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Obrigações francesas atingem máximo de 24 anos

22 October 2026 at 09:45

As obrigações francesas, a 10 anos, atingiram na quarta-feira 21 de outubro um máximo de 24 anos quando ultrapassaram a barreira dos 5%. Um dos factores para esta escalada está ligada às dificuldades na aprovação de um Orçamento para o país, refere o The Guardian, a que se juntam os protestos nas ruas francesas, que já assumiram contornos violentos, e também o défice nas contas francesas.

E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011, salientou a Reuters.

O economista do banco ING, Charlotte de Montpellier, referiu, citado pelo Le Monde, que a perda de confiança representa agora o “maior” risco económico. “A subida das taxas de juro exacerba as condições financeiras já difíceis e provavelmente afetará ainda mais os investimentos e a atividade económica”, acrescentou.

Já o responsável pela estratégia de mercado da plataforma de negociação de moedas e pagamentos Ebury, Matthew Ryan, citado pelo The Guardian, referiu que os prolemas que se fazem sentir em França estão também a pressionar em baixa o euro. “O euro continua a ficar atrás da maioria das principais moedas, uma vez que o prémio de risco político em França dificilmente diminuirá em breve. Ainda não é claro se o orçamento de 2027 será aprovado pelo parlamento e, mesmo que assim seja, parece estar repleto de concessões tanto à esquerda como à direita, deixando o problema do défice sem uma solução adequada”, acrescentou.

Tesla e SpaceX reforçam ainda mais M&A tecnológico. Mercados recompensam alvos

Os títulos das empresas adquiridas tendem a disparar logo a seguir ao anúncio de uma fusão. E as compradoras também brilham em bolsa quando mostram que a tecnologia adquirida se integra sem problemas e faz aumentar o lucro por ação. Será esse o caso da Tesla e SpaceX, com a criação conjunta do novo Tesla Roadster a dar cartas.

Lucros sólidos do PSI já não chegam. Investidores vão procurar visibilidade para 2027

O "guidance" das cotadas da bolsa de Lisboa tem assumido cada vez mais preponderância na hora de os investidores reagirem aos resultados. No entanto, os analistas ouvidos pelo Negócios indicam que as empresas deverão optar por previsões cautelosas.

Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com Europa

22 October 2026 at 08:25

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 22 de outubro com uma quebra de 0,42% para os 9.334,83 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,56% para os 1,10 euros, seguida pela Mota-Engil que desvaloriza 1,20% para os 4,62 euros, e a Teixeira Duarte que desce 0,79% para os 0,44 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a EDP Renováveis, os CTT, a Jerónimo Martins, e a Navigator.

A negociar no verde está a Galp Energia que avança 0,53% para os 22,62 euros e a REN sobe 0,14% para os 3,55 euros.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abrem no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,94% para os 25.404,00 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 1,22% para os 7.825,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,49% para os 10.679,91 pontos.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 1,01% para os 1.130,77 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,42% para os 19.048,48 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,20% para os 48.974,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 2,28% para os 111,30 dólares e o crude valoriza 2,23% para os 99,32 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,12461 dólares e o euro está a avançar 0,04%, face à libra, para as 0,83882 libras.

Cinco gráficos para explicar la posible fusión Tesla y SpaceX, la mayor de la historia

22 October 2026 at 04:30

El magnate Elon Musk ha reconocido por primera vez que estudia la fusión de las dos empresas en las que participa: SpaceX y Tesla. Una integración que, de llegar a concretarse, crearía un gigante tecnológico con capitalización de 3,5 billones de dólares con intereses en la inteligencia artificial, la conectividad, el negocio aeroespacial y automoción que se colocaría entre las cinco empresas más valiosas del mundo.

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© Kaylee Greenlee (REUTERS)

Tesla Cybercab de color dorado.

Guerra não trava subida de lucros em Lisboa. Energia impulsiona, mas o papel sai castigado

A época de resultados do terceiro trimestre deve mostrar uma continuação da tendência já registada nos trimestres anteriores: crescimento de lucros, mas com maior dispersão. A subida dos preços da energia deve dar força aos resultados da Galp e, em menor escala, aos do grupo EDP, mas deve penalizar empresas do setor industrial.

Novo Congresso nos EUA: mais gastos na defesa beneficiariam a indústria e saúde, diz UBS

Com os resultados das intercalares nos EUA, a menos de duas semanas, poderão surgir efeitos benéficos para determinados setores, o que beneficiará essas empresas em bolsa, além de que as políticas prosseguidas deverão continuar a ter impacto na forma como os investidores se posicionam no mercado obrigacionista, apontam os estrategas do UBS.

Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

By: ECO
21 October 2026 at 16:24

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

Quando uma empresa entra em bolsa, vale a pena investir?

21 October 2026 at 15:01
Quando uma empresa entra em bolsa, pode abrir novas oportunidades para os investidores. Mas como distinguir uma oportunidade real do entusiasmo do mercado? Saiba o que deve analisar antes de investir.

Ibovespa perde fôlego após bater 209 mil pontos na abertura; dólar cai

21 October 2026 at 14:20

A bolsa paulista tenta manter o viés positivo nos primeiros negócios nesta quarta-feira (21), com a eleição presidencial ainda dominando os holofotes, enquanto WEG recuava mais de 3% após o balanço do terceiro trimestre.

Após bater superar os 209 mil pontos durante os minutos iniciais, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, perdeu o fôlego e passou a estabilizar.

Às 10h30 (de Brasília), o índice subia 0,06%, próximo à estabilidade, aos 208.461 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 16 de dezembro, perdia 0,32%.

Já a moeda americana recua pela quarta sessão seguida. O dólar tem baixa ante o real, com investidores à espera de nova pesquisa da Quaest sobre a disputa pela Presidência, enquanto no exterior a moeda americana cedia ante boa parte das demais divisas.

No mesmo horário, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,19%, a R$ 5,0181 na venda. Na véspera, o dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,58%, aos R$ 5,0182.

*Com informações da Reuters 

Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

21 October 2026 at 09:53

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.

Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.

A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.

A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.

A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.

Lucro da Netflix subiu 44%

A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

Forte investimento das empresas de IA “acabará por gerar retornos atrativos”

As maiores tecnológicas do mundo continuam a gastar muito dinheiro com a aposta na inteligência artificial. Numa altura em que os investidores têm questionado a magnitude desse investimento e querem ver retornos, este será o tema central da época de resultados que arranca esta quarta-feira com a Tesla e a Meta.

Ferrovial hace una apuesta de alto riesgo en Estados Unidos

21 October 2026 at 04:30

¿Por qué es tan secreto el calendario del pago? ¿Han visto el precio de la acción?”. La pregunta llegó por escrito, desde el fondo Davidson Kempner, al final de la conferencia en la que Ferrovial explicó a los analistas, el 5 de octubre, una apuesta de escala inédita en Estados Unidos. Ignacio Madridejos, consejero delegado, respondió: “Si pudiéramos, estaríamos encantados de compartir esa información. Pero estamos bajo un acuerdo de confidencialidad”.

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© EL PAÍS

Carretera I-24 Southeast en Nashville, Tennessee, en una imagen proporcionada por la compañía.

Pagar para perder dinero: así funcionan los clubes de inversión y los consejos ilegales en redes sociales

21 October 2026 at 04:25

Ganar grandes sumas de dinero gracias al teléfono móvil en cuestión de minutos sin necesidad de saber nada de la Bolsa. Conseguir el nivel de vida que realmente se merece. Perder los ahorros por confiar en gente desconocida que quizá no tiene ni idea de lo que está hablando, o que la tiene, pero que solo se preocupa por su propio beneficio. Los clubes de inversión de pago que se promueven a través de las redes prometen los dos primeros escenarios, pero el más probable es el último. Al menos, de acuerdo con lo que dicta el estudio académico Especulación por suscripción: ‘finfluencers’ e inversión minorista en opciones, realizado por los economistas T. Clifton Green, Russell Jame, Patrick Oliphant y Brian Roseman.

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© FRANCK ROBICHON (EFE)

Panel de Bolsa.
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