❌

Reading view

EUA deslocam diplomatas no Oriente Médio em meio aos temores de escalada

Os EUA estão se apressando para transferir alguns diplomatas e seus familiares de postos no Oriente Médio, à medida que a ameaça de escalada regional se aproxima, segundo múltiplas fontes familiarizadas com o assunto.

Muitos dos que estão saindo haviam retornado recentemente aos seus postos após receberem ordens de retirada durante o auge da guerra com o Irã.

“Dizer que tem sido caótico é um eufemismo”, disse um diplomata americano, explicando que o apoio financeiro oferecido até o momento não cobre os custos da mudança de toda a família da região.

Leia Mais:

Muitas dessas famílias se apressaram para deixar suas casas no Oriente Médio nas primeiras semanas da guerra e encontrar novas moradias e escolas para seus filhos. Agora, muitas estão tendo que fazer o mesmo novamente, com o que consideram um apoio financeiro potencialmente menor do Departamento de Estado.

“Isso ecoa o caos que as famílias vivenciaram no início deste ano. Algumas mal haviam se instalado quando foram instruídas a sair novamente”, disse Nikki Gamer, porta-voz da Associação Americana do Serviço Exterior, à CNN.

“Elas estão compreensivelmente chateadas, confusas e irritadas”, acrescentou.

Os ajustes ocorrem em um momento em que os Houthis, grupo armado apoiado pelo Irã, intensificaram seus ataques contra a Arábia Saudita – hostilidades que o Departamento de Estado alertou repetidamente que “têm o potencial de escalar rapidamente para além dessa área imediata”.

Eles também ocorrem em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderia relançar ataques contra o Irã após as eleições de Meio de Mandato (Midterms), e em que fontes afirmaram que Israel pressionou – sem sucesso até o momento – por uma ação mais imediata.

O Departamento de Estado ordenou esta semana a saída de funcionários não essenciais e de todos os seus familiares da Arábia Saudita. Autoridades disseram que a ordem de saída foi emitida em resposta à escalada das hostilidades por parte dos houthis.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado tem ajustado discretamente seus limites de pessoal em diversas outras embaixadas no Oriente Médio, incluindo Jordânia, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Líbano, segundo fontes da CNN.

Um funcionário do Departamento de Estado confirmou à CNN que o Líbano, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Jordânia “terão mudanças temporárias nos níveis de pessoal sob o status de operações restritas”.

Ele afirmou que não há mudanças no quadro de funcionários no Kuwait ou no Bahrein, o que sugere que esses países não ultrapassaram seus limites de pessoal.

“Sob o status de operações restritas, os níveis de pessoal são constantemente avaliados e ajustados”, disse o funcionário.

Ao contrário da saída ordenada da Arábia Saudita, as movimentações nessas embaixadas não foram anunciadas publicamente. O Departamento de Estado enfatizou que essas embaixadas, diferentemente da Arábia Saudita, não mudaram de status e permanecem sob o status de “operações restritas”. Mesmo quando não há uma mudança formal de status, ainda pode haver alterações no quadro de funcionários dentro do status de “operações restritas”.

“Há uma sensação de ‘Dia da Marmota’”, disse uma fonte em Amã sobre alguns funcionários da embaixada que foram novamente solicitados a deixar a capital jordaniana.

Nem todas as embaixadas permitiram que as crianças retornassem aos postos, mas a maioria permitiu o retorno dos cônjuges. Agora, os familiares estão deixando as embaixadas para as quais só recentemente foram autorizados a retornar – mas, diferentemente do início do ano, fontes afirmam que os familiares não estão recebendo o mesmo apoio financeiro.

A comunicação e a coordenação em torno das partidas, da sede do Departamento de Estado em Foggy Bottom para os diplomatas em campo, estão “tão caóticas” quanto no início da guerra com o Irã, disse uma fonte familiarizada com as partidas.

Há preocupações entre os diplomatas sobre se o Departamento de Estado concederá diárias para suas famílias para a mudança para os EUA, disse a fonte, observando que algumas embaixadas não realizaram as reuniões de planejamento ou assembleias com a equipe que são típicas antes das partidas.

“Muitas pessoas estão sabendo disso pelas notícias, em vez de por meio de seus superiores”, acrescentou a fonte.

A AFSA (Associação Americana do Serviço Exterior), o sindicato que representa os diplomatas, disse estar recebendo relatos de “um jogo de pingue-pongue burocrático”.

“Famílias que mal haviam retornado aos seus postos e rematriculado seus filhos na escola estão sendo informadas de que devem se preparar para evacuar novamente, sem serem avisadas sobre o nível de apoio financeiro com o qual podem contar”, afirmou em um comunicado na quinta-feira (22).

Gamer, porta-voz da AFSA, disse à CNN que “famílias fora da Arábia Saudita relataram à AFSA que estão sendo orientadas a sair sem assistência habitacional ou diárias confirmadas”. Elas foram informadas de que isso ocorre porque suas embaixadas não estão mudando o status de “operações restritas”.

As famílias geralmente dependem desses auxílios para ajudá-las a encontrar moradia e cobrir os custos inesperados associados ao desenraizamento de seus lares no exterior, especialmente se o membro da família diplomata permanecer na embaixada como trabalhador essencial.

“As famílias merecem saber como podem se preparar para essa situação”, afirmou.

  •  

Trump entra com ação que pode bloquear resultados do Senado no Alasca

O governo Trump entrou preventivamente com uma ação judicial buscando impedir a certificação da eleição para o Senado dos Estados Unidos no Alasca, caso o senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição, perca a disputa crucial que pode definir o equilíbrio de poder na câmara.

O processo representa a mais recente tentativa do Departamento de Justiça de Trump de se intrometer na administração das eleições, contrariando o papel mínimo que a Constituição confere ao Poder Executivo.

A ação judicial alega que outro candidato republicano chamado Daniel J. Sullivan poderia confundir os eleitores, e pede que um tribunal atrase a certificação da eleição caso o atual senador seja derrotado, mas teria vencido se “todos os votos dados a Daniel J. Sullivan” tivessem sido “dados ao senador Sullivan”.

O processo se baseia em uma teoria jurídica “estranha e incomum”, disse Derek Muller, professor de direito eleitoral da Faculdade de Direito de Notre Dame. Também não está claro, acrescentou, como um tribunal poderia intervir da maneira proposta pelo Departamento de Justiça.

A disputa pelo controle do Senado pode se resumir ao Alasca, estado onde há poucas pesquisas confiáveis, mas onde Dan Sullivan e a democrata Mary Peltola têm travado uma campanha acirrada. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras em novembro para vencer o Senado, e o Alasca é um dos vários estados controlados por republicanos que os democratas esperam conquistar.

A presença do segundo Sullivan trouxe ainda mais controvérsia à disputa e já foi alvo de processos judiciais, visto que os republicanos alegam que ele está lançando uma candidatura para dividir os votos, com o objetivo de confundir o eleitorado.

Nas primárias, o titular Dan Sullivan obteve 68.726 votos. Já Daniel J. Sullivan ganhou 4.107.

Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?

 

  •  

Trump retira tarifas de 50% sobre produtos agrícolas do Canadá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma medida para retirar tarifas adicionais de 50% sobre determinadas importações do Canadá, incluindo produtos utilizados pelo setor agrícola.

A decisão beneficia empresas e produtores norte-americanos que dependem de equipamentos, máquinas e materiais fornecidos pelo país vizinho. As alterações entram em vigor em 30 de outubro de 2026.

Entre os itens que deixarão de estar sujeitos às sobretaxas estão chapas de madeira compensada, determinados produtos de papel, máquinas agrícolas específicas, equipamentos de refrigeração e caixas e materiais utilizados para embalagem e transporte de mercadorias. A medida também contempla produtos usados por produtores de frutas e outros segmentos agrícolas que dependem de fornecedores canadenses.

A senadora republicana Susan Collins, do Maine, afirmou que a mudança deve beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas. Segundo ela, muitos agricultores do estado utilizam equipamentos e materiais de embalagem canadenses que não estão disponíveis no mercado doméstico norte-americano ou cuja substituição implicaria custos elevados.

A decisão ocorre após representantes do setor produtivo e políticos de estados próximos à fronteira com o Canadá pressionarem o governo pela revisão das tarifas, que elevaram os custos de empresas dependentes de insumos e produtos importados.

Mudança também inclui novas tarifas

Embora retire determinados produtos do alcance das sobretaxas, a proclamação assinada por Trump também acrescenta outros itens à lista de mercadorias sujeitas às tarifas. Entre eles estão determinadas válvulas, carpetes e resíduos.

As alterações fazem parte da revisão das medidas comerciais adotadas em julho e setembro deste ano, com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. O governo norte-americano afirma que as tarifas buscam responder ao que considera práticas discriminatórias do Canadá contra o comércio dos Estados Unidos.

A disputa comercial se intensificou após o fracasso das negociações para um acordo entre os dois países. Em agosto, os Estados Unidos implementaram tarifas adicionais de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em importações canadenses. O Canadá respondeu com cobranças sobre produtos norte-americanos, ampliando as tensões comerciais bilaterais.

A revisão não representa o fim das tarifas sobre os produtos canadenses. A medida modifica a relação de mercadorias abrangidas pelas cobranças, retirando alguns itens e incluindo outros, enquanto os dois países continuam sem um acordo comercial abrangente.

  •  

Agentes do FBI são acusados de dificultar investigações sobre família Biden

Dois ex-funcionários do FBI enfrentam acusações por supostamente mentirem ao Congresso, como parte de uma investigação focada em descobrir se agentes da agência tentaram minimizar alegações de corrupção contra a família Biden e evidências encontradas no laptop de Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, de acordo com fontes e documentos judiciais.

Nikki Floris e Bradley Benavides, ambos ex-especialistas em inteligência baseados em Washington, foram acusados ​​de um crime de declarações falsas. A juíza Zia Faruqui observou na sexta-feira (23), durante a audiência, que as acusações estão relacionadas ao “laptop de Hunter Biden e às alegações que o cercam”.

As acusações referem-se a declarações feitas por Floris e Benavides perante o Comitê Judiciário da Câmara em 2023, quando parlamentares republicanos questionaram o envolvimento de uma força-tarefa do FBI — encarregada de investigar interferência eleitoral — na investigação de Hunter Biden.

 

 

Uma acusação, que se tornou pública no tribunal distrital federal em Washington, acusa ambos de “ocultar o envolvimento (da força-tarefa) e as comunicações relacionadas às investigações sobre Hunter Biden, bem como de obstruir a investigação do Congresso”.

A procuradora federal em Washington, Jeanine Pirro, anunciou as acusações por meio de uma publicação nas redes sociais, indicando que as supostas declarações falsas diziam respeito às “suas funções na Força-Tarefa de Influência Estrangeira (FITF) durante as eleições de 2020”.

Pirro acrescentou que “quando agentes de alto escalão do FBI mentem ao Congresso, acreditando estarem acima da lei, é hora de toda a força da justiça recair sobre eles”.

Segundo Pirro e a denúncia criminal, Benavides testemunhou perante o Congresso que soube da investigação sobre o laptop de Hunter Biden por meio da Wikipédia.

Os republicanos têm criticado repetidamente o FBI pela forma como lidou inicialmente com a investigação de Hunter Biden, em meio a teorias antigas sobre corrupção na família Biden e narrativas da direita sobre um suposto “governo paralelo” dentro do governo federal.

Os dois réus compareceram pela primeira vez perante o tribunal distrital federal em Washington, D.C., na manhã de sexta-feira. Eles permanecerão em liberdade até o julgamento.kash 

A audiência dos ex-funcionários do FBI está marcada para a manhã de terça-feira.

Faruqui destacou que ambos os agentes têm um “histórico impecável” e disse aos promotores que o “contexto alegado ocorreu anos atrás”; ele também indicou que o Ministério Público deveria estar preparado para prosseguir com o caso, visto que “apresentaram esta grave acusação contra dois agentes condecorados”.

O juiz também observou que a acusação era “incomum” e salientou que foi apresentada por meio de uma denúncia do Ministério Público, sem a aprovação de um júri popular.

Durante a audiência desta sexta-feira, Faruqui comentou que as acusações são “claras e diretas”, acrescentando que os policiais — que, de resto, têm antecedentes impecáveis ​​— agora enfrentam acusações em um tribunal federal, que “os assombrarão pelo resto de suas vidas”.

O diretor do FBI, Kash Patel, declarou que as acusações são resultado de uma investigação sobre a Força-Tarefa de Influência Estrangeira do FBI, uma unidade que já foi desmantelada.

Ele também observou que existem registros de Floris afirmando, em conversas privadas, estar administrando um “governo paralelo”.

“Floris liderou a FITF como vice-diretor de meados de 2019 a meados de 2022. Benavides foi chefe de seção na FITF de meados de 2019 até as eleições de 2020”, escreveu ele em X. “Ambos testemunharam que a FITF não estava envolvida nas investigações sobre Hunter Biden. No entanto, evidências documentais, comunicações da época e depoimentos contradizem suas declarações.”

“O fato de altos funcionários do FBI mentirem ao Congresso mina o próprio fundamento do nosso sistema. Ninguém está acima da lei”, acrescentou.

Patel lembrou que, durante seu mandato como chefe do FBI, a equipe de investigação conhecida como CR-15 foi desmantelada. Patel tem sido alvo de críticas constantes por essas demissões, já que os agentes do FBI perderam seus empregos devido ao trabalho realizado em investigações anteriores sobre Trump.

Trump vai superar Biden e se tornar o presidente mais velho dos EUA

 

  •  

Trump e premiê britânico discutem Malvinas, Arábia Saudita e Ucrânia

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discutiu diversas questões urgentes com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira (23).

Entre os temas abordados na conversa, estavam a aprovação, pelo Reino Unido, do desenvolvimento de um novo e importante campo de gás no Mar do Norte, a guerra na Ucrânia, a disputa do Reino Unido com a Argentina em relação às Ilhas Malvinas e o apoio à Arábia Saudita.

Sobre a aprovação do campo de gás “Jackdaw”, Downing Street informou que os líderes “concordaram quanto aos benefícios significativos que isso trará ao Reino Unido”, ressaltando que o projeto impulsionará a economia e garantirá empregos para trabalhadores britânicos.

Leia Mais:

Na quarta-feira (21), Trump elogiou a aprovação do campo de gás — uma decisão que pôs fim a anos de disputas jurídicas e políticas.

Burnham também tratou de um grande projeto de exploração de petróleo offshore próximo às Ilhas Malvinas — um território disputado no Atlântico Sul, sobre o qual o Reino Unido e a Argentina travaram uma guerra no início da década de 1980. A Argentina se opõe ao projeto petrolífero e anunciou planos de impor sanções às empresas envolvidas.

Burnham afirmou a Trump que as recentes “medidas coercitivas” adotadas pela Argentina poderiam acarretar consequências econômicas tanto para os EUA quanto para o Reino Unido.

Os dois líderes também debateram a instabilidade no Oriente Médio, com Burnham “reafirmando o apoio do Reino Unido” à Arábia Saudita diante dos ataques dos Houthis, segundo Downing Street. O Reino Unido declarou recentemente que realizará “missões defensivas de contra-ataque aéreo”, utilizando caças Typhoon da Força Aérea Real (Royal Air Force), para proteger cidades e a infraestrutura sauditas.

Sobre a Ucrânia, Burnham destacou a importância de Kiev ter acesso pleno ao sistema Starlink para sua defesa contra a Rússia, e elogiou os esforços de Trump para levar o presidente russo, Vladimir Putin, à mesa de negociações.

O comunicado afirma que os dois líderes concordaram em trabalhar com parceiros internacionais para pôr fim ao derramamento de sangue.

Autoridades ucranianas relataram que restrições ao serviço ainda persistem, o que dificulta a capacidade do país de se defender contra a Rússia.

(Com informações de Steve Holland e Carlos Mendez, da Reuters)

Conheça Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido

 

  •  

Trump diz que EUA podem realizar novos ataques contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (23) que Washington pode realizar novas operações militares contra o Irã.

“Podemos realizar outra pequena ‘Epic Fury’ [Fúria Épica]”, disse Trump durante um comício na Flórida, ao abordar a questão da guerra. Ele não deu mais detalhes.

“Operação Epic Fury” é o nome utilizado pelos militares dos EUA para a guerra contra o Irã.

Leia Mais:

Apesar da afirmação, o presidente americano afirmou não “saber de nada” sobre uma declaração feita pelo embaixador dos EUA na Turquia de que Washington poderia realizar ataques já neste fim de semana.

“Foi o meu embaixador? Um homem bastante poderoso, imagino […] Bem, se for esse o caso, eu não sei de nada a respeito”, disse Trump.

O embaixador Tom Barrack disse ao podcaster Mario Nawfal que poderia, “com certeza”, haver um ataque ao Irã neste fim de semana.

Mais cedo, na sexta-feira, Trump afirmou que os EUA poderiam encerrar a guerra rapidamente, mas questionou se Washington deveria buscar uma conclusão rápida ou permitir que o conflito diminuísse de intensidade gradualmente.

O republicano, que tem apresentado objetivos e prazos variáveis ​​para a guerra, disse no início deste mês que os EUA não lançariam um ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato, nas quais está em jogo o controle do Congresso.

Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, bem como ofensivas israelenses no Líbano, deixaram milhares de mortos e milhões de deslocados.

(Com informações de Molly English, da CNN e da Reuters)

Trump diz que deixou instruções para atacar Irã caso seja assassinado

 

  •  

Trump diz que os EUA vão “cuidar de Cuba” após lidar com Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (23) que deve cuidar da questão de Cuba após lidarem com o Irã, e que enviaria o secretário de Estado, Marco Rubio, para concluir o acordo.

“Cuidaremos de Cuba na volta do Irã… e depois enviaremos Marco Rubio para finalizar o acordo”, afirmou Trump durante um comício na Flórida.

No mês passado, Trump previu que Washington e Havana chegariam a um acordo e que, em sua avaliação, não seria necessária uma ação militar.

Leia Mais:

A administração Trump declarou anteriormente que seu objetivo é promover uma mudança no governo comunista de Cuba.

Um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA, implementado no início deste ano, colocou Cuba sob forte pressão, em um cenário marcado pela escassez de combustível e por apagões, agravados por uma infraestrutura precária.

Washington mantém um embargo contra Cuba há mais de 60 anos, e a administração Trump tem intensificado a pressão sobre Havana — especialmente após uma operação militar dos EUA, em janeiro, que resultou na captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma incursão que deixou mortos.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba afirmou, no mês passado, perante a Assembleia Geral da ONU, que Cuba estaria sempre aberta ao diálogo com Washington.

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

 

  •  

EUA anunciam cessar-fogo localizado na Ucrânia; Melania Trump foi a mediadora

Primeira-dama negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor na quinta-feira na cidade de Oleshky. A Casa Branca anunciou hoje que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor em 29 de outubro na cidade de Oleshky. Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra. A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com

  •  

Christa Pike dá sinais de recuperação, 1 em cada 3 norte-americanos defende nova tentativa de execução

Três semanas depois de ter sobrevivido a uma tentativa de execução falhada, Christa Pike apresenta sinais de recuperação, mas continuam por esclarecer os possíveis danos a longo prazo. Novos documentos judiciais revelam que a equipa de execução alertou para o risco de as veias "rebentarem", após várias tentativas de inserção de agulhas nos braços.

  •  

A resistência contra o “trumpismo” começou

Francis Fukuyama alerta: o atual presidente dos EUA é “o maior perigo” para a democracia do próprio país. “É o maior perigo para a democracia dos EUA”. Esse maior perigo é o seu presidente, Donald Trump. O politólogo norte-americano Francis Fukuyama considera que a resistência ao trumpismo começou a ganhar expressão nos Estados Unidos, mas alerta para os riscos que a presidência de Donald Trump representa para as instituições democráticas. Numa entrevista ao Handelsblatt, o professor da Universidade de Stanford manifesta preocupação com o futuro da democracia norte-americana, sobretudo perante a possibilidade de uma derrota republicana nas eleições intercalares de

  •  

Uma startup quer criar “cães de guerra” geneticamente melhorados

Palmer Luckey junta-se ao bilionário dos lobos gigantes Ben Lamm e lança a Warhound, com 200 milhões de dólares, para soltar cães de guerra clonados por engenharia genética. A Warhound saiu da sombra na quarta-feira com 200 milhões de dólares de financiamento e a missão de criar “cães de trabalho de elite” equipados com “blindagem corporal avançada”. A missão nada assusradora da nova startup é criar cães geneticamente melhorados para as forças armadas, a polícia e os socorristas dos Estados Unidos. A Warhound saiu da cabeça de Palmer Luckey, da Anduril, e de Ben Lamm, cofundador da Colossal Biosciences. Em

💾

Palmer Luckey junta-se ao bilionário dos lobos gigantes Ben Lamm e lança a Warhound, com 200 milhões de dólares, para soltar cães de guerra clonados por engenharia genética. A Warhound saiu da sombra na quarta-feira com 200 milhões de dólares de financiamento e a missão de criar "cães de trabalho de

💾

  •  

EUA propõem novas restrições ao investimento tecnológico e biotecnológico na China

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos apresentou um conjunto de propostas regulamentares destinadas a limitar o financiamento de empresas norte-americanas em setores estratégicos chineses, como biotecnologia, inteligência artificial e semicondutores. A medida procura proteger a segurança nacional contra potenciais ameaças militares, gerando apreensão na indústria farmacêutica em pleno período de trégua comercial entre Washington e Pequim.

  •  

Nova Iorque põe fim às carruagens puxadas por cavalos do Central Park a partir de 2028

O Conselho Municipal de Nova Iorque aprovou esta quinta-feira a chamada Romanch’s Law, legislação que prevê a proibição das carruagens puxadas por cavalos a partir de 1 de junho de 2028. A medida foi aprovada por 40 votos a favor e sete contra, com duas abstenções. A lei recebeu o nome de Romanch Mahajan, um jovem de 18 anos que morreu em junho deste ano, depois de ter sido projetado de uma carruagem puxada por cavalos que se descontrolou no Central Park. A legislação prevê ainda a elaboração, em 2027, de um plano para apoiar os trabalhadores e os empresários

  •  

Gasóleo russo a caminho dos EUA depois de acordo entre Trump e Putin

O ano de 2026 poderá ficar para a história como o ano dos cisnes negros: eventos muito improváveis, mas que acabaram por concretizar-se.

A guerra dos EUA/Israel contra o Irão, poderá ser um deles, assim como os ataques do Irão aos seus vizinhos, a par da maior crise energética da história.

Mas nas últimas semanas está a formar-se mais um cisne negro, impensável em 2022 quando a Rússia está invadiu a Ucrânia: a aproximação de Washington a Moscovo, com a Ucrânia a ficar aparentemente para trás, depois dos ataques de Kiev a refinarias russas, que encostaram Vladimir Putin a um canto.

Um sinal dos tempos é que um petroleiro carregado com 40 mil toneladas de gasóleo russo está neste momento a caminho de Nova Iorque, com chegada prevista a 7 de novembro, marcando o regresso das exportações russas de gasóleo, revela a “Reuters”.

O mercado mundial de energia está neste momento apertado de gasóleo, depois dos ataques a refinarias cruciais no Médio Oriente pelo Irão e os seus aliados.

E Donald Trump tem eleições intercalares cruciais no dia 3 de novembro, que serão decisivas para os dois últimos anos do seu mandato. Se os democratas ganharem vantagem no Congresso, o líder republicano terá a vida mais difícil até ao fim.

O presidente norte-americano tem efetuado alterações numa nova lei de sanções contra a Rússia para facilitar a chegada do combustível russo aos EUA, numa tentativa de controlar os preços do ‘diesel’, esperando que o mundo receba 300 mil toneladas de gasóleo russo numa fase inicial, incluindo os EUA.

Ao mesmo tempo, tem ameaçado a Europa com a suspensão de envio de gasóleo norte-americano, se a Europa não libertar reservas estratégicas do combustível.

O Agioi Fanendes, com pavilhão de Malta, estava atracado no porto russo de Primorsk no Mar Báltico, a 22 de outubro, e vai rumar à Costa Leste dos EUA.

OS EUA levantaram sanções às exportações russas de gasóleo e anunciaram um cessar-fogo aos ataques a infraestruturas energéticas entre a Rússia e a Ucrânia.

A Rússia vai colocar no mercado 2,25 milhões de barris de gasóleo imediatamente, seguido de 500 mil toneladas e novembro, mais um milhão de toneladas.

O Kremlin estima que o país consiga aumentar as exportações de gasóleo entre 3-3,5 milhões de toneladas mensais até ao final do ano.

A “Reuters” dá conta que gasóleo foi carregado no porto russo de Primorsk na semana passada, mas o seu destino final não é claro, com alguns dos navios destinados, para já, a Gibraltar, Port-Said ou o Atlântico.

A Rússia tem-se limitado a exportar gasóleo para o Brasil e para a Turquia, assim como para países africanos, desde que arrancou o embargo europeu aos combustíveis russos.

O petróleo sobe mais de 1% para 114 dólares esta sexta-feira.

  •  

Seria possível transmitir uma execução em direto? Especialistas explicam impacto psicológico de imagens violentas

A proposta de transmitir em direto a execução de Nidal Hasan, condenado pelo ataque à base militar de Fort Hood, nos Estados Unidos, gerou polémica e levantou dúvidas sobre a sua viabilidade legal. Em declarações à SIC Notícias, especialistas explicam se a execução poderia ser transmitida em direto e quais os possíveis impactos psicológicos da exposição a estas imagens, sobretudo em crianças e jovens.

  •  

Trump diz que "tem direito" a recandidatura

Trump brincou, por diversas vezes, com a possibilidade de procurar um terceiro mandato, embora a 22ª Emenda à Constituição proíba que a mesma pessoa seja eleita Presidente mais do que duas vezes.

© JIM LO SCALZO/EPA

Trump tem sustentado repetidamente que houve fraude eleitoral, apesar de os processos judiciais não terem conseguido provar irregularidades generalizadas que alterassem o resultado
  •  

EUA já registraram 20 milhões de votos para as eleições de Meio de Mandato

A apenas 12 dias do encerramento da votação das eleições de Meio de Mandato dos EUA (Midterms), em 3 de novembro, mais de 20 milhões de americanos já votaram, segundo dados de 47 estados e do Distrito de Colúmbia, coletados pela CNN, pela Associated Press e pela Catalist.

Esse número equivale a cerca de 35% do total de votos antecipados registrados em 2022, e a aproximadamente 18% do total de votos computados naquele ano.

O estado de Connecticut (que ampliou o acesso à votação antecipada desde 2022) e a Virgínia já atingiram mais de 90% do total de votos antecipados registrados em 2022.

Leia Mais:

Com mais de 2,3 milhões de votos, a Califórnia continua sendo o estado com o maior número de votos registrados até o momento. No entanto, após o início da votação antecipada no Texas esta semana, o estado subiu para a segunda posição, com 2,2 milhões de votos.

A Flórida (quase 1,7 milhão), a Geórgia (1,3 milhão) e a Carolina do Norte (1,1 milhão) também registraram mais de um milhão de votos cada.

A tendência é que o ritmo da votação aumente ainda mais, já que, a partir deste sábado (24), a votação antecipada presencial terá início ou será ampliada em quatro grandes estados: Flórida, Michigan, Nova Jersey e Nova York.

Entenda o que são as Midterms

Em novembro, os Estados Unidos realizarão uma votação importante, que pode definir os rumos do governo de Donald Trump: as “Midterms”, ou Eleições de Meio de Mandato.

A eleição recebe esse nome por acabar coincidindo com o meio de mandato dos presidentes — Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025.

Nesse pleito, a população vai eleger os integrantes do Congresso dos Estados Unidos, tanto para o Senado quanto para a Câmara.

Entenda abaixo a importância das Eleições de Meio de Mandato para a política dos EUA e como acontecem.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato?

Na Câmara, todos os 435 assentos estão em disputa, visto que os deputados cumprem mandatos de dois anos.

No Senado, 35 dos 100 assentos estão em jogo. Os senadores têm mandatos de seis anos.

Neste ano, será definido se o Partido Republicano conseguirá manter o controle das duas Casas Legislativas, ajudando Trump a aprovar sua agenda, ou se os democratas conseguirão dominar o Congresso e impedir as prioridades legislativas do presidente e abrir investigações contra ele.

Além disso, a população vai eleger 36 governadores, incluindo em estados que serão importantes para a votação presidencial de 2028.

Outras eleições estaduais para procurador-geral e secretários também atrairão atenção. Ainda no âmbito estadual, mais de 6.000 eleições legislativas e dezenas de propostas de emenda constitucional também serão decididas.

Quando e como acontece a Eleição de Meio de Mandato?

Neste ano, a votação acontecerá no dia 3 de novembro. Não há segundo turno; quem conseguir mais votos, vence.

O voto não é obrigatório nos EUA, o que representa um desafio para os partidos.

Assim como a disputa presidencial, as Eleições de Meio de Mandato possuem votações primárias, nas quais os partidos decidem internamente quem será o candidato a cada vaga do Congresso.

Algumas dessas decisões já ocorreram, enquanto outras acontecerão no decorrer do ano.

Do que os democratas precisam?

Na Câmara, os democratas precisam ganhar três cadeiras para obter o controle da Casa.

O partido enfrenta uma tarefa mais difícil para conquistar o controle do Senado, onde se depara com um mapa eleitoral complexo e oportunidades de avanço limitadas.

Dado que o equilíbrio de poder no Senado está atualmente dividido em 53 a 47 a favor dos republicanos, com o vice-presidente JD Vance servindo como voto de desempate, os democratas precisariam conquistar quatro cadeiras para obter a maioria.

Entre os alvos, o Maine é o único estado vencido pela ex-vice-presidente Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024.

O que é necessário para se tornar senador e deputado?

Para ser eleito deputado ou deputada nos EUA, é preciso ter ao menos 25 anos, cidadania norte-americana por ao menos 7 anos e morar no estado que quer representar.

Já para ser senador ou senadora, é preciso ter ao menos 30 anos, cidadania norte-americana por ao menos 9 anos e também morar no estado que quer representar.

As vagas são divididas de maneira proporcional à população de cada um dos 50 estados do país. A divisão é determinada com base em um censo demográfico realizado a cada 10 anos.

Importância da Câmara e do Senado

Dentre os principais poderes que cabem à Câmara estão o de apresentar projetos de lei e emendas, eleger o presidente em caso de empate no Colégio Eleitoral nas eleições e abrir processos de impeachment contra funcionários federais.

Dentre os principais poderes que cabem exclusivamente ao Senado estão o de confirmar nomeações do presidente que exigem consentimento (como indicados à Suprema Corte) e ratificar acordos.

Contudo, há duas exceções: a Câmara precisa aprovar as indicações à vice-presidência e qualquer tratado que envolva comércio exterior.

O Senado também julga processos de impeachment encaminhados pela Câmara – são necessários dois terços dos senadores para aprovar a saída de um presidente, por exemplo.

Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?

  •  

EUA elogiam avanço nas negociações para reconciliação política na Venezuela

O Departamento de Estado dos EUA saudou, nesta quinta-feira (22), a conclusão de uma terceira rodada de negociações de reconciliação política entre a Assembleia Nacional da Venezuela de 2015 e o seu governo interino.

Em comunicado, o Departamento de Estado declarou que o processo “continua a fortalecer as instituições democráticas” e a “lançar as bases para eleições livres, justas e credíveis” no país sul-americano.

Os EUA continuam a defender a libertação imediata de todos os presos políticos na Venezuela, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Leia Mais:

Em atualização*

  •  
❌