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Wall Street termina em baixa após semana de oscilações

Os principais índices de Wall Street fecharam em baixa nesta sexta-feira (23), mesmo com as ações do setor de tecnologia se estabilizando um pouco, encerrando uma semana turbulenta para o setor de IA (Inteligência Artificial) que impulsiona o mercado, com os investidores aguardando uma agenda repleta de divulgações de resultados corporativos e uma reunião do Fed (Federal Reserve) sobre a política de taxas de juros.

O Nasdaq Composite registrou uma leve baixa um dia depois que o índice predominantemente tecnológico sofreu sua maior queda em um único dia desde junho, à medida que aumentavam as preocupações com os custos de financiamento para sustentar os pesados gastos com investimentos em IA.

O setor de tecnologia do S&P 500 registrou um ganho de 0,35% nesta sexta-feira.

A maioria dos setores do S&P 500, no entanto, registrou quedas, incluindo recuos bem acima de 1% nos setores de bens de consumo básico e bens de consumo discricionário, bem como no setor financeiro.

Na próxima semana, cerca de um terço das empresas do S&P 500 divulgará seus resultados trimestrais, incluindo a Alphabet , a Microsoft e a Amazon — três gigantes da IA cujas previsões de gastos de capital serão acompanhadas de perto em Wall Street.

“Ainda há repercussões do questionamento em torno do setor de IA”, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group. “Certamente existe a possibilidade de vermos menos investimentos na expansão de data centers de IA no próximo ano do que o projetado. Portanto, acredito que isso esteja causando uma pausa.”

O Dow Jones Industrial Average caiu 1,23%, para 52.215,16 pontos; o S&P 500 perdeu 0,52%, para 7.623,68 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,21%, para 25.955,34 pontos.

Na semana, o S&P 500 recuou 0,5% e o Nasdaq caiu 0,7%. O Dow Jones, índice de blue chips, subiu 0,4%, registrando seu terceiro ganho semanal consecutivo.

As ações de telecomunicações caíram e pesaram sobre o setor de serviços de comunicação, após uma reportagem afirmar que a SpaceX buscava milhares de locais para antenas de telefonia celular para uma quarta operadora móvel.

As ações da AT&T e da T-Mobile afundaram quase 8%, enquanto a Verizon recuou 1,2%. As ações da SpaceX subiram 1,9%. As operadoras de torres de telefonia celular dos EUA registraram ganhos, com a Crown Castle saltando 9% e a American Tower subindo 4%.

O setor de energia subiu 2,5%, atingindo uma máxima recorde. O petróleo Brent atingiu seu nível mais alto desde o final de abril, depois que ataques dos houthis na Arábia Saudita alimentaram preocupações com novas interrupções no fornecimento de energia do Oriente Médio.

As ações da American Express caíram 3,7%, pesando sobre o Dow. A empresa elevou sua previsão de lucro ao mesmo tempo em que anunciou planos para eliminar 5% de sua força de trabalho.

As ações da SLB saltaram 7% depois que a prestadora de serviços para campos petrolíferos superou as estimativas de Wall Street para o lucro do terceiro trimestre.

Dados da Universidade de Michigan mostraram que a confiança do consumidor nos EUA recuou ligeiramente em outubro, aproximando-se de uma mínima histórica, à medida que o aumento dos preços devido ao conflito no Oriente Médio prejudicou a percepção das famílias sobre a economia.

O foco do mercado continua voltado para a temporada de resultados, com o robusto crescimento dos lucros corporativos sustentando as altas dos principais índices de ações neste ano. As empresas do S&P 500 devem registrar um aumento nos lucros de mais de 32% no terceiro trimestre, de acordo com dados da LSEG IBES.

Espera-se que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas quando divulgar sua declaração de política monetária na quarta-feira, mas os investidores estarão ansiosos por indícios sobre se o banco central dos EUA aumentará as taxas em sua reunião de dezembro.

Wall Street também está cada vez mais focada nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que decidirão o controle do Congresso dos EUA.

Veja empregos que ganham e perdem com a inteligência artificial

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Wall Street encerrou sessão em terreno negativo com o Dow Jones a liderar as perdas

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta sexta-feira, em terreno negativo com o Dow Jones a liderar as perdas.

O Dow Jones cedeu 1,23% para 52.215,16 pontos e o Nasdaq Composite caiu 0,21% para 25.955,34 pontos e o  S&P 500 recuou 0,52% para 7.623,63 pontos e o tecnológico Nasdaq perdeu 0,21% para 25.955,34 pontos.

Wall Street ampliou as perdas nesta sexta-feira, após as quedas de quinta-feira, impulsionadas por perdas em ações de tecnologia como Meta que sofreu em bolsa após a divulgação dos resultados.

A American Express caiu mais de 3%, depois de resultados mistos e do anúncio do corte de 5% dos trabalhadores a nível global.

No balanço da semana, o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,47% e 0,71%, respectivamente. O Dow Jones, por outro lado, contrariou a tendência com um ganho de 0,41%.

O Brent, de referência para a Europa, chegou aos 117 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, superou os 103 dólares, com a escalada da violência no Médio Oriente

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Wall Street abre no vermelho

Wall Street abre a sessão desta sexta-feira 23 de outubro em queda. O S&P 500 desce 0,50% para os 7.625,36 pontos, o Nasdaq desvaloriza 0,34% para os 25.920,26 pontos, e o Dow Jones quebra 1,04% para os 52.316,48 pontos.

“Wall Street arranca em baixa, prolongando as perdas expressivas de ontem [22 de outubro] que se sentiram no setor tecnológico. Enquanto aguardam por dados preliminares de atividade na indústria e serviços dos Estados Unidos em outubro, os investidores vão-se mostrando receosos, numa altura em que os preços do petróleo continuam a subir, com o crude a ultrapassar os 101 dólares por barril em Nova Iorque. A época de apresentação de contas vai aumentar de intensidade na próxima semana, com Alphabet, Microsoft, Amazon e Intel entre os grandes nomes, o que, atendendo à envolvente atual, pode estar a justificar esta maior cautela, enquanto buscam sinais de retorno dos elevados gastos em inteligência artificial e data centers (ou centros de dados. Hoje 23 de outubro há a realçar as contas da Western Digital, que até superaram as expetativas e levaram a uma revisão em Outlook, mas com a primeira reação a ser negativa”, diz a research do Millennium.

Europa está no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 1,06% para os 25.101,71 pontos, o CAC 40 (França) desliza 0,83% para os 7.746,44 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,60% para os 10.660,94 pontos.

O AEX (Países Baixos) desce 0,20% para os 1.127,54 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 0,23% para os 18.870,25 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,54% para os 48.122,50 pontos. O PSI (Portugal) desliza 0,18% para os 9.220,84 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 1,71% para os 115,11 dólares e o crude valoriza 2,11% para os 101,57 dólares.

O euro está a cair 0,18%, face ao dólar, para os 1,11974 dólares e o euro quebra 0,03%, face à libra, para as 0,83724 libras.

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Wall Street abre em queda com volta do nervosismo em torno da IA

Os principais ​índices de ​Wall Street abriram em queda nesta quinta-feira (22), com as ações de crescimento sofrendo ⁠novas ​pressões depois ​que os resultados financeiros ⁠das megacapitalizadas ⁠Tesla e Meta ​pouco ‌contribuíram para ⁠dissipar as dúvidas sobre as perspectivas da ‌IA, ⁠enquanto uma ‌recuperação nos preços do petróleo ⁠aumentava ⁠o nervosismo do mercado.

O Índice ‌Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 52.788,41 pontos ‌na abertura. O S&P 500 recuou ⁠0,81%, para 7.694,62 pontos, enquanto o ​Nasdaq Composite recuou ​1,48%, para 26.308,407 pontos.

 Em atualização

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Wall Street encerra em alta com balanços fortes de tecnologia

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (21) com a renovação do apetite por risco. A movimentação foi impulsionada pelas ações de tecnologia após desempenho da SpaceX e à espera dos resultados da Meta e Tesla, previstos para o dia.

O Dow Jones subiu 0,69%, aos 52.856,09 pontos. O S&P 500 avançou 0,58%, a 7.757,17 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 1,05%, nos 26.702,86 pontos.

Os índices operaram em alta desde o início da sessão, com ganhos da Nvidia (+2,54%), Micron Technology (+1,96%) e Marvell Technology (+1,81%). A Apple também avançou, em 1,32%, às vésperas do lançamento do novo aparelho celular da empresa. No S&P 500, o setor de tecnologia avançou 1,61% e liderou os ganhos.

Os bons resultados trimestrais da SpaceX e Super Micro Computer contribuíram para impulsionar o clima, segundo a Sucden Financial. As ações saltaram 7,79% e 9,55%, respectivamente.

Na contramão, a Netflix reduziu o guidance para o ano e recuou 5,31%, enquanto a AT&T, apesar de apresentar resultados acima do esperado, perdeu 6,59%.

Após a SpaceX, é a vez da Tesla (+3,41%), outra empresa de Elon Musk, divulgar balanço trimestral. Musk confirmou que ambas as companhias estabeleceram comitês especiais para avaliar uma fusão.

A Meta (+0,47%) também deve publicar seu desempenho nesta quarta. Para o Swissquote, a perspectiva de gastos da empresa deve ter repercussões nos índices de tecnologia em geral.

Enquanto um orçamento maior pode sinalizar uma demanda contínua por infraestrutura de IA, os gastos elevados podem reacender preocupações sobre o aumento da alavancagem dos investimentos em IA

“Gastos robustos podem favorecer as empresas que viabilizam a IA, mas pressionar aquelas que realizam os investimentos caso o crescimento da receita não justifique os desembolsos.

Por outro lado, planos de gastos mais moderados podem aliviar as preocupações dos investidores com a necessidade de financiamento contínuo, mas seriam uma notícia negativa para os fornecedores de tecnologia para IA”, afirma o banco.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Empresas de IA altamente endividadas tiram o sono de Wall Street

Wall Street está cada vez mais examinando as enormes dívidas que as empresas estão assumindo para financiar o boom da inteligência artificial.

A alta das taxas de juros e a incerteza sobre o ritmo de expansão dos data centers estão alimentando preocupações sobre se as empresas de IA altamente endividadas conseguirão lucrar o suficiente para quitar tudo.

A CoreWeave está no centro da turbulência. A empresa de tecnologia sediada em Nova Jersey faz parte de um nicho de subsetor chamado neoclouds, que alugam poder computacional para empresas que desenvolvem tecnologia de IA.

É uma oportunidade de alto crescimento para investidores, dadas as expectativas de intensa demanda por IA. Mas a CoreWeave depende de dívidas para financiar seu crescimento.

A empresa tem enfrentado pressão neste mês, com os rendimentos de seus títulos disparando para níveis que sinalizam dificuldades financeiras. A alta das taxas de juros está pressionando a companhia, que não é lucrativa. As ações da empresa caíram 30% neste mês.

E isso está fazendo Wall Street se perguntar: a CoreWeave é um sinal de alerta para o setor, ou um caso isolado em um mercado saudável? Os investidores tentam discernir se os problemas da CoreWeave podem criar problemas sistêmicos para o boom da IA.

“Canário na mina de carvão implica que, se a CoreWeave falir, todo o ecossistema vai desmoronar, que toda a economia de IA vai fracassar. Não acho que seja esse o caso”, disse Gil Luria, chefe de pesquisa de tecnologia da D.A. Davidson, à CNN.

“A economia de IA está cheia de bons e maus comportamentos”, disse Luria. “Eles são uma maçã podre, mas há outras maçãs podres. Eles apenas representam parte desse mau comportamento.”

Em um novo sinal de dúvidas sobre se os bilhões que fluem para empresas de IA podem ser justificados, a empresa de data centers de IA Elice Group despencou 32% em sua estreia na bolsa de valores da Coreia do Sul na terça-feira. O fracasso do IPO só vai aumentar as preocupações sobre avaliações e retornos em todo o setor.

Dívidas de IA em foco

A CoreWeave tinha aproximadamente US$ 52 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento em seu balanço patrimonial no segundo trimestre. Isso representa um aumento em relação aos aproximadamente US$ 30 bilhões registrados no final de 2025.

Enquanto isso, o custo dos empréstimos subiu à medida que os rendimentos dos títulos dispararam neste ano. Empresas menores e endividadas são mais vulneráveis e estão mais expostas ao impacto das taxas de juros mais altas.

Na semana passada, os juros de alguns títulos da CoreWeave subiram para 15% — um nível que sinaliza dificuldades financeiras ou um risco maior de inadimplência. Os investidores estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de a CoreWeave não gerar retornos suficientes para pagar todo o dinheiro que tomou emprestado.

A CoreWeave exemplifica o risco de “financiar investimentos especulativos com dívida”, disse Luria. Desde que a CoreWeave abriu capital em 2025, Luria afirmou ser cético quanto ao volume de dívida que a empresa está assumindo sem um caminho claro para a lucratividade.

Com enormes volumes de dívida em seu balanço patrimonial, a empresa está vulnerável a movimentos bruscos nas taxas de juros, bem como a quaisquer sinais de desaceleração na expansão dos data centers.

À medida que a rejeição pública aos data centers cresce, os investidores tentam discernir se moratórias ou outros obstáculos poderiam prejudicar as previsões de tamanho e conclusão dos projetos de data centers.

Já estivemos aqui antes – mais ou menos

A incerteza sobre a saúde financeira da CoreWeave contribuiu para uma queda nas ações de tecnologia na semana passada. Mas analistas de Wall Street argumentam que a reação pode ter sido exagerada.

Os mercados já viram esse tipo de reação dos investidores antes, quando a alta das taxas de juros começa a gerar turbulências — e nem sempre foi racional ou justificada.

Em 2023, uma série de falências de bancos regionais gerou preocupações de que a alta das taxas de juros estava inaugurando uma crise generalizada.

“Era um argumento plausível. Também estava errado”, escreveu Ajay Rajadhyaksha, presidente global de pesquisa do Barclays, em uma nota publicada na segunda-feira.

“Da mesma forma, os investidores não deveriam extrapolar os desafios recentes da dívida da CoreWeave para uma visão sobre todo o ciclo de capex de IA”, escreveu ele.

O que vem a seguir para a CoreWeave e a IA?

O enorme volume de dívida da CoreWeave é preocupante para o valor das ações, mas não há risco sistêmico para a expansão da IA, dizem os analistas. Em última análise, a demanda por IA é real e continuará a impulsionar o boom.

“O único risco sistêmico para o ecossistema agora é se as pessoas pararem de usar IA e não estiverem dispostas a pagar por ela”, disse Luria. “Na verdade, acho que a demanda por IA está crescendo tão rápido que quaisquer possíveis falhas provavelmente estão lá na frente.”

Wall Street ainda está confiante nas grandes empresas de tecnologia que impulsionam o boom da IA, como Alphabet, Microsoft e Nvidia. Essas são algumas das maiores empresas de capital aberto do mundo.

Enquanto a demanda por poder computacional superar a oferta, esses titãs da Big Tech terão incentivo para continuar construindo. Taxas de juros mais altas são um problema, mas não o suficiente para dissuadi-los de construir.

Ainda assim, os titãs da Big Tech têm consumido caixa à medida que gastam mais dinheiro na expansão da IA. Os analistas de Wall Street estão tentando discernir se a Big Tech continuará ou não a queimar caixa. Se mais dívida for utilizada, taxas mais altas poderiam se tornar um problema maior.

“Nossa ruína sempre acontece quando assumimos dívida demais”, disse Luria. “É desnecessário, mas períodos de boom, oportunidade e fronteira acabam se tornando uma espécie de Velho Oeste, e comportamentos ruins se seguem.”

“Isso não significa que o crescimento está errado ou que a tecnologia é ruim”, disse Luria. “Significa apenas que há comportamentos ruins que geralmente acompanham grandes ciclos de crescimento.”

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