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Cindy Crawford rompe su silencio tras la muerte de su hijo con una desgarradora carta: "Hasta que nos encontremos de nuevo"

18 October 2026 at 20:42

Cindy Crawford ha roto su silencio tras el trágico fallecimiento de su hijo Presley, ocurrido el pasado 20 de septiembre, a los 27 años de edad. Lo ha hecho con uan desgarradora carta que ha publicado en su perfil de Instagram.

"Tenemos más que el corazón roto por la pérdida de nuestro amado hijo y hermano. Nos sentimos muy afortunados de haber tenido a Presley en nuestras vidas durante 27 años. Era un alma dulce y hermosa que amó y es amado, ahora y siempre. Estamos muy orgullosos de cómo se desenvolvió en el mundo, con bondad y vulnerabilidad", ha escrito la supermodelo en nombre de su familia.

"Agradecemos las muestras de amor y apoyo de tantas personas que conocen y aman a nuestra familia, e incluso de desconocidos que comparten nuestro dolor", ha continuado, para despedirse de él: "Hasta que nos encontremos de nuevo, nuestro dulce niño. Te amamos por siempre, mamá, papá y Kaia".

Hace unos días, la modelo y su marido, Rande Gerber, volvían a aparecer en público tras el trágico final de su hijo. En las imágenes, que ofrecía en exclusiva el portal TMZ, el matrimonio aparece cogido de la mano durante una salida.

Según publicaba hace unos días el portal estadounidense RadarOnline, el matrimonio está barajando la posibilidad de emprender acciones legales tanto contra el centro de rehabilitación donde se encontró muerto al joven como contra su terapeuta.

Ha sido una fuente cercana la que ha asegurado que los padres del modelo "no solo quieren respuestas, sino que exigen responsabilidades". "Están barajando todas las opciones legales disponibles. Si se cometieron errores, quieren que haya consecuencias".

En cuanto a su terapeuta, asegura: "Llevaron a su hijo allí porque necesitaba ayuda. La pregunta que Cindy y Randy se hacen es: ¿Cómo acabó un joven vulnerable de 27 años solo en una habitación apenas unas horas antes de morir? ¿Quién era el responsable de vigilarlo?".

La Oficina del Médico Forense del Condado de Los Ángeles confirmó que el fallecimiento se produjo el domingo 20 de septiembre en el centro de rehabilitación donde estaba interno. Y, horas más tarde de conocerse la triste noticia, el portal estadounidense TMZ recoge la que podría ser la hipótesis principal del fallecimiento del joven.

"Al parecer sufrió una sobredosis fatal y un paro cardíaco", apuntan, según ha podido saber el citado medio a raíz de fuentes cercanas a Gerber. Por el momento, el médico forense aún no ha determinado la causa oficial de la muerte.

El joven, que batalló durante años con problemas de salud mental, de los que había hablado en distintas ocasiones, hizo su debut en la pasarela para la firma italiana Moschino con tan solo 16 años.

El pasado diciembre, publicó un video en Instagram en el que detallaba su consumo de medicamentos con receta, incluidos antidepresivos, para los ataques de pánico, que posteriormente borró.

EUA ameaçam Europa por restrições à Starlink, de Elon Musk, diz jornal

18 October 2026 at 19:51

Empresas europeias podem sofrer uma retaliação “devastadora” dos Estados Unidos caso a União Europeia avance com planos para restringir a atuação de companhias americanas, como a SpaceX, de Elon Musk, em partes do mercado europeu. O alerta foi feito pelo embaixador dos EUA, Andrew Puzder, em entrevista ao Financial Times (FT). Tecnologia: Trilhões de dólares em empréstimos impulsionaram o boom da IA. Agora, os pontos fracos começam a aparecer iPhone Duo: primeiro dobrável da Apple tem entrega prevista para janeiro de 2027 no Brasil Segundo o FT, a advertência ocorre em meio a uma proposta da Comissão Europeia para reservar parte da faixa das frequências utilizada por smartphones para se conectar diretamente a satélites a empresas europeias. O modelo atual envolve parceria entre fabricantes de celulares e operadoras de telecomunicações. A medida poderia limitar o acesso de companhias americanas e chinesas que oferecem serviço de conexão via satélite diretamente aos consumidores, incluindo a SpaceX, responsável pela rede de internet via satélite Starlink. Questionado pelo jornal britânico se as empresas europeias deveriam temer uma reação de Washington, Puzder afirmou que elas deveriam considerar essa possibilidade. Segundo o Financial Times, o diplomata disse que as consequências poderiam ser “muito devastadoras” para essas companhias, diante da dimensão do mercado americano. A proposta europeia já provocou críticas da SpaceX. De acordo com o FT, a empresa alertou que as mudanças poderiam prejudicar a conectividade na Ucrânia, onde o serviço Starlink tem sido importante para as comunicações civis e militares desde a invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da União Europeia para fortalecer sua soberania tecnológica e reduzir a dependência de empresas americanas em setores considerados estratégicos. Segundo o jornal britânico, autoridades europeias estão preocupadas com a imprevisibilidade do presidente dos EUA, Donald Trump, e com os riscos de depender de fornecedores estrangeiros para operar infraestruturas críticas. Puzder afirmou ao jornal que reconhece o direito dos europeus de proteger informações governamentais sensíveis, mas criticou o uso da legislação para favorecer empresas locais em detrimento de concorrentes dos Estados Unidos. Segundo o Financial Times, o embaixador argumentou que tornar empresas americanas menos competitivas não é uma maneira legítima de fortalecer o setor tecnológico europeu. Multas a empresas americanas O embaixador também questionou a aplicação, pela União Europeia, da Lei dos Mercados Digitais, criada para limitar o poder das maiores empresas de tecnologia e ampliar a concorrência nos mercados digitais. Segundo o Financial Times, Puzder levantou dúvidas sobre se a aplicação das regras busca efetivamente promover a competição ou arrecadar recursos para o orçamento europeu. Para Puzder, segundo o FT, esse ambiente pode desestimular investimentos justamente das companhias que a Europa pretende substituir ou enfrentar. Em vez de concentrar esforços em restringir a atuação das gigantes americanas, Washington e Bruxelas deveriam trabalhar juntos para competir com a China no desenvolvimento de inteligência artificial, disse ele. Puzder afirmou, segundo o FT, que os Estados Unidos têm os recursos necessários para vencer essa competição, mas que o resultado seria mais fácil de alcançar com a cooperação europeia. Em resposta às críticas, a Comissão Europeia afirmou, segundo o Financial Times, que a proposta sobre o espectro de frequências busca incentivar a entrada de novos participantes no mercado e diversificar os fornecedores do bloco, sem fechar as portas a operadores de fora da União Europeia.

Quem é Gisele Nascimento? Conheça a família gospel por trás da cantora envolvida em tragédia no Rio

18 October 2026 at 18:57

A morte de Thiago de Mattos Teixeira, baleado no sábado (17), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, colocou a cantora gospel Gisele Nascimento, de 43 anos, no centro de uma tragédia familiar. Israel Nascimento Teixeira, de 21 anos, filho da artista, é apontado como autor dos disparos que atingiram o tio. Segundo a versão apresentada pela defesa da família, o jovem teria atirado após presenciar uma agressão contra a mãe. O caso é investigado pela Polícia Civil. Tragédia familiar: Filho da cantora gospel Gisele Nascimento ainda não se apresentou à polícia após morte do tio; arma era do pai, policial civil Homem é preso após atropelar companheira em Campo Grande: câmeras registraram agressão Em meio à repercussão, as manifestações de familiares revelaram versões divergentes sobre o episódio. Enquanto Isabela Nascimento, filha de Gisele, e Ana Rocha, sobrinha e assessora da cantora, defenderam Israel e afirmaram que ele agiu para proteger a mãe, Deborah William, irmã de Thiago e ex-cunhada da artista, publicou críticas à presença de Gisele na residência da família. A cantora gospel Gisele Nascimento Reprodução A tragédia trouxe atenção para a vida pessoal da cantora, mas também para sua trajetória na música gospel e para a família que ajudou a construir sua carreira. Filha do cantor, compositor, arranjador e produtor musical Tuca Nascimento, Gisele cresceu cercada pela música cristã e se tornou um dos nomes conhecidos do segmento, com mais de duas décadas de carreira. Uma família marcada pela música gospel A história de Gisele Nascimento está ligada a uma família que atravessa gerações na música cristã brasileira. Seu pai, Tuca Nascimento, construiu carreira como cantor e produtor musical e teve participação importante na formação artística da filha. Gisele começou a fazer backing vocal aos 15 anos e gravou seu primeiro álbum aos 17, incentivada pelo pai. A experiência abriu caminho para uma carreira que seria marcada por lançamentos, apresentações e canções que conquistaram espaço entre o público evangélico. A cantora também tem parentes conhecidos no cenário gospel. Gisele é sobrinha do cantor Mattos Nascimento, que construiu uma extensa carreira na música cristã e também integrou o grupo Os Paralamas do Sucesso. Ela é ainda sobrinha da cantora Rose Nascimento, irmã de Michelle Nascimento e prima de Wilian Nascimento. Michelle, Wilian e Gisele chegaram a integrar o Trio Nascimento, projeto que reuniu diferentes integrantes da família em torno da música gospel. O papel do pai, Tuca Nascimento Além de incentivar a filha a gravar o primeiro álbum, Tuca Nascimento continuou participando de sua trajetória profissional, atuando na produção musical de diferentes trabalhos. Gisele Nascimento aparece ao centro, ao lado do pai, Tuca Nascimento, sentado à frente. À esquerda está um familiar, e à direita, sua irmã Michelle Nascimento Reprodução/Redes Sociais A relação entre os dois também ganhou destaque nas comemorações pelos 20 anos de carreira da cantora. Em um dos projetos, pai e filha dividiram os vocais em um medley com as canções “Sistemas”, “Diante de Deus” e “Vida de Oração”. Ao falar sobre a importância do pai em sua vida, Gisele já o descreveu como um exemplo e uma bênção. A parceria musical dos dois representa uma das marcas da trajetória da artista: a continuidade de uma herança familiar que se manifesta tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Os principais sucessos de Gisele Nascimento Ao longo da carreira, Gisele lançou álbuns e músicas que ajudaram a consolidar seu nome na música gospel. Entre os trabalhos de destaque estão “Minha Herança”, “Transforma-me”, “O Sonho Não Acabou” e “Janelas da Alma”. A canção “O Sonho Não Acabou” tornou-se uma das referências de sua discografia, enquanto “Janelas da Alma” reforçou seu perfil de intérprete de músicas com mensagens de fé, esperança e superação. A cantora também lançou “Lágrimas Ensinam” e participou de projetos especiais, incluindo o álbum comemorativo de seus 20 anos de carreira, com novas versões de músicas importantes de sua trajetória. Sua discografia reúne canções que abordam desafios pessoais, perseverança e confiança em Deus, temas recorrentes na música cristã contemporânea. Do início da carreira aos 20 anos de ministério A carreira de Gisele começou ainda na adolescência, quando passou a atuar como backing vocal. O primeiro álbum marcou a transição para o trabalho solo, e os lançamentos seguintes ampliaram sua presença no segmento gospel. Em 2012, a cantora assinou contrato com a gravadora MK Music. No ano seguinte, lançou “O Sonho Não Acabou”, seguido por outros projetos que contribuíram para consolidar sua trajetória. As comemorações pelos 20 anos de carreira reuniram músicas conhecidas e participações especiais, incluindo a de seu pai. Da música gospel às urnas Além da carreira na música gospel, Gisele Nascimento também tentou construir uma trajetória na política. A cantora disputou três eleições consecutivas, concorrendo a cargos diferentes no Rio de Janeiro. Em 2022, foi candidata a deputada federal pelo União Brasil e recebeu 28.088 votos, mas não foi eleita. Dois anos depois, concorreu ao cargo de vereadora da capital fluminense pelo Republicanos, obtendo 3.265 votos. Em 2026, Gisele voltou às urnas, desta vez como candidata a deputada estadual pelo Solidariedade. A cantora recebeu 5.453 votos, mas também não conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A vida pessoal e a repercussão da tragédia Gisele manteve um relacionamento de mais de duas décadas com o pastor Rogério Gentil, com quem teve dois filhos, Israel e Isabela. O casal anunciou a separação em junho de 2025. Atualmente, a cantora é casada com Allan Oliveira, vereador de Seropédica. Foi nesse contexto familiar que ocorreu o episódio que terminou com a morte de Thiago de Mattos Teixeira, irmão de Rogério. Segundo relatos apresentados pela defesa de Gisele, a cantora teria sido agredida durante um desentendimento na residência da família, e Israel teria intervindo. O marido da artista, Allan Oliveira, também se pronunciou nas redes sociais e defendeu a atitude do enteado. Ele afirmou que Gisele foi agredida e impedida de deixar o local, além de relatar que ela apresentava marcas pelo corpo. Isabela Nascimento e Ana Rocha também publicaram mensagens nas quais afirmaram que Gisele foi agredida e sustentaram que Israel agiu em legítima defesa. As duas disseram ter sido testemunhas do episódio, e Ana afirmou que também foi machucada ao tentar separar a discussão. Por outro lado, Deborah William, irmã de Thiago, questionou a presença de Gisele na casa da família e fez críticas à cantora nas redes sociais. As manifestações evidenciaram a divisão entre os familiares após a morte. Thiago chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Oeste D’Or, em Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e apura as circunstâncias do ocorrido.

Muere un militar tras caer más de 30 metros mientras hacía rápel en un partido de fútbol americano

By: AP
18 October 2026 at 17:52

Un militar ha fallecido tras sufrir una fuerte caída mientras descendía en rápel desde el techo hasta el centro del campo antes de un partido de fútbol americano de la Universidad de Texas en San Antonio (UTSA), en el que se rendía homenaje a las Fuerzas Armadas estadounidenses.

La oficina de asuntos públicos de la base aérea de Nellis informó de que el militar, destinado en el Destacamento 2 del Sexto Escuadrón de Entrenamiento de Combate, fue trasladado el sábado a un hospital local, donde falleció posteriormente.

Se ha abierto una investigación para esclarecer las circunstancias del incidente ocurrido durante el partido anual de la UTSA contra la Armada, dedicado a homenajear a las Fuerzas Armadas y a los veteranos.

Un vídeo de la caída publicado en las redes sociales muestra al hombre, vestido con uniforme de combate, descendiendo rápidamente hacia el suelo, con los pies por delante. El accidente se produjo mientras los aficionados ocupaban las gradas y una banda estaba reunida en las inmediaciones del terreno de juego. El militar recibió asistencia médica sobre el césped durante varios minutos y posteriormente fue evacuado en una camilla.

En un comunicado publicado después del partido, la UTSA facilitó contactos de servicios de apoyo psicológico para los estudiantes y señaló: "Estamos profundamente entristecidos por el incidente ocurrido al comienzo del partido de esta noche. Nuestros pensamientos y oraciones están con el soldado afectado, su familia y sus compañeros de las Fuerzas Armadas".

El hombre, cuya identidad no se había hecho pública de inmediato, era uno de los cuatro militares que tenían previsto participar en una exhibición de rápel antes del encuentro.

Según la página web de las Fuerzas Aéreas estadounidenses, los militares que participaban en la exhibición formaban parte de un equipo de especialistas que se integra en unidades del Ejército de Tierra y de los Marines para ayudar a dirigir ataques aéreos y de artillería desde posiciones terrestres avanzadas.

Parte de su entrenamiento consiste en aprender a descender rápidamente mediante cuerdas, en ocasiones desde helicópteros situados a unos 30 metros o más sobre el suelo.

El partido, disputado en el Alamodome de San Antonio (Texas), terminó con victoria de la UTSA por 38-34 y sufrió un retraso de aproximadamente diez minutos. Tras el encuentro, el entrenador de la UTSA, Jeff Traylor, declaró a los periodistas que el accidente había sido "desgarrador" y "trágico".

Explicó que el equipo pudo percibir el impacto que había tenido el suceso en los más de 23.000 espectadores en cuanto los jugadores saltaron al campo, aunque a él únicamente le habían informado de que se había producido un "incidente" que retrasaría el inicio del partido unos diez minutos.

Reino Unido: Chefe do Exército diz que governo deve preparar população para tempos de guerra

18 October 2026 at 15:03

O chefe do Estado-Maior do Exército britânico, general Roly Walker, afirmou que a população do Reino Unido terá de encarar em breve um debate sobre os sacrifícios exigidos pela prioridade à defesa. Para ele, o período em que o país podia evitar pensar na possibilidade de uma guerra ficou para trás.

As declarações foram publicadas na quinta-feira, 15, pelo Forces News, portal de notícias público da organização britânica de radiodifusão voltada às Forças Armadas. Walker falou em Catterick Garrison diante de cerca de 700 militares da 1ª Divisão do Reino Unido.

Segundo Walker, quem acompanha a evolução do cenário internacional percebe que o mundo vive hoje um nível de perigo extremo, e a atividade militar voltou a ocupar espaço na mente dos britânicos. Ele disse esperar que os líderes políticos expliquem ao público, nos próximos tempos, onde estão os riscos e o que a nação precisará estar disposta a fazer. O general classificou o momento atual como muito perigoso.

Ele disse que os cidadãos, que nem sempre têm as Forças Armadas entre suas preocupações cotidianas, precisam entender o papel dos militares e consentir com os sacrifícios que isso implica. Em última instância, afirmou, será necessário que a sociedade apoie os soldados naquilo que só eles fazem: levar o combate ao inimigo.

Walker também lembrou aos militares que, nas forças terrestres, o peso do combate recai sobre os soldados mais jovens e menos experientes. Ele afirmou que, se o país for chamado à guerra, a defesa da nação dependerá deles, e que a nação poderá precisar de cada um, mesmo que não saibam disso.

O discurso ocorre em meio a temores de que o conflito na Ucrânia atinja outros países da Europa. Autoridades do continente afirmam que a Rússia estaria planejando ataques, o que Moscou nega.

A fala do comandante ocorre num momento em que uma nova pesquisa do Instituto Ipsos indica que metade dos britânicos não pegaria em armas pelo país em nenhuma circunstância. O mesmo levantamento mostra, porém, que mais da metade apoia o aumento dos gastos militares.

Entre os que defendem mais dinheiro para a defesa, 37% acham que os recursos devem vir do remanejamento de outras áreas do orçamento, enquanto 36% preferem a elevação de impostos em geral.

O financiamento das Forças Armadas se tornou um dos principais dilemas do governo. Em setembro, durante a conferência do Partido Trabalhista em Liverpool, o ministro da Defesa, Wes Streeting, reconheceu que investir mais em defesa exige escolhas e concessões. Ele rebateu críticos da direita ao dizer que um país não se fortalece empobrecendo seu povo.

O antecessor de Streeting na pasta, John Healey, hoje ministro das Finanças, deve detalhar os planos de gastos no orçamento previsto para 28 de outubro.

Walker não é o único alto oficial a falar do assunto. Líderes militares de primeiro escalão, entre eles o chefe do Estado-Maior da Defesa, marechal do ar Sir Rich Knighton, têm sido cada vez mais enfáticos ao tratar do papel da sociedade na resistência a ameaças externas.

 

© Reprodução das redes sociais

Ex-ministra do Reino Unido foi morta em ataque premeditado, diz polícia britânica

ECO da Semana: Crescimento da China, ‘earnings season’ e notação de França

18 October 2026 at 17:19

A semana em 30 segundos

  • A semana arranca com os dados do crescimento da segunda maior economia do mundo – a chinesa – que deverá ter registado uma expansão de 4,4% no terceiro trimestre, alicerçada pela procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados.
  • A época de resultados prossegue, com números da Netflix, Tesla e Meta entre outras em Wall Street, enquanto deste lado do Atlântico, no índice PSI é a fabricante de pasta e papel The Navigator Company a dar arranque à season.
  • Os investidores vão estar atentos à primeira leitura dos PMI de outubro para avaliar a atividade económica nas várias regiões esta sexta-feira, no mesmo dia em que a muito fustigada dívida soberana francesa enfrenta novo teste – desta vez uma avaliação (e provável corte) da notação pela Moody’s.

Segunda-feira, 19 de outubro

China divulga PIB do terceiro trimestre (04h00)

“A China dá início à semana na segunda-feira e prevê-se que o crescimento da produção industrial aumente para 5,3% em setembro, face aos 5,2% anteriormente, e que o crescimento das vendas a retalho passou de 0,4% para 0,5%”, sinalizou Stefan Rondorf, estrategista sénior de investimento na Allianz Global Investors.

Quanto ao PIB do terceiro trimestre, a média das projeções dos 50 economistas consultados pela Reuters aponta para um crescimento de 4,4%, uma ligeira aceleração face aos 4,3% do segundo trimestre. A forte procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados tem mantido a economia chinesa em movimento, mesmo com a procura interna a permanecer irregular e os custos mais elevados da energia a fazerem-se sentir. As exportações têm-se mantido estáveis, apesar do delicado equilíbrio comercial da China com os EUA e a UE.

Leitura relacionada:

China Q3 growth set to pick up on stimulus, keeping 2026 goal within reach (Reuters, em inglês)

Terça-feira, 20 de outubro

Foto: UnsplashUnsplash

Netflix apresenta contas do terceiro trimestre

  • Porque é importante e o que esperar:

A época de resultados em Wall Street continua e, segundo dados da LSEG, prevê-se agora que os lucros das empresas do índice S&P 500 tenham registado um aumento homólogo de 30,7% no terceiro trimestre, acima dos 30,6% previstos na semana anterior.

A Netflix apresenta resultados depois de na semana passada ter sido noticiado que a empresa está a despedir 6% da sua força de trabalho, ou seja, cerca de mil funcionários, na sua maior onda de despedimentos desde 2022, de acordo com um memorando interno a que a Reuters teve acesso, numa altura em que a pioneira do streaming enfrenta forte concorrência por parte de rivais tradicionais e do YouTube na conquista de espetadores.

Em julho, as ações da Netflix tombaram mais de 10% depois de ter previsto mais um trimestre de crescimento mais lento das receitas e ter revisto em baixa os dados relativos à audiência, alimentando receios de que o crescimento, superior ao da indústria, possa ter atingido o pico.

Leitura relacionada:

Netflix to cut 1000 jobs as growth concerns mount (FT, acesso pago, em inglês)

Quarta-feira, 21 de outubro

Euribor; casas; habitação; rendasLusa

INE divulga taxas de juro implícitas no crédito à habitação (11h00)

  • Porque é importante e o que esperar:

Numa altura em que se aguarda mais um aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu até ao final do ano e em que crescem as manifestações pelo direito à habitação, o INE apresenta os dados de quanto custou o crédito para casa em setembro.

Em agosto, a taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162%, mais 2,7 pontos base do que em julho, tratando-se do quarto mês consecutivo de subida. Nos contratos celebrados nos três meses anteriores (entre maio e julho), a taxa manteve-se em 2,910%, o mesmo valor apurado em julho.

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Taxa de juro no crédito à habitação sobe pelo quarto mês seguido para 3,162%

Portugal teve o maior aumento do preço das casas na UE no segundo trimestre

Quinta-feira, 22 de outubro

Navigator inaugura época de resultados no PSI (após o fecho da bolsa)

Se nos EUA prevê-se um crescimento dos lucros de perto de 30 % em relação ao ano anterior, na Europa é de cerca 21%. “Fora do contexto de recuperação económica após uma recessão, estes são valores excecionalmente elevados“, realçou Stefan Rondorf, da Allianz GI.

Em Portugal, é a Navigator que dá o tiro de partida aos resultados das cotadas do índice PSI. No O último conjunto de resultados da produtora de pasta e papel não foi, no entanto, de boa memória, pois a empresa encerrou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 49,1 milhões de euros, o que representa uma quebra de 42,3% face aos 85 milhões reportados no período homólogo de 2025.

Numa primeira metade do ano marcada por tempestades em Portugal e pela guerra no Médio Oriente, as contas da papeleira portuguesa foram afetadas pela “escalada dos custos de matérias-primas, energia e logística”. Um novo programa de corte de custos variáveis vai ajudar empresa a compensar metade do agravamento dos preços, este ano, e vai ter impacto positivo anual de 28 milhões a partir de 2027.

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Strategists See European Stocks Posting a Bumper Earnings Season (Bloomberg, acesso pago, em inglês)

Escalada dos preços devido à guerra encolhe lucros da Navigator

Banco de Portugal divulga dados sobre Certificados (11h00)

  • Porque é importante e o que esperar:

A poupança nos certificados do Estado tem continuado a aumentar, com as famílias a manterem um forte interesse em Certificados de Aforro, num momento em que juros continuam a subir, acompanhando a Euribor.

O Banco de Portugal divulga os dados de setembro, depois de no mês anterior os Certificados de Aforro terem captado 753 milhões de euros , elevando para 44,6 mil milhões o valor investido pelas famílias nestes produtos. No entanto, em sentido contrário, os Certificados do Tesouro registaram mais um mês negativo em agosto, elevando para 1,3 mil milhões o volume de saídas registadas nos primeiros oito meses do ano.

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Certificados de Aforro captam mais de 750 milhões em agosto e batem novo recorde

Certificados de Aforro voltam a pagar taxa máxima em outubro

Sexta-feira, 23 de outubro:

EPA/DAVID HECKEREPA/DAVID HECKER

‘Flash’ PMI medem pulso da atividade global em outubro

  • Porque é importante e o que esperar:

“Os PMI deverão ser os dados económicos mais importantes da semana“, identificou Stefan Rondorf, da Allianz GI. Na Zona Euro, “A questão fundamental é saber se os preços da energia persistentemente elevados ou a incerteza política em França e na Alemanha terão pesado sobre o clima empresarial, que tem vindo a melhorar nos últimos meses, ou se outros motores de crescimento poderão compensar esta situação.

Os Purchasing Managers’ Indices, ou Índices dos Gestores de Compras, são publicados mensalmente em relação a mais de 40 economias. Os dados são obtidos através de sondagens a executivos séniores do setor privado, com questões sobre o PIB, inflação, exportações, utilização de capacidade, emprego e inventários. Os painéis são escolhidos por setor para produzir, entre outros, índices sobre os setores da manufatura, serviços, construção ou o setor privado como um todo. Os índices variam entre 0 e 100, com uma leitura acima de 50 a indicar um aumento geral em comparação com o mês anterior e abaixo de 50 uma diminuição geral.

Na estimativa rápida para outubro, os analistas do Lloyds Bank prevêem para a Zona Euro que “o impacto das condições financeiras mais restritivas e do recente novo aumento dos preços globais da energia se reflitam numa queda do PMI composto preliminar de outubro para 52,8, face ao valor de 53,1 registado em setembro”. Para o PMI composto dos EUA esperam “que se mantenha em linha com um crescimento forte, embora com uma moderação em relação ao
máximo de cinco anos de 58,4 registado em setembro”.

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Eurozone growth hits highest since April 2023 according to flash PMI (S&P Global, em inglês)

Moody’s avalia notação da dívida francesa

Sob intensa pressão no mercado secundário, a dívida soberana francesa enfrenta novo teste, desta vez à notação financeira. A Moody’s deverá atualizar a sua notação Aa3 e atualmente a perspetiva é negativa, o que significa que é mais provável que a próxima decisão seja um rebaixamento dessa classificação.

A agência alertou no início de outubro que as perspetivas de a França aprovar o seu orçamento para 2027 são altamente incertas, uma vez que se aproximam as eleições presidenciais e a provável fragmentação política que se seguirá não facilitará a consolidação orçamental.

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Vem chegando o verão: cinco dicas para cuidar de cabelos crespos, cacheados e trançados

18 October 2026 at 17:07

O sol voltará a brilhar! Apesar do tempo instável, o verão está logo ali. Sol, mar, piscina e dias mais longos ao ar livre pedem alguns ajustes na rotina de cuidados com os cabelos. Para quem tem fios crespos e cacheados, a estação é uma oportunidade de apostar em produtos que aliam praticidade, tratamento e valorização da textura natural. Máscaras líquidas, protetores térmicos, finalizadores com efeito mais leve e cuidados específicos com o couro cabeludo estão entre as apostas. Profissionais do mercado capilar que estão marcando presença na Professional Fair, feira de negócios do setor de beleza realizada pela Beauty Fair Co. que acontece até terça-feira no Ri, sugerem algumas dicas para adaptar a rotina à temporada mais quente do ano: . Couro cabeludo em primeiro lugar Antes de pensar na definição dos cachos, é importante olhar para a saúde do couro cabeludo. O suor, o acúmulo de resíduos e a exposição solar tornam a higienização uma etapa ainda mais importante no verão. “Um couro cabeludo saudável favorece fios idem", diz Magda Augusta, educadora da Aneethun Profissional. Tranças com frescor Para os adeptos da trança, a praticidade é essencial. A escolha de produtos que facilitem a aplicação diretamente no couro cabeludo pode ajudar a tornar a rotina mais simples. Mário Moraes, responsável da Ayo, destaca o xampu com bico aplicador para facilitar o uso em cabelos trançados. “Criamos esse bico pensando justamente na usabilidade de quem tem trança", diz. Ele também sugere tônicos fortalecedores com aloe vera. "E, por fim, óleo reparador específico para tranças, com filtro UV, que ajuda a preservar o brilho e a minimizar o aspecto opaco que pode surgir com a exposição solar". Gelatina cremosa definir os cachos Definição não precisa ser sinônimo de fios rígidos. Para Anaia Oliveira, cabeleireira e consultora de imagem da Aneethun Profissional, a mulher moderna deseja praticidade, texturização e beleza. "Gosto muito da gelatina cremosa em cabelos cacheados porque ela permite uma fixação melhor dos cachos, deixa aquela textura mais natural. O cabelo não fica engessado”, afirma. A diferença, segundo a profissional, está na textura do finalizador. A versão cremosa tem efeito semelhante ao de um sérum, proporcionando fixação com aparência mais solta. Matizador para fios descoloridos Leonardo Reis, gerente da marca Evoluty Free, recomenda o uso de matizadores para cabelos descoloridos. “Uma dica bacana para as crespas e cacheadas é o matizador, sem sulfato, petrolato, parabeno nem corante”, afirma. Ele explica que os cabelos loiros podem sofrer alterações de tonalidade durante a estação. O contato com o cloro da piscina pode favorecer reflexos esverdeados, enquanto outros fatores ambientais podem alterar a cor. Já a água do mar, associada à exposição solar, pode contribuir para o ressecamento. Máscara líquida para desembaraçar Quem tem cabelos cacheados conhece o desafio de desembaraçar os fios depois de um dia de praia. O calor, o vento e o contato com a água do mar podem deixar os cabelos mais embaraçados, exigindo atenção redobrada na hora do tratamento. Gabriela Perpetuele, da marca Tuelle Hair, recomenda apostar em máscaras líquidas. “O cabelo cacheado, por ser mais poroso e ter a hidrofobia desregulada, precisa de cuidados específicos. É importante apostar na máscara líquida porque, nessa época de calor, o cabelo também dá muito nó”, explica.

Moraes concede prisão domiciliar a policial preso com Canella em operação da PF

18 October 2026 at 16:58

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar do policial civil Christiano Gaspar Fernandes, preso preventivamente na oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que também levou à prisão o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Marcus Amim. A decisão, assinada neste sábado, substitui a prisão preventiva de Christiano por prisão domiciliar enquanto perdurar seu estado clínico, com imposição de medidas cautelares. Ex-chefe da Polícia Civil, agente que recuperou armas do Exército e 2º deputado mais votado do Rio: quem são os presos na operação da PF Investigação: PF aponta movimentação de R$ 7,6 bi em esquema alvo de operação que prendeu Marcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil do Rio O policial esta preso na unidade de Benfica, na Zona Norte do Rio. Segundo o advogado de defesa, Ubiratan Guedes, Christiano havia passado por uma cirurgia de alto risco quatro dias antes de ser preso e está apresentando hemorragia. Por questões éticas, o defensor não detalhou o procedimento médico. Na decisão, Moraes determinou a expedição urgente do alvará de soltura, com condições para o cumprimento da prisão domiciliar. Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com os demais investigados e de utilização de redes sociais, além da suspensão de documentos que autorizem o porte de armas de fogo e de certificados para atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça. O ministro também proibiu Christiano de deixar o país e determinou a entrega de todos os passaportes, nacionais e estrangeiros, em até 24 horas. A decisão estabelece ainda a proibição de visitas, com exceção dos advogados constituídos e de pessoas previamente autorizadas pelo STF. O descumprimento das condições poderá levar à revogação da prisão domiciliar e à conversão imediata em prisão preventiva ou, se necessário, à transferência para um hospital penitenciário. Eventuais deslocamentos por questões de saúde deverão ser previamente autorizados, exceto em situações de urgência ou emergência, que precisarão ser justificadas em até 48 horas após o atendimento médico. Investigação Christiano foi um dos seis presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF na quinta-feira. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à PF, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Além de Christiano, foram presos seu irmão, o também inspetor da Polícia Civil Giovanni Gaspar Fernandes; o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella; o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim; e os inspetores José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Segundo a investigação, Christiano e Giovanni aparecem em registros manuscritos de pagamentos frequentes que poderiam ter origem em atividades criminosas. Os irmãos seriam identificados pelo codinome “Meninos” em planilhas que registravam a distribuição de dinheiro proveniente da rede de postos. Christiano trabalhou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), onde chefiou o setor de investigação durante o período em que Amim esteve à frente da unidade. Posteriormente, assumiu o cargo de secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo. A PF aponta o policial como uma figura central no esquema de lavagem de dinheiro de recursos supostamente desviados da prefeitura. Canella é apontado pelos investigadores como o principal articulador político da organização criminosa, com atuação na ligação entre o poder público, a rede de postos e grupos armados. Já Amim é suspeito de garantir proteção policial ao esquema a partir dos cargos que ocupou no Detran-RJ e na Secretaria de Polícia Civil. A operação desta quinta-feira incluiu o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em municípios do estado do Rio. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada, das quais 96 seriam postos de combustíveis. A Operação Unha e Carne investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais no Rio. A apuração teve origem em suspeitas de vazamento de informações de operações contra o Comando Vermelho (CV), no âmbito de uma investigação anterior, a Operação Zargun. Initial plugin text

Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

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A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

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“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

Confira as principais propostas dos presidenciáveis para educação

Perfil

Estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a paulista de 25 anos, nascida em Itapevi e criada em Praia Grande, assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025–2027. 

Bianca Borges iniciou a trajetória no movimento estudantil aos 14 anos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde ocupou o lugar de representante de sala e, junto com colegas, fundou um grêmio.

Formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Ela presidiu ainda a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), na qual liderou a resistência às propostas do governador Tarcísio de Freitas de privatização e militarização do ensino público estadual. Além disso, integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Confira os principais trechos da entrevista com a presidente da UNE:

Agência Brasil: O que explica a decisão da UNE e de organizações estudantis de voltar às ruas neste momento? Quais acontecimentos impulsionaram essa mobilização?

Bianca Borges: Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco. A eleição do Flávio Bolsonaro representa a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, que é contra a educação, um governo de retirada de direitos e de retrocesso. Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim.

Nos levantamos na campanha O Petróleo É Nosso, em defesa da soberania e em defesa dos recursos naturais do Brasil. Enfrentamos a ditadura militar, construímos as Diretas, depois o Fora Collor, o Fora Temer, o Fora Bolsonaro. E agora a gente está na rua porque a eleição do presidente Lula representa, neste momento, algo indispensável para o futuro do Brasil como o país que a gente quer construir. O bolsonarismo não é um inimigo abstrato, é um inimigo muito concreto. A gente viveu quatro anos de enfrentamento sob esse governo e a gente não aceita que eles voltem ao poder.

Agência Brasil: Você avalia que há uma relação do momento atual com a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar?

Bianca Borges: Com certeza. Nós, inclusive, tivemos um ato no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 [de outubro de 2026], que foi muito bonito, da Candelária à Cinelândia. Alguns dos presentes, que fizeram parte de outras gerações do movimento estudantil e da política, disseram que havia ali tanta gente quanto na Passeata dos 100 mil. Nas nossas falas ali, reverenciamos esse momento, reverenciamos Edson Luís - um dos nossos mártires e símbolo da luta dos estudantes brasileiros contra o autoritarismo, pelos direitos, pela educação. É um momento em que a nossa indignação se converte nesses protestos que têm tomado o país.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 7/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula, no centro da cidade - Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quem está participando dos atos? A UNE percebe uma mudança no perfil dos estudantes mobilizados ou na disposição da juventude para participar da política?

Bianca Borges: Esse nosso levante começou pelas universidades. Logo na segunda-feira, depois da divulgação do resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF [Universidade Federal Fluminense], em Niterói, que na verdade ia ser uma assembleia para os estudantes organizarem sua campanha de apoio ao presidente Lula, suas ações para virar voto, mas a coisa ganhou proporções. Apareceram mais de mil estudantes para a assembleia, ela não coube dentro do auditório da faculdade, então a turma saiu para rua. Na rua, mais milhares de pessoas se juntaram e nós vimos ali a primeira fagulha do que seria esse grande movimento que se desencadeou desde o domingo passado.

O protagonismo e a maioria dos estudantes são universitários, organizados pelos seus centros acadêmicos, pelos diretórios centrais de estudantes, mas também temos tido a feliz surpresa da iniciativa e mobilização dos estudantes secundaristas. Esse ato da Candelária que eu dizia, por exemplo, foi uma convocação inicialmente feita pelos estudantes do Colégio Pedro II, um colégio federal do Rio de Janeiro.

Os grêmios também têm se somado a esse processo. Para nós, é fundamental a gente unir forças e acredito que temos sido bem-sucedidos nisso e em demonstrar essa força nas ruas. Na terça-feira [13], aqui em Brasília, a gente fez uma manifestação muito grande, como há muito não se via nessa cidade, com a sua maioria de estudantes, mas agora com outros setores da sociedade, da classe trabalhadora se somando a nós e isso é imprescindível.

Agência Brasil: Quais são as principais reivindicações que mobilizam os estudantes hoje?

Bianca Borges: Pouco depois que [Jair] Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, uma das primeiras medidas que ele apresentou para educação foi o Future-se. Era um projeto que nós considerávamos que atacava o caráter público da universidade e que desvirtuava a universidade pública como nós a conhecemos, formada por esse tripé ensino, pesquisa, extensão, que mantém a universidade como um espaço de pensamento crítico, um espaço de emancipação e também de formação acadêmica e profissional, mas com um papel que vai muito além disso.

A universidade tem um papel fundamental para a formação cidadã, para o engajamento político, inclusive. E essa turma [aliada a Jair Bolsonaro] sempre apontou seus canhões para as universidades. Nós já denunciávamos ali o que o futuro se representava.

As falas do [Jair] Bolsonaro chamando centros acadêmicos de ninho de rato, a nomeação de mais de 18 reitores interventores, ou seja, reitores que não ficaram em primeiro lugar na eleição pela comunidade universitária. Essas são algumas das manifestações dessa agenda antidemocrática na educação e que avança sobre os estudantes, coisas que nós já vivemos, já enfrentamos, mas não queremos ter que enfrentar novamente. É por isso que a gente está na rua pela virada com o presidente Lula.
 

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Museu da República, na capital federal - Foto: Walter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais propostas e posições políticas de Flávio Bolsonaro levam a UNE a considerar que sua candidatura representa riscos para a democracia e os direitos sociais?

Bianca Borges: O Flávio pouco tem debatido a educação, porque esse não é o centro da preocupação deles. O centro da preocupação deles é privar as escolas e as universidades da possibilidade de desempenhar seu pleno papel como instituições de ensino. Mas, entre as medidas que já estão anunciadas, o “tesouraço” aos direitos sociais e à educação é algo que muito nos preocupa.

As nossas universidades sofrem por um subfinanciamento, que já se estende por mais de dez anos, que teve recomposições orçamentárias importantes neste último governo, mas corremos o risco de retroceder. O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela. Como a universidade vai desempenhar as suas atividades sem ter condições de pagar bolsas para os seus estudantes de baixa renda, sem ter laboratórios em boas condições?

Agência Brasil: Quais seriam as consequências para as universidades públicas e a assistência estudantil?

Bianca Borges: Uma das poucas coisas que o Flávio falou sobre a educação e sobre educação superior, especificamente, e uma das coisas mais polêmicas é a transferência da gestão das universidades federais. Ele tiraria do MEC [Ministério da Educação] e colocaria no MCTI, no Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que tem um orçamento infinitamente inferior ao MEC. Ele anunciou essa medida dizendo que era necessário aproximar as universidades do setor produtivo.

Nós defendemos as universidades no centro de um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, nós achamos que elas precisam estar conectadas às demandas produtivas do país também. Mas, da maneira como ele coloca, está claro que ele quer uma universidade que trabalhe exclusivamente voltada aos interesses do mercado. E isso nós não aceitamos. A universidade brasileira é muito mais do que isso.

Agência Brasil: O que a UNE entende por fascismo no contexto brasileiro atual? Quais características do bolsonarismo justificam o uso desse termo?

Bianca Borges: O autoritarismo. E, por autoritarismo, eu quero dizer a deslegitimação da organização popular, das entidades que são representativas de setores populares, o desmonte da estrutura de participação social no governo federal - que foi retomada agora no governo do presidente Lula. A própria criminalização da organização política do movimento estudantil, o incentivo à violência política, que muitas vezes escalona e se torna violência física por parte dos seus asseclas, por parte dos seus apoiadores.

Desde que se iniciou essa mobilização nas nossas universidades, diversas universidades sofreram ameaças de incêndios criminosos através das redes sociais. Isso para nós é muito grave. A sede da União Nacional dos Estudantes na Praia do Flamengo foi incendiada no dia 1º de abril de 1964, no dia do golpe [que instaurou a ditadura militar no Brasil].

Tem dois incêndios na Universidade Federal de Pernambuco que estão sob apuração, a gente não pode afirmar se eles foram criminosos ou não, mas fato é que eles aconteceram depois do recebimento dessas ameaças pelas universidades e pelas entidades estudantis. Esses são exemplos bem evidentes do autoritarismo, do espírito antidemocrático, do fascismo que, infelizmente, é o instrumento dessa turma para chegar ao poder e para construir o Brasil em que eles acreditam.
 

São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE
Presidente da UNE, Bianca Borges - Foto: Karla Boughoff/UNE

Agência Brasil: Por que a UNE decidiu apoiar Lula?

Bianca Borges: O apoio ao presidente Lula, neste momento, representa a possibilidade de a gente barrar a chegada mais uma vez do bolsonarismo ao poder no Brasil. O bolsonarismo representa a violência política, o ódio, a antidemocracia, uma saída autoritária. Nós entendemos que a eleição do presidente Lula representa a possibilidade de seguir fortalecendo a democracia brasileira e seguir fortalecendo a nossa soberania.

O projeto do Flávio, além de fascista, é um projeto completamente entreguista. Ele já falou que colocará sua equipe de transição e seu governo a serviço dos Estados Unidos, já anunciou que quer entregar para o Trump e para as mineradoras americanas as nossas terras raras, que são o petróleo do século 21, como nós temos dito. Esse é um projeto em que nós não acreditamos. Nós acreditamos no fortalecimento de um Brasil democrático e soberano.

Agência Brasil: O que está em jogo nessa eleição para os estudantes e por que a entidade considera esse apoio necessário, embora haja críticas ao governo Lula?

Bianca Borges: Nós avançamos muito nos últimos anos, queremos avançar mais, mas sabemos que esses avanços só serão possíveis sob o governo Lula - dado o cenário a que a gente chegou agora na porta do segundo turno das eleições -, porque é um governo que acredita na educação e que ampliou de maneira sem precedentes na história as universidades federais, os institutos federais, as oportunidades de acesso ao ensino superior.

Contradições existem nesse processo, mas fato é que o governo Lula foi o que mais avançou na educação brasileira, especialmente na educação superior. E é por isso que nós acreditamos que o caminho para avançar é por aí. Sob um governo Flávio, a gente sequer teria legitimidade para protestar, para reivindicar por aquilo que a gente acredita.

Agência Brasil: Que compromissos ainda faltam em relação às universidades, à assistência estudantil e à permanência dos alunos?

Bianca Borges: A consolidação do Plano Nacional de Assistência Estudantil com orçamento robusto, porque existem hoje na universidade brasileira muitos estudantes de baixa renda que enfrentam imensa dificuldade para conseguir permanecer e estudam com dificuldade. [Defendemos] mais investimentos nas universidades públicas como um todo, tanto federais, mas nós temos defendido e estamos apoiando uma proposta de emenda constitucional na Câmara para que as universidades estaduais também recebam repasses do governo federal, para que tenham essa possibilidade de financiamento.

Nas universidades estaduais do Brasil, de um modo geral, existe um um subfinanciamento que é ainda mais grave. [Defendemos] avanços como a efetivação do investimento de 10% do PIB na educação pública, e uma maior fiscalização do ensino superior privado para garantir a sua qualidade.

Agência Brasil: O que a UNE diria aos jovens que não se identificam com nenhum dos candidatos e não acreditam que a política institucional seja capaz de responder às suas necessidades?

Bianca Borges: Esse tem sido nosso principal desafio: encantar os que não estão encantados com a política e com as possibilidades que se colocam. Eu acho que de maneira justa existem muitas insatisfações entre a juventude, mas o caminho para a gente efetivar os direitos é participar de uma luta coletiva.

[Precisamos] ver qual é o governo que teve compromisso em abraçar bandeiras populares, como é o fim da escala de 6x1, para melhorar a vida da classe trabalhadora, qual é o governo que criou o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes que ainda estão no ensino médio, qual é o governo que deixa um legado de transformações para juventude. Tem gerações que se desconectaram disso, porque são gerações já posteriores, mas pense só o que era a universidade brasileira há 20 ou 30 anos. A gente tinha uma universidade muito mais restrita do que a gente tem hoje.

Só foi possível [ampliar o acesso] porque tivemos governos que apostaram que os estudantes mais pobres poderiam acessar a universidade brasileira. Eu coloco a universidade e educação aqui com centralidade nessa resposta, porque é o nosso principal passaporte para o futuro, para uma vida mais digna. Em um país como o Brasil, a educação ainda é sinônimo de dignidade, de poder viver uma vida melhor, proporcionar uma vida melhor para nossa família.

A educação para nós é central, mas a juventude também está muito ligada nas lutas da classe trabalhadora. A pauta pelo fim da escala 6x1 contagiou a sociedade, contagiou muito a juventude.

Agência Brasil: Como a UNE pretende manter a mobilização para além do período eleitoral?

Bianca Borges: O caminho para que as mobilizações sejam longevas, com certeza, é a organização dos estudantes no movimento estudantil, que sigam participando, assim como estão participando intensamente agora nas assembleias dos centros acadêmicos, dos diretórios centrais dos estudantes, que sigam se organizando permanentemente, porque o nosso desafio não vai acabar no segundo turno.

Independentemente do resultado eleitoral, seja com Flávio Bolsonaro, em que nós teremos que resistir muito em defesa da democracia e em defesa dos nossos direitos, seja com a reeleição do presidente Lula, que nos levará a um cenário de luta pelas nossas reivindicações, a nossa batalha com certeza não termina no dia 25 de outubro. Que o movimento estudantil siga amparado por ampla maioria dos estudantes, como está sendo agora, e que a maioria dos estudantes se veja no movimento estudantil, com certeza, é o caminho para que nós sejamos vitoriosos e sejamos longevos nessas mobilizações.

** Em pronunciamentos e entrevistas, o candidato Flávio Bolsonaro tem dito que irá investir em educação e manter o piso constitucional para a área. No programa de governo, ele propõe a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

IL realiza Convenção Nacional no final de janeiro

18 October 2026 at 16:12

A XI Convenção Nacional da Iniciativa Liberal (IL) vai decorrer na área metropolitana de Lisboa, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2027, anunciou hoje o partido.

A decisão foi tomada numa reunião do Conselho Nacional da IL em Castelo Branco que contou com a presença da líder do partido, Mariana Leitão.

Numa nota enviada à agência Lusa, a IL refere que foi aprovado o regimento da XI Convenção Nacional, de carácter eletivo, que irá decorrer a 30 e 31 de janeiro de 2027, na área metropolitana de Lisboa.

Nesta data vão ser eleitos todos os órgãos nacionais do partido, nomeadamente, Comissão Executiva, Conselho Nacional, Conselho de Jurisdição e Conselho de Fiscalização.

Durante a reunião do Conselho Nacional vai ainda ser debatido um ponto político sobre o Orçamento do Estado para 2027.

O conteúdo IL realiza Convenção Nacional no final de janeiro aparece primeiro em O MINHO.

Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

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O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.

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O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito. Clique aqui e saiba como justificar.

O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.

Cargos em disputa

Os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados, mais o Distrito Federal, onde também haverá segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve 50% dos votos mais 1. Haverá segundo turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Vale lembrar que o trabalhador que deixou de votar porque está escalado ou cumprirá expediente não pode ser impedido de exercer seu direito ao voto no próximo domingo (25).

O empregador deverá organizar a jornada para permitir que o trabalhador tenha tempo para o deslocamento até a seção eleitoral, entre 8h e 17h, no horário de Brasília.

Voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.  

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).

A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.

Ausência justificada 

Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.

 

Esculturas de Raul Mourão também serão expostas no novo Cebri Cultural, na Gávea

18 October 2026 at 14:00

Sabe este lançamento do braço cultural do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) nesta segunda-feira, dia 19, na sede na Gávea? Além da exposição “As Bárbaras”, de Cláudia Jaguaribe, como saiu aqui, o artista multimídia Raul Mourão promove a exposição "A natureza reimaginada ". Vai espalhar três estruturas de 4 metros, como essa, por lá. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Tarifa Zero no transporte público: Livro mostra por que a gratuidade deixou de ser utopia e virou urgência nacional

18 October 2026 at 12:00

Por anos, falar em transporte público gratuito no Brasil foi tratado por gestores públicos e empresários como um delírio populista ou um descompasso orçamentário. No entanto, o estrangulamento das cidades, o encarecimento contínuo das passagens e o esvaziamento dos ônibus evidenciaram uma realidade inevitável: o modelo de mobilidade urbana baseado na cobrança individual da tarifa está falido. Essa é a principal lição e conclusão do livro Tarifa Zero: Do Impossível ao Inevitável, lançado pela Fundação Rosa Luxemburgo e pela editora Autonomia Literária.

Organizado pela vereadora Iza Lourença e pela ativista Anna Carolina Leal, o livro surge como um manifesto técnico e político para registrar e impulsionar a transição da gratuidade de pauta marginal para prioridade na agenda pública nacional. A publicação analisa em profundidade a batalha travada para fazer vingar o Projeto de Lei nº 60/2025 em Belo Horizonte — a campanha do "Busão 0800" —, ao mesmo tempo em que conecta as experiências de mais de 140 municípios brasileiros que já aboliram a tarifa no transporte coletivo diário.

A ILUSÃO DO “USUÁRIO-PAGADOR”

Daniel Santini/Divulgação
Publicação organizada após a emblemática campanha do "Busão 0800" em Belo Horizonte (MG) reúne dados e análises tributárias - Daniel Santini/Divulgação

O livro constata que as metrópoles brasileiras vivem o que especialistas em mobilidade chamam de "espiral da morte" do transporte público. A lógica contratual que exige que a arrecadação das catracas custeie toda a operação gera um círculo vicioso perverso: a tarifa sobe para cobrir os custos operacionais, o valor afasta o passageiro que não pode pagar, a receita despenca e as empresas reagem cortando frota e horários. O resultado é um serviço caro, lotado e ineficiente, que empurra a população para o transporte individual motorizado — provocando a explosão do uso de motos, sinistros de trânsito graves, congestionamentos a qualquer hora do dia e emissões crescentes de poluentes.

CONFIRA A EXPANSÃO DA TARIFA ZERO NO PAÍS AQUI

Esse cenário afeta desproporcionalmente as famílias de baixa renda, para as quais o transporte chega a representar cerca de 20% do orçamento doméstico. Em termos concretos, a catraca atua como uma barreira de classe que impede o cidadão de exercer direitos fundamentais garantidos pelo Artigo 6º da Constituição Federal — como o acesso à saúde, à educação, ao trabalho e ao lazer.

Coordenador de projetos da Fundação Rosa Luxemburgo e um dos co-editores da publicação, o pesquisador e jornalista Daniel Santini explica como a experiência de Belo Horizonte acelerou a maturidade do debate no País. "Fizemos da Tarifa Zero a grande pauta da cidade em 2025. O projeto de lei de BH reuniu 22 assinaturas de 41 vereadores e mostrou uma proposta extremamente sólida sobre como bancar o custeio. A publicação é uma coletânea de múltiplas vozes — juristas, tributaristas, sindicalistas e movimentos sociais — que comprova que o transporte sem catraca é a única opção real para reverter a crise da mobilidade urbana e evitar o colapso das nossas cidades", defende.

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Daniel Santini, coordenador de Projetos da Fundação Rosa Luxemburgo - Divulgação

Daniel Santini ressalta que o movimento anti tarifário brasileiro alcançou uma nova etapa de amadurecimento político e institucional. "Hoje estamos em uma terceira fase: saímos das denúncias contra aumentos de passagem e entramos na disputa concreta pela implementação da Tarifa Zero. A gratuidade deixou de ser uma abstração teórica e se tornou o principal horizonte de planejamento urbano no Brasil", diz.

DEPENDÊNCIA DO VALE-TRANSPORTE TRADICIONAL

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Tarifa Zero no transporte público: Livro mostra por que a gratuidade deixou de ser utopia e virou urgência nacional - ARTE

Um dos pontos mais debatidos na obra é a superação da dependência do vale-transporte tradicional, criado na década de 1980 e atrelado ao valor da passagem individual. Daniel Santini defende que a reformulação dos mecanismos vigentes é suficiente para financiar a gratuidade sem estourar o orçamento do Tesouro Municipal.

"Apenas a reformulação do vale-transporte, transformando-o em uma contribuição patronal direta e extratarifária, já cobriria praticamente todo o custo de operação dos sistemas municipais. O setor produtivo e a sociedade ganham com a cidade circulando e com o aumento do poder de compra da população", alerta e ensina.

O pesquisador também faz uma crítica contundente às propostas de gratuidade restrita ou voltadas apenas a cadastros sociais assistenciais - numa referência ao projeto Transporte para Todos, desenvolvido pelo setor operacional.  "A gente defende a Tarifa Zero universal, para todos. Restringir a gratuidade apenas a beneficiários do CadÚnico ou criar 'tarifas sociais' parciais pode ser muito danoso. Isso perpetua a falsa ideia de que o ônibus é um serviço ruim voltado apenas para os mais pobres, em vez de consolidar o transporte como um direito público universal e de alta qualidade para toda a sociedade", alerta. 

A URGÊNCIA DA PAUTA NACIONAL

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Tarifa Zero no transporte público: Livro mostra por que a gratuidade deixou de ser utopia e virou urgência nacional - Divulgação
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
A cobrança de tarifa individual na catraca impõe barreiras financeiras às famílias de baixa renda e alimenta o colapso do sistema coletivo - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

Apesar da consistência técnica e do respaldo de pesquisas da UFMG mostrando que a Tarifa Zero aqueceria o comércio local e geraria empregos, o Projeto de Lei nº 60/2025 em Belo Horizonte acabou rejeitado no plenário por 30 votos a 10. A votação expôs a forte pressão do lobby das concessionárias de ônibus e de entidades patronais como a FIEMG e a CDL, além da oposição do prefeito Álvaro Damião. Contudo, como demonstra a publicação, a derrota regimental se transformou em uma vitória política e pedagógica sem precedentes.

A pressão popular em Belo Horizonte forçou a prefeitura a decretar a gratuidade dos ônibus aos domingos e feriados. Mais do que isso, espalhou a proposta pelo País. Projetos de lei inspirados no modelo de financiamento do Busão 0800 foram protocolados no Distrito Federal, em Fortaleza (CE) e em Florianópolis (SC). Em maio de 2026, o Brasil contava com 144 municípios com Tarifa Zero universal diária, beneficiando mais de 8 milhões de brasileiros e tornando o país a maior referência mundial no tema.

O debate alcançou o topo do governo federal. O fortalecimento da pauta deu novo fôlego à Proposta de Emenda à Constituição nº 25/2023, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, que institui o Sistema Único de Mobilidade (SUM). Conhecido como o "SUS do Transporte", o SUM busca criar uma estrutura federativa de financiamento e diretrizes de qualidade que garanta o transporte gratuito e universal como direito social em todo o território nacional, protegido das oscilações de gestões municipais.

ARTES
Impacto da Tarifa Zero - ARTES

Com 81% de aprovação popular no País, a Tarifa Zero provou que a mobilidade não é um gasto improdutivo, mas um investimento estrutural e o "direito-meio" indispensável para a existência da vida democrática nas cidades. A obra Tarifa Zero: Do Impossível ao Inevitável deixa claro que a pergunta não é mais se a gratuidade deve ser adotada, mas quando o País terá a coragem política de implementá-la em escala nacional.

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A cobrança de tarifa individual na catraca impõe barreiras financeiras às famílias de baixa renda e alimenta o colapso do sistema coletivo

ASF mede satisfação dos consumidores com os seguros que contratam

18 October 2026 at 13:57

Quanto valor retiram os consumidores dos seguros que contratam? Esta é a questão a que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) quer responder com o lançamento de um questionário. O inquérito pretende para avaliar a perceção dos clientes sobre os produtos disponíveis no mercado, tendo em conta o preço, as coberturas e os serviços prestados pelas seguradoras.

O regulador quer recolher respostas de tomadores e beneficiários de seguros para perceber se os produtos correspondem às reais necessidades e expectativas de quem os utiliza e se a oferta do mercado responde a esta procura, utilizando as conclusões do questionário para reforçar os mecanismos de proteção dos consumidores e orientar futuras medidas de supervisão no mercado nacional.

Os resultados desta iniciativa serão conhecidos a 20 de novembro, no 1.º Fórum do Consumidor de Seguros, que será transmitido em direto no site da ASF.

Insistir a la gente para que coma de forma saludable no funciona

18 October 2026 at 11:36
Las tardes de domingo en el parque Simón Bolívar son una orgía de calorías. Muchos puestos de este rincón verde de Bogotá, la capital de Colombia, venden obleas: bocadillos de barquillos rellenos de capas de ingredientes que engordan, como siropes, mermeladas, caramelo y queso. Una salsa verde ácida con sabor a «chicle» es una de las tentadoras opciones. «La vida es demasiado corta para no comer lo que te gusta», reza un cartel sobre uno de los puestos.Y, evidentemente, los colombianos lo creen así. Una cuarta parte de ellos son obesos, según la Organización Mundial de la Salud de la ONU, una proporción que se ha quintuplicado desde 1980. La diabetes, la hipertensión y las enfermedades renales —todas ellas afecciones crónicas asociadas a la obesidad— están muy extendidas. El sistema sanitario, que ya sufría una grave falta de financiación y que luego se vio sometido a una presión casi insostenible por la Covid-19, ha tenido dificultades para hacer frente a la situación.En 2022, el gobierno anterior decidió que era necesario tomar medidas radicales. Exigió que todos los alimentos procesados con altos niveles de azúcar, sal o las grasas más nocivas para la salud se etiquetaran como tales, con grandes advertencias en negro. Y lo que es más importante, impuso un impuesto del 10 % a dichos productos, que se elevó al 15 % en 2024 y al 20 % el año pasado.the_economist_0770Batiburrillo de regulacionesColombia no es el único lugar que está interviniendo en el sector alimentario para combatir la obesidad. El 29 de septiembre, Gavin Newsom, gobernador de California —quien probablemente se presente a las elecciones presidenciales de 2028—, firmó un proyecto de ley que obliga a las cadenas de supermercados a colocar los alimentos saludables en «zonas de gran afluencia» dentro de las tiendas. El 1 de octubre entró en vigor en Escocia una ley que prohíbe a las grandes empresas exponer alimentos poco saludables en lugares destacados de las tiendas y ofrecer promociones que fomenten su compra en grandes cantidades, como las ofertas del tipo «compra uno y llévate otro gratis». En la India, el 6 de octubre finalizó una consulta pública sobre una propuesta para prohibir la venta de comida basura a los niños en un radio de 50 metros de una escuela. El estado de Maharashtra ya cuenta con una ley de este tipo, que prohíbe la venta de comida basura a cualquier persona en las inmediaciones de un colegio.Políticas tan estrictas como estas solían ser una rareza. Entre 1992 y 2020, el Reino Unido adoptó nada menos que 14 planes oficiales del gobierno para frenar el aumento de la obesidad —sin contar las iniciativas de los gobiernos autónomos de Irlanda del Norte, Escocia y Gales—. Esos planes incluían 689 políticas individuales. La mayoría tenía como objetivo concienciar a los consumidores sobre los riesgos para la salud de la comida basura y facilitar un mejor acceso a alternativas saludables, especialmente en los colegios. Ninguna prohibía ningún tipo de comida basura, solo el 3 % restringía el acceso a ella y solo dos políticas —el 0,3 % del total— establecían desincentivos económicos para su consumo, como impuestos más elevados. Este enfoque persuasivo ha fracasado. La tasa de obesidad en Inglaterra se ha duplicado desde principios de la década de 1990. Aproximadamente una quinta parte de los niños de 11 años son ahora obesos. Tanto en los países ricos como en los más pobres, las tasas de obesidad han ido aumentando de forma constante (véase el gráfico). En Estados Unidos, el 72 % de los adultos son obesos o tienen sobrepeso. En México, la proporción es del 74 %. Todo esto supone para los países de la OCDE —un club compuesto en su mayoría por países ricos— un coste medio del 3 % del PIB al año en gasto sanitario y pérdida de productividad.Aunque los medicamentos GLP-1, los tratamientos para perder peso que se han generalizado en el mundo rico en los últimos años, ofrecen la esperanza de reducir drásticamente la obesidad, son caros, sobre todo teniendo en cuenta que los pacientes deben tomarlos de forma indefinida. Los países más pobres, en particular, tendrán dificultades para proporcionárselos a una gran parte de la población.Profusión de medidas desalentadorasLos políticos están recurriendo a una desconcertante variedad de políticas destinadas no a persuadir a la gente para que cambie sus hábitos, sino más bien a modificar el «entorno alimentario» que les rodea. Muchas de las nuevas normas se refieren al etiquetado. Hace unos diez años, las autoridades sanitarias de Gran Bretaña, Francia y otros países crearon símbolos sencillos con los colores del semáforo para clasificar los alimentos de mejor a peor, ya fuera por ingredientes preocupantes (como la grasa, el azúcar y la sal) o en términos generales, basándose en una fórmula que también tiene en cuenta los ingredientes saludables. Desde entonces, muchos países han adoptado estos sistemas de puntuación de fácil comprensión, aunque la mayoría siguen siendo voluntarios.Esto está cambiando rápidamente. Se ha presentado en el parlamento un proyecto de ley para hacer obligatorias las etiquetas en Francia. Singapur obligará pronto a los fabricantes a etiquetar los alimentos que obtengan una puntuación baja según su sistema. Sin embargo, las normas más radicales implican etiquetas de advertencia como las de Colombia, similares a los mensajes alarmantes que muchos países exigen en los paquetes de cigarrillos. Desde 2016, por ejemplo, Chile obliga a los fabricantes a colocar hasta cuatro advertencias negras con forma de señal de stop en la parte frontal de los productos poco saludables, dependiendo del número de ingredientes que superen el umbral reglamentario. Canadá adoptó normas similares a principios de este año.Estas normas tienen un impacto, tanto al disuadir a los compradores como al incitar a los fabricantes, ahora más conscientes, a modificar sus recetas para evitar que sus productos sean tachados de poco saludables. Un análisis reciente de la ley de etiquetado de México, que entró en vigor en 2020, concluyó que había supuesto una reducción del 15 % en las calorías vendidas, del 25 % en los azúcares añadidos y del 12 % en las grasas saturadas, a pesar de que los volúmenes totales de ventas se mantuvieron estables. Aproximadamente el 90 % de la reducción de calorías se debió a la reformulación de los productos, más que a que los consumidores cambiaran los productos que compraban.También están proliferando las restricciones a la comercialización de alimentos poco saludables. En torno a una docena de países prohíben los anuncios televisivos de comida basura en horarios en los que es probable que los niños estén viendo la televisión, o impiden que los anuncios y los envases resulten atractivos para los niños mediante el uso de personajes de dibujos animados y similares. En enero, el Reino Unido dio un paso más allá al prohibir los anuncios de alimentos poco saludables en Internet y en las redes sociales, siguiendo una medida similar adoptada por Portugal en 2019. Los gobiernos locales pueden mostrarse especialmente celosos. En 2022, Nueva York prohibió los anuncios de comida basura en todos los espacios públicos de la ciudad, al igual que han hecho varias localidades de Australia y el Reino Unido. Ámsterdam y Londres los prohíben en el transporte público.En torno a una docena de países prohíben los anuncios televisivos de comida basura en horarios en los que es probable que los niños estén viendo la televisiónAdemás, existen restricciones sobre los lugares donde se pueden vender alimentos poco saludables. La ley de ordenación territorial del Reino Unido se modificó en 2024 para permitir a las autoridades locales prohibir la apertura de nuevos locales de comida rápida a una distancia que se pueda recorrer a pie de un instituto —aunque ya existen tantos establecimientos de este tipo que es posible que las nuevas normas tengan poco efecto—. La ley de Maharashtra es mucho más restrictiva, pero su aplicación es irregular.La dificultad para hacerla cumplir es uno de los muchos inconvenientes de las complejas normas en torno a la comida basura. Pueden suponer una pesada carga para las empresas, que a menudo encuentran formas creativas de eludirlas. Desde 2022, por ejemplo, el Reino Unido ha prohibido a los supermercados exponer alimentos envasados poco saludables cerca de las cajas, las entradas de las tiendas y los extremos de los pasillos, con el fin de frenar las compras impulsivas. La proporción de estos alimentos en las ventas totales se redujo un 7 % el año siguiente a la prohibición. Sin embargo, los pasteles azucarados y grasientos ocuparon rápidamente su lugar cerca de las entradas de las tiendas, ya que los productos recién horneados están exentos de la prohibición.Estas experiencias han llevado a las autoridades británicas a plantearse un enfoque alternativo. En lugar de innumerables normas sobre qué se puede vender, dónde y a quién, están barajando establecer objetivos relativos a la salubridad de las ventas totales de las cadenas de supermercados, basados en las puntuaciones nutricionales que ya se utilizan para las restricciones británicas a la publicidad de la comida basura. Sería, en efecto, una proporción mínima entre espinacas y dulces. Sin embargo, las cadenas tendrían libertad para decidir si promocionar más las espinacas, reducir la promoción de los dulces o convencer a los fabricantes de comida basura para que incluyan más espinacas en sus dulces.Los supermercados ejercen una gran influencia sobre los compradores. Sainsbury's, una gran cadena británica, vio cómo se cuadruplicaban las ventas de fruta cuando ofreció tarjetas coleccionables con motivos de Disney con cada compra. Probablemente, los supermercados presionarían a los proveedores para que hicieran sus productos más saludables, afirma Hugo Harper, de Nesta, un centro de estudios de Londres. Una pizza congelada, por ejemplo, podría acabar teniendo unas cuantas verduras más por encima y un poco menos de sal en la salsa. Nesta estima que unos cambios mínimos en una cuarta parte de los artículos de la cesta de la compra típica británica podrían suponer una reducción sostenida del 8,5 % de las calorías en la dieta de un consumidor medio. A su vez, tal reducción podría reducir la obesidad a la mitad.Los minoristas, como es lógico, no quieren asumir la responsabilidad de conseguir que la gente coma de forma más saludable, aunque los gobiernos les den cierto margen de maniobra sobre cómo hacerlo. Una alternativa más sencilla es frenar el consumo de comida basura mediante impuestos. Más de 100 países aplican impuestos especiales a las bebidas azucaradas, con excelentes resultados. Al año siguiente de que México impusiera dicho impuesto en 2014, las ventas de los productos afectados cayeron en torno a un 6 %. Muchos fabricantes también modificaron sus recetas para que las bebidas contuvieran menos azúcar. Al gobierno de México le gusta tanto este impuesto que lo aumentó de 1,64 pesos (0,09 dólares) por litro a 3,08 pesos a principios de este año.Reino Unido ha prohibido a los supermercados exponer alimentos envasados poco saludables cerca de las cajas, las entradas de las tiendas y los extremos de los pasillos, con el fin de frenar las compras impulsivasCualquier debate sobre el aumento de los impuestos resulta delicado en un momento de elevada inflación y resentimiento generalizado por el aumento del coste de la vida. Sin embargo, la opinión pública parece estar mostrándose cada vez más favorable a una regulación más estricta. En una encuesta realizada el año pasado, el 51 % de los estadounidenses se mostró a favor de restringir la venta de comida basura en los supermercados y el 44 % estaba de acuerdo con aplicar impuestos más elevados a este tipo de productos. Casi el 70 % de los británicos afirma que apoyaría una ampliación del impuesto británico sobre las bebidas azucaradas a otros alimentos poco saludables si los ingresos se destinaran a promover una alimentación más saludable.Además, muchos gobiernos ya gravan los alimentos de forma elevada y poco coherente. En algunos países debería ser posible penalizar la comida basura ajustando los tipos impositivos de los distintos productos sin aumentar los impuestos en general. Un estudio publicado el año pasado en Nature reveló que diez países europeos aplican tipos más elevados del impuesto sobre el valor añadido a las frutas y verduras que a la carne y los lácteos. Según los investigadores, invertir esta tendencia traería grandes beneficios para la salud sin apenas coste para los consumidores. En Dinamarca, Alemania y los Países Bajos se están debatiendo reformas del IVA en este sentido.La comida basura es popular por muchas razones. Es práctica. A menudo resulta más barata, caloría por caloría, que los alimentos más saludables. Es difícil resistirse al azúcar, la sal y la grasa. Las empresas alimentarias y los supermercados obtienen más beneficios con estos productos que con los saludables, ya que venden más unidades y obtienen mayores márgenes de beneficio. Sin embargo, frente a estas abrumadoras ventajas, los gobiernos han encontrado un formidable conjunto de contramedidas.

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Porsche aposta em carros mais caros para recuperar lucros

By: ECO IA
18 October 2026 at 10:42

A Porsche quer aumentar o preço dos automóveis mais exclusivos e reduzir a estrutura de custos para recuperar a rentabilidade, segundo avançou o Wall Street Journal (acesso pago, em inglês). A estratégia de Michael Leiters, que assumiu a presidência executiva em janeiro, combina novos modelos de topo de gama com cortes de pessoal e mudanças na remuneração dos trabalhadores. O lucro líquido da fabricante caiu de 5,6 mil milhões de dólares em 2023 para menos de 500 milhões em 2025.

Uma das metas é aumentar de 300 mil para cerca de 370 mil dólares o preço médio dos 10.000 automóveis mais caros vendidos anualmente pela marca. Com experiência na Ferrari e na McLaren, Leiters aposta numa estratégia semelhante à da fabricante italiana, reforçando a oferta para os clientes com maior capacidade financeira. Além de superdesportivos posicionados acima do 911, estão previstos um SUV de três filas de bancos mais caro do que o Cayenne e mais versões exclusivas de modelos existentes, cujos preços podem atingir 15 milhões de dólares.

A redução de custos passa pela eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2035, aproximadamente um quinto do total. O acordo alcançado em julho com os representantes dos trabalhadores reduz também de 12 para oito os dias mensais permitidos de teletrabalho e aproxima os prémios anuais dos resultados financeiros. Este ano, os trabalhadores alemães não receberam o habitual prémio, que tinha superado 10 mil dólares em 2024. Os pagamentos futuros serão parcialmente feitos em ações, enquanto os incentivos dos gestores darão maior peso ao contributo individual.

O plano procura responder à quebra das vendas na China, às tarifas norte-americanas e aos custos dos investimentos nos elétricos. A decisão de tornar o novo Macan exclusivamente elétrico foi uma das apostas que penalizaram a fabricante quando o crescimento deste mercado abrandou. A Porsche recuperou os planos para um SUV de entrada de gama com motor a gasolina, mas o lançamento só deverá acontecer em 2028. Leiters afastou ainda um 911 elétrico, embora tenha manifestado apoio ao desenvolvimento do 718 Boxster elétrico.

O objetivo é adaptar a empresa para atingir o equilíbrio financeiro mesmo que as vendas anuais recuem para 200 mil automóveis, depois de terem ultrapassado 320 mil em 2023. A Porsche pretende alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% até 2030, com uma meta de 15% a mais longo prazo. A renovação da oferta terá, porém, efeitos demorados. O SUV de três filas não é esperado antes de 2029 e a nova família de superdesportivos chegará ainda mais tarde.

Ex-ministra das migrações acusa sucessor de ceder ao Chega

18 October 2026 at 09:43

A ex-ministra socialista com a tutela da imigração acusou hoje o seu sucessor, António Leitão Amaro (PSD), de ceder ao discurso extremista do Chega e de promover o medo em relação aos imigrantes em Portugal.

“Eu acho que a chegada de Luís Montenegro ao governo e, em particular, a ação do ministro Leitão Amaro, permitiu aumentar um sentimento negativo sobre a imigração que nunca houve em Portugal”, afirmou, em entrevista à Lusa, a eurodeputada Ana Catarina Mendes, antiga ministra dos Assuntos Parlamentares.

Em entrevista à Lusa sobre os três anos de criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que se assinalam em 29 de outubro, Ana Catarina Mendes recordou que, durante anos, PS e PSD consensualizaram as políticas de migração.

Elogiou em particular o antigo ministro da Administração Interna social-democrata Miguel Macedo, que “foi o responsável pela transposição da diretiva do retorno” e “procurou criar consensos”, sem “opções radicais ou extremadas”.

Contudo, um acontecimento recente mudou a visão da política migratória do centro-direita: “O aparecimento de um partido extremista em Portugal, que usou a imigração para causar medo”, o que tornou impossível aos governos socialistas de António Costa encontrar pontos de encontro com o PSD para a política de imigração.

A ex-governante recordou que os sociais-democratas “votaram contra a extinção do SEF” (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que veio a dar lugar à AIMA), sem haver “uma tentativa sequer de perceber o que isto queria dizer” do ponto de vista da política migratória.

Para a ex-ministra, o PSD “renunciou à própria história” neste tema por medo de perder eleitorado: “Julgo que o medo de que um partido extremista tivesse mais votos do que o PSD” levou à construção desta ideia de que “os socialistas descontrolam a imigração”, subscrevendo os discursos de André Ventura.

“Todos os relatórios internacionais saúdam a política de imigração de então”, disse Ana Catarina Mendes, considerando por isso “que falta rigor e às vezes falta estudo sobre as matérias”.

“Eu acho que nós hoje estamos confrontados com um mundo do imediato, do sensacionalismo, onde as perceções se tornam verdade, onde as redes sociais disseminam desinformação”, salientou.

As sociedades lidam, “em termos mundiais, com uma agenda claramente contra a imigração e que encontrou na imigração o bode expiatório para o ressentimento, os males do mundo”.

“A AIMA tem condições para ter orçamento próprio”, deu lucro e “não faz política de integração porque o governo não sabe (…) ou não quer”, acusou a ex-governante.

Ana Catarina Mendes lamentou o que classificou como uma “quebra de solidariedade europeia”: “A primeira reação de 22 Estados-membros, que Portugal, felizmente, não subscreveu, a pedir suspensão de Schengen em Espanha” por causa dos incidentes em Ceuta, quando se trata de “uma fronteira externa da União Europeia”, que é uma responsabilidade partilhada.

A eurodeputada criticou também o comportamento dos deputados do Partido Popular Europeu (PPE), que integra PSD e CDS, na aprovação do Regulamento do Retorno na UE, com o apoio da extrema-direita.

“Naquele dia, celebraram efusivamente, dizendo ‘Vão para casa. Devolvam-nos aos seus países’”, recordou a eurodeputada, que disse estar a lutar em Bruxelas para que “o projeto europeu continue a ser um projeto de solidariedade, de democracia e de liberdade”.

Por isso, “as políticas de migração devem ser políticas olhadas com aquilo que é o rigor dos factos”, resumiu.

Ana Catarina Mendes reconheceu no entanto que os serviços públicos têm de acompanhar o aumento da procura.

Por isso, a primeira das 34 lojas AIMA previstas foi aberta no Algarve, na loja do Cidadão, para “criar um caminho de integração documental”.

“Nós, na altura, também fomos dizendo que não estava tudo bem e que era preciso reforçar os serviços públicos e isso estava interligado”, porque as “coisas não se fazem por gavetas” e a imigração é “também uma política integrada” com várias áreas do governo, como a saúde ou a educação.

Defendeu por isso a necessidade de “serviços públicos para todos os cidadãos, sejam nacionais ou sejam estrangeiros, que estejam em Portugal”.

“Sempre houve imigração” e “cabe aos governos gerir a situação”, e “não culpar os mais fracos”, acusou Ana Catarina Mendes.

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INTERVISTA A LUIGI COPERTINO SU “FASCISMO SOCIALISTA”

18 October 2026 at 08:40

Luigi Copertino. Fascismo socialista. Percorsi di superamento delle categorie destra-sinistra, Edizioni Imprimere

Il libro

Il fascismo è uno dei capitoli più controversi della storia italiana e richiede, per essere compreso, di essere analizzato senza apologie né demonizzazioni. Il libro dello studioso cattolico Luigi Copertino ne indaga le radici nel socialismo eterodosso, nel vitalismo, nel pensiero di Sorel e Nietzsche e nell’anarco-sindacalismo, mostrando il tentativo originario di fondere socialismo e idea nazionale, oltre la tradizionale contrapposizione tra destra e sinistra.

Dall’impossibilità di egemonizzare la sinistra nacque il progressivo avvicinamento al nazionalismo e alle forze conservatrici, fino al compromesso del fascismo-regime. L’analisi ne evidenzia le contraddizioni, la componente sociale e rivoluzionaria e l’eredità dello Stato sociale e imprenditore.
Una rilettura del fascismo nella sua complessità storica, lontana tanto dalla nostalgia quanto dalle semplificazioni ideologiche.
Abbiamo intervistato l’Autore.

L’intervista

Anni fa, uscì un volume di uno degli intellettuali di Destra più interessanti dell’ultimo Novecento, Giano Accame. Il libro si intitolava “Fascismo immenso e rosso”, e riprendeva una definizione dello scrittore francese Robert Brasillach. È una definizione che ho ritrovato nel suo volume …

Il libro di Accame è stato un meritevole tentativo – il mio “Fascismo socialista” si pone sul medesimo sentiero – di sdoganare per il più vasto pubblico le conclusioni cui la ormai immensa letteratura storiografica in tema di fascismo è incontrovertibilmente giunta (le poche resistenze in sede storiografica sono soltanto espressioni tardive e residuali di una vecchia, infondata e superata, storiografia marxista viziata da un approccio ideologico) ovvero che il fascismo è stato un ramo del rigoglioso albero socialista. Un ramo peculiare perché caratterizzato dalla fusione del socialismo – inteso più largamente come tendenza alla giustizia sociale, piuttosto che come dottrinarismo marxista con le sue infondate pretese di scientificità – con la nazione, con la patria. Un motivo, questo, che ritroviamo in tutti gli autentici fascismi storici, non solo quello italiano, e da qui il titolo del testo di Accame ripreso dal francese Robert Brasillach, poeta martire assassinato dalla apparente giustizia dei cosiddetti “liberatori”.

Cosa è stato il fascismo?

Il fascismo è stato profondamente rosso nella sua essenza ed origine. In tal senso alla categoria del “fascismo immenso e rosso”, come dico nel mio libro, il cui titolo è il rovesciamento di quello, “Socialismo fascista”, dell’altro grande scrittore francese Pierre Drieu La Rochelle, possono ricondursi anche esperienze e regimi politici ritenuti in genere distanti dal fascismo come il castrismo cubano. Lo slogan castrista “Patria o muerte” dovrebbe far riflettere i sostenitori di sinistra di Castro. O come il guevarismo. Che Guevara non si spiega senza la sua iniziale adesione militante al Peronismo argentino, che è stata la forma forse più marcatamente socialista – in particolare nell’ala che si rifaceva ad Evita – di fascismo non italiano.

Lei è molto chiaro nel dimostrare che il Fascismo non è ascrivibile alla Destra, e cioè al mondo conservatore …

Senza dubbio. Come dice sin dal sotto titolo il mio libro, il fascismo è stato un modo per andare oltre le categorie di destra e sinistra. Che di per sé non sono atemporali e pertanto immobili. Anzi, esse sono storicamente variabili. Basti pensare che la nazione nasce a sinistra con la Rivoluzione francese e poi si disperde in parte verso destra, con il nazionalismo tardo ottocentesco, e in parte ancora a sinistra, con i vari movimenti di liberazione popolare. Ad esempio, il nasserismo egiziano che, non a caso, rappresenta – e non da solo, perché bisognerebbe aggiungere anche il baathismo irakeno e siriano o il gheddafismo libico – è una tipica forma di socialismo nazionale adattata al contesto storico di matrice mussulmana.

Il conservatorismo. Poi, bisognerebbe distinguere cosa si intende per “conservatorismo”. Oggi, in genere, conservatorismo è sinonimo di liberal-conservatorismo, il polo di destra del pensiero unico liberale essendo quello di sinistra il liberal-progressismo, ma in realtà il conservatorismo prende le sue mosse dalla critica all’epoca di destra, ossia controrivoluzionaria, alla modernità illuminista impostasi con la Rivoluzione francese. Autori come De Maistre, Burke, De Bonald, von Haller avevano puntato il dito soprattutto contro l’individualismo rivoluzionario e difeso l’antico comunitarismo premoderno. In questo senso, si può dire che qualcosa di quella critica ritornò nel fascismo, ma vi ritornò mediata dalle trasformazioni che il conservatorismo subì nel XIX secolo, perlomeno in quelle sue componenti che non accettarono di trasmodare nel liberal-conservatorismo. L’esempio tipico è l’Action Française di Charles Maurras che, benché non fosse un movimento fascista, ma appunto conservatore e tuttavia nazionalista in senso già moderno e “laico” (Maurras era un ateo positivista), avrebbe dato origine a una sua corrente di sinistra – cui appartenne Robert Brasillach – che si sarebbe incontrata con il socialismo proudhoniano elaborando una interessante forma di sindacalismo nazionale a forte matrice operaia.

Qualcosa di simile si riscontra anche nell’Italia primonovecentesca nell’ambito dell’Associazione Nazionalista Italiana dove personaggi come Enrico Corradini elaborano una piattaforma socialista per il nazionalismo, entrando in corrispondenza con Filippo Corridoni, leader del sindacalismo rivoluzionario del primo anteguerra. Ma abbiamo fenomeni simili anche in Spagna, dove la figura “mitica” di José Antonio Primo de Rivera, figlio del dittatore Miguel, da un iniziale tradizionalismo cattolico si sposta verso il nazional-sindacalismo, incontrando esponenti del nazionalismo cattolico contadino e castigliano come Onesimo Redondo e nicciani volontaristi e socialisti come Ledesma Ramos. L’esito di questo incontro fu il falangismo, ovvero, la “Falange Spagnola delle giunte di offensiva nazional-sindacalista” che all’origine non ha nulla a che spartire con il franchismo. Quest’ultimo è stato soltanto un regime nazional-conservatore che, nonostante la coreografia da esso mutuata, invero snaturò, depotenziandone la carica rivoluzionaria, il falangismo, praticando politiche conservatrici e più tardi di liberismo tecnocratico marcato Opus Dei. Insomma, se il fascismo, nella sua origine storica sorge certamente a sinistra, non fu immune dall’accogliere quelle tendenze di destra, destra non liberale, che aspiravano a un nuovo organicismo, un nuovo comunitarismo, la cui possibilità proprio la modernizzazione industriale – si pensi all’emergere dei sindacati – stava rioffrendo contro le illusioni individualiste e contrattualiste dell’illuminismo borghese.

Qualcuno ha parlato del fascismo come della convergenza tra l’eresia socialista del nazionalismo e l’eresia nazionalista del socialismo.

Vero. Ma a condizione di tener presente che l’anima più autentica del fascismo è di sinistra e che proprio le difficoltà di fondere quelle due eresie – si trattava di stabilire se a prevalere dovesse essere il nazionalismo o il socialismo e in che misura l’uno e l’altro dovessero essere miscelati – ha dato vita a un fascismo di destra e a un fascismo di sinistra.

Come mai la componente sociale del Fascismo è stata sconfitta, e come mai il Socialismo è a sua volta tramontato in Italia alla fine del secolo scorso, lasciando posto alla sinistra radical-chic?

Per quanto riguarda il caso italiano, il fascismo socialista sansepolcrista, quello originario, dovette fare i conti con la chiusura del PSI, che sognava la rivoluzione bolscevica e non capì la portata rivoluzionaria della piccola borghesia socialista-nazionale di ritorno dalle trincee e organizzatasi nel fascismo. Chiusura che sbarrò al nascente fascismo la strada a sinistra e contribuì, insieme ad altri fattori come il machiavellismo tattico e realistico di Mussolini, a farlo scivolare verso la destra nazionalista. Tuttavia si trattò di un compromesso, durato vent’anni, accettato, dallo stesso Mussolini che in fondo è sempre rimasto un socialista, in attesa di circostanze migliori per la “seconda ondata della rivoluzione”. Che sembrarono darsi soprattutto negli anni trenta, dopo che nella prima fase del regime esso scontò la necessità – dettata dalle contingenti situazioni dell’economia postbellica e dal patto con i fiancheggiatori di destra che aveva permesso a Mussolini di conquistare il potere – di politiche liberiste, deflazioniste, con una serie di “errori” come lo sbloccamento dell’unica Confederazione dei Sindacati Fascisti, che faceva capo a Edmondo Rossoni, vecchio sindacalista rivoluzionario, in sei diverse Confederazioni indebolendo, a tutto vantaggio della Confindustria, la parte sindacale dell’architettura corporativista che si stava edificando. Ma negli anni trenta, anche per il contraccolpo della crisi del 1929, ma non solo per tale contraccolpo in quanto la crisi fu soltanto l’occasione che si attendeva per aggirare gli ostacoli conservatori, i settori più di sinistra del fascismo – presenti soprattutto nelle organizzazioni giovanili di massa ad iniziare dai GUF (Giovani Universitari Fascisti) e nei sindacati del regime – sperarono nel finalmente sopraggiunto momento di completamento della rivoluzione. La creazione dell’Iri, ovvero l’avvio del dirigismo economico, affidata da Mussolini al tecnico socialista Alberto Beneduce, da lui stimato sin dal 1919, che segnò l’intervento dello Stato in economia (l’Iri entrò in possesso del 44% del capitale azionario italiano, soprattutto nei settori strategici), la Legge bancaria del 1936, elaborata da Domenico Menichella collaboratore di fiducia di Beneduce, che in pratica nazionalizzò la Banca d’Italia e il sistema di credito nazionale, la creazione dell’Agip, per garantire l’indipendenza energetica al Paese, che nel dopoguerra fu salvata dalla liquidazione grazie a Enrico Mattei e poi ampliata in ENI, furono tutti passi verso un nuovo modello economico il quale non aveva più nulla di liberistico. Un modello che sopravvisse al fascismo e fu ereditato dalla Repubblica postfascista, fino a quando le privatizzazioni di Mario Draghi e Romano Prodi, negli anni 90, ci hanno gettato nelle braccia del capitale anglo-americano e della globalizzazione finanziaria. Il cambiamento in senso dirigistico dell’economia italiana rappresentò per la sinistra fascista l’occasione per spingere verso un esito socializzatore il corporativismo del regime. E se è vero che le riforme dirigistiche avvennero per decisioni dall’alto, ossia in parte senza coinvolgimento delle strutture sindacali e corporative del regime, dette riforme tuttavia consentirono alla sinistra fascista di riprendere quota dopo il primo decennio caratterizzato da politiche economiche di destra, ossia più pro capitale che pro lavoro, fino a prospettare la possibilità di una “democrazia sociale del lavoro” – possibilità travolta dal sopraggiungere della guerra – che più tardi sarebbe stata delineata nei suoi tratti principali e puntualizzata nel Manifesto dei 18 Punti di Verona, base politica della Repubblica Sociale Italiana. Detto Manifesto riprendeva da vicino il programma del fascismo sansepolcrista del 1919, chiaramente di sinistra. Un ponte di vent’anni lega i due documenti fascisti mentre sotto quel ponte sono passate le acque del compromesso mussoliniano con i fiancheggiatori conservatori. La Repubblica postfascista non si limitò a ereditare le strutture dello Stato imprenditore implementato dal fascismo ma nella sua Costituzione ripropose le linee di un modello sindacale corporativista sebbene democratizzato. Ciò in particolare in articoli chiave come il 39, il 46 e il 99. Non è un caso se alla elaborazione di questi articoli costituzionali un grande contributo lo diedero quei padri costituenti di matrice cattolica che avevano vissuto il travaglio dottrinale e giuridico che aveva portato alle soluzioni, come l’efficacia erga omnes dei contratti collettivi di lavoro, introdotte dal corporativismo fascista e anche apprezzato, sebbene criticamente, il tentativo del regime di dare finalmente attuazione a quella che sin dal XIX secolo era stata la piattaforma cui aspirava il cattolicesimo sociale. Penso, in particolare, ad Amintore Fanfani e Aldo Moro, ma non solo a loro. Per quanto infine riguarda il tramonto del socialismo, nella sua versione non organicista, alla fine del secolo scorso, sostituito dalla sinistra radical chic e “arcobaleno”, la questione andrebbe inquadrata tenendo conto delle basi individualiste del socialismo di tipo contrattualista, inteso come emancipazione del singolo dalla comunità. Basi filosofiche individualiste molto evidenti nel pensiero marxiano. Marx era un grande liberale, non era statualista né comunitarista, ma aveva per obiettivo l’auto-emancipazione non del lavoratore dallo sfruttamento bensì dell’uomo dal lavoro e dai limiti della sua condizione umana per farlo assurgere a una dimensione di totipotenza che l’“alienazione religiosa”, a suo giudizio, gli impedisce di attuare. Se queste erano le premesse filosofiche non può meravigliare che nella postmodernità la sinistra abbia abbandonato ciò che di “mistico” poteva sussistere o apparire nel socialismo per riposizionarsi sul liberal-laburismo e, peggio, sull’individualismo sotteso a fenomeni di degenerazione antropologica come il trans-genderismo. All’emancipazione sociale è oggi preferita l’emancipazione sessuale, nella via aperta dal francofortismo marx-freudiano sessantottino. L’unificazione del mondo, del resto, non è stata realizzata dal proletariato, come auspicava Marx, perché il proletario in quanto uomo ha sempre una appartenenza e una identità nazionale e culturale, ma dal capitale che per sua natura è apolide e cosmopolita. Il marxismo, con il suo internazionalismo, ha aiutato, lavorando per il nemico, la dinamica di questa unificazione capitalista del mondo. Augusto Del Noce giustamente inquadra il socialismo marxista nell’alveo di quelle grandi “religioni politiche”, insieme d’altro canto al fascismo, che hanno dominato la fase “sacrale” della secolarizzazione per poi cedere alla fase “profana” del raffreddamento ideologico che coincide con la società liquida ovvero “aperta” del mondo post-ideologico, neoliberale. Oggi anch’esso in crisi.

Quanto c’è nella sua opera della ricerca di Augusto Del Noce?

Non tanto in questo mio “Fascismo socialista” ma in un’altra mia opera anch’essa edita quest’anno e dedicata ai rapporti tra Chiesa, fascismo e massoneria. Per rispondere, tuttavia, alla domanda va dato atto al filosofo torinese di essere stato, in ambito cattolico, l’unico a capire quali furono le speranze nutrite dall’intellighenzia cattolica, negli anni trenta, in un regime che sembrava, con la Conciliazione, essersi avviato verso una riformulazione del socialismo nazionale secondo modalità compatibili con la Dottrina Sociale della Chiesa – all’epoca ben espressa dalla “Quadragesimo Anno” (1931) di Pio XI – a condizione di apportare al corporativismo fascista alcuni basilari correttivi come, principalmente, l’autonomia sussidiaria dei corpi intermedi sindacali che invece il corporativismo gentiliano ed hegeliano del fascismo risolveva, fagocitandoli, nello Stato. Benché, va pur detto, non si trattava di una fagocitazione assoluta – i sindacati di regime erano senza dubbio enti pubblici e sebbene inquadrati e controllati nelle strutture corporative rimanevano distinti dallo Stato – e questo dava adito alla speranza di apportare modifiche di tipo cattolico, più autonomia e sussidiarietà, al sistema così come costruito dal regime. Fondamentali, in proposito, furono le riflessioni di Amintore Fanfani, giovane professore dell’Università Cattolica del Sacro Cuore, che dedicò alcuni testi di esame critico e di apprezzamento al corporativismo fascista, come anche quelle di padre Agostino Gemelli, fondatore e preside della richiamata università, che si riconnetteva al pensiero cattolico-corporativista di Giuseppe Toniolo, come infine quelle dello stesso Pio XI magistralmente espresse nella enciclica del 1931 sopra citata. Stiamo parlando, in sostanza, della intellettualità cattolica del tempo, non di ingenui o sprovveduti. Augusto Del Noce ha ricostruito il clima culturale che portava detta intellettualità a sperare e lavorare per il “battesimo” del regime. Tutto partiva dalla visione propria del cattolicesimo preconciliare della dinamica storica dei secoli successivi alla Cristianità medioevale. Una visione per la quale la modernità post-medioevale era stata un lungo itinerario di allontanamento dal Cattolicesimo verso il nichilismo nel quale la società occidentale si stava gettando a capofitto. In tale visione i fascismi apparvero come movimenti che nascevano nella fase terminale della degenerazione moderna. Per questo loro carattere terminale della crisi di civiltà europea essi erano portatori di una cultura irrazionalista e volontarista, di stampo anarchico, che contestava la civiltà illuminista ormai alla frutta. Una contestazione però, secondo la visuale cattolica del tempo, soltanto in negativo e senza alcun apporto in positivo, costruttivo o ricostruttivo della civiltà europea. Sicché, queste erano la conclusione e la speranza dell’intellettualità cattolica degli anni tra le due guerre mondiali, i fascismi, avendo gli stessi nemici del Cattolicesimo, ossia liberalismo e bolscevismo, per passare dalla pura negazione al momento positivo della ricostruzione non potevano non accostarsi, fino ad assimilarsi, alla visuale cattolica del mondo e così tendere alla “restaurazione” cristiana. Da qui la speranza del “battesimo” che Augusto Del Noce, nelle circostanze degli anni trenta, successive alla Conciliazione, non reputa affatto peregrina benché egli riconosce che affinché quella speranza potesse concretizzarsi sarebbe stata necessaria una mutazione ideologica del fascismo che non sopraggiunse perché l’ideologia del regime affondava le sue radici nell’immanentismo filosofico che lo accomunava, sotto tale profilo, alle altre ideologie partorite dalla modernità. Il fascismo, nonostante tutto, restava una “religione politica”, quella che Emilio Gentile ha chiamato “culto del littorio”, in precaria convivenza con la religione tradizionale degli italiani.

I Socialismi nazionali realizzati sono pochi, e spesso con esiti inquietanti. Il Sionismo può essere ascritto a questa ideologia?

Ritengo di sì. Non solo nella versione cosiddetta “revisionista” che ha costituito l’ala nazionalista del sionismo, con tanto di organizzazione terroristica dell’Irgun, e che faceva capo a Jabotinsky, il cui segretario era il padre dell’attuale leader israeliano, quel criminale di Netanyahu, ma anche in quella socialista, o laburista, di Ben Gurion. Di questa affinità si accorsero esimi intellettuali neofascisti come il citato Giano Accame che fu un sostenitore di Israele proprio perché nel sionismo riconosceva una forma di fascismo ebraico, con caratteri, al netto della peculiarità giudaica, simili al mazzinianesimo che è stata una delle fonti ideologiche della sinistra fascista. D’altro canto non va dimenticato che, nell’ambito della sua politica intesa a imporre l’egemonia italiana nel Mediterraneo, cacciandone quella inglese, Mussolini si presentò sia alle popolazioni mussulmane – allorché in Libia brandì la “spada dell’Islam” – sia ai sionisti, impegnati in azioni terroristiche contro il protettorato britannico in Palestina, come un alleato nella loro lotta anticoloniale. Mussolini concesse a Jabotinsky l’uso del porto navale di Civitavecchia per insediarvi la base del Bethar ovvero la milizia politica paramilitare del sionismo revisionista che costituì il nucleo originario della futura marina militare israeliana. Del resto il fascismo, fino al 1938, nei suoi ranghi, anche di alto livello, contava migliaia di italiani ebrei, tra i quali Paolo Orano uno dei più noti intellettuali fascisti. Nel mio libro dedico un capitolo al controverso tema del presunto antisemitismo fascista per smascherare la costruzione ideologica imbastita sul problema. Tratto, ad esempio, della diatriba su Il Popolo d’Italia tra Mussolini che, nel 1919, aveva scritto un editoriale allarmante sulla presenza ebraica negli avvenimenti rivoluzionari russi e ungheresi ma anche nella finanza occidentale, e uno dei lettori fascista ma ebreo del quotidiano da lui diretto, tal Bachi, che in una lettera replicò difendendo, con ampi argomenti, la causa ebraica e distinguendola da quella bolscevica e da quella del gotha finanziario capitalista mondiale. Alla fine Mussolini, pubblicando la lettera di protesta del suo lettore ebreo, gli diede ragione facendo ammenda del suo precedente editoriale. Le leggi razziali furono il tragico prezzo che il regime pagò a un ingombrante alleato nelle braccia del quale era stato spinto dalla cecità e dal fanatismo antitedesco di Londra e Parigi che avevano osteggiato l’impresa coloniale in Etiopia ergendosi ipocritamente – esse che erano padrone coloniali del mondo – a tutori dei “diritti dei popoli”. Mussolini non nutrì mai sentimenti antisemiti a iniziare dalla sua vita privata giacché una delle sue prime amanti, la colta intellettuale Margherita Sarfatti, era ebrea. Sempre in questo capitolo del libro, dedicato al rapporto tra fascismo ed ebraismo, viene ricostruita la vicenda del fascista Ferdinando Natoni che, mentre i partigiani responsabili dell’attentato di via Rasella se ne stavano al sicuro, scese in strada, con la camicia nera della milizia, a difendere gli ebrei romani del ghetto dalla razzia nazista del 16 ottobre 1943, rischiando personalmente la vita e salvando quella di due ragazze ebree che egli fece passare per sue figlie. Natoni, quando fu insignito di un premio dal rabbino capo di Roma Elio Toaff, ebbe a dichiarare pubblicamente all’uditorio ebraico che egli era stato e si riteneva ancora un fascista e che quel che aveva fatto lo aveva fatto proprio in ossequio al suo credo fascista.

Lei, come cattolico militante, cosa salverebbe del Fascismo e del Socialismo?

La tensione verso la giustizia sociale e la visione comunitaria della vita depurandola tuttavia da qualsiasi deviazione idolatrica. La giustizia sociale e la comunità nazionale non possono assurgere a miti politici, a idoli, a religioni immanenti, ma devono essere fondate su una visione aperta alla Trascendenza che, appunto, al fascismo e al socialismo – perlomeno nelle loro forme più note (il discorso è diverso se si prendono il caso spagnolo o rumeno oppure le biografie di alcuni protagonisti della loro storia) – manca. Ed è qui, a mio giudizio, che va cercata la causa principale della loro sconfitta. Che però non nobilita ne rende moralmente legittima l’ideologia liberista. Non può esserci giustizia sociale e neanche comunità dove vengono se non negati quantomeno emarginati l’Amore dall’Alto, la Caritas, la Metanoia del cuore. Un cattolico come Chesterton ebbe simpatie per il fascismo italiano nel quale intravvedeva alcune propensioni sociali distributiste, ma non nascondeva che per altri versi c’erano nel fascismo aspetti statolatrici poco conciliabili con il comunitarismo propugnato da tante intelligenze impegnate, allora come oggi, nella ricerca di una alternativa tanto al capitalismo quanto al comunismo.

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Author: Paolo Gulisano, Epidemiologo

Paolo Gulisano è medico specialista in Igiene, Epidemiologia e Medicina Preventiva, nonché cultore di Storia della Medicina. e scrittore per passione. È autore di oltre 40 saggi dedicati a temi apologetici, storici e letterari e di tre romanzi del genere fantastico. È considerato uno dei maggiori esperti di Letteratura Fantasy: ha scritto libri su Tolkien, su Lewis, Chesterton, sui miti celtici, su Re Artù, su Stevenson, Conan Doyl

L'articolo INTERVISTA A LUIGI COPERTINO SU “FASCISMO SOCIALISTA” proviene da Blondet & Friends.

El Vaticano contiene la respiración ante la enfermedad del Papa: "Quizás haya que reformular todo el pontificado"

18 October 2026 at 06:58

El cáncer diagnosticado al Papa León XIV ha sido "un jarro de agua fría para el Vaticano" y mantiene en vilo a toda la curia, a la espera de la evolución del pontífice, que este martes fue sometido a una operación para extirparle parte de un pulmón afectado por un adenocarcinoma. Así lo aseguran los vaticanistas y teólogos, que coinciden en que la Santa Sede ya baraja "todos los escenarios posibles", desde la recuperación total del Papa hasta la organización de un nuevo cónclave en el peor de los casos.

"La noticia se ha encajado muy mal porque León XIV estaba considerado un papa casi Superman, un deportista que estaba en perfectas condiciones de salud. Con 71 años tiene una edad óptima para ser Papa y se preveía un pontificado largo de 20 años para consolidar un poco las reformas iniciadas por Francisco. Ahora no hay lugar para previsiones a largo plazo, ni siquiera a medio, porque todo dependerá de su evolución. La extirpación ha sido un éxito, pero falta saber si los ganglios están afectados y si hay metástasis en otras partes del cuerpo. En función de eso, sabremos si hay consecuencias graves inmediatas o no. La moneda está en el aire", afirma el teólogo José Manuel Vidal, director de Religión Digital, uno de los principales portales de información religiosa en español.

"La enfermedad del Papa ha sorprendido a todo el mundo porque es un Papa joven y muy deportista, que entrena y juega al tenis todas las semanas en Castel Gandolfo. Además, no fuma y nunca ha fumado, así que esa enfermedad de pulmón ha causado mucha sorpresa en el Vaticano y también cautela. La rapidez de la intervención ya hizo pensar que hablábamos de algo serio, pero él lo ha encajado con serenidad y no se ha ocultado", señala Sergio Rodríguez López-Ros, vaticanista y consultor ad casum de la Santa Sede.

Es un Papa deportista, que no fuma y nunca ha fumado, así que esa enfermedad de pulmón ha causado mucha sorpresa en el Vaticano y también cautela"

Aunque los informes médicos indican que la evolución del Papa es mejor de lo esperado y ha sido dado de alta este sábado, regresando al Vaticano para presidir el Ángelus este mismo domingo, falta conocer los resultados de los análisis moleculares e histológicos de los tejidos y ganglios linfáticos extraídos en la cirugía, unas pruebas que podrían conocerse este lunes.

"El estado de ánimo del Papa es muy bueno, fruto de una persona fuerte y optimista. Ya se ha reincorporado y está haciendo un poco de vida normal en el hospital, pero no sabremos hasta el lunes si el cáncer estaba concentrado o si estaba extendido. Todo parece indicar que no se ha extendido y que solo requerirá de un tratamiento puntual y posterior seguimiento, pero en caso contrario necesitaría tratamientos más agresivos que podrían apartarlo de sus funciones durante un tiempo", dice López-Ros.

En todo caso, el vaticanista sugiere que el propio León XIV también ha contemplado todos los escenarios y enmarca ahí su decisión de nombrar la semana pasada al cardenal filipino Luis Antonio Tagle como nuevo decano del Colegio Cardenalicio, en sustitución del veterano Giovanni Battista Re, de 92 años y muy desgastado por las polémicas, entre ellas por su dudosa imparcialidad en el pasado Cónclave, que terminó con fumata blanca para León XIV (Re expresó en un micrófono abierto su preferencia por el candidato italiano Pietro Parolin).

"Mi interpretación es que León XIV lo hizo porque ya conocía su enfermedad y se puso en el peor de los casos porque la operación podía haber salido mal o haber habido complicaciones. Creo que pensó en el supuesto último de que hubiese que elegir un nuevo Papa y quiso cambiar a Re, porque todos sabemos lo que pasó en el Cónclave anterior, para poner a Tagle, que genera mucho más consenso y cuenta con un gran afecto dentro del Colegio de Cardenales. Digamos que lo hizo para garantizar la neutralidad de un futuro cónclave", dice.

López Ros subraya, además, que León XIV no es una persona que se vaya a aferrar al poder: "Este Papa es un religioso, un agustino que concibe cualquier cargo como un servicio y no como un poder, así que no tengo la menor duda de que, si siente que no está capacitado para ejercer sus funciones, dimitirá con total tranquilidad y naturalidad. La dimisión es algo muy excepcional en la Iglesia, pero ya tenemos el precedente de Benedicto XVI. Teníamos a Ratzinger por una persona seria, hosca y guardián de la ortodoxia, pero con su dimisión demostró una gran humildad y poco apego al poder. Creo que con ese gesto inauguró una nueva etapa".

Vidal considera, en cambio, que pesará más en León XIV su sentido de la responsabilidad, por lo que descarta que pueda producirse una renuncia y un futuro cónclave: "Por lo que me cuentan los agustinos, que son los que más le conocen, creo que en su mente va a primar más el deseo de cumplir la misión para la que ha sido elegido, porque sabe que un nuevo cónclave, apenas un año después del anterior, sería un varapalo enorme para toda la Iglesia".

"Todos los periodos de cónclave son etapas de crisis para la Iglesia porque la institución se somete a escrutinio y durante la sede vacante se produce un parón radical en el que no se toman decisiones, solo permanece activa la gestión más ordinaria o administrativa. Todo queda en suspenso y empiezan los debates y las especulaciones, las luchas tremendas entre las distintas facciones de la curia, entre los distintos lobbies, una lucha a veces muy intensa. Todo eso se transmite, sobre todo hoy día, a través de los medios de comunicación y las redes sociales, entre verdades, bulos y rumores. Es una época de inestabilidad que todo el mundo quiere evitar", explica.

La posible "modulación" del pontificado

Otro escenario intermedio es que el Papa deba someterse a algún tratamiento médico más agresivo y delegue durante un tiempo parte de sus funciones o posponga sus actividades, entre ellas el viaje que tenía previsto realizar a Latinoamérica en noviembre. "El cardenal Parolin, secretario de Estado del Vaticano, ya dijo el otro día que si hiciera falta se podía modular el pontificado, que en el lenguaje vaticano quiere decir delegar funciones en otras personas. En ese supuesto, Tagle, como decano del Colegio Cardenalicio, sería la persona que llevaría adelante la Iglesia. Eso significa coordinar al secretario de Estado, al gobernador de la Ciudad del Vaticano, al cardenal vicario para la ciudad de Roma y a todo el Colegio de Cardenales en su conjunto", apunta López Ros.

Pero Vidal incide en que "el rol del Papa no se puede transferir" a nadie porque "cualquier decisión importante o nombramiento" debe llevar su firma. "Es un rey absolutista", dice. Recuerda, además, que muchos otros Papas han seguido al frente de la Iglesia incluso estando gravemente enfermos: "Juan Pablo II sufrió en sus últimos años un Parkinson galopante y casi total, pero siguió gobernando hasta su muerte. El propio Francisco gobernó durante 13 años sin un pulmón, que le habían extirpado cuando era muchísimo más joven que León XIV".

"Si el cáncer está ahí y tiene repercusiones futuras que incapaciten al Papa, un escenario a día de hoy poco probable, entraríamos en una fase de pontificado muy delicada. Las previsiones de futuro tendrían que recortarse, los viajes deberían amoldarse a su estado de salud y, en general, habría que reformular un poco todo el pontificado, pero no hay ninguna figura que pueda ocupar su lugar. No existe un 'vicepapa' o regente que lo sustituya. Un Papa sigue siendo Papa hasta que muere o renuncia", insiste.

"Aunque León XIV tenga que someterse a quimioterapia o radioterapia, o tenga que tomar medicamentos agresivos, va a seguir ejerciendo como Papa. Además, es una persona fuerte y preparada, que puede responder bien a los tratamientos. También es un Papa muy obediente, no tiene la rebeldía de Francisco, que era rebelde hasta con los médicos. Si los doctores le recomiendan posponer el viaje a Latinoamérica, lo aplazará sin problema, aunque estoy convencido de que va a intentar ir por todos los medios", añade.

El cardenal español Artime volvería a entrar en las quinielas si hay un nuevo cónclave

Aunque la celebración de un nuevo cónclave es un escenario poco probable porque los informes médicos apuntan a una evolución favorable de León XIV, es una posibilidad que no se puede descartar. "Hablar de un cónclave con un Papa vivo es siempre extraño, pero está claro que en el Vaticano deben barajar todos los escenarios, como cualquier empresa que debe tener un plan de contingencia frente a los posibles riesgos", dice López Ros.

En ese supuesto, el vaticanista augura que la quiniela de cardenales papables "sería muy parecida a la que ya vimos en 2025" porque apenas ha transcurrido tiempo desde el anterior cónclave: "Las opciones de Parolin creo que ya se quemaron entonces, pero las de Tagle siguen siendo muy fuertes porque goza de la confianza del Papa, tiene mucho carisma al hablar y es una persona que cae bien a todo el mundo. Además, es filipino y el eje geoestratégico de la Iglesia se está desplazando hacia Asia".

"Luego hay una segunda línea de candidatos que ya estaban en su día, entre ellos alguno africano, varios europeos, otro de la India... y también un español, Ángel Fernández Artime, que volvería a tener opciones porque durante este tiempo se le han dado varios cargos nuevos, lo que supone una muestra de confianza del actual Papa", apunta.

El chico de los recados viene a España ¡otra vez!

17 October 2026 at 21:11

El chico de los recados viene a España ¡otra vez!

La pasión de Milei por España resulta conmovedora: somos el segundo país del mundo al que más veces ha viajado desde que es presidente, siete incluyendo esta. Paradójicamente, nunca ha hecho una visita oficial

Los líderes de partidos pequeños, minúsculos e ínfimos de izquierdas han alcanzado un acuerdo: no se soportan entre sí y eso les importa más que cualquier otra cosa. Muy bien. No voy a escribir sobre ello: la espuma que me sale por la boca anegaría mi sintaxis y le tengo aún respeto.

Entretanto, las encuestas otorgan unos 14-15 puntos de ventaja al bloque de la derecha que, pese a la holgura, no da nada por ganado. En los próximos días una de las glorias de la ultraderecha mundial, Javier Milei, aterrizará en España para movilizar el voto ultra. Veremos al presidente argentino haciendo campaña en nuestras elecciones. Participará en actos de Vox y es previsible que se reúna con Ayuso. La sintonía con Milei no ofrece dudas: él lo llama “motosierra”; Vox, “desregulación”. Él habla de los “zurdos hijos de puta”; Ayuso lo concreta en una persona. Los tres son fabricantes de odio.

Hace años que la ultraderecha se coordina de forma global en cuestiones políticas, electorales y, en algunos casos, financieras. Se prestan apoyo mutuo, comparten estudios, programas, lemas, objetivos. Pero sobre todo comparten adversario político y eso les motiva suficiente para actuar coordinados.

La pasión de Milei por España resulta conmovedora: somos el segundo país del mundo al que más veces ha viajado desde que es presidente, siete incluyendo esta. Paradójicamente, nunca ha hecho una visita oficial. Ahora tampoco. Solo hay un país que Milei haya visitado más que el nuestro, Estados Unidos. Allí sus viajes son perrunos, con perdón para los perros: cuando al partido de Milei le auguraban una derrota en las elecciones legislativas de 2025, firmó un rescate financiero con EEUU. Al momento, los bonos y las encuestas se dieron la vuelta. Es una de esas deudas que Milei no terminará nunca de pagar.

Ahora los argentinos lo llaman el che pibe de Trump, o sea, su chico de los recados, pero yo me confieso admirada de la capacidad de coordinación de la ultraderecha global. Aplican a cualquier problema una mirada de apisonadora sin matices. Cuando hay elecciones, en cambio, su sutileza es florentina: dado que la mayor parte de la opinión pública española y europea juzga mal a Trump, nos manda al che pibe. Así crece y se perfecciona el bucle de la coordinación y el apoyo mutuo: yo te salvo unas elecciones, tú me haces campaña en España y Brasil.

Ah, que no se me pase lo de Brasil: país con gobierno progresista, hay que observarlo bien. En la primera vuelta el presidente argentino hizo campaña activamente por Flavio Bolsonaro o, mejor dicho, contra Lula. Lo llamó “ladrón”, “corrupto” y “presidiario”. Que un presidente insultara a otro era una práctica insólita, pero Milei la ha convertido en costumbre. Podemos esperar lo mismo, y no será la primera vez. Por eso Ayuso quiere también recibirle: no puede quedarse atrás en el ranking de insultadores de Pedro Sánchez. Y ella es la más interesada en que la alianza ultra global la identifique como socia preferente.

Milei no fue el único que actuó en la campaña brasileña: Meta, la tecnológica de Mark Zuckerberg, ha sido obligada por el Tribunal Electoral brasileño a proporcionar información en pie de igualdad de los dos candidatos, después de la denuncia de que su IA era más generosa con Bolsonaro. O es un despiste muy tonto o es una prodigiosa unidad de acción -formal o informal- de la ultraderecha y los magnates tecnológicos. El domingo que viene veremos si en Brasil triunfan Trump y Peter Thiel, que dan por difunta la democracia y el Estado de bienestar. En realidad, el Estado sin más.

En estos momentos, Milei tiene más predicamento en España que en Argentina. Y trae dinámicas electorales inducidas desde Washington contra cualquier gobierno que se vea como enemigo. También son previsibles en nuestras elecciones injerencias rusas, como en otros países de los que hablé hace un par de semanas. Pero siempre serán opacas y con ese aire carbonario que tiene todo lo que hace Putin. Nunca nos ofrecerá el insuperable espectáculo del che pibe.

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