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Mars reduz emissões em 6,4% em 2025 e atinge maior corte anual da sua história

Mars

A multinacional norte-americana Mars reduziu em 6,4% as emissões absolutas de gases com efeito de estufa (GEE) em toda a sua cadeia de valor em 2025, registando a maior redução anual da sua história, segundo o relatório de sustentabilidade divulgado pela empresa.

De acordo com o relatório Sustainable in a Generation 2025, a redução acumulada das emissões atingiu 16,9% face ao ano de referência de 2015, ao mesmo tempo que o negócio cresceu cerca de 75%.

A empresa destacou ainda que cumpriu, em 2025, a sua meta de redução de emissões dos âmbitos 1 e 2 definida no âmbito da iniciativa Science Based Targets, ao alcançar uma diminuição de 42,6% em comparação com os níveis registados em 2015.

“A sustentabilidade é central para a forma como crescemos e prosperamos, não apenas porque é a coisa certa a fazer pelo ambiente, mas porque é a única forma de construir resiliência em toda a nossa cadeia de valor”, afirmou o presidente executivo (CEO) da Mars, Poul Weihrauch, citado no relatório.

Segundo o responsável, a empresa continuou a registar “progressos significativos” ao longo de 2025, enquanto procura reforçar a resiliência das comunidades, dos trabalhadores e das cadeias de abastecimento.

No âmbito da sua estratégia ambiental, a Mars expandiu os projetos de agricultura climaticamente inteligente para cerca de 77 iniciativas em 26 países, abrangendo 12 culturas agrícolas.

Entre os projetos destacados encontra-se o programa Protect the Peanut, através do qual a empresa investiu cerca de 5,2 milhões de dólares ao longo de cinco anos para desenvolver variedades de amendoim mais resistentes à seca e às doenças.

A empresa salientou igualmente o programa Raising Rice Right, que prevê um investimento de 20 milhões de dólares entre 2020 e 2030 para promover práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de arroz e reforçar a resiliência dos agricultores.

Numa outra iniciativa, a Mars associou-se à PepsiCo e à ADM para lançar um programa de agricultura regenerativa na Polónia, apoiando 24 agricultores em mais de 5.450 hectares. A empresa está envolvida em culturas regenerativas de trigo numa área de 3.450 hectares destinada ao fornecimento de marcas como Whiskas e Pedigree

No setor da energia, a companhia anunciou em 2025 o programa Renewables Acceleration (RAcc), destinado a alargar o acesso à eletricidade renovável às cadeias de valor dos seus fornecedores e parceiros.

Segundo a Mars, esta iniciativa poderá permitir evitar cerca de três milhões de toneladas de emissões até 2030, o equivalente a aproximadamente 10% da atual pegada carbónica da empresa.

Entre os projetos associados ao programa está um acordo com a GoldenPeaks Capital para o desenvolvimento de mais de 100 projetos solares na Polónia, capazes de gerar cerca de 222 gigawatts-hora (GWh) de energia limpa por ano.

A empresa estabeleceu igualmente uma parceria com a Enel North America para apoiar três projetos solares no Texas, que deverão produzir aproximadamente 1,8 terawatts-hora (TWh) de eletricidade renovável por ano e evitar cerca de 700 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) anuais.

O diretor de sustentabilidade da Mars, Alastair Child, considerou que os resultados demonstram que a sustentabilidade está “no centro” da forma como a empresa planeia e investe, defendendo que a concretização dos objetivos climáticos exige colaboração entre empresas, fornecedores, governos, organizações não-governamentais e comunidades locais.

O relatório refere ainda que a empresa mantém uma estratégia assente em objetivos científicos, transparência e mecanismos de governação para acompanhar o progresso das metas ambientais.

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Grupo Inspired escolhe região de Lisboa para estreia mundial de novo modelo educativo

A região de Lisboa foi escolhida pelo Inspired Education Group para ser um dos dois palcos da estreia mundial da Inspired Edge Academy, um novo modelo educativo que promete repensar a forma como as crianças dos 7 aos 10 anos aprendem.

O lançamento está previsto para setembro de 2027 e acontecerá em simultâneo em Londres e na região de Lisboa. Em Portugal, a academia vai funcionar num edifício exclusivo no campus do PaRK International School, em Alfragide.

Com sede em Londres, o Inspired Education Group conta com mais de 125 colégios de topo em todo o mundo

A Inspired Edge Academy é dirigida a crianças entre os 7 e os 10 anos, o modelo propõe uma aprendizagem mais personalizada, próxima e adaptada ao ritmo de cada aluno. Em vez de uma progressão uniforme por idade ou por turma, cada aluno avança ao seu ritmo, com acompanhamento próximo de professores e coaches e com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial que ajudam a personalizar os desafios.

Segundo o grupo, esta progressão baseada no domínio dos conhecimentos permite que determinados conteúdos sejam concluídos em cerca de um terço do tempo de uma sala de aula tradicional. Em colégios do Grupo Inspired que já utilizaram plataformas adaptativas semelhantes, os alunos registaram, após seis semanas, uma melhoria média de 8,1% nos resultados das avaliações.

O objetivo, sublinha o grupo, não é acelerar por acelerar, mas libertar tempo. O tempo ganho será usado para aprofundar conhecimentos e desenvolver competências essenciais para o futuro: pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, literacia financeira, empreendedorismo e bem-estar.

O modelo prevê ainda um rácio de um adulto por cada 10 alunos.

A organização do dia reflete essa abordagem. As manhãs são dedicadas às aprendizagens fundamentais – incluindo Inglês, Matemática, Ciências, Tecnologias e Línguas – através de percursos personalizados.

À tarde, a aprendizagem assume uma dimensão mais prática e colaborativa, com projetos interdisciplinares. Entre os exemplos previstos estão imaginar e desenvolver uma colónia em Marte ou construir um carro elétrico de competição, onde os alunos terão de conceber e montar o veículo, trabalhar com especialistas e procurar apoio junto de empresas para financiar a participação numa corrida.

“Mais do que introduzir novas ferramentas na educação, este modelo procura repensar a forma como as crianças aprendem. A tecnologia tem um papel importante, mas é o professor que dá sentido à aprendizagem, acompanha cada aluno e cria as condições para que desenvolva todo o seu potencial. Queremos que cada criança tenha um percurso que respeite a forma como aprende, mas também tempo e espaço para experimentar, criar, trabalhar com os outros, resolver problemas e descobrir aquilo em que pode ir mais longe”, afirma Joana Simas, Diretora da Inspired Edge Academy™ em Portugal.

Joana Simas é atualmente Global Head of EdTech Implementation do Inspired Education Group, onde lidera projetos de inovação educativa à escala internacional. A estrutura de liderança internacional da Inspired Edge Academy™ integra ainda Marc Thiessen, CEO; Michael Lambert, Diretor de Educação do Inspired Education Group; e Adam Webster, Diretor do Programa Educativo.

Antes do lançamento oficial, as famílias poderão conhecer e experimentar alguns dos princípios do novo modelo num Open Day imersivo intitulado “Missão Impossível”, que se realiza a 21 de novembro, no campus do PaRK International School Alfragide.

Destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos e respetivas famílias, o evento vai transformar as crianças em “Edgineers”, com desafios práticos no Edge Lab – decifrar códigos, construir uma ponte e trabalhar em equipa para resolver diferentes problemas.

Enquanto as crianças participam nos desafios, os pais poderão conhecer a equipa, perceber como funciona o modelo de aprendizagem personalizada, explorar a visão para os espaços de aprendizagem e compreender de que forma professores e coaches acompanham a evolução de cada aluno.

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Legendre abre escritório em Montreal e estreia-se na América do Norte

O grupo francês Legendre anunciou a abertura de um escritório em Montreal, no Canadá, marcando a primeira presença operacional da empresa fora da Europa e um passo na sua estratégia de expansão internacional.

A empresa pretende que a atividade internacional represente 20% do volume de negócios até 2030.

Fundada em 1946, a Legendre desenvolve, projeta, constrói, reabilita, opera e investe em edifícios e espaços de vida, a pensar nas gerações futuras. É uma empresa familiar liderada por Vincent Legendre, neto do fundador.

A companhia, que já atua no Reino Unido, Portugal, Suíça, Jersey e Guernsey, reforça assim a sua atividade no continente americano depois de mais de uma década de investimentos no Quebeque. A presença da Legendre no Canadá remonta a 2014, quando realizou o primeiro investimento em Montreal, no Hôtel Alt, no bairro de Griffintown, em parceria com o promotor Devimco.

Desde então, participou em vários projetos residenciais e mistos, entre os quais o Novia, em Longueuil (357 habitações, escritórios e espaços comerciais), o Manoir Grace Dart, em Mercier (300 habitações), e o bloco 4 da Esplanade Cartier (205 habitações), junto à ponte Jacques-Cartier, em Montreal.

Nestes empreendimentos colaborou com parceiros locais como LSR GesDev, Maître Carré, TGTA, Prével e Ipso Facto.

Com o novo escritório, a empresa deixa de se limitar ao investimento e passa também a identificar terrenos, lançar e desenvolver projetos de promoção imobiliária por conta própria na área metropolitana de Montreal.Para liderar esta fase, a Legendre contratou Clément Bonnemaire, que integrou a equipa a 28 de setembro.

O responsável, com experiência no mercado imobiliário local, ficará encarregado de identificar e desenvolver oportunidades que consolidem a presença do grupo a longo prazo.A expansão internacional da Legendre arrancou em 2015 no Reino Unido, onde atua na construção e promoção imobiliária nos segmentos residencial, de escritórios e hoteleiro.

Em 2017 chegou a Jersey, com a entrega de um empreendimento de quase 280 habitações na frente marítima de St Helier. Em 2019 instalou-se em Portugal (Lisboa e Porto) e em 2022 abriu escritório em Genebra.

Fundada em 1946 e liderada por Vincent Legendre, neto do fundador, a Legendre desenvolve, projeta, constrói, reabilita, opera e investe em edifícios e espaços. Conta com cerca de 2.500 colaboradores em 21 localizações em França e no estrangeiro e prevê um volume de negócios de mil milhões de euros em 2025.

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ECO.AP 2030 ultrapassa 900 entidades e reforça monitorização da descarbonização na Administração Pública

O programa ECO.AP 2030 integrou nos últimos doze meses mais 80 entidades públicas, elevando para 901 o total de organizações registadas e contabilizando 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), de acordo com o Relatório Síntese com dados a 30 de setembro de 2026.

Este reforço traduz-se numa maior capacidade técnica das entidades públicas para implementar medidas de eficiência energética, hídrica e de descarbonização.

De acordo com o documento divulgado pela Adene – Agência para a Energia, entidade responsável pela operacionalização do programa, o Barómetro ECO.AP integrou no último ano mais 1.918 instalações e 9.352 veículos.

A plataforma passou também a abranger a iluminação pública e os equipamentos urbanos, tendo registado 2.731 instalações nesta nova área de monitorização e análise.

O compromisso com o planeamento estratégico registou igualmente progressos significativos, com mais 26 entidades a verem validados os respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030, totalizando 116 organismos com planos aprovados para os períodos de 2025-2027 e 2026-2027.

No decorrer de 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram formalmente as respetivas metas, juntando-se aos setores da Saúde e da Defesa Nacional e elevando para cinco as áreas governativas com objetivos publicados.

A coordenação territorial conheceu um incremento expressivo, contando atualmente com 32 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que representa mais 15 do que no período homólogo, destacando-se a adesão de 22 municípios que reforçam a articulação e a implementação local do programa.

Em paralelo, verifica-se uma aposta contínua nas energias renováveis, com a inscrição de mais 18 instalações de sistemas solares térmicos e 22 sistemas fotovoltaicos, contabilizando globalmente 98 e 104 instalações registadas no barómetro, respetivamente.

Na vertente da capacitação, o programa promoveu 22 iniciativas no último ano que envolveram 1.658 participantes e cerca de 64 horas de atividade. No total acumulado, o ECO.AP 2030 soma já 150 ações e 8.088 participantes, num esforço contínuo de divulgação, capacitação e partilha de boas práticas.

A Adene, liderada por Nelson Lage, sublinha que estes resultados confirmam a consolidação do programa como um instrumento de referência para a eficiência de recursos e a integração progressiva da descarbonização nas práticas de gestão da Administração Pública.

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PSD anuncia morte de antigo deputado Jorge Neto aos 69 anos

O PSD anunciou hoje a morte do antigo deputado e ex-secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes Jorge Neto, aos 69 anos, destacando o seu percurso político e profissional e recordando-o como “um homem de cultura e inteligência notáveis”.

Numa nota de pesar, os sociais-democratas manifestaram “profunda consternação pelo falecimento de Jorge Neto”, nascido em 3 de janeiro de 1957, em Lousada.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1980, Jorge Manuel Ferraz Freitas Neto foi deputado do PSD eleito pelo círculo do Porto nas VIII, IX e X legislaturas, tendo exercido também as funções de vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD entre 2001 e 2004.

No XVI Governo Constitucional, liderado por Pedro Santana Lopes, desempenhou o cargo de secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes.

Na nota divulgada hoje, o PSD sublinha que Jorge Neto foi “um militante de intervenção ativa, um advogado de reconhecido mérito e um homem de cultura e inteligência notáveis”, salientando ainda a sua “capacidade de diálogo” e “generosidade”.

Segundo o partido, essas qualidades marcaram o seu percurso, deixando “uma marca indelével na política nacional e no concelho de Lousada, terra onde nasceu”.

O PSD recorda que o primeiro contacto de Jorge Neto com o partido ocorreu em 1974, através da JSD, tendo mais tarde colaborado no jornal “Pelo Socialismo”, editado em conjunto com o semanário partidário “Povo Livre”.

Décadas depois, viria a assumir a direção do “Povo Livre”, entre 2007 e 2010. Foi também membro do denominado Gabinete Sombra do PSD durante a liderança de Durão Barroso, entre 2000 e 2002.

Na mensagem de pesar, o PSD presta homenagem ao antigo dirigente e ex-governante, manifestando condolências à família e reconhecendo o seu percurso de vida e de serviço público.

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Thales com aumento de 14% das encomendas para 16,4 mil milhões de euros.

A francesa Thales registou um forte crescimento da atividade nos primeiros nove meses de 2026, sustentado pela procura nos negócios de defesa e espaço, tendo reforçado as perspetivas para o conjunto do ano. Segundo os dados divulgados esta quinta-feira, as encomendas recebidas ascenderam a 19,1 mil milhões de euros, um aumento de 14% face ao mesmo período de 2025, enquanto as vendas cresceram 7,6%, para 16,4 mil milhões de euros.

O desempenho foi impulsionado sobretudo pela divisão de Defesa, cujas vendas avançaram 13,3%, para 9,36 mil milhões de euros, refletindo o aumento dos orçamentos militares em vários mercados e a forte procura por sistemas de defesa aérea, vigilância e equipamentos navais.

A entrada de encomendas na área de Defesa subiu igualmente 14%, para 11,3 mil milhões de euros, representando mais de metade do total contratado pelo grupo.

A divisão de Aeroespacial também apresentou uma evolução robusta, com as encomendas a crescerem 28%, para 5 mil milhões de euros, beneficiando da procura por programas espaciais, incluindo contratos ligados à futura constelação europeia de satélites IRIS².

A empresa destacou ainda a assinatura de 29 contratos superiores a 100 milhões de euros, no valor total de 7,57 mil milhões de euros, mais 42% do que no mesmo período do ano passado.

Embora a Thales não tenha divulgado resultados líquidos nesta atualização trimestral, os indicadores operacionais apontam para uma melhoria da rentabilidade. O grupo manteve o objetivo de alcançar em 2026 uma margem EBIT ajustada entre 12,6% e 12,8% e espera agora que o crescimento orgânico das vendas fique na parte superior da faixa anteriormente prevista, entre 6% e 7%, podendo mesmo ultrapassar esse intervalo.

O presidente executivo da empresa, Patrice Caine, sublinhou que o grupo continua a beneficiar de uma posição favorável nos seus mercados, apoiada pela inovação tecnológica e pela forte procura internacional, permitindo confirmar todos os objetivos financeiros traçados para este ano.

A Thales, que opera nas áreas da defesa, aeroespacial, cibersegurança e tecnologias digitais, emprega mais de 85 mil trabalhadores em 65 países e registou receitas de 22,1 mil milhões de euros em 2025.

 

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A primeira página do Jornal Económico de 22 de outubro

Agora é mais fácil ler o seu Jornal Económico em formato digital. De segunda a sexta-feira, a partir da meia-noite, pode ver a primeira página e ler os principais conteúdos de cada edição no nosso espaço reservado a assinantes, o JE Leitor. Para receber a edição completa, subscreva a newsletter Edição da Manhã e terá o Jornal Económico no seu email, de segunda a sexta-feira, às 7h00.

Veja aqui a primeira página do Jornal Económico desta quinta-feira, 22 de outubro:

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Havi TechHUB em Lisboa cresce para 143 trabalhadores e amplia escritório no Cais do Sodré

O Havi TechHUB, centro tecnológico da multinacional de gestão da cadeia de abastecimento HAVI, ampliou as suas instalações em Lisboa, passando a ocupar dois pisos no edifício Cais 5, no Cais do Sodré, após aumentar a equipa de sete para 143 profissionais em pouco mais de dois anos.

Em comunicado, a empresa indica que a expansão eleva a área total do escritório para 1.320 metros quadrados, reforçando a capacidade da operação tecnológica em Portugal.

O TechHUB de Lisboa iniciou atividade em março de 2024 com sete colaboradores, terminando esse ano com 34 trabalhadores. Em setembro de 2025, aquando da inauguração oficial do escritório, contava já com 87 profissionais, número que cresceu entretanto para 143.

As equipas instaladas em Lisboa trabalham em áreas como inteligência artificial, análise de dados, produtos digitais, ‘cloud’, cibersegurança e transformação de negócio, apoiando as operações globais do grupo.

O centro integra a rede internacional de TechHUBs da Havi, que inclui ainda unidades em Chicago, Cracóvia e Kuala Lumpur, funcionando segundo um modelo de colaboração entre diferentes fusos horários para garantir continuidade operacional e capacidade de resposta permanente.

Segundo a empresa, a expansão em Lisboa enquadra-se na estratégia de transformação do modelo operacional tecnológico da HAVI, assente numa organização global mais conectada, escalável e resiliente.

Citado no comunicado, o vice-presidente sénior e diretor digital e de informação da Havi, Reto Sahli, refere que o crescimento da operação portuguesa “demonstra a importância que Lisboa assumiu” na rede global de centros tecnológicos da empresa.

A Havi emprega cerca de 7.500 pessoas em mais de 30 mercados e presta serviços integrados de gestão da cadeia de abastecimento, incluindo transporte, distribuição, armazenagem, planeamento, análise de dados e gestão de resíduos.

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DGS publica novas orientações para refeições escolares com reforço de leguminosas e opções vegetais

As novas Orientações para Ementas e Refeitórios Escolares 2026, publicadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), reforçam os critérios de alimentação saudável e sustentável nas escolas, prevendo a presença diária de leguminosas nas refeições e recomendando a inclusão regular de pratos de base exclusivamente vegetal.

As orientações, elaboradas pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) em conjunto com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), atualizam as regras técnicas, nutricionais e pedagógicas aplicáveis às refeições servidas nos estabelecimentos públicos de ensino pré-escolar, básico e secundário de Portugal continental.

Segundo o documento, passa a ser obrigatório que as leguminosas integrem diariamente as refeições escolares, quer na sopa quer no prato principal. As novas regras determinam igualmente a utilização exclusiva de sal iodado na confeção e fixam um limite máximo de 0,2 gramas de sal por 100 gramas de alimento na sopa e nos pratos principais. As sobremesas doces ficam limitadas a uma vez por mês.

As orientações estabelecem ainda como obrigatório disponibilizar versões integrais de arroz e massa em pelo menos 25% das refeições mensais. A oferta diária de pelo menos três variedades de fruta fresca surge como um critério de valorização adicional.

O documento recomenda também a inclusão de uma refeição de base exclusivamente vegetal na ementa padrão de todos os alunos, com uma frequência entre duas e quatro vezes por mês, tendo as leguminosas como principal fonte de proteína.

Em reação às novas orientações, a associação ProVeg Portugal considerou que as medidas representam um avanço na promoção de padrões alimentares mais saudáveis e sustentáveis.

Citada em comunicado, a diretora da organização, Joana Oliveira, afirmou que as novas regras constituem “um passo importante para as escolas portuguesas”, defendendo a necessidade de apoiar municípios, escolas e empresas de restauração coletiva na sua implementação.

Também em comunicado, a coordenadora do programa Prato Sustentável da ProVeg Portugal, Carolina Mesquita, destacou a obrigatoriedade da presença diária de leguminosas nas refeições de todos os alunos, independentemente do prato escolhido.

A nutricionista Laila Sultan salientou, por seu lado, que as leguminosas constituem uma fonte relevante de proteína vegetal, fibra e micronutrientes, considerando que a recomendação para refeições vegetais regulares poderá contribuir para a diversificação das fontes proteicas nas escolas.

A ProVeg Portugal anunciou ainda que continuará a disponibilizar apoio técnico gratuito a municípios, escolas e empresas de restauração coletiva através do programa Prato Sustentável, incluindo consultoria para elaboração de ementas, formação de equipas de cozinha e ações de sensibilização dirigidas à comunidade escolar.

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Officia Legal Online: a nova plataforma digital que quer trazer os serviços jurídicos às microempresas e PME

Uma nova sociedade de advogados portuguesa, a Officia Legal Online, entrou no mercado. Liderada por Sofia Barata, Diretora-Geral, a Officia pretende tornar o acesso ao direito simples, rápido e transparente.

Criada por uma equipa de advogados e solicitadores experientes em direito societário e tecnologias digitais, a sociedade foi constituída de raiz para operar em ambiente digital, através da plataforma www.officia.pt.

Segundo o comunicado da sociedade, a aposta é nas microempresas e PME portuguesas, um segmento que a sociedade considera mal servido pelo modelo jurídico tradicional.

Na plataforma, os clientes encontram serviços jurídicos essenciais para todos os ciclos de vida da empresa — da constituição de sociedades ao apoio societário corporativo, passando por pedidos de NIF, alterações de objeto social e sede, aumentos de capital, aprovação de contas e alteração de órgãos sociais.

Cada serviço apresenta preços e prazos de entrega publicados, num modelo pensado tanto para necessidades pontuais como para acompanhamento contínuo, sempre com rigoroso respeito pelos princípios deontológicos.

A experiência de utilização foi desenhada para ser intuitiva, resumindo-se a cinco passos. O cliente começa por entrar na plataforma e selecionar o serviço pretendido, partilhando algumas informações sobre si ou sobre o seu negócio e tendo acesso, desde o primeiro momento, a toda a informação necessária, nomeadamente preços, prazos de execução e demais detalhes relevantes. Seguidamente, submete o pedido online, procede ao pagamento e recebe confirmação automática.

A partir daí, é atribuído um advogado para acompanhar e prestar o serviço, enquanto a plataforma mostra em tempo real o estado do pedido e os próximos passos, até à entrega final. Após a conclusão, os canais de apoio permanecem disponíveis para questões relacionadas com o serviço prestado ou para novos pedidos.

“O direito é complexo, a experiência de aceder ao direito não precisa ser”

Em declarações à imprensa, Sofia Barata, Diretora-Geral da Officia, traçou o posicionamento da nova sociedade: “A Officia representa uma nova geração de sociedades de advogados — próxima, de base digital e que pretende tornar simples o que antes era complexo. Queremos democratizar o acesso ao direito”.

A responsável acrescenta que, num momento de “transformação sem precedentes” no setor jurídico, a Officia se posiciona como “um parceiro estratégico digital para clientes que procuram segurança jurídica, rapidez e um novo nível de eficiência”.

“O direito é complexo, a experiência de aceder ao direito não precisa ser.” O direito é complexo, a experiência de aceder ao direito não precisa ser”, conclui.

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Sete empresas portuguesas de mobiliário participam na ORGATEC 2026 na Alemanha

A AIMMP – Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal vai promover a participação de sete empresas portuguesas na ORGATEC 2026, feira internacional dedicada aos espaços de trabalho, que decorre entre 27 e 30 de outubro, em Colónia, na Alemanha.

ARCHYI., Cadeinor, Fenabel, MBN Group, More Contract, TemaHome e X8 Solutions Group são as empresas que integram a representação nacional, com soluções de mobiliário profissional, assentos, ambientes colaborativos, produção à medida e projetos para espaços comerciais.

A iniciativa insere-se no projeto de internacionalização Inter Wood & Furniture e pretende reforçar a presença da indústria portuguesa nos mercados internacionais, num contexto de transformação dos modelos de trabalho e de crescente procura por espaços flexíveis, funcionais e adaptados a diferentes necessidades.

As empresas portuguesas vão apresentar propostas para escritórios e ambientes colaborativos, bem como soluções destinadas à hotelaria, restauração e outros espaços profissionais.

«A transformação dos espaços de trabalho está a criar novas oportunidades para a indústria do mobiliário. Portugal tem empresas com conhecimento técnico, capacidade produtiva e competências de design para responder a estes desafios», afirma Vítor Poças, presidente da AIMMP, citado em comunicado.

A participação na feira permite ainda apresentar a diversidade da oferta nacional e reforçar o posicionamento da indústria portuguesa num segmento em que a inovação, a funcionalidade e a capacidade de adaptação assumem uma importância crescente, acrescenta o responsável.

A presença em Colónia faz parte da estratégia de internacionalização da associação, que procura aproximar as empresas portuguesas de compradores, distribuidores, arquitetos, designers e outros profissionais ligados à conceção de espaços de trabalho e comerciais.

Através da marca MADE IN PORTUGAL naturally, a AIMMP pretende promover a indústria nacional enquanto parceira no desenvolvimento de soluções de mobiliário para diferentes mercados e projetos.

No âmbito do programa Inter Wood & Furniture, a associação tem apoiado a expansão internacional e a diversificação de mercados das empresas da fileira da madeira e do mobiliário. Segundo a AIMMP, a iniciativa já apoiou mais de 400 empresas, através de 195 ações em mais de 30 mercados, com incentivos até 50%.

A operação Inter Wood & Furniture 2026-2028, dedicada à internacionalização sustentada das empresas do setor, é apoiada pelo COMPETE 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia.

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PME Magazine debate desafios da geopolítica, IA, financiamento e internacionalização em fórum em Oeiras

Os impactos da instabilidade geopolítica, da inteligência artificial (IA), do acesso ao financiamento e da internacionalização nas pequenas e médias empresas (PME) portuguesas vão estar em debate na quarta edição do Fórum PME Magazine, marcada para 28 de outubro, no Taguspark, em Oeiras.

Subordinado ao tema “PME 2026: Estratégia, poder e capital num mundo instável”, o encontro reunirá empresários, gestores e especialistas para discutir os principais desafios que as PME enfrentam num contexto de rápida transformação económica e tecnológica.

A sessão de abertura estará a cargo do economista e ex-ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral, que defenderá a necessidade de as empresas se adaptarem à inovação tecnológica. Citado em comunicado, o responsável considera que “não incorporar a inovação e a tecnologia significa morrer”.

O programa está estruturado em quatro áreas temáticas. A primeira será dedicada ao novo mapa do poder económico e contará, entre outros intervenientes, com o ex-ministro da Economia e do Mar António Costa Silva.

A inteligência artificial será outro dos temas centrais do fórum, com um painel dedicado ao modo como as PME podem transformar esta tecnologia numa vantagem competitiva, abordando questões como talento, dados, automação e eficiência operacional. Entre os participantes estarão representantes da Tekever, Five Credit e Konica Minolta Portugal.

O acesso ao capital e às formas de financiamento empresarial estará igualmente em discussão, num debate que contará com a participação da presidente executiva da Mota-Engil Next, Sílvia Mota, e de representantes da Granter, Grupo Your e Start PME.

A internacionalização encerrará o programa principal, com um painel centrado nos desafios da expansão para mercados externos e na gestão do risco reputacional, reunindo responsáveis da Delta Cafés, Feel Group e ION.

O evento inclui ainda uma área expositiva com cerca de 30 empresas, iniciativas de ‘networking’ e uma plataforma digital de gamificação para os participantes.

Citado na mesma nota, o diretor-geral da PME Magazine, Daniel Marques, afirmou que o objetivo do encontro é disponibilizar aos empresários “ferramentas práticas para decidir melhor”, através da partilha de experiências de gestores, investidores e especialistas.

O fórum acolherá também os Prémios PME Pitch, destinados a startups e microempresas em fase inicial, cujo projeto vencedor receberá um prémio de 5.000 euros, e terminará com a entrega dos Prémios Social CEO, que distinguem líderes digitais em Portugal.

O encerramento assinalará ainda os 10 anos da PME Magazine com um ‘cocktail’ de networking entre participantes.

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