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Suplemento de ervas vendido no TikTok é proibido no Brasil, alerta Anvisa
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota, nesta quarta-feira (21), para reforçar a proibição de suplementos alimentares de ashwagandha, erva asiática que promete relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa.
A agência citou, como parte do alerta, o caso da britânica Lois Kinder, de 44 anos, que teria tomado o suplemento antes de ser diagnosticada com falência hepática.
A erva têm sido indicada nas redes sociais e é vendida, principalmente, no TikTok, por valores entre R$20 e R$30. Na nota, a Anvisa inclusive se refere ao produto como o “suplemento do TikTok”.
De acordo com a Anvisa, esse tipo de suplemento não tem registro no Brasil e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos.
Os suplementos alimentares são uma alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas.
A agência ressalta, no entanto, que é terminantemente proibido relacionar esses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças. A decisão sobre a necessidade de um suplemento cabe apenas a profissionais de saúde qualificados, incluindo o tipo, a quantidade, quando e como tomar.
Caso de Lois Kinder
De acordo com a família, os problemas começaram em 13 de julho deste ano, quando Lois foi levada às pressas ao hospital na cidade de Warrington, em Chesire, na Inglaterra, e os médicos descobriram que ela estava sofrendo de insuficiência hepática aguda. Ela foi colocada em coma induzido e entrou na lista de transplantes de fígado superurgentes. Um doador ficou disponível em 22 de julho, mas Lois sofreu três paradas cardíacas durante a cirurgia.
Apesar de ter sobrevivido, a mulher acabou ficando em coma pelas semanas seguintes. A família de Lois criou uma vaquinha no Go Fund Me, onde Ollie Kinder, marido dela, deixou seu relato.
“Os dias que se seguiram foram repletos de medo, incerteza e dor no coração. Ver a pessoa que você ama lutar pela própria vida é algo para o qual nenhuma família jamais pode se preparar. A ideia de perder minha esposa, e de nossos filhos, Imogen e Jacob, perderem a mãe com apenas 44 anos de idade, era insuportável”, contou Ollie.
Lois começou a acordar e realizar pequenos movimentos seis semanas depois. No entanto, as complicações que ela sofreu causaram danos cerebrais significativos. Ainda segundo o relato da família, ninguém sabe como será a recuperação da mulher. A equipe médica que cuidou de Lois disse aos familiares que o caso dela é “tão raro e clinicamente complexo que eles pretendem publicá-lo como um estudo de caso”.
Do colapso do fígado às sequelas no cérebro
O Dr. Orlando Maia, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), detalha como a falência de um órgão, como no caso de Lois, pode culminar em lesões neurológicas graves durante uma cirurgia.
O fígado é o órgão responsável pelo metabolismo e pela depuração de resíduos do nosso corpo. Quando ele entra em falência súbita, ocorre o acúmulo dessas toxinas na corrente sanguínea.
explica o especialista.
Esses resíduos afetam diretamente o sistema nervoso central e podem causar a chamada encefalopatia hepática, caracterizada por alteração comportamental, agitação e perda de consciência.
A situação de Lois se agravou durante o transplante de emergência, quando a gravidade do quadro circulatório favoreceu a formação de uma embolia pulmonar (o bloqueio da artéria principal do pulmão por um coágulo), causando as três paradas cardíacas consecutivas.
De acordo com o neurocirurgião, a combinação entre a obstrução pulmonar e as paradas cardiorrespiratórias interrompeu o fluxo de sangue oxigenado para o cérebro, provocando hipóxia (baixa oxigenação) e isquemia cerebral. Ou seja, a sequela neurológica é o resultado direto do período em que o tecido cerebral permaneceu sem a irrigação adequada.
Embora a falta prolongada de oxigênio cause a morte irreversível de células nas áreas afetadas, o médico afirma que o cérebro tenta se reorganizar a partir das regiões que ficaram preservadas. Por isso, movimentos voluntários após a saída do coma, como movimentar os dedos ou segurar um copo, é um bom sinal. Isso demonstra que ainda existem vias neurológicas abertas conectando o cérebro aos membros.
Contudo, o cirurgião afirma que o processo de reabilitação exige fisioterapia diária e acompanhamento contínuo, sendo necessário um período de até dois anos de terapia intensa para entender quais funções o organismo conseguirá reconectar e quais déficits serão definitivos.
A CNN Brasil tenta contato com o TikTok. O espaço segue aberto.
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A iniciativa da Novo Nordisk junta profissionais de saúde, figuras públicas e criadores de conteúdo numa corrente de conversas sobre as diferentes dimensões da gestão do peso. O humorista e radialista Nuno Markl, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e a médica de família Margarida Santos são algumas das vozes que farão parte da corrente […]
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Feito acordo para melhorar o combate à fraude na SNS

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Projeto Cuidar de Perto leva orientações sobre saúde da mulher a unidade prisional de Luziânia
Cuidado, Saúde e Transformação Social levou informações sobre saúde da mulher à Unidade Prisional Feminina de Luziânia. A atividade, realizada pelo Instituto Patris em alusão ao Outubro Rosa, contou com orientações sobre prevenção de doenças e infecções sexualmente transmissíveis, além de uma roda de conversa sobre saúde emocional e momentos de expressão artística.
A programação abrangeu 110 internas da unidade prisional e teve a colaboração de profissionais do Hospital Estadual de Luziânia (HEL), gerido pelo Instituto Patris. A coordenadora de enfermagem Thalya da Silva Rios de Morais compartilhou informações sobre prevenção, cuidados com o corpo e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A psicóloga organizacional Tamires Martins e a neuropsicóloga Lorena Vieira Freitas, ambas do HEL, conduziram uma roda de conversa sobre saúde emocional, autocuidado e valorização pessoal.
A pintura em tela e a música também fizeram parte da programação, oferecendo às participantes outras formas de expressão.Para Tamires, a proposta foi criar um ambiente em que as mulheres pudessem expressar sentimentos e experiências com respeito à individualidade de cada uma.
“Algumas mulheres conseguiram colocar em palavras ou nas produções artísticas sentimentos, lembranças e perspectivas que eram importantes para elas. Meu papel foi acolher essas manifestações de forma ética e respeitosa, sem julgamentos e sem transformar aquele espaço coletivo em um atendimento psicológico individual”, explica.

A psicóloga observa que o cuidado com a saúde emocional também precisa chegar às mulheres que estão no sistema prisional, com oportunidades de escuta, informação e expressão.
Segundo ela, a receptividade das participantes e o interesse da instituição em receber novas atividades abriram espaço para pensar na continuidade da iniciativa. A gerente de Gestão de Pessoas do Instituto Patris, Joilma Mota Lima Fernandes, que coordena o projeto ao lado de Tamires, explica que a proposta é levar o conhecimento dos profissionais a diferentes realidades sociais.
“Para nós, do Instituto Patris, cuidar também significa estar presente, ouvir e reconhecer as necessidades de cada pessoa e de cada contexto. Essa ação foi pensada para proporcionar às participantes um momento de informação, acolhimento, expressão e leveza”, afirma. Joilma também fala sobre o papel da instituição nessas iniciativas.
“Como gerente de Gestão de Pessoas, acredito que nosso papel também é contribuir para iniciativas que ultrapassem os muros das nossas instituições e alcancem a comunidade. O Cuidar de Perto representa exatamente isso: transformar conhecimento em cuidado, aproximar pessoas e fortalecer a presença social do Instituto Patris.”
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Governo comparticipa medicamentos para emagrecer, mas impede prescrição por privados
Novos fármacos para a perda rápida de peso vão ser comparticipados pelo Estado, mas ficam reservados a especialistas do SNS. Portaria publicada esta quinta-feira limita ainda a prescrição a endocrinologistas, internistas ou pediatras, e até ao máximo de um ano
Governo comparticipa medicamentos para emagrecer, mas impede prescrição por privados
Novos fármacos para a perda rápida de peso vão ser comparticipados pelo Estado, mas ficam reservados a especialistas do SNS. Portaria publicada esta quinta-feira limita ainda a prescrição a endocrinologistas, internistas ou pediatras, e até ao máximo de um ano
Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada
Os portugueses que necessitam de medicamentos para tratar a obesidade vão poder beneficiar de uma comparticipação do Estado a partir de fevereiro de 2027. Contudo, o apoio não será atribuído a todos os doentes, uma vez que existem requisitos relacionados com o acompanhamento hospitalar, a especialidade do médico responsável pela prescrição e a duração do tratamento.
A nova medida prevê que o Estado suporte 15% do custo dos medicamentos abrangidos, ficando os restantes 85% a cargo dos utentes, de acordo com as regras gerais deste escalão. De acordo com a Portaria n.º 464/2026/1, publicada em Diário da República esta quinta-feira, 22 de outubro, a comparticipação terá uma duração máxima de 12 meses, contados desde a primeira dispensa do medicamento.
Quem pode beneficiar da comparticipação?
O acesso ao apoio está reservado aos doentes acompanhados pelo Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS). Para serem abrangidos, os utentes devem ter um processo clínico ativo no âmbito do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO).
O acompanhamento não pode limitar-se à prescrição de medicamentos. O programa exige uma intervenção que combine aconselhamento nutricional, planeamento de atividade física e apoio psicológico. Assim sendo, a comparticipação fica associada a um plano terapêutico mais abrangente, destinado a acompanhar a evolução clínica de cada pessoa.
Nem todos os médicos podem passar receitas comparticipadas
Outra das condições estabelecidas na portaria diz respeito aos profissionais autorizados a prescrever estes medicamentos ao abrigo do novo regime. Apenas os especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria que integrem o núcleo hospitalar da equipa multidisciplinar da respetiva ULS poderão emitir as prescrições necessárias para aceder à comparticipação.
Isto significa que uma receita emitida por um médico de família, por exemplo, não será suficiente para garantir o apoio previsto neste regime especial. Mesmo quando existe indicação clínica para o tratamento, o doente terá de cumprir os requisitos de acompanhamento hospitalar e de prescrição definidos na legislação.
Comparticipação termina ao fim de 12 meses
O prazo de atribuição do apoio constitui outra das particularidades desta medida. A comparticipação será concedida durante 12 meses a partir da primeira dispensa do medicamento, período que corresponde ao tempo mínimo de intervenção estabelecido no PCIPO para avaliar a eficácia do acompanhamento terapêutico.
No entanto, o benefício não significa que todas as prescrições sejam automaticamente renovadas ao longo desse período. O médico responsável terá de realizar avaliações periódicas para verificar o cumprimento dos objetivos definidos para cada doente. Os resultados dessas avaliações devem ficar registados no respetivo processo clínico eletrónico.
Onde podem ser adquiridos os medicamentos?
A portaria determina que os medicamentos abrangidos pelo novo regime sejam dispensados exclusivamente em farmácias comunitárias. Apesar de a prescrição comparticipada depender de especialistas integrados nas equipas hospitalares, os utentes poderão levantar a medicação nos estabelecimentos farmacêuticos habituais, mediante apresentação de uma receita válida.
A fiscalização e a monitorização da aplicação destas regras ficarão a cargo do Infarmed, autoridade nacional responsável pelos medicamentos. A entidade deverá acompanhar a utilização dos fármacos abrangidos pelo regime, num contexto em que o tratamento da obesidade passou a integrar um programa nacional de acompanhamento clínico estruturado.
Obesidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo
A introdução desta comparticipação surge num contexto de preocupação com a prevalência da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil milhões de pessoas viviam com a doença em 2022, um problema associado a diferentes complicações de saúde e à necessidade de acompanhamento clínico prolongado.
A organização internacional considera a obesidade uma doença crónica que exige uma resposta abrangente, incluindo diferentes formas de tratamento e acompanhamento ao longo da vida. Em Portugal, o novo regime de comparticipação procura integrar os medicamentos nesse modelo de cuidados, embora o financiamento público previsto para cada doente esteja limitado ao período de 12 meses estabelecido na portaria.
Leia também: Alterações no paladar podem estar ligadas à doença renal: os sinais que merecem atenção

Mulher tem falência do fígado ao usar suplemento do Tiktok proibido há 4 anos

Um hotel organizou cinco dias em que ninguém podia ser expulso por soltar gases
Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Check Active na Amazon

Os produtos, segundo a agência, são falsificados e não podem ser distribuídos, importados nem utilizados.
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A resolução foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União.Em nota, a Anvisa informou que a Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto Accu-Chek Active, identificou no mercado tiras reagentes com características divergentes das originais em dois anúncios na Amazon.
“Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês ONLY FOR GOVERNMENT TENDER (destinado exclusivamente a licitações governamentais).”
Confira, a seguir, os produtos proibidos e os respectivos anúncios:
A Agência Brasil tenta contato com a Amazon para ouvir o posicionamento da empresa e mantém este espaço aberto para incluí-lo.
Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária
Elsa da Mota, doente oncológica natural de Vila Verde, angariou 2.772 euros através de uma caminhada solidária que decorreu no passado domingo na freguesia de Vila Verde e Barbudo.
A iniciativa contou com cerca de 500 participantes vestidos de cor-de-rosa e o valor reverteu na íntegra para a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro.





Cada quilómetro do percurso (6 km) foi acompanhado por placas informativas sobre como realizar o autoexame mamário, promovendo a sensibilização e a deteção precoce.

Recentemente diagnosticada com cancro da mama, Elsa da Mota tem usado as redes sociais para sensibilizar os seguidores para a doença, documentando o seu processo de tratamento.
O conteúdo Vila Verde: Doente oncológica angariou mais de 2.700 euros para Liga Portuguesa Contra o Cancro com caminhada solidária aparece primeiro em O MINHO.
Universidade descobre proteína que ajuda a controlar cancro

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
Ney Matogrosso passa por cirurgia e suspende shows por um mês
O cantor Ney Matogrosso anunciou que ficará afastado dos palcos por cerca de um mês após passar por uma cirurgia. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (21), o artista afirmou que o procedimento não foi motivado por um problema grave, mas que a recuperação exigirá tempo.
“Não é nada grave, mas é uma coisa demoradinha, que está começando a consertar, mas ainda não está consertada”, explicou o cantor. Ele não informou qual cirurgia realizou.
Por orientação médica, Ney precisará interromper temporariamente a agenda de apresentações. A pausa afetou o show que faria neste sábado (24), em Tiradentes, Minas Gerais, como atração do festival Planeta Tiradentes.
A apresentação, que estava com os ingressos esgotados, foi transferida para 27 de fevereiro de 2027.
Em comunicado, a organização do evento lamentou a mudança e destacou que a recuperação do artista é a prioridade. A equipe também manifestou o desejo de que Ney se restabeleça o mais rápido possível.
Turnê prevista para 2027
O afastamento ocorre meses antes do início da turnê comemorativa dos 85 anos do cantor. Anunciada em agosto, a série de apresentações recebeu o nome de “85 Anos de Ousadia” e prevê shows em capitais brasileiras ao longo de 2027.
A estreia está programada para janeiro, no Nubank Parque, em São Paulo. O encerramento deve ocorrer em 18 de dezembro, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Até o momento, Ney não divulgou detalhes adicionais sobre a cirurgia. O período de afastamento informado pelo artista é de aproximadamente um mês, conforme a recomendação médica.
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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

Em nota, a Anvisa destacou que o medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais, permitindo a internalização do complexo e a liberação intracelular da monometilauristatina E, resultando em morte celular direcionada.
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Ainda segundo a Anvisa, o câncer de pulmão figura como uma das principais causas de mortalidade pela doença no mundo. O CPCNP representa aproximadamente 85% dos casos, sendo que cerca de 70% correspondem ao subtipo não escamoso, alvo da medicação aprovada.
“Pacientes com doença localmente avançada ou metastática (quando as células do tumor se propagam para outras partes do corpo) apresentam prognóstico desfavorável. Após a quimioterapia e imunoterapia, há uma limitada disponibilidade de terapias”, reforçou a agência.
Câncer de mama
A Anvisa também aprovou o registro do medicamento Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento de câncer de mama metastático e para câncer de mama em estágio inicial.
No caso da doença metastática, o uso é indicado em combinação com trastuzumabe e docetaxel, voltado para pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não operável, que não tenham recebido tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.
Já para pacientes com câncer de mama inicial, a indicação é o uso combinado com trastuzumabe e quimioterapia, para os seguintes casos:
tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial, com elevado risco de recorrência como parte de um esquema terapêutico completo para o câncer de mama inicial.
tratamento adjuvante (após a cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial, com elevado risco de recorrência.
Ashwagandha: Anvisa alerta que suplemento do TikTok não tem registro

Em nota, a Anvisa citou o caso de uma mulher britânica que teve falência do fígado, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após o uso do produto e reforçou que o suplemento não tem registro no Brasil.
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“Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.”
A agência destacou que suplementos alimentares figuram como alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas.
“É terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças.”
Entenda
A Resolução da Diretoria Colegiada nº 243/2018 define que suplementos alimentares devem ser feitos com substâncias autorizadas e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para dar sabor, cor e aroma, entre outras funções.
São produtos para consumo via oral em formas de comprimido, cápsula, pastilha, pó e barra, destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. “Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos”, alertou a Anvisa.
“Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar.”
Riscos
De acordo com a agência, a maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está ligada a produtos irregulares – seja pela presença de substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas nas condições de fabricação.
Os riscos, entretanto, não se restringem a produtos clandestinos. Segundo a Anvisa, itens devidamente legalizados também podem prejudicar a saúde quando consumidos em desacordo com as necessidades do paciente e as instruções de uso.
“Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto.”
HEAL acolhe mães de bebês internados na UTI Neonatal
A internação de um recém-nascido exige mudanças na rotina familiar e pode despertar medo, insegurança e dúvidas. No Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás (HEAL), o projeto Colo que Acolhe oferece às mães um espaço de escuta e troca de experiências, com apoio psicológico e orientações sobre direitos sociais durante o período de hospitalização dos filhos.
O encontro realizado na quarta-feira (21) teve como tema “Entre medos e perdas: acolher as emoções e encontrar forças”. A atividade foi conduzida pela psicóloga Lilihana Pires e pela assistente social Glauciane, que trabalharam sentimentos presentes na rotina das mães que acompanham os bebês na UTI Neonatal.
Uma das propostas foi uma dinâmica com fios de tecido. Ao formar uma teia em conjunto, as participantes representaram as emoções e experiências que compartilham nesse período. A atividade abriu espaço para que elas falassem sobre seus sentimentos e percebessem que outras mães também enfrentam dúvidas e dificuldades semelhantes.
A Psicologia atua no acolhimento dessas emoções e na busca por estratégias para lidar com as incertezas da internação. Já o Serviço Social orienta as famílias sobre direitos socioassistenciais, benefícios e serviços disponíveis.
O trabalho também envolve a articulação com a rede de assistência do município, de acordo com as necessidades de cada família, para favorecer a continuidade do acompanhamento após a alta hospitalar. Para o diretor-geral do HEAL, Nilmar Corrêa, o projeto permite ampliar o olhar sobre as necessidades das famílias durante o tratamento dos recém-nascidos.
“Além dos cuidados com os bebês, precisamos olhar para as mães que acompanham de perto esse processo. O Colo que Acolhe oferece um espaço para que elas compartilhem o que estão vivendo, recebam apoio e tenham acesso a informações importantes sobre seus direitos. Esse cuidado faz diferença na experiência da família durante a internação”, afirma Nilmar.
O projeto integra o atendimento multiprofissional do HEAL e busca dar suporte às mães durante a permanência dos filhos na unidade neonatal, considerando tanto as necessidades emocionais quanto as questões sociais que podem surgir nesse período
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Estado vai comparticipar 15% dos medicamentos para obesidade em doentes acompanhados

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo uma portaria publicada esta quinta-feira.
De acordo com a portaria que define o regime especial de disponibilização pública para medicamentos destinados ao tratamento da obesidade, para terem direito à comparticipação destes fármacos, os utentes têm de ser seguidos no Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade (EMO) da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS), integrados num modelo de abordagem multidisciplinar que inclua planeamento de atividade física e intervenção nutricional e psicológica.
Os utentes devem ter processo clínico ativo de acordo com o Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO), definido no ano passado, uma das medidas centrais do Programa Nacional de Prevenção e Gestão da Obesidade (PNPGO), coordenado pela DGS.
Segundo a portaria, os medicamentos em causa, para beneficiarem da comparticipação (escalão D), devem ser prescritos por médicos especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria, que integrem o Núcleo de Cuidados Hospitalares da EMO da respetiva ULS.
O diploma só “entra em vigor e produz efeitos 120 dias após a sua publicação”, ou seja em fevereiro do próximo ano.
Hospitais privados criticam medida “absolutamente discriminatória”
Em reação, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, já veio classificar de “absolutamente discriminatória” esta portaria sobre a comparticipação de medicamentos para obesidade, “dado que nem todos os cidadãos são tratados da mesma forma e muitos ficarão impedidos de aceder aos medicamentos”.
O líder associativo reconheceu que a portaria tem a “virtude” de, pela primeira vez, comparticipar estes medicamentos, mas “falha quando concentra em alguns hospitais do SNS a sua prescrição, o que aumentará enormemente listas de espera e desperdiça a capacidade instalada do sistema neste diagnóstico”.
Falando durante os Encontros Clínicos da APHP, precisamente com o tema da obesidade, Óscar Gaspar apelou ao Governo para que corrija os termos da portaria “em prol da equidade e não discriminação de doentes”, segundo um comunicado partilhado pela organização.
(Notícia atualizada às 15h45 com reação da APHP)