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Produtores do Algarve ‘plantam’ laboratório de meio milhão para citrinos “com pés no pomar”


A algarvia Frusoal, que se apresenta como a maior organização de produtores de citrinos do país, investiu 515 mil euros na criação de um centro de investigação e desenvolvimento (I&D) para o combate a pragas e doenças, encontrar novos aproveitamentos para subprodutos e estudar métodos e práticas de cultivo para uma agricultura mais sustentável.

O designado Laboratório Frusoal InovCitrus vai ser apresentado esta sexta-feira pela empresa sediada em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, que junta 65 produtores locais numa área agrícola que ronda os 1.500 hectares e que são responsáveis por uma produção anual superior a 40 mil toneladas de fruta.

O diretor financeiro, João Duarte, ambiciona “um laboratório com os pés nos pomares, que trabalhe de perto com o sistema científico regional e nacional, mas sempre com uma visão prática, orientada para quem produz”. “A nossa ambição é afirmar o Frusoal InovCitrus como referência de conhecimento para a agricultura algarvia e a citricultura nacional”, acrescenta.

De acordo com os dados fornecidos ao ECO/Local Online, a organização fundada em 1990 gerou um volume de negócios conjunto de 34,4 milhões de euros no ano passado e assegura atualmente 220 postos de trabalhos diretos e outros 150 indiretos dos grupos de colheita. Além dos citrinos –- que pesam 80% — e dos figos, nos últimos anos tem diversificado a produção com dióspiro ou abacate.

  • Pedro Madeira, sócio gerente da Frusoal
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Cerca de 75% da produção da Frusoal é escoada através das principais marcas de hipermercados e supermercados em Portugal, ao passo que o restante é exportado sobretudo para mercados como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia e Suíça. Mais recente é a entrada no Canadá, com a empresa algarvia a apontar agora à expansão para Itália e para os países da Escandinávia.

A sociedade Frusoal – Frutas do Sotavento Algarve Lda., que em 2007 arrancou com a produção própria, é atualmente o maior produtor dentro da própria organização algarvia, que reclama a liderança no mercado grossista. Uma posição que começou a reforçar logo dois anos depois com a aquisição da Tavifruta, que permitiu na altura expandir a sua capacidade de laboração para um segundo armazém.

Centro de I&D estreia-se com praga que afeta citrinos do Algarve

Num projeto que terá a duração de três anos, o Laboratório Frusoal InovCitrus vai arrancar com um estudo do ciclo de vida do inseto tripes oriundo da África do Sul (Scirtothrips aurantii), para responder à “escassez de conhecimento científico” sobre esta praga que já é uma ameaça fitossanitária emergente para a citricultura algarvia.

Classificado como praga de quarentena na União Europeia, este inseto que se alimenta de rebentos, folhas e frutos em desenvolvimento, e provoca cicatrizes na epiderme do fruto, foi detetado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira. Desde então, as zonas demarcadas multiplicaram-se e, em janeiro deste ano, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) contabilizava 106 zonas demarcadas no Algarve para esta espécie.

A Frusoal descreve que “os danos são essencialmente estéticos, mas podem tornar o fruto não conforme para comercialização em fresco, com prejuízos económicos relevantes para os produtores acima dos 50%, quando normalmente anda na ordem dos 20%. Até 2028, este projeto vai avaliar a dinâmica populacional da praga em pomares de laranja, tangerina, limão e lima desta região.

Esta iniciativa é desenvolvida em colaboração com o InnovPlantProtect, entidade especializada em entomologia agrícola, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, contando com a coordenação da equipa técnica da empresa de Vila Nova de Cacela. As atividades vão decorrer em pomares da Frusoal e dos seus associados e em campos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira.

“Há três anos que a citricultura algarvia convive com uma praga sobre a qual sabemos ainda muito pouco. O InovCitrus nasce para transformar essa falta de conhecimento em decisões práticas e eficazes para os nossos produtores”, justifica Tomás Magalhães, técnico responsável por este que é o primeiro projeto do laboratório de I&D.

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Governo disponível para recuar na lei das rendas… “da geringonça”


Em resposta à carta escrita pelo secretário-geral do PS para que o Governo “recue” na revisão da lei do arrendamento que apresentou no Parlamento, o Executivo diz que “faz muito sentido voltar atrás… [na legislação] que causou esta situação e que foi aprovada pela geringonça”.

“A situação que vivemos hoje tem por base — e como contributo também — uma lei do arrendamento castradora, que castiga o arrendamento, a decisão do senhorio colocar a casa no mercado de arrendamento. Devia escrever uma carta a pedir para rever a lei que os próprios aprovaram”, referiu o ministro da Presidência, apontando a legislação em vigor como uma das causas para a atual “compressão” no mercado habitacional.

Dizendo ser “compreensível e legítimas a preocupação das pessoas” com este tema, António Leitão Amaro reclamou que foi o anterior Executivo liderado por António Costa que “prejudicou a oferta com o [programa] Mais Habitação, com o medo incutido aos senhorios e com a ideia do arrendamento forçado”. “Tudo medidas que castigaram a vontade de investir e de fazer mais casas”, completou o governante.

Em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, que aprovou um decreto-lei que permite a um herdeiro exigir a venda da casa após dois anos, Leitão Amaro disse que “para futuro” espera “sentido de responsabilidade dos partidos para soluções que funcionem e não preservar uma lei que castiga o mercado de arrendamento, tira casas do mercado e deixa casas vazias”. “Essa é a lei da geringonça que está em vigor; precisamos de uma lei que ponha casas no mercado”, insistiu.

Com a proposta do Executivo a entrar na fase do debate na especialidade, o ministro da Presidência reconheceu que ela “pode ser melhorada e consensualizada”, desafiando a oposição a mudar uma lei que está a gerar estes “maus resultados”. E sinalizou que esse entendimento para uma maioria na Assembleia da República pode ser alcançado com o Chega, ao verbalizar que “há mais possibilidade de construir consensos” com aqueles que “percebem que as políticas erradas da esquerda têm de ser abandonadas porque resultaram nisto”.

Por outro lado, reiterou que “há uma relação” entre os problemas da habitação e o aumento da imigração em Portugal, como defendido pelos partidos da direita no hemiciclo. No entanto, salientou que “a culpa não é do imigrante que procura casa, é da irresponsabilidade dos políticos que governaram o país nesse tempo e abriram as portas e permitiram fluxos tão grandes de entrada de pessoas e não cuidaram de aumentar a oferta de habitação e saúde”.

Montenegro desaparecido? “Coordena à hora a ação do Governo”

Luís Montenegro não tem agenda pública há vários dias, o que foi assinalado esta quinta-feira pelo presidente do Chega — “mas onde é que anda o primeiro-ministro? Nós não sabemos do primeiro-ministro há dias” –, criticando o silêncio do chefe do Executivo sobre a crise da habitação e os protestos dos últimos dias, e considerando que pode ser “um rastilho” para o escalar da contestação.

Questionado sobre essa ausência de Montenegro, que inclusive não presidiu à reunião do Conselho de Ministros – foi substituído pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel –, Leitão Amaro respondeu que o primeiro-ministro “está no Norte”, mas que “toda a ação do Governo é coordenada à hora pelo primeiro-ministro, incluindo todos os desenvolvimentos da atualidade ao longo desta semana”.

O ministro da Presidência convidou até os jornalistas a consultarem as redes sociais para ver que esteve esta manhã numa “visita de surpresa” a uma escola do distrito de Aveiro, antecipando que na sexta-feira irá visitar uma empresa. “O primeiro-ministro tem esta característica de várias vezes visitar instituições e estar com grupos de portugueses com uma reserva maior, o que dá às pessoas um maior sentimento de conforto e de liberdade”, justificou.

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Mais 80 entidades aderem ao ‘programa verde’ da Administração Pública


Apresentado como um “instrumento central de apoio à descarbonização e eficiência de recursos” na Administração Pública, o programa ECO.AP 2030 já integra 901 entidades e 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), o que se traduz numa “maior capacidade técnica das organizações públicas para implementar medidas de eficiência energética, eficiência hídrica, utilização eficiente de materiais e descarbonização”.

De acordo com o relatório síntese do ECO.AP 2030, com dados a 30 de setembro de 2026 e divulgado esta quinta-feira pela ADENE – Agência para a Energia, nos últimos 12 meses aderiram a este programa mais 80 entidades públicas e foram designados mais 75 GER.

A informação englobada no Barómetro ECO.AP também foi reforçado no último ano com mais 1.918 instalações (parte delas com sistemas solares térmico e fotovoltaicos) e 9.352 veículos. A principal novidade foi a inclusão nesta plataforma da iluminação pública e dos equipamentos urbanos, o que alarga a “capacidade de monitorização e análise” por parte destes serviços do Estado.

Por outro lado, segundo o balanço feito esta manhã pela ADENE, entidade responsável pela operacionalização do programa, há agora um total de 116 entidades com os seus respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização validados para os períodos 2025-2027 e 2026-2027, depois de mais 26 o terem concluído neste período.

Em 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram as suas metas e objetivos no âmbito do programa, juntando-se às tutelas da Saúde e da Defesa Nacional, e elevando assim para cinco o número de áreas governativas com metas formalmente publicadas.

Finanças foi um dos três Ministérios que em 2026 publicaram as metas e objetivos no âmbito deste programa.Hugo Amaral/ECO

Designados em Ministérios, Municípios e na Região Autónoma dos Açores, o ECO.AP 2030 ganhou mais 15 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que quase duplicou o número anterior. São agora 32, sendo 22 provenientes da Administração Local, o que “[reforça] a articulação territorial e a implementação local” do programa.

“O aumento do número de entidades aderentes, o reforço da rede de Gestores de Energia e Recursos, a validação de novos Planos de Eficiência e Descarbonização, o crescimento das instalações e frotas registadas no Barómetro ECO.AP e a expansão das energias renováveis confirmam a integração progressiva da eficiência de recursos e da descarbonização nas práticas de gestão das entidades públicas”, destaca um comunicado da ADENE.

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Jerónimo Martins entrega mais 40 milhões à Fundação após tempestades em Portugal e sismo na Colômbia


A administração da dona do Pingo Doce reforçou com uma “doação extraordinária” de 40 milhões de euros os recursos à disposição da Fundação Jerónimo Martins para “responder, com prontidão e escala, à emergência social e humanitária” gerada pela depressão Kristin em Portugal e pelo sismo de agosto na Colômbia, onde também opera através da insígnia Ara.

O grupo liderado por Pedro Soares dos Santos refere que este reforço da dotação orçamental é “uma decisão de caráter extraordinário motivada pela excecionalidade dos eventos extremos que atingiram os dois países” e que “permite aumentar a escala e o alcance das iniciativas de apoio e solidariedade, numa lógica de contributo do setor privado para os esforços de recuperação e reconstrução, em coordenação com as instituições públicas e a sociedade civil”.

A Fundação vai aplicar este valor adicional no “apoio a situações de especial vulnerabilidade socioeconómica e na reconstrução, reabilitação, reparação, reequipamento e reposição da capacidade operacional de habitações, infraestruturas e equipamentos sociais, incluindo creches e lares de idosos, severamente impactados” pelos dois fenómenos naturais, cujos estragos ascenderam a 5,3 mil milhões de euros em Portugal e a 11 mil milhões na Colômbia.

Em junho, a Fundação anunciou um investimento de 20 milhões de euros para apoiar a reconstrução de creches, lares e habitações nos concelhos de Leiria, Marinha Grande e Ourém, devastados pela tempestade Kristin. Referindo-se às soluções técnicas a adotar, e num contexto em que os fenómenos extremos se tornam mais regulares, o diretor executivo, Miguel Herdade, assegurou então que a reconstrução “não vai repor precariedade” e as soluções adotadas serão “da melhor qualidade técnica”.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a Jerónimo Martins lembra que esta doação extraordinária soma-se ao reforço para 25 milhões de euros, realizado no primeiro trimestre, da dotação atribuída este ano à Fundação Biedronka, que visou assegurar a continuidade do apoio às vítimas das grandes inundações na Polónia em setembro de 2024, “altura em que a Fundação Jerónimo Martins, instituída escassos meses antes, não se encontrava ainda operacional”.

Na primeira metade deste ano, que foi “bastante mais exigente do que o esperado”, o grupo Jerónimo Martins lucrou 260 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que correspondeu a uma quebra de 3,4% em termos homólogos. Entre janeiro e junho, o grupo de distribuição viu as vendas crescerem 5,1% para 18,2 mil milhões de euros.

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Projeto imobiliário de 25 milhões ‘rasga’ nova rua com casas e lojas no centro de Braga


Apresentado como “a maior operação de reabilitação urbana realizada no centro da cidade e uma das maiores do país”, o projeto Carvalhal vai criar uma rua que liga o Campo da Vinha à Avenida Central num investimento a rondar os 25 milhões de euros e que engloba um total de 57 habitações e 13 novos espaços comerciais.

Promovido pelo Grupo Onires, controlado por Manuel Rodrigues de Sá Serino e pela família — detém participações noutros investimentos imobiliários (Urbaclérigos e Liscondes) e em negócios como a gestora de parques de estacionamento Bragaparques –, o empreendimento que requalificou o Palacete Domingos Afonso e alguns edifícios adjacentes vai ser inaugurado em novembro, com quase dois anos de atraso.

Combinando reabilitação urbana, património, habitação e comércio, inclui 59 apartamentos de tipologia T0 a T4 que vão “trazer novas famílias para viver no centro da cidade” (os promotores contabilizam que cerca de 70% já foram comercializados) e disponibiliza mais de 1.000 metros quadrados de novas áreas comerciais, distribuídas por 13 espaços, que o “posicionam como novo destino na cidade”.

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Esta componente comercial do projeto ficará integralmente sob responsabilidade do Grupo Onires — além da participada OniRodrigues, atua também na mediação de seguros (Segup) e na gestão de espaços comerciais (Urbaminho) –, que assumirá a gestão e dinamização desta área de lojas. Já a comercialização é conduzida em co-exclusividade pela JLL e pela Savills, que já anunciaram a entrada da marca “The Coffee” como o primeiro operador confirmado.

O administrador João Serino salienta que o Carvalhal, cujo projeto de arquitetura é assinado pelos ateliers Carvalho Araújo e Big Arquitetura, é “um dos momentos mais marcantes” da atividade do grupo, que sucedeu à firma Rodrigues & Névoa, “pelas características únicas deste projeto que consagra a recuperação e reabilitação urbana de um quarteirão que permitiu criar percursos pedonais, novos conceitos comerciais e mais habitação num espaço central da cidade”.

Citada no mesmo comunicado, Cristina Almeida, Head of Porto Office da JLL Portugal, indica que “representa uma oportunidade única para marcas e operadores que pretendem estar presentes no centro de Braga”, acreditando que “a combinação entre localização estratégica, qualidade do empreendimento e crescente dinâmica residencial criará as condições ideais para atrair operadores de referência”.

“O Carvalhal vai criar uma nova centralidade em Braga, ao combinar habitação, comércio e uma nova ligação pedonal num dos pontos mais relevantes do centro da cidade. A sua oferta comercial contribuirá para reforçar a dinâmica urbana da zona, trazendo mais vida, conveniência e qualidade à experiência de quem vive, trabalha ou visita Braga”, completa Pedro Maia, Senior Consultant da Savills Portugal.

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Dinamarquesa ‘energiza’ fábrica de Esposende com investimento de 50 milhões e 580 trabalhadores


A gigante dinamarquesa NKT investiu cerca de 50 milhões de euros na expansão da produção de cabos de energia de média e alta tensão em Esposende, reforçando também em centena e meia o número de trabalhadores integrados na fábrica da antiga Solidal, que emprega agora um total de 580 pessoas neste concelho do distrito de Braga.

Comprada em junho de 2024 à Njord Partners numa operação avaliada, em termos de enterprise value, em 192 milhões de euros — o fundo de private equity tinha adquirido o negócio em 2019 –, a unidade industrial fundada em 1968, e que em meados dos anos 1990 passou a ser controlada a 100% pelo grupo Quintas & Quintas, produz cabos para tensões de 1 kV a 225 kV.

A conclusão deste investimento, que amplia a capacidade produtiva e introduz novas valências técnicas para “responder à forte procura de sistemas de cabos de energia impulsionada pela transição energética”, foi assinalada esta terça-feira pela empresa cotada na Nasdaq de Copenhaga, que emprega 6.500 pessoas a nível global e que no ano passado registou um volume de negócios de 3,6 mil milhões de euros.

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“Em pouco mais de dois anos, passámos da aquisição da Solidal [faturava 150 milhões de euros] à integração e expansão significativa da unidade. O reforço da capacidade produtiva e as novas valências técnicas aumentam a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas, ao mesmo tempo que afirmam Esposende como uma parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa”, destacou Carlos Fernandez, vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT.

Num contexto de “maior eletrificação, integração de energias renováveis e crescimento da procura de eletricidade”, o responsável da empresa nórdica, que opera a partir de mais de 30 localizações, sublinhou ainda o “compromisso de longo prazo” com Portugal, a valorização das competências e da tradição industrial que já existiam na unidade minhota e o facto de “contribuir para o papel do país na cadeia de fornecimento europeia de cabos elétricos”.

Investimento aumenta a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas e afirma Esposende como parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa.

Carlos Fernandez

Vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT

Numa mensagem transmitida em vídeo, o ministro da Economia e da Coesão Territorial relevou a importância desta aposta “também para o futuro industrial de Portugal e para a transição energética da Europa”. “É o tipo de investimento que queremos atrair e reter. Queremos uma economia industrial competitiva, aberta ao investimento internacional, fortemente ligada às cadeias de valor europeias e cada vez mais capaz de combinar produção industrial, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, referiu Manuel Castro Almeida.

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Continental Mabor constrói centro tecnológico com 500 trabalhadores em Famalicão


A gigante alemã Continental Mabor vai avançar para a construção de um novo centro de competências tecnológicas no complexo industrial localizado em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, onde produz anualmente mais de 18 milhões de pneus.

Este novo espaço da quarta maior exportadora portuguesa vai juntar cerca de 500 colaboradores de áreas tecnológicas e “proporcionar um ambiente de trabalho moderno, concebido para promover a colaboração, a investigação, a engenharia e a especialização digital”.

Segundo a informação partilhada pelo grupo e pela autarquia, “este investimento representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa e para a dinamização económica da região, encontrando-se atualmente o projeto em fase de terraplanagem”.

A cerimónia que assinala o arranque das obras está agendada para esta quinta-feira, 22 de outubro, nas instalações da empresa que iniciou a atividade em 1946 como Mabor e que em 1990 foi integrada no Grupo Continental, tendo recentemente atingido ali a produção do seu pneu número 450 milhões.

O grupo alemão emprega atualmente mais de 3.800 pessoas em Famalicão, distribuídas por quatro empresas integradas no negócio de pneus: Continental Mabor, Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal e Continental Indústria Têxtil do Ave.

Pedro Carreira, presidente da Continental Mabor Portugal, em entrevista ao ECORicardo Castelo/ECO

Em junho, a multinacional alemã, que tem feito grandes investimentos ao longo dos últimos anos na fábrica de Lousado e que em Portugal é liderada por Pedro Carreira, garantiu ao ECO que tem “vários investimentos em curso, uns iniciados já no ano passado e que [pretende] continuar” a investir no Norte de Portugal.

Na mesma altura, assinou um memorando de entendimento com o município de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave (FORAVE), uma instituição que “desempenha um papel fundamental na preparação de jovens talentos para a indústria moderna, oferecendo formação em automação, robótica, manutenção industrial, eletrónica e mecatrónica, entre outras áreas”.

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Carros elétricos e híbridos ‘carregam’ na Alfândega do Porto com “18 novidades absolutas”


Alguns dos principais construtores e importadores de automóveis vão estar a apresentar até domingo ao público português os modelos mais recentes de veículos elétricos e híbridos, durante um evento na Alfândega do Porto.

A 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) abriu portas esta sexta-feira, com a organização a destacar “18 novidades absolutas no mercado nacional”, incluindo vários lançamentos durante os três dias, que podem ser vistos e comparados em primeira mão.

Além de poderem ver de perto as mais recentes propostas híbridas e elétricas, os visitantes podem realizar experiências ao volante e esclarecer dúvidas sobre carregamento, autonomia e custos de utilização, com a organização a sublinhar que a edição deste ano acontece num “momento decisivo” para o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.

“Numa altura de crise energética, o automóvel elétrico deixou de ser uma promessa para o futuro e passou a ser uma resposta para o presente. (…) O mercado automóvel europeu está a mudar depressa e o novo equilíbrio com a China vai mexer com a oferta e os preços”, salienta o diretor do Salão, José Oliveira.

Entre os lançamentos, a organização destaca o Audi A2 e-tron, o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ 100% elétrico, o Jeep Avenger, os modelos da Leapmotor B05 e B03X, ou o ID. Cross e o ID. Polo GTI, ambos da Volkswagen. Outras marcas como a Changan, Dongfeng, DS, KGM, Kia , Mercedes-Benz, Škoda e Volvo ‘estacionam’ também as novidades na Invicta.

A chinesa Geely, que acaba de chegar a Portugal com três modelos eletrificados e 15 concessionários, estreia-se também neste salão com a exposição da sua gama nacional: o SUV 100% elétrico Geely E5, o SUV híbrido plug-in Starray EM-i e o Geely E2, que apresenta como o compacto elétrico mais vendido no mundo em 2025.

O novo Geely E2 chega ao mercado português com um preço a partir de 23.775 euros.
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Portugal Events. Entidades regionais de turismo passam a gerir apoios


Depois de ter prolongado o sistema de incentivos Portugal Events até 2028, com a dotação a crescer de 30 milhões — num máximo de 16 milhões por ano — para os 75 milhões de euros, o Governo volta a mexer neste programa que promove a captação e realização de eventos para reforçar o papel das entidades regionais de turismo na gestão dos apoios a eventos locais.

Um diploma publicado em Diário da República esta sexta-feira, assinado pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, redesenha o circuito de contratualização e pagamento dos apoios aos planos anuais de eventos regionais, reconhecendo a “relevância” destas entidades “num quadro de proximidade geográfica” aos eventos abrangidos.

O regulamento passa a definir como “entidades gestoras dos planos de eventos regionais” as entidades regionais e as secretarias regionais de turismo, atribuindo-lhe competências na contratualização e gestão dos apoios concedidos aos beneficiários finais, assim como no acompanhamento da execução material, financeira e contabilística dos projetos.

Assim, o Turismo de Portugal transfere para cada entidade gestora 50% do apoio na contratualização, com o restante a ser libertado em até duas parcelas, mediante declaração de que, pelo menos, 80% do montante já transferido chegou aos beneficiários finais. E é-lhes dado um prazo de 20 dias úteis para celebrarem esses contratos, sob pena da perda desses apoios.

Já aos beneficiários, as entidades gestoras pagam 50% na contratualização e uma parcela adicional de 25%, mediante pedido e justificação de despesas. O restante só é libertado após a verificação da conclusão física e financeira da operação. Em caso de resolução de contrato, devem fazer essa comunicação ao Turismo de Portugal e devolver as verbas.

O apoio financeiro aos eventos incluídos nos planos anuais de eventos de natureza local ou regional tem um limite máximo de 500 mil euros por cada entidade gestora. Até 30 de abril do ano seguinte devem apresentar um relatório final a demonstrar a execução física e financeira integral do plano regional e a aplicação adequada dos fundos que receberam.

Demonstrar impacto do evento e saúde financeira das empresas

Entre as alterações ao regulamento, que entram em vigor de imediato, está também a obrigação de os beneficiários desenvolverem um mecanismo de avaliação do impacto do evento, com objetivos e metas específicas, e de reportarem os resultados alcançados com o pedido de pagamento final.

Por outro lado, as empresas passam a ter de comprovar uma situação líquida positiva no ano anterior à candidatura ou, se isso não tiver acontecido, demonstrarem que cumprem essa condição à data da candidatura através da apresentação de um balanço intercalar certificado por um contabilista.

De acordo com o balanço feito pelo Governo, até ao final do ano passado, o Portugal Events já tinha apoiado 643 eventos, com um investimento superior a 380 milhões de euros e um incentivo de cerca de 28 milhões de euros desde 2023, ano em que foi retomado, após uma primeira vida em 2021 como incentivo no período pós-pandemia.

Destinados à captação e realização de eventos que contribuam para a projeção internacional de Portugal e das suas regiões, a diversificação da experiência turística e a dinamização das economias locais, em particular nos territórios de baixa densidade, estes são apoios a fundo perdido e não podem ser acumulados com outros concedidos pelo Turismo de Portugal ao mesmo evento.

Para os eventos associados a produtos turísticos estratégicos, o apoio pode atingir 300 mil euros, correspondendo a uma taxa de comparticipação definida em função do grau de relevância do projeto. Já no caso dos eventos associativos e corporativos, o financiamento é calculado com base no número de dormidas previstas, com um limite máximo de 50 mil euros.

 

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