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Pentágono Urbano pede ajuda ao Governo para enfrentar crise do têxtil, vestuário e calçado

9 October 2026 at 18:38

Os autarcas do Pentágono Urbano pediram hoje ao Governo respostas para os setores têxtil, do vestuário e do calçado, que passam por uma “crise complicada, muito fruto do contexto internacional”.

No final de uma reunião em Barcelos, o presidente do Pentágono Urbano, Mário Constantino Lopes, sublinhou que a região do Minho representa quase 50% dos setores têxtil, do vestuário e do calçado a nível nacional.

O Pentágono Urbano é uma associação de municípios que junta Barcelos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Viana do Castelo.

“Percebemos que a nossa região é muito forte nestes três setores, do têxtil, do vestuário e do calçado, e que, atualmente, passamos uma crise complicada nestes setores, muito fruto do contexto internacional que vivemos”, disse Mário Constantino, também presidente da Câmara de Barcelos.

Aludiu, concretamente, à questão da energia, à questão dos mercados, à retração do consumo e também à “competição desleal com alguns dos mercados que têm custos de contexto muito mais acessíveis do que Portugal”.

Nesse sentido, o Pentágono decidiu sentar à mesa empresários daqueles setores e vários organismos tutelados pelo Ministério da Economia, incluindo o secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, para identificar as dificuldades e constrangimentos daqueles setores e quais as oportunidades e os caminhos à disposição.

“Só nestes cinco municípios, e nos municípios que integram também o Ave, o Cávado e o Alto Minho, estão 50% do têxtil, vestuário e calçado a nível nacional, o que é um número absolutamente avassalador”, sublinhou.

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Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho

9 October 2026 at 15:22

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.

A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.

Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

A CIM do Cávado já tinha manifestado “apoio político inequívoco” à criação da Área Metropolitana do Minho.

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Grupo de Guimarães vai construir escolas em Angola com argila, madeira de paletes e alimentadas a energia solar

8 October 2026 at 23:04

O Grupo MCA, de Guimarães, assinou dois protocolos de cooperação com a Universidade Agostinho Neto (UAN), o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) para a construção de duas “escolas sustentáveis”, no Cazombo e no Luau, na província do Moxico Leste, em Angola, foi hoje divulgado pela empresa.

As escolas terão, no total, 19 salas de aulas para até 1.520 alunos e serão construídas segundo princípios de sustentabilidade, recorrendo maioritariamente à argila, uma matéria-prima de origem local, e ao reaproveitamento de madeira das paletes utilizadas no transporte dos painéis solares dos projetos fotovoltaicos da MCA. Os edifícios beneficiarão ainda da energia produzida por essas infraestruturas.

“Estas escolas representam muito mais do que novas infraestruturas: são um investimento no futuro das comunidades. Este projeto mostra como o conhecimento académico, o investimento empresarial, as políticas públicas e a participação local podem trabalhar em conjunto para criar respostas concretas e duradouras. Ao criar melhores condições de aprendizagem, promover formação profissional certificada e envolver a população local no próprio processo de construção, estamos a transformar esta iniciativa numa oportunidade de capacitação, emprego e desenvolvimento sustentável. Queremos deixar escolas, mas queremos também deixar conhecimento, competências e confiança nas comunidades, para que este impacto continue muito para além da conclusão das obras”, salienta Elisabete Alves, PCA da MCA Angola, citada em comunicado.

As escolas do Luau e do Cazombo são as primeiras a surgir nos territórios onde a MCA está a desenvolver projetos de energia e eletrificação em Angola, procurando “prolongar o impacto desses investimentos para além da infraestrutura energética”.

A ligação às infraestruturas de energia renovável desenvolvidas pela MCA nestas regiões é um dos seus elementos distintivos: “a energia necessária ao funcionamento das escolas será produzida pelos parques fotovoltaicos, contribuindo para um modelo de ensino mais sustentável e adaptado à realidade local”.

A disponibilidade de eletricidade permitirá ainda “prolongar o horário de utilização dos espaços e otimizar a formação profissional, comprovando, no terreno, os efeitos práticos da eletrificação na educação e na capacitação das comunidades”, explica a empresa de Guimarães.

A escola do Luau terá 12 salas com capacidade para mais de 900 alunos por ano e a escola de Cazombo terá sete salas e capacidade para mais de 500 alunos por ano, distribuídos em dois turnos diários.

O mobiliário escolar será produzido nas carpintarias da MCA, no âmbito do projeto “Re-cycle”, cuja matéria-prima é, igualmente, a madeira das paletes. A produção do mobiliário ocorrerá em regime de capacitação para jovens locais, que receberão formação nas carpintarias da empresa e terão acesso a certificações emitidas pelo INEFOP.

O Departamento de Arquitetura da Faculdade de Engenharia da UAN será responsável pela conceção dos projetos de arquitetura e de mobiliário escolar e pelo acompanhamento da execução em obra. Já o Ministério da Educação tem a responsabilidade de assegurar os terrenos, as licenças e as aprovações necessárias, bem como o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a alocação de professores, auxiliares e restantes profissionais.

Sempre que possível, pais e familiares dos futuros alunos, bem como outros membros das comunidades, poderão participar na construção das escolas em regime de formação, sob responsabilidade e certificação do INEFOP. “A formação profissional decorrerá em contexto real de trabalho, com acompanhamento técnico e orientação profissional, para o desenvolvimento de competências ajustadas às necessidades do mercado de trabalho local”, acrescenta.

O INEFOP ficará responsável por identificar, selecionar, formar e certificar candidatos das comunidades locais, bem como disponibilizar técnicos e formadores especializados para apoiar as ações de formação. No final destas ações, está prevista a emissão de diplomas e o registo dos formandos na base de dados do Instituto como candidatos a oportunidades profissionais nas respetivas áreas.

Como O MINHO noticiou, o Grupo MCA de Guimarães inaugurou, em maio deste ano, o maior parque fotovoltaico ‘off-grid’ de África em Luau, Angola, com um investimento de 87 milhões de euros.

O Parque fotovoltaico do Luau foi o segundo a ser entregue, depois de Cazombo, no âmbito do Projeto de Eletrificação Rural de 60 comunas em Angola.

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