❌

Normal view

Orçamento de Estado: Empresários do Minho pedem que “proposta de continuidade” se traduza em “alívio fiscal real” e em execução

9 October 2026 at 18:35

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é marcada sobretudo pela continuidade, apelando a que essa estabilidade se traduza em alívio fiscal real e em execução.

“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém uma trajetória responsável nas contas públicas e contém sinais positivos para famílias e empresas. É, contudo, uma proposta marcada sobretudo pela continuidade. O seu valor dependerá menos dos anúncios e mais da capacidade de produzir alívio fiscal real, investimento produtivo e resultados mensuráveis na economia”, refere a AEMinho, em comunicado.

A associação classifica de “sinais positivos” as previsões de um saldo orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de crescimento económico de 2,1% e de redução da dívida pública para 84,5%.

“A AEMinho valoriza a disciplina orçamental e a previsibilidade, que são condições importantes para o investimento. Estes indicadores devem, porém, ser lidos também em termos reais”, assumem os empresários do Minho.

Com uma inflação prevista de 2,3%, “a subida dos preços tende a aumentar a receita fiscal nominal e o próprio PIB nominal”, diz esta associação, sublinhando que um “PIB nominal mais elevado pode melhorar mecanicamente o rácio da dívida sem corresponder, na mesma proporção, a maior produtividade, poder de compra ou capacidade de investimento”.

A AEMinho defende que “este efeito não invalida o esforço de consolidação, mas recomenda prudência na leitura dos resultados”.

Do ponto de vista fiscal, a associação entende que a proposta “altera pouco”.

“Os códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI não sofrem alterações. A atualização dos escalões de IRS em 3,88% é positiva e ajuda a limitar a progressividade fria. Também a taxa geral de IRC prevista para 2027, de 18%, representa uma evolução favorável, embora resulte de uma trajetória anteriormente definida e não de uma reforma introduzida por esta proposta”,avalia a AEMinho.

Para esta associação, o alívio fiscal anunciado deve ser avaliado pelo seu efeito concreto.

“A carga fiscal e contributiva deverá permanecer em 35% do PIB, mantêm-se várias contribuições setoriais e as taxas ambientais aumentam 4%. A ausência de agravamentos generalizados é positiva, mas não equivale a uma redução estrutural da carga fiscal”, adverte a AEMinho.

Nesse sentido, “importa evitar uma ilusão fiscal em que a receita e os rácios melhoram nominalmente, sem que famílias e empresas ganhem capacidade económica real”, referem os empresários do Minho, salientando que “mais faturação nominal também não significa maior rentabilidade quando os custos aumentam”.

A AEMinho vê igualmente como positivo o objetivo de valorização salarial e a manutenção de incentivos associados aos prémios de produtividade e aos aumentos das remunerações.

Contudo, os empresários do Minho defendem que “os salários só podem crescer de forma sustentada quando acompanhados por produtividade, investimento, escala e maior valor acrescentado”.

Esta associação entende que o “Estado deve participar nesse esforço através de menor tributação sobre o trabalho e de condições que permitam às empresas investir, inovar e competir”.

A AEMinho refere também que para o Minho e para o Norte “é essencial que o investimento público seja territorializado”.

“Mobilidade, ligações ferroviárias e rodoviárias, energia, água, áreas de localização empresarial, relação económica com a Galiza e infraestruturas como o PLISAN [Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves] são fatores concretos de competitividade. A referência ao investimento em todo o território deve traduzir-se em projetos, verbas e calendários”, indica o comunicado.

A AEMinho, presidida por Ramiro Brito, diz que vai acompanhar “de forma construtiva a discussão parlamentar do OE2027, mantendo a exigência quanto aos resultados”.

O conteúdo Orçamento de Estado: Empresários do Minho pedem que “proposta de continuidade” se traduza em “alívio fiscal real” e em execução aparece primeiro em O MINHO.

Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço

9 October 2026 at 17:05

A comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, em Guimarães, promoveu no passado domingo, uma missa de homenagem e ação de graças ao padre Joaquim Marques da Mota, que se despede após 64 anos como pároco.

Ao longo de todo o seu sacerdócio, o padre Joaquim Marques da Mota, de 87 anos, esteve ao serviço das mesmas duas paróquias, a de S. Mamede de Aldão e a de Mesão Frio. Foi também arcipreste de Guimarães e Vizela durante vários anos.

De acordo com uma nota enviada pela comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, a celebração pretendeu ser “um momento de gratidão e reconhecimento pelo caminho percorrido e pela presença e dedicação do sacerdote ao longo destas seis décadas”.

Para a comunidade, foi motivo de “grande alegria poder prestar-lhe esta homenagem em vida, apesar da tristeza pela sua partida das paróquias”.

Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR

A população quis associar-se em “grande número, num gesto de carinho, respeito e reconhecimento por quem dedicou uma parte tão significativa da sua vida à terra e às suas gentes”.

Foi uma celebração que contou com a presença de todos os movimentos paroquiais, com grande destaque para as crianças da catequese que o presentearam com uma pequena encenação do que foi a sua vida na paróquia. A festa terminou com um convívio no salão paroquial.

Estiveram também presentes os autarcas e ex-autarcas da freguesia de Aldão e o vereador Constantino Veiga, em representação do Município de Guimarães.

O conteúdo Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço aparece primeiro em O MINHO.

Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália

9 October 2026 at 16:21

Um modelo matemático desenvolvido na Universidade do Minho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo foi laureado com o Prémio de Melhor Artigo na 35.ª Conferência Internacional sobre Redes Neuronais, em Pádua, Itália, anunciou hoje a instituição.

A distinção foi atribuída pela Sociedade Europeia de Redes Neuronais, entre 296 apresentações candidatas.

O trabalho, intitulado “A dynamic neural field model of chronotopic map formation”, foi apresentado por Paulo Barbosa, aluno do 4.º ano do programa doutoral em Matemática Aplicada e investigador do Centro de Matemática da UMinho (CMAT). O estudo envolveu ainda o seu orientador, Wolfram Erlhagen (CMAT), além de Estela Bicho (Centro Algoritmi da UMinho) e Flora Ferreira (Centro de Matemática da Universidade do Porto).

“Estou feliz e grato pelo reconhecimento, porque mostra que a investigação feita em Portugal tem relevância internacional, porque foi atribuído pela comunidade científica num evento de grande prestígio, porque é uma excelente motivação para continuarmos a pesquisa e, a título pessoal, porque sou investigador em início de carreira”, diz o jovem de 28 anos e estudante na Escola de Ciências da UMinho (ECUM), citado em comunicado.

“Mapa do tempo”

“Na prática, desenvolvemos um modelo matemático para explicar como o cérebro consegue sentir a passagem do tempo”, descreve.

A questão é um dos grandes desafios da neurociência, pois não se conhece um órgão sensorial nem um circuito neuronal específico para essa função. O novo estudo centrou-se no “mapa do tempo” no cérebro, chamado cronotótipo. Diferentes grupos de neurónios respondem a diferentes durações, formando uma organização em que intervalos semelhantes estão associados a grupos mais próximos.

Segundo a UMinho, a principal novidade do novo modelo é explicar como diferentes formas de representar o tempo no cérebro podem estar relacionadas.

“Fomos os primeiros a descrever a conversão de um tempo para o outro”, realça Paulo Barbosa.

Esse modelo consegue ainda reproduzir fenómenos observados em experiências com animais, incluindo a adaptação a mudanças nos contextos temporais, e explicar também alguns enviesamentos que surgem quando estimamos intervalos de tempo.

Da neurociência à inteligência artificial

O trabalho faz parte da tese doutoral de Paulo Barbosa sobre plasticidade cerebral, ou seja, as ligações entre neurónios que se modificam e contribuem para comportamentos como a atenção e a tomada de decisão.

A investigação cruza matemática, neurociência, computação, inteligência artificial e robótica. O próximo passo é utilizar estes modelos no desenvolvimento de agentes inteligentes e robôs capazes de lidar com o tempo de forma próxima da humana.

“A perceção do tempo é essencial na interação com ambientes dinâmicos”, sublinha o autor.

O conteúdo Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália aparece primeiro em O MINHO.

Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho

9 October 2026 at 15:22

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.

A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.

Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

A CIM do Cávado já tinha manifestado “apoio político inequívoco” à criação da Área Metropolitana do Minho.

O conteúdo Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho aparece primeiro em O MINHO.

Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico

9 October 2026 at 15:04

 A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho tem em curso um diagnóstico e caracterização do espólio arqueológico da região, integrado num projeto de valorização cultural que prevê um investimento global superior a 240 mil euros, foi hoje revelado.

Contactada pela agência Lusa, fonte da CIM do Alto Minho, com sede em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, referiu que o projeto “Habitat Cultural do Alto Minho”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2030, tem data de conclusão em junho de 2027.

A iniciativa integra “outras ações de valorização cultural e patrimonial do território”, sendo que a primeira, já em curso, está a ser desenvolvida em articulação com os 10 municípios do Alto Minho, para “proporcionar uma visão global das coleções arqueológicas existentes e criar uma base de conhecimento para apoiar a sua preservação, gestão e futura valorização”.

O diagnóstico “contempla o levantamento e a inventariação do património arqueológico presente nos museus municipais, centros de interpretação e respetivas reservas técnicas, incluindo, quando aplicável, peças depositadas em reservas externas ou noutras entidades de salvaguarda”.

O estudo permitirá caracterizar as coleções, avaliar o seu estado de conservação e as condições de armazenamento e gestão, e identificar necessidades, boas práticas e oportunidades de melhoria, salienta a CIM.

Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico
Pedra dos Namorados. Foto: DR

A informação recolhida permitirá igualmente apoiar a atualização e organização da informação no Endovélico, Sistema de Informação e Gestão Arqueológica gerido pelo Património Cultural, contribuindo para uma gestão mais sistemática da informação sobre o património arqueológico do Alto Minho.

O diagnóstico visa ainda “contribuir para a dinamização do Polo Arqueológico do Alto Minho e para o reforço da cooperação entre os municípios no âmbito da gestão e valorização do património arqueológico”.

O polo de arqueologia, que vai ser construído em Viana do Castelo, vai servir os 10 concelhos do Alto Minho, e deverá estar concluído até 2028, num investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou que a criação do novo polo foi um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para integrar a rede de polos arqueológicos da região Norte.

Para a CIM do Alto Minho, o conhecimento mais aprofundado e sistematizado deste património permitirá apoiar futuras estratégias de conservação, investigação e valorização, promovendo a sua acessibilidade e fruição pelas comunidades locais e pelo público em geral.

O levantamento exaustivo do espólio arqueológico existente “visa consolidar o Alto Minho como um território de referência cultural, promovendo a sua identidade, alicerçada no património material e imaterial, nas tradições locais, na biodiversidade e na sustentabilidade ambiental”.

O conteúdo Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico aparece primeiro em O MINHO.

Classificação de mina em Montalegre não pode desvalorizar riscos, alerta movimento

9 October 2026 at 14:53

O Movimento Não às Minas – Montalegre considerou hoje que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio, que se quer explorar na Borralha, “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.

O projeto da Mina da Borralha, no concelho de Montalegre, norte de Portugal, foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou hoje a instituição.

“Não é aceitável que a importância estratégica de um recurso mineral se sobreponha ao direito das pessoas e à segurança nas suas próprias aldeias”, afirmou, em comunicado, o Movimento Não às Minas – Montalegre.

E salientou que a classificação pela UE “não pode servir para desvalorizar os riscos sociais, económicos e ambientais que a reativação da exploração representa para a região de Barroso”.

A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, no concelho de Montalegre, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).

O movimento referiu que a “exploração mineira ameaça colocar em confronto dois modelos de desenvolvimento: a extração de matérias-primas para abastecer cadeias industriais europeias e a continuidade de uma economia rural construída em torno da agricultura, da pecuária, dos produtos tradicionais e da preservação de um património natural e cultural de valor internacional”.

E destacou a água como uma das preocupações principais, salientando que este “é um risco que ultrapassa os limites da mina”.

“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.

A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da Minerália.

A empresa quer explorar tungsténio e propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.

Segundo o movimento, a antiga exploração mineira “deixou uma extensa rede de galerias subterrâneas, num território onde existem preocupações relativas à estabilidade do subsolo e à segurança das povoações próximas, designadamente Paredes, Caniçó e Borralha”.

Referiu ainda que este território tem um “papel central” na produção pecuária do concelho e que a “economia rural que não pode ser sacrificada” e que o Património Agrícola Mundial e a Reserva da Biosfera também “estão em causa”.

“A instalação de uma exploração mineira de grande dimensão, com potenciais efeitos sobre a água, os solos, a paisagem, a pecuária e a economia rural, torna-se incompatível entre o projeto e a salvaguarda deste património, colocando em risco a classificação”, frisou.

Para o movimento, a classificação da Mina da Borralha como projeto estratégico europeu “não deve ser apresentada como uma validação ambiental, social ou territorial da exploração” e, apesar de poder facilitar procedimentos de licenciamento e o acesso a mecanismos de financiamento, não substitui a DIA.

Ao nível da UE, os 16 projetos selecionados estão entre 102 candidaturas recebidas e vão permitir “reforçar a competitividade, aumentar a resiliência e reduzir a dependência de um único fornecedor”, de acordo com Bruxelas.

Na primeira lista de projetos estratégicos ao abrigo do Regulamento Europeu das Matérias-Primas Críticas, anunciada em 25 de março de 2025, Portugal teve quatro projetos selecionados, três ligados ao lítio e um ao cobre.

O conteúdo Classificação de mina em Montalegre não pode desvalorizar riscos, alerta movimento aparece primeiro em O MINHO.

Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho

9 October 2026 at 13:16

Um jovem motociclista ficou ferido na sequência de uma colisão com um automóvel, na Estrada Nacional 103, na freguesia de Salamonde, concelho de Vieira do Minho, na manhã desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou, a vítima, de 20 anos, jovem foi assistida ainda no local e transportada para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.

Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O acidente deu-se nas imediações da Casa Florestal de Salamonde e do estaleiro da Pavimogege.

A GNR esteve no local a regularizar a circulação do trânsito e a registar a ocorrência.

O conteúdo Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho aparece primeiro em O MINHO.

❌