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Moody’s mantém rating de França e acredita que Orçamento para 2027 será aprovado

23 October 2026 at 22:13

A Moody’s manteve esta sexta-feira inalterado o rating da dívida soberana francesa em Aa3, com outlook negativo. A agência de notação financeira justifica a decisão com a diversificação da economia e a qualidade das instituições, acreditando que apesar do contexto político e social o Orçamento do Estado para 2027 que reduza o défice será aprovado.

Esta sexta-feira, a Moody’s tinha previsto uma avaliação ao país, numa altura de alta contestação social e em que os juros da dívida francesa têm sido castigada nos mercados, num movimento que se tem vindo a acentuar nos últimos meses.

“A notação Aa3 pressupõe que será aprovado um Orçamento para 2027 que permita reduzir o défice, enquanto os custos de financiamento e as tensões sociais deverão diminuir ligeiramente nos próximos meses“, pode ler-se no relatório divulgado esta noite.

A agência sublinha que o processo orçamental para o próximo ano coincide com alguns dos protestos sociais “mais expressivos registados em França nos últimos anos”. Ainda assim, apesar do “difícil” contexto político e social, o cenário central pressupõe que “acabará por ser aprovado um Orçamento para 2027 que reduza o défice, possivelmente através de decretos legislativos”.

As previsões da Moody’s apontam para um défice de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, abaixo dos 5,4% previstos para 2026, mas ligeiramente superior ao défice de 5% contemplado na proposta de Orçamento. “Esta diferença reflete a nossa expectativa de que um crescimento económico um pouco mais fraco do que o previsto pelo Governo penalizará as receitas, enquanto a concretização integral dos cortes reais da despesa planeados enfrentará dificuldades políticas”, explica a agência.

Na mesma senda, alerta que França terá de fazer um esforço orçamental “significativo e sustentado” após as eleições presidenciais, marcadas para 2027, para colocar as finanças públicas francesas numa posição mais sólida e estabilizar o peso da dívida pública, que ultrapassará 120% do PIB em 2027.

“Embora esperemos que o próximo Presidente e o próximo Governo procurem continuar a reduzir o défice francês, o nosso cenário central aponta para que dificilmente consigam concretizar uma consolidação orçamental rápida, tendo em conta as tensões sociais, um contexto político que deverá continuar fragmentado e um crescimento económico moderado”, assinalam.

Além disso, a forte subida das taxas de rendibilidade das obrigações do Estado francês nos últimos meses — que aumentou cerca de 150 pontos base desde o início do ano — agrava os riscos de uma deterioração adicional da capacidade de suportar os encargos da dívida, adverte, apesar de atribuir, em parte, essa evolução a fatores estruturais que afetam os emitentes soberanos a nível global.

“Ainda assim, a maturidade média ponderada da dívida pública francesa, de cerca de 8,5 anos, significa que o aumento dos custos de financiamento terá de persistir durante um período prolongado para produzir um impacto negativo significativo nos indicadores relativos à capacidade de suportar os encargos da dívida”, refere.

No retrato atual, a Moody’s realça que, apesar da notação de crédito Aa3 assentar “na riqueza e diversificação da sua economia”, bem como na “elevada competência” das suas instituições públicas, a “solidez do quadro institucional enfrenta desafios recorrentes decorrentes de um parlamento dividido, frequentemente em desacordo com o Governo quanto às prioridades políticas ou à sua concretização, bem como de períodos de instabilidade política e social”.

Já a perspetiva negativa reflete “o risco acrescido” de que a fragmentação do panorama político francês continue a prejudicar o funcionamento das instituições legislativas do país.

Segundo a agência, uma revisão em baixa da notação refletiria “novos indícios de enfraquecimento da capacidade das instituições legislativas para adotarem medidas que impeçam uma deterioração rápida e prolongada da capacidade de suportar os encargos da dívida” ou de uma “suspensão duradoura ou a reversão de disposições fundamentais de reformas estruturais anteriores, sobretudo no domínio das pensões”.

Wall Street encerrou sessão em terreno negativo com o Dow Jones a liderar as perdas

23 October 2026 at 21:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta sexta-feira, em terreno negativo com o Dow Jones a liderar as perdas.

O Dow Jones cedeu 1,23% para 52.215,16 pontos e o Nasdaq Composite caiu 0,21% para 25.955,34 pontos e o  S&P 500 recuou 0,52% para 7.623,63 pontos e o tecnológico Nasdaq perdeu 0,21% para 25.955,34 pontos.

Wall Street ampliou as perdas nesta sexta-feira, após as quedas de quinta-feira, impulsionadas por perdas em ações de tecnologia como Meta que sofreu em bolsa após a divulgação dos resultados.

A American Express caiu mais de 3%, depois de resultados mistos e do anúncio do corte de 5% dos trabalhadores a nível global.

No balanço da semana, o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,47% e 0,71%, respectivamente. O Dow Jones, por outro lado, contrariou a tendência com um ganho de 0,41%.

O Brent, de referência para a Europa, chegou aos 117 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, superou os 103 dólares, com a escalada da violência no Médio Oriente

Cotação do Brent para entrega em dezembro sobe 3,14% para 116,72 dólares

23 October 2026 at 21:22

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta sexta-feira, no mercado de futuros de Londres em alta de 3,14%, para os 116,72 dólares, o seu valor máximo desde abril.

A subida foi atribuída às preocupações com o fornecimento perante um agravamento da situação no Médio Oriente.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 3,55 dólares acima dos 113,17 com que encerrou as transações na quinta-feira.

Durante a sessão chegou a transacionar a 117,45 dólares.

Esta nova subida reflete a preocupação persistente com possíveis interrupções do fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico, dada a situação de guerra ao Irão aberta pelo ataque israelo-norte-americano no final de fevereiro último.

Euro cai e volta ao patamar dos 1,11 dólares

23 October 2026 at 18:58

O euro caiu, sexta-feira, pela segunda sessão consecutiva, retomando o patamar dos 1,11 dólares, num dia em que o preço do barril de Brent ultrapassou a barreira dos 115 dólares pela primeira vez desde maio.

Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a valer 1,1193 dólares, quando na quinta-feira, pelas 18:08, negociava a 1,1225 dólares.

O euro também caiu face à libra, bem como em comparação ao iene.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou hoje o câmbio de referência do euro em 1,1193 dólares.

O preço do barril Brent, de referência na Europa, para entrega em dezembro ultrapassou hoje os 115 dólares no mercado de futuros de Londres, um patamar que não era alcançado desde maio, devido à guerra no Médio Oriente e à apreensão quanto a novas interrupções no abastecimento de petróleo, enquanto o preço do gás atingiu máximos registados no final de 2022.

Desde que os EUA iniciaram, em fevereiro, a guerra contra o Irão, a subida do preço do petróleo nem sempre levou a uma depreciação do euro, uma vez que, ao alimentar as previsões de inflação crescente, também favorecia as expectativas de aumento das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Os consumidores da zona euro subiram as expectativas da taxa de inflação para 3,1%, em setembro face a agosto, e preveem menos crescimento económico nos próximos 12 meses, segundo uma pesquisa do BCE, hoje divulgada.

Bolsa de Lisboa fecha semana no ‘verde’ com Galp Energia a subir mais de 3%

23 October 2026 at 17:43

A bolsa de Lisboa fechou esta sexta-feira, 23 de outubro no ‘verde’, com o PSI a subir 0,07% para 9.244,62 pontos, sustentada pelos ganhos da Galp Energia, que avançou 3,42%, num dia misto nas restantes praças europeias.

Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, oito fecharam em terreno positivo e as restantes oito no ‘vermelho’.

A Galp Energia terminou a última sessão da semana a subir, 3,42% para 22,96 euros, liderando os ganhos do PSI e beneficiando da subida dos preços do petróleo.

Com ganhos superiores a 1% estiveram ainda a Ibersol, que somou 1,78% para 10,30 euros, e a Corticeira Amorim, que ganhou 1,62% para 6,90 euros.

Pelo setor energético, além da Galp Energia, a REN valorizou 0,14% para 3,54 euros.

A terminar com ganhos estiveram ainda a Sonae SGPS, que somou 0,71% para 2,14 euros, a Mota-Engil, que subiu 0,36% para 4,49 euros, e a NOS, que ganhou 0,10% para 5,16 euros.

No polo oposto, a Navigator liderou as perdas, tendo recuado 3,16% para 2,94 euros.

Com perdas superiores a 1% estiveram ainda os CTT, que caíram 1,19% para 5,41 euros, bem como a EDP, que cedeu 1,05% para 4,69 euros.

Além da EDP, entre os ‘pesos pesados’ que terminaram com perdas, o BCP recuou 0,80% para 1,06 euros, a EDP Renováveis, desvalorizou 0,34% para 11,82 euros, enquanto a Jerónimo Martins perdeu 0,22% para 18,38 euros.

Ainda a fechar no ‘vermelho’ esteve a Teixeira Duarte, que caiu 0,93% para 0,43 euros, e a Semapa, que perdeu 0,52% para 19,10 euros.

Nas restantes principais praças europeias, o alemão DAX caiu 0,75%, o francês CAC-40 perdeu 0,36% e o britânico FTSE 100 desceu 0,32%, ao passo que o espanhol IBEX-35 somou 0,40%.

Governo aumenta desconto sobre ISP do gasóleo, mas desce apoio na gasolina

23 October 2026 at 17:19

O Governo aumentou o desconto sobre o ISP do gasóleo em 0,13 cêntimos e desceu o da gasolina em 1,36 cêntimos, tendo em conta que o mercado antecipa um comportamento díspar para a evolução dos preços dos combustíveis na próxima semana.

Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “103,47 euros e de 61,48 euros por mil litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio em vigor era de 102,11 euros para o gasóleo e de 71,90 euros para a gasolina por cada mil litros.

Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma subida do preço do gasóleo rodoviário e uma descida do preço da gasolina sem chumbo”. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP). Mas fonte do mercado avançou ao ECO uma previsão ligeiramente diferente, já com base nas cotações de meio da manhã: uma subida de 1,5 cêntimos para o diesel e uma descida de oito cêntimos para a gasolina.

Até ao final do ano, sempre que os combustíveis subam mais de dez cêntimos face aos preços registados na semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz, o Governo descerá o ISP no valor equivalente à subida do IVA em virtude do aumento dos preços. O prolongamento do apoio até final do ano foi aprovado, a semana passada, pelo Parlamento.

Desde a semana de 2 a 6 de março, o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 3,59% para os 117,22 dólares por barril, o valor mais elevado desde 28 de junho de 2022 data em que atingiu os 117,98. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão. A Saudi Aramco ordenou na quinta-feira a evacuação da sede em Dhahran, perto do Barém, avançou a Reuters, tendo em conta o intensificar dos ataques dos rebeldes iemenitas.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran, analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

Ativo do dia: Petróleo supera 117 dólares e alcança máximos de seis meses

23 October 2026 at 17:15

O ativo

Contrato de futuros do Brent. O contrato de referência para o mercado europeu esteve a subir para o valor mais elevado desde finais de abril, impulsionado pelos receios que os EUA voltem a atacar o Irão, depois de os houthis, aliados do Irão no Iémen, terem feito ataques a alvos sauditas.

A escalada das tensões no Golfo sustentou os preços da matéria-prima ao longo da semana, com o contrato de Brent a caminhar para a terceira semana de ganhos, com os preços a cotarem acima dos 117 dólares por barril.

O marco

Os preços do Brent, negociado em Londres e referência para as importações nacionais, seguia a valorizar 3,5% para 117,17 dólares por barril, o que representa o valor mais elevado desde 30 de abril. Já o West Texas Intermediate (WTI), disparava cerca de 3% para 102,56 dólares por barril.

No acumulado da semana o Brent acumula valorização superior a 6%, num momento em que permanece um elevado nível de incerteza em relação ao conflito no Médio Oriente e permanecem receios de quebra de fornecimento, com impacto na oferta de petróleo a nível global.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa

“O sentimento dos mercados continua marcado pelo nervosismo. Embora as notícias sobre a retoma dos esforços de mediação na guerra com o Irão tenham alimentado as esperanças, os ataques dos rebeldes houthis a instalações na Arábia Saudita prosseguem. Há também notícias de que os EUA e Israel estão a planear novos ataques contra o Irão“, sintetiza uma nota do Commerzbank publicada esta sexta-feira, assinada por Barbara Lambrecht, Carsten Fritsch e Norman Liebke.

O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou na quarta-feira que Washington não estava a negociar com o Irão e que algo iria acontecer “dentro de relativamente pouco tempo”. Por outro lado, os houthis continuam a atacar a Arábia Saudita. Devido a estes ataques, o Departamento de Estado dos EUA ordenou a saída de todo o pessoal não essencial do país, enquanto a gigante petrolífera Saudi Aramco ordenou aos funcionários que evacuassem a sua sede em Dhahran e passassem a trabalhar remotamente, na sequência de uma série de ataques dos houthis, apoiados pelo Irão, noticiou a Reuters.

“Os investidores continuam a aumentar o prémio de risco geopolítico associado à escalada do conflito no Golfo Pérsico”, refere Ricardo Evangelista. O CEO da ActivTrades Europe realça que “a referência internacional está a caminho da terceira semana consecutiva de valorização, refletindo as crescentes preocupações com a segurança do abastecimento energético proveniente da região”.

Já os especialistas do Commerzbank notam que há ainda “uma incerteza considerável quanto à quantidade de petróleo físico atualmente disponível no mercado“. “Embora os dados sobre o transporte marítimo disponíveis até 7 de outubro apontem para uma descida significativa dos abastecimentos provenientes da região do Golfo, os dados da Kpler sugerem que, em meados de outubro, os carregamentos tinham praticamente regressado aos níveis anteriores à guerra, apesar do aumento do número de ataques no estreito de Ormuz”, explicam. Por outro lado, acrescentam, “vários países produtores de petróleo da região, mais recentemente o Iraque, anunciaram que as suas exportações de petróleo regressaram aos níveis anteriores à guerra”.

O que esperar a seguir

O desenrolar da guerra no Médio Oriente e a segurança no fornecimento da matéria-prima pelo Estreito de Ormuz vai continuar a determinar a evolução dos preços do petróleo.

“Embora os fluxos de petróleo provenientes do Médio Oriente tenham demonstrado uma relativa resiliência, a possibilidade de uma intensificação, juntamente com as ameaças à navegação através do Estreito de Ormuz e às rotas alternativas de exportação, está a levar os investidores a reavaliar os riscos para a oferta global“, explica Ricardo Evangelista.

O Commerzbank realça que, “neste contexto, os dados sobre as reservas estão a ganhar cada vez mais importância”. “Os dados semanais dos EUA apontam para um ligeiro alívio da situação das reservas comerciais de petróleo bruto. Embora os stocks tenham diminuído nas últimas três semanas, estão apenas 3,5% abaixo do nível habitualmente registado nesta altura do ano”, salientam os especialistas, acrescentando que “esta descida é explicada pela atividade de refinação invulgarmente elevada para a época de outono”.

Dito isto, “uma correção dos preços do petróleo deverá continuar fora de alcance para já. Embora a situação nos mercados físicos esteja a aliviar, as preocupações geopolíticas continuam elevadas”, sustentam os especialistas do Commerzbank.

A frase

A ausência de progressos diplomáticos significativos e a falta de perspetivas realistas de uma solução negociada no curto prazo estão a reforçar as expectativas de um período prolongado de instabilidade. Neste contexto, a evolução dos preços do petróleo está a ser determinada menos pelos atuais níveis de oferta e mais pelo potencial de uma nova escalada das hostilidades.

Ricardo Evangelista

CEO da ActivTrades Europe

Petróleo atinge 115 dólares pela primeira vez desde maio

23 October 2026 at 15:22
Trump impõe novo bloqueio ao Estreito de Ormuz

O petróleo atingiu os 115 dólares esta sexta-feira, a primeira vez que acontece desde maio.

O barril de Brent sobe mais de 2% para mais de 115 dólares à boleia do conflito no Médio Oriente.

A marcar o dia estão notícias de que o Irão pretende atacar refinarias, cabos submarinos, centros de dados e instalações de Inteligência Artificial na região do Golfo Pérsico, se os EUA/Israel lançarem um novo ataque contra o país.

“Notícias de que os EUA estão a considerar renovar os ataques militares no Irão depois das eleições intercalares em vez de prosseguir a via diplomática foi suficiente para o preço disparar, com o conflito a entrar no oitavo mês, depois de muitos considerarem que terminaria rapidamente”, disse Richard Hunter da Interactive Investor, citado pelo “Guardian”.

O barril de petróleo negociava nos 72 dólares por barril em fevereiro, antes da guerra, tendo chegado a atingir os 126 dólares no final de abril.

As tensões na região continuam a escalar. O Irão anunciou esta semana ter atacado quatro navios de mercadorias no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA deram ordens aos seus diplomatas e famílias para abandonarem a Arábia Saudita perante os ataques dos rebeldes Houthis a partir do Iémen.

Nos mercados existem receios de que o conflito volte a níveis máximos depois das eleições intercalares nos EUA que vão ter lugar a 3 de novembro.

“Para os navios que tentam atravessar o estreito de Ormuz ainda é um caminho perigoso, com obuses ainda a serem disparados”, afirmou Susannah Streeter, analista do Wealth Club, citada pelo jornal inglês.

A petrolífera estatal Saudi Aramco deu ordens esta semana para a evacuação da sua sede em Dhahran na costa saudita do Golfo Pérsico.

O conflito entre os Houthis e uma coligação saudita que apoia o Governo do Iémen reconhecido internacionalmente tem escalado desde que o grupo apoiado pelo Irão tem atacado o estreito Bab el-Mandeb, crucial para o tráfego marítimo nas rotas entre a Europa e a Ásia, via canal do Suez no mar Vermelho.

Os analistas do Morgan Stanley estimam que as exportações de petróleo do Médio Oriente tenham atingido 17 milhões de barris diários na semana passada, próximo da média de 18 milhões nos 12 meses antes da guerra no Irão.

“Não se espera uma acalmia das hostilidades até às eleições intercalares nos EUA, o que deve manter os preços do petróleo elevados”, disse à “Reuters” a analista Tamas Varga da PVM.

Já na Ucrânia, as forças russas atacaram Kiev com centenas de drones.

Moscovo disse na quarta-feira estar disposto a voltar a negociar com a Ucrânia em novembro, depois de conversações entre o presidente Vladimir Putin e o enviado dos EUA Steve Witkoff em São Petersburgo.

A Rússia foi o terceiro maior produtor mundial de petróleo em 2025, apenas atrás dos EUA e da Arábia Saudita, mas o seu crude continua sujeito a sanções, que poderão ser levantadas em caso de acordo de cessar-fogo.

Gasóleo russo a caminho dos EUA depois de acordo entre Trump e Putin

O ano de 2026 poderá ficar para a história como o ano dos cisnes negros: eventos muito improváveis, mas que acabaram por concretizar-se.

A guerra dos EUA/Israel contra o Irão, poderá ser um deles, assim como os ataques do Irão aos seus vizinhos, a par da maior crise energética da história.

Mas nas últimas semanas está a formar-se mais um cisne negro, impensável em 2022 quando a Rússia está invadiu a Ucrânia: a aproximação de Washington a Moscovo, com a Ucrânia a ficar aparentemente para trás, depois dos ataques de Kiev a refinarias russas, que encostaram Vladimir Putin a um canto.

Um sinal dos tempos é que um petroleiro carregado com 40 mil toneladas de gasóleo russo está neste momento a caminho de Nova Iorque, com chegada prevista a 7 de novembro, marcando o regresso das exportações russas de gasóleo, revela a “Reuters”.

O mercado mundial de energia está neste momento apertado de gasóleo, depois dos ataques a refinarias cruciais no Médio Oriente pelo Irão e os seus aliados.

E Donald Trump tem eleições intercalares cruciais no dia 3 de novembro, que serão decisivas para os dois últimos anos do seu mandato. Se os democratas ganharem vantagem no Congresso, o líder republicano terá a vida mais difícil até ao fim.

O presidente norte-americano tem efetuado alterações numa nova lei de sanções contra a Rússia para facilitar a chegada do combustível russo aos EUA, numa tentativa de controlar os preços do ‘diesel’, esperando que o mundo receba 300 mil toneladas de gasóleo russo numa fase inicial, incluindo os EUA.

Ao mesmo tempo, tem ameaçado a Europa com a suspensão de envio de gasóleo norte-americano, se a Europa não libertar reservas estratégicas do combustível.

O Agioi Fanendes, com pavilhão de Malta, estava atracado no porto russo de Primorsk no Mar Báltico, a 22 de outubro, e vai rumar à Costa Leste dos EUA.

OS EUA levantaram sanções às exportações russas de gasóleo e anunciaram um cessar-fogo aos ataques a infraestruturas energéticas entre a Rússia e a Ucrânia.

A Rússia vai colocar no mercado 2,25 milhões de barris de gasóleo imediatamente, seguido de 500 mil toneladas e novembro, mais um milhão de toneladas.

O Kremlin estima que o país consiga aumentar as exportações de gasóleo entre 3-3,5 milhões de toneladas mensais até ao final do ano.

A “Reuters” dá conta que gasóleo foi carregado no porto russo de Primorsk na semana passada, mas o seu destino final não é claro, com alguns dos navios destinados, para já, a Gibraltar, Port-Said ou o Atlântico.

A Rússia tem-se limitado a exportar gasóleo para o Brasil e para a Turquia, assim como para países africanos, desde que arrancou o embargo europeu aos combustíveis russos.

CMVM aplicou 347 mil euros em coimas no terceiro trimestre

23 October 2026 at 15:00

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aplicou coimas no valor total de 347 mil euros no terceiro trimestre deste ano, no âmbito de 13 processos de contraordenação decididos entre julho e setembro, revelou hoje o regulador.

De acordo com a CMVM, no período em análise foram proferidas decisões em 13 processos de contraordenação, dos quais seis estavam relacionados com violações de deveres de intermediação financeira, quatro com a atividade dos organismos de investimento coletivo, dois com a atuação dos auditores e um com violações de deveres de informação ao mercado.

Das decisões tomadas, resultaram dez coimas, num montante global de 347 mil euros, além de quatro arquivamentos e duas admoestações.

No terceiro trimestre, a CMVM instaurou ainda cinco novos processos de contraordenação: um relativo à atividade dos organismos de investimento coletivo, um a violações dos deveres de intermediação financeira, um a violações de deveres de informação ao mercado, um a deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e um relacionado com a atuação dos auditores.

No final de setembro, encontravam-se em curso 52 processos de contraordenação no regulador dos mercados. A atuação dos auditores concentrava o maior número de processos pendentes, com 18, seguindo-se a atividade dos organismos de investimento coletivo, com nove, e as violações de deveres de intermediação financeira, com oito.

Estavam ainda em curso sete processos relacionados com deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, seis referentes a deveres de informação ao mercado, três relativos a deveres de negociação em mercado e um ligado à atividade de peritos avaliadores de imóveis.

A CMVM adianta ainda que, no final do terceiro trimestre, não existiam processos de contraordenação pendentes de decisão nos tribunais.

Wall Street abre no vermelho

23 October 2026 at 14:38

Wall Street abre a sessão desta sexta-feira 23 de outubro em queda. O S&P 500 desce 0,50% para os 7.625,36 pontos, o Nasdaq desvaloriza 0,34% para os 25.920,26 pontos, e o Dow Jones quebra 1,04% para os 52.316,48 pontos.

“Wall Street arranca em baixa, prolongando as perdas expressivas de ontem [22 de outubro] que se sentiram no setor tecnológico. Enquanto aguardam por dados preliminares de atividade na indústria e serviços dos Estados Unidos em outubro, os investidores vão-se mostrando receosos, numa altura em que os preços do petróleo continuam a subir, com o crude a ultrapassar os 101 dólares por barril em Nova Iorque. A época de apresentação de contas vai aumentar de intensidade na próxima semana, com Alphabet, Microsoft, Amazon e Intel entre os grandes nomes, o que, atendendo à envolvente atual, pode estar a justificar esta maior cautela, enquanto buscam sinais de retorno dos elevados gastos em inteligência artificial e data centers (ou centros de dados. Hoje 23 de outubro há a realçar as contas da Western Digital, que até superaram as expetativas e levaram a uma revisão em Outlook, mas com a primeira reação a ser negativa”, diz a research do Millennium.

Europa está no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 1,06% para os 25.101,71 pontos, o CAC 40 (França) desliza 0,83% para os 7.746,44 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,60% para os 10.660,94 pontos.

O AEX (Países Baixos) desce 0,20% para os 1.127,54 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 0,23% para os 18.870,25 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,54% para os 48.122,50 pontos. O PSI (Portugal) desliza 0,18% para os 9.220,84 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 1,71% para os 115,11 dólares e o crude valoriza 2,11% para os 101,57 dólares.

O euro está a cair 0,18%, face ao dólar, para os 1,11974 dólares e o euro quebra 0,03%, face à libra, para as 0,83724 libras.

Musk enriqueceu cerca de um milhão de dólares por minuto num ano

23 October 2026 at 14:02

Elon Musk, que é atualmente o mais rico do mundo, viu a sua fortuna crescer 530 mil milhões de dólares (473 mil milhões de euros), entre 12 de outubro de 2025 e 12 de outubro de 2026, de acordo com os dados da BestBrokers, baseados na lista de multimilionários da Forbes.

Isso é o equivalente a enriquecer a uma média de 1,45 mil milhões de dólares por dia (1,3 mil milhões de euros), ou cerca de um milhão de dólares por minuto (890 mil euros). “Os seus ganhos, por si só, são cerca de 150 mil milhões de dólares (134 mil milhões de euros) superiores a toda a fortuna de 380 mil milhões de dólares (339 mil milhões de euros) da segunda pessoa mais rica do mundo, Jeff Bezos”, assinalam os dados compilados pelo portal.

Na lsita dos mais enriqueceram entre 12 de outubro de 2025 e 12 de outubro de 2026 depois de Elon Musk (SpaceX e Tesla) e Jeff Bezos (Amazon e Blue Origen) surge Michael Dell (Dell) com mais 139 mil milhões de dólares, ou 124 mil milhões de euros) (ou 341 milhões de euros por dia), Larry Page (Google) com mais 90 mil milhões de dólares, ou 80 mil milhões de euros (ou 221 milhões de euros por dia), Sergey Brin (Google) com 81 mil milhões de dólares, ou 72 mil milhões de euros (ou 200 milhões de euros por dia), Giancarlo Devasini (Tether): com mais 66 mil milhões de dólares, ou 58 mil milhões de euros (ou 163 milhões de euros por dia), Jensen Huang (Nvidia) com mais 39 mil milhões de dólares, ou 34 mil milhões de euros (ou 96 milhões de euros por dia), Paolo Ardoino (Tether) com mais 28 mil milhões de dólares, ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia), Jean-Louis van der Velde (Tether) com mais 28 mil milhões de dólares ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia, e Liang Wenfeng (DeepSeek) com mais 28 mil milhões de dólares ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia).

Os dados revelam que existem 3.382 multimilionários no mundo com um fortuna combinada de 20,57 biliões de dólares (18,38 biliões de euros), “com quase metade desta riqueza concentrada” nos Estados Unidos. “Os 985 multimilionários norte-americanos representam menos de um terço do total global, mas possuem 9,42 biliões de dólares (8,41 biliões de euros), mais de 4,5 vezes os 2,01 biliões de dólares (1,80 biliões de euros) detidos pelos 519 multimilionários da China. A Índia ocupa o terceiro lugar, com 231 multimilionários e uma fortuna de 990,3 mil milhões de dólares (884,6 mil milhões de euros). A Alemanha lidera a Europa, com 206 multimilionários que possuem uma fortuna combinada de 897,1 mil milhões de dólares (801,3 mil milhões de euros), enquanto o Brasil lidera a América do Sul, com 307,5 ​​mil milhões de dólares (274,6 mil milhões de euros)”, refere a BestBrokers.

“Durante a maior parte da história recente, a riqueza extrema foi construída lentamente, muitas vezes ao longo de gerações, em setores consolidados como o bancário, o petrolífero e o industrial. Hoje, algumas das maiores fortunas estão a ser feitas em empresas que ainda não atingiram o seu potencial máximo. Mesmo Elon Musk e Jeff Bezos, cujas fortunas foram construídas com a Tesla e a Amazon, devem grande parte do seu crescimento recente a empresas de foguetões, avaliadas com base nas expectativas dos investidores para o futuro do espaço e da inteligência artificial. Cada vez mais, as maiores fortunas estão a ser construídas não com base no valor atual de uma empresa, mas sim no valor que os investidores acreditam que poderá ter amanhã”, disse Stanislava Savisheva, da BestBrokers.

Embratur e Porto Digital impulsionam internacionalização de startups brasileiras de turismo em Portugal

23 October 2026 at 10:52

A tecnologia brasileira aplicada ao turismo ganha espaço no mercado europeu por meio do Conexão Luso-BR, uma iniciativa da Embratur em parceria com o Porto Digital. Cinco startups brasileiras iniciaram, na última segunda-feira (19), em Aveiro, Portugal, uma imersão voltada à internacionalização de seus negócios, à conexão com potenciais clientes e à apresentação de soluções tecnológicas para o setor turístico. O programa também contempla cinco empresas portuguesas que desenvolvem oportunidades comerciais no Brasil, fortalecendo o intercâmbio de inovação entre os dois países.

A iniciativa oferece apoio à mobilidade dos participantes, infraestrutura de integração aos ecossistemas locais e acompanhamento especializado em regulação, tributação e vendas B2B. O objetivo é ampliar o acesso das empresas a novos mercados, estimular parcerias comerciais e fortalecer a competitividade das soluções tecnológicas aplicadas ao turismo.

O Diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, visitou a sede do Cais do Porto em Aveiro para se encontrar com os integrantes das empresas selecionadas. A agenda oficial na Europa inclui a participação dos empreendedores em uma atividade da ApexBrasil durante o Web Summit, no mês de novembro. Além disso, as startups farão apresentações de negócios no Demo Day do programa, realizado na estrutura do estande brasileiro durante o evento tecnológico em Lisboa.

“A troca de experiências com o ecossistema português é fundamental para amadurecer as soluções brasileiras e prepará-las para a escala global. Portugal é a nossa porta de entrada para a União Europeia, a terceira maior economia do mundo. Ao fortalecer a tecnologia nacional e apresentá-la em eventos como o Web Summit, elevamos o patamar do turismo internacional no Brasil, tornando nossos destinos e serviços mais competitivos, modernos e atraentes para o viajante global”, disse Roberto Gevaerd.

Entre as empresas participantes da imersão em Aveiro estão soluções focadas em IA, distribuição B2B e inteligência de dados.

Just Travel: Plataforma B2B de distribuição turística em e-commerce white label, que permite a agências, operadoras e pequenos e médios meios de hospedagem terem lojas virtuais com marca própria e venderem inventário por canais alternativos às grandes OTAs (Online Travel Agencies), ampliando as reservas diretas.

Vent: Plataforma de software de inteligência operacional e comercial que cruza dados internos de hotéis, resorts e parques com dados de clima, eventos, feriados e mobilidade. A solução utiliza inteligência artificial para prever ocupação e fluxo de visitantes, recomendando decisões estratégicas sobre equipes, preços e campanhas.

Eluvi: Travel tech que transforma o marketing de influência em um canal mensurável de aquisição para hotéis. Atua desde a seleção de criadores até a gestão de campanhas e análise de resultados, com foco em aumentar reservas diretas e reduzir a dependência das OTAs.

iFriend: Marketplace e infraestrutura B2B de distribuição global de experiências turísticas, que conecta agências e operadoras a um amplo inventário de atividades e guias. A ferramenta utiliza IA para organizar ofertas e recomendações sem a necessidade de integrações individuais com cada fornecedor.

SmartTalks: Plataforma conversacional multicanal, nativa em inteligência artificial, que integra agentes virtuais treinados com a base de conhecimento de cada empresa, CRM, atendimento humano e automações voltadas para reservas e relacionamento com hóspedes.

© DIVULGAÇÃO

A iniciativa busca ampliar o acesso das empresas a novos mercados, estimular parcerias comerciais e fortalecer a competitividade das soluções tecnológicas

Bolsas da Ásia sobem, mas petróleo e temores com IA limitam ganhos

23 October 2026 at 12:04

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (23), recuperando-se de perdas registradas mais cedo, mas preocupações persistentes com investimentos em inteligência artificial e a alta do petróleo limitaram os ganhos.

O índice sul-coreano Kospi subiu 0,30% em Seul, para 5.550,30 pontos, após chegar a recuar para perto de 5.300 pontos, o menor nível em mais de seis meses. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,69%, para 23.093,37 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 0,34%, para 62.693,16 pontos.

Na China continental, o pregão foi positivo, com alta de 0,89% do Xangai Composto, para 3.690,48 pontos, e de 2,44% do Shenzhen Composto, para 2.212,99 pontos. Em Taiwan, o mercado não operou devido a feriado.

Ações ligadas à IA seguem voláteis, com receios de que o custo mais alto de financiamento prejudique investimentos em data centers e chips. Ontem, o Nasdaq recuou 2,6% em Nova York, após balanços da Meta e da Tesla reforçarem esse sentimento.

O avanço do petróleo, sustentado por tensões no Oriente Médio, também restringiu o apetite por risco. No fim da madrugada, o WTI avançava 0,50%, para US$ 100 o barril.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável, com alta marginal de 0,02% do S&P/ASX 200, para 8.795,20 pontos.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

Atividade na Zona Euro abranda para mínimos de quatro meses com custos em alta e turbulência em França

23 October 2026 at 11:03

A atividade do setor privado na Zona Euro cresceu em outubro ao ritmo mais lento dos últimos quatro meses, pressionada pela subida dos custos de produção e pela contração da economia francesa.

O PMI compósito, calculado pela S&P Global a partir de inquéritos a cerca de cinco mil empresas, desceu 2,3%, de 53,1 pontos em setembro para 51,9 pontos em outubro, segundo a estimativa preliminar divulgada esta sexta-feira. Foi o quarto mês consecutivo de aumento da atividade, mas o mais fraco dessa sequência – um valor acima de 50 indica expansão, pelo que a economia da região continua a crescer, mas a um ritmo menor.

“A economia da Zona Euro inicia o quarto trimestre com as empresas a reportarem um crescimento ainda robusto, sendo o PMI preliminar consistente com um crescimento do PIB a um ritmo trimestral de 0,3%”, refere Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

O abrandamento atingiu a indústria e os serviços: o índice de atividade nos serviços passou de 53 para 51,7 pontos, o valor mais baixo em dois meses. Na indústria transformadora, o índice de produção recuou de 53,6 para 52,4 pontos, também um mínimo de quatro meses, e o PMI industrial desceu de 52,9 para 52,4 pontos, o nível mais baixo em três meses.

Em França, a produção do setor privado voltou a diminuir, depois de em setembro ter registado a primeira subida em dez meses. A Alemanha e o conjunto dos restantes países continuaram a crescer, mas com menos intensidade.

Os preços foram o outro ponto de pressão. Os industriais indicaram uma subida “acentuada e acelerada” dos custos de produção, muitas vezes associada a custos mais elevados com energia, combustíveis e transportes, a mais forte desde maio e acima da média do ano até agora.

Os preços cobrados pelas empresas subiram a um ritmo mais lento do que em setembro na Alemanha e em França, mas aceleraram no conjunto dos restantes países.

Chris Williamson refere que “a chave para o abrandamento mais generalizado é a nova escalada das pressões inflacionistas observada durante o mês”, acrescentando ainda que “as taxas de juro mais elevadas também começam a fazer-se sentir, travando a procura”, e que o cenário de crescimento sustentado e inflação persistentemente elevada “irá provavelmente alimentar mais especulação sobre uma política de aperto mais agressiva por parte do BCE”.

Os dados sublinham a situação difícil que a França enfrenta, com o PMI a indicar que a economia está a deslizar para a contração, numa altura em que a confiança das empresas atinge o nível mais baixo desde 2012, se excluirmos a pandemia.

Chris Williamson

Economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence

Os dados mostram ainda que as novas encomendas aumentaram ao ritmo mais lento da atual sequência de quatro meses, com melhorias modestas na indústria e nos serviços. Além disso, o emprego ficou praticamente inalterado, com um aumento residual, e a criação de postos de trabalho nos serviços desceu para o nível mais baixo em cinco meses.

Em França o emprego diminuiu, enquanto na Alemanha e no resto da região aumentou. “A contratação ficou entretanto perto da estagnação, já que a entrada de novas encomendas arrefeceu e mostra apenas um crescimento escasso”, destaca Chris Williamson.

Os dados da S&P Global revelam ainda que a confiança empresarial desceu para o nível mais baixo em cinco meses, com uma quebra particularmente forte na indústria.

Em França, o pessimismo associado à instabilidade e à incerteza política contrastou com o sentimento positivo nas restantes economias. “Os dados sublinham a situação difícil que a França enfrenta, com o PMI a indicar que a economia está a deslizar para a contração, numa altura em que a confiança das empresas atinge o nível mais baixo desde 2012, se excluirmos a pandemia”, refere Chris Williamson.

Os dados finais de outubro serão publicados a 2 de novembro, para a indústria, e a 4 de novembro, para os serviços e o índice compósito.

Subida dos juros da dívida “é risco de mercado e não risco de país”, diz Miranda Sarmento

23 October 2026 at 10:32

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta sexta-feira que, num “ambiente de turbulência dos mercados da dívida pública na Zona Euro, que tem levado a um agravar das taxas de juro”, Portugal tem escapado a esta tendência.

O responsável das Finanças associou a estabilidade do spread dos juros da dívida nacional a dez anos face à alemã com a mesma maturidade, que serve de métrica de risco no mercado, à trajetória de redução da dívida pública e melhorias de rating da República.

“No caso de Portugal, o nosso spread face à dívida alemã tem se mantido estável, a nossa subida das taxas de juro é risco de mercado e não risco de país. Quando as taxas sobem as nossas também sobem, mas é importante mantermos essa estabilidade”, afirmou na audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) que marca o pontapé de saída da discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Na apresentação inicial aos deputados, o ministro das Finanças repetiu largamente a apresentação do OE2027 feita no dia 8 de outubro e salientou o “equilíbrio orçamental, com a redução da dívida pública” como o fator mais importante do documento.

Esta afirmação está alinhada com o que já tinha dito o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, que considerou, no debate parlamentar sobre a Conta Geral do Estado de 2025, que as obrigações soberanas portuguesas são “tidas como ativos de refúgio”, o que atribui a uma “postura de responsabilidade e tranquilidade na gestão financeira do Estado”.

Brandão de Brito justificou ainda que a confiança dos investidores tem sido ganha num período de “grande instabilidade geopolítica”, o que associou aos “pequenos excedentes orçamentais que têm permitido reduzir a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de forma sustentável“.

A proposta de OE2027 vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro e tem já aprovação garantida, depois de o PS ter anunciado a abstenção. Depois segue para a apreciação na especialidade, com as audições aos vários ministros e entidades a começar no dia 29 de outubro e estendendo-se até 6 de novembro, dia em que está prevista a audição da ministra do Trabalho e do ministro das Finanças.

O dia 6 de novembro marca também o fim do prazo para as propostas de alteração dos partidos. Depois das audições, o parlamento vai preparar os guiões para a maratona de votações, que arranca no dia 18 de novembro e culmina na votação final global a 24 de novembro.

⛽Gasolina vai descer e gasóleo vai subir ligeiramente na próxima semana

23 October 2026 at 10:17

Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação da nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.

De qualquer forma, com esta previsão, os preços permanecerão acima dos dois euros por litro (2,185 no caso do gasóleo e 2,015 na gasolina).

Mantém-se em vigor o limiar de subida nos dez cêntimos, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 4,5 cêntimos e os da gasolina descer 1,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o gasóleo subiu 2,7 cêntimos e a gasolina desceu 1,1 cêntimos.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,54% para os 113,78 dólares por barril, mas já estiveram a cotar nos 114 dólares esta amanhã, o valor mais elevado desde o máximo de quatro anos de 114,44 dólares atingido a 4 de maio. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A nova escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran,analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

Forte procura leva Governo a aumentar em 60% limite à emissão de certificados

23 October 2026 at 10:03

A forte procura das famílias portuguesas e pequenos aforradores levou o Governo a aumentar em 60% o limite à emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro para este ano, passando de dez mil milhões de euros para 16 mil milhões.

O ministro das Finanças considera que o interesse pelos certificados “tem vindo a exceder significativamente as previsões” iniciais e que, portanto, “será necessário proceder a uma alteração do limite anteriormente aprovado para a emissão destes instrumentos”, segundo o despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República.

A subida da Euribor tem levado os portugueses a investirem as suas poupanças nos Certificados de Aforro, que já contam com 5,2 mil milhões de euros de subscrições líquidas de resgates nos primeiros nove meses do ano, de acordo com os dados revelados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

Quanto aos Certificados do Tesouro, continuam a registar mais saídas do que entradas, acumulando um saldo negativo de 1,4 mil milhões até setembro, isto apesar do lançamento de uma nova série em julho com condições de remuneração mais atraentes, mas que ainda não convencem os aforradores.

Miranda Sarmento explica que, perante o reforço da aposta das famílias nos certificados, já não será preciso ao Estado financiar-se no mercado no montante que se previa inicialmente. Razão pela qual baixou o limite às emissões de Obrigações do Tesouro de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros e de Bilhetes do Tesouro de 18 mil milhões para 15 mil milhões.

Por outro lado, e tendo em conta “que várias entidades do setor público administrativo apresentam consideráveis disponibilidades financeiras, e que se antecipa que parte significativa dessas disponibilidades se mantenha e transite para o próximo ano, sendo possível a sua utilização para a constituição de certificados especiais de dívida de curto prazo (CEDIC)”, foi amento o limite para a emissão destes instrumentos de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões.

Prata atinge mínimo desde novembro de 2025

23 October 2026 at 09:36

A prata atingiu durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro um mínimo de novembro de 2025, quando negociou nos 54,17 dólares, tendo por base os dados do Investing. Atualmente o metal desvaloriza mais de 24% desde o início do ano e desceu mais de 15% no último mês.

O mínimo da prata veio também acompanhado de um mínimo de três meses do ouro quando o metal negociou perto dos quatro mil dólares por onça durante a sessão de 22 de outubro.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

Volvo corta mais 2.500 postos de trabalho e ações afundam 30%

23 October 2026 at 09:24

A Volvo Cars anunciou esta sexta-feira que vai cortar 2.500 postos de trabalho adicionais, na sua grande maioria na Suécia, depois de ter registado uma forte deterioração dos prejuízos operacionais, que levam as ações a recuarem quase 30%.

Detida pelos chineses da Geely, a montadora sueca reportou uma perda operacional de 3,7 mil milhões de coroas suecas (cerca de 330 milhões de euros) no terceiro trimestre, que compara com o lucro de 5,8 mil milhões de coroas suecas no mesmo período do ano passado. Os analistas do Citi esperavam uma perda de apenas 724 milhões de coroas suecas.

“O terceiro trimestre foi muito desapontante e reflete um ano que se está a tornar vem mais desafiantes do que esperávamos inicialmente. O nosso plano de turnaround em curso precisa por isso de um reforço decisivo”, disse o CEO Hakan Samuelsson, citado pela Reuters.

A Volvo, que já tinha anunciado um plano de corte de custos de 23 mil milhões de coroas suecas, vai reduzir gastos indiretos e custos variáveis em mais cinco mil milhões.

As últimas medidas vão afetar cerca de 6% da força de trabalho da Volvo, incluindo 2.000 empregos na Suécia, através do término dos contratos de consultores, rotatividade natural e planos de saídas. A fabricante automóvel já tinha cortado 3.000 postos anteriormente.

Em reação às contas, as ações da Volvo estão a cair 30,1% para 9,87 coroas suecas, o valor mais baixo de sempre.

Ouro atinge mínimo de três meses

23 October 2026 at 09:17

O ouro atingiu um mínimo de três meses durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro quando negociava nos 4.013 dólares por onça. O metal já caiu mais de 7% desde o início do ano e no último mês desceu mais de 6%.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

Na sessão de quinta-feira 22 de outubro vários índices bolsistas fecharam o dia com quedas. No caso dos índices norte-americanos o Nasdaq desvalorizou mais de 2,5% enquanto que o S&P 500 caiu 1,21%. O Dow Jones fechou no verde com um avanço de 0,02%. Nas bolsas europeias o índice português (PSI) desceu 1,46%. Destaca-se ainda a queda de 1,07% do DAX (Alemanha), da quebra de 2,54% do FTSE MIB (Itália), da quebra de 2,12% do IBEX 35 (Espanha), e a descida de 1,39% do CAC 40 (França).

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