Sloviansk, one of the last two big free cities in Donetsk Oblast.
Maneuvering for months under a veil of secrecy, the 3rd Army Corps found and exploited gaps along the flanks of the 20th and 25th CAAs, ultimately breaking into the Russian armies' rears and forcing them to pull back across the Zherebets River in order to avoid encirclement.
Armored vehicles were key to the Ukrainian effort. They sped assault troops into battle, dropped them off under fire, and then supported them as they clashed with the Russians. "Maneuver warfare isn't going anywhere," stated Ryan O'Leary, a US Army veteran who once commanded volunteers in Ukraine.
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Ukraine is now sending its tanks into battle with drone escorts: they can drive into a Russian kill zone and come back alive
3rd Army Corps commanders knew they were taking a risk deploying armored vehicles in a Russian-controlled salient patrolled by first-person-view drones from Russia's elite Rubicon Center drone unit. But they clearly believed that, with adequate support, the vehicles could accomplish their missions—and survive.
They were right. A dramatic video shot by 3rd Army Corps troopers depicts the troopers disembarking from their armored trucks and rushing into the fight while small arms fire clatters all around them.
Given the intensity of the Russian fire, a mechanized assault "was the only real way to push positions in an effective manner to keep losses low as well as gain and hold momentum and aggression," O'Leary wrote. Walking into battle under the cover of trees might help the infantry avoid the attention of overhead drones, but it takes too long to sustain an aggressive assault, and it can be difficult to mass enough footborne infantry to overcome stiff enemy defenses.
"This is something that hasn't changed even with the advent of drone warfare coming of age," O'Leary added. "Suppression tactics and such have changed and now there is more than just indirect fires and counterassaults that you must be able to suppress and plan for."
But the concept of the infantry-carrying armored vehicle "isn't going anywhere," O'Leary stressed. "Especially when it takes a drone tens of minutes to get to target area, acquire target and hit the target. Right now, the front is extremely susceptible to maneuvering forces on assaults if it is planned right and executed properly."
The 3rd Army Corps' Operation Vivaldi is an excellent example of an operation that was planned right and executed properly—in ways that helped the corps' mechanized forces fight and survive.
New footage shows Ukrainian forces storming and clearing Russian positions during the "Vivaldi" counteroffensive in the Lyman direction. The assault was captured firsthand by Ukrainian soldiers using GoPro cameras. pic.twitter.com/qxyNHl0n3A
The corps explained that it deployed footborne scouts to find the best paths for follow-on vehicular assaults—and subsequent medical evacuations. Scouts "conducted recon of the front lines, ensured the breakthrough of equipment and led adjacent units along secret paths while evacuating the wounded," the 3rd Army Corps stated.
Ukraine liberates area above Lyman in Operation Vivaldi. Map: Euromaidan Press
Before the armored vehicles rolled into action along the pre-scouted paths, the 3rd Army Corps deployed robotic engineering vehicles to clear Russian mines. After that, the corps sent in old BTR-60 wheeled armored vehicles modified for remote control and packed with anti-tank mines. These "robotic kamikaze complexes ... were used to demolish the enemy's strongest fortifications," the corps said.
Only after the assault routes were scouted and cleared of mines and Russian strongpoints did the manned vehicles and their precious infantry cargo roll out. We don't know how many losses the 3rd Army Corps' mechanized infantry suffered on the attack, but we do know they ultimately prevailed—when the battered Russian 20th and 25th CAAs retreated.
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In Ukraine’s Vivaldi offensive, nobody rides in the BTR-60s. Bulgaria’s old troop carriers go into Russian bunkers packed with mines
"Recent Ukrainian operations demonstrate that maneuver is not dead," stressed Mick Ryan, a retired Australian army general. "Despite the difficulty in ground operations maneuver observed in eastern Ukraine over the past few years, offensive operations are still possible in modern war. But they need the intellectual effort to develop new techniques to make them viable and repeatable at scale."
In addition to the reconnaissance and robots-first engineering and suppression tactics the 3rd Army Corps employed, Ryan recommended commanders deploy more drone-grounding electronic warfare and use AI tools to help plan attacks.
But ages-old human elements are still essential, Ryan wrote. "Developing viable methods for offensive tactical and operational maneuver in the 21st century also demands the inclusion of older ideas about the employment of mass, logistic support and casualty evacuation [and the] maintenance of morale and leader's provision of purpose to their people."
Even when the assault route is clear, it's understandably terrifying to ride in an armored vehicle across drone-patrolled terrain. But a good leader can motivate their troops to try.