❌

Reading view

Ronaldo castigado com suspensão de 30 dias e multa de 255 euros

✇ECO
By: ECO

Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e vai ter de pagar uma multa de 255 euros por ter abandonado o estágio da seleção em Copenhaga, Dinamarca, a 30 de setembro, em vésperas de uma partida para a Liga das Nações.

O castigo aplicado ao capitão da seleção portuguesa pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foi conhecido esta segunda-feira.

Ronaldo abandonou o estágio dias antes do jogo contra a Dinamarca a contar para a Liga das Nações em rota de colisão com o selecionador Jorge Jesus, na sequência de um episódio na partida anterior em que Ronaldo esteve a aquecer durante meia hora mas não chegou a ser utilizado.

Mais tarde, numa carta publicada nas redes sociais, pediu desculpa aos colegas e aos adeptos, mas falou numa “absoluta quebra de confiança” no selecionador por causa das declarações numa conferência de imprensa, embora mostrando-se disponível para regressar à seleção depois de cumprir castigo.

O próximo jogo de Portugal realiza-se a 14 de novembro, contra a Dinamarca, na quinta jornada da Liga das Nações. A 17 defronta o País de Gales numa competição em que já garantiu a qualificação para a fase final após 4 vitórias em outros tantos jogos.

(notícia atualizada às 18h35)

  •  

Futuro do seguro automóvel obrigatório passa a estar em livro de Arnaldo Oliveira


O livro “O Seguro Obrigatório Automóvel Português”, da autoria de Arnaldo Oliveira, jurista da ASF e Doutor em Direito, foi apresentado pela ASF em cerimónia.

A obra “A Lei Portuguesa do Seguro Automóvel Obrigatório” é uma reflexão sobre a evolução do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel em Portugal (SORCA), abordando os seus fundamentos históricos, a sua evolução legislativa e jurisprudencial e os desafios colocados pelo novo enquadramento regulatório nacional e europeu.

Arnaldo Costa Oliveira apresentou o livro no auditório da ASF, em Lisboa. Está à venda na FNAC, Almedina, Bertrand e na AAFDL da Faculdade de Direito de Lisboa.

O livro, à venda nas lojas FNAC, Almedina e Bertrand, para além de na editora AAFDL da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, baseia-se num dos capítulos da tese de Doutoramento do autor, defendida e aprovada na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, FDUL, em fevereiro de 2024 e focando, entre outros aspetos, “A emergência do Veículos Autónomos” no ensejo da evolução do regime do seguro obrigatório automóvel a curto e médio prazo.

Arnaldo Oliveira sustenta que o SORCA português, comparativamente com o direito comparado próximo, nasceu tarde e não apenas com soluções matriciais que dão um peso incomum à proteção do lesado. Refere que a sua evolução posterior continuou esse traço, em termos tanto legislativos quanto judiciais – neste último caso interpretando seja a lei nacional de origem estritamente nacional, seja a lei nacional de origem Europeia.

Assim, o livro é o registo de uma evolução, não apenas o retrato do regime vigente – aceitando que uma futura legislação nacional do SORCA irá resultar “muito provavelmente” do relatório que a Comissão Europeia terá de produzir até 24 de dezembro de 2030, avaliando a aplicação da referida Diretiva (UE) 2021/2118.

  •  

Danos segurados por motins em França podem atingir 1.200 milhões de euros


A agência de notação Morningstar DBRS, estima que os prejuízos indemnizáveis pelos seguros na sequência dos recentes motins em França deverão ficar entre 1.000 a 1.200 milhões de euros. Para este cálculo, Marcos Alvarez, responsável global de seguros da Morningstar DBRS, parte do pressuposto de que não se registam novos episódios de violência e, assim, considera que os distúrbios deverão ter “um impacto gerível nos resultados das principais seguradoras francesas, sem constituírem um risco para os seus níveis de capital”.

Esta avaliação da agência tem em conta a recuperação de parte das perdas através dos contratos de resseguro e a possibilidade de as seguradoras reclamarem indemnizações ao Estado francês, caso estejam reunidos os pressupostos legais.

Os distúrbios de 17 e 18 de outubro terão afetado pelo menos 1.500 estabelecimentos comerciais em França, segundo uma estimativa setorial. As autoridades apontam para um universo mais alargado, de pelo menos 3.000 empresas danificadas ou saqueadas, enquanto decorre o levantamento dos danos e das necessidades de indemnização.

Não há dados concretos sobre as seguradoras mais afetadas mas, entre as marcas de referência no mercado francês de seguros para profissionais (onde se inserem as coberturas multirriscos), encontram-se a AXA, a Allianz e a Generali, além da MMA e da MAAF, ambas pertencentes ao grupo Covéa, e a Groupama-Gan. Estas seguradoras comercializam soluções para estabelecimentos comerciais, com coberturas que podem abranger os edifícios, as instalações, os equipamentos, as mercadorias e a interrupção da atividade. A MAPA Assurances é outra referência, particularmente no comércio alimentar, incluindo padarias, talhos e pastelarias.

A France Assureurs, associação que reúne 254 seguradoras que representam 99% dos seguros em França ainda não divulgou um balanço específico dos sinistros provocados pelos motins do último fim de semana. Durante os distúrbios de 2023, desencadeados pela morte de um adolescente de 17 anos, baleado por um polícia durante uma operação rodoviária em Nanterre, nos arredores de Paris, a associação pediu às seguradoras que flexibilizassem os prazos de participação, acelerassem as indemnizações e facilitassem adiantamentos aos sinistrados, incluindo a possibilidade de reduzir franquias para pequenos comerciantes em dificuldades.

França aprovou em fevereiro uma reforma que prevê uma garantia obrigatória contra danos causados por motins nos contratos de seguros de danos patrimoniais, apoiada por um fundo coletivo e por garantias do Estado. O sistema permitirá às seguradoras transferir parte substancial dos riscos para o “Fonds de mutualisation des risques résultant d’émeutes” (Fundo de Mutualização de riscos resultantes de Motins) gerido pela resseguradora pública CCR, com uma garantia estatal que pode atingir 4.000 milhões de euros para o fundo e um mecanismo adicional de resseguro com cobertura pública até 3.250 milhões por ano. Apesar da autorização da Comissão Europeia em julho, a implementação dependia ainda de regulamentação, pelo que a Morningstar DBRS considera que o novo mecanismo não protege as seguradoras contra os motins deste fim de semana.

De lojas de luxo a comércio de rua

O vandalismo não olhou a classes, desde McDonald’s a lojas exclusivas. A avenida Montaigne, onde se concentram marcas de luxo, foi particularmente atingida. A loja Celine foi completamente saqueada, enquanto montras de estabelecimentos Louis Vuitton e Jil Sander foram danificadas. Também houve pilhagens e estragos em lojas de outros setores junto à Place de la République.

O presidente executivo do grupo Carrefour, Alexandre Bompard, indicou que cerca de 50 lojas foram atingidas em França, incluindo hipermercados, supermercados e lojas de proximidade. Vinte foram saqueadas. Os prejuízos para o grupo e os parceiros comerciais poderão atingir dezenas de milhões de euros.

Em Limoges, o edifício histórico da câmara municipal foi atingido por um incêndio que provocou o colapso do telhado e deixou o imóvel perto da destruição. O caso representa um dos danos mais graves em património público.

Em Lyon foram reportados saques em lojas de moda das marcas The Kooples, Hugo Boss, Jott e Lancel, mostrando que os danos não se limitaram à capital nem ao comércio alimentar. Bordéus, Nantes, Rennes e outras cidades também foram afetadas.

Para a Morningstar DBRS, os motins estão a assumir características semelhantes às das catástrofes naturais do ponto de vista segurador, sobretudo pelo risco de acumulação de sinistros em várias cidades em simultâneo. Os distúrbios de 2023 em França geraram cerca de 730 milhões de euros em perdas seguradas, reforçando a necessidade de as seguradoras e resseguradoras tratarem os riscos de greves, motins e distúrbios civis como uma exposição específica, com tarifação, limites de cobertura e proteção de resseguro adequados.

  •  

Bupa Portugal lança workshops gratuitos sobre saúde e prevenção


A seguradora Bupa Portugal vai realizar cinco workshops online gratuitos sobre saúde e prevenção, entre os dias 27 de outubro e 24 de novembro. As sessões serão conduzidas por profissionais de saúde da empresa e vão abordar temas como a saúde da mulher, o colesterol, a vitamina D e o bem-estar emocional.

O ciclo começa a 27 de outubro, com o workshop “Saúde Integral da Mulher: da juventude à maturidade”, dedicado às necessidades de saúde feminina nas diferentes fases da vida. A sessão abordará temas como as alterações hormonais, a prevenção e os cuidados com o bem-estar físico e emocional.

A 3 de novembro ocorre o workshop “Controla o colesterol e protege o coração”, seguindo-se uma sessão sobre a importância da vitamina D, a 10 de novembro. A 17 de novembro, o tema será a relação entre o sistema nervoso e a saúde emocional, enquanto o último workshop, a 24 de novembro, será dedicado ao equilíbrio entre o corpo e a mente.

A iniciativa surge num contexto em que as doenças cardiovasculares continuam a representar um dos principais desafios de saúde pública em Portugal. Segundo dados citados pela empresa, estas doenças são responsáveis por cerca de 25% das mortes no país e a prevalência do défice de vitamina D na população portuguesa.

Com estas sessões, a empresa pretende disponibilizar informação sobre prevenção e hábitos saudáveis, ajudando os participantes a identificar fatores de risco e a tomar decisões mais informadas sobre a sua saúde.

A participação é gratuita e aberta ao público. Os links de acesso às sessões serão divulgados nas páginas oficiais da seguradora.

  •  

Ministro culpa Anacom por decisão que “esmagou” telecomunicações e “impediu investimentos”

✇ECO
By: ECO

O ministro das Infraestruturas lamenta que tenha havido decisões da Autoridade Nacional para as Comunicações (Anacom) que, na sua opinião, comprometeram o investimento das operadoras de telecomunicações e a qualidade do serviço prestado. Em entrevista ao semanário Expresso, Miguel Pinto Luz culpa o regulador por ter permitido criar mais um player no mercado.

“A Europa liderou a revolução do 4G e já não liderou a revolução do 5G. Não o conseguiu porque os Estados Unidos têm três ou quatro operadoras e a Europa tem mais de nove. O problema coloca-se na conclusão do 5G e no 6G. Achamos que, tal como outros países da Europa fizeram, devíamos maximizar a renovação do espectro para dar previsibilidade a quem investe, já que é um mercado que está profundamente pulverizado”, começou por dizer Miguel Pinto Luz.

“Aqui culpo a decisão da Anacom de criar um novo operador que esmagou ainda mais as margens de todo o setor e impediu os de fazer novos investimentos. Tanto no apagão como nas intempéries, o desinvestimento estava lá”, afirmou o governante, em declarações ao jornal do grupo Impresa, quando questionado sobre o lançamento de renovação das licenças e a capacidade de investimento das empresas.

“A posição do Governo é clara: convidar a Anacom a desenhar um plano para ampliar e dar previsibilidade e perenidade das licenças de espectro e, em contrapartida, pedir investimento. A Anacom não tem bem esta leitura”, diz Miguel Pinto Luz, esclarecendo que a posição do regulador “está melhor e mais próxima” da dos operadores.

Quem tem algumas dúvidas é o CEO da Vodafone Portugal, Luís Lopes, que na semana passada advertiu que a regulação em Portugal “está a empurrar o setor para um caminho muito complicado”, referindo-se ao processo em curso para a renovação dos direitos de utilização das licenças necessárias para a prestação de serviços móveis.

  •  

AICEP recebe 5,1 milhões da antiga Qimonda 17 anos após falência

✇ECO
By: ECO

A alemã Qimonda, antiga gigante dos semicondutores que chegou a ser o maior exportador nacional, faliu em 2009, mas o processo de insolvência continua a gerar recuperações financeiras. Em 2025, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) recebeu mais de 5,1 milhões de euros relativos à recuperação de créditos associados à insolvência da empresa.

Segundo o Jornal de Negócios, a AICEP admite que poderão existir novos recebimentos, dependendo da evolução dos processos de insolvência em curso e das decisões das entidades competentes. No entanto, a agência pública ressalva que não é possível antecipar o montante ou o calendário de eventuais pagamentos futuros.

Em Portugal, a fábrica de Vila do Conde, que começou a produzir em 1997 e chegou a empregar perto de 2.000 pessoas, sobreviveu à falência da multinacional. No final de 2009, a unidade deu origem à Nanium, uma nova empresa detida pelo Estado, através da AICEP, com 17,88% do capital, e pelos bancos BES e BCP, cada um com 41,06%. A empresa acabaria por ser vendida posteriormente à norte-americana Amkor.

  •  

Estónia lidera na competitividade fiscal. França continua em último lugar


A Estónia tem o sistema fiscal mais competitivo da OCDE pelo 13.º ano consecutivo, segundo o Índice Internacional de Competitividade Fiscal de 2026 da Tax Foundation, que tem a colaboração em Portugal do Instituto +Liberdade. A Letónia ocupa o segundo lugar e a Lituânia no quinto, colocando os três países bálticos entre os cinco primeiros da classificação. No extremo oposto, França continua em último, enquanto Itália e Espanha ocupam, respetivamente, o 36.º e o 35.º lugares.

O modelo estónio distingue-se pela tributação dos lucros das empresas apenas quando são distribuídos, à taxa de 22%, permitindo adiar o pagamento de imposto enquanto os resultados permanecem na empresa. A Tax Foundation valoriza também a taxa única de 22% sobre o rendimento das pessoas singulares, a ausência de uma segunda tributação dos dividendos recebidos por particulares e um imposto imobiliário que incide sobre o terreno, em vez de abranger também os edifícios.

A Letónia, que adotou um modelo semelhante de tributação dos lucros distribuídos, apresenta a melhor classificação específica nos impostos sobre as empresas. A Nova Zelândia ocupa o terceiro lugar global, apoiada sobretudo num IVA de base ampla e na ausência de vários impostos sobre património e transações, enquanto a Suíça surge em quarto. Os seis primeiros lugares, que incluem ainda o Luxemburgo, mantêm-se face aos resultados de 2025 recalculados nesta edição.

A Lituânia ilustra o peso das regras de cálculo do imposto. Apesar de ter aumentado a taxa sobre os lucros de 16% para 17%, manteve o quinto lugar depois de introduzir a dedução imediata e permanente dos investimentos em máquinas, equipamentos e determinados ativos intangíveis. No sentido contrário, a Irlanda tem a quarta melhor classificação na tributação das empresas, mas fica apenas em 29.º no índice global, penalizada pelos impostos sobre os rendimentos pessoais e pela base relativamente estreita do IVA.

França permanece no último lugar, com 45,7 pontos, face aos 100 atribuídos à Estónia. O relatório aponta uma taxa máxima combinada sobre os lucros de 36,1%, a mais elevada da OCDE, a acumulação de impostos sobre património e transações e um IVA que abrange cerca de metade do consumo final. A Colômbia fica em penúltimo, penalizada pela tributação dos lucros a 35%, pelo imposto sobre o património líquido e pelo imposto sobre transações financeiras.

Entre as maiores descidas, a Eslováquia perde três posições, do nono para o 12.º lugar, depois de aumentos na tributação das empresas e dos rendimentos pessoais e da introdução de um imposto sobre transações financeiras. A Dinamarca recua do 29.º para o 31.º lugar após a criação de um novo escalão de rendimento, que eleva a taxa máxima de 55,9% para 60,5%. Os Estados Unidos descem uma posição, para 17.º, com o relatório a destacar o agravamento das regras aplicáveis a rendimentos de multinacionais obtidos no estrangeiro.

A classificação reflete os critérios da Tax Foundation sobre competitividade e neutralidade fiscal, e não o desempenho económico global de cada país. Os autores reconhecem que fatores alheios aos impostos influenciam o crescimento e que algumas alterações fiscais recentes podem ainda não estar refletidas nos dados. Também sublinham que pequenas diferenças de pontuação podem representar várias posições na tabela, uma razão adicional para olhar para as regras concretas de cada sistema.

  •  

Portugal melhora no índice fiscal, mas mantém o 33.º lugar

✇ECO
By: ECO

Portugal mantém o 33.º lugar entre os 38 países da OCDE no Índice Internacional de Competitividade Fiscal de 2026, apesar de registar a terceira maior melhoria de pontuação. Segundo o relatório da Tax Foundation, que tem a colaboração em Portugal do Instituto +Liberdade, o país passa de 58,4 para 59,6 pontos, numa classificação que avalia a competitividade e a neutralidade dos sistemas fiscais. Só a República Checa e a Islândia apresentam aumentos superiores.

A manutenção do lugar surge depois da subida de duas posições assinalada na edição de 2025, do 35.º para o 33.º posto. A comparação exige, contudo, uma cautela metodológica. A Tax Foundation alterou os critérios de avaliação e recalculou os resultados do ano anterior, pelo que a evolução agora apresentada utiliza os valores revistos de 2025. Os autores alertam que as classificações das edições anteriores não são diretamente comparáveis.

Portugal introduziu várias melhorias nos seus regimes fiscais aplicáveis às pessoas singulares e às empresas nos últimos anos, reduzindo a taxa de imposto sobre as mais-valias de longo prazo de 28% para 19,6% e tornando mais generoso, em 2025, o regime de dedução fiscal dos juros nocionais sobre o capital próprio. Portugal continuou também a reduzir gradualmente a taxa máxima de tributação dos lucros das empresas, que passou de 31,5% em 2024 para 30,5% em 2025 e voltou a descer para 29,5% em 2026.

Tax Foundation

Entre as melhorias no ranking de Portugal, o relatório destaca a redução gradual da taxa máxima combinada sobre os lucros das empresas, isto é, incluindo derramas, de 31,5% em 2024 para 30,5% em 2025 e 29,5% em 2026. Este último valor assim inclui as derramas estadual e municipal e corresponde a uma taxa marginal máxima. A taxa geral de IRC aplicável aos períodos de tributação iniciados em 2026 é de 19%. Os autores reconhecem também o reforço, em 2025, do incentivo fiscal à capitalização das empresas.

Estas alterações continuam a ser insuficientes para retirar Portugal dos últimos lugares na tributação das empresas, dimensão em que ocupa a 34.ª posição. A Tax Foundation identifica como fragilidades a taxa máxima elevada, os adicionais que limitam a compensação de prejuízos e a complexidade dos incentivos fiscais. Nesta última subcategoria, Portugal fica em 35.º lugar, apesar de conseguir uma posição bastante melhor, a oitava, nas regras que permitem deduzir os custos do investimento.

O diagnóstico inclui pontos favoráveis. O relatório valoriza o incentivo aos capitais próprios, por reduzir a vantagem fiscal do financiamento através de dívida, e as deduções associadas ao investimento em máquinas, superiores à média da OCDE. Destaca ainda o regime que permite, cumpridos os requisitos legais, isentar dividendos e mais-valias provenientes de participações em empresas estrangeiras.

Como é calculado o índice?
O Índice Internacional de Competitividade Fiscal da Tax Foundation compara os sistemas fiscais dos 38 países da OCDE através de 43 variáveis, organizadas em cinco áreas com igual peso na classificação final. São avaliados os impostos sobre empresas, pessoas singulares, consumo e património, além das regras fiscais internacionais. A metodologia valoriza taxas marginais mais baixas, bases tributárias amplas e menor complexidade. A pontuação é relativa, com 100 pontos atribuídos ao país mais bem classificado, e não corresponde a uma medição da carga fiscal. Em 2026, os autores alteraram a metodologia e recalcularam os resultados de 2025 para permitir uma comparação homogénea.

Na tributação das pessoas singulares, Portugal ocupa o 19.º lugar, embora os autores apontem como fragilidades a taxa máxima de IRS de 53%, incluindo o adicional de solidariedade, e a ausência de um teto para as contribuições sociais. O país fica também em 19.º na tributação do património, em 21.º nos impostos sobre o consumo e em 33.º nas regras fiscais internacionais.

Na classificação global, Portugal continua à frente da Islândia, Espanha, Itália, Colômbia e França, mas atrás de economias como a Polónia, a Irlanda ou a Grécia. O índice combina 43 variáveis e avalia a estrutura dos impostos, privilegiando taxas marginais mais baixas, bases tributárias amplas e regras menos complexas. A posição portuguesa traduz essa avaliação do desenho do sistema fiscal, não uma comparação direta da carga fiscal suportada por famílias e empresas.

  •  

Carlos Moedas: “Achava que ia falhar como político, então reprimia esse desejo”

✇ECO
By: ECO

“E Se Corre Bem?” é a pergunta que dá nome ao podcast do ECO, que celebra hoje um marco especial: o episódio 100. Para assinalar o momento, o ECO recebeu Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, um convidado cuja história de vida parece fazer juz ao mote deste podcast. Nasceu em Beja e mudou-se para Lisboa ainda sem ter a certeza de conseguir pagar o quarto que ia alugar, mas arriscou e foi esse primeiro “salto no escuro” que lhe abriu caminho para os voos seguintes.

“Quando eu cheguei a Lisboa, não conhecia ninguém. A sociedade era muito estratificada e, no fundo, os meus pais achavam que eu ia ficar por ali [Beja], mas eu queria mostrar que era possível ir mais longe e que podia fazer mais. Toda essa parte da minha vida teve muito a ver com essa luta interna e com tentar mostrar que não era por ter nascido ali que o meu destino era aquilo“, começou por dizer.

O destino tinha de ser maior e cumprir o propósito de “contribuir para ajudar outras pessoas”. Os professores diziam-lhe para seguir medicina, já que, além de ter média para isso, o faria participar no bem comum, algo que tanto valorizava. No entanto, a “incapacidade de ver sangue” sem se sentir mal, fê-lo optar por uma opção muito diferente, mas que, curiosamente, o levou a um caminho de igual entrega aos outros – Engenharia Civil.

“Sabia lá eu o que era ser engenheiro, mas fui para engenharia civil. E, em 1993, fui fazer Erasmus durante seis meses para França. Acabei por ser contratado para ficar lá e fui engenheiro em França durante cinco anos. Ou seja, fui de Beja para Lisboa e de Lisboa para Paris. Foi um salto enorme. Eu sempre quis provar que tomava riscos. As pessoas achavam que eu não era capaz de os tomar por causa das minhas inseguranças, mas eu precisava de provar a mim próprio que era capaz de sair da minha zona de conforto”, confessou.

Esta tendência de correr riscos para superar inseguranças levou-o, muitas vezes, a sentir falta de apoio nas suas tomadas de decisão. Era nesses momentos que se fazia sempre a seguinte pergunta: “E se corre bem?”. E avançava, mesmo sozinho. Prova disso foi o momento em que decidiu despedir-se do emprego em França e ir fazer um MBA para Harvard: “Disse à minha mãe e aos meus amigos que me ia despedir e que ia fazer um MBA para o qual não tinha dinheiro. Toda a gente me dizia que eu era maluco porque estava a ganhar bom dinheiro numa empresa francesa e tinha uma carreira à minha frente”.

A verdade é que nenhum desses comentários demoveu Carlos Moedas de prosseguir com a vontade de fazer o MBA e, quando chegou a Harvard, além de ter ficado encantado com a “qualidade” das pessoas que o rodeavam, começou a dar, sem saber, os seus primeiros passos em direção à sua grande paixão: a política. “No segundo ano do MBA, fui ter umas aulas na Kennedy School of Government, onde tive as minhas primeiras aulas de política”, contou.

“Eu já tinha o gosto pela política, mas havia duas coisas que me faziam reprimi-lo: uma era não querer chocar e dar um desgosto ao meu pai porque eu não me identificava, de todo, com a ideologia comunista. E, depois, achava que ia falhar como político, então reprimia esse desejo. Portanto, eu guardei o sonho de gostar de política até aos 40 anos porque eu tinha um bocado de medo de ir para a frente com isso e depois não correr bem“, admitiu.

  • Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é o 100º convidado do podcast "E se corre bem?" Hugo Amaral/ECO
  • "Eu guardei o sonho de gostar de política até aos 40 anos porque eu tinha um bocado de medo de ir para a frente com isso e depois não correr bem" Hugo Amaral/ECO
  • Hugo Amaral/ECO
  • Hugo Amaral/ECO
1 / 4

No entanto, à semelhança do que já havia acontecido antes na sua vida, houve um momento em que fez a pergunta ao contrário e pensou que, da mesma forma que podia correr mal, também poderia correr bem. E arriscou. Só que, antes de dar esse passo, ainda tinha uma dívida de 80 mil dólares para pagar o MBA: “Eu tinha de ir trabalhar para onde pagassem mais e consegui ir para um grande banco internacional, que me dava um bónus de 30 mil dólares. Acabei por ficar, mas nunca gostei de ser banqueiro. Apenas vi aquilo como uma passagem para ganhar algum dinheiro e pagar a dívida que tinha à escola“.

Apesar de não gostar de trabalhar na banca, ainda se manteve no setor durante alguns anos, até porque “era difícil sair”. Mas chegou a um momento em que a vontade de regressar a Portugal lhe pesava cada vez mais e acabou por ligar a um amigo a pedir-lhe que lhe avisasse caso soubesse de alguma oportunidade de emprego. A oportunidade surgiu cinco meses depois, numa área totalmente diferente, mas que lhe abria a porta de regresso a casa: “Havia um senhor espanhol que tinha uma empresa de investimento imobiliário com escritório em Lisboa. Disse que gostava de me conhecer, então eu fui a Madrid conhecê-lo e ele disse-me que eu ia para Lisboa e que íamos tornar aquilo numa grande empresa. E foi assim que eu vim gerir uma empresa imobiliária“.

Depois desta oportunidade, ainda tentou abrir a sua própria empresa de imobiliário, mas reconhece que deu o passo “antes do tempo” e que, por essa razão, “a empresa não foi um sucesso”. Ainda assim, esse “falhanço” permitiu-lhe ter “mais tempo para pensar na vida” e foi nesse intervalo que surge o convite que iria mudar a sua vida para sempre. “Um dia, a Sofia Galvão e o António Borges pediram-me para os ajudar no gabinete de estudos da Dra. Manuela Ferreira Leite, que me recebeu muito bem. Ela deu-me atenção, ouvia-me, e também me ajudou na minha formação. Tentei ajudá-la o máximo que podia e foi aí que eu entrei mesmo na política e fui para o PSD como militante“, disse.

Daí em diante, o seu percurso público é bem conhecido. Foi deputado à Assembleia da República, secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro no XIX Governo Constitucional, entre 2011 e 2014, e comissário europeu de 2014 a 2019. Entre 2020 e 2021, foi administrador da Fundação Gulbenkian. E a 26 de setembro de 2021, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tendo tomado posse a 18 de outubro do mesmo ano.

“Quando me candidatei a presidente da Câmara, estava num momento da minha vida em que pensava como podia ter mais impacto. Já tinha estado no setor privado e estava numa fundação incrível, que era a Gulbenkian, mas achava que me faltava qualquer coisa… Eu queria mudar a vida das pessoas todos os dias e, para isso, tinha de fazer uma escolha que implicava passar de um salário de cinco vezes mais para cinco vezes menos. Perguntei: “Saio feliz? Se a resposta for sim, vamos”. Então lancei-me a achar que ganhava, obviamente. Era um risco enorme, portanto eu não podia pensar que ia correr esse risco para perder“, garantiu.

Correu o risco e percebeu que correu bem. Está agora no seu segundo mandato e garante: “Aqui e agora estou feliz. A minha vida acabou por me fazer ser tudo aquilo que eu não pensava que ia ser. E a verdade é que eu não sabia o que era ser presidente da Câmara, mas foi e é uma grande felicidade, só que com um peso enorme. A pessoa não pode fazer política para ser amado, a pessoa deve fazer política porque ama as pessoas“.

Este podcast está disponível no Spotify e na Apple Podcasts. Uma iniciativa do ECO, na qual Diogo Agostinho, COO do ECO, procura trazer histórias que inspirem pessoas a arriscar, a terem a coragem de tomar decisões e acreditarem nas suas capacidades. Com o apoio da Nissan e da Scalpers.

Seja o primeiro a saber quem é o próximo convidado do podcast E Se Corre Bem? Subscreva a nossa newsletter

  •  

Políticos que estão a mudar leis do arrendamento detêm mais de mil imóveis

✇ECO
By: ECO

Os 220 membros do Governo e deputados dos grupos parlamentares do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP detêm, em conjunto, 1.039 imóveis, avaliados em cerca de 55,6 milhões de euros. Entre estes responsáveis políticos, 41 declararam rendimentos prediais superiores a 807 mil euros e 31 têm participações em empresas do setor imobiliário.

Os dados resultam de um levantamento feito pelo jornal Público às declarações de rendimentos e património entregues pelos titulares de cargos políticos ao Tribunal Constitucional. A maioria dos documentos foi apresentada em 2025, aquando da tomada de posse do atual Governo, e os rendimentos declarados dizem respeito a 2024.

Não existe nenhuma regra que impeça os políticos de deterem imóveis e de obterem rendimentos prediais enquanto legislam sobre imobiliário e habitação. Mas a análise das declarações patrimoniais é do interesse público e informa o debate sobre as escolhas do Executivo e dos grupos parlamentares nestes dossiês.

Dos 220 políticos analisados, apenas 26 afirmaram não possuir imóveis. Os restantes são proprietários de pelo menos um imóvel, sendo que 119 declararam ter dois ou mais, e 88 possuem três ou mais. No total, o património imobiliário inclui 623 imóveis urbanos, 412 rurais e quatro mistos.

Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Público surgem num contexto em que o Governo e os partidos da direita tem promovido várias alterações às políticas de habitação e à legislação do arrendamento, incluindo medidas de incentivo aos proprietários e investidores, benefícios fiscais, e preparam também alterações à legislação do arrendamento.

O Governo destaca-se pelo número de propriedades: os 60 governantes detêm 436 imóveis, com um valor patrimonial conjunto de aproximadamente 23 milhões de euros. Apenas dois membros do Executivo declararam não ter imóveis em seu nome. Com 62 imóveis (dos quais cinco urbanos), Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública, é a maior proprietária do Executivo, seguindo-se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, com 55 (dos quais seis urbanos).

Entre os governantes e deputados analisados, 41 declararam rendimentos prediais, num total de 807.180 euros. No entanto, este número poderá não corresponder à totalidade dos políticos que recebem rendas, uma vez que a legislação permite incluir esses rendimentos na categoria profissional, o que impede a sua identificação autónoma nas declarações. Além disso, 31 dos responsáveis políticos têm participações acionistas em 43 empresas ligadas ao setor imobiliário.

Os últimos dias têm sido marcados por protestos pelo direito à habitação no Porto e em Lisboa, com manifestantes a contestarem a crise habitacional e as políticas do Governo. As mobilizações incluem acampamentos nas duas cidades e reivindicações como a reversão das alterações à lei do arrendamento, o controlo das rendas e o reforço da oferta de habitação pública.

“A mera titularidade de imóveis, a obtenção de rendimentos prediais ou a detenção de uma participação numa sociedade do setor imobiliário não configuram, por si só, um conflito de interesses”, disse ao jornal fonte oficial da IL.

  •  

Santalucía alia-se à Zurich por dez anos para seguros automóvel, funeral e de animais de estimação


A Santalucía e a Zurich Seguros assinaram uma parceria de dez anos para a distribuição cruzada de seguros automóvel, de funeral e de animais de estimação. O acordo permitirá à seguradora espanhola comercializar apólices automóvel da Zurich e à companhia suíça distribuir seguros de funeral e animais de estimação da Santalucía, estando o início da comercialização em Espanha previsto para 2027.

O acordo prevê um modelo de cosseguro no ramo Automóvel. Segundo o jornal espanhol Expansión, as duas companhias partilharão 50% das apólices abrangidas pelo acordo, incluindo os prémios cobrados, o risco assumido e os resultados. A parceria implica o fim da colaboração que a Santalucía mantém atualmente com a Pelayo neste ramo, de acordo com o mesmo jornal.

A parceria junta-se a outros acordos comerciais da Santalucía, nomeadamente com a Sanitas, no ramo da saúde, e com a Unicaja, através da seguradora conjunta Unicorp Vida.

“Esta aliança está plenamente alinhada com as prioridades do nosso Plano Estratégico Contigo2028”, afirmou Andrés Romero, em comunicado, acrescentando que o acordo permitirá diversificar a oferta e responder às necessidades de proteção dos clientes. Vicente Cancio, CEO do Grupo Zurich em Espanha, destacou, por seu lado, a intenção de acelerar o crescimento rentável e sustentável, alargar a proposta de valor e chegar a mais clientes, mantendo os mediadores como parceiros essenciais.

De acordo com a seguradora Santalucía, os rendimentos consolidados da empresa ascendem a 3.885 milhões de euros e os prémios emitidos totalizam 2.621 milhões de euros. No final de 2025, o grupo contava com 9.708 trabalhadores, cerca de 260 agentes, 500 pontos de venda e a colaboração de quase 1.300 corretoras. A companhia está também presente em Portugal (através de parcerias e investimentos), na Colômbia, no México, no Chile e em Itália.

Já o Zurich Insurance Group é um grupo segurador multirramos que serve mais de 82 milhões de clientes em mais de 200 países e territórios, conta com mais de 65.000 trabalhadores e tem sede em Zurique, na Suíça.

  •  

Ageas prolonga apoio ao festival Cooljazz até 2029


O festival Cooljazz e o Grupo Ageas Portugal prolongaram a parceria iniciada em 2024 por mais três anos, até 2029. A colaboração abrange o apoio à realização do evento e a continuidade das iniciativas de acessibilidade desenvolvidas com o envolvimento da Fundação Ageas.

Inês Simões, Diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal. “A renovação da parceria com o Cooljazz até 2029 reforça o compromisso contínuo do Grupo Ageas Portugal com a promoção da cultura e com a criação de um impacto positivo na Comunidade”.

A organização prevê dar continuidade ao trabalho nesta área nas próximas edições, destacando o trabalho já feito com a Sala de Pausa, embora não tenha especificado novas medidas a implementar até 2029.

Karla Campos, diretora da Live Experiences e promotora do Ageas Cooljazz, considera que a renovação permite dar continuidade às iniciativas de acessibilidade e melhorar as condições em que diferentes públicos assistem aos concertos. Inês Simões, diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal, associa a parceria à estratégia da seguradora de apoiar projetos culturais e promover a inclusão.

O Ageas Cooljazz é organizado pela Live Experiences desde 2004. Já o Grupo Ageas Portugal opera no mercado nacional desde 2005 e conta com cerca de 1,9 milhões de clientes, 1.435 colaboradores e 2.105 mediadores. Está presente em 13 países da Europa e Ásia.

  •  

ASF mede satisfação dos consumidores com os seguros que contratam


Quanto valor retiram os consumidores dos seguros que contratam? Esta é a questão a que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) quer responder com o lançamento de um questionário. O inquérito pretende para avaliar a perceção dos clientes sobre os produtos disponíveis no mercado, tendo em conta o preço, as coberturas e os serviços prestados pelas seguradoras.

O regulador quer recolher respostas de tomadores e beneficiários de seguros para perceber se os produtos correspondem às reais necessidades e expectativas de quem os utiliza e se a oferta do mercado responde a esta procura, utilizando as conclusões do questionário para reforçar os mecanismos de proteção dos consumidores e orientar futuras medidas de supervisão no mercado nacional.

Os resultados desta iniciativa serão conhecidos a 20 de novembro, no 1.º Fórum do Consumidor de Seguros, que será transmitido em direto no site da ASF.

  •  

Delta reforça aposta no luxo e renova classe executiva


A Delta vai renovar o serviço da Delta One, com novos menus e mais opções de personalização, começando este outono pelas rotas transoceânicas com partida de Los Angeles, segundo anunciou a companhia no Delta News Hub. A expansão à rede global está prevista para 2027.

A reformulação inclui pratos desenvolvidos com chefs, como hambúrguer de carne wagyu, novos vinhos e artigos de conforto da Missoni. Os passageiros poderão escolher a refeição até 18 horas antes da partida ou optar por um serviço reduzido antes da aterragem para prolongar o descanso.

A estratégia estende-se ao aeroporto, com a parceria com a Porsche a passar de 40 para 70 veículos híbridos, em 15 aeroportos, até 2028. O transporte está associado à reserva do serviço VIP Select. A Delta apresenta a mudança como a sua renovação mais abrangente em quase 30 anos.

  •  

Casa Relvas promove produção do azeite alentejano até 15 de dezembro


A Casa Relvas, na Vidigueira, lançou um plano para descobrir o processo de produção do azeite alentejano, do olival até à mesa, através do Programa Especial da Campanha da Azeitona 2026, que decorre até 15 de dezembro. O programa oferece aos visitantes a possibilidade de observar a colheita das azeitonas, comparar diferentes variedades do fruto e acompanhar o processo de extração no lagar. Inclui ainda uma prova técnica de três azeites e dois vinhos produzidos pela Casa Relvas.

“A campanha da azeitona é um momento especial para recebermos quem quer conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa ligação ao Alentejo. Do olival ao lagar, queremos mostrar como fazemos os nossos azeites e como o cuidado com a terra e a sustentabilidade fazem parte das decisões que tomamos todos os dias. E, claro, queremos que se sentem à mesa connosco, provem os nossos azeites e vinhos e passem um bom dia no Alentejo“, afirma Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas.

O programa realiza-se de segunda-feira a sábado, entre as 10h30 e as 15h00. O preço é de 45 euros por adulto sem almoço e de 95 euros com almoço. Para crianças dos 7 aos 17 anos, os valores são de 5 euros e 20 euros, respetivamente. Cada participante recebe uma t-shirt, um chapéu e uma garrafa de azeite virgem extra. As reservas devem ser feitas com pelo menos 48 horas de antecedência, para grupos entre duas e 20 pessoas.

Além do programa especial sazonal, o Lagar da Casa Relvas oferece todo o ano três experiências de olivoturismo. Estas incluem:

  1. Visita ao lagar sem prova, com oferta de um azeite e almoço opcional por 15 € por pessoa; crianças dos 7 aos 17 anos pagam 5 €.
  2. Visita ao lagar com prova técnica de azeites acompanhada por dois vinhos e snack, oferta de um azeite e almoço opcional, por 25 € por pessoa; crianças entre 7 e 17 anos pagam 5 €.
  3. Visita ao lagar com prova gastronómica de azeites acompanhada por dois vinhos, oferta de um azeite e almoço opcional, por 45 € por pessoa; crianças pagam 5 €.
  •  

Porsche aposta em carros mais caros para recuperar lucros


A Porsche quer aumentar o preço dos automóveis mais exclusivos e reduzir a estrutura de custos para recuperar a rentabilidade, segundo avançou o Wall Street Journal (acesso pago, em inglês). A estratégia de Michael Leiters, que assumiu a presidência executiva em janeiro, combina novos modelos de topo de gama com cortes de pessoal e mudanças na remuneração dos trabalhadores. O lucro líquido da fabricante caiu de 5,6 mil milhões de dólares em 2023 para menos de 500 milhões em 2025.

Uma das metas é aumentar de 300 mil para cerca de 370 mil dólares o preço médio dos 10.000 automóveis mais caros vendidos anualmente pela marca. Com experiência na Ferrari e na McLaren, Leiters aposta numa estratégia semelhante à da fabricante italiana, reforçando a oferta para os clientes com maior capacidade financeira. Além de superdesportivos posicionados acima do 911, estão previstos um SUV de três filas de bancos mais caro do que o Cayenne e mais versões exclusivas de modelos existentes, cujos preços podem atingir 15 milhões de dólares.

A redução de custos passa pela eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2035, aproximadamente um quinto do total. O acordo alcançado em julho com os representantes dos trabalhadores reduz também de 12 para oito os dias mensais permitidos de teletrabalho e aproxima os prémios anuais dos resultados financeiros. Este ano, os trabalhadores alemães não receberam o habitual prémio, que tinha superado 10 mil dólares em 2024. Os pagamentos futuros serão parcialmente feitos em ações, enquanto os incentivos dos gestores darão maior peso ao contributo individual.

O plano procura responder à quebra das vendas na China, às tarifas norte-americanas e aos custos dos investimentos nos elétricos. A decisão de tornar o novo Macan exclusivamente elétrico foi uma das apostas que penalizaram a fabricante quando o crescimento deste mercado abrandou. A Porsche recuperou os planos para um SUV de entrada de gama com motor a gasolina, mas o lançamento só deverá acontecer em 2028. Leiters afastou ainda um 911 elétrico, embora tenha manifestado apoio ao desenvolvimento do 718 Boxster elétrico.

O objetivo é adaptar a empresa para atingir o equilíbrio financeiro mesmo que as vendas anuais recuem para 200 mil automóveis, depois de terem ultrapassado 320 mil em 2023. A Porsche pretende alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% até 2030, com uma meta de 15% a mais longo prazo. A renovação da oferta terá, porém, efeitos demorados. O SUV de três filas não é esperado antes de 2029 e a nova família de superdesportivos chegará ainda mais tarde.

  •  

Força Policial de Elite foi chamada a Paris

✇ECO
By: ECO

A Companhia nº8 da unidade de elite da polícia CRS (Compagnie Républicaine de Sécurité), foi mobilizada esta tarde de sábado na capital francesa num dia de forte tensão social, com confrontos em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades.

A operação que inclui a CRS 8 decorre no âmbito de uma mobilização nacional contra o custo de vida e a degradação dos serviços públicos, que juntou estudantes, sindicatos e apoiantes do movimento dos Coletes Amarelos e grupos anarquistas denominados black blocs.

A CRS 8 é uma unidade especializada da Polícia Nacional francesa, criada para intervir rapidamente em situações de violência urbana, confrontos de maior intensidade e distúrbios que ultrapassem a capacidade de resposta dos meios policiais locais. Faz parte de uma estratégia mais ampla de reforço da capacidade policial para responder a crises locais que podem adquirir rapidamente uma dimensão nacional.

A sua mobilização em Paris, este sábado, 17 de outubro, ocorre no contexto de uma jornada de protestos em várias cidades francesas, marcada por confrontos entre manifestantes e forças de segurança, registando-se incêndios e danos em edifícios e estabelecimentos comerciais.

Ao princípio da tarde o Ministério do Interior francês contabilizava 272 detenções a meio da tarde, após incidentes que incluíram confrontos com a polícia, pilhagem, incêndios e ataques a edifícios públicos, especialmente em Paris. Na capital, a estação televisiva CNews foi atacada de manhã por um grupo de indivíduos encapuzados, que partiu vários vidros, relata a Reuters, em Marselha foi vandalizada a Câmara Municipal e um posto de turismo, que ocupa um quarteirão, foi incendiado durante os confrontos.

  •  

Protestos em França fazem regressar os “coletes amarelos”

✇ECO
By: ECO

Manifestantes voltaram este sábado a enfrentar a polícia em Paris e noutras cidades francesas, numa mobilização que reúne estudantes, sindicatos e trabalhadores. O contexto no país é crescimento económico fraco, energia mais cara e pressão sobre as contas públicas.

As manifestações contra o aumento do custo de vida e a perda de poder de compra foram acompanhadas por confrontos entre manifestantes e forças policiais. O movimento popular recuperou os símbolos dos “coletes amarelos”, que marcaram os protestos de 2018, e junta estudantes, sindicatos, agricultores e outros grupos descontentes com a situação económica e a qualidade dos serviços públicos.

Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar grupos de manifestantes na zona da Place de la République. Também foram registados incidentes noutras cidades, incluindo Rennes, Lyon e Marselha. As autoridades tinham antecipado centenas de ações de protesto em todo o país, num ambiente de elevada tensão após várias semanas de mobilizações estudantis contra as condições nas escolas. O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à calma e ao respeito pelas pessoas e pelos bens, enquanto o Governo reforçou as medidas de segurança.

A Reuters refere que, até ao meio-dia deste sábado, as autoridades tinham contabilizado 140 ações de protesto fora de Paris, com 32.800 participantes. Os confrontos e os danos materiais registados em várias cidades levaram a um reforço policial.

Do lado dos sindicatos as exigência são aumentos salariais e das pensões, redução do custo de vida e proteção dos serviços públicos. Os estudantes denunciam a falta de recursos nas escolas e a degradação das condições de ensino. A convergência destas reivindicações aumenta a pressão sobre o Executivo, numa altura em que a discussão do Orçamento para 2027 obriga a conciliar o controlo das contas públicas com as exigências sociais.

O regresso dos coletes amarelos

A imprensa francesa identifica os grupos que estão a e confrontar a polícia. A extrema-esquerda é a principal apontada, com o Governo francês a acusar o partido França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, de contribuir para inflamar os protestos. O partido rejeita essa acusação. A estes juntam-se manifestantes encapuzados ou mascarados, denominados black blocs, caracterizados por se vestirem de preto e cobrirem o rosto para dificultar a identificação policial. O termo não designa uma organização única, mas uma tática de manifestação utilizada por grupos, geralmente associados à extrema-esquerda autónoma e anarquista que habitualmente se envolvem em confrontos com a polícia, vandalismo e ataques a edifícios públicos, segundo a Associated Press e a Reuters.

Por último, estão estudantes, sindicatos e apoiantes dos «coletes amarelos» que constituem uma parte mais ampla da mobilização, motivada por reivindicações sobre salários, pensões, preços dos combustíveis, falta de professores e condições nas escolas. A participação deste grupo nestes protestos não está a significar envolvimento nos distúrbios.

O contexto económico agrava as dificuldades do Governo. Segundo os dados divulgados pelo El País, o Banco de França reviu em baixa a previsão de crescimento económico para 2026, para um intervalo entre 0,4% e 0,5%, e elevou a estimativa de inflação para 2,5%. A instituição antecipa ainda um défice público de 5,2% do produto interno bruto (PIB). Em agosto, a inflação homóloga tinha acelerado para 2,4%, enquanto os preços da energia registavam uma subida próxima de 17% em termos anuais.

 

  •  

ECO Quiz. A Lufthansa foi a escolhida para adquirir a participação minoritária na TAP?

✇ECO
By: ECO

O Conselho de Ministros aprovou na quarta-feira a privatização de 49,9% da TAP. O grupo alemão ofereceu 1.025 milhões por 44,9% da TAP, a que acrescerão 118 milhões de euros referentes à oferta de 5% aos trabalhadores, que será feita ao mesmo preço.

O ECO publica todas as semanas um quiz que desafia a sua atenção. Tem a certeza que está a par de tudo o que se passou durante a semana? Teste o seu conhecimento.

  •  
❌