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Sismo de 5.2 na escala de Richter sentido nos Açores

Um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter foi hoje sentido na ilha de São Miguel, nos Açores, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com um comunicado do IPMA, o sismo foi sentido pelas 18:07 locais (19:07 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de 40 quilómetros a oeste de Ginetes, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) nas freguesias de Ponta Delgada (São Sebastião) e Relva (São Miguel)”, adiantou a fonte.

De acordo com a informação do IPMA, na ilha de São Miguel, no grupo Oriental açoriano, o abalo foi ainda sentido com menor intensidade nas freguesias de Arrifes, Capelas, Covoada, Fajã de Baixo, Fajã de Cima, Fenais da Luz, Feteiras, Ginetes, Ponta Delgada (São José), Ponta Delgada (São Pedro), Rosto do Cão (São Roque), Santa Bárbara, Santo António, São Vicente Ferreira, Pico da Pedra, Rabo de Peixe, Ribeira Grande (Conceição), Ribeira Grande (Matriz), Ribeirinha e São Brás (São Miguel).

O sismo foi também sentido, com menor intensidade na ilha Terceira (grupo Central), em Porto Judeu, Posto Santo, Lajes, Praia da Vitória (Santa Cruz) e Vila Nova.

Entretanto, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) referiu em comunicado que o abalo (a que atribui uma magnitude de 5.1) foi sentido nas ilhas de São Miguel, Terceira e Santa Maria.

“De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima V/VI (escala de Mercalli Modificada) no concelho de Ponta Delgada. O evento foi ainda sentido com intensidade V nos concelhos de Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo e Povoação, com intensidade IV/V no concelho de Nordeste, com intensidade IV nos concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (ilha Terceira) e com intensidade III em Vila do Porto (ilha de Santa Maria)”, indicou.

O CIVISA adianta que “continua a acompanhar o evoluir da situação”.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com intensidade VI, considerado bastante forte, o sismo é sentido por todos e muitas pessoas assustam-se e correm para a rua, de acordo com a descrição do IPMA na sua página da Internet.

Já com intensidade V, considerada forte, os sismos são sentidos fora de casa, as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados, as portas oscilam, fecham-se ou abrem-se, ao passo que os estores e quadros se movem e os pêndulos de relógios param ou alteram o estado de oscilação.

Em casos de sismos com uma intensidade IV, considerada moderada, “os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, indica o IPMA.

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Chega admite viabilizar propostas do PS e desafia socialistas a aprovarem as suas

O Chega admitiu hoje viabilizar propostas do PS para a habitação e desafiou os socialistas a aprovarem as suas, num “esforço conjunto”, e defendeu que as soluções para a crise têm de estar previstas no Orçamento do Estado.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o presidente do Chega mostrou-se disponível para apoiar a proposta do PS para isentar de mais-valias a venda de casas até 300 mil euros, num sinal de “boa vontade”, apesar de considerar que essa medida terá um impacto residual.

Quanto aos arrendatários, André Ventura considerou que “só há duas formas” de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: “Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS”.

“É só dizer qual é a solução, nós estamos dispostos às duas. Aprovaremos a que for possível”, indicou, acrescentando que o Chega “está aberto” a encontrar soluções”, mas devem passar pelo Orçamento do Estado ou “não servirão para nada”.

“Ou consta do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas”, argumentou.

O líder do Chega apelou ao PS que viabilize as propostas do pacote anunciado pelo Chega no fim de semana, apesar de ter voltado a acusar o partido de hipocrisia.

“Façam também a vossa parte, vamos lá ajudar a resolver este problema”, desafiou.

Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que “seja uma coligação positiva” e um “esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas”, porque “o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação”.

O líder do Chega acusou ainda o Governo de estar “preocupado em passar uma qualquer imagem de dureza ‘cavaquista’ do exercício do poder” e de ter perdido “toda a ligação com os cidadãos, toda a empatia com os seus problemas”.

Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma “conversa aberta e franca” destinada a encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que “não é com estas reuniões que se encontram soluções”.

“Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas”, referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.

Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação “é apenas uma parcela da crise da habitação” porque “também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação”.

Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua “paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras”.

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Empresas de Bragança não conseguem investir em pessoas qualificadas e tecnologia

Cerca de 99% das empresas do distrito de Bragança são micro e pequenas empresas, com dificuldades em contratar pessoas qualificadas e em investir em tecnologia, revelou, hoje, a presidente do NERBA, que entende que é preciso ambição e transformação.

Dados do NERBA – Associação Empresarial do Distrito de Bragança, revelam que nesta região 95 a 96% são micro empresas (com menos de 10 trabalhadores), 3,5 a 4,2% são pequenas empresas (entre 10 a 49 trabalhadores) e apenas 0,1% são grandes empresas (com mais de 250 trabalhadores).

A “natureza das próprias empresas é o principal obstáculo”, segundo Ana Carvalho, para a contratação de gente qualificada, essencial para o crescimento da firma e para apostar no digital.

“É evidente que negócios de menor dimensão não permitem os desenvolvimentos de carreira e pessoais, que talento altamente qualificado procura. Portanto, temos dificuldade em fazer transformações e crescimento, porque temos fuga de talento”, referiu a presidente do NERBA.

Por isso, defende, a “estratégia dos negócios locais tem de mudar”, os “negócios locais têm de procurar mercados fora, têm que ganhar a ambição e têm que procurar transformar os seus produtos ou as suas formas de venda de forma a captar mercados nacionais e internacionais”.

Numa região onde muitas empresas são do setor agrícola, Ana Carvalho entende que o crescimento depende não só de colaboradores qualificados, mas também de investimento na transformação.

“É importante que o território se capacite de indústria transformadora. (…) Só com um grande investimento no agroalimentar e na transformação daquilo que são os produtos endógenos é que nós conseguimos alavancar a economia regional, porque é fundamental nós centrarmo-nos nas atividades que acrescentam valor ao produto e que permitem vender esse produto com maior lucro”, explicou.

Como exemplo, falou da produção de castanha, que é vendida a granel, devido à baixa transformação na região. No seu ponto de vista, se houver mais transformação do fruto, poderia tornar-se num “produto de nicho”, “setor premium”, o que iria “aumentar margens”, porque ao ser produzido em baixa escala, “os custos logísticos diminuem”, criando-se um negócio “ideal” para a região.

No entanto, a falta de indústria transformadora, diz, deve-se à “incapacidade de investir e de assumir riscos e ambição”.

“O desafio é fazer este crescimento através destes jovens altamente qualificados, mas as empresas locais, os empresários locais, o tecido empresarial local, [tem de] permitir-se a esta junção entre o jovem talento e aquilo que são negócios familiares, já com características e personalidades próprias, e permitir-se a essa transformação”, frisou.

A presidente do NERBA admitiu, à Lusa, que existe “conservadorismo” nas empresas da região e que, em termos digitais, estão “um ponto mais atrás” em relação ao país, com uma literacia digital “mais atrasada”, mas começam a ser dados “passos lentamente” para mudar este cenário com a entrada da nova geração.

Ainda de acordo com dados da associação empresarial, apenas entre “55 a 59% das empresas regionais mantêm ‘website’ ou página oficial”, apenas “28 a 33%” adotam tecnologias de computação em nuvem, sendo que a média nacional é de 38,7%, e menos de 6% usa inteligência artificial, abaixo da média nacional que é de 11,5%.

“A nova geração está a mudar e eu diria que, a junção da nova geração com a geração que está a deixar o seu legado, esta junção, também está a trazer frutos, mas é algo que acontece lentamente”, sublinhou.

O NERBA tem vindo a desenvolver projetos ligados ao digital, o Emprego+Digital, que decorreu entre 2023 a 2025, e contou com a participação de 1922 pessoas, e  o Líder+Digital, para empresários ou gestores de pequenas e médias empresas, e contou com 54 participantes.

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Polícias já apreenderam 42 toneladas de cocaína este ano

As autoridades policiais apreenderam desde 01 de janeiro deste ano 42 toneladas de cocaína, mais 17 do que em todo o ano de 2025, revelou hoje o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).

“No combate ao tráfico de estupefacientes, têm sido alcançados sucessivos recordes de apreensões de cocaína. Em 2024, 23 toneladas; em 2025, 25 toneladas; e, até à presente data de 2026, 42 toneladas”, afirmou Carlos Cabreiro, na cerimónia do 81.º aniversário da PJ, na sede da instituição policial, em Lisboa.

Os números incluem as apreensões realizadas por todas as forças policiais e, para o diretor da PJ, são um “exemplo de excelente colaboração e coordenação entre órgãos de polícia criminal e forças e serviços de segurança, com o apoio decisivo” das Forças Armadas, por norma mobilizadas em operações em alto mar.

Na intervenção, Carlos Cabreiro realçou ainda o trabalho da instituição que dirige no combate ao crime económico-financeiro organizado e transnacional, em particular do Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA).

Segundo o dirigente, no primeiro semestre deste ano, o GRA “identificou 108 milhões de euros em ativos, apreendeu ou arrestou bens no valor de 11 milhões de euros, apurou 60 milhões de euros de património incongruente e respondeu a 313 pedidos de cooperação de 40 países”.

Quase um mês depois de o Ministério Público ter realizado buscas na sede e na escola de formação da PJ no âmbito de um inquérito por falsidade de testemunho e abuso de poder em que Carlos Cabreiro é suspeito, este reafirmou ainda que a lealdade da instituição para com aquele órgão “é um valor absoluto”.

“Estabelecemos linhas de ação conjuntas e atuamos numa base de articulação permanente, alicerçada no estrito cumprimento da lei e em respeito pelos direitos, liberdades, garantias dos cidadãos e pela dignidade da pessoa humana”, disse.

Sobre o futuro, Carlos Cabreiro alertou para a “verdadeira rotura” que constitui a Inteligência Artificial e lembrou que a justiça “não pode ser escrita em códigos binários”.

“A humanidade não se programa e somos, sobretudo, uma organização de pessoas que trabalha para as pessoas”, sustentou.

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Carneiro espera que Montenegro deixe cair nova lei das rendas

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse hoje esperar que o primeiro-ministro deixe cair a nova lei das rendas, que considera injusta, defendendo uma garantia pública para proteger jovens, famílias de classe média e idosos.

“É muito importante que até ao fim desta semana possamos ouvir uma palavra do primeiro-ministro sobre a sua disponibilidade para deixar cair a lei das rendas”, afirmou José Luís Carneiro aos jornalistas, à margem de uma visita a obras de habitação a custos controlados e de habitação social em Lagos, no Algarve.

O líder socialista considerou que a legislação, aprovada na generalidade com o apoio da AD, do Chega e da Iniciativa Liberal, “dificulta o acesso à habitação e facilita os despejos”, acusando o Governo de agravar a crise habitacional.

“É uma lei desumana e injusta”, afirmou, defendendo que as políticas de habitação devem responder às dificuldades dos jovens, das famílias de classe média e dos idosos.

José Luís Carneiro criticou ainda a definição de uma renda moderada de 2.300 euros, considerando que o valor demonstra “um afastamento do Governo em relação à realidade económica” das famílias portuguesas.

Segundo o secretário-geral do PS, um casal com um rendimento mensal próximo de 2.100 euros, correspondente a dois rendimentos medianos de cerca de 1.040 euros, não consegue suportar uma renda daquele valor.

O dirigente socialista defendeu que os encargos com a habitação, seja através da compra ou do arrendamento, não devem ultrapassar 35% do rendimento do agregado familiar.

Como alternativa, o PS propõe a criação de uma garantia pública que permita aos jovens e às famílias cumprir as obrigações de pagamento das rendas em caso de dificuldades financeiras, dando simultaneamente segurança aos proprietários.

A medida pretende também proteger os idosos de aumentos das rendas que possam comprometer a sua permanência nas localidades onde vivem, acrescentou.

Carneiro defendeu ainda o reforço do investimento na oferta pública de habitação, a simplificação dos procedimentos de licenciamento e a disponibilização de terrenos para construção por parte dos municípios, em parceria com o Estado, cooperativas, associações de moradores e privados.

Durante a visita, o líder socialista destacou investimentos de cerca de 50 milhões de euros na recuperação e construção de habitações, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelos municípios.

O secretário-geral socialista sustentou, contudo, que esse esforço não é suficiente para responder às necessidades futuras e voltou a defender a criação de um Serviço Nacional de Habitação, envolvendo a administração central, regional e local, bem como os setores privado e social.

Questionado sobre as manifestações contra as políticas de habitação, o dirigente socialista considerou legítimo que os cidadãos “expressem a sua indignação”, desde que o façam no respeito pela lei e pelo Estado de direito democrático.

No entanto, escusou-se a comentar a atuação policial para desmobilizar as “acampadas” em Lisboa e no Porto.

O dirigente socialista afirmou que a crise habitacional não se limita a Portugal, mas acusou o Governo de agravar os seus efeitos através das políticas adotadas.

José Luís Carneiro iniciou hoje uma visita aos empreendimentos habitacionais em construção nos municípios de Lagos, Portimão e Lagoa, no âmbito do processo de auscultação para a construção de uma Solução Estratégica Nacional para a Habitação em Portugal.

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Seguro “atento e vigilante” e imputa responsabilidades aos órgãos de soberania pelo “prestígio da PJ” 

O Presidente da República afirmou hoje, na sede da PJ, que está “sempre atento e vigilante”, mas atua “com discrição”, e imputou responsabilidades pelo “prestígio da PJ” aos seus dirigentes, mas também aos órgãos de soberania.

António José Seguro, que discursava numa sessão solene comemorativa do 81.º aniversário da Polícia Judiciária (PJ), defendeu que o “enorme prestígio” desta polícia criminal “exige investimento permanente, capacidade de atuação e exigência ética” e que o escrutínio deve ser encarado “como parte da sua legitimidade democrática”.

No início da sua intervenção, o chefe de Estado quis evitar “qualquer dúvida sobre o motivo principal” para a sua presença nesta sessão – referindo que aceitou “de imediato” o convite – e deu conta de um encontro realizado, a seu pedido, com o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, em agosto.

“Estou aqui porque a PJ é um pilar da democracia e tudo farei para que continue a desempenhar a sua função em nome da justiça, do combate ao crime e da segurança dos portugueses. Estou aqui para salvaguardar o seu património, dar robustez à missão presente da PJ e a cautelar as premissas de um futuro com sucesso”, justificou.

“Foram também estas palavras que transmiti ao senhor diretor numa reunião, a meu pedido, realizada em agosto. O dever do Presidente da República é estar sempre atento e vigilante, fazer as perguntas que deve e agir com discrição adequada em cada momento. O prestígio da PJ é uma responsabilidade dos seus dirigentes, mas também dos titulares dos órgãos de soberania”, acrescentou António José Seguro.

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IL vai convidar líderes de todos os partidos para reunião em busca de consensos 

A presidente da IL anunciou hoje que vai convidar os líderes de todos os partidos com assento parlamentar para uma “conversa aberta e franca” conjunta destinada a encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação.

“Nós vamos convidar os líderes partidários dos vários partidos com assento parlamentar a sentarem-se à mesa connosco, para podermos ter uma conversa aberta, franca, com propostas, e tentarmos chegar a consensos”, anunciou Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas após uma reunião com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

A líder dos liberais disse que o objetivo é encontrar soluções que se tornem “uma realidade o mais depressa possível”, em vez de “processos legislativos que se arrastam durante meses, que muitas vezes acabam por nem sequer ver a luz do dia”.

Questionada sobre se pretende promover reuniões individuais ou um encontro com todos os partidos em simultâneo, Mariana Leitão esclareceu que o objetivo é que “se sentem todos à mesa”, dependendo da disponibilidade das forças políticas.

A presidente da IL identificou “três pilares” para a procura de consensos: “A questão da habitação pública, a questão da simplificação, da desburocratização e a questão da baixa de impostos. Parece-me que nestes três pilares nós conseguimos, certamente, ter uma conversa que dê frutos e chegarmos a consenso em algumas matérias”.

Depois de o Presidente da República, António José Seguro, ter apelado a um entendimento entre o Governo e os partidos da oposição em matéria de habitação, a líder da IL salientou que cabe agora às forças partidárias avançar com propostas.

“É nesse sentido que eu também lancei este convite aos líderes partidários para que se possa discutir o assunto de forma séria, sem questões partidárias, sem questões meramente ideológicas, dogmáticas, o que quer que seja. Pragmatismo, objetividade e o que é que é preciso para resolvermos o problema da habitação no nosso país, porque esta situação não pode continuar”, afirmou.

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Excedente externo da economia recua para 4.050 milhões até agosto

A economia portuguesa registou um excedente externo de 4.050 milhões de euros até agosto, menos 26,8% que no mesmo período do ano passado, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Em cadeia, são mais 69% face aos 2.397 milhões de euros acumulados até julho, mas o valor continua abaixo do verificado nos mesmos meses de 2025 (5.535 milhões de euros) e 2024 (8.260 milhões de euros).

Segundo o BdP, esta evolução refletiu, principalmente, o aumento de 2.700 milhões de euros do défice da balança de bens (importações aumentaram 6.000 milhões de euros e exportações subiram 3.300 milhões de euros).

A isto, juntou-se a redução do excedente da balança de rendimento secundário em 259 milhões de euros – devido, “em grande medida, ao aumento da contribuição financeira de Portugal para o orçamento da União Europeia” –, bem como o decréscimo de 120 milhões de euros do saldo da balança de serviços.

Já o excedente da balança de capital subiu 1.400 milhões de euros, sendo explicado “maioritariamente, pelo recebimento das compensações pagas por resseguradoras estrangeiras pelos prejuízos provocados pelas tempestades que atingiram Portugal no início do ano” e pelo crescimento das atribuições de fundos classificados como ajuda o investimento.

O banco central assinala que a capacidade de financiamento da economia portuguesa até agosto resultou num saldo positivo da balança financeira de 2.678 milhões de euros, contra 1.072 milhões de euros em julho e 6.194 milhões de euros um ano antes.

“Os setores que mais contribuíram para este saldo positivo foram as seguradoras e os fundos de pensões, por via do investimento em títulos de dívida emitidos por não residentes, e os particulares, pelo aumento do investimento em unidades de participação emitidas por fundos de investimento não residentes e de depósitos no exterior”, refere o BdP, numa nota.

Já as sociedades não financeiras e o banco central tiveram as maiores reduções de ativos líquidos, “devido ao crescimento dos passivos de capital e ao desinvestimento em títulos de dívida emitidos por não residentes, respetivamente”.

Apenas no mês de agosto, a economia portuguesa teve um excedente externo de cerca de 1.700 milhões de euros, contra 1.600 milhões de euros no mesmo mês de 2025.

De acordo com o BdP, a variação reflete o aumento de 147 milhões de euros do saldo da balança de capital, a subida de 26 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário e o crescimento de 61 milhões de euros do défice da balança de rendimento primário.

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Manifestações pela habitação: Acampamentos desmontados após ação da polícia

O grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I, no Porto, em protesto pela falta de habitação, decidiu esta madrugada desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.

De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 06:00, a Polícia de Segurança Pública (PSP) deu um ultimato aos presentes, exigindo a retirada das dezenas de tendas e ameaçando com a detenção dos resistentes.

Os manifestantes acataram a ordem e retiraram as tendas, permanecendo alguns ainda no local.

Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampado, onde desde o dia 10 decorre um protesto pela habitação.

Já na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.

Na madrugada de quinta-feira, as forças policiais intervieram na acampada com o objetivo de pôr termo ao protesto, tendo esta ação da PSP motivado muitas críticas.

O Movimento pela Habitação denunciou que a intervenção policial causou ferimentos em 37 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.

PSP avança contra Acampada de Lisboa e faz detenções

O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio esta madrugada para retirar as tendas que se mantinham na Praça D. Pedro IV, no Rossio, tendo detido alguns manifestantes que alegadamente resistiram.

De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 06:00, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada, numa operação lançada em simultâneo com outra contra o acampamento no Porto.

Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, mas o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo e realizou várias detenções, tendo alguns ativistas acusado os agentes policiais de agressões.

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Seguro pede medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”

O Presidente da República apelou hoje a um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”.

“Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas”, declarou António José Seguro aos jornalistas, no Campus XXI, em Lisboa.

O chefe de Estado, que falava no fim da sessão de apresentação do livro “Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos” de Fátima Campos Ferreira, e tinha perto de si o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que “há vários partidos e também o Governo” com iniciativas sobre esta matéria.

“Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado -, e outras com medidas urgentes”, defendeu.

“Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho têm dificuldades em pagar a renda porque elas têm subido, os preços das casas têm aumentado. Portanto, é necessário olhar para esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo”, acrescentou.

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Cristiano Ronaldo suspenso 30 dias e multado em 255 euros

O avançado Cristiano Ronaldo foi hoje suspenso por 30 dias e multado em 255 euros pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), por ter abandonado o estágio da seleção portuguesa, na Dinamarca.

Em comunicado, a secção não profissional do CD da FPF revelou julgar totalmente procedente a acusação e, em consequência, aplicar o artigo 160.º do Regulamento Disciplinar (RD), “por uma vez e a título doloso (…) aplicando-lhe, em consequência, a sanção de suspensão por 30 dias e, acessoriamente, a sanção de multa que se fixa em 2,5 UC [unidade de conta], ou seja, 255 euros”.

Ronaldo incorria numa suspensão entre um e seis meses e uma multa, por ter abandonado a seleção portuguesa, em 30 de setembro.

“O jogador que, regularmente convocado, abandone ou não compareça injustificadamente a treino, jogo ou atividade das seleções nacionais ou relacionada com a representação desportiva da FPF ou de Portugal, é sancionado com suspensão de um a seis meses e, acessoriamente e se for jogador profissional, com multa entre 5 e 10 UC [entre cerca de 500 e 1.000 euros, sendo 102 euros por unidade de conta]”, lê-se no respetivo regulamento.

No dia 30 de setembro, o capitão da equipa das ‘quinas’ e avançado dos sauditas do Al Nassr, de 41 anos, deixou o estágio da seleção, que preparava os jogos do Grupo A4 da Liga das Nações frente à Dinamarca e à Noruega, no domingo, depois dos triunfos frente ao País de Gales (1-0) e à formação norueguesa (2-1).

Cristiano Ronaldo, de 41 anos, é o recordista de jogos (com 234) e golos pela seleção portuguesa (146), tendo capitaneado a equipa das ‘quinas’ nos triunfos no Campeonato da Europa de 2016 e nas edições de 2019 e 2025 da Liga das Nações.

Já com a vitória no grupo e a presença nos quartos de final asseguradas, a seleção portuguesa volta a jogar em 14 e 17 de novembro, frente à Dinamarca, em Braga, e ao País de Gales, em Cardiff, nos últimos dois jogos do agrupamento.

Após este incidente, o presidente da FPF, Pedro Proença, assegurou, no passado dia 10 de outubro, que todas as partes querem Ronaldo na seleção, em novembro, fazendo depender esse regresso do castigo hoje conhecido.

“Todos, sem exceção, queremos estar juntos novamente em novembro”, afirmou o antigo árbitro, à margem da inauguração da segunda fase do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto.

Esta declaração de Proença ocorreu quatro dias depois de Ronaldo ter assumido, numa mensagem escrita, a responsabilidade pelo abandono do estágio da seleção, na qual, apesar de pedir desculpa aos adeptos e companheiros, defendeu que o seu ato devia ser punido de forma exemplar.

“Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou, sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos”, vincou Ronaldo.

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Greve fechou 1.370 escolas

O Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape) disse hoje que 1.370 escolas fecharam devido à greve de 24 horas dos funcionários não docentes.

“Nós temos uma taxa [de adesão] de aproximadamente 80%. Tínhamos 1.370 escolas fechadas”, disse Francisco Pinto, dirigente sindical do Sinape Francisco Pinto, contactado pela Lusa por telefone pelas 13:20.

O dirigente do sindicato que convocou a greve indicou que o número de escolas fechadas nos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria “é significativo”.

Além dos distritos mais afetados, Francisco Pinto adiantou que há escolas fechadas em Matosinhos, Viseu, Castro Daire e Aveiro.

Mais a sul no país, no distrito de Faro, também há “muitas escolas fechadas”, segundo o dirigente sindical.

“No Alentejo ainda estamos à espera de dados, porque as distâncias a percorrer são maiores e temos maior dificuldade em receber informação”, acrescentou Francisco Pinto.

Sobre os horários das escolas, o responsável indicou que a situação varia de escola para escola, dando o exemplo de alguns estabelecimentos que abriram às 08:00 mas fecharam às 09:00 e outros que indicaram estar fechados durante a manhã.

Segundo o sindicato, a greve visa os trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.

De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes reivindicam carreiras próprias, face à especificidade das funções.

O Sinape disse ainda que os trabalhadores “encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública”.

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Falhas no sistema informático do SNS em resolução

Os constrangimentos no sistema informático do SNS, que impediam médicos de passar receitas e consultar processos clínicos, começaram a ser resolvidos, com alguns a funcionaram pelas 12:00, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Em resposta à agência Lusa, os SPMS explicaram que os constrangimentos registam-se desde cerca das 10:00 de hoje, devido a problemas no ‘data center’ da entidade.

“O problema foi identificado de imediato e as equipas técnicas estão a trabalhar para a rápida reposição de serviços e sistemas de apoio ao SNS” e, “pelas 12 horas, já se encontravam repostos alguns sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais”, sublinham.

A entidade que gere os serviços de suporte e as tecnologias de informação do SNS agradece ainda “a colaboração e a compreensão dos profissionais e utentes”.

A falha no sistema informático foi denunciada à Lusa pela Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que alertou para a indisponibilidade da Prescrição Eletrónica Médica (PEM) e do Registo de Saúde Eletrónico (RSE) em várias unidades locais de saúde (ULS).

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, afirmou que os médicos estavam impossibilitados de passar receitas e de consultar os processos eletrónicos dos doentes.

“Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho”, disse, dando o seu próprio exemplo: “Estou em consulta neste momento e tenho a consulta toda atrasada por não estar a conseguir passar as receitas que os meus doentes precisam”.

Lamentou que os utentes sejam os mais prejudicados, sobretudo os que têm hoje consulta num centro de saúde ou num hospital.

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Plataforma sindical de bombeiros sai insatisfeita de reunião com governo

A plataforma sindical que representa uma parte dos bombeiros sapadores portugueses saiu hoje insatisfeita de uma reunião no Ministério da Administração Interna, em Lisboa, considerando que a proposta da tutela está aquém das reivindicações.

“Tivemos uma reunião às 08:30, que apenas serviu para nos apresentar uma proposta negocial, alterando a proposta anterior do Governo”, afirmou à Lusa António Pascoal, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), que integra a Plataforma Intersindical dos Bombeiros Sapadores da Administração Local.

“Neste momento estamos a analisar a proposta, parece-nos que há algumas melhorias, mas ainda não vai ao encontro daquilo que pretendemos”, disse o dirigente.

Na proposta, o governo remete para as Câmaras a fixação dos horários e de algumas reivindicações sobre a carreira de bombeiro sapador, dependendo da capacidade financeira e recursos de cada autarquia.

Os bombeiros têm insistido que as regras devem ser iguais para todos, independentemente da circunstância de cada autarquia.

Concentrados à porta do Ministério da Administração Interna estava esta manhã uma centena de bombeiros sapadores, afeta ao Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS), que não se revê na plataforma e entrou para uma reunião com o governo às 11:40 de hoje.

Com uma faixa “A Plataforma Sindical não nos representa. # sapadores em luta”, os bombeiros contestam a ação daquele grupo de sindicatos e prometem ações de protesto mais fortes, para forçar o governo a aceitar as reivindicações.

Os bombeiros sapadores mantêm a exigência de um subsídio de risco equiparado ao das forças de segurança, a fixação de um novo modelo de horários, com revisão da tabela remuneratória, entre outras matérias.

No início do mês, os bombeiros afetos ao SNBS concentraram-se junto à sede de governo em protesto contra a desmarcação pelo executivo de uma reunião negocial.

No dia 01 de outubro, bombeiros sapadores manifestaram-se junto à sede do Governo, em Lisboa, tendo lançado engenhos pirotécnicos e obrigado à presença reforçada da polícia.

Segundo o sindicato, é regulamentar o que já existe na lei relativamente aos horários dos sapadores.

Além disso, segundo a proposta inicial, o Governo retira também direitos a estes profissionais, já que quem pratica turnos tem direito a gozar um fim de semana por mês, mas o Governo quer que esse fim de semana seja gozado apenas de três em três meses.

Junto à concentração de bombeiros estava um forte dispositivo policial com sete veículos ligeiros e cinco carrinhas da Unidade Especial de Policia. 

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Fesap exige respostas sobre aumentos salariais em novembro e admite protestos

O secretário-geral da Fesap manifestou hoje preocupação com o adiamento para novembro das respostas do Governo às propostas de aumentos salariais e do subsídio de refeição, admitindo protestos sindicais caso não haja avanços.

Em declarações aos jornalistas, no final da segunda reunião com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e com a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, no Ministério das Finanças, em Lisboa, no âmbito do processo negocial anual, José Abraão lamentou a ausência de respostas concretas às reivindicações dos trabalhadores da Administração Pública.

“Saímos daqui hoje […] muito preocupados”, afirmou o dirigente sindical, considerando que a reunião ficou marcada pelo adiamento das decisões sobre matérias de natureza pecuniária, nomeadamente salários e subsídio de refeição, numa altura em que o aumento do custo de vida pressiona os rendimentos dos trabalhadores.

Segundo José Abraão, o Governo indicou que estas questões poderão ter uma resposta na primeira ou segunda semana de novembro, quando as partes voltarem a reunir-se.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) pretende que o executivo vá além do que está previsto no acordo em vigor, defendendo medidas que evitem a perda de poder de compra e respondam às dificuldades sentidas pelos trabalhadores.

“Esperamos que o Governo possa ir mais além”, afirmou José Abraão, referindo-se ao subsídio de refeição, cujo aumento previsto de 15 cêntimos considerou insuficiente para fazer face à subida dos preços.

O dirigente sindical salientou ainda que a proposta de aumento do salário mínimo na Administração Pública para 1.050 euros não é exagerada, defendendo que o Governo deve apresentar respostas concretas às reivindicações sindicais.

“Se não houver resposta, certamente teremos que reequacionar tudo aquilo que tem sido a nossa postura até agora”, avisou, acrescentando que os protestos nunca estiveram fora de hipótese e que a federação não deixará de dar voz aos trabalhadores caso estes decidam lutar pelas suas reivindicações.

O secretário-geral da Fesap criticou ainda o adiamento de decisões sobre questões que considera urgentes, sublinhando que os custos com a alimentação e os transportes aumentaram sem que tenha havido uma atualização das ajudas de custo.

Para a próxima reunião, José Abraão espera que o Governo apresente propostas concretas, e não apenas um calendário negocial, que permitam avaliar eventuais melhorias ao acordo existente e evitar a degradação dos salários e a perda de poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública.

A Fesap, afeta à UGT, propõe que a base remuneratória na administração pública suba para 1.050 euros em 2027 e uma atualização mínima de 6,5% ou 95 euros para todos os trabalhadores.

A estrutura liderada por José Abraão, à semelhança do ano passado, volta a exigir que o subsídio de alimentação seja aumentado para 10 euros por dia, isento de impostos.

O novo acordo em vigor dita que o subsídio de refeição, cujo valor se situa atualmente nos 6,15 euros, seja aumentado em 15 cêntimos por ano até 2029.

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Francisco Conceição tem lesão no ombro e para por tempo indeterminado

Francisco Conceição tem uma lesão no ombro esquerdo, sofrida no domingo no encontro da Juventus frente à Lazio, para a Liga italiana de futebol, e vai ficar indisponível por tempo indeterminado, divulgou a hoje o emblema de Turim.

“Na sequência do traumatismo no ombro esquerdo sofrido durante o jogo contra a Lazio, Francisco Conceição foi submetido a exames de diagnóstico, que revelaram uma luxação glenoumeral. O jogador passará por tratamentos e já iniciou a reabilitação com o objetivo de regressar às atividades competitivas”, lê-se numa nota publicada no site oficial da Juventus.

O clube italiano não divulgou o tempo de paragem esperado do extremo de 23 anos, mas a imprensa local aponta que Conceição deverá ficar afastado dos relvados durante um mês.

Isto significa que o antigo jogador do FC Porto pode falhar todos os jogos da Juventus até à paragem para as seleções, a meio de novembro, e também o último jogo de Portugal na fase de qualificação da Liga das Nações.

Conceição já é baixa certa para o duelo com a Dinamarca, em 14 de novembro, em Braga, mas devido a castigo, mas pode agora também falhar a viagem ao País de Gales, em 17, no encontro que fecha o Grupo A4, por causa de problemas físicos.

Com quatro jornadas disputadas, Portugal já garantiu o apuramento para os quartos de final.

Conceição está cumprir a terceira temporada na Juventus e leva em 2026/27 um golo e uma assistência em nove jogos em todas as provas.

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Sistema do SNS em baixo impede médicos de passar receitas e consultar processos 

O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10:00 de hoje em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou hoje a Fnam.

“Há cerca de 25 minutos que estamos sem sistema informático e isto provavelmente é mesmo nacional, porque já tenho relatos da ULS São João, da ULS de Matosinhos, da ULS de Médio Ave” e continuam a chegar mais relatos, disse à agência Lusa, às 10:30, a vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Joana Bordalo e Sá.

Segundo a dirigente sindical, a Prescrição Eletrónica Médica (PEM) “está completamente em baixo” e os médicos não conseguem passar “uma única receita”. O Registo de Saúde Eletrónico (RSE) também está indisponível.

“Mais uma vez, isto é da responsabilidade inteira do Ministério da Saúde, de Ana Paula Martins, que não moderniza, não nos dá as ferramentas adequadas para conseguirmos completar um ato médico simples, como passar uma receita, como ter acesso ao processo eletrónico dos doentes”, afirmou Joana Bordalo e Sá, que é também presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN).

A dirigente sindical vincou que a indisponibilidade do Registo de Saúde Eletrónico impede os profissionais de saúde de consultar os dados clínicos dos doentes nos respetivos processos eletrónicos.

“Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho”, disse, dando o seu próprio exemplo: “Estou em consulta neste momento e tenho a consulta toda atrasada por não estar a conseguir passar as receitas que os meus doentes precisam”.

Para Joana Bordalo e Sá, esta falha no sistema informático do SNS é, “mais uma vez, uma prova de falta de competência e de um ‘modus operandi’ que continua a ser inaceitável no Serviço Nacional de Saúde”, onde os médicos não conseguem fazer “uma coisa tão básica como passar uma receita e consultar o processo eletrónico dos doentes”.

“No fim, quem é prejudicado são sempre os mesmos, são os utentes, os milhares ou milhões de utentes que têm hoje uma consulta num centro de saúde ou num hospital por este país fora”, lamentou.

Segundo a sindicalista, o problema repete-se com frequência e, apesar das notificações, “o Ministério da Saúde continua impávido e sereno, sem tomar qualquer atitude, quando é da sua responsabilidade que, de facto, milhões de utentes e doentes estejam a ser prejudicados”, considerando esta situação “absolutamente inaceitável”.

Ao tentar aceder à PEM, os médicos deparam-se com a mensagem “não é possível aceder a esta página”. Já no acesso ao RSE, surge a indicação “Não está ligado”, segundo imagens disponibilizadas pela FNAM.

A agência Lusa contactou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que gere este processo, às 10:45, aguardando resposta.

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Livre quer debate de urgência sobre habitação

O Livre requereu hoje a marcação de um debate de urgência na Assembleia da República sobre a crise na habitação para quarta-feira, numa altura marcada por protestos no Porto e em Lisboa.

Num requerimento dirigido ao presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, o grupo parlamentar do Livre solicita a marcação de um debate de urgência para o próximo dia 21 de outubro com o tema “Responder à emergência: um Serviço Nacional de Habitação”.

Em comunicado, o partido sustenta que “nas últimas semanas tem havido uma mobilização forte e transversal no país pelo direito à habitação”, que exige políticas de habitação acessível.

Para o partido, este “tem sido um sinal claro de que a crise na habitação é um problema incontornável para grande parte da população”.

O Livre, liderado por Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, adianta que voltará a apresentar medidas como a criação de um “Serviço Nacional de Habitação”, do Fundo para a Habitação Pública, o alargamento do Programa Porta 65 ou a revisão do Apoio Extraordinário à Renda.

Entre as propostas do partido estão ainda o apoio ao setor cooperativo e o fim de benefícios fiscais “que fomentam a especulação imobiliária”.

O Livre diz acreditar que “a mobilização cidadã tenha aberto caminho para soluções concretas e imediatas que garantam a concretização do direito à habitação para todas as pessoas em Portugal”.

No fim de semana decorreram vários protestos no país, nomeadamente em Lisboa e no Porto, com alguns manifestantes a continuar acampados na Praça D. João I, na cidade Invicta, e no Rossio, na capital.

De acordo com o Regimento da Assembleia da República, cada grupo parlamentar pode, por sessão legislativa, requerer a realização de debates de urgência de forma potestativa (ou seja, obrigatória) e o Governo é obrigado a estar representado.

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BE diz que destino da lei do arrendamento é o “caixote do lixo” e vê Ventura “à rasca”

O coordenador do BE defendeu hoje que a lei do arrendamento terá como destino o “caixote do lixo” e considerou que o presidente do Chega está “à rasca” depois de se ter disponibilizado para viabilizar a proposta do Governo.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, após uma reunião da Mesa Nacional do BE, José Manuel Pureza defendeu que o Governo, “perante a grandeza das mobilizações, perante a enorme capacidade de juntar gente, não tem outro remédio que não seja ouvir, e ouvir bem, aquilo que a rua está a dizer”.

“O Governo, se fosse responsável, não faria outra coisa que não fosse ouvir, escutar com atenção e tomar decisões em relação a isso”, sustentou, criticando as palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que disse que o executivo não vai ceder “aos gritos que vêm da rua”.

Minutos depois de André Ventura ter anunciado um conjunto de medidas para a habitação, Pureza afirmou que o presidente do Chega demonstrou estar numa “situação aflitiva” depois do acordo com o PSD que permitiu aprovar na generalidade as alterações à lei do arrendamento propostas pelo Governo.

“Dizendo as coisas em bom português, André Ventura está à rasca. É o que resulta claramente daquela conferência de imprensa”, atirou.

O líder bloquista antecipou que as alterações à lei do arrendamento terão o mesmo destino da revisão da lei laboral que o Governo pretendia fazer: “Isso vai acontecer e já todos perceberam que isso vai ser assim, dada a força das mobilizações […]. O destino dessa lei é o mesmo que teve o pacote laboral, ou seja, o caixote do lixo”.

Inquirido sobre as propostas anunciadas pelo Chega, Pureza acusou Ventura de ter dedicado mais de metade da conferência de imprensa à imigração enquanto votou favoravelmente o regime dos vistos ‘gold’.

“A única coisa que seria séria por parte de André Ventura, é essa única proposta que, na verdade, ele tem que fazer, é a proposta de rasgar o acordo que fez com o PSD”, afirmou.

Pureza afirmou que “só a esquerda está em condições de apresentar propostas” que respondam à “aflição das pessoas”, recordando as iniciativas do Bloco para fixar tetos nas rendas e atribuir à Caixa Geral de Depósitos “um papel orientador em matéria de política de crédito para a compra de habitação”, reduzindo as suas margens de lucro na mesma proporção de eventuais aumentos das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).

Questionado sobre a postura do Presidente da República nesta matéria, o coordenador do Bloco sublinhou que o partido “nunca teve nenhuma ilusão” sobre António José Seguro, mas considerou “lamentável” que o chefe de Estado se tenha pronunciado “não para falar de habitação”, mas sim de segurança.

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Carneiro considera que Ventura poderá ganhar prémio Nobel da hipocrisia

O secretário-geral do PS considerou hoje que o líder do Chega, André Ventura, poderá ganhar o prémio Nobel da hipocrisia porque se mostra preocupado com a habitação, mas apoia a lei das rendas do Governo.

“Eu diria que ele está mesmo em condições de poder ganhar o prémio Nobel da hipocrisia”, disse José Luís Carneiro à margem da apresentação de um livro sobre Germano Sousa no Palácio da Bolsa, no Porto.

O líder socialista lembrou que André Ventura se mostrou, esta tarde, preocupado com as rendas das casas quando, ele próprio, apoiou a lei das rendas do Governo PSD/CDS-PP e esteve contra os movimentos que se manifestaram pelo direito à habitação.

“Ele [André Ventura] apoiou a lei das rendas do Governo que permite lançar na instabilidade e na imprevisibilidade os mais jovens e que, por esta via, têm mais dificuldades em aceder ao arrendamento e que lançou, igualmente, a imprevisibilidade no futuro dos mais idosos que vivem nas grandes cidades”, insistiu.

Numa conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura defendeu a necessidade de um entendimento entre os partidos para aprovar medidas que possam “tocar verdadeiramente nos pontos que interessam em matéria da habitação em Portugal e dos grandes problemas” dos últimos anos.

José Luís Carneiro prometeu bater-se “com todas as forças” para fazer cair a lei das rendas que o Governo de Luís Montenegro pretende aprovar no Parlamento e que lançará na imprevisibilidade e na insegurança os mais jovens, as famílias das classes médias e, particularmente, os mais idosos.

“Esta é a palavra de confiança que eu quero deixar ficar às portuguesas e aos portugueses”, frisou, acrescentando que o PS fez da habitação, a par da saúde e do aumento do custo de vida, uma das suas prioridades. 

Questionado sobre as manifestações pela habitação, o secretário-geral do PS salientou que o direito de manifestação é um direito fundamental e deve compatibilizar-se com a ordem pública, a segurança e o bem-estar de todos. 

“É esse equilíbrio que deve ser garantido por parte de quem se manifesta, que tem naturalmente a minha solidariedade, porque quem se manifesta está a manifestar-se por um direito fundamental, está a manifestar-se pelas suas dificuldades em enfrentar o custo de vida, o custo de vida com a habitação, o custo de vida com os combustíveis, o custo de vida com os bens alimentares e, portanto, eu estou solidário com essa causa”, concluiu.

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