❌

Reading view

Banco Santander quer criar uma nova corretora de seguros em Espanha


O Banco Santander, em Espanha, contratou a consultora KPMG para selecionar um parceiro e criar uma nova corretora de seguros dedicada a empresas. No âmbito do projeto, a instituição financeira pretende reter uma posição de 49%, alienando a maioria do capital (51%) ao novo aliado, avança o jornal Expansión (acesso pago). O processo de seleção está em andamento. mas o banco espera fechar a escolha do parceiro antes do final do ano.

Para este processo competitivo, o Santander convidou um grupo restrito de corretoras, onde se incluem a WTW (Willis Towers Watson), Aon, Sabseg e Alkora. Ficaram fora do convite gigantes do setor como a Marsh. A nova empresa conjunta irá canalizar o negócio que o Santander partilha atualmente com a WTW, com quem tem uma parceria comercial focada em clientes empresariais com faturação superior a 50 milhões de euros e que movimenta cerca de 100 milhões em prémios intermediados.

Se a WTW não vencer o concurso arrisca-se a perder a parceria se o banco optar por outro concorrente. A participação da Aon e da Sabseg poderá ainda levantar questões de conflitos de interesses, devido às ligações de responsáveis das duas corretoras ao grupo bancário.

A aposta no segmento empresarial insere-se numa estratégia mais ampla para dinamizar o braço segurador da instituição em Espanha, onde o banco conta com mais de 450.000 clientes empresariais. Atualmente, o Santander regista 2,5 milhões de clientes com seguro no país, para um universo de 9,3 milhões de clientes ativos, o que representa um potencial de crescimento para quase triplicar a sua base atual de segurados.

O Santander mantém também uma parceria com a Mapfre, através da sociedade conjunta Santander Mapfre, cuja atividade se concentra sobretudo nos seguros automóvel, embora inclua também coberturas para pequenas e médias empresas (PME).

No final de 2025, a Santander Seguros geria 16.427 milhões de euros em seguros de vida ligados à poupança e 13.808 milhões de euros em ativos de fundos de pensões.

  •  

Victoria seguros e APSI juntam-se para promover segurança infantil


A Victoria Seguros e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) vão desenvolver conteúdos educativos e campanhas de sensibilização para ajudar as famílias a identificar riscos do quotidiano e prevenir acidentes com crianças. A parceria prevê também o reforço da plataforma digital Turma da Vicky, criada pela seguradora e que passa a contar com a colaboração da associação na área da segurança infantil.

Victoria Seguros e APSI assinaram um protocolo para a promoção da segurança infantil através da produção de conteúdos para a plataforma digital Turma da Vicky.

Os materiais serão dirigidos a pais, cuidadores e à comunidade educativa e ficarão disponíveis no site e no canal de YouTube da Victoria Seguros. A oferta inclui jogos, desafios e outros conteúdos adaptados a diferentes idades, com o objetivo de ensinar as crianças a reconhecer situações de risco e a adotar comportamentos mais seguros.

A associação contribuirá para a componente pedagógica dos conteúdos, através da sua experiência na prevenção de acidentes e na promoção da segurança infantil.

Para Francisco Campilho, CEO da Victoria Seguros, “a assinatura deste protocolo com a APSI dá corpo a um trabalho que começámos com a Turma da Vicky e que queremos fazer crescer”, explica. Já Sandra Nascimento, secretária-geral da direção da APSI, destaca a importância da colaboração com empresas para divulgar mensagens de segurança e desenvolver conteúdos eficazes para as famílias.

A Victoria Seguros está em Portugal desde 1930, estando presente em todos os ramos de seguros, nomeadamente nas áreas de Vida, saúde, transportes e imobiliário e construção. Faz parte do Grupo SMABTP, fundado em 1859, segurador do setor da construção civil e obras públicas em França.

  •  

Habit, Generali Tranquilidade e Wells unem-se para lançar seguro para óculos graduados


A Wells, a Generali Tranquilidade e a insurtech Habit lançaram um novo seguro para óculos graduados em Portugal. A solução, que já se encontra disponível em mais de 250 lojas da Wells, permite subscrever a proteção no momento da compra.

João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit, e Sofia Herédia, diretora de bancassurance, parcerias e direto da Generali Tranquilidade, unem-se à Wells para lançar um novo seguro para óculos graduados.

Este seguro garante dois anos de proteção integral, abrangendo tanto as armações como as lentes graduadas contra riscos, quebras, danos acidentais e furto. Com validade no país e no estrangeiro, a cobertura varia em função do valor do equipamento, podendo atingir os 899 euros, com preços a começar nos 9,90 euros.

Destaca-se ainda a salvaguarda para a alteração de dioptrias durante os primeiros seis meses. Caso o utilizador necessite de mudar de lentes devido a uma variação superior a 0,5 dioptrias, o seguro assume a substituição integral das mesmas, reduzindo o impacto financeiro de reajustes oftalmológicos precoces.

A insurtech Habit fica responsável pela a jornada digital no ponto de venda, assim como pela gestão dos sinistros e pelo acompanhamento pós-venda através da sua plataforma. A Generali Tranquilidade, por sua vez, assegura a componente seguradora do produto.

“Acreditamos no crescimento do segmento de seguros associados à venda de produtos, através de novos canais. Esta parceria mostra como conseguimos inovar e oferecer novos seguros, simples e acessíveis, no momento certo”, explica Sofia Herédia, diretora de bancassurance, parcerias e direto da Generali Tranquilidade.

“Estamos muito orgulhosos por liderar a vertente tecnológica e operacional desta parceria, que combina conveniência, inovação e valor real para o cliente”, afirma João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit.

  •  

Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

✇ECO
By: ECO

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

  •  

Parlamento debate habitação para “ouvir e dar resposta às ruas”. Acompanhe aqui

✇ECO
By: ECO

O Parlamento está esta quarta-feira a debater de urgência o tema da habitação. A maioria dos deputados do hemiciclo aprovou esta discussão que ocupará o primeiro ponto da ordem de trabalhos. PSD e CDS votaram contra.

Este debate foi recusado duas vezes pelo Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, alegando que se mantinha a inobservância do intervalo temporal entre debates de urgência, mas o Livre recorreu e a discussão acabou aprovada.

  •  

Luís Neves diz que crise na habitação “toca a todos”, mas alerta para “caos importado”

✇ECO
By: ECO

O ministro da Administração Interna reconhece a legitimidade constitucional das manifestações contra a crise na habitação, mas sublinha que a lei tem de ser respeitada. Sobre a possibilidade de novas acampadas, pede aos manifestantes que não permitam a infiltração de elementos extremistas.

A crise na habitação é um problema que “toca a todos”, reconheceu esta terça-feira o ministro da Administração Interna, Luís Neves, assegurando que o Governo está empenhado em encontrar respostas, em particular para os mais jovens. “Estamos muito estruturados e motivados para encontrar soluções para toda a população”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de os protestos com tendas regressarem às ruas, depois do desmantelamento das acampadas, o governante separou a legitimidade do protesto de outras situações que possam ocorrer nesse contexto: essa “forma de manifestação” e o “caos importado”.

O ministro apelou mesmo a que os participantes não se deixem “infiltrar por elementos extremistas”, reiterando, ao mesmo tempo, que a contestação à falta de habitação corresponde a uma necessidade reconhecida. “Estamos todos cientes que estamos perante uma necessidade absoluta”, declarou, lembrando que “manifestar-se é um direito legítimo, constitucional, livre”. Ainda assim, frisou, “a lei tem de ser cumprida”.

“A PSP, as forças de segurança, têm toda a autonomia operacional para agirem da melhor forma possível, no sentido de anteciparem”. Perante a insistência dos jornalistas sobre como é que a PSP vai atuar nos próximos dias perante as concentrações em várias cidades do país em defesa de habitação para todos e a preços justos e dignos, Luís Neves insistiu que foi “muito claro” e que agir por antecipação é não deixar crescer.

“Quero dizer o seguinte: ninguém, eu próprio, nenhum membro do Governo fica satisfeito com qualquer ato de violência”, garantiu.

As declarações foram proferidas à saída de uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, que aproveitou o encontro para defender alterações ao regime especial das polícias municipais de Lisboa e do Porto.

  •  

Sonangol forçada a vender ações do BCP para evitar BCE

✇ECO
By: ECO

A Sonangol precisará de vender ações do BCP para manter a sua participação no banco português abaixo dos 20% e evitar a necessidade de obter autorização do Banco Central Europeu (BCE). A petrolífera estatal angolana, segunda maior acionista da instituição financeira, terá de alienar cerca de 56 milhões de títulos, avaliados em aproximadamente 62 milhões de euros, para preservar uma posição de 19,9% do capital.

Segundo as contas do Jornal de Negócios, a participação da Sonangol poderia já ter aumentado para 20,3% caso a empresa não tivesse vendido ações no âmbito do programa de recompra de títulos próprios lançado pelo BCP em maio. A operação permite ao banco reforçar a remuneração dos acionistas, complementando a distribuição de dividendos, mas a extinção dos títulos adquiridos reduz o número total de ações em circulação e aumenta proporcionalmente a participação dos acionistas que mantêm as suas posições.

Este é o segundo ano consecutivo em que a Sonangol enfrenta o risco de ultrapassar involuntariamente o limiar dos 20%. Em 2025, a participação da petrolífera aumentou de 19,49% para 19,9% devido ao programa de recompra e extinção de ações próprias do BCP.

A legislação prevê que a aquisição de participações que atinjam determinados patamares, incluindo os 20%, seja comunicada previamente ao Banco de Portugal, cabendo exclusivamente ao BCE decidir sobre a autorização de participações qualificadas em instituições de crédito. Entretanto, o programa de recompra já levou à aquisição de cerca de 285 milhões de ações, num investimento de aproximadamente 315 milhões de euros, correspondente a 77% do objetivo definido pelo banco.

  •  

IRN tem pendentes mais de 690 mil pedidos de nacionalidade

✇ECO
By: ECO

O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) tem pendentes 690.480 processos de pedidos de nacionalidade portuguesa, mais 38% do que no ano anterior, avança esta quarta-feira o jornal Público.

Os dados, relativos a 30 de junho de 2026, mostram que apenas 26% dos processos dizem respeito a imigrantes que vivem em Portugal e pediram a nacionalidade com base no tempo de residência legal, enquanto 23% correspondem a aquisições por descendência de judeus sefarditas e 13% pelo casamento ou união de facto com cidadão português. Para comparação, em junho de 2025, estavam pendentes cerca de meio milhão de pedidos.

A nacionalidade portuguesa pode ser atribuída, como no caso de descendentes de portugueses, ou adquirida, como acontece pelo casamento com um cidadão português. Segundo o Público, o Ministério da Justiça atribui a redução das concessões de nacionalidade por aquisição, entre outros fatores, à prioridade dada aos pedidos de atribuição a descendentes de portugueses.

“O IRN prioriza o tratamento dos pedidos de atribuição da nacionalidade a menores de idade, descendentes de portugueses, que dão entrada por via consular e por via online”, explica o Ministério da Justiça, sublinhando que estes processos reconhecem um direito à nacionalidade desde o nascimento.

Os atrasos surgem num contexto de reforço das pendências e de alterações às regras de acesso à nacionalidade, que se tornaram mais restritivas para estrangeiros em maio. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de cidadãos estrangeiros residentes em Portugal que obtiveram a nacionalidade portuguesa caiu 38% em 2025, para 12.829, face aos 20.624 registados no ano anterior.

  •  
❌