Ataque russo atinge central termoelétrica ucraniana

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O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (22) que as futuras negociações para a resolução da guerra na Ucrânia deveriam se concentrar em garantias de segurança para ambos os países e em um quadro geral de segurança em toda a Europa.
Putin, entrevistado pela televisão russa um dia após se reunir com o enviado presidencial dos EUA, Steve Witkoff, confirmou que a Rússia está pronta para retomar as negociações com a Ucrânia, mediadas pelos EUA, no próximo mês.
Ele reafirmou a política de longa data do Kremlin de que a Rússia nunca quis iniciar uma guerra, mas enfrentou reações hostis da Ucrânia em questões-chave que preocupam Moscou.
As negociações sobre diversos assuntos poderiam levar a um resultado positivo, disse ele, mas a Rússia continuava empenhada em uma solução que pusesse fim ao conflito, em vez de um cessar-fogo de curta duração.
“O objetivo dessas negociações será garantir a segurança da Ucrânia e da Rússia após a conclusão de acordos de paz, em sua forma definitiva, e não como resultado de um cessar-fogo temporário por um curto período de tempo. Estamos prontos para retomar esses contatos a fim de alcançar esse objetivo”, disse Putin.
O presidente russo disse que Witkoff também enfatizou que as discussões deveriam se estender à “arquitetura da segurança europeia como um todo. E eu concordo com isso também. Bem, vamos ver como as coisas se desenvolvem nos próximos dias.”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que se reuniu com Witkoff na Noruega na terça-feira (20), disse que a Ucrânia está pronta para negociações que provavelmente ocorrerão no início do próximo mês. A Ucrânia, afirmou ele, apoia “quaisquer propostas de cessar-fogo, fim da guerra, cessar-fogo energético, bem como iniciativas humanitárias”.
Os esforços liderados pelos Estados Unidos para promover as negociações estagnaram em fevereiro com o início do conflito dos EUA e Israel com o Irã.
Muitas das questões relacionadas à guerra na Ucrânia se concentram no território, com a Rússia exigindo que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país. Kiev rejeita qualquer ideia de abrir mão dos territórios que atualmente controla.
Em seus comentários, Putin disse que qualquer discussão sobre territórios no leste da Ucrânia teria de levar em consideração o que, segundo ele, é o fato de que a região é “historicamente terra russa”.
E os moradores da região, disse ele, votaram a favor de fazer parte da Rússia em referendos realizados sete meses após Moscou ter iniciado sua invasão.
“Em primeiro lugar, minha posição sobre esse assunto é que esse não é o território deles. É o território da Rússia histórica”, afirmou ele.

"Não quero entrar em detalhes", afirmou Trump quando questionado pela imprensa, na Casa Branca, sobre o alegado telefonema feito a Musk. O Presidente dos EUA limitou-se a dizer que a sua relação com o empresário do setor tecnológico "é muito boa".

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres nesta quinta-feira (22) que Elon Musk restabeleceu o acesso da Ucrânia a uma versão de uso militar do sistema Starlink, mas evitou comentar quando questionado se havia conversado com o bilionário sobre o assunto.
“Se fui eu quem ligou ou se foi outra pessoa, não faz diferença”, disse ele a repórteres na Casa Branca.
“O que importa, no fim das contas, é que ele restabeleceu o serviço”, acrescentou.
“Não quero comentar nem de um jeito nem de outro, mas meu relacionamento com Elon é muito bom”, concluiu.
A afirmação acontece horas após ele ligar para Musk pedindo para suspender as restrições ao uso do sistema. A informação foi divulgada inicialmente pelo The Wall Street Journal.
O sistema Starlink estava funcionando de maneira mais estável nesta quinta-feira, pouco depois da conversa entre Trump e Musk, segundo autoridades americanas e ucranianas citadas pelo jornal.
Algumas autoridades ucranianas disseram ao jornal que o sistema não foi restabelecido por completo, mas estava operando em velocidades mais altas do que sob o limite imposto.
O presidente Volodymyr Zelensky disse mais cedo, nesta quinta-feira, que a velocidade do Starlink não havia sido restabelecida para a Ucrânia, acrescentando que esperava conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nos próximos dias.
Trump disse a Musk que estava frustrado porque as velocidades do sistema continuavam limitadas, segundo o WSJ, citando autoridades.
Rubio disse na quarta-feira que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabiam à empresa controladora, a SpaceX, e ao seu presidente-executivo, Musk, e não à Casa Branca.
A Ucrânia usa o Starlink para comunicações no campo de batalha e para operações com drones.
A restrição ao serviço de satélite prejudicou as missões de drones de ataque e de defesa aérea do país contra a Rússia.




O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para Elon Musk e pediu para ele suspender as restrições ao uso do Starlink pela Ucrânia, informou o WSJ (Wall Street Journal) nesta quinta-feira (22), citando autoridades americanas.
O sistema Starlink estava funcionando de maneira mais estável nesta quinta-feira, pouco depois da conversa entre Trump e Musk, segundo autoridades americanas e ucranianas citadas pelo jornal.
Algumas autoridades ucranianas disseram ao jornal que o sistema não foi restabelecido por completo, mas estava operando em velocidades mais altas do que sob o limite imposto.
O presidente Volodymyr Zelensky disse mais cedo, nesta quinta-feira, que a velocidade do Starlink não havia sido restabelecida para a Ucrânia, acrescentando que esperava conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nos próximos dias.
Trump disse a Musk que estava frustrado porque as velocidades do sistema continuavam limitadas, segundo o WSJ, citando autoridades.
Rubio disse na quarta-feira que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabiam à empresa controladora, a SpaceX, e ao seu presidente-executivo, Musk, e não à Casa Branca.
A Ucrânia usa o Starlink para comunicações no campo de batalha e para operações com drones.
A restrição ao serviço de satélite prejudicou as missões de drones de ataque e de defesa aérea do país contra a Rússia.
Catástrofe demográfica: Ucrânia está virando nação de viúvas e órfãos


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Fue a las cuatro de la madrugada del viernes pasado. Varios drones alcanzaron al Wine Trader, un buque cisterna que transportaba productos químicos y navegaba por el mar Negro a unos 25 kilómetros de la localidad rumana de Sulina, en la desembocadura del Danubio y a un paso de la frontera con Ucrania. Las explosiones provocaron un incendio y dañaron gravemente la embarcación. Cinco marineros pudieron ser rescatados, pero otros siete permanecen desaparecidos. “Los que tenían sus camarotes en los niveles superiores tuvieron tiempo de salvarse”, explican desde el Sindicato Libre de Navegantes de Rumania. Los desaparecidos, en cambio, probablemente quedaron atrapados bajo la estructura metálica de la embarcación. Esta ofensiva culminó una escalada de incidentes que ha golpeado en apenas diez días a siete mercantes frente a las costas de Rumania y Bulgaria.
© ROMANIAN INTERIOR MINISTRY (via REUTERS)
Vadim Y., ciudadano ucranio residente en Alemania, ha sido arrestado este jueves bajo sospecha de espiar para Rusia. El detenido está siendo investigado por, presuntamente, haber facilitado información a los servicios secretos del Kremlin sobre una base militar alemana y sobre infraestructuras de la OTAN.
© Fabian Bimmer (REUTERS)
Após uma ruptura amarga com Donald Trump ter deixado muitos na Ucrânia temendo que o presidente dos EUA tivesse se alinhado novamente à Rússia, o presidente Volodymyr Zelensky abordou a disputa de frente: não há nada de pessoal entre mim e Trump, disse ele à CNN, mas se aproximar de Vladimir Putin só iria “torná-lo mais forte”.
Os laços entre os EUA e a Ucrânia se deterioraram gravemente nas últimas semanas.
Zelensky disse que Trump estava “do lado errado da história” após ele anunciar um acordo para comprar combustível russo, desfazendo os esforços internacionais para isolar a Rússia. Trump então suspendeu algumas sanções contra a Rússia, gerando críticas até mesmo de seu próprio partido. As forças da Ucrânia viram seu acesso ao serviço Starlink, administrado por Elon Musk, ser restringido.
Falando à CNN a partir de Kyiv na quinta-feira, Zelensky adotou um tom conciliatório, dizendo que as tensões “não eram sobre personalidades” — mas advertiu que Putin não tinha intenção de parar a guerra.
“Minha atitude em relação a Putin é muito clara. Acho que se levantarmos as sanções, vamos torná-lo mais forte. Não é algo pessoal entre mim e o presidente Trump, e é claro que sou contra qualquer levantamento de sanções.”
Zelensky falou à CNN em meio a uma renovada pressão diplomática dos enviados de Trump para encontrar uma resolução para o conflito de quatro anos e meio.
Na quarta-feira, o enviado especial dos EUA Steve Witkoff passou três horas conversando com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo, descrevendo-o de forma controversa como um “humanitário” por sua decisão de libertar o prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Witkoff havia se reunido com Zelensky na Noruega um dia antes.
Trump insistiu na quarta-feira que apertar as sanções contra a Rússia teria significado que Hubbard permaneceria preso. “Você poderia se esquecer dele, nunca o veria de novo, ele voltaria para a prisão por 25 anos”, disse ele em resposta a uma pergunta da jornalista da CNN Kaitlin Collins.
Ele acrescentou que sanções mais rígidas colocariam em risco as chances de um acordo sobre a Ucrânia: “Quando você está perto de um acordo e tem negociações delicadas, você não impõe sanções.”
Zelensky disse que sua reunião na capital norueguesa Oslo foi produtiva, mas que não estava convencido do compromisso de Putin com a paz. Após a visita de Witkoff, Putin concordou com conversações em novembro, sem fornecer muitos detalhes concretos.
“Putin está jogando, sabe, ele é um jogador”, disse Zelensky.
“É uma pena porque ele joga com a vida de outras pessoas, e claro que ele não quer (parar a guerra). Então o que queremos de nossos parceiros (é) não dar a ele a possibilidade de ficar mais forte e nos destruir.”
Trump disse na quarta-feira que seu governo está “mais próximo do que nunca” de resolver a guerra na Ucrânia — apenas para a Rússia lançar centenas de drones e mísseis balísticos contra seu vizinho durante a noite.
Até agora, Putin também manteve suas exigências maximalistas em relação à Ucrânia — incluindo território. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quarta-feira que “a disputa agora está realmente concentrada no que acontece com o restante do Donbas”, a região leste da Ucrânia que está majoritariamente sob controle russo. Ele disse que “surgiram algumas ideias criativas sobre como resolver essa diferença.”
Em entrevista à CNN, Zelensky aludiu à possibilidade de congelar as atuais linhas de frente para “cessar-fogo, parar com as mortes, sentar e conversar.” No entanto, ele deixou claro que a ideia de a Ucrânia ceder seu território à Rússia é inaceitável.
“Nossa terra é muito importante porque é sobre pessoas. Não é sobre quilômetros”, disse ele. “Muitas pessoas morreram defendendo esta terra, defendendo nossa independência, nosso país.”
“Ninguém vai reconhecer esses territórios, que estão temporariamente ocupados, como territórios russos, e acho que a Rússia entende isso. É uma pena se alguém não entende, mas isso é problema deles”, acrescentou o presidente ucraniano.
Houve alguns sinais de distensão após Kiev acusar os EUA de limitar o compartilhamento de inteligência sobre mísseis russos em aproximação, de retardar os serviços vitais do Starlink e de atrasar o fornecimento de armas.
Zelensky disse no início desta semana que o compartilhamento de inteligência foi restabelecido, mas afirmou à CNN que o Starshield, o serviço militar da SpaceX, ainda não foi totalmente restaurado.
Mas a escassez crítica de mísseis interceptores da Ucrânia significa que, mesmo que suas forças militares recebam agora um alerta sobre um míssil balístico russo se aproximando, não há nada para abatê-lo.
Zelensky também disse à CNN na quinta-feira que, embora os aliados europeus da Ucrânia tenham fornecido alguns mísseis de defesa aérea ao país, “não é suficiente para nos defendermos”.
A Ucrânia, disse Zelensky, precisa agora principalmente de duas coisas de seus aliados: “Não levantar as sanções contra Putin… (e) nos dar mísseis melhores”.
Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

Um cidadão ucraniano foi preso no estado alemão de Brandemburgo sob suspeita de espionagem para a Rússia, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (22) pela Procuradoria-Geral Federal da Alemanha.
Identificado pelas autoridades como Vadym Y., o suspeito mantinha contato com um serviço secreto russo por meio de um intermediário desde, pelo menos, julho de 2025, afirmaram os procuradores.
Segundo o comunicado, ele coletava informações militares, incluindo dados sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos, além de informações sobre pessoal e instalações militares em locais destinados a proteger o flanco oriental da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Embora parte das informações estivesse disponível publicamente, outros detalhes teriam sido solicitados a pessoas que trabalham no setor de defesa europeu, segundo os procuradores.
De acordo com o comunicado, o acusado comparecerá nesta sexta-feira (23) a um juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe comunicará o mandado de prisão e decidirá sobre a decretação da prisão preventiva.
O chanceler alemão Friedrich Merz disse que a prisão não o surpreendeu e alertou que haverá mais casos semelhantes no futuro.
“A Alemanha é alvo de intensa atividade de espionagem; nesse sentido, o fato de este caso ter sido descoberto hoje é um sucesso”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Montenegro.
“No entanto, não nos iludamos: as atividades dos serviços de inteligência russos na Alemanha permanecem em um nível consistentemente alto.”
O que é Oreshnik, míssil hipersônico utilizado em grande ataque contra Kiev?