São 18 famílias que começam uma nova vida no histórico Bairro Municipal Frederico Ulrich, em Loulé, outrora conhecido como “Bairro Operário”. A Câmara Municipal de Loulé assinalou mais um marco na sua política de habitação com a entrega das chaves de 18 habitações totalmente reabilitadas, naquela que foi a primeira fase da empreitada.
A intervenção, financiada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, passou pela reabilitação do espaço de cada um dos fogos, de tipologia T2 e T3, através da ampliação da área e compartimentação interior, bem como a requalificação dos respetivos logradouros, garantindo “novas e modernas condições de habitabilidade” para as famílias.
“É com enorme alegria que hoje devolvemos vida a esta obra, recuperando para as pessoas um projeto que, há mais de sete décadas, já colocava a dignidade das famílias no centro do desenho da nossa cidade, e que hoje volta a fazer exatamente isso”, afirmou o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto.
Mas este foi também um momento de valorização do património e identidade local – e sentimental – pela carga histórica que o bairro encerra. Nascido entre 1948 e 1950, desenhado originalmente pelo engenheiro Alberto da Silveira Ramos e pelo icónico arquiteto louletano Manuel Maria Laginha, o Bairro Frederico Ulrich foi a primeira iniciativa de habitação social em Loulé para famílias com poucos recursos. Alguns dos primeiros moradores continuam a viver aqui.
Mas o compromisso do Município com o Bairro Frederico Ulrich terá continuidade imediata com o arranque da segunda fase de reabilitação do edificado, correspondendo a 30 fogos. À semelhança do que aconteceu com a primeira fase, os moradores serão realojados temporariamente em apartamentos da cidade, e também em algumas das casas reabilitadas na primeira fase e que não foram ocupadas.
Durante a cerimónia, Telmo Pinto recordou o percurso iniciado em 2019, com o lançamento da Estratégia Local de Habitação, numa altura em que o parque habitacional do Município contava com apenas 280 fogos. Com as 18 chaves disponibilizadas esta quinta-feira, o concelho ultrapassa a marca das 490 casas, o que representa um crescimento superior a 70% em pouco mais de sete anos.
“Ainda temos muitos projetos pela frente”, assegurou o autarca. Para responder de forma robusta à pressão demográfica e à escalada de preços no setor imobiliário, a Autarquia está a avançar neste momento com mais de 500 novas habitações, através da aquisição de terrenos, projetos de compra e construção em vários pontos do concelho. “Já no próximo ano iremos avançar com mais 600 fogos”, anunciou Telmo Pinto.
Também o apoio ao arrendamento, que contemplou recenetemnte mais 65 famílias, continua a ser um instrumento importante para responder, no imediato, às necessidades habitacionais dos louletanos. No futuro, a Autarquia quer “triplicar o número de famílias apoiadas e aumentar também o valor atribuído”.
A nova diretora tomou posse para o quadriénio 2026-2030, num mandato assente na comunicação, colaboração e no reforço da formação docente. Ana Loureiro tomou posse como diretora da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) esta quinta-feira, 10 de setembro, após ter sido eleita, por unanimidade, para o quadriénio 2026-2030, no passado dia 17 de julho. A cerimónia decorreu no Auditório 1 da…
Entre os dias 12 e 14 de setembro, a freguesia de Salir volta a ser o palco de mais uma edição da sua tradicional feira. O certame representa uma das tradições locais, reunindo gastronomia típica, artesanato regional, atividades desportivas e um programa de animação pensado para toda a família.
Diariamente, a partir das 19h00, os visitantes podem contar com várias tasquinhas, onde a gastronomia tradicional é soberana, acompanhada por bancas de artesanato e de produtos regionais. O programa de animação inclui exibições diárias do Circo Dallas, às 18h30, e vários momentos de animação de rua promovidos pela Associação Artística Satori.
No sábado, 12 de setembro, as atividades começam logo pela manhã, às 9h00, com o Torneio de Futebol 7. À noite, a partir das 20h00, o recinto recebe o grupo “Ao Luar Teatro”, seguido da atuação de Ruka Solo Act, às 21h00. O concerto principal fica a cargo de Noninho Navarro, às 22h00, com a festa a prosseguir pela noite dentro com o espetáculo American House Party, às 23h30, e o DJ Paulo Rossi, a partir das 01h30.
O programa de domingo, 13 de setembro, arranca às 18h00 com a IV Marcha/Corrida da Feira de Salir. A vertente cultural ganha destaque às 20h00, com a atuação do Rancho Típico Sambrasense. A animação musical prossegue com baile por Emanuel e Tânia, às 21h00, o concerto da banda Os Alentons, às 22h30, e a continuação do baile pela noite fora.
Na segunda-feira, 14 de setembro, o último dia do evento abre às 11h00 com animação de rua por Filipe Romão. A música tradicional do grupo Os Alfarroba sobe ao palco às 19h30, dando lugar ao baile com Ruben Filipe, às 21h00. O encerramento dos concertos fica a cargo de Jorge Guerreiro, às 22h00, seguindo-se a continuação do baile até ao fecho do recinto.
Com entrada livre, a Feira de Salir é organizada pela Junta de Freguesia de Salir, contando com o apoio do Município de Loulé.
A primavera está associada a períodos mais curtos de permanência dos anúncios de apartamentos para venda. Em 2026, os dados do Imovirtual mostram que estes anúncios permaneceram ativos, em média, durante 85 dias na primavera, menos 20 dias do que os 105 dias registados no inverno. A diferença entre as duas estações é também menor […]
O valor anual atribuído a cada estudante aumenta para 950 euros. A Câmara Municipal de Abrantes aprovou, por unanimidade, o reforço do apoio financeiro destinado às bolsas de estudo para alunos do ensino superior economicamente carenciados, aumentando o valor anual atribuído a cada estudante para mais 50 euros (passa de 900 para 950 euros), no montante total de 41.800,00…
O Município de Alpiarça recebeu esta quarta-feira, 9 de setembro, os docentes e auxiliares de educação do Agrupamento de Escolas José Relvas de Alpiarça, num momento de acolhimento que assinalou o início de um novo ano letivo no concelho. A receção decorreu no Auditório da Casa dos Patudos, onde a presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Sónia Sanfona, deu as boas-vindas aos profissionais que…
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Era uma presença discreta no palco montado na Avenida Paulista, em São Paulo, no feriado de 7 de Setembro. Posou para fotos com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Abraçou os candidatos ao Congresso Lucas Pavanato (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP), gravou vídeos para suas redes com o aspirante a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) e estava sempre perto da vedete mais disputada da tarde, o senador, presidenciável e seu “amigo-irmão”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para as 28 mil pessoas presentes no ato da direita, era um completo desconhecido.
Renato Araújo, empresário de 40 anos nascido em Angra dos Reis, tem provocado ciúmes no entorno de Flávio pela proximidade entre eles. “Agora ele só quer saber desse Renato. Com os amigos das antigas, ele nem responde mensagem, deve achar que já está eleito e não precisa mais da gente”, disse à Agência Pública um amigo da família. Nesta eleição, aproximaram-se ainda mais. Tanto que, há pouco mais de uma semana, no dia 29 de agosto, Araújo organizou em Angra uma motociata e uma carreata de barcos em apoio a campanha de Flávio – e para alavancar sua própria candidatura a deputado federal, embora a bênção dos Bolsonaro tenha sido em vão há dois anos, quando foi derrotado ao tentar ser prefeito de sua terra natal.
Publicação de Renato Araújo durante o ato de Flávio Bolsonaro na Av. Paulista, em SP, no dia 7 de setembro
Coordenador regional do Partido Liberal na região da Costa Verde desde maio de 2025, escolhido por Jair Bolsonaro e pelo presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, Renato Araújo passou a figurar nas páginas policiais do noticiário fluminense nas últimas semanas. Em agosto, a Operação Sarasvati, da Polícia Civil, cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em sete cidades do estado do Rio, entre elas Angra dos Reis. Os agentes da Delegacia Fazendária bateram na porta da Bravo Construções, empreiteira fundada por Araújo em 2011 e atualmente no nome de sua esposa, Tainá Nóbrega de Souza. Até o ano passado, ele seguia assinando como diretor-geral da construtora.
A investigação revelou um esquema de fraudes na execução de obras em escolas públicas montado na Secretaria Estadual de Educação, que direcionava reformas milionárias na rede de ensino para um grupo de empresas selecionadas – a maioria com pouco tempo de experiência, donos em comum e 13 delas com a mesma contadora. Depoimentos de diretores das unidades escolares indicam que a secretaria os obrigava a contratar essas empreiteiras sob pena de não realização das obras caso houvesse questionamento. Além disso, as intervenções aprovadas não costumavam ter nenhuma relação com o que era solicitado.
Um escândalo de R$ 16 milhões em telhados de escolas
Segundo o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ), presidente da comissão de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e responsável pela denúncia que embasou as duas investigações ainda em andamento – da Polícia Civil e uma outra da Polícia Federal –, “há fortes indícios de que a finalidade das obras era lavagem de dinheiro”, disse o deputado à Agência Pública.
A Bravo Construções recebeu R$16 milhões do erário estadual para realizar reparos em quinze escolas. O gabinete de Serafini visitou três delas entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Em um relatório produzido pelo gabinete e entregue em janeiro de 2026 às autoridades, entre elas o Tribunal de Contas do Estado, constam todas irregularidades encontradas.
Deputado Flávio Serafini, autor da denúncia sobre obras em escolas do RJ, aponta indícios de superfaturamento e lavagem de dinheiro
A Pública teve acesso ao documento e conversou com o assessor parlamentar que fez as visitas. No Colégio Estadual Antonio da Silva, em Nova Iguaçu, havia necessidade de reforma hidráulica estrutural para evitar os alagamentos constantes decorrentes da proximidade com o Rio Botas, que fica ao lado da unidade e costuma encher em dias de chuva. No início de 2024, a instituição precisou adiar o início do ano letivo por causa desse problema. Apesar disso, a vistoria promovida pela secretaria desviou-se da demanda apontada pela direção e determinou como prioridade a “substituição de telhas e madeiramento” do telhado.
As telhas foram retiradas, lavadas e devolvidas, sem sequer serem trocadas, ao custo de R$ 800 mil. O valor causa ainda mais estranheza por se tratar de uma construção pequena, com apenas 12 salas de aula. Outras intervenções na unidade – que não resolveram o problema inicial apresentado pela direção – elevaram o custo para R$ 2,2 milhões. De acordo com o assessor parlamentar que realizou a visita, “não precisava nem ser engenheiro para ver que fizeram uma maquiagem. O negócio foi tão mal feito que a comunidade ficou indignada”.
O segundo colégio visitado – entre os 15 reformados pela Bravo – foi o Embaixador Raul Fernandes, em Niterói. A diretora havia pedido o conserto de uma parede no banheiro, uma solicitação que já havia sido feita anteriormente. O então diretor da regional Baixadas Litorâneas, da Secretaria Estadual de Educação, chamado Jorge Paes, mandou para a diretora a cotação da Bravo por WhatsApp. Contratada pela escola, a Bravo terceirizou a reforma, o que não é permitido pela legislação estadual nos casos em que não há edital de licitação. Mas a vistoria feita pela própria secretaria apontou que a obra a ser feita deveria ser a mesma da unidade de Nova Iguaçu: reforma do telhado, com substituição de telhas, limpeza das calhas e substituição dos rufos. O custo total foi de R$ 1,6 milhão, sendo que esta unidade é ainda menor do que a primeira, com nove salas de aula e 155 alunos.
A terceira unidade visitada pelo assessor legislativo foi um dos maiores colégios do estado, o Albert Sabin, no bairro de Campo Grande, Rio de Janeiro, onde estudam dois mil alunos. Havia uma determinação do Ministério Público Estadual para que o governo ampliasse o refeitório. Apesar disso, a obra indicada, novamente após vistoria da secretaria, foi a reforma da cozinha e dos banheiros – trocaram quatro portas e pintaram duas paredes, segundo o assessor que esteve duas vezes na unidade. O valor da intervenção, feita em apenas um mês – entre setembro e outubro de 2025 –, foi fixado pela secretaria em R$ 377,8 mil.
O esquema se aproveitava da descentralização de recursos da secretaria via Associações de Apoio à Escola (AAEs), um mecanismo criado para permitir que pequenos reparos emergenciais e de manutenção predial sejam resolvidos com menos burocracia, sem licitação. Entre 2018 e 2020, os valores anuais ficaram entre R$ 58,6 milhões e R$ 102,8 milhões, segundo informações do Sistema Integrado de Gestão Orçamentária, Financeira e Contábil (SiafeRio) levantadas pelo gabinete de Serafini. Nos últimos dois anos contabilizados, 2024 e 2025, já no governo do bolsonarista Cláudio Castro (PL-RJ), os valores subiram para R$ 630,2 milhões e R$ 513,3 milhões, respectivamente.
“O que encontramos foi muito grave: havia indícios de burla à legislação de licitações, com empresas previamente escolhidas e colégios coagidos a contratá-las. As obras tinham valores superdimensionados e os serviços sequer correspondiam ao que estava previsto nos contratos. Uma obra que poderia custar R$ 80 mil era contratada por quase dez vezes mais. Essa diferença, segundo as apurações que motivaram as denúncias, alimentava um esquema criminoso articulado por interesses políticos e empresariais ligados à direita do Rio de Janeiro”, afirma Serafini.
“As denúncias que fizemos sobre a máfia das obras permitiram estancar um esquema que movimentou mais de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Em um estado que paga um dos piores salários do país aos seus educadores e que ocupa posições preocupantes no Ideb, é um verdadeiro descalabro imaginar que recursos públicos destinados às escolas tenham sido drenados dessa maneira.”
Serafini cita Renato Araújo ao lembrar que ele chegou a contratar influenciadores para debochar das acusações nas redes sociais e dizer que se tratavam de fake news. “Hoje esse mesmo empresário é apresentado pela família Bolsonaro como aposta do PL para a Câmara dos Deputados. Isso mostra a dimensão política do problema e um saldo estarrecedor desse modelo de gestão bolsonarista no Rio.”
Uma indicação a dedo por Cláudio Castro
O valor dos repasses via AAEs explodiu quando a secretária estadual de educação era Roberta Barreto. Segundo as investigações, ela foi indicada ao cargo pelo então presidente da Alerj, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil-RJ, aliado de Cláudio Castro. Bacellar está preso desde março de 2026, acusado de vazar informações de operações para o Comando Vermelho, mas já havia sido preso em dezembro do ano anterior pelo vazamento de informações sigilosas de operação da Polícia Federal para o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB-RJ), o TH Joias, ourives de facções criminosas no Rio – e que também está preso sob suspeita de negociar armas para o Comando Vermelho.
É um caso paralelo, mas dentro do guarda-chuva da operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que prendeu este ano mais um deputado estadual: Thiago Rangel (Avante-RJ), envolvido diretamente no esquema das escolas públicas. Nessa mesma fase da operação da PF, foi expedido novo mandado de prisão contra Rodrigo Bacellar (que já estava no cárcere) e também contra Rui Bulhões, seu ex-chefe de gabinete. As duas prisões, de Bacellar e Rangel, foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
As irregularidades na Secretaria Estadual de Educação levaram o Tribunal de Contas do Estado a determinar em abril o fim dos pagamentos às empresas envolvidas. A secretaria prometeu à época uma revisão administrativa dos procedimentos relacionados às obras e citou a Lei de Licitações 14.133 como novo parâmetro, transferindo intervenções mais vultosas para a Empresa de Obras Públicas do Estado (EMOP). À Pública, o governo estadual disse que o contrato referente à execução de obras em colégios já foi encerrado. “A pasta esclarece ainda que, ao longo de 2026, não realizou qualquer repasse de recursos para obras escolares” às empreiteiras investigadas. Existe um processo em curso no Ministério Público Estadual, também motivado pelas denúncias do gabinete do deputado estadual Flávio Serafini, e a Operação Sarasvati foi consequência dele. As investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal continuam.
O candidato da família Bolsonaro
Não tivesse sido preso, Bacellar seria o candidato apoiado pela família Bolsonaro ao governo do Rio de Janeiro. Ele foi levado à casa de Bolsonaro em Angra dos Reis pelo próprio Renato Araújo, que passava muito tempo com o ex-presidente – Bolsonaro chegou a ir ao aniversário de seis anos do filho caçula de Araújo, e também passaram juntos uma véspera de Natal, além dos passeios de lancha ou jet ski no mar esmeralda da Costa Verde. Só após a prisão de Bacellar foi lançado o nome de Douglas Ruas, do PL-RJ, que também estava no ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista. O amigo da família Bolsonaro ouvido pela Pública confirmou o que já é sabido por muitas pessoas no Rio: já estava definido pelo ex-presidente que Renato Araújo seria candidato a vice-governador na chapa de Bacellar.
“Em pouco tempo ele virou amigo do Bolsonaro, mas eles só se aproximaram depois da reforma na casa de Angra, que ele fez questão de fazer”, diz essa pessoa próxima da família, informação que foi confirmada pela Pública com outras fontes. A casa em questão fica à beira-mar na Vila Histórica de Mambucaba e foi construída por Bolsonaro nos anos 1990. Nas eleições de 2024, antes de endossar Araújo na corrida para a prefeitura de Angra, o ex-presidente prometeu apoio ao ex-vice-prefeito da cidade, Christiano Alvernaz (PP), mas algo o fez mudar de posição e ele decidiu lançar Araújo nas urnas pela primeira vez.
O próprio Renato Araújo admitiu, em entrevista ao Metrópoles, que emprestou funcionários da Bravo para a obra, embora tenha afirmado que apenas supervisionou o trabalho e atuou como amigo.. Não se sabe exatamente quanto a obra custou, mas a PF encontrou na sede do PL um contrato não assinado da reforma, no valor de R$ 900 mil, que mencionava trocas de piso e esquadrias, abertura de paredes, reconstrução de um muro, pintura do imóvel por dentro e por fora e conserto do telhado. Em suas redes, o ex-presidente garantiu ter pago tudo no Pix com seu dinheiro.
Renato Araújo também é sócio-administrador da Bellavista Portogalo Empreendimentos, projeto de condomínio de luxo com 31 mansões planejado para Angra dos Reis em um terreno de 320 mil metros quadrados, o equivalente a 20% do tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Dessa área total, 8 mil metros quadrados ficam em terreno de marinha, a menos de 33 metros do mar medidos em linha horizontal — exatamente a categoria de imóvel que a PEC das Praias, sob relatoria de Flávio Bolsonaro no Senado Federal, propõe transferir a estados, municípios e particulares, eliminando cobrança de foro, taxa de ocupação e laudêmio (tributo pago à União quando o imóvel é vendido).
Em agosto de 2024, a revista piauí revelou que o empreendimento acumula problemas como denúncias de degradação ambiental, embargo da prefeitura, laudo da Defesa Civil que aponta risco de deslizamento e uma mudança não autorizada no regime de ocupação de parte do terreno, sem comunicação à Secretaria de Patrimônio da União. Um inquérito criminal sobre o caso foi arquivado em 2023 sem indício de crime; outro, cível e ambiental, seguia em aberto no Ministério Público. Questionado pela revista, Araújo negou qualquer ligação de Flávio – um dos principais defensores da Proposta de Emenda à Constituição em questão – com o empreendimento. Aprovada na Câmara em 2022, a PEC das Praias segue parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado desde dezembro de 2024, quando um pedido de vista suspendeu a votação.
Renato Araújo: da infância pobre aos jet-skis em Angra
Mergulhador experiente, Araújo costuma dizer que teve uma infância pobre e que sua família passava necessidade. Hoje o cenário é bem diferente. Ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir R$ 3,5 milhões em bens, entre eles dois apartamentos de R$ 400 mil cada, dois automóveis no valor de R$ 250 mil e R$ 330 mil, e dois jet-skis de R$ 40 mil e R$ 100 mil – um deles ele costumava emprestar para Bolsonaro, que lhe deu uma medalha em janeiro de 2024 com os dizeres “imorrível, imbrochável e incomível”. Araújo costuma se locomover de helicóptero em pequenas viagens, como quando participou de um pequeno trecho da “Caminhada pela Liberdade”, em janeiro deste ano, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira. No seu instagram, há inúmeras fotos com a família Bolsonaro. No último aniversário de Flávio, no dia 30 de abril, ele postou um vídeo em seu Instagram com inúmeras imagens dos dois juntos e um agradecimento: “Aqui você tem um amigo querido, um irmão. Obrigado pela oportunidade que você me deu de entrar na sua vida”. É uma relação tão próxima que, em uma de suas lives, Jair Bolsonaro chegou a dizer que adotaria Araújo.
Na véspera das carreatas de moto e de barco em Angra dos Reis, que se tornaram um grande evento do PL na cidade, Renato Araújo divulgou uma mensagem na qual disse aos seus seguidores: “Não se surpreendam se, na véspera de recebermos nosso próximo presidente, apareça (sic) novamente a covardia dessa política que acha que vai calar aqueles que escolheram o lado do bem”. Ele temia uma nova operação da Polícia Civil, que acabou não acontecendo. Procurado pela Pública, Araújo não respondeu ao pedido de entrevista, assim como Flávio Bolsonaro – o espaço segue aberto para manifestações. Embora não tenha discursado no Dia da Independência para os presentes na Avenida Paulista, Araújo gravou um vídeo em cima do palco para suas redes. Disse que “vivemos um momento de guerra” no país, que “está muito fácil escolher um lado” e que seu lado é “o lado do bem, que defende a família, a liberdade e quem é a favor do crescimento do Brasil”.
O Agrupamento de Escolas de Constância inicia o ano letivo 2026/2027 com 597 alunos, mais 42 do que no ano anterior, num crescimento concentrado sobretudo entre residentes do concelho e após vários anos marcados pela redução da população escolar. “Depois de vários anos a perder alunos, esta é uma boa notícia para o concelho e demonstra a dinâmica que vivemos”, disse hoje à Lusa o presidente da…
O verão está associado a praia, piscina, viagens e momentos ao ar livre, mas é também uma das épocas do ano em que a audição fica mais exposta: mergulhos frequentes, exposição prolongada a ruído em festivais e concertos, viagens de avião e até o simples acumular de cera e humidade nos ouvidos podem deixar marcas […]
O encontro reforçou a ligação entre o teatro e a comunidade escolar com propostas artísticas para todos os ciclos de ensino. O Teatro Sá da Bandeira (TSB), em Santarém, apresentou no dia 8 de setembro, a sua Programação para Escolas 2026/2027, aos professores das escolas do concelho. O encontro pretendeu reforçar a ligação entre o teatro, a comunidade escolar e, sobretudo, as crianças e os…
O Polo “Casimiro de Brito” da Biblioteca Municipal de Loulé, em Almancil, celebra os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, romance icónico do autor João Guimarães Rosa.
A atividade, realizada em parceria com a UALG, Município de Montemor-o-Novo e Fundação José Saramago, tem lugar no dia 11 de setembro, pelas 18h.
Em 2026, comemoram-se os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas” (1956), obra maior de João Guimarães Rosa (1908–1967) e um dos marcos da Literatura de língua portuguesa. O evento proposto assinala esta efeméride em Loulé, trazendo o universo rosiano ao Algarve através de três dimensões complementares: a narração oral, a criação artística e a reflexão sobre literatura, território e turismo cultural.
A iniciativa articula-se com a vinda a Portugal de Dôra Guimarães e Thiago Goulart, a convite da Fundação José Saramago e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, e com a estância de investigação na UAlg de Diomira Faria, diretora do Espaço do Conhecimento UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e cocuradora da exposição “Sertão Mundo”, dedicada à obra rosiana e às suas reverberações pelo mundo.
O encontro pretende demonstrar que a exposição “Sertão Mundo” e o trabalho de narração oral do Grupo Miguilim podem constituir modelos replicáveis nos territórios do Algarve e adaptáveis a outros autores, portugueses e lusófonos, constituindo instrumentos concretos de mediação literária, de reforço identitário e de desenvolvimento local.
Para além de uma sessão de narração oral, o momento contará com a mesa-redonda “O sertão está em toda a parte: turismo literário e desenvolvimento dos territórios, de Cordisburgo ao Algarve”.
A Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg)
apresenta oficialmente a Receção ao Caloiro do Algarve 2026, que este ano surge com uma nova identidade e um conceito renovado, procurando transformar o início do novo ano académico num momento de encontro, integração e celebração para toda a comunidade estudantil. Todos os anos, a Receção ao Caloiro do Algarve acolhe mais de mil novos estudantes, que assume um papel essencial na integração daqueles que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior. Mais do que um evento, a Receção ao Caloiro representa um conjunto de momentos que permitem aos novos estudantes conhecer a Universidade, criar novas relações, descobrir a vida académica e começar a construir a sua própria história enquanto estudantes da Universidade do Algarve. A edição de 2026 pretende, contudo, ir além da receção aos novos estudantes. A aposta passa por criar uma experiência que envolva toda a comunidade estudantil, aproximando novos e antigos estudantes e proporcionar diferentes oportunidades de convívio, integração e celebração. Um novo recinto no Complexo das Piscinas Municipais de Faro Uma das principais novidades desta edição será o novo recinto da Receção ao Caloiro do Algarve, localizado no Complexo das Piscinas Municipais de Faro, numa parceria entre a Associação Académica da Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro. O novo espaço representa uma aposta na inovação e na criação de uma experiência mais abrangente, sendo composto por duas áreas integradas no mesmo recinto. A abertura destas áreas acontecerá de forma faseada, que acompanham a programação da Receção ao Caloiro e permitem que o espaço vá crescendo ao longo da semana. 18 a 22 de setembro – Um espaço de convívio para toda a comunidade estudantil A partir do dia 18 de setembro, a Receção ao Caloiro chega ao novo recinto, no Complexo das Piscinas Municipais de Faro. Entre os dias 18 e 22 de setembro, estará aberta uma das áreas que integram o recinto, criando um espaço de convívio acompanhado por música e pensado para toda a comunidade estudantil. O objetivo é proporcionar um ponto de encontro ao longo destes dias, onde os estudantes possam reunir-se depois das aulas, das atividades dos seus cursos ou dos restantes compromissos académicos, encontrando um espaço para conviver, ouvir música e aproveitar o ambiente da Receção ao Caloiro. Este espaço estará aberto a todos os estudantes da Universidade do Algarve, não estando limitado aos novos alunos, às Comissões de Praxe ou às Comissões de Festas. A proposta pretende criar um ambiente descontraído e acessível, onde diferentes estudantes possam encontrar-se, conhecer-se e integrar-se na comunidade académica, reforçando o espírito de união que marca o início de um novo ano letivo. 23 a 26 de setembro – Todo o recinto aberto A partir do dia 23 de setembro, a Receção ao Caloiro entra numa nova fase. Entre 23 e 26 de setembro, a segunda área do recinto será também aberta ao público, passando as duas áreas que integram o mesmo recinto a funcionar em simultâneo. As duas áreas estarão ligadas entre si, permitindo aos estudantes circular pelo espaço e viver diferentes experiências dentro do mesmo recinto. Esta nova configuração permitirá uma programação mais diversificada, com diferentes artistas, ambientes, atividades e dinâmicas, criando uma experiência mais abrangente e capaz de chegar aos diferentes interesses da comunidade estudantil. Desta forma, o espaço que, entre os dias 18 e 22, funcionará parcialmente como um ponto de encontro e convívio com música, passa, a partir de 23 de setembro, a estar integralmente aberto, com ambas as áreas em funcionamento. Uma Receção ao Caloiro que é de todos A edição de 2026 parte de uma ideia essencial: receber os novos estudantes é também envolver toda a comunidade que os recebe. A integração não acontece apenas através de atividades dirigidas aos novos alunos. Acontece através do contacto com outros estudantes, da descoberta da vida académica, da criação de novas amizades e da participação nos momentos que fazem parte da experiência universitária. É nesse sentido que a AAUAlg pretende que a Receção ao Caloiro do Algarve seja um espaço onde novos estudantes e estudantes de anos anteriores possam estar juntos, independentemente do curso, ano ou estrutura académica a que pertençam. O objetivo é proporcionar uma experiência onde todos possam encontrar o seu espaço, participar e sentir-se parte da Universidade do Algarve. Uma nova imagem para uma nova edição A Receção ao Caloiro do Algarve 2026 apresenta também uma nova identidade visual, que acompanha a renovação do conceito e da experiência do evento. Com um novo espaço, diferentes ambientes, artistas, dinâmicas e várias surpresas, a AAUAlg prepara uma edição que pretende marcar o início do ano letivo 2026/2027 e criar novas memórias para toda a comunidade estudantil. De 17 a 26 de setembro, a Receção ao Caloiro será vivida em diferentes momentos: 17 de setembro Arraial Académico no Campus da Penha. 18 a 22 de setembro Uma parte do novo recinto estará aberta, com música e um espaço de convívio destinado a toda a comunidade estudantil. 23 a 26 de setembro Todo o recinto estará aberto, com as duas áreas em funcionamento e ligação entre ambas, apresentando diferentes artistas, ambientes e dinâmicas. A Associação Académica da Universidade do Algarve convida toda a comunidade académica e algarvia a fazer parte desta nova edição da Receção ao Caloiro e daquele que será um dos grandes momentos de celebração do início do novo ano académico. Uma nova imagem. Um novo conceito. Um novo espaço. Uma Receção ao Caloiro para todos. Receção ao Caloiro do Algarve 2026 A tua história começa aqui.
O preço dos quartos em casas partilhadas subiu apenas 1% no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista. Uma estabilidade que surpreende num mercado sob forte pressão: a procura por quartos cresceu 27% a nível nacional, enquanto a oferta recuou 11%. Em suma, os preços dos […]
A Praça do Mar, em Quarteira, volta a ser o ponto de partida para mais uma edição da Marcha-Corrida da Batata-Doce, que se realiza no próximo dia 4 de outubro.
Com dois percursos à escolha, de 5 e 10 quilómetros, a iniciativa convida participantes de todas as idades a praticar atividade física e a percorrer diferentes cenários da freguesia, num momento que alia desporto, convívio e tradição.
«Esta já é uma iniciativa que faz parte da tradição na nossa cidade. Tanto para os amantes da corrida ou para quem prefere caminhar, fica o convite a participarem em mais um grande evento da nossa freguesia, que continua a apostar na promoção do desporto e na adoção de estilos de vida e comportamentos saudáveis», refere João Romão, Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira.
O programa tem início com o aquecimento, às 9h30, estando a partida marcada para as 10h00. No final, mantém-se uma das tradições da iniciativa, com a distribuição de batata-doce assada pelos participantes.
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e encontram-se já a decorrer, podendo ser realizadas presencialmente na Junta de Freguesia de Quarteira ou através do formulário disponível no website [www.jf-quarteira.pt](http://www.jf-quarteira.pt).
A atividade é organizada pela Junta de Freguesia de Quarteira, em parceria com a Câmara Municipal de Loulé, e integra o Calendário Regional de Marcha e Corrida do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
A Câmara Municipal de Loulé promove, nos dias 11, 12 e 13 de setembro, o 10º Encontro de Camionistas de Loulé, uma iniciativa que, ao longo dos anos, se tem afirmado como um importante momento de convívio e celebração entre os profissionais ligados ao transporte rodoviário.
De carácter bienal, este encontro, que acontece no Parque das Cidades, celebra a cultura, a amizade e, sobretudo, a camaradagem que une quem faz da estrada uma parte importante da sua vida.
Além da exposição e veículos e da mostra de marcas, o evento conta com uma área de tasquinhas e animação musical com nomes como Romana, Quina Barreiros, Remember 80/90, João Paulo Cavaco e Al-Fanfare.
O Encontro de Camionistas de Loulé tornou-se já uma tradição, reunindo não apenas camionistas e profissionais do setor, mas também muitos entusiastas e famílias que, durante três dias, têm a oportunidade de conhecer mais de perto o universo dos veículos pesados e de quem diariamente os conduz pelas estradas do país e além-fronteiras.
Para os camionistas, este é também um momento privilegiado para reencontrar amigos, partilhar experiências e histórias de muitos quilómetros, bem como trocar opiniões sobre os desafios e as transformações que o setor dos transportes enfrenta.
Em setembro, a Biblioteca Municipal de Loulé Sophia de Mello Breyner Andresen leva a cabo um programa de atividades dirigidas a todas as idades.
Ao longo do mês (de 1 a 30 de setembro), estará patente ao público, no hall de entrada do edifício-sede, a Exposição “Singularidades”, de Alberto Rebelo. Nesta mostra de desenhos, estarão presentes catorze pequenas histórias baseadas no livro “Alice… e outras Singularidades” de Aldo Lupo, pseudónimo de Alberto Rebelo.
Os desenhos originais são realizados a pastel seco e oleoso sobre papel canson e pretendem representar, simbolicamente, tanto os personagens como partes das narrativas. As ilustrações terão, lateralmente apostas, pequenas citações extraídas dos contos.
No âmbito desta exposição, no dia 18, às 18h30, decorre mais uma sessão de “Livros Abertos” com a apresentação de “Alice… e outras Singularidades”. A apresentação da obra, que nos conta cinco pequenas histórias, estará a cargo de Nídia Guerreiro.
Já esta sexta-feira, dia 4, pelas 18h, acontece mais uma sessão do projeto “Poesia ao Fim do Dia”, iniciativa de promoção da poesia, da leitura poética, da interação entre o público, o leitor, o livro e a poesia. Desta vez a convidada é Cátia Guerreiro, que irá ler/declamar algumas poesias, não se limitando à simples leitura de poemas, mas também à apresentação de alguns factos/curiosidades sobre os autores escolhidos.
De 14 a 30, a UNIR – Associação dos Doentes Mentais, Famílias e Amigos do Algarve promove “Leitura para todos: Transformando desafios em conquistas”, uma mostra que reúnes trabalhos desenvolvidos ao longo do ano por um grupo de adultos da instituição, no âmbito de um projeto que promove a educação ao longo da vida, a inclusão e a participação ativa na comunidade.
O Clube de Leitura de Loulé regressa no dia 30, pelas 21h, com uma discussão à volta do livro “O amor nos Tempos de Cólera”, de Gabriel García Marquez.
No polo “Casimiro de Brito”, em Almancil, o destaque vai para a celebração dos 70 anos do romance “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, no dia 11, às 18h, numa parceria com a UALG, Município de Montemor-o-Novo e Casa Fernando Pessoa.
E em Quarteira, no dia 9, pelas 19h30, decorre mais uma sessão do Clube de Escrita da Biblioteca. A escrita criativa trabalha a concentração, a criatividade e melhora o seu hábito para a leitura. Desenvolve a habilidade de raciocínio para expressar uma ideia de forma cativante, inovadora e eloquente. Com esta atividade pretende-se que, através da escrita, sejam trabalhadas diferentes possibilidades para que uma história seja narrada e que se potencialize o cérebro através de produções artísticas, partilhando textos e opiniões, com vista ao incremento valorativo de cada participante. As inscrições podem ser feitas em biblioteca@cm-loule.pt
Emília Maria Correia, Fernanda Miranda e Maria Alberta Gonçalves proporcionam ao público quarteirense um “Serão de Poesia”, com a leitura de poemas. É no dia 18, pelas 21h30.
Ainda em Quarteira, dia 25, às 21h30, acontece mais uma tertúlia “Vamos tirar dúvidas sobre… Vacinação e Sistema Imunitário”, e a 29, pelas 19h30, o Clube de Leitura de Quarteira realiza uma discussão à volta do livro “As pessoas invisíveis”, de José Carlos Barros.
11 circuitos especiais asseguram as deslocações de alunos do ensino básico e secundário, com horários ajustados às necessidades dos estabelecimentos de ensino
O Município de São Brás de Alportel volta a assegurar transporte escolar gratuito no ano letivo 2026/2027, através de uma rede de 11 circuitos especiais destinados aos alunos do ensino básico e secundário que cumpram os requisitos previstos na legislação em vigor.
A medida pretende garantir deslocações seguras e adequadas às necessidades dos alunos, apoiando as famílias nas deslocações diárias e promovendo a utilização de transportes coletivos como alternativa ao transporte individual.
“Este é um apoio que continuamos a garantir às famílias são-brasenses, contribuindo para reduzir os encargos associados ao início de cada ano letivo e para que a distância à escola não seja um obstáculo ao percurso educativo de nenhuma criança ou jovem”, destaca a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro.
Onze circuitos para diferentes zonas do concelho
Os 11 circuitos previstos para o próximo ano letivo estão identificados por cores — Verde, Amarelo, Azul, Vermelho, Laranja, Roxo, Rosa e Azul Escuro — e abrangem diferentes localidades e zonas do concelho.
A rede assegura as deslocações para a Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos, Escola Secundária José Belchior Viegas e escolas do 1.º ciclo do Alportel, Mesquita e Vilarinhos .
Está prevista uma viagem diária no início da manhã, entre a residência e a escola, e duas viagens diárias, nos dias letivos, entre os estabelecimentos de ensino e os locais de residência dos alunos.
“O planeamento é feito com atenção às necessidades que surgem em cada ano letivo, procurando assegurar uma resposta adequada às diferentes zonas do concelho e acompanhar a evolução do número de alunos”, refere a Vereadora responsável por esta área, Mónica Inácio, com uma larga experiência na gestão de transportes do município.
Horários ajustados às necessidades dos alunos
Os horários foram definidos em articulação com o Agrupamento de Escolas. Nas deslocações da residência para a escola, os circuitos destinados à Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos e à Escola Secundária têm partidas programadas, consoante a zona, entre as 7h00 e as 7h35.
Para as escolas do 1.º ciclo do Alportel, da Mesquita e dos Vilarinhos, estão previstas partidas às 7h50.
Os circuitos especiais são implementados quando os transportes coletivos existentes não respondem de forma adequada às necessidades dos alunos, nomeadamente quando não permitem assegurar a compatibilidade com os horários escolares ou quando as condições de transporte disponíveis se revelam desadequadas face às necessidades dos alunos.
O Plano Municipal de Transportes Escolares para o ano letivo 2026/2027 foi elaborado tendo por base o número estimado de alunos a transportar, a informação disponibilizada pelo Agrupamento de Escolas e a análise das necessidades de transporte verificadas para o próximo ano letivo, considerando igualmente a experiência e os dados registados nos anos letivos anteriores e foi aprovado pela Câmara Municipal, nos termos da legislação em vigor.
Consulta de circuitos e inscrições
A consulta do Plano Municipal de Transportes Escolares 2026/2027, dos circuitos, dos horários e a obtenção de formulário de inscrição está disponível em: https://www.cm-sbras.pt/pt/menu/413/transporte-escolar.aspx
Envio de inscrições ou pedidos de inscrição: transportes@cm-sbras.pt
A Universidade Politécnica de Santarém colocou 700 novos estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, mais 249 do que em 2025, enquanto a Universidade Politécnica de Tomar recebeu 240 alunos. Saúde, Educação, Gestão e Desporto estão entre as áreas com maior procura em Santarém. Em Tomar e Abrantes destacam-se Conservação e Restauro, Fotografia…
Três pessoas ficaram feridas na manhã deste sábado, 5 de setembro, na sequência de um acidente de viação ocorrido na Autoestrada 3 (A3), no sentido Porto – Braga, ao quilómetro 27, na zona de Vila Nova de Famalicão.
Bombeiros voluntários de Famalicão
O alerta para a ocorrência foi dado às 08h24. As três vítimas sofreram ferimentos e foram assistidas no local, sendo posteriormente transportadas pelas equipas de socorro para o Hospital de Vila Nova de Famalicão.
Nas operações de socorro e apoio no local estiveram empenhados 11 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, apoiados por 4 veículos. A Guarda Nacional Republicana (GNR) esteve presente a registar a ocorrência e a gerir o trânsito, conjuntamente com a assistência da concessionária Brisa.
Por: Dino Frazão Fonte: segundo Bombeiros Voluntários de Famalicão 05/09/2026
Tudo em que dá pra sentar é cadeira! — berrou Jorginho, de doze anos.
Faz um tempo que dou aulas de matemática extracurricular para pré-adolescentes e gosto sempre de alterar o material, já que não preciso seguir nenhum programa de conteúdo muito rígido. Recentemente pensei que seria interessante tentar ensiná-los a importância (e a dificuldade) de boas definições e, antes de lhes apresentar as bases euclidianas do fazer matemático, propus um desafio a fim de mostrar que essa empreitada é muito mais complicada do que o pai da geometria fez parecer. Expliquei que a matemática moderna é feita a partir de definições muito precisas, que delimitam exatamente os objetos que querem — bem — definir, mas que, ao longo de sua vasta história, houve inúmeros embates sobre como deveria ser definido, por exemplo, um plano. Antes, porém, de entrar de fato nos objetos abstratos da mãe das ciências, sugeri que começássemos por delimitar algo mais concreto, mais empolgante.
— Alguém pode me dizer o que é uma cadeira?
— Tem um encosto, quatro pernas e dá pra sentar! — alguém no fundo falou.
— E se o encosto quebrasse, ainda seria uma cadeira? — perguntei, crente de que eu conduziria essa investigação magistralmente, pelo infalível método socrático.
— Aí seria uma cadeira quebrada, professor! — Começaram a rir.
— Pois bem, eu quero uma lista de características que a cadeira PRECISA ter para ser uma cadeira. Se ela não precisa de encosto, a lista também não precisa.
— Lá em casa tem uma que não tem apoio de braço, nem encosto, nem perna! É um quadradão assim, e a gente chama de cadeira.
— Quadrado, não. Cubo. — disse Jorginho.
— Certo, então é só um objeto em que dá pra sentar. Seria isso? — perguntei.
— Não! — exclamou Gabriel. — Dá pra sentar no chão, mas o chão não é uma cadeira.
— O chão não é objeto!
— Tá, mas dá pra sentar numa mesa também, e mesa não é cadeira!
Os alunos engataram na discussão e me segurei para deixá-los livres, queria ver se chegariam a algum consenso. Continuaram se lançando exemplos e contraexemplos até que a turma se dividiu em dois grupos: um deles, liderado por Jorginho (que tem uma incrível memória, sempre me lembra de fazer a chamada), defendia que tudo em que se podia se sentar poderia ser chamado de cadeira; o outro grupo, cuja voz mais ardente vinha de Gabriel, tinha como fundamento a intenção do criador do objeto: se alguém fez algo em que se poderia se sentar e o batizou de cadeira, logo aquilo assim seria chamado. As duas escolas de pensamento, então, travaram um feroz embate acerca da natureza real de um tronco cortado na floresta.
Fiquei tão absorvido pelo debate, pela truculência com que sustentavam suas alegações, que me esqueci de que esse é um problema sem solução. A impossibilidade de um consenso foi se tornando mais clara quando vi alguns alunos subindo em suas cadeiras como demonstração de um argumento que não captei por completo e vi bolas de papel voando em suas direções, certamente carregadas de eloquentes réplicas. Tive que me restabelecer como autoridade daquela ágora vulcânica assim que começaram os gritos de “DERRUBA! DERRUBA!”.
— Chega! — e dei um tapão na lousa tentando disfarçar minha satisfação em ter instigado um bélico debate filosófico entre pré-adolescentes.
Mas no silêncio borbulhante da turma ainda com os peitos ebulindo opiniões, Gabriel se levantou lenta e confiantemente e, com uma folha de papel amassada na mão, foi em direção à lata de lixo, gesto que passou despercebido pelos rivais. Eu o olhava pacientemente, esperando-o voltar a sua carteira para que eu pudesse prosseguir com a aula. Ele jogou fora o papel e, no caminho de volta ao seu assento, foi para o palanque na frente da sala, levantou os braços e disse “Tá aqui a cadeira do Jorginho!” e encheu a mão com o argumento que tinha entre as pernas.