O Paredes, da Liga 3, eliminou hoje o Famalicão, da I Liga, da Taça de Portugal de futebol, ao vencer por 1-0, num encontro da terceira eliminatória decidido por Miguel Moreno.
O avançado marcou aos 40 minutos e garantiu o apuramento para a quarta ronda, numa partida em que o guarda-redes Fábio Matos também foi decisivo para o triunfo dos anfitriões.
Vice-líder da Série A da Liga 3, o Paredes entrou melhor, apoiado pelos seus adeptos, e conseguiu condicionar a equipa de Carlos Carvalhal, que só criou perigo uma vez antes do intervalo.
Aos 16 minutos, Romeo Beney tentou surpreender com um remate em arco, mas encontrou uma grande defesa de Fábio Matos, que manteve o nulo.
O golo surgiu aos 40, quando João Vigário lançou Miguel Moreno nas costas da defesa famalicense. O atacante ganhou em velocidade e rematou colocado, dando vantagem aos locais pouco antes do descanso.
Na segunda parte, o Famalicão procurou empatar, mas voltou a esbarrar em Fábio Matos. Aos 63 minutos, o guarda-redes negou o empate a Sorriso, que rematou no interior da área, e, aos 67, voltou a destacar-se perante uma tentativa de Aboubakar.
A equipa minhota não conseguiu evitar a eliminação, depois de ter perdido por 4-1 com o Alverca no campeonato, enquanto o Paredes prolongou o bom momento na Taça.
Após o apito final, registaram-se momentos de tensão, com agressões, insultos e empurrões, num desfecho marcado pela exaltação de ânimos.
Ficha de Jogo
Jogo disputado no Estádio Municipal das Laranjeiras, em Paredes.
Paredes – Famalicão, 1-0.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores
1-0, Miguel Moreno, 40 minutos.
Equipas
– Paredes: Fábio Matos, Pedro Araújo, Dénis Duarte, Gustavo Fernandes, João Vigário (Francisco Canário, 65), Brais Val, Diogo Silva, Daniel Rodrigues (Ruca, 73), Miguel Moreno (Yuk Jin-Young, 86), Franco Almara e Erik Santana.
(Suplentes: Tiago Gonçalves, Zé Oliveira, David Veiga, José Macedo, Diogo Outeiro, Vasco Rocha, Francisco Canário, Ruca e Yuk Jin-Young).
Treinador: Agostinho Bento.
– Famalicão: Zlobin, Rodrigo Pinheiro, Leo Realpe, Victor Rofino, Gustavo Garcia (Pedro Bondo, 56), Van de Looi (Salas, 90), Mathias Amorim, Tamaz Szukcs (Pedro Santos, 56), Romeo Beney (Gil Dias, 56), Sorriso e Koustias ((Abubakar, 64).
(Suplentes: Garbriel Cabral, Marcos Peña, Pedro Bondo, Serafimovic, Abubakar, Pedro Santos, Paulo Moreira, Salas, Gil Dias).
Treinador: Carlos Carvalhal.
Árbitro: Miguel Fonseca (AF Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Rodrigo Pinheiro (58), Pedro Araújo (73), Pedro Bondo (90+5), Aboubakar (90+5), Salas (90+5). Cartão vermelho direto para Gil Dias (após o apito final).
As atividades relacionadas ao setor de minerais críticos e estratégicos (MCE) para o Brasil somaram 129.423 empregos, em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos da indústria extrativa mineral do país.
Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.
As unidades da federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).
Além dos dados sobre empregos, o painel permite consultar informações sobre o perfil dos trabalhadores, remuneração média e as 21 substâncias relacionadas a essas atividades, entre elas, alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio.
A análise do mercado formal de trabalho da indústria extrativa mineral da plataforma foi realizada a partir dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Perfil dos trabalhadores
De acordo com os dados do portal, a participação masculina (100.765 empregos) equivale a 78% do total de empregos relacionados a minerais críticos e estratégicos (129.423). As mulheres ocupam os 22% restantes, 28.658 postos.
No gráfico de empregos, relacionados aos MCE, 51.714 são de mão de obra qualificada, o equivalente a 23% de todos os empregos.
Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, que representa 14%. Destes mais de 30 mil postos de trabalho, 19.060 são ocupados por homens e 11.647, por mulheres.
Quando considerados os empregos gerados por tipo de mineral, o extrativismo que mais emprega é do ferro (70.027 postos de trabalho). Seguido por metais preciosos que somam 21.313 empregos.
Remuneração
Em 2025, as remunerações médias dos trabalhadores de níveis de escolaridade fundamental, médio e superior foram respectivamente de R$ 3.218; R$ 4.142 e R$ 11.856.
Localidades
O portal também mostra a distribuição territorial dos municípios produtores com um mapa geoespacial.
Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em Parauapebas, são 8.234 trabalhadores (71,4% do gênero masculino e 28,6% do gênero feminino), sendo 1.851 com nível superior.
Em Nova Lima, dos 8.218 empregados (63,3% do gênero masculino e 36,7% do gênero feminino), 4.776 tem nível superior.
Em Congonhas, são 7.114 trabalhadores (73,2% do gênero masculino e 26,8% gênero feminino), sendo 1.234 trabalhadores com nível superior.
Produção
Para contribuir com a transparência e a divulgação de informações sobre o desempenho da mineração no país, o site apresenta informações de exploração, valor investido e produção e comércio exterior.
De acordo com os indicadores, em 2025 o país tinha 1.012 áreas em produção que resultaram em R$ 250,4 bilhões ao país.
Espécie de resposta ao método “helicóptero”. Porque a maternidade não tem de ser controladora – e não é perfeita. Primeiro, a distinção. O método “helicóptero” na educação lá em casa é quando os pais controlam muito os filhos, estão sempre “em cima” deles. Não dão autonomia. É um estilo de parentalidade e acompanhamento caracterizado pela superproteção e pelo controlo excessivo. Os pais estão sempre a “sobrevoar” a vida dos filhos, monitorizando cada passo. Agora, as “mães beta”. É uma resposta, em jeito de contraste, ao método anterior: defende que os filhos precisam de espaço para experimentar, cometer erros e ganhar
Além do protesto marcado para o final do mês, o Movimento Casa para Viver reforçou também que para o dia 14 de novembro está também prevista uma manifestação nacional contra a crise na habitação.
Inquirido sobre as propostas anunciadas pelo Chega, Pureza acusou Ventura de ter dedicado mais de metade da conferência de imprensa à imigração enquanto votou favoravelmente o regime dos vistos 'gold'.
O Governo anunciou na quarta-feira a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, incluindo a parcela de 5% reservada aos trabalhadores e os ajustamentos financeiros previstos
Novos confrontos eclodiram em Paris neste domingo (18), um dia depois de a França ter vivido um dos piores dias de agitação dos últimos anos, com protestos contra os preços altos que deixaram um manifestante morto, milhares de pessoas presas e lojas saqueadas ou danificadas em todo o país.
Manifestações em todo o país se transformaram em tumultos no sábado, com uma prefeitura incendiada, lojas saqueadas e prédios cobertos de pichações, enquanto grupos violentos entraram em confronto com a polícia em cidades por todo o país.
Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris. A polícia realizou mais de 2 mil prisões em toda a França, enquanto mais de 600 policiais ficaram feridos, informou o ministro do Interior.
Chamas e fumaça nas ruas de Paris, durante protestos da população contra os custos de vida e a alta dos preços dos combustíveis - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução
“Aqui parece uma zona de guerra”, disse o empresário holandês Tije De Boer, que havia vindo a Paris com seus filhos para visitar um amigo e afirmou que os protestos o forçaram a deixar seu hotel na Place de la République, um dos pontos mais conturbados no sábado (17).
A polícia voltou a lançar gás lacrimogêneo contra os manifestantes na Place de la République e bicicletas foram incendiadas na tarde de domingo, um sinal de que as tensões ainda não haviam se acalmado totalmente na capital.
Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades no sábado, marcando a convergência de um movimento estudantil que já dura um mês com um descontentamento social mais amplo contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.
Carro incendiado perto da estátua de Marianne, na Place de la Rèpublique - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução
O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h, horário local, no domingo, informou seu gabinete.
Os distúrbios de sábado revelaram a profunda raiva contra Macron, que deixará o cargo em 2027 após uma década no poder cada vez mais marcada pelo descontentamento social, uma economia fraca e uma dívida galopante.
O governo atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e ultra-esquerda, bem como a criminosos que, segundo o governo, instigaram os saques.
O líder da extrema direita francesa, Jordan Bardella, afirmou que a França havia sido “humilhada” e pediu que Macron renunciasse.
“Estamos pagando por décadas de negligência, perda de autoridade e pelo desarmamento moral, psicológico e material de nossas forças de segurança interna”, disse ele durante visita a uma delegacia de polícia em Paris.
Lojas danificadas
Ruas comerciais foram tomadas por incêndios provocados pelos manifestantes - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução
Enquanto centenas de milhares protestavam pacificamente, grupos marginais violentos atacaram prédios públicos, saquearam butiques de luxo e supermercados e atacaram veículos e policiais.
Uma operação maciça de limpeza teve início em cidades que vão de Lille, no norte, a Marselha, no sul, e de Estrasburgo, no leste, a Bordeaux, no sudoeste, onde uma multidão mascarada invadiu a residência do prefeito local.
O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou que várias centenas de lojas foram danificadas no sábado.
Em Limoges, no sudoeste da França, o prefeito Guillaume Guerin denunciou o caos após a prefeitura da cidade, de 143 anos, ter sido incendiada e amplamente destruída em um ataque criminoso no sábado, o que gerou comparações com o incêndio de 2019 que devastou a Catedral de Notre-Dame, em Paris.
“Houve uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura, e as pessoas que estavam lá dentro temeram por suas vidas”, disse Guerin à Reuters. Ele ameaçou renunciar caso a cidade não recebesse os recursos necessários para reparar a prefeitura.
Caminhão dos Bombeiros trabalha no rescaldo do incêndio ocorrido na noite de Sábado, na prefeitura de Limoges, na França - Reuters/Clotaire Achi/proibida reprodução
Eleições
Os distúrbios aumentaram a pressão sobre o presidente Macron e seu governo antes da eleição presidencial prevista para o próximo ano. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu os distúrbios à “extrema esquerda” e aos criminosos.
O ministro da Economia, Roland Lescure, prometeu apoio no domingo aos empresários que sofreram prejuízos. “Quem destruir coisas vai pagar, reparar os danos e ser responsabilizado por sua intenção de semear o caos”, disse Lescure em comunicado.
O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, disse que até 100 lojas foram saqueadas em sua cidade, enquanto o prefeito de Marselha, Benoit Payan, anunciou ajuda financeira de emergência para apoiar as empresas afetadas pela violência.
O presidente-executivo da rede francesa de varejo Carrefour, Alexandre Bompard, disse à emissora francesa BFMTV que 50 lojas da empresa foram danificadas, incluindo 20 que foram saqueadas, com prejuízos decorrentes dos danos chegando a dezenas de milhões de euros.
Os protestos começaram no mês passado devido às condições das escolas e à escassez de professores nos subúrbios da classe trabalhadora, antes de se transformarem em um movimento contra a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida.
*Reportagem adicional de Natasa Bansagi, Janis Laizans, Abdul Saboor e Clotaire Achi
O Chega vai apresentar um “pacote legislativo de emergência” para a habitação, propondo aumentar as deduções em IRS, e admitiu défice orçamental para financiar este plano. Numa conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura defendeu a necessidade de um entendimento entre os partidos para aprovar medidas que possam “tocar verdadeiramente nos pontos que interessam em matéria da habitação em Portugal e dos grandes problemas” dos últimos anos.
O Chega vai propor “a reavaliação dos benefícios fiscais de quem está em Portugal com muito dinheiro para comprar casas“, uma revisão do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e um aumento em 50% das deduções em IRS relativas a rendas e prestações do crédito à habitação.
Questionado sobre se a aplicação destas propostas pode comprometer o excedente orçamental previsto para o próximo ano, André Ventura admitiu que “vale a pena correr o risco” de ter défice se isso significar uma melhoria nas condições de habitação dos portugueses.
“Porque não interessa de nada termos um país de contas ricas com pessoas pobres. Sinceramente, não interessa de nada termos um país com contas certas com pessoas todos os meses com contas incertas. Eu acho que é esse cálculo que temos que fazer”, defendeu.
Questionado sobre se este pacote significa que o acordo com o PSD para alterar a lei do arrendamento fica sem efeito, Ventura frisou que o que foi acordado foi um conjunto de alterações que o Governo deveria fazer na discussão na especialidade e que esse processo ainda não avançou.
“Até ao momento não tivemos nenhum sinal de que o Governo quisesse corrigir isto, mas o processo também ainda não começou”, disse, enfatizando que se o executivo “não corrigir” o diploma, as alterações à lei do arrendamento “não passarão”.
Em relação às manifestações pela habitação e a nova lei do arrendamento proposta pelo Governo, o líder do Chega antecipou que se nada for feito os protestos escalem “com mais força, mais garra, mais ambição” e a adesão de outras organizações, inclusive partidos políticos.
“Pode deixar de ser uma manifestação ou um grupo de manifestações minoritárias e tornarem-se verdadeiramente gritos de insatisfação transversais à sociedade com associações, partidos, movimentos“, considerou, frisando que o “Chega lutará pela habitação se o problema da habitação não for resolvido”.
Termina neste domingo (18) o prazo para que os candidatos inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 selecionem o idioma de preferência para a prova de língua estrangeira. As opções são inglês ou espanhol e a escolha deve ser feita na Página do Participante.
Pela primeira vez, o exame nacional contou com inscrição automática para estudantes concluintes do ensino médio na rede pública com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.
De acordo com a retificação do Edital nº 64/2026 do Enem, se o participante nessas condições perder o prazo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará a prova de inglês, e o participante não poderá alterar a opção.
A prova de língua estrangeira conta com cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
Questionário socioeconômico
O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.
Provas
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Enem 2026
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Ou colocamos no lixo comum, ou guardamos em casa aparelhos fora de uso, ou descartamos um aparelho que nunca foi utilizado. Um em cada seis compradores de tecnologia de consumo rápido que participaram num estudo em Portugal admitiu já ter colocado no lixo comum ou em contentores errados pequenos equipamentos elétricos desse tipo. Os dados foram hoje divulgados pela associação Electrão, no Dia Internacional dos Resíduos Elétricos, este ano dedicado ao tema da tecnologia de consumo rápido, ou ‘fast tech’, e fazem parte de uma análise ao comportamento dos consumidores de 12 países, numa iniciativa da organização WEEE Forum. Segundo
A semana arranca com os dados do crescimento da segunda maior economia do mundo – a chinesa – que deverá ter registado uma expansão de 4,4% no terceiro trimestre, alicerçada pela procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados.
A época de resultados prossegue, com números da Netflix, Tesla e Meta entre outras em Wall Street, enquanto deste lado do Atlântico, no índice PSI é a fabricante de pasta e papel The Navigator Company a dar arranque à season.
Os investidores vão estar atentos à primeira leitura dos PMI de outubro para avaliar a atividade económica nas várias regiões esta sexta-feira, no mesmo dia em que a muito fustigada dívida soberana francesa enfrenta novo teste – desta vez uma avaliação (e provável corte) da notação pela Moody’s.
Segunda-feira, 19 de outubro
China divulga PIB do terceiro trimestre (04h00)
“A China dá início à semana na segunda-feira e prevê-se que o crescimento da produção industrial aumente para 5,3% em setembro, face aos 5,2% anteriormente, e que o crescimento das vendas a retalho passou de 0,4% para 0,5%”, sinalizou Stefan Rondorf, estrategista sénior de investimento na Allianz Global Investors.
Quanto ao PIB do terceiro trimestre, a média das projeções dos 50 economistas consultados pela Reuters aponta para um crescimento de 4,4%, uma ligeira aceleração face aos 4,3% do segundo trimestre. A forte procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados tem mantido a economia chinesa em movimento, mesmo com a procura interna a permanecer irregular e os custos mais elevados da energia a fazerem-se sentir. As exportações têm-se mantido estáveis, apesar do delicado equilíbrio comercial da China com os EUA e a UE.
A época de resultados em Wall Street continua e, segundo dados da LSEG, prevê-se agora que os lucros das empresas do índice S&P 500 tenham registado um aumento homólogo de 30,7% no terceiro trimestre, acima dos 30,6% previstos na semana anterior.
A Netflix apresenta resultados depois de na semana passada ter sido noticiado que a empresa está a despedir 6% da sua força de trabalho, ou seja, cerca de mil funcionários, na sua maior onda de despedimentos desde 2022, de acordo com um memorando interno a que a Reuters teve acesso, numa altura em que a pioneira do streaming enfrenta forte concorrência por parte de rivais tradicionais e do YouTube na conquista de espetadores.
Em julho, as ações da Netflix tombaram mais de 10% depois de ter previsto mais um trimestre de crescimento mais lento das receitas e ter revisto em baixa os dados relativos à audiência, alimentando receios de que o crescimento, superior ao da indústria, possa ter atingido o pico.
INE divulga taxas de juro implícitas no crédito à habitação (11h00)
Porque é importante e o que esperar:
Numa altura em que se aguarda mais um aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu até ao final do ano e em que crescem as manifestações pelo direito à habitação, o INE apresenta os dados de quanto custou o crédito para casa em setembro.
Em agosto, a taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162%, mais 2,7 pontos base do que em julho, tratando-se do quarto mês consecutivo de subida. Nos contratos celebrados nos três meses anteriores (entre maio e julho), a taxa manteve-se em 2,910%, o mesmo valor apurado em julho.
Navigator inaugura época de resultados no PSI (após o fecho da bolsa)
Se nos EUA prevê-se um crescimento dos lucros de perto de 30 % em relação ao ano anterior, na Europa é de cerca 21%. “Fora do contexto de recuperação económica após uma recessão, estes são valores excecionalmente elevados“, realçou Stefan Rondorf, da Allianz GI.
Em Portugal, é a Navigator que dá o tiro de partida aos resultados das cotadas do índice PSI. No O último conjunto de resultados da produtora de pasta e papel não foi, no entanto, de boa memória, pois a empresa encerrou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 49,1 milhões de euros, o que representa uma quebra de 42,3% face aos 85 milhões reportados no período homólogo de 2025.
Numa primeira metade do ano marcada por tempestades em Portugal e pela guerra no Médio Oriente, as contas da papeleira portuguesa foram afetadas pela “escalada dos custos de matérias-primas, energia e logística”. Um novo programa de corte de custos variáveis vai ajudar empresa a compensar metade do agravamento dos preços, este ano, e vai ter impacto positivo anual de 28 milhões a partir de 2027.
Banco de Portugal divulga dados sobre Certificados (11h00)
Porque é importante e o que esperar:
A poupança nos certificados do Estado tem continuado a aumentar, com as famílias a manterem um forte interesse em Certificados de Aforro, num momento em que juros continuam a subir, acompanhando a Euribor.
O Banco de Portugal divulga os dados de setembro, depois de no mês anterior os Certificados de Aforro terem captado 753 milhões de euros , elevando para 44,6 mil milhões o valor investido pelas famílias nestes produtos. No entanto, em sentido contrário, os Certificados do Tesouro registaram mais um mês negativo em agosto, elevando para 1,3 mil milhões o volume de saídas registadas nos primeiros oito meses do ano.
‘Flash’ PMI medem pulso da atividade global em outubro
Porque é importante e o que esperar:
“Os PMI deverão ser os dados económicos mais importantes da semana“, identificou Stefan Rondorf, da Allianz GI. Na Zona Euro, “A questão fundamental é saber se os preços da energia persistentemente elevados ou a incerteza política em França e na Alemanha terão pesado sobre o clima empresarial, que tem vindo a melhorar nos últimos meses, ou se outros motores de crescimento poderão compensar esta situação.
Os Purchasing Managers’ Indices, ou Índices dos Gestores de Compras, são publicados mensalmente em relação a mais de 40 economias. Os dados são obtidos através de sondagens a executivos séniores do setor privado, com questões sobre o PIB, inflação, exportações, utilização de capacidade, emprego e inventários. Os painéis são escolhidos por setor para produzir, entre outros, índices sobre os setores da manufatura, serviços, construção ou o setor privado como um todo. Os índices variam entre 0 e 100, com uma leitura acima de 50 a indicar um aumento geral em comparação com o mês anterior e abaixo de 50 uma diminuição geral.
Na estimativa rápida para outubro, os analistas do Lloyds Bank prevêem para a Zona Euro que “o impacto das condições financeiras mais restritivas e do recente novo aumento dos preços globais da energia se reflitam numa queda do PMI composto preliminar de outubro para 52,8, face ao valor de 53,1 registado em setembro”. Para o PMI composto dos EUA esperam “que se mantenha em linha com um crescimento forte, embora com uma moderação em relação ao
máximo de cinco anos de 58,4 registado em setembro”.
Sob intensa pressão no mercado secundário, a dívida soberana francesa enfrenta novo teste, desta vez à notação financeira. A Moody’s deverá atualizar a sua notação Aa3 e atualmente a perspetiva é negativa, o que significa que é mais provável que a próxima decisão seja um rebaixamento dessa classificação.
A agência alertou no início de outubro que as perspetivas de a França aprovar o seu orçamento para 2027 são altamente incertas, uma vez que se aproximam as eleições presidenciais e a provável fragmentação política que se seguirá não facilitará a consolidação orçamental.
Não é uma questão de ser socialista ou liberal. É uma questão de decidir para onde queremos canalizar o investimento para a criação de mais habitação:
• Reservar a compra de imóveis com licença de habitação a pessoas singulares. As empresas poderiam investir em terrenos, ruínas e projetos de construção e reabilitação, contribuindo para aumentar a oferta.
Solução de curto prazo, se não for suficiente: Empresas e Fundos de Investimento terem de vender para pessoas singulares os seus imóveis residenciais com licença de habitação em 3 anos.
• Facilitar a construção de hotéis e limitar alojamentos locais. O crescimento do turismo deve ser acompanhado por capacidade de alojamento turístico própria.
Solução de curto prazo se não for suficiente: duplicar o IMI especial a ALs e canalizar esse montante apenas para a construção de habitação pública.
• Aumentar o IMI de proprietários não residentes, com salvaguardas para emigrantes e situações justificadas, e reforçar a tributação de casas de luxo. A receita adicional ficaria expressamente destinada à construção e reabilitação de habitação pública.
Solução de curto prazo se não for suficiente: Duplicar o IMI para as residências de extremo luxo.
• Agravar progressivamente o IMI de casas habitáveis mantidas devolutas, salvaguardando obras, heranças em resolução e impedimentos comprovados.
Solução de curto prazo, se não for suficiente: expropriar para habitação jovem ao preço de mercado, caso não haja resposta em 1 ano útil. Jovens que emigram têm retirados os direitos à habitação jovem.
• Reduzir a carga fiscal sobre quem coloca imóveis no arrendamento de longa duração a preços acessíveis.
Solução de curto prazo se não for suficiente: Reduzir mesmo o IRS.
• Acelerar o licenciamento, para dias e não anos, e mobilizar terrenos e edifícios públicos sem utilização, com metas de execução e prestação pública de contas.
Solução de curto prazo se não for suficiente: Não-Objecção por defeito.
• Investir em transportes e infraestruturas para tornar mais zonas atrativas para viver.
Solução de curto prazo, se não for suficiente: transporte sem custo.
Estas propostas exigem enquadramento jurídico e uma avaliação dos seus efeitos.
Mas o princípio é claro: os incentivos públicos devem premiar quem constrói, recupera e disponibiliza habitação.
O investimento deve ajudar a criar mais casas.
E a receita fiscal gerada pelo património deve contribuir para que mais pessoas tenham acesso a uma.
Simples. Concordas? Agora deseduca toda a gente para esquecer as suas ideologias que só nos torna cegos. E educa como devemos andar para a frente.
A segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) terá um total de R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas de todos os portes que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O financiamento irá fomentar 114 projetos inovadores e de risco tecnológico com impacto no desenvolvimento regional e relevância social.
A complementação de R$ 150 milhões no edital foi anunciada nesta sexta-feira (16) pela ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos. O valor inicial previsto era de R$ 300 milhões.
“É mais investimento chegando às empresas, mais oportunidades para pesquisadores e pesquisadoras, mais conhecimento transformado em tecnologia. E essa chamada não é uma ação isolada, ela faz parte da transformação que estamos promovendo”, disse a ministra.
Entre os projetos aprovados inicialmente, 75% são de microempresas (faturamento abaixo de R$ 1 milhão) e empresas de pequeno porte (faturamento de R$ 1 milhão até R$ 4,8 milhões).
O valor inicial da chamada está distribuído de acordo com as regiões:
Norte: R$ 50 milhões;
Centro-Oeste: R$ 100 milhões;
Nordeste: R$ 150 milhões.
“Esta chamada de subvenção é mais um importante passo das ações da Finep para a redução das assimetrias e o desenvolvimento regional. É uma oportunidade para que o estado compartilhe o risco do desenvolvimento tecnológico com as empresas”, afirmou Luiz Antônio Elias, presidente da Finep.
Reuters noticiou que saída antecipada pode consumar-se já nas próximas semanas. Lagarde queria "águas calmas" para sair mas deverá ter de fazê-lo no meio da turbulência que envolve o seu país-natal.
Quanto valor retiram os consumidores dos seguros que contratam? Esta é a questão a que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) quer responder com o lançamento de um questionário. O inquérito pretende para avaliar a perceção dos clientes sobre os produtos disponíveis no mercado, tendo em conta o preço, as coberturas e os serviços prestados pelas seguradoras.
O regulador quer recolher respostas de tomadores e beneficiários de seguros para perceber se os produtos correspondem às reais necessidades e expectativas de quem os utiliza e se a oferta do mercado responde a esta procura, utilizando as conclusões do questionário para reforçar os mecanismos de proteção dos consumidores e orientar futuras medidas de supervisão no mercado nacional.
Os resultados desta iniciativa serão conhecidos a 20 de novembro, no 1.º Fórum do Consumidor de Seguros, que será transmitido em direto no site da ASF.
Da rua aos centros comerciais, incluindo formato outlet, várias marcas nacionais e estrangeiras abriram portas enquanto o país foi a banhos, e já na rentrée. Um guia das novidades.
A Kave abriu portas em Matosinhos no final de setembro
O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?
A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta os jovens, as famílias e os trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos. Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.
Nos últimos anos, o AL tornou-se um dos principais alvos das políticas habitacionais. A ideia é simples: reduzir os alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar os preços. Mas a realidade é mais complexa.
Lisboa perdeu uma parte significativa dos seus registos de AL nos últimos anos, sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Este facto não prova que o AL não tenha impacto na habitação; demonstra, isso sim, que cancelar registos não garante, por si só, mais casas disponíveis ou rendas mais acessíveis.
Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.
A crise é também de oferta
Como tem sido defendido pelo economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.
No Algarve, a análise exige ainda mais cuidado. Albufeira não é Faro, Lagos ou um município do interior. As realidades habitacionais variam entre concelhos e até entre freguesias. Precisamos de dados locais que permitam perceber onde existe pressão habitacional, quais as suas causas e que medidas podem produzir resultados.
Também merece reflexão a utilização de apartamentos como escritórios, consultórios, clínicas e outros espaços profissionais. São atividades legítimas, mas importa estudar quantas frações poderiam, legal e tecnicamente, regressar à habitação e se algumas destas atividades poderiam ocupar espaços comerciais devolutos. Não se trata de proibir, mas de avaliar todas as possibilidades de aproveitar melhor o património imobiliário.
Uma política habitacional eficaz deve, por isso, facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e criar condições para aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.
Liberdade com responsabilidade
Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.
Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir que as regras sejam claras, proporcionais e fundamentadas, protegendo o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.
Também a discussão europeia sobre a regulação do alojamento de curta duração deve ser conduzida com clareza e proporcionalidade. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem levantado preocupações quanto à falta de clareza e aos riscos de restrições desproporcionadas. O impacto do AL deve ser avaliado com dados e medidas adequadas à realidade de cada território, não com soluções uniformes para problemas diferentes.
O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Significa reconhecer que habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.
O que deve fazer Albufeira?
Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos à disponibilização de casas para arrendamento permanente.
Precisa também de limpar e atualizar os registos de Alojamento Local, identificando estabelecimentos que já não estão em atividade, não dispõem do seguro obrigatório ou não cumprem os requisitos legais. A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências legalmente previstas, garantindo os direitos dos titulares.
Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.
O objetivo não pode ser simplesmente reduzir o número de alojamentos turísticos. Tem de ser aumentar as possibilidades reais de os residentes encontrarem uma casa onde possam viver.
Menos ideologia, mais resultados
A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando os problemas, removendo Obstáculos e avaliando as políticas pelos seus resultados.
A minha experiência profissional na gestão de Alojamento Local e a minha ligação à Delegação do Algarve da ALEP permitem-me acompanhar as dificuldades de proprietários e operadores. Essa experiência reforça a importância de ouvir diferentes intervenientes e de tomar decisões baseadas em factos.
No Algarve, a pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar. É quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.
Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.
“Há efetivamente um movimento de acumulação de riqueza que está a empobrecer quem depende do seu trabalho”. Luís Montenegro tem sido um dos alvos dos manifestantes pelo direito à habitação, sobretudo no Porto, e essencialmente depois de ter usado a palavra “egoístas” – que já reforçou que não era sobre os manifestantes. O primeiro-ministro foi também um foco da análise de Margarida Davim, que sugeriu que Montenegro vive noutra realidade e, por isso, não consegue colocar-se no lugar de quem não consegue pagar uma renda ou comprar uma casa. “Comprou a pronto dois T1 na Lapa por quase 800 mil