Présidentielle 2027 : "En plus, j'aime sa femme" Michel Drucker donne le nom de son candidat favori et se confie sur ses convictions politiques


A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) duvida da previsão de crescimento do emprego inscrita na proposta de Orçamento do Estado para 2027. Segundo os técnicos do Parlamento, um crescimento de 1,4% não é consentâneo com um abrandamento da imigração.
“O crescimento do emprego de 1,4% em 2027 é difícil de conciliar com o abrandamento recente da imigração líquida”, escreve a UTAO esta segunda-feira na apreciação preliminar da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
A equipa de técnicos que dão suporte aos deputados assinalam que o Ministérios das Finanças assume um crescimento da população em idade ativa de 0,6% em 2026 e em 2027, “o que já incorpora algum abrandamento, mas projeta um crescimento da população ativa de 1,3% em 2027, o que exige uma subida da taxa de participação para 70,2% (+0,5 p.p.; 69,7% em 2026)”.
Contudo, realçam, “dados mais recentes apontam em sentido oposto: a população em idade ativa aumentou, em média, 28 mil pessoas por trimestre em 2025 e apenas dez mil em 2026, o que deverá refletir um menor saldo migratório”. Por outro lado, o Banco de Portugal, no “Boletim Económico” de junho, “estima que a entrada líquida de imigrantes tenha diminuído de cerca de 13.200 pessoas por mês em 2024 para cerca de 6.200 em 2025” e no primeiro semestre deste ano, “o aumento do emprego resultou sobretudo da redução da população inativa”. A previsão das Finanças é assim “a mais elevada das instituições de referência (entre 0,4% e 1,3%; BdP: 0,7%) e a sua concretização depende de aumentos continuados da participação e da manutenção de saldos migratórios positivos”, alerta a UTAO.
Ora, se o emprego crescer menos, “as bases da receita fiscal e contributiva ficarão abaixo do previsto”, o que se revela um risco acrescido para um Orçamento do Estado elaborado sem grande margem e num contexto geopolítico adverso e cheio de incertezas.
![]()
Os técnicos do Parlamento chamam mesmo a atenção para o facto de, para este ano, as estimativas apontarem para um crescimento da receita corrente de 5,4%, ou seja, abaixo do da despesa corrente (6,2%). Assim, “o excedente orçamental corrente passará de 3,3% em 2025 para 3% em 2026 e 2,5% em 2027. Se esta tendência se mantiver no médio prazo, a margem orçamental tenderá a reduzir-se”, alerta o relatório da UTAO.
O agudizar da crise energética e a necessidade de reforçar ou prolongar as medidas de apoio aos combustíveis poderá implicar “menor receita ou maior despesas face ao previsto”, escreve a UTAO sublinhando que este é um dos riscos descendentes do OE que, na verdade, não inclui novas medidas de apoio aos combustíveis, nem despesa de segurança energética ao abrigo da cláusula de derrogação nacional (0,0% do PIB), além de assumir assume para 2027 um preço do petróleo inferior ao dos futuros mais recentes.
“A experiência de 2022 e a orientação da Comissão aconselham que tais medidas sejam temporárias e direcionadas”, defende a UTAO que sublinha o facto de o choque de 2026 ser mais global face ao de 2022, mas o contexto macrofinanceiro atual é diferente.
O Banco de Portugal, no Boletim Económico de outubro, refere um impacto mais contido na inflação em Portugal e na Zona Euro. “Em 2026, a perturbação incide mais no petróleo (e em derivados, como o gasóleo) do que no gás natural, ao contrário de 2022; a infraestrutura para fontes alternativas de gás e o maior peso das renováveis na eletricidade amorteceram os preços grossistas, embora os baixos níveis de armazenamento deixem a Europa exposta a uma escassez prolongada de gás”, escreve a UTAO.
![]()
No capítulo dos combustíveis, a UTAO sublinha ainda que o combate à fraude no setor dos combustíveis deverá render 300 milhões de euros aos cofres do Estado em 2027, em sede de IVA, de acordo com as previsões do Ministério das Finanças. Esta é mesmo a “medida de maior dimensão do lado da receita”. Contudo, a proposta de OE2027 “não disponibiliza informação suficientemente detalhada sobre o seu conteúdo e os mecanismos de implementação, o que limita a avaliação da robustez da medida e a aferição da razoabilidade do impacto orçamental projetado”, critica a UTAO.
Os técnicos do Parlamento consideram que existe “um risco de concretização inferior ao previsto, atendendo aos antecedentes de medidas de combate à fraude cuja execução efetiva se revelou menor, ou relativamente às quais a Conta Geral do Estado não disponibilizou informação suficiente para aferir os resultados alcançados”.
![]()
Em nota oficial, a pasta destacou que o valor representa pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos. Segundo a nota, a realocação será feita sem elevar o teto de despesas nem alterar a meta de resultado primário.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, parte dos custos das medidas poderá ser absorvida por revisões nas estimativas de despesas obrigatórias. Outros R$ 20 bilhões serão remanejados entre áreas da administração federal para acomodar os gastos previstos.
O objetivo é incluir as iniciativas no orçamento sem ultrapassar o limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal, que restringe o aumento dos gastos a 2,5% acima da inflação no ano anterior.
O ministério não detalhou, na nota, quais despesas serão reduzidas ou quais áreas terão recursos remanejados.
Segundo o Planejamento, o resultado primário, que corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida, também deverá respeitar a meta prevista.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 estabelece meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo.
O governo reafirmou que pretende retomar os superávits primários para os anos seguintes. O indicador é considerado importante para a trajetória da dívida pública, embora não represente, isoladamente, uma redução automática do endividamento.
Na nota, a pasta declarou que o compromisso com o equilíbrio fiscal deve caminhar junto à manutenção de políticas públicas e à melhoria da qualidade do gasto. O ministério também afirmou que o saldo primário melhorou cerca de dois pontos percentuais do PIB desde 2023.
A proposta de remanejamento ainda precisará ser encaminhada ao Congresso, onde será discutida no processo de análise do Orçamento de 2027.
Entre as iniciativas citadas em levantamentos sobre os gastos previstos para 2027 estão mudanças em programas sociais, ampliação de benefícios educacionais, renegociação de dívidas e medidas de apoio a pequenos empreendedores.
Estimativas apresentadas pelo jornal Valor Econômico apontam que o conjunto de propostas pode ter impacto de R$ 53,6 bilhões em 2027, sendo R$ 45,7 bilhões em aumento de despesas e R$ 7,9 bilhões em redução de receitas. Esse total, porém, reúne ações de naturezas diferentes, com fontes de financiamento e prazos de execução distintos.
O ministério, no entanto, contestou a soma indiscriminada dessas iniciativas. Segundo a nota, as análises precisam distinguir políticas financiadas com recursos privados, operações de crédito de bancos públicos e despesas efetivamente custeadas pelo Orçamento federal.
“Iniciativas de naturezas distintas, com diferentes fontes de financiamento e períodos de execução, não podem ser somadas indiscriminadamente”, afirmou a pasta.
O Ministério do Planejamento argumentou que parte das medidas responde a crises internacionais, à alta dos combustíveis e aos efeitos de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A pasta também defendeu ações voltadas à proteção social, ao acesso à moradia, à educação, ao transporte público e ao apoio a pequenos empreendedores. Segundo o órgão, essas iniciativas devem ser avaliadas conforme seus objetivos e seus impactos fiscais específicos.
A nota afirma ainda que a execução de políticas públicas não deve ser interpretada automaticamente como aumento de gastos motivado pelo calendário eleitoral.
“A realização das eleições não suspende as responsabilidades do Estado nem seu dever de proteger a população, garantir direitos e promover o desenvolvimento do país”, declarou o ministério.

Apesar da descida de impostos, como o IRC, a agência de notação financeira Fitch mostra-se satisfeita com a manutenção da trajetória de redução da dívida pública, que tem servido de principal justificação para as consequentes melhorias do rating de Portugal. Esta conclusão é de uma análise da agência, publicada na sexta-feira, à proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
“A rápida redução da dívida pública continua a ser um ponto importante, embora o rácio da dívida de Portugal se mantenha elevado em comparação com outros países com notação semelhante. As projeções do OE2027, segundo as quais a dívida deverá diminuir três pontos percentuais em termos homólogos, para 84,5% do PIB em 2027, estão, de forma geral, alinhadas com as nossas últimas previsões”, destaca a Fitch.
No entanto, as projeções para o saldo diferem entre o Ministério das Finanças e a agência de notação financeira. Ao passo que o Governo antecipa um ligeiro excedente de 0,1% do PIB no próximo ano, a Fitch continua a antecipar um défice de 0,3%. No entanto, explicam, esta estimativa “é compatível com uma maior redução da dívida, desde que se mantenham excedentes primários suficientemente elevados“.
O desempenho orçamental de Portugal tem excedido repetidamente as expectativas iniciais nos últimos anos, o que confere alguma confiança na execução orçamental, embora a meta de excedente de 0,1% fixada pelo governo deixe pouca margem para um crescimento mais fraco, um desempenho da receita inferior ao previsto ou medidas adicionais sem cobertura financeira.
A diferença no saldo orçamental para o próximo ano assenta sobretudo nas perspetivas de crescimento do PIB. O Executivo português aponta para uma aceleração para 2,3% este ano e um abrandamento para 2,1% no próximo, ao passo que a Fitch antecipa 2,1% em 2026 e 1,9% em 2027. Para a agência, o fator decisivo do crescimento económico nos patamares definidos pelo ministro das Finanças será o investimento privado. Ou seja, até que ponto “o investimento privado vai conseguir compensar a queda do investimento público, tendo em conta as condições de financiamento mais restritivas”.
A Fitch reconhece ainda o agravamento dos juros da dívida soberana, mas explicam que “o aumento limitado do spread face às Bunds alemãs sugere que este movimento reflete, sobretudo, uma reavaliação generalizada das obrigações, ao invés de uma deterioração significativa do sentimento em relação a Portugal“. No entanto, tal não impede que o custo com juros seja um dos fatores de pressão da despesa a médio-prazo, juntamente com os custos com a saúde e pensões devido ao envelhecimento da população e com a defesa.
Sobre este último ponto, a agência detalha que Portugal se comprometeu a aumentar as despesas com a defesa para 3,5% do PIB até 2035 (face aos 2,15% anteriormente previstos para 2027), com um máximo de 1,5% em investimentos mais amplos relacionados com a segurança. “Estas pressões poderão tornar mais difícil a manutenção de orçamentos globalmente equilibrados, embora as nossas previsões de redução da dívida pública se baseiem num forte compromisso político com a prudência orçamental”, acrescentam.
A agência faz ainda uma avaliação do presente em ano, em que as receitas acima do esperado criaram algum espaço orçamental que permitiu acomodar a descida do IRS, de 400 milhões de euros, e o bónus das pensões. No próximo ano, o efeito da descida do IRC para 19% é estimado em 300 milhões de euros em 2027, apesar de o governo projetar uma queda de apenas 99 milhões na receita arrecadada com este imposto, com a expectativa de que o crescimento económico compense esta redução.
A nível político, a Fitch espera que o Parlamento aprove a proposta, tal como já indiciou o Partido Socialista, apesar de abrir a porta a “alterações durante o processo de aprovação“, e está confiante quanto à execução. “O desempenho orçamental de Portugal tem excedido repetidamente as expectativas iniciais nos últimos anos, o que confere alguma confiança na execução orçamental, embora a meta de excedente de 0,1% fixada pelo governo deixe pouca margem para um crescimento mais fraco, um desempenho da receita inferior ao previsto ou medidas adicionais sem cobertura financeira”, referem.
LA NEWSLETTER · GRATUITE
L'essentiel de l'actualité, passé au crible par les cinq plumes du Courrier. Dans votre boîte, chaque jour ouvré.
Gratuit. Vous restez libre de partir quand vous voulez.
JE M'INSCRIS lecourrierdesstrateges.frLes indemnités de rupture du contrat de travail ont représenté environ 9 milliards d'euros en 2024, versés à plus de 800 000 salariés, selon le rapport IGAS-IGF publié le 22 mai 2026. Les inspections chiffrent leurs exonérations à 1,9 milliard : 0,4 pour l'impôt sur le revenu, 1,5 pour le volet social. L'article 6 du projet de loi de financement de la Sécurité sociale pour 2027, dont la discussion s'ouvre demain en séance, ramène l'exonération de cotisations et de CSG à un plafond unique d'un plafond annuel de la Sécurité sociale (PASS), soit 48 060 euros, contre deux aujourd'hui. Rendement attendu : 0,3 milliard d'euros.
Le gouvernement présente la mesure comme une simplification, et ajoute qu'elle ne concerne que « 5 % des salariés les mieux rémunérés », les 95 % restants demeurant intégralement exonérés.
Ma thèse : ce plafond ne vise pas les hauts salaires. Il vise l'ancienneté. Il frappe d'abord des salariés ordinaires licenciés après cinquante ans, pour 300 millions d'euros, soit 2,4 % du déficit prévu de la Sécurité sociale.
ABONNEMENT
Deux grands formats par jour. Les cinq plumes du Courrier. La série Sécession, le dimanche.
Le monde commente. Vous, vous comprenez.
S'ABONNER lecourrierdesstrateges.frLe seuil d'un PASS s'applique au montant de l'indemnité, pas au salaire. Or le montant d'une indemnité dépend d'abord de l'ancienneté. L'avocat Xavier Berjot, dans son analyse du texte, prend un salarié payé 3 000 euros brut par mois, licencié après trente ans de maison. C'est moins que le salaire brut moyen du privé, 3 602 euros en 2024 selon l'Insee. Le barème des prud'hommes lui accorde au plus vingt mois de salaire, soit 60 000 euros. Il dépasse le plafond de 11 940 euros, qui
Os trabalhadores da Função Pública acreditam que o Governo tem “margem” para aumentar o subsídio de refeição, em 2027, para lá dos 6,30 euros previstos no acordo plurianual, avançou ao ECO o secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap), José Abraão. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) pediu até uma antecipação da subida daquele abono para 6,45 euros, mas diz preferir aumentos salariais. Mais cética, a Frente Comum admite recorrer à greve caso o Executivo não responda às reivindicações da federação sindical, afeta à CGTP, e única que não subscreveu o pacto de valorização dos trabalhadores da Administração Pública assinado entre o Governo de Luís Montenegro e as estruturas sindicais afetas à UGT (Fesap e STE).
As três federações sindicais reúnem-se esta segunda-feira com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, naquele que é o segundo encontro para a negociação geral anual dos salários para 2027. Depois de, na primeira reunião, o Governo não ter apresentado uma resposta concreta às reivindicações sindicais, as estruturas esperam agora conhecer a posição do Executivo sobre a possibilidade de ir além das atualizações previstas no acordo plurianual.
“Queremos acreditar que o Governo, como tudo indica, tem margem para ir mais além”, afirma José Abraão. O secretário-geral da Fesap defende que o Executivo deve aproveitar esta negociação para melhorar as condições remuneratórias dos trabalhadores, tendo em conta “a evolução da inflação, do custo de vida e das rendas”.
Em particular, a federação sindical quer uma atualização mais expressiva do subsídio de refeição, depois de, em 2025, não ter havido qualquer aumento deste abono. Embora o acordo plurianual estabeleça uma subida de apenas 15 cêntimos, para 6,30 euros em 2027, José Abraão considera que o Governo pode ir mais longe.
“Há margem para aumentar o subsídio de refeição. É uma urgência, uma necessidade. Propusemos um aumento para 10 euros, agora o Governo que diga até aonde pode ir”, desafia o dirigente sindical.
De salientar que o valor do subsídio de refeição para a Administração Pública serve de guia para o montante isento de IRS que é pago no privado. Assim, uma atualização mais generosa na Função Pública também poderia beneficiar os restantes trabalhadores.
A Fesap reclama também aumentos salariais de 6,5%, com um mínimo de 95 euros para todos os trabalhadores, e a fixação da Base Remuneratória da Administração Pública (BRAP), que funciona como o salário mínimo no Estado, nos 1.050 euros. O acordo em vigor prevê que esta base remuneratória suba para 995,51 euros em 2027, face aos atuais 934,99 euros.
Para José Abraão, o aumento salarial previsto no pacto plurianual é insuficiente para compensar a subida das despesas das famílias. “Com aumentos salariais de 2,3%, há muita gente que vai perder salário”, alerta, defendendo que o Governo deve rever as condições acordadas.
Outra das preocupações manifestadas pelo líder da Fesap prende-se com a revisão das carreiras gerais. “É preciso um compromisso do Governo para que a revisão das carreiras gerais produza efeitos desde 1 de janeiro de 2027. Estes trabalhadores, que são assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos superiores, e que representam 350 mil trabalhadores da Administração Pública, não podem continuar a ser os parentes pobres da Administração Pública”, defende.
Apesar de também considerar reduzida a atualização de 15 cêntimos do subsídio de refeição, a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Rosa Sousa, prefere que o Governo canalize a margem orçamental disponível para aumentos salariais mais expressivos.
“Não sou muito apologista de um maior aumento do subsídio de refeição, preferia maiores aumentos salariais, porque contam para a carreira contributiva. É preferível aumentar os salários”, afirma ao ECO.
A dirigente sindical considera que uma remuneração mais elevada é também essencial para tornar a Administração Pública mais atrativa, num contexto de envelhecimento dos trabalhadores e de necessidade de renovação dos serviços do Estado. “É preciso pagar melhor, para atrair jovens, reter talento e renovar a Administração Pública que está muito envelhecida”, sublinha.
Ainda assim, o STE quer acelerar a atualização do subsídio de refeição. Na reunião anterior, pediu que fosse antecipada para 2027 a subida prevista para 2028, o que permitiria elevar o valor de 6,30 para 6,45 euros.
No caderno reivindicativo, o sindicato defende, porém, uma subida do subsídio mais elevada, até aos 12 euros. No entanto, Rosa Sousa não acredita que o Executivo aceite duplicar o valor do abono ainda que reconheça que a atualização prevista no acordo é insuficiente.
A presidente do STE admite, por outro lado, não ter grandes expectativas quanto ao encontro desta segunda-feira. “Na primeira reunião, não houve reação por parte do Governo, apenas nos limitámos a apresentar a nossa proposta”, recorda, esperando que o Governo avance agora com uma posição mais concreta.
O sindicato reivindica ainda um aumento de 5% das remunerações e pensões, além dos 60,52 euros ou 2,3% previstos no acordo plurianual, aplicando-se o valor mais favorável ao trabalhador.
Na Frente Comum, a expectativa é bastante mais negativa. O coordenador da estrutura sindical afeta à CGTP, Sebastião Santana, considera que o problema não está na existência de margem para aumentar o subsídio de refeição, mas na vontade política do Governo de responder às reivindicações dos trabalhadores. “Do nosso ponto de vista, o problema não se coloca na possibilidade ou não de ir mais longe. Consideramos que é, objetivamente, uma questão de opção”, afirma.
A federação sindical considera que uma atualização do subsídio de alimentação é relevante, mas insuficiente para compensar a perda de poder de compra acumulada. “Não é por aí que se resolvem os mais de 20% de perda de poder de compra das últimas décadas”, argumenta Sebastião Santana.
A Frente Comum exige um aumento salarial de, pelo menos, 15%, com um mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores, e a subida da BRAP para 1.150 euros, com efeitos a 1 de janeiro de 2027. E defende um aumento do subsídio de refeição para os 13 euros.
Sebastião Santana critica o facto de o Governo se apresentar às negociações sem uma proposta concreta e de, segundo a federação, partir do acordo plurianual assinado com a Fesap e o STE como limite para a discussão. A Frente Comum não subscreveu esse pacto e rejeita que as atualizações remuneratórias para 2027 fiquem circunscritas aos aumentos nele previstos.
“Não vamos com ilusões. Vamos determinados em garantir uma negociação séria e em, se caso disso for, mobilizar os trabalhadores para a luta pelos seus interesses”, avisa o dirigente sindical, que não exclui uma paralisação caso o Executivo não responda às reivindicações. “Admitimos todas as formas de luta, incluindo naturalmente a greve”, acrescenta.
O acordo plurianual assinado pelo Governo com a Fesap e o STE prevê, para 2027, um aumento salarial de 2,3% com um mínimo de 60,52 euros. A mesma regra está estabelecida para 2028 e 2029. No caso do subsídio de refeição, está prevista, para o próximo ano, uma subida de 15 cêntimos, de 6,15 para 6,30 euros.
Na primeira reunião da negociação anual, o Governo não fechou a porta a aumentos salariais superiores aos previstos no acordo, mas também não assumiu qualquer compromisso nesse sentido. O Executivo indicou que iria analisar as propostas sindicais, mantendo o acordo plurianual como referência para a atualização das remunerações na Administração Pública.
A reunião desta segunda-feira, já com a presença do ministro das Finanças, deverá permitir perceber se existe abertura para rever os valores previstos para 2027. Só com as atualizações salariais, previstas no acordo plurianual, o custo no Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) será de 948 milhões de euros, mas no Quadro de Políticas Invariantes, que o Governo entregou no Parlamento, o Executivo conta gastar, no total, mais 1.231 milhões de euros face a 2026 com despesa com pessoal da Administração Pública. Esta é a segunda maior componente de pressão sobre as contas públicas apenas atrás das pensões, e resulta de compromissos salariais, progressões, aumento da remuneração mínima e acordos específicos de carreiras.
France’s latest wave of unrest has developed into one of the most serious domestic crises of Emmanuel Macron’s presidency. More than 550,000 people participated in demonstrations on 17 October, according to official estimates, before violence spread through Paris and other major cities. Shops were looted, police confronted rioters, and the historic town hall in Limoges was largely destroyed by fire.
The scale of the destruction prompted emergency government consultations and a televised presidential address. Macron promised to prosecute those responsible, while stopping short of declaring a state of emergency. Yet the immediate security challenge conceals a more difficult political question: why have protests that began with relatively specific demands over education become a confrontation involving such different sections of French society?
The movement originated among secondary-school students demanding better facilities, more teachers and improvements in educational standards. Their complaints subsequently attracted trade unions, workers, farmers and elements of the Gilets Jaunes, the Yellow Vest movement that challenged Macron’s government in 2018.
The resulting coalition has no coherent political programme. Students protesting overcrowded classrooms share demonstrations with workers concerned about purchasing power and motorists angered by fuel prices. Their interests are not necessarily compatible, but they reflect a common dissatisfaction with the government’s ability to deliver functioning public services while containing living costs.
This distinction matters. The presence of masked rioters and organised groups engaged in violence does not establish that the hundreds of thousands who demonstrated peacefully supported their actions. Equally, the destruction of public buildings, attacks on police and widespread looting raise legitimate questions about the state’s capacity to maintain public order.
At the centre of the discontent lies a structural problem that successive French governments have struggled to confront: the distribution of public expenditure between an ageing population and the services required by younger generations.
A French government budget assessment published in October revealed that pension obligations accounted for approximately 32 per cent of the education ministry’s budget, including €28.5 billion in pension expenditure. These obligations restrict the resources available for other departmental priorities.
France nevertheless remains a substantial spender on education. According to official figures, expenditure reached €199.2 billion in 2025, equivalent to 6.7 per cent of GDP. However, after inflation, the annual increase was only 0.1 per cent.
The issue is therefore not simply how much France spends, but how efficiently resources are allocated and whether expenditure meets changing educational needs.
The OECD’s 2025 PISA assessment found that French pupils’ performance in mathematics and reading had declined compared with 2022. Results were among the country’s lowest recorded, although broadly comparable with the OECD average.
These figures give the student protests a significance extending beyond the immediate condition of classrooms. They raise questions about France’s longer-term economic competitiveness and its capacity to provide younger generations with opportunities comparable to those enjoyed by their predecessors.
Macron entered office in 2017 promising to modernise the French economy and overcome the traditional division between left and right. Nearly a decade later, his administration faces a fragmented parliament, constrained public finances and growing resistance to further structural reforms.
The suspension of his pension reform illustrated the difficulty. Raising the retirement age was intended to reduce pressure on the pension system, but parliamentary opposition forced the government to defer the measure until after the presidential election.
The underlying financial pressures have not disappeared. Nor can they be resolved easily through additional spending when public debt, borrowing costs and budgetary obligations already restrict the government’s room for manoeuvre.
This creates an uncomfortable political reality: the state is expected to provide better services, greater purchasing-power protection and stronger security, while the available resources remain limited.
The unrest comes approximately six months before the presidential election, with Marine Le Pen’s National Rally and Jean-Luc Mélenchon’s France Unbowed competing to establish themselves as alternatives to Macron’s political centre.
Le Pen has sought to combine support for economic grievances with demands for tougher policing. That position may attract voters concerned by the violence, but it also exposes tensions within a movement that previously supported the Yellow Vest protests.
Mélenchon faces a different difficulty. Supporting demonstrations against government policy is consistent with his political programme, but the involvement of violent groups risks shifting public attention from social demands towards questions of security.
A recent presidential opinion poll even suggested that Le Pen and Mélenchon could contest the final round, illustrating the weakening position of more conventional political alternatives.
Neither, however, can escape the fiscal constraints that have frustrated Macron’s government. A change of president would not automatically provide the resources required to expand public services, reform pensions and reduce the deficit simultaneously.
President Donald Trump has attributed the French unrest to immigration, although the movement’s documented origins lie principally in education, living costs and dissatisfaction with public services. Without established evidence about those responsible for individual acts of violence, broader claims about the demonstrators’ backgrounds remain speculative.
For the European Union, France’s instability carries consequences beyond its domestic political debate. France is central to European defence, fiscal negotiations and support for Ukraine. Sustained political paralysis would complicate its ability to negotiate and implement decisions requiring substantial public expenditure.
The immediate task for Macron’s government is to restore security without allowing the legitimate grievances of peaceful demonstrators to disappear from political consideration. The more difficult task will fall to whoever enters the Élysée in 2027.
France’s crisis is not simply a repetition of the Yellow Vest movement. It reflects a growing conflict over public resources, expectations of the state and the ability of established political institutions to reconcile competing demands.
The violence may subside, but the economic contradictions that brought such different groups onto the streets will remain. The presidential election will determine who inherits them, rather than whether they exist.