Mulheres de diferentes segmentos sociais participarão de um ato político e cultural em Goiânia neste sábado (17/10), com concentração às 9h, na Praça Cívica. A programação terá atividades culturais, apresentações de cantoras e DJs mulheres, além de manifestações em defesa dos direitos femininos.
Após a concentração, as participantes seguirão em caminhada até a Praça do Trabalhador. A mobilização integra a iniciativa nacional “Mulheres com Lula em Todo o Brasil”, que defende maior presença feminina no debate público e a ocupação dos espaços urbanos por meio da cultura e da expressão política.
O encontro reunirá mulheres indígenas, negras, trabalhadoras rurais, militantes e artistas, além de representantes dos blocos “Não é Não” e “Socialista”. A proposta das organizadoras é contemplar diferentes vivências e reivindicações, com destaque para a autonomia, a igualdade e o enfrentamento à violência e à discriminação.
As responsáveis pelo ato afirmam que a mobilização pretende aproximar diferentes lutas femininas em defesa da vida, da dignidade e dos direitos. A iniciativa também reivindica uma sociedade com mais igualdade e justiça social, sem discriminação de gênero ou outras formas de violência.
A manifestação faz parte de uma articulação nacional em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além do posicionamento político, o movimento busca ampliar a participação das mulheres nas discussões públicas e dar visibilidade à pluralidade de experiências e pautas presentes na sociedade.
Stênio Garcia, de 94 anos, está enfrentando uma longa crise familiar. Nesta quinta-feira (15), o ator publicou um vídeo nas redes sociais em que denunciou estar sendo roubado pelas filhas desde 2018.
De acordo com o artista, as herdeiras e a ex-companheira se recusam a devolver o direito de usufruto de um imóvel. Com isso, precisou recorrer à Justiça há mais de um ano para tentar recuperar esse direito.
No desabafo, Stênio afirmou ter trabalhado durante toda a vida para construir seu patrimônio e contou que chegou a dar três lojas para as filhas, mas os negócios faliram após dez anos. “Há mais de um ano, tive que entrar na Justiça para reaver o meu direito de usufruto que me foi roubado. Infelizmente, mesmo na Justiça, as minhas filhas e a mãe delas não querem devolver o meu direito”, declarou ele.
“Não foi só esse imóvel que comprei ao longo dos anos, mas a casa em Friburgo, que foi vendida para pagar a mãe delas que me processou em 1994. O apartamento do Leblon, vendido e divido com a mãe delas, comprei Sítio em Xerem no nome delas, duas salas comerciais com garagem em Copacabana no nome delas, mas elas dividem os aluguéis com a mãe delas e não comigo que dei o dinheiro”, acrescentou.
O ator prosseguiu: “Comprei uma cobertura na Bandeirantes no nome delas, comprei um apartamento na Nascimento Silva com meu dinheiro e dei 25% para cada uma, fiquei com 25 % e os outros 25% tive que dar para mãe delas como pagamento do processo de 1994 onde a mãe delas me processou por causa de uma reportagem que nem havia mencionado ela, mas todos sabiam e saiu na matéria”.
Justiça
Por fim, Stênio Garcia afirmou que as herdeiras e a mãe delas não respeitam nem a Justiça. “Cadê o meu usufruto que é um direito inalienável e inafiançável? Elas não respeitam a mim, não respeitam as leis e nem a Justiça. Já houve ordem judicial para depósito, mas até agora nada. É justo eu ter plano de saúde pago pelo meu sogro de 99 anos? Eu não quero nada de ninguém, mas preciso do que é meu de direito, sou um idoso de 94 anos e isso também é crime contra um idoso”, disse.
“Eu pergunto: Isso é justo? Se resguardar de usufruto vitalício não vale de nada perante as leis brasileiras? Vale dizer que esse usufruto é todo meu e não tem nenhuma metade da mãe delas. Aguardo que a Justiça faça valer o meu direito. Isso é revoltante demais!”, concluiu o ator.
A Ambev prorrogou o prazo de inscrições do Edital Brasilidades 2026 para projetos culturais relacionados ao Carnaval. A nova janela ficará aberta até 03 de novembro para projetos de Carnaval, ampliando a oportunidade para iniciativas ligadas a uma das principais manifestações culturais do país.
Ao todo, o edital prevê R$ 67 milhões em recursos incentivados para apoiar projetos culturais e esportivos que valorizem a diversidade e a pluralidade dos diferentes Brasis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela Plataforma Prosas, seguindo os critérios de elegibilidade e documentação previstos no regulamento.
Nesta etapa, exclusiva para projetos relacionados ao Carnaval, podem ser inscritas iniciativas vinculadas às leis de incentivo de Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. O Edital Brasilidades 2026 contempla diferentes linguagens culturais, reforçando a atuação da companhia no incentivo à cultura e sua conexão com as paixões nacionais.
Serviço
O quê: Edital Ambev Brasilidades 2026
Prorrogação: até 03 de novembro de 2026
Quem pode participar: projetos culturais relacionados ao Carnaval
Onde: inscrições gratuitas pela Plataforma Prosas
Atenção: projetos vinculados às leis de incentivo de São Paulo, Alagoas e Pará não poderão ser inscritos nesta etapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou, nesta quarta-feira (14/10), a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. Em manifestação nas redes sociais, classificou a decisão do Senado como uma vitória histórica dos trabalhadores brasileiros e destacou os benefícios da ampliação do descanso semanal.
Lula afirmou que a mudança ultrapassa a questão da jornada profissional e representa mais qualidade de vida. Segundo o presidente, a conquista permitirá maior convivência familiar, atenção aos filhos, cuidados pessoais e oportunidades de lazer. Ele também atribuiu o avanço à mobilização popular em defesa de melhores condições de trabalho.
A PEC recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada um dos dois turnos de votação. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador a rejeitar a proposta. O resultado representou um importante ganho político para Lula, que incorporou o fim da escala 6×1 à campanha pela reeleição, a 11 dias do segundo turno presidencial.
A alteração constitucional estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. O texto também garante dois dias de repouso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos. A implementação ocorrerá de forma gradual, após a promulgação da emenda.
O cronograma prevê a redução inicial para 42 horas semanais, dois meses após a promulgação. Passado mais um ano, o limite cairá para 40 horas. Durante a transição, os trabalhadores terão direito a duas folgas remuneradas por semana, conforme as disposições da proposta.
A mudança não alcançará profissionais com formação superior e remuneração mensal superior a 2,5 vezes o teto do INSS, equivalente a R$ 21.188. A restrição integra as condições estabelecidas no texto aprovado pelo Congresso.
O presidente agradeceu aos trabalhadores que participaram das manifestações e aos senadores favoráveis à PEC. Também manifestou confiança na preservação da conquista e afirmou que a mudança nasceu de uma reivindicação histórica da população, e não apenas de uma decisão institucional.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14/10) o projeto de lei que aumenta o teto de faturamento anual do MEI (microempreendedor individual) e perdoa cerca de R$ 15 bilhões em dívidas desse grupo. O placar foi de 461 votos a favor e apenas quatro contra. A proposta foi incluída na pauta após acordo da gestão petista com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto vai ao Senado.
Se virar lei, o limite do MEI passará de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O governo estima impacto de R$ 8,1 bilhões entre 2027 e 2029. O relator Rubens Pereira Jr. (PT-MA) acatou emenda que ampliou o perdão para incluir também débitos não inscritos na Dívida Ativa da União.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, afirmou que a mudança vai contemplar cerca de R$ 3 bilhões em dívidas, somando-se aos cerca de R$ 12,6 bilhões projetados inicialmente. “Isso foi discutido com o governo hoje, não foi feito sem o conhecimento do governo e a gente avançou para que pudesse haver também esse perdão das dívidas não inscritas. Na prática, isso aumenta o benefício para os empreendedores, permite que mais empreendedores possam se negativar e sair da situação de dívida”, declarou.
Além do reajuste no teto de faturamento do microempreendedor, o projeto aprovado permite que o MEI possa contratar até dois empregados, que devem receber um salário mínimo ou o piso da categoria a qual ele pertence. Hoje, o limite é de apenas um funcionário. O texto também libera a contratação temporária para substituir empregados que estejam afastados.
O texto ainda aumenta o valor mínimo de licitações exclusivas para micro e pequenas empresas, de R$ 80 mil para cerca de R$ 100 mil.
Rubens Pereira Jr. foi escolhido nesta quarta depois de o relator da comissão especial para discutir a proposta, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), rejeitar a posição por não concordar que o teto do Simples Nacional ficasse de fora do texto. Goetten defendia aumentar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.
Em discurso no plenário, Hugo Motta afirmou que a comissão, presidida por Any Ortiz (PP-RS), vai seguir discutindo esse ponto, mas defendeu que o texto com mudanças só em relação aos microempreendedores deveria ser analisado. Mencionou que não há cálculo do impacto de uma mudança no Simples Nacional. “Penso que não é justo segurarmos um reajuste que está pactuado com o governo e tem espaço fiscal para o ano que vem, em detrimento de uma outra demanda”, afirmou.
A discussão no plenário foi iniciada sem um parecer do relator e foi contaminada pelo debate eleitoral. Houve reclamação de deputados de oposição, como Kim Kataguiri (Missão-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP), que tentaram retirar o texto da pauta e acusaram a medida de ser populista e eleitoreira. “Essa Casa já dispensou dívida de tanta gente, inclusive dos grandes, e não vejo essa reclamação”, rebateu Rubens Pereira Jr. em seu discurso.
Alto Paraíso de Goiás (GO) – O som não para. A música não se aquieta. Os tambores ressoam pela Vila de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás, a 426 km de Goiânia, expandindo até o sábado (17) as raízes ancestrais na Chapada dos Veadeiros. É o 26º Encontro de Culturas Tradicionais.
Durante 12 dias, mestres da cultura popular, comunidades quilombolas, povos originários e artistas de diferentes regiões do país passaram pela vila. Só coisa fina. Tem shows, rodas de conversa, exposições e feiras nas ruas e espaços culturais de São Jorge, no nordeste goiano.
Desde terça-feira (6), o horizonte do Cerrado abraçou os encantos de um Brasil profundo e belo, acolhendo a linhagem que sustenta a nossa identidade. Na programação, as reflexões acadêmicas se misturaram aos ensinamentos populares. Sem hierarquia, restou o diálogo.
É o que acredita o produtor Juliano George Basso, idealizador do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada. Desde 2001, ano em que instituiu o evento, ele atua na criação de espaços de convivência, circulação e reconhecimento para culturas populares e tradicionais.
“O Encontro celebra a pluralidade que nos constitui como país”, salienta Juliano, também coordenador da Aldeia Multiétnica e ativo na articulação da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge junto aos mestres, povos indígenas, comunidades e parceiros públicos e privados.
Para ele, o Encontro de Culturas é um espaço em que diferentes grupos compartilham seus conhecimentos. O passado, crê Juliano, lança pontes ao futuro. “Enquanto houver memória, haverá caminhos para seguir”, atesta o curador, enfatizando a importância da oralidade.
Com cerca de 600 moradores, o distrito de São Jorge situa-se a 36 km de Alto Paraíso. Suas ruas são de terra vermelha. Na vila, os sotaques e as línguas estrangeiras misturam-se, encantados diante da beleza cerratense. Há fartura de pousadas, restaurantes e ecoturismo.
Dali também se chega ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, um imenso relicário ecológico criado por meio de decreto do presidente Juscelino Kubitschek, em 1961. Batizado à época como Parque Nacional do Tocantins, a área atualmente é administrada pelo ICMBio.
Encontro de Culturas congrega mestres e mestras em uma celebração da diversidade ancestral que formou a sociedade brasileira | Foto: Michelly Matos
Santuário
O Encontro de Culturas, portanto, acontece neste santuário ecológico-ancestral. Entre socioeducação e oportunidades sustentáveis, as atividades incluem a Escola do Povoado de São Jorge, até sábado (17), das 8h às 17h. No palco principal, shows emocionaram a todos.
A noite derradeira, em ritmo folk rural, teve a viola do músico Renato Teixeira. Por minutos, talvez uma hora e tanto, o artista dedilhou acordes que entoaram os sons caipiras. Teixeira, na segunda (12), cantou: “Como eu não sei rezar/ Só queria mostrar/ Meu olhar, meu olhar.”
Nos próximos dias, o Encontro alcança o fim. A arte, porém, segue: com início ontem, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge recebe Encontros Transformadores, nos quais haverá diálogo, roda de prosa e aula-espetáculo. A agenda prossegue e, sendo assim, o público se deleita.
Muitos contemplam a mostra “Garimpeiros de Cristal de São Jorge”. Este repórter, enquanto batuca as sílabas da civilização, se acha ouvindo o samba-funk-soul do inigualável Jorge Ben Jor: “Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge.” Só a arte e a música salvam.
Ao congregar mestres e mestras das culturas tradicionais, Juliano George Basso acentua a força do Encontro de Culturas. Segundo ele, cujo trabalho conecta cultura e educação, a iniciativa tem sua força tanto nas manifestações artísticas quanto nos vínculos construídos.
“O Encontro é um lugar onde o Brasil reconhece a riqueza de suas próprias raízes. Cada povo traz seus conhecimentos, suas músicas e suas histórias, e dessa partilha nascem novas possibilidades”, diz. “Queremos que os mestres sejam ouvidos, que os jovens se reconheçam nessas tradições e que cada pessoa leve consigo a experiência de aprender com o outro.”
De carro, siga até Brasília e depois pegue a BR-020 em direção a Formosa. Em seguida, vá pela BR-010 e pela GO-118 até Alto Paraíso. Ao chegar em Alto Paraíso, acesse a GO-239 até São Jorge. O som não para. A música não se aquieta. Os tambores ressoam. É só curtir.
Tambores ressoam pela vila e dão o tom para o encontro cultural que ocorre na Chapada dos Veadeiros, em Goiás | Foto: Michelly Matos
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou conteúdo com jovens nesta quarta-feira (14/10). A gravação faz parte da movimentação da campanha nesta etapa da disputa eleitoral.
Na gravação, Lula aparece com óculos inusitados. O acessório chamou a atenção nas redes sociais e integra a estratégia de aproximação com o público jovem.
O presidente também fez o gesto de hang loose, mesmo sem um dedo mindinho. A cena repercutiu entre internautas e apoiadores.
Em busca de uma virada no segundo turno, a campanha do petista aposta em conteúdo para redes sociais. A gravação foi publicada pelo perfil @brasilcomlula.
Uma onça-pintada prenha foi flagrada sobre o galho de uma árvore na região da Estância Caiman, em Miranda (MS), no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Nas imagens, o abdômen do animal aparece bastante volumoso e pressionado contra o galho.
A cena chamou a atenção pela raridade do comportamento e pelo aspecto físico do felino. O biólogo Milton Longo analisou o registro e apontou que o tamanho da barriga indica algo além de uma refeição recente.
O registro foi feito pelo técnico em agropecuária Adriel Abreu, que mora na região e trabalha no Pantanal diariamente. Ele disse que acompanha o animal há algum tempo e percebeu os sinais de gestação.