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IHRU diz não saber se jovens aceitam "sacrifício" pela casa

22 October 2026 at 16:57
Benjamim Pereira, questionado sobre as manifestações pela habitação, recordou que os seus avós emigraram para o Brasil e Argentina para ter uma casa.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Segundo Benjamim Pereira, presidente do IHRU, "não se vai resolver o problema da habitação (...) nem se vai resolver durante os próximos anos, é preciso todos termos consciência disso"

Feito acordo para melhorar o combate à fraude na SNS

22 October 2026 at 16:57
Amadeu Guerra e Carlos Cortes assinaram o acordo em Lisboa. Protocolo, válido por dois anos, prevê também critérios para partilha de informação clínica com o Ministério Público.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O documento foi assinado pelo procurador-geral da República, Amadeu Guerra, e pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes

Botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano

22 October 2026 at 16:50
O preço médio subiu de 34,11€ em janeiro para mais de 37,50€ em outubro. Associação alerta para impacto nos 2,1 milhões de lares que usam gás engarrafado.

© VASCO CELIO/LUSA

DECO insiste na aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, ao gás engarrafado e canalizado – o que poderia reduzir o preço de uma botija de 40 euros em 5,53 euros

“Não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”

22 October 2026 at 16:39

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse hoje não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse hoje aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia (Porto).

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

Antes, o também ex-presidente da Câmara de Esposende (PSD), tinha dito que vê as manifestações “de forma muito tranquila”.

“Eu acho que as pessoas, os cidadãos devem manifestar-se. Não é [só] pela habitação, é pela habitação, é pela saúde, é por tudo aquilo que entenderem que não está de acordo, enfim, com a sua forma de ver. O que não quer dizer desde logo que tenham razão. Mas podem e devem manifestar-se. Isto só nos dá força para trabalhar mais”, apontou.

Disse ainda haver “algum sentimento de injustiça” para os trabalhadores do IHRU.

“Nós temos trabalhado imenso, temos feito o máximo que está ao nosso alcance para conseguir resolver um problema. Só que é um problema estrutural, não é um problema conjuntural”, sustentou.

Segundo Benjamim Pereira, “não se vai resolver o problema da habitação (…) nem se vai resolver durante os próximos anos, é preciso todos termos consciência disso”.

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AHRESP quer linha de microcrédito e criar fundo mutualista de 50 milhões de euros

By: Lusa
22 October 2026 at 16:38

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) quer reduzir as fragilidades do setor da restauração com uma estratégia a 10 anos que prevê a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros.

“Entendemos que era a altura certa de gizar um plano estratégico para uma década. Não é para fazer num ano, é para fazer numa década, para diminuir as fragilidades” do setor da restauração, disse à Lusa Carlos Moura, presidente da AHRESP, à margem do congresso que a associação está a promover em Lagoa, no distrito de Faro, até sexta-feira.

O objetivo é chamar a atenção do Estado e dos seus decisores a nível central e local, para que, “quando se legisla, se leve em linha de conta” um setor que “impacta economicamente, fiscalmente, socialmente e territorialmente“, frisou o dirigente empresarial, que apresentou a estratégia aos congressistas presentes.

Segundo Carlos Moura, a estratégia parte dos números “muito expressivos” demonstrados pelo Estudo de Impacto Económico do Setor da Restauração, elaborado pela EY-Parthenon, que foi apresentado pela AHRESP no início de outubro.

O setor da restauração gerou, em 2025, 23,4 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto (7,6% do PIB) e 523 mil postos de trabalho (9,7% do emprego nacional), segundo o estudo. Em 2025, o setor representou também 11,7 mil milhões de euros em remunerações (7,9% do total nacional) e 6,45 mil milhões de euros de receita fiscal e contributiva (5,9% do total).

Sobre as fragilidades, os autores do estudo apontaram que 91% das empresas são microempresas, que geram apenas 39% do volume de negócios e que a margem líquida das sociedades é de apenas 3,0%, face a 8,2% na economia, e chegou a ser negativa em 2020.

Entre os cinco planos de ação propostos pela AHRESP, consta a criação de um cadastro nacional com dados estatísticos trimestrais oficiais sobre o setor, desagregados por concelho, distrito e região, “que hoje não existem”, para “conhecer melhor” a realidade das empresas, sustentou Carlos Moura.

A associação empresarial quer desenvolver um índice de sustentabilidade e competitividade, baseado em seis dimensões, que permita “acionar automaticamente mecanismos de apoio público” quando “descer abaixo de 60 pontos”, numa escala de 100, destacou o dirigente, evitando assim “ir a correr pedir ao Governo umas migalhas” sempre que há efeitos negativos do mau tempo.

A AHRESP pretende também avançar para a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros, “para socorrer às crises” dos seus associados, e quer uma linha de microcrédito, através do Banco Português de Fomento e do Turismo de Portugal, para suprimir as dificuldades no acesso à banca, defendeu à Lusa o responsável.

Criar percursos profissionais com formação e certificação, inscritos no Catálogo Nacional de Qualificações, para tornar as carreiras na restauração “mais atrativas“, e a promoção da gastronomia portuguesa, com o reforço da marca “Tasca”, criada em articulação com o Turismo de Portugal, são outros dos cinco eixos, adiantou o presidente da AHRESP.

Até 2035, no setor da restauração, a associação quer diminuir os encerramentos por insolvência em 40%, chegar aos 50 mil trabalhadores com carreiras ‘smart’ [inteligentes] e ter 75% dos estabelecimentos com gestão digitalizada, segundo as metas divulgadas hoje.

Ao cabo da próxima década, a AHRESP espera ter uma restauração “mais forte”, com “uma margem de lucro superior” e com “capacidade de gerir consigo própria as crises” que afetam o setor, resumiu Carlos Moura.

O Congresso da AHRESP decorre hoje e sexta-feira no Centro de Congressos de Lagoa, subordinado ao tema central “A arte do conhecimento: onde a intuição encontra o algoritmo”.

Presidente do IHRU: “Não sei se a sociedade atual está disponível para o sacrifício que se fazia por uma casa. O meu pai sacrificou a vida"

22 October 2026 at 16:36
Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse...

Ordenada retirada de famílias dos dois últimos grandes bastiões do Leste da Ucrânia

As autoridades ucranianas ordenaram hoje a retirada obrigatória das famílias com crianças de todas as localidades dos dois grandes aglomerados urbanos ainda sob o seu controlo no Donbass, no leste da Ucrânia: Kramatorsk e Sloviansk.

Ordenada retirada de famílias dos dois últimos grandes bastiões do Leste da Ucrânia

As autoridades ucranianas ordenaram hoje a retirada obrigatória das famílias com crianças de todas as localidades dos dois grandes aglomerados urbanos ainda sob o seu controlo no Donbass, no leste da Ucrânia: Kramatorsk e Sloviansk.

Ordenada retirada de famílias dos dois últimos grandes bastiões do Leste da Ucrânia

As autoridades ucranianas ordenaram hoje a retirada obrigatória das famílias com crianças de todas as localidades dos dois grandes aglomerados urbanos ainda sob o seu controlo no Donbass, no leste da Ucrânia: Kramatorsk e Sloviansk.

Fórum para Competitividade prevê crescimento da economia entre 2,1% e 2,3% em 2026

By: Lusa
22 October 2026 at 16:13

O Fórum para a Competitividade prevê um crescimento da economia portuguesa entre 2,1% e 2,3% em 2026 e entre 2,0% e 2,2% em 2027, segundo as estimativas divulgadas esta quinta-feira.

No boletim “Perspetivas Empresariais”, o Fórum sinaliza que no 3.º trimestre deste ano, verificou-se um “bom comportamento do consumo, sobretudo de bens duradouros (com destaque para os automóveis), mas no investimento os dados são menos conclusivos”.

Já as exportações iniciaram o trimestre com algum enfraquecimento e é “improvável que tenham conseguido melhorar”, devido ao enfraquecimento do ambiente internacional, pelo que o trimestre que findou “terá sido menos dinâmico do que o anterior, que tinha sido mais forte do que o esperado”.

Os economistas sinalizam que o crescimento em 2027 deverá ser “marginalmente inferior ao de 2026”, que se tem mostrado mais resiliente do que o esperado, apesar dos choques, como as tempestades e o conflito no Médio Oriente.

O Fórum para a Competitividade tem também estimativas para a inflação nacional, que projeta que irá acelerar de 2,3% em 2025 para entre 2,8% e 3,0% em 2026 com um recuo posterior para entre 2,3% e 2,5% em 2027.

Já para a taxa de desemprego, antecipa uma ligeira redução, de 6,0% em 2025 para entre 5,8% e 5,9% em 2026 e estabilização para entre 5,7% e 5,9% em 2027.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Governo prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

Botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano, diz Deco Proteste

By: Lusa
22 October 2026 at 16:12

O preço de uma botija de gás butano de 13 quilos, a mais utilizada pelos portugueses, poderá atingir os 40 euros até ao final do ano, devido à pressão sobre os preços da energia, alertou hoje a Deco Proteste.

Em comunicado, a organização de defesa do consumidor indicou que o preço médio de uma botija de gás butano ultrapassou os 37,50 euros em outubro, depois de ter começado o ano nos 34,11 euros e atingido os 37,31 euros em maio, segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

A Deco já tinha antecipado, no início do conflito no Médio Oriente, que o preço poderia chegar aos 38 euros no primeiro semestre, valor que quase foi atingido, alertando agora para novos aumentos que poderão agravar os encargos das famílias.

Segundo a organização, cerca de 2,1 milhões de lares em Portugal continuam a utilizar gás engarrafado para necessidades essenciais, como cozinhar ou aquecer água.

A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem contribuído para pressionar os mercados energéticos, com reflexos nos preços dos combustíveis e do gás. No caso do gás engarrafado, os custos de produção, transporte e distribuição, bem como as oscilações das cotações internacionais dos produtos petrolíferos, também influenciam o preço final, elencou a associação.

A Deco Proteste explicou que a cadeia de valor do gás engarrafado implica um desfasamento de cerca de dois meses entre as variações do preço da matéria-prima e a compra do produto pelo consumidor, antecipando que a atual subida dos preços no mercado grossista se traduza em aumentos expressivos até ao final do ano.

Perante este cenário, a organização insiste na aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, ao gás engarrafado e canalizado, à semelhança do que acontece com outros bens e serviços essenciais.

Atualmente, o gás butano e propano engarrafados e o gás propano canalizado estão sujeitos à taxa máxima de IVA, de 23%, situação que a Deco considera penalizadora para os consumidores, sobretudo num contexto de aumento continuado dos preços da energia.

A organização estimou que, numa botija com um preço final de 40 euros, a redução do IVA de 23% para 6% permitiria uma poupança de cerca de 5,53 euros, caso o corte fiscal fosse integralmente refletido no preço pago pelo consumidor.

A associação salientou ainda que o preço do gás engarrafado inclui o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) e que, ao contrário do que aconteceu com os combustíveis rodoviários, não foi criado um mecanismo para compensar este valor face ao aumento das receitas de IVA arrecadadas pelo Estado.

A organização considera, por isso, fundamental a adoção de medidas que tornem o acesso à energia mais acessível às famílias.

Atual e ex-autarca de Valongo condenados a perda de mandato por abuso de poder

By: Lusa
22 October 2026 at 16:07

O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, foram esta quinta-feira condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020.

O Tribunal de Valongo condenou ainda os dois autarcas, eleitos pelo PS, ao pagamento de 100 dias de multa, a 30 euros cada dia, e ao pagamento “de forma solidária” de 61 mil euros.

No final da leitura da sentença, que decorreu ao início da tarde desta quinta-feira, e na qual o tribunal julgou como procedente os factos constantes na acusação, os autarcas afirmaram estar “chocados” e garantiram que vão recorrer para as instâncias superiores.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro ordenaram em 2020 a proibição de circulação na Estrada Municipal 606 (EM606) de camiões até ao aterro de Sobrado para levar ao seu encerramento.

As empresas responsáveis pela exploração do aterro instalado naquele concelho, a Retria e a Recivalongo, falam em prejuízos superiores a 1,5 milhões de euros, causados durante os três meses em que a medida esteve em vigor.

Para a acusação, os arguidos sabiam que a EM606 “era a única via para aceder às instalações das sociedades ofendidas” e que a atividade destas “dependia na quase totalidade das matérias transportadas” pelos camiões.

De acordo com o MP, os arguidos, ao imporem a proibição, fizeram-no “com o propósito concretizado de causar prejuízo às referidas sociedades, impedindo o exercício da sua atividade e para a qual estavam licenciadas”.

A acusação relata ainda que, desde 2019, a relação entre o município e as empresas que exploram o aterro foi marcada por conflitualidade.

Presidente do IHRU: “Não sei se a sociedade atual está disponível para o sacrifício que se fazia por uma casa. O meu pai sacrificou a vida"

22 October 2026 at 15:59

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”

Administração do matadouro em Trás-os-Montes já previa anulação de insolvência

22 October 2026 at 15:27

A administração do matadouro do Cachão, Mirandela, vincou, hoje, que a anulação da insolvência já era o esperado, mas os problemas mantêm-se e o funcionamento da unidade de abate só é possível graças a dinheiro injetado pelos municípios.

Em declarações à Lusa, o administrador Michel Monteiro realçou que a anulação do processo de insolvência, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, noticiada quarta-feira pela Lusa, “não traz muito de novo”, porque “apesar da incerteza”, havia “uma forte convicção de que o processo ia ter este desfecho”, devido à natureza empresarial do matadouro.

Em abril deste ano, um dos credores do matadouro, a Ares Lusitani, pediu a insolvência da unidade de abate devido a uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.

No entanto, a 15 de outubro, o tribunal da relação anulou o processo, alegando que o matadouro do Cachão é uma empresa local, de natureza intermunicipal, estando sujeita a uma legislação especial.

Este desfecho, para Michel Monteiro, significa voltar à “estaca zero”, mantendo-se os problemas financeiros da unidade de abate, provocados pelo “enorme decréscimo”, na ordem dos “30 a 40%”, no abate de animais, pelo aumento do custo do combustível, do gás e da eletricidade, e ainda assim mantendo os mesmos postos de trabalho.

Face à relevância do matadouro para a região, os municípios, garantiu, “têm feito um enorme esforço” para conseguir manter o matadouro em funcionamento e, em resposta às críticas do sindicato sobre a má gestão, salientou que “poucos políticos teriam esta coragem de injetar tanto dinheiro nesta unidade industrial” que “gera valor negativo”.

“O núcleo central do negócio não é autossustentável, a atividade gera valor negativo no seu dia-a-dia, obrigando a empresa a recorrer a financiamento dos acionistas, no caso concreto, ao município de Vila Flor e ao município de Mirandela”, vincou.

Michel Monteiro sublinhou ainda que as câmaras municipais têm também feito um esforço para manter os 23 postos de trabalho, embora preveja um alívio nos gastos com ordenados, visto que “entre 30 a 40% dos trabalhadores” atingiram a idade da reforma e “muitos deles já não conseguem estar na grande parte dos postos de trabalho”.

“Se por cada dois que se vão reformando nós conseguirmos meter uma pessoa com idade jovem, com ambição, com motivação para dali fazer uma carreira, tem tudo para continuar a funcionar o matadouro”, adiantou.

Durante o processo de insolvência os municípios apresentaram um plano de revitalização para esta unidade de abate situada em Frechas, no concelho de Mirandela. No entanto, com a anulação da insolvência, também este plano cai por terra.

Ainda assim, o administrador revelou que os municípios vão ter de negociar a dívida com os credores.

“Sentarmo-nos e tentarmos negociar uma forma ou um prazo bastante diluído, são esses pormenores que terão de ser discutidos, mas enfim, com alguma margem conseguirmos, a seu tempo, conseguir cumprir com as obrigações que outros assumiram no passado e que até à data (…) o matadouro ainda não conseguiu pagar”, referiu.

Desde o início do processo de insolvência, o matadouro industrial do Cachão manteve-se aberto e em funcionamento, mas os trabalhadores chegaram a anunciar uma greve, por alegados atrasos no pagamento de salários e subsídios de férias, mas acabou por ser cancelada.

No nordeste transmontano há ainda mais três matadouros: em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.

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Manuela Azevedo, Dino D’Santiago, A Garota Não e Salvador Sobral entre os signatários de carta aberta pelo direito à habitação

22 October 2026 at 14:55

Mais de 2 milhares de pessoas, maioritariamente artistas e outros trabalhadores da Cultura, repudiam, numa carta aberta, “a violência vivida no Porto e em Lisboa” nos protestos pelo direito à habitação, considerando que “coloca em causa o direito constitucional à manifestação”

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