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Tribunal anula suspensão aplicada por colégio de Braga a aluna por conversas no WhatsApp

22 October 2026 at 19:48

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a anulação da suspensão por 12 dias aplicada por um colégio de Braga a uma aluna, com base em mensagens que a mesma partilhou num grupo privado e fechado de WhatsApp.

Por acórdão de 29 de setembro, hoje consultado pela Lusa, o STJ refere que as mensagens partilhadas num grupo privado e fechado de WhatsApp “integram a esfera da vida privada dos respetivos participantes, beneficiando da tutela constitucional da reserva da intimidade da vida privada e da confidencialidade das comunicações”.

“Constitui prova ilícita, inadmissível para efeitos de instrução e fundamentação de procedimento disciplinar, a utilização de mensagens trocadas em grupo privado e fechado de WhatsApp obtidas mediante divulgação não autorizada, sendo nulo o procedimento disciplinar que assente em tal meio probatório”, acrescenta.

No entanto, a decisão do STJ não foi consensual, já que uma juíza defendeu que se devia manter a decisão da primeira instância, que dava razão à cooperativa de ensino, por considerar que esta não cometeu qualquer ilicitude no acesso às mensagens.

A Alfacoop decidiu, em fevereiro de 2024 e após processo disciplinar, suspender por 12 dias uma aluna de 16 anos, depois de ter tido conhecimento do teor de conversas que ela teve num grupo fechado e privado no WhatsApp, do qual era administradora e de que eram membros outros nove alunos.

O pai da aluna recorreu para tribunal, pedindo a anulação da suspensão e 140 mil euros de indemnização.

Na primeira instância, o tribunal julgou a ação improcedente, mas o pai recorreu e viu o Tribunal da Relação dar-lhe razão, com a anulação da suspensão.

A Relação determinou ainda que seja apreciado o mérito da indemnização pedida pelos danos psicológicos, emocionais, reputacionais e académicos sofridos pela aluna.

Uma decisão agora confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, após recurso do colégio.

No processo, a Alfacoop acusou a aluna de manter conversas com juízos depreciativos/difamatórios dirigidos a terceiros, calão e ‘stickers’ atentatórios do bom nome e da reputação de alunos e professores, bem como da sua integridade moral.

Alegou que não praticou qualquer ato que consubstanciasse ingerência na correspondência e comunicações da aluna nem violou o respeito devido pela sua privacidade, já que foram outras duas que as transmitiram aos responsáveis da cooperativa de ensino.

Sustentou ainda que tem a obrigação de promover uma cultura de responsabilidade, bem como salvaguardar a segurança no espaço escolar e o respeito pela integridade física e moral dos alunos.

“Não podia defraudar a confiança dos alunos, dos pais e da própria comunidade no seu projeto educativo”, referiu.

Argumentos que não colheram junto do STJ, que considerou que a circunstância de as mensagens terem chegado ao conhecimento da direção da escola, sem a autorização do titular, não as torna públicas, razão pela qual a prova assim obtida é ilícita e não pode ser utilizada para o efeito de instrução de processo disciplinar.

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Presidente do Sporting de Braga, António Salvador, suspenso por 23 dias

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, foi hoje suspenso por 23 dias pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ao criticar o árbitro Gustavo Correia após o jogo com o Gil Vicente.

Presidente do Sporting de Braga, António Salvador, suspenso por 23 dias

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, foi hoje suspenso por 23 dias pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ao criticar o árbitro Gustavo Correia após o jogo com o Gil Vicente.

Presidente do Sporting de Braga, António Salvador, suspenso por 23 dias

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, foi hoje suspenso por 23 dias pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ao criticar o árbitro Gustavo Correia após o jogo com o Gil Vicente.

Leixões SAD diz desconhecer arresto e aguarda confirmação para tomar posição

By: Lusa
22 October 2026 at 19:30

A SAD do Leixões, que tutela o futebol profissional do clube, afirmou esta quinta-feira desconhecer o arresto de bens da sociedade e do seu presidente, André Castro, remetendo uma tomada de posição para a confirmação das informações divulgadas.

Numa comunicação enviada à agência Lusa e a outros órgãos de comunicação social, intitulada “Direito de resposta”, a sociedade desportiva declarou ter sido surpreendida pela notícia publicada em vários meios.

“A confirmar-se o teor do noticiado, a Leixões SAD e o seu presidente, André Castro, tomarão oportunamente posição, adotando as medidas que considerem adequadas à salvaguarda dos seus direitos e interesses e à reposição da verdade dos factos”, lê-se na reação.

A SAD confirmou que o empresário brasileiro Anderson Fellipe Gonçalves é credor no âmbito do seu processo especial de revitalização (PER), encontrando-se o respetivo crédito reconhecido.

“O plano de recuperação foi aprovado e transitou em julgado, sendo os créditos pagos nos termos e condições homologados por decisão judicial”, sustentou.

Porém, na mesma comunicação, a sociedade desportiva afirmou que a Leixões SAD e a Play-Fair são credoras da Golden Goal, empresa do grupo Aliya Capital Partners – grupo indicado pelo investidor brasileiro -, em mais de 22 milhões de euros.

Segundo a SAD leixonense, esse montante decorre de incumprimento contratual do grupo, estando em curso diligências para a sua recuperação.

A reação surge depois de o Juízo Central Cível da Póvoa de Varzim ter decretado, numa decisão a que a Lusa teve esta quinta-feira acesso, o arresto de bens da SAD, da Play-Fair, sua acionista maioritária, e de André Castro.

A providência cautelar foi requerida por Anderson Fellipe Gonçalves, que, segundo os factos considerados sumariamente provados pelo tribunal, concedeu 18 empréstimos às duas sociedades, entre novembro de 2023 e abril de 2026, num total de 5,062 milhões de euros.

O tribunal determinou o arresto até ao montante de 2,141 milhões de euros relativamente à Play-Fair e de 2,921 milhões de euros relativamente à SAD, acrescidos dos juros previstos na decisão.

Quanto a André Castro, o limite foi fixado em 3,335 milhões de euros, correspondente à parte daqueles empréstimos que o dirigente afiançou, não constituindo um montante adicional ao capital emprestado às sociedades.

O juiz Tiago Caiado Milheiro fundamentou a medida no receio de perda da garantia patrimonial dos créditos, apontando, entre outros fatores, as dificuldades financeiras das sociedades e o risco de venda do Complexo Desportivo de Fão.

Marques Mendes foi o único com contas negativas na campanha presidencial. Cotrim lucrou 127 mil euros

22 October 2026 at 19:28

A candidatura presidencial de João Cotrim Figueiredo apresentou um saldo positivo de 127,4 mil euros, enquanto Luís Marques Mendes foi o único candidato a declarar um resultado negativo, de cerca de quatro mil euros.

Os dados constam das contas das campanhas das últimas eleições presidenciais entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), que foram divulgadas hoje.

Cotrim de Figueiredo, apoiado pela IL, foi o candidato que apresentou o maior resultado líquido positivo nas contas, de 127,37 mil euros, declarando receitas de 871,9 mil euros e despesas de 744,5 mil euros.

Nas contas entregues à ECFP, este excedente surge inscrito na rubrica de fundos patrimoniais, mas não no ativo, cujo valor declarado é de zero euros.

Do lado da receita, o antigo líder da IL, que ficou em terceiro lugar na primeira volta com 16% dos votos, recebeu 721,7 mil euros de subvenção pública, 148,6 mil de donativos e cerca de 1.600 euros de angariação de fundos. Não recebeu qualquer contribuição de partidos políticos.

Os maiores gastos de Cotrim foram feitos em estruturas, cartazes e telas (206,9 mil euros), comícios (196,5 mil euros) e conceção da campanha e agências de comunicação (163,6 mil euros).

O liberal tinha previsto, no orçamento entregue à ECFP antes das eleições, que a campanha custaria 500 mil euros e que a sua subvenção pública ficaria pelos 350 mil euros.

O único candidato além de Cotrim de Figueiredo a apresentar resultados positivos, embora bastante inferiores, foi Henrique Gouveia e Melo com um resultado líquido de cerca de 10 mil euros.

O antigo chefe do Estado-Maior da Armada, que antes das eleições previa que a sua campanha custasse 1,02 milhões de euros, declarou receitas totais de 994,7 mil euros e despesas de 984,7 mil euros e teve com principais fontes de receita os 621,3 mil euros de subvenção pública e 345,6 mil euros em donativos.

A estes somam-se 27,8 mil euros correspondentes a donativos em espécie e cedência de bens a título de empréstimo.

As principais despesas de Gouveia e Melo foram comícios, espetáculos e caravanas, que representaram 323,6 mil euros, seguindo-se a conceção da campanha e agências de comunicação (218,9 mil euros), estruturas, cartazes e telas (198,5 mil euros) e custos administrativos e operacionais (173,8 mil euros).

Em sentido contrário, a candidatura de Luís Marques Mendes, apoiada pelo PSD e CDS-PP, foi a única a apresentar contas negativas, de 4.041 euros, tendo declarado receitas de 876,6 mil euros e despesas de 880,6 mil euros.

O antigo líder social-democrata, que foi o quinto candidato mais votado, com 11,3% dos votos, recebeu 583,9 mil euros de subvenção pública, 256,6 mil em donativos e 36,2 mil euros em contribuições de partidos políticos. Somados, foram insuficientes para cobrir os gastos da candidatura.

Marques Mendes teve como principais despesas a conceção da campanha e agências de comunicação, que custaram 279,2 mil euros, seguindo-se os cartazes (230,3 mil euros), os custos administrativos e operacionais (187,2 mil euros) e os comícios, espetáculos e caravanas (147,7 mil euros).

Antes das eleições, o candidato tinha previsto que a subvenção ascenderia a um milhão de euros (quase o dobro do que efetivamente recebeu), e que a campanha custaria 1,32 milhões de euros – acabou por gastar menos cerca de 439,4 mil euros do que esperava.

Das restantes candidaturas com contas divulgadas pela ECFP, todas apresentaram resultados nulos, com receitas iguais às despesas.

Dos 11 candidatos, não entregaram contas à ECFP Humberto Correia e Manuel João Vieira.

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Portugal mira 50 milhões de turistas em 2035

22 October 2026 at 19:21
Estratégia Turismo 2035 pretende também "corrigir as assimetrias regionais" e gerar "maior desenvolvimento, maior crescimento, maior riqueza e a distribuição dessa riqueza" no território português.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Congresso da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) decorre esta quinta-feira e sexta-feira no Centro de Congressos de Lagoa, subordinado ao tema central "A arte do conhecimento: onde a intuição encontra o algoritmo"
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