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Portugal mira 50 milhões de turistas em 2035

Estratégia Turismo 2035 pretende também "corrigir as assimetrias regionais" e gerar "maior desenvolvimento, maior crescimento, maior riqueza e a distribuição dessa riqueza" no território português.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Congresso da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) decorre esta quinta-feira e sexta-feira no Centro de Congressos de Lagoa, subordinado ao tema central "A arte do conhecimento: onde a intuição encontra o algoritmo"
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Vai viajar? Veja quais destinos despertam o interesse dos brasileiros

De acordo com Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre janeiro e agosto de 2026 foram contabilizados 88,6 milhões de passageiros, crescimento de 4,7% na comparação anual. Os dados foram produzidos com base no mercado doméstico e internacional.As viagens internacionais têm ganhado mais espaço, mas o preço continua sendo um dos pontos que pesam nessa escolha. Os voos internacionais registraram 20,6 milhões de passageiros no Brasil, alta de 7,6% em comparação com o mesmo período de 2025.Estes resultados indicam expansão da movimentação aérea, mas não significa, por si só, que todos os brasileiros estejam viajando mais ou ampliando os gastos com turismo.Na hora de definir o roteiro, fatores como passagens, hospedagem, alimentação, transporte e tempo disponível ajudam a determinar a escolha. Enquanto praias e destinos de natureza seguem entre as preferências nacionais, cidades urbanas, regiões de serra e viagens internacionais também disputam a atenção dos turistas.Quais destinos estão entre os mais procurados pelos brasileiros?O Nordeste continua em evidência quando o assunto é turismo nacional. Uma pesquisa divulgada em setembro de 2025 pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, apontou os destinos que mais despertam o interesse dos brasileiros; veja:Fernando de Noronha (PE);Porto de Galinhas (PE);Lençóis Maranhenses (MA);Salvador (BA);Maragogi (AL).Nas viagens voltadas à cultura, à gastronomia e ao entretenimento São Paulo, Rio de Janeiro, Gramado, Campos do Jordão e Fortaleza estiveram entre os destinos nacionais mais pesquisados na Booking.com, principalmente nas férias de julho.O levantamento considerou buscas por hospedagem feitas entre 1º de maio e 16 de junho de 2026. Os resultados refletem o interesse dos usuários da plataforma e ajudam a identificar tendências.Por que as viagens para o exterior ficaram mais atraentes?A movimentação de passageiros em voos internacionais cresceu mais do que a registrada no conjunto do transporte aéreo brasileiro. O avanço de 7,6% nos oito primeiros meses de 2026, segundo a Anac, mostra o aumento do fluxo nos aeroportos em conexões com outros países.O indicador, porém, inclui passageiros em voos internacionais e não corresponde exclusivamente ao número de brasileiros que viajaram para o exterior. Ainda assim, oferece uma dimensão da atividade aérea internacional ligada ao país.Na escolha de uma viagem fora do Brasil, o custo total costuma ser mais importante do que o valor da passagem isoladamente. Despesas com hospedagem, alimentação, transporte local, atrações turísticas e variações cambiais podem alterar consideravelmente o orçamento.Países da América do Sul aparecem como alternativas para quem busca uma experiência internacional com deslocamentos relativamente curtos. Como economizar sem abrir mão de viajar?O orçamento tem influenciado a maneira como os turistas organizam as férias. Uma pesquisa divulgada pelo portal Melhores Destinos em setembro de 2026 identificou estratégias como:Aproveitar promoções;Utilizar milhas;Escolher locais mais econômicos;Reduzir o número de dias fora de casa.O levantamento ouviu 500 adultos conectados à internet, de todas as regiões brasileiras.  Outra possibilidade para diminuir os gastos é viajar durante a baixa temporada. Fora das férias escolares e dos feriados mais concorridos, o turista pode encontrar tarifas aéreas e diárias de hospedagem mais acessíveis, a depender da procura e das características do destino.A organização também envolve:Comparar datas;Acompanhar os preços das passagens;Avaliar a localização da hospedagem;Calcular as despesas previstas durante a estadia. Essas decisões ajudam a dimensionar o custo real da viagem antes da contratação dos serviços.

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AHRESP quer linha de microcrédito e criar fundo mutualista de 50 milhões de euros

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By: Lusa

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) quer reduzir as fragilidades do setor da restauração com uma estratégia a 10 anos que prevê a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros.

“Entendemos que era a altura certa de gizar um plano estratégico para uma década. Não é para fazer num ano, é para fazer numa década, para diminuir as fragilidades” do setor da restauração, disse à Lusa Carlos Moura, presidente da AHRESP, à margem do congresso que a associação está a promover em Lagoa, no distrito de Faro, até sexta-feira.

O objetivo é chamar a atenção do Estado e dos seus decisores a nível central e local, para que, “quando se legisla, se leve em linha de conta” um setor que “impacta economicamente, fiscalmente, socialmente e territorialmente“, frisou o dirigente empresarial, que apresentou a estratégia aos congressistas presentes.

Segundo Carlos Moura, a estratégia parte dos números “muito expressivos” demonstrados pelo Estudo de Impacto Económico do Setor da Restauração, elaborado pela EY-Parthenon, que foi apresentado pela AHRESP no início de outubro.

O setor da restauração gerou, em 2025, 23,4 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto (7,6% do PIB) e 523 mil postos de trabalho (9,7% do emprego nacional), segundo o estudo. Em 2025, o setor representou também 11,7 mil milhões de euros em remunerações (7,9% do total nacional) e 6,45 mil milhões de euros de receita fiscal e contributiva (5,9% do total).

Sobre as fragilidades, os autores do estudo apontaram que 91% das empresas são microempresas, que geram apenas 39% do volume de negócios e que a margem líquida das sociedades é de apenas 3,0%, face a 8,2% na economia, e chegou a ser negativa em 2020.

Entre os cinco planos de ação propostos pela AHRESP, consta a criação de um cadastro nacional com dados estatísticos trimestrais oficiais sobre o setor, desagregados por concelho, distrito e região, “que hoje não existem”, para “conhecer melhor” a realidade das empresas, sustentou Carlos Moura.

A associação empresarial quer desenvolver um índice de sustentabilidade e competitividade, baseado em seis dimensões, que permita “acionar automaticamente mecanismos de apoio público” quando “descer abaixo de 60 pontos”, numa escala de 100, destacou o dirigente, evitando assim “ir a correr pedir ao Governo umas migalhas” sempre que há efeitos negativos do mau tempo.

A AHRESP pretende também avançar para a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros, “para socorrer às crises” dos seus associados, e quer uma linha de microcrédito, através do Banco Português de Fomento e do Turismo de Portugal, para suprimir as dificuldades no acesso à banca, defendeu à Lusa o responsável.

Criar percursos profissionais com formação e certificação, inscritos no Catálogo Nacional de Qualificações, para tornar as carreiras na restauração “mais atrativas“, e a promoção da gastronomia portuguesa, com o reforço da marca “Tasca”, criada em articulação com o Turismo de Portugal, são outros dos cinco eixos, adiantou o presidente da AHRESP.

Até 2035, no setor da restauração, a associação quer diminuir os encerramentos por insolvência em 40%, chegar aos 50 mil trabalhadores com carreiras ‘smart’ [inteligentes] e ter 75% dos estabelecimentos com gestão digitalizada, segundo as metas divulgadas hoje.

Ao cabo da próxima década, a AHRESP espera ter uma restauração “mais forte”, com “uma margem de lucro superior” e com “capacidade de gerir consigo própria as crises” que afetam o setor, resumiu Carlos Moura.

O Congresso da AHRESP decorre hoje e sexta-feira no Centro de Congressos de Lagoa, subordinado ao tema central “A arte do conhecimento: onde a intuição encontra o algoritmo”.

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“Los lugares turísticos no pueden expulsar a quienes necesitan para seguir funcionando”, escribe una lectora

Un destino turístico no se construye únicamente con paisajes, hoteles y visitantes. También necesita a las personas que lo gestionan, limpian las habitaciones y atienden los restaurantes. La falta de vivienda asequible para los trabajadores del Pirineo revela una contradicción: los lugares que generan riqueza gracias al turismo pueden acabar expulsando a quienes necesitan para seguir funcionando. No tiene sentido celebrar el éxito de una temporada si quienes la ponen en marcha deben compartir habitación o renunciar a vivir donde trabajan. Los balances analizan cuántos visitantes llegan y cuánto dinero dejan, pero hace falta preguntarse: ¿Qué condiciones de vida tienen quienes sostienen esa actividad? No se trata de enfrentar a residentes y visitantes, sino de entender que el turismo depende de las personas que lo hacen posible.

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© Clara Margais (Getty Images)

Un trabajador limpia el balcón de un hotel en Palma de Mallorca, en 2020.
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NY vota pelo fim de carruagens com cavalos nesta quinta (22)

A Câmara Municipal de Nova York vota, nesta quinta-feira (22), um projeto de lei que proíbe a circulação de carruagens puxadas por cavalos no Central Park e em seus arredores.

Se aprovada, a medida entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2028, encerrando uma tradição que remonta a 1858, quando o parque foi construído já com percursos destinados à passagem dos cavalos e das charretes.

O projeto conta com o apoio de diversos vereadores e do prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que declarou no início do mês que “a indústria das charretes está chegando ao fim”. Não é a primeira vez que a questão é levada à votação: já houve outras tentativas anteriores de encerrar essa atividade, mas nenhuma delas obteve força suficiente para avançar.

Ícone turístico em debate

As charretes tornaram-se um dos ícones turísticos de Nova York ao longo das décadas. Por volta de 1940 e 1950, a cidade passou a limitar as licenças para a operação dessas carruagens, tornando-as restritas a poucos proprietários.

Com o tempo, essas licenças se valorizaram consideravelmente, sendo transmitidas de geração em geração e chegando a custar milhões de dólares.

A correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yasbek, explicou que o debate divide opiniões. “Algumas pessoas são a favor dessa proibição, dizem que hoje existem outras formas de turismo que não dependem da exploração de animais”, relatou.

Por outro lado, defensores das charretes argumentam que elas fazem parte da paisagem histórica do Central Park e estavam presentes no local antes de qualquer geração atual.

Incidentes em junho impulsionam o projeto

O tema ganhou forte repercussão em junho, após dois episódios que chocaram a cidade. No primeiro, um turista indiano de 18 anos morreu depois que um cocheiro deixou a carruagem para fotografar sua família e o cavalo disparou, causando um acidente fatal.

No segundo episódio, também em junho, um cavalo morreu após ingerir uma planta tóxica no Central Park. O cocheiro foi inicialmente acusado de maus-tratos, mas posteriormente alegou que a administração do parque não havia informado sobre a presença de arbustos com plantas tóxicas na área.

Caso o projeto seja aprovado pelos vereadores, está previsto um período de transição para que o setor encerre suas atividades de forma gradual. A prefeitura também deve oferecer algum tipo de auxílio financeiro às pessoas que trabalham com essa atividade na cidade.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Governo admite discutir descida do IVA da restauração e aponta IRC de 17% em 2029

O Governo admite discutir a redução do IVA da restauração durante a atual legislatura, com horizonte previsto até 2029. Esta possibilidade foi avançada pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado. “A ideia de podermos discutir o IVA intermédio não é uma ideia que afaste a capacidade de agir. Pelo contrário, acho que é uma discussão que podemos e devemos ter”, afirmou durante o congresso da Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre na cidade de Lagoa, no Algarve esta quinta e sexta-feira.

O governante considera que existe margem para avaliar medidas fiscais de apoio a um setor que tem sido marcado pela pressão dos custos, pelas dificuldades de recrutamento e pela reduzida capacidade financeira de muitas micro e pequenas empresas.

“São microempresas, pequenas empresas, muitas vezes com uma estrutura muito reduzida. Isso significa que têm uma capacidade limitada para acomodar oscilações do consumo e aumentos dos custos”, referiu.

Ainda assim, Pedro Machado sublinhou que o financiamento, por si só, não resolve os problemas estruturais do setor. “Precisamos de criar condições não apenas para o acesso ao crédito e ao financiamento, mas também para a capacitação”, disse, apontando a digitalização, a formação em gestão e o reforço das competências empresariais como áreas prioritárias.

Pedro Machado realçou que a decisão depende da articulação com as restantes áreas governativas, em particular as Finanças, mas considerou que “os estudos sobre o peso económico da restauração podem contribuir para fundamentar a discussão”.

O secretário de Estado do Turismo destacou também a trajetória prevista de redução do IRC, cuja taxa, acredita, deverá atingir os 17% em 2029. “O objetivo é libertar recursos para o investimento e permitir às empresas reforçar a capacidade de crescimento”, salientou.

Orçamento reforça financiamento das entidades regionais

No plano orçamental, Pedro Machado destacou o reforço dos recursos destinados às entidades regionais do turismo, cujo financiamento conjunto deverá aproximar-se dos 30 milhões de euros, face aos 16,4 milhões de euros que têm servido de referência habitual.

O reforço das entidades regionais pretende aumentar a capacidade de promoção dos destinos e aprofundar a articulação entre as regiões e a marca Portugal. “A estratégia passa por consolidar os mercados tradicionais, como o Reino Unido, França, Alemanha e Espanha, mas também por reforçar a presença nos Estados Unidos e na Ásia e desenvolver mercados como o México e a Austrália”, referiu.

Estratégia ‘Turismo 2035’ aponta para 53 mil milhões em receitas

Pedro Machado adiantou também que o ‘Turismo 2035’ está aprovada e aguarda apresentação pública. O documento deverá estabelecer as prioridades para a próxima década, com enfoque na criação de valor, no desenvolvimento regional e na distribuição dos benefícios económicos do turismo.

O secretário de Estado apontou para um cenário de cerca de 50 milhões de turistas internacionais e receitas superiores a 53 mil milhões de euros em 2035. “A estratégia tem uma grande ambição: continuarmos a crescer, mas crescendo em valor acrescentado”, salientou, acrescentando que esta meta implica o reforço da capacidade do turismo gerar riqueza para as empresas e comunidades, “sem descurar a sustentabilidade dos destinos e a qualidade de vida das populações”.

Licenciamento turístico deverá entrar em discussão pública

Outra das prioridades do Executivo passa simplificação administrativa dos empreendimentos turísticos. Pedro Machado adiantou que “o processo deverá entrar em discussão pública ainda em 2026, depois da articulação governamental”.

Entre os aspetos que necessitam de revisão estão os critérios de classificação hoteleira que considera “desatualizados”, como a exigência de equipamentos que já não correspondem às necessidades atuais dos hóspedes.

O governante afirmou ainda que “a revisão da legislação aplicável ao setor turístico está a ser desenvolvida com contributos das entidades regionais, procurando aproximar as políticas públicas da realidade das empresas”.

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Alentejo recebe prova de acesso ao Mundial de gravel de 2027

Organizada pela empresa Cabreira Solutions, com os apoios da Câmara de Ourique, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a segunda edição prova combina o BTT com ciclismo de estrada.

© THOMAS SAMSON

"É um evento de turismo ativo, que mostra o que o Alentejo tem de incrível", destacou o organizador
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Mirar al cielo, Albacete primer destino mundial Starlight

Madrid, 22 oct (Prensa Latina) Mirar al cielo, el mayor atractivo en boga del astroturismo, ofrece hoy un valor agregado a Albacete, España, primera provincia del mundo con todas sus comarcas certificadas como Destino Starlight.

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Dois restaurantes brasileiros entram em ranking dos melhores do mundo; veja quais

Dois restaurantes brasileiros conquistaram espaço entre os melhores endereços gastronômicos do planeta. O Nelita e o Evvai, ambos de São Paulo, foram incluídos na lista ampliada do The World's 50 Best Restaurants 2026, divulgada nesta quarta-feira, 21, que apresenta os estabelecimentos classificados entre a 51ª e a 100ª posição.O anúncio funciona como uma prévia da premiação internacional, que revelará os 50 primeiros colocados em 4 de novembro, durante uma cerimônia em Lima, no Peru.O melhor desempenho brasileiro nesta etapa ficou com o Nelita, que apareceu pela primeira vez no ranking mundial e já alcançou a 54ª colocação. O restaurante é comandado pela chef Tássia Magalhães, reconhecida como a Melhor Chef da América Latina em 2025.O Evvai, liderado pelo chef Luiz Filipe Souza, também garantiu presença na seleção, ocupando o 68º lugar.Conheça os restaurantes brasileirosNelita — 54º lugarLocalizado em Pinheiros, o restaurante aposta em uma culinária contemporânea com influência italiana. As massas produzidas artesanalmente dividem espaço com ingredientes nacionais em criações assinadas por Tássia Magalhães. A equipe é formada, em sua maioria, por mulheres.Evvai — 68º lugarTambém situado em Pinheiros, o Evvai desenvolve uma proposta gastronômica que une tradições italianas e brasileiras. Batizado pelo chef Luiz Filipe Souza de cozinha oriundi, o conceito aparece em menus degustação que exploram técnicas modernas e ingredientes de diferentes regiões do Brasil.América do Sul também aparece na seleçãoAlém dos representantes brasileiros, o continente sul-americano garantiu outra posição com o Mil, restaurante situado em Cusco, no Peru, que ficou em 95º lugar.Ligado ao chef Virgilio Martínez, o estabelecimento desenvolve uma experiência gastronômica inspirada na biodiversidade dos Andes, valorizando produtos regionais e a relação com as comunidades locais.A edição de 2026 reúne, na faixa entre a 51ª e a 100ª colocação, restaurantes de 36 cidades e 25 territórios, espalhados por seis continentes.A Europa lidera em quantidade de estabelecimentos, com 20 representantes, seguida pela Ásia, com 17.Entre os estreantes, o melhor colocado foi o Ling Long, de Xangai, na China, que chegou à 53ª posição. A relação também inclui restaurantes de prestígio internacional, como o Frantzén, da Suécia, o Hiša Franko, da Eslovênia, e o Arpège, da França. Como são escolhidos os melhores restaurantes do mundo?A classificação é definida por uma academia internacional composta por mais de 1.100 profissionais ligados à gastronomia, incluindo chefs, jornalistas especializados e especialistas do setor.Os participantes estão distribuídos em 28 regiões do mundo, com representação equilibrada entre homens e mulheres. A organização informa que renova pelo menos um quarto dos integrantes a cada ano.O processo de votação passa por verificação independente da consultoria Deloitte.Os restaurantes que ocupam as 50 primeiras posições serão anunciados em 4 de novembro, no Teatro Municipal de Lima. A cerimônia poderá ser acompanhada pelo canal oficial da premiação no YouTube, a partir das 22h, pelo horário de Brasília.Confira os dez primeiros restaurantes da lista51º - Uliassi – Senigallia, Itália52º - La Cime – Osaka, Japão53º - Ling Long – Xangai, China54º - Nelita – São Paulo, Brasil55º - Alcalde – Guadalajara, México56º - Sazenka – Tóquio, Japão57º - Koan – Copenhague, Dinamarca58º - Frantzén – Estocolmo, Suécia59º - Narisawa – Tóquio, Japão60º - Hiša Franko – Kobarid, Eslovênia

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Destino na Bahia proíbe carros e tem piscinas que surgem na maré baixa

A Ilha de Boipeba, no sul da Bahia, está entre as principais destinos do estado. O local encanta pelas paisagens preservadas, pela ausência de carros e pelas piscinas naturais que surgem duas vezes ao dia, durante a maré baixa. O destino oferece praias quase desertas e tranquilas, cujo acesso ideal depende rigorosamente da tábua de marés e das fases lunares. Toda a área está integrada a uma Área de Proteção Ambiental, garantindo a sustentabilidade e a economia das comunidades locais. Com um clima predominantemente quente o ano inteiro, o destino convida os viajantes a explorarem um roteiro sem pressa, guiados unicamente pelo ritmo da natureza. Boipeba permite a entrada de carros?Preservada pela natureza, uma das peculiaridades de Boipeba é a ausência completa de carros de passeio em suas vias de areia.Os turistas só conseguem acessar à ilha por barcos que partem de pontos do continente como Valença, Graciosa ou Torrinhas. Já para o deslocamento entre as vilas e praias, utiliza-se a caminhada, os quadriciclos ou o trator, que atua como transporte coletivo ligando a vila de Velha Boipeba até a praia de Moreré.Quando as piscinas naturais aparecem?Na Ilha de Boipeba, a maré baixa transforma o cenário duas vezes ao dia, revelando recifes de coral, bancos de areia e piscinas de águas mornas e transparentes. Essas piscinas surgem quando a água recua e a barreira de corais represas o mar em lagoas rasas.Para os turistas que vão ao destino para conhecer as piscinas naturais, os momentos mais propícios para o observar o fenômeno acontecem durante as fases de lua nova e lua cheia, período em que a variação da maré é maior e expõe piscinas mais extensas. 1 de 3 | Foto: Divulgação 2 de 3 Boipeba Na foto: porto de Boipeba Foto: Fernando Amorim / Divulgação Data: 15/03/2023 | Foto: Divulgação 3 de 3 CADERNO 2+ TURISMO Na foto: Ilha de Boipeba Foto: Elton Andrade / Diivulgação | Foto: Divulgação As piscinas mais famosas de Boipeba estão localizadas nas praias de Moreré, Ipanema, Bainema e na foz do Rio Catu.Quais são as praias mais tranquilas de Boipeba?Para quem procura silêncio e contato com a natureza, as praias situadas ao sul da ilha são as mais isoladas. Entre elas está a Praia de Bainema, que destaca-se por receber menos visitantes do que Moreré e por possuir recifes que represam piscinas mornas durante a maré baixa.Outro refúgio de grande sossego é a Ponta dos Castelhanos e a vizinha Praia das Amendoeiras, um trecho praticamente deserto no encontro do Rio Catu com o mar.O que fazer em Boipeba?Em Boipeba, os horários das atividades são definidos pela tábua de marés. Entre atrações como passeios de lancha por recifes, rios e outras experiências, sendo elas: Passeio de lancha: sai da Boca da Barra e para nas piscinas de Moreré, em Castelhanos e na Coroa Grande, sempre ajustada à maré.Caminhada até Cueira: parte de Velha Boipeba pela areia, passando por Tassimirim, entre coqueiros e mar quase sem ondas.Piscinas de Bainema: alternativa mais vazia a Moreré, com recifes que seguram água morna na maré baixa.

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Resort baiano é o único do Brasil na disputa por prêmio internacional

A Bahia voltou a ganhar destaque no cenário internacional do turismo. Um empreendimento localizado na Praia do Forte, em Mata de São João, está entre os 17 concorrentes ao prêmio de melhor resort de praia do planeta, concedido pelo World Travel Awards 2026.O representante brasileiro é o Tivoli Ecoresort Praia do Forte, que busca conquistar o reconhecimento mundial pela primeira vez. Nenhum outro empreendimento do país aparece na lista de indicados à categoria World’s Leading Beach Resort.A presença do hotel na disputa não é inédita. Desde 2023, o Tivoli figura anualmente entre os candidatos ao título, chegando agora à quarta indicação consecutiva. Bahia também disputa prêmios sul-americanosO empreendimento concorre ainda a três reconhecimentos voltados ao mercado turístico da América do Sul. As indicações contemplam diferentes características do resort, desde a estrutura para receber famílias até as iniciativas ligadas à sustentabilidade.Na disputa regional, o Tivoli busca os títulos de melhor resort de praia, melhor resort familiar e melhor hotel sustentável.O histórico de premiações também coloca o empreendimento entre os destaques do setor. Em 2025, o resort recebeu dois troféus: melhor resort do Brasil e melhor resort de praia da América do Sul. Este último reconhecimento já havia sido conquistado em 2023.Na disputa mundial do ano passado, quem levou o prêmio foi o Andilana Beach Resort, situado em Madagascar, país insular da África.Votação segue abertaA escolha dos vencedores do World Travel Awards 2026 contará com votação aberta até 30 de outubro. Os votos podem ser registrados na plataforma oficial da premiação.

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Booking investigado: alojamentos que não existem, fraude, ofertas que não cumprem regras

Processo formal aberto pela Comissão Europeia. Investigadas eventuais falhas no combate a anúncios fraudulentos e burlas com mensagens falsas. A Comissão Europeia abriu um processo formal contra a plataforma de reservas de alojamento turístico Booking.com para investigar eventuais falhas no combate a anúncios fraudulentos e a burlas através de mensagens falsas, foi anunciado. “A Comissão Europeia abriu hoje um processo formal para avaliar se a Booking.com poderá ter violado o Regulamento dos Serviços Digitais, por não ter avaliado de forma diligente nem atenuado eficazmente os riscos associados a anúncios fraudulentos e esquemas de ‘phishing’ [fraude informática]”, anuncia a instituição em

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Gobierno amplió presupuesto de Instituto Guatemalteco de Turismo

Ciudad de Guatemala, 21 oct (Prensa Latina) El Ministerio de Economía oficializó hoy una ampliación presupuestaria de 25 millones de quetzales (poco más de tres millones de dólares) al Instituto Guatemalteco de Turismo (Inguat) para acciones promocionales.

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Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha

A VirguWines foi exemplo de sucesso e persistência em 2025 (no WordCamp Lisboa) e a empresa criada pelo arcuense Artur Azevedo em 2016 continua a ser um exemplo de inovação no mundo dos vinhos.

Dez anos depois de ter iniciado na região minhota o ainda pouco explorado ‘plugin’ de comércio eletrónico para WordPress – usado para criar lojas online, que renovou o estímulo ao ‘web designer’ e a dezenas de ‘vignerons’ que viram nas plataformas ‘online’ a melhor forma de enfrentar um mercado tomado pelas grandes marcas – Artur Azevedo estabeleceu, na freguesia de Cabana Maior, a poucos quilómetros da Porta do Mezio (uma das cinco portas de entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês), uma inusitada sala de provas e uma das melhores varandas panorâmicas sobre o território de montanha arcuense. A VirguWines Tasting House será inaugurada no próximo sábado, com duas sessões com o ‘sommelier’ Manuel Moreira.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

Hoje, a VirguWines já não é apenas uma loja ‘online’, embora continue a trabalhar o seu perfil de clientes e a aproximar uma comunidade cada vez mais extensa de ‘vignerons’ (a palavra designa os viticultores que cultivam as suas próprias vinhas e produzem o seu próprio vinho, do campo à garrafa) de consumidores de paladar mais requintado.

O negócio/experiência de Artur Azevedo começou numa garagem (e ainda lá está, não por uma questão de ideia romanceada típica dos projetos de sucesso, mas porque é assumidamente o melhor ‘hub’ criativo) e, sem esquecer o ‘lugar das estacas’, avançou para o terreno.

Em Cabana Maior, onde tem agora estabelecida uma sala de provas, há uma parcela onde o ‘web designer’ estabeleceu um género de incubadora de todas as castas minhotas, do Alvarinho ao Vinhão, passando por outras castas que ainda podem ser o ‘tesouro’ minhoto no mundo dos vinhos.

Só 2020 veio trazer um significado especial ao que Artur Azevedo vinha a trabalhar desde 2016, quando a pandemia da Covid-19 decretou um ‘lockdown’ sem precedentes no mundo moderno e os produtores de vinho, que construíram marcas a vender em eventos da especialidade, em garrafeiras e nas redes de hotelaria, entregaram nas mãos do ‘web designer’ uma estratégia para tirar o vinho das adegas. Fecharam-se as garrafeiras, abriram-se páginas ‘online’, e estes vinhos tinham de estar lá. Havia produtores que lhe disponibilizavam uma palete de vinho, para ter ‘stock’.

“O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos'”

“Aquilo assustou-me um bocado, mas agradou-me essa confiança. Tenho uma garagem – não é uma história romântica de tecnologia, é mesmo uma empresa-garagem, ainda hoje – não podia ajudar com paletes, mas posso comprar caixas de vinho. E na altura disse: ‘Ok, se é para ajudar, vamos comprar caixas e vamos pagar a pronto. O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos’. Foi assim que aconteceu. Rapidamente transformámos a garagem em stock real, pago ao produtor, e começámos a vender vinho”, recorda.

E assim começaram a aparecer as pequenas-grandes marcas que deram nome e definiram o perfil de clientes da VirguWines, com produtores e marcas desde o Alto Minho, na sub-região de Monção e Melgaço, até Trás-os-Montes, ao Douro e à Bairrada.

“Quem gostar de vinhos, de conhecer um bocadinho o nosso território, a nossa cultura, vale a pena conhecer esta gente. Há uma diversidade incrível. Somos dos três países com mais castas autóctones identificadas, e [eles] preservam métodos de vinificação”, declarou.

Atualmente, a VirguWines é multiplataforma e multissensorial. O ‘stock’ agora é real (a garagem continua a ser o cofre-forte), mas há ainda um rol de experiências que tornaram o projeto uma missão em torno do vinho e dos ‘vignerons’ que o materializam.

“Já fizemos provas ao vivo, em que vendemos os bilhetes no próprio ‘site’. Temos um clube de vinho, em que a pessoa recebe uma caixa todos os meses”, conta Artur Azevedo.

Para contar a história dos ‘vignerons’, foi fundamental o podcast “N2Vinho”, criado em plena pandemia e que dura até hoje, onde começaram a fazer provas ‘online’ com produtores.

Manuel Moreira, um dos ‘sommeliers’ mais reconhecidos em Portugal, com uma carreira de mais de 20 anos dedicada ao mundo do vinho, João Coutinho e Daniel Passos acompanham Artur Azevedo em mais uma das dimensões do projeto multidimensional, já com mais de 1.800 subscritores no YouTube.

“Temos 100 referências dentro de portas, listadas em ‘stock’. Esses vídeos estão na ficha do produto do próprio vinho. Ou seja, quando as pessoas querem saber como é que devem harmonizar, que temperatura deve ter o vinho, qual é a história que está por trás do vinho com o produtor, esse vídeo-podcast do YouTube está na própria ficha de produto”, destacou.

O futuro da história é ‘terra-a-terra’: VirguWines Cabana Maior e a coleção de vinha

Do sucesso ‘online’, ganhou forma um espaço de enoturismo. A VirguWines Cabana Maior é o local privilegiado para provar. Para quem sonha com os cenários instagramáveis com um copo de vinho em primeiro plano, este local é o ‘Holy Grail’ que tem de conquistar.

É nesse cenário que a VirguWines Tasting House recebe, no próximo sábado, duas provas de vinho comentadas pelo reconhecido ‘sommelier’ Manuel Moreira.

A primeira sessão, às 15:00, intitulada “Vinho Verde sem ideias feitas”, pretende desafiar alguns preconceitos sobre os vinhos da região, dando a conhecer a sua diversidade de castas, estilos e formas de vinificação. Às 17:30, a prova “Portugal à prova através do vinho” convida os participantes a percorrer diferentes regiões vitivinícolas portuguesas através dos seus vinhos.

Cada sessão terá seis vinhos em prova e um máximo de oito participantes, num ambiente intimista que privilegia a conversa, a descoberta e a partilha de conhecimento.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

A iniciativa integra uma nova etapa da VirguWines Tasting House, que já tem agendadas outras provas com ‘sommeliers’ e produtores de vinho e que está também a dar início às suas provas regulares, dedicadas à descoberta dos Vinhos Verdes e dos vinhos de diferentes regiões de Portugal.

“Ao longo destes dez anos, criámos uma relação muito próxima com pequenos produtores e com pessoas que gostam de descobrir vinhos diferentes. A Tasting House é uma forma de levar essa relação mais longe, proporcionando experiências presenciais num espaço onde o vinho, a vinha e a paisagem se encontram. Queremos ter uma programação regular, com provas conduzidas por nós, mas também receber sommeliers e os próprios produtores, para que possam partilhar os seus conhecimentos e contar as histórias por detrás dos vinhos. Queremos que as pessoas venham a Cabana Maior não apenas para provar vinho, mas também para conhecer quem o faz e descobrir o território”, explica Artur Azevedo, o fundador da VirguWines, que celebra dez anos de marca e de uma cada vez mais sólida relação com quem faz os vinhos ideais para beber ou guardar. 

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Paraíso escondido na Bahia atrai visitantes com baleias e águas cristalinas

Nem só de vida noturna agitada e programação recheada vivem os destinos turísticos baianos. Escondida no extremo sul da Bahia, na chamada Costa do Descobrimento, a vila de Corumbau, distrito de Prado, atrai visitantes que buscam a sensação de desacelerar o tempo.Com uma das praias mais deslumbrantes e preservadas do Brasil, a região é conhecida por sua extensa faixa de areia que avança 500 metros mar adentro durante o período de maré baixa.Além do mar calmo de águas cristalinas, a vila também é cercada por áreas de Mata Atlântica e formações marinhas, que facilitam as trilhas à beira-mar, para aqueles que desejam contemplar todos os detalhes da região.Passeios com baleiasO litoral de Corumbau também é marcado pela visita de baleias-jubarte nos meses entre julho e outubro. Neste período, nativos e visitantes costumam realizar passeios de barco em áreas de avistamento em mar aberto, integrando paisagem e comunidade.Os picos de avistamentos costumam ocorrer em agosto e setembro. A atividade costuma durar em média de 3 a 4 horas, com condução de guias locais. Dentre os comportamentos mais comuns dos animais marinhos durante a observação estão saltos, batidas de cauda e esguichos. O que fazer em Corumbau?Embora seja uma vila tranquila, voltada para a contemplação da natureza, Corumbau possui atividades divertidas para os turistas. Uma opção para os amantes de aves é a prática do birdwatching, que consiste em contemplar, identificar e registrar aves livres em seu habitat natural.O local também oferece mergulhos em águas cristalinas, para observar de perto o ecossistema marinho, trilhas e passeios de buggy ou barco.Como chegar na vila?Para chegar na Ponta do Corumbau saindo de Salvador, capital da Bahia, a forma mais rápida é pegar um voo direto até Porto Seguro (BPS) e, de lá, alugar um carro ou contratar um transfer, com duração de 4 a 5 horas de viagem por estrada.No entanto, também há a opção de seguir direto de carro, com um trajeto rodoviário de cerca de 740 km e quase 12 horas. Para isso, o viajante precisa pagar a balsa de travessia Salvador–Bom Despacho ou seguir contornando pela BR-324 e BR-101 sentido Sul da Bahia, passando por Feira de Santana, Itabuna, Eunápolis e Itamaraju, de onde entra-se no trecho de chão rumo a Corumbau.

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Bahia lidera turismo no Nordeste e Salvador se destaca em rota do Airbnb

Salvador tem ampliado sua rota de turistas nacionais. Eleita como uma das cidades mais procuradas pelos hóspedes que visitam o Nordeste, a metrópole movimentou mais de R$ 2,1 bilhões na economia local em 2025, como mostram os dados divulgados em um estudo da plataforma de hospedagem Airbnb, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).O crescimento é de quase 13% em relação ao ano anterior, número que também reflete no PIB (Produto Interno Bruto) da cidade. Só em 2025, as hospedagens do Airbnb contribuíram com mais de R$ 1,17 bilhão e geraram quase R$ 589 milhões em renda, sustentando cerca de 13 mil postos de trabalho ao longo do ano.Diretora geral do Airbnb para a América do Sul, Fiamma Zarife confessou que a empresa pretende focar cada vez mais no investimento de acolhimento para os hóspedes e geração de renda para a cidade, que foi considerada a primeira capital do país.“Este ano lançamos no Brasil funcionalidades que estavam sendo utilizadas globalmente, como o Welcome Pickup, que é o transporte que garante ida e vinda para o aeroporto e também o famoso guarda-volumes, que sempre foi uma dor de cabeça com relação a antes e depois do check-in”, contou ela durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 20.“Além da funcionalidade do aluguel do carro em todas as capitais, para os hóspedes curtirem a cidade com tudo o que tem direito, sem se prender a carros por aplicativo ou transporte público”, completou.Perfis dos anfitriões Imagem ilustrativas de hóspedes e anfitrião - Foto: Ilustrativa | Magnific Dentre os períodos de maior incidência de hospedagem na capital baiana estão as datas das festas populares, como Carnaval, Lavagem do Bonfim e Festa de Yemanjá. Quase 40% dos anfitriões soteropolitanos entrevistados pelo Airbnb revelaram que costumam receber hóspedes por causa dos eventos tradicionais.E o perfil destes anfitriões varia a depender do bairro, seja economicamente ou de gênero. De acordo com respostas de anfitriões no Airbnb em Salvador em 2025, 75% destas pessoas não possuem as hospedagens como renda principal e 80% anunciam as temporadas em imóveis próprios ou da família.60% desta rede de pessoas se identificam como mulheres, taxa que é maior do que em todo o Brasil, que possui 54% das anfitriãs do sexo feminino dentro do Airbnb. Além de uma porcentagem de 20% de aposentados que locam suas casas por temporada. Movimentação localNem só de renda gerada por hospedagens vive o Airbnb. A plataforma de locação de imóveis também ajuda a movimentar a economia local, com indicações de estabelecimentos de alimentação, saúde, cuidados básicos e lazer, que costumam ser fornecidos pelos anfitriões.Essas indicações geram um aumento de vendas nos comércios regionais e consequentemente uma taxa crescente na economia turística. Regiões como Barra, Ondina e Rio Vermelho lideram a preferência dos hóspedes pela proximidade com a orla, pontos turísticos e vida noturna.“A cada R$ 100 gastos em acomodação, R$ 450 são gastos no entorno. Ou seja, um visitante do Airbnb movimenta aí uma cadeia de padarias, restaurantes e comércio. Ele faz esse dinheiro circular pela economia e pela comunidade local”, explicou Fiamma Zarife.Outra movimentação analisada é a de turistas da própria capital baiana que migram para outras cidades da Bahia, como Itaparica, que conta com ilhas paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego.“A Bahia é o segundo estado que mais conta com viajantes para o Nordeste, depois de São Paulo. Cinco dos seis destinos em ascensão do Nordeste no Airbnb têm a capital do próprio estado como principal origem dos hóspedes. Por exemplo, quem mais viaja para Itaparica são os moradores de Salvador”, destacou a diretora geral do Airbnb.Como o Airbnb garante um turismo de bem-estar?Além da garantia de uma hospedagem de qualidade, o Airbnb também tem o compromisso principal de assegurar um turismo de bem-estar para os clientes da plataforma.Em entrevista concedida a reportagem do portal A Tarde, Fiamma Zarife destacou que a principal ideia é ensinar as pessoas a relaxarem e desacelerarem um pouco durante estes dias vivendo a rotina em uma nova casa. Fiamma Zarife, Diretora geral do Airbnb para a América do Sul - Foto: Franciely Gomes | Ag. A TARDE “O turismo de bem-estar tem tudo a ver com a gente, porque falamos muito de sustentabilidade e conexão com a natureza, que tem muito a ver com o que o Airbnb prega em termos de turismo”, contou ela.“A ideia é ensinar as pessoas a relaxarem, estarem em contato com a natureza e respeitarem as comunidades locais.Isso tem que estar dentro de um movimento não só do turismo de paixão - onde as pessoas viajam para acompanhar shows e jogos de futebol - mas também do turismo das pessoas que querem relaxar e não tem um lugar melhor para isso do que o Nordeste e Salvador”, concluiu.

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Refúgio intocável no Nordeste tem praias com falésias que encantam turistas

O Nordeste é um dos principais destinos turísticos do Brasil. Porém, ainda assim, no extremo leste do Ceará, existe uma parte do litoral que resiste ao turismo de massa: Icapuí, um paraíso ecológico que integra a Rota das Falésias.O município tem 65 quilômetros de costa, onde falésias multicoloridas se erguem como muralhas naturais protegendo praias praticamente desertas. O local tem ainda uma biodiversidade que impressiona até os viajantes mais experientes. O grande diferencial de IcapuíIcapuí preserva uma atmosfera de vila de pescadores que o turismo ainda não conseguiu descaracterizar, diferente de praias Jericoacoara ou Canoa Quebrada.A cidade tem três Áreas de Proteção Ambiental e integra a Rota das Falésias, o maior conjunto desses paredões rochosos da América Latina, que se estende por mais de 10 cidades entre Ceará e Rio Grande do Norte.No total, são 16 praias oficiais margeadas por falésias que mudam de cor conforme a incidência do sol. O acesso mais restrito e a distância de cerca de 200 quilômetros de Fortaleza funcionam como filtros naturais, selecionando um perfil de visitante que realmente valoriza o contato com a natureza preservada e o ritmo lento das comunidades pesqueiras.Icapuí e as suas praias mais impressionantesA praia que é considerada a porta de entrada para os turistas e concentra a maior parte dos passeio é Ponta Grossa.De lá partem os barcos para mergulho em piscinas naturais e as trilhas ecológicas que levam às dunas preservadas, onde a prefeitura da cidade proíbe a circulação de buggies para não danificar o ecossistema.A Praia da Redonda, a 15 quilômetros do centro, é uma vila de pescadores que encanta pelas falésias coloridas e pelo mar sempre calmo, ideal para banho. Lá se encontra a melhor estrutura de pousadas e restaurantes, sempre mantendo a escala familiar e o respeito à paisagem.Veja as praias que todo turista precisa visitar em Icapuí:Praia de Ponta GrossaPraia da RedondaPraia de PerobaPraia de TremembéTurismo de base comunitária O turismo em Icapuí nasceu das próprias comunidades pesqueiras, que a partir da década de 1990 começaram a se organizar para receber visitantes de forma sustentável.Atualemente, o turismo de base comunitária é a espinha dorsal da economia local, com passeios guiados pelos próprios moradores e experiências que vão além da praia.Os visitantes podem fazer trilhas ecológicas pelos manguezais da APA da Barra Grande, observar aves migratórias, visitar o Centro de Visitantes da ONG Aquasis para conhecer os projetos de conservação do peixe-boi marinho ou simplesmente caminhar pelas dunas sem pressa.Refúgio intocável no NordesteA criação da APA Berçários da Vida Marinha em 2022, com seus 13.230 hectares, foi um marco na proteção desse litoral.A unidade de conservação se conecta a outras duas APAs já existentes, formando um corredor ecológico costeiro e marinho que protege desde as aves limícolas até os locais de reprodução do peixe-boi marinho, espécie ameaçada de extinção.Essas áreas protegidas criam uma barreira legal e ambiental contra a especulação imobiliária e o turismo predatório que já transformaram outros trechos do litoral nordestino.

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