NGOs call on Vantara to end all wild animal imports permanently



Sentado, de mãos cruzadas e com olhar sério para a câmera, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Cabrera, anuncia, em vídeo publicado no canal do Departamento de Estado no YouTube em 13 de agosto de 2026: “Agora, a América tem a oportunidade de estabelecer uma nova ordem”. A frase ecoa a Doutrina Monroe, do princípio do século 19, que tratava o continente americano como área de influência dos EUA. O presidente Donald Trump a resgatou para justificar interferências políticas, militares e econômicas em outros países. Um dos alvos é o Brasil, em pleno ano eleitoral. A Agência Pública apurou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem monitorado a situação por meio de relatórios internos que classificam os discursos de figuras da extrema-direita no Brasil como “facilitadores” de ataques à soberania nacional.
Recentemente, num relatório entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal (PF), a Abin classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos EUA nas eleições brasileiras. O conteúdo do documento foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A Pública apurou que relatórios semelhantes vêm sendo produzidos desde novembro de 2025, quando a gestão de Trump passou a ampliar o plano de hegemonia na América Latina.
Parte da extrema-direita no Brasil tem visões ideológicas alinhadas à gestão trumpista. Essa ala extremista é observada, nas análises da Abin, como colaboradora dos interesses americanos no país. Os países latino-americanos já foram definidos como “quintal” de Washington pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, em entrevista à Fox News no ano passado. A ascensão desta narrativa trumpista foi rebatida pelo presidente Lula em seu último discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira, 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente, que também é candidato à reeleição.
Fontes da Abin contaram à reportagem, sob reserva, que o cerne do interesse dos EUA estaria na extração de terras raras — mais de 20% das reservas mundiais de terras raras estão no solo brasileiro. A Pública mostrou que, no início do mandato, Trump assinou um decreto para acelerar a produção de minerais críticos e reduzir a dependência do governo chinês. “(…) Minerais críticos são essenciais para a prontidão militar americana, já que eles são componentes-chave de jatos, satélites, submarinos, bombas e sistemas de mísseis guiados”, registra um trecho do decreto.
A Pública também apurou que a embaixada dos EUA no Brasil procurou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para que ele recebesse dois enviados do Departamento de Estado. Segundo a apuração, a missão da dupla era lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty negou os vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.
Em meio à tensão diplomática, o Ministério das Relações Exteriores ainda não deu aval à indicação de Donald Trump para a embaixada dos EUA no Brasil. O indicado foi o representante da Flórida — equivalente a um deputado estadual —, Daniel Perez, cujo nome foi aprovado pelo Senado americano em 7 de agosto. Contudo, ele não pode assumir o cargo sem o agrément — norma da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961. O agrément é a aceitação do país que vai receber o indicado e vem antes da indicação, o que não ocorreu no caso brasileiro.
O parlamentar é fiel ao movimento nacionalista Make America Great Again (MAGA), amigo pessoal e integrante do mesmo grupo político de Marco Rubio. A Pública mostrou que Perez é peça importante no projeto expansionista de Trump e que seria uma figura relevante na tentativa de interferência no Brasil, inclusive no auxílio à formulação de leis no Congresso Nacional.
O monitoramento da Abin abrange ainda discursos intervencionistas que possam “causar impacto nas instituições” e obter apoio popular e político para uma interferência americana. O acompanhamento dos agentes de inteligência é constante e poderia incluir políticos com mandatos e posicionamentos radicais, bem como pessoas com poder de mobilização, como influenciadores digitais de extrema-direita.
“As eleições brasileiras não têm, como há quatro anos, um cenário de abolição do Estado Democrático de Direito. Agora é um cenário de interferência externa em que o governo dos EUA tem preferência pelo campo opositor e vê nesse campo um facilitador de seus interesses unicamente americanos”, frisou uma fonte da Abin, sob condição de anonimato.
Ações para estimular o apoio à interferência americana foram intensificadas em 2026. Entre elas, a protagonizada por Marco Rubio em 16 de julho, quando convocou 66 países a se unirem a um projeto de combate ao que classificou como “terrorismo de extrema esquerda”. Sem provas, Rubio — filho de cubanos conservadores e integrante de uma elite econômica estabelecida na Flórida — acusou Cuba de espionagem e de infiltração no território americano.
Dois meses depois, em 22 de setembro, os 14 países da América Latina, membros do “Escudo das Américas” — aliança bélica criada por Donald Trump — assinaram um acordo para impor sanções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a exemplo do congelamento de bens e de restrições à imigração e a vistos.

Quel est le point commun entre Augusto Pinochet, Frédéric Encel et Le Monde diplomatique ? Le premier a enseigné la géopolitique à l'université militaire de Santiago et publié un traité intitulé Geopolítica cinq ans avant son coup d'État au Chili, en 1973. Le deuxième compte au nombre des experts les plus fréquemment invités dans les médias, où il savoure avec un sourire faraud l'énoncé de sa qualité : « docteur en géopolitique ». Le troisième a conçu le manuel que vous avez sous les yeux pour interroger les visions du monde portées par les deux premiers : pour l'un, la compétition entre États pensés comme des organismes voués à la conquête de leur espace vital ; pour l'autre, l'idée que la politique internationale se réduit à l'affrontement entre démocraties libérales et régimes autoritaires, au nom de valeurs que l'Occident aurait vocation à défendre et, au besoin, à diffuser.
Si la vieille géopolitique allemande dont s'inspirait Pinochet a été reléguée aux livres d'histoire, la croisade morale que mènent les éditorialistes connaît, avec le conflit russo-ukrainien et les massacres israéliens à Gaza, un moment de consécration en même temps qu'une mise à l'épreuve. Désorientés par le lâchage de leur tuteur américain, les dirigeants européens et leurs relais médiatiques tiennent simultanément deux discours incompatibles : l'agresseur russe menace les démocraties ouvertes, lesquelles soutiennent l'Ukraine qui se « bat pour nos valeurs » ; mais l'agresseur israélien, qui bombarde ses voisins et multiplie les crimes contre l'humanité, ne fait qu'exercer son « droit de se défendre ».
La supériorité morale de l'Occident, fondement de la politique étrangère
Une telle contradiction, sur des sujets qui engagent la sécurité du continent, serait relevée sans relâche si l'univers des commentateurs internationaux n'était pas aussi étroitement quadrillé. Le statut convoité d'invité permanent suppose de cocher plusieurs cases : atlantiste, pro-européen, adepte d'un idéalisme qui fait de la supériorité morale de l'Occident le fondement de la politique étrangère. Ainsi sélectionnés, analystes et stratèges semblent reprendre le flambeau des néoconservateurs américains, discrédités au mitan des années 2000 par l'aventurisme de George W. Bush.
Leur passion de la démocratie ne supporte pas la contradiction : en France, les voix dissidentes en matière de politique étrangère sont si rarement sollicitées par la presse dominante que chacune des interventions de Dominique de Villepin, Emmanuel Todd, Pascal Boniface ou John Mearsheimer suscite un vif succès d'audience. Le raidissement occidentaliste des commentateurs exprime, faute de mieux, la réaction d'un Vieux Continent déclinant face à une puissance américaine toujours dominante et à l'essor de la Chine. Le contretemps est manifeste : après la crise financière de 2008, historiens, intellectuels publics et journalistes exhortaient leur public à « décentrer le regard » pour penser « un monde multipolaire ». Presque vingt ans plus tard, il reste impossible, à écouter le clergé géopolitique, de se faire une idée de la manière dont les puissances émergentes voient le monde, nous perçoivent, se projettent.
Cette incapacité à regarder ailleurs tient aussi au petit monde qui fabrique le savoir géopolitique. À cheval entre universités, chancelleries et groupes de réflexion, ce milieu fonctionne en vase clos. Il élabore des récits globaux qui s'imposent moins par la force des arguments que par leur répétition. La matière peut paraître rébarbative, réservée à un milieu d'initiés dont les représentants rappellent le jugement d'Étienne Bonnot de Condillac sur ses adversaires philosophiques : « Ils doivent leur réputation à l'importance des sujets dont ils s'occupent plutôt qu'à la manière dont ils les traitent. » (1) L'introduction de la géopolitique dans certaines filières de l'enseignement secondaire n'a pas encore suffi à combler le fossé entre l'importance des enjeux internationaux pour quiconque participe à la vie publique et leur confiscation par un cercle restreint de spécialistes.
La politique étrangère engage en effet la guerre et la paix, la sécurité de populations entières. Pourtant, les choix militaires et les grandes orientations stratégiques restent largement soustraits à la discussion publique. Au cours des deux dernières décennies, la France a engagé des opérations en Afghanistan, en Côte d'Ivoire, en Libye, au Mali et dans le Sahel, en République centrafricaine, en Irak et en Syrie sans que leurs objectifs, leurs résultats ou leurs conséquences fassent l'objet d'un véritable examen démocratique ; ces interventions extérieures sont d'ailleurs restées largement absentes des campagnes présidentielles. Aujourd'hui, l'explosion des budgets de défense et la militarisation de la politique étrangère européenne, qui servent de palliatif à sa marginalisation diplomatique, s'imposent, elles aussi, sans débat. D'autres choix stratégiques, d'autres priorités diplomatiques seraient pourtant nécessaires quand les interdépendances, le dérèglement climatique, les pandémies, les bouleversements technologiques ou les risques liés à la prolifération nucléaire appellent de nouvelles formes de coopération internationale.
Ce Manuel d'autodéfense intellectuelle entend donner à chacun les outils pour se forger une opinion éclairée sur les conflits et la situation internationale. Appuyé sur les acquis de la recherche, il passe au crible les grandes idées reçues qui façonnent les représentations du monde depuis la fin de la guerre froide. Son appareil cartographique explore les rapports entre espace et puissance — dont le contrôle du détroit d'Ormuz illustre l'importance. Car, si le XXIe siècle offre à la géographie sa revanche sur la Terre prétendument plate et sans histoire de la mondialisation, se réapproprier la géopolitique ouvre un possible nécessaire : contester aux dirigeants le monopole des affaires du monde.
(1) Cité par Olivier Zajec, Nicholas John Spykman, l'invention de la géopolitique américaine, Sorbonne Université Presses, Paris, 2016.

Uma rede de fazendas de conteúdo gerado por inteligência artificial promove, a partir de 255 perfis identificados com pautas da extrema direita no Instagram, ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), desinformação eleitoral e violência política de gênero.
Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque obtido pelo Aos Fatos mostrou que as contas publicaram ou coassinaram 1.204 posts em uma estrutura que utiliza posts colaborativos para distribuir conteúdo identificado com o bolsonarismo e compartilhar audiência entre os perfis.
Juntas, as publicações produzidas pela fazenda acumularam 58 milhões de visualizações e 5 milhões de curtidas e comentários entre 15 de agosto e 15 de setembro.

Na semana passada, Aos Fatos revelou que uma rede de perfis no Instagram simulava apoio popular espontâneo ao ministro André Mendonça a partir de uma estratégia de engajamento artificial chamada astroturfing. Mapeados inicialmente por Aos Fatos, os perfis também realizaram publicações em conjunto às contas analisadas pelo instituto.
O levantamento confirma que as páginas pró-Mendonça não atuavam isoladamente e estavam inseridas em uma estrutura mais complexa de produção e amplificação de conteúdo com IA voltada à promoção de figuras do campo bolsonarista e baseada em mecanismos semelhantes de atuação. Os perfis foram derrubados pelo Instagram após reportagem do Aos Fatos.
Content farms, ou fazendas de conteúdo, são estruturas voltadas à produção rápida e em grande volume de publicações, muitas vezes de maneira automatizada e com foco em atrair audiência e engajamento, não na qualidade da informação.
No caso analisado pelo Democracia em Xeque, similar à identificada anteriormente por Aos Fatos, a distribuição ocorre em rede: diferentes perfis publicam juntos e compartilham suas audiências por meio do recurso de collabs do Instagram.
Quase metade dos posts (586) identificados pelo instituto foi publicado em colaboração com outras contas, e essas peças concentraram 63% de todo o engajamento do período. Em alguns casos, um mesmo conteúdo apareceu simultaneamente em até seis perfis.
A rede foi dividida pelo instituto em seis núcleos principais formados entre perfis que se compartilham. O maior deles concentra 60 perfis em torno da @narrativascuriosastv, uma página de memes e vídeos curtos que deixou de publicar no início de setembro. O grupo foi responsável por 617 posts, pouco mais da metade de todas as publicações analisadas, e por 54% do engajamento registrado.

Entre as contas que integram o principal núcleo está a @leoindiobolsonaro, administrada por Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. Alvo do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado de 2023, ele teve a prisão decretada em 2025 e atualmente está foragido na Argentina.
O perfil participou de 111 publicações da rede — em 15 delas como autor principal —, acumulando 754 mil interações e quase 6 milhões de visualizações. O levantamento identificou conteúdos com ataques políticos e violência de gênero, todos gerados por IA.
A relação de Léo Índio com o principal núcleo da ‘fazenda de IA’ também passa pela divulgação de ferramentas para produção de conteúdos políticos com uso de inteligência artificial. Em fevereiro, o Observatório IA nas Eleições registrou que publicações transfóbicas feitas por ele contra a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) eram usadas para divulgar um curso de produção de conteúdo sintético.

O mesmo treinamento também era promovido pela @narrativascuriosastv e outros perfis da fazenda. Divulgado como apartidário, o curso é vendido por R$ 167 e possui mais de 90 módulos, dentre eles “Criando Vídeos Virais com o Bolsonaro e o Lula” e dicas de como remover a marca d’água de conteúdos artificiais. Em algumas aulas, o perfil era utilizado como exemplo de produção das peças.
A Kiwify, responsável por hospedar o curso, disse que os módulos considerados problemáticos haviam sido removidos por violarem as regras da plataforma. Aos Fatos não conseguiu acesso ao curso para verificar a alegação.
Apesar do alto volume de publicações, a audiência da fazenda se concentra em poucos conteúdos. Os 25 posts de maior engajamento, equivalentes a 2,1% da amostra, reuniram mais da metade (53%) de todas as curtidas e comentários contabilizados pelo instituto.
A publicação mais popular foi um vídeo publicado pelo perfil @imperio_patriotico em 16 de agosto que associa a premiação de uma adolescente de 14 anos em uma olimpíada de matemática a uma crítica ao governo. A peça acumulou 651 mil interações (13%) e ainda pedia que os seguidores passassem a seguir outro usuário.

A @imperio_patriotico também está entre as contas de maior repercussão, com 1,1 milhão de interações e 8,3 milhões de visualizações no período. A líder é a @narrativascuriosastv, com 1,5 milhão de interações e 17,2 milhões de visualizações.
Todas adotam a mesma prática identificada anteriormente pelo Aos Fatos entre os perfis ligados a Mendonça: direcionar seguidores para outras contas que integram a rede da fazenda. Em 30 de agosto, uma publicação da @narrativascuriosastv que acumulou 129 mil interações pediu que o público acompanhasse um “novo perfil” porque o atual “pode cair a qualquer momento”.
Três dias depois, o perfil deixou de publicar na base analisada. Na mesma data, uma conta alternativa (@narrativascuriosastv3.0) começou a publicar conteúdo próprio. O Democracia em Xeque considera a sequência um indício de preparação para eventual perda da outra página.
A conta original foi bloqueada em resposta a uma liminar da Justiça Eleitoral. Já o perfil ‘reserva’, com 10,6 mil seguidores, segue ativo e perpetuando o mesmo padrão de publicações, uso de colaborações e aceno à religiosidade.

Ao tratar da derrubada sem mencionar possíveis violações às regras da plataforma, as publicações sugerem uma ideia de “perseguição” contra contas bolsonaristas.
Não há menções à decisão da Justiça nem à possibilidade de os perfis se enquadrarem nas diretrizes da Meta sobre comportamento inautêntico coordenado, que proíbem redes de contas falsas ou automatizadas que atuem em conjunto para manipular o engajamento ou ampliar conteúdos artificialmente.
Humor e paródia aparecem como os temas de maior engajamento, somando 34% das interações. Conteúdos relacionados a Lula, ao PT e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, representam outros 16%; STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça, 10%; e publicações de promoção da família Bolsonaro, do PL e do número 22, 7%.
Parte das publicações utiliza inteligência artificial para produzir ataques misóginos. O instituto identificou, por exemplo, montagens hipersexualizadas de Janja, ataques contra parlamentares e uma imagem sintética que sexualizava a estátua da Justiça na Praça dos Três Poderes.

No conteúdo sobre o Supremo, o relatório identifica uma divisão entre as representações dos ministros. Moraes aparece como adversário das páginas, enquanto Mendonça é glorificado e retratado como contraponto ao colega. Entre os exemplos citados, estão publicações com frases como “Mendonça pode prender Alexandre de Moraes” e “Mendonça Shad é o terror do STF”.

As contas também direcionam publicações a políticos. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é a figura mais marcada nas legendas, citado por seu perfil oficial em 34 posts. Leandro de Jesus (PL-BA), Bia Kicis (PL-DF) e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também aparecem entre os nomes mais mencionados. As hashtags recorrentes incluem #direita, #lula, #bolsonaro e #stf.
O caminho inverso é menos frequente, mas existe. No período analisado, sete perfis classificados como políticos ou candidatos foram autores ou coautores de publicações junto à rede.
Entre eles estão o deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA), que aparece no mesmo núcleo de @narrativascuriosastv e @leoindiobolsonaro, e o vereador Rafael Policial (PL-MT), que integra outro agrupamento no qual também aparece Léo Índio.

O perfil nacional do PL (Partido Liberal) também fez uma publicação em colaboração com uma das páginas da rede. As relações demonstram coautorias, marcações e compartilhamento de audiência entre as páginas e contas políticas, mas não atribui aos políticos ou partidos a administração ou a coordenação da fazenda.
Outro achado do relatório é a baixa presença da identificação de conteúdo sintético oferecida pelo Instagram. Apenas 155 dos 1.204 posts (12,9%) apresentavam alguma identificação de uso de inteligência artificial. Em 134 casos, o próprio autor declarou ter usado a tecnologia; nos demais, a identificação veio de metadados incorporados aos arquivos.
Mesmo minoritários, as publicações em que o uso de IA foi declarado pelo autor concentraram 44% de todo o engajamento da rede.
Ao todo, 71% das publicações não contavam com qualquer registro de uso de IA. O instituto ressalta, contudo, que isso não significa que não houve uso da tecnologia, já que as contas foram incluídas no monitoramento pelo conteúdo que publicam, e não pela existência do rótulo.
Em uma análise paralela feita a pedido do Aos Fatos, o instituto identificou que páginas reveladas pela reportagem de 16 de setembro sobre a fabricação de apoio popular a André Mendonça estavam conectadas a outras fazendas de conteúdo gerado por IA.
A rede atua de forma independente da fazenda descrita no relatório, mas possui ligações com os perfis encontrados pelo Democracia em Xeque e o mesmo padrão de atuação.
A reportagem havia identificado 24 perfis dedicados ao ministro e mostrou que contas bolsonaristas com audiências já consolidadas utilizavam collabs, reproduziam peças idênticas e convocavam seus seguidores a acompanhar essas páginas.
Metade deles existia anteriormente com outras identidades e foram convertidas em páginas de apoio ao magistrado no início de setembro, quando a crise no STF se intensificou.

A análise do Democracia em Xeque ampliou essa rede. Foram identificados 20 perfis que usavam nomes ou apelidos de políticos ou de Mendonça acompanhados de termos como “apoio” e “presidente” ou de sufixos numéricos. Nenhum deles era uma conta oficial.
Quatro estavam na lista de páginas classificadas pelo instituto como fazendas de conteúdo com IA; os demais se conectam a elas principalmente por meio de publicações em colaboração.
Esse grupo formava um núcleo de 28 perfis que publicou 84 conteúdos e somou 2,9 milhões de interações no período analisado. Faziam parte dele páginas com variações dos nomes de Flávio e Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e André Mendonça.
Entre as contas classificadas pelo instituto como produtoras de conteúdo com IA estava a @andremendoncas3, já identificada pelo Aos Fatos como uma das páginas usadas para fabricar a percepção de apoio espontâneo ao magistrado. No período, ela participou de cinco publicações, que somaram cerca de 367 mil interações e 3,1 milhões de visualizações.
A @andremendoncas2, maior perfil identificado na investigação anterior do Aos Fatos, não publicou nem coassinou posts capturados diretamente pela base no período. Mesmo assim, apareceu no levantamento porque era marcada repetidamente por páginas que usam os nomes de Nikolas, Michelle e Flávio Bolsonaro. Políticos e candidatos também citaram a conta em publicações.
O padrão coincide com o que a reportagem anterior havia identificado manualmente: a @nikolasferreiradms3, por exemplo, convocou sua audiência a seguir a @andremendoncas2, enquanto diferentes páginas bolsonaristas distribuíram peças iguais para promover perfis do ministro.
A análise inicial chegou a reunir esse núcleo e a fazenda de conteúdo descrita no relatório em uma única visualização. O Democracia em Xeque, porém, decidiu separá-los após realizar novas buscas por relações entre as contas e concluir que se tratavam de redes distintas.
Apesar disso, o levantamento mostra que as páginas reveladas pelo Aos Fatos não atuavam isoladamente e estavam inseridas em outras estruturas de produção e amplificação de conteúdo voltadas à promoção de figuras do campo bolsonarista.
As páginas citadas pelo Aos Fatos já não estão mais no ar. Quando as contas ainda estavam ativas, a reportagem procurou a Meta para saber se elas violavam as diretrizes da plataforma sobre comportamento coordenado, mas não obteve resposta.
Aos Fatos analisou o relatório “Produção em escala: fazendas de conteúdo com IA no Instagram nas eleições de 2026”, do Instituto Democracia em Xeque. A reportagem também solicitou ao instituto uma análise específica sobre os perfis identificados anteriormente pelo Aos Fatos em uma rede que simulava apoio popular espontâneo ao ministro André Mendonça.
Por fim, Aos Fatos comparou os dados do instituto com a apuração anterior sobre essas contas, verificando mudanças de nome, publicações compartilhadas e chamadas para transferência de seguidores entre perfis.

Às 10h50 de 23 de julho de 2026, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, enviou um ofício sigiloso ao advogado-geral da União, Jorge Messias. No documento, obtido com exclusividade pela Agência Pública, pedia-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) analisasse e tomasse “as eventuais providências cabíveis” contra uma decisão do ministro André Mendonça, então relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta, registrada em nota jurídica também sigilosa, foi negativa: segundo a AGU, não havia nenhuma medida judicial possível.
O pedido precedeu a fase mais aguda da crise que, em setembro, pôs ministros do Supremo em confronto e levou ao afastamento de Andrei do cargo, em decisão de André Mendonça — posteriormente revertida por Flávio Dino e mantida por Edson Fachin. Segundo integrantes do alto escalão do governo, ouvidos sob reserva pela reportagem, a negativa da AGU ao ofício teria tido o aval também da cúpula jurídica do governo e foi emitida antes da divulgação das mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, que se tornaram públicas em 8 de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações do Banco Master.
Fontes do alto escalão disseram à Pública que a cúpula da AGU teria se sentido pressionada por Rodrigues com o envio do ofício e que a história teria chegado até a presidência da República. Uma reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2 de setembro, relatou que a PF via uma “omissão” da AGU em relação à crise envolvendo o ministro André Mendonça.
A Pública apurou que o Advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, se encontraram com André Mendonça, fora da agenda, após tomarem conhecimento do pedido da PF. No encontro entre os três, os representantes do governo buscaram uma “interlocução” para resolver o embate, mas a exposição das conversas direcionadas a Moraes, que vieram depois do encontro, afastou os governistas do caso para evitar uma associação pública do governo à crise no Supremo.

Nesta quarta-feira, 23 de setembro, reportagem de Marcela Mattos no UOL informa que Messias e Andrei trocaram xingamentos diante de Lula: ‘Está me espionando?’. Segundo o UOL, pessoas que ouviram relatos do episódio disseram que a conversa, acompanhada a todo momento por Lula, foi “dura”, “tensa” e “ríspida”. A cobrança foi considerada a gota d’água de uma série de divergências que vinham se arrastando nos bastidores das investigações sobre o Banco Master.
Procurada, a AGU informou a Pública que “as informações apresentadas na matéria do UOL não são precisas. Divergências são naturais, evidentemente, mas nada se sobrepõe ao respeito e à consideração que o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tanto no âmbito pessoal quanto institucional”
Procurada, a Polícia Federal não deu retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
André Mendonça herdou o caso Master de Dias Toffoli em fevereiro deste ano. Nas primeiras decisões como relator, em 19 de fevereiro, o ministro determinou que apenas os policiais diretamente envolvidos na investigação tivessem acesso às informações, com sigilo “inclusive em relação aos superiores hierárquicos”, o que incluiria Andrei Rodrigues. Seria um movimento para limitar a influência do diretor-geral na apuração, vista com desconfiança pela ala de André Mendonça. Nos bastidores, teria pesado a percepção de Mendonça de que informações sensíveis chegavam antes ao comando da PF, o que passou a causar “um certo desconforto”, segundo uma fonte do STF, até mesmo entre os juízes lotados no gabinete do ministro.

Em 22 de maio, na investigação sobre fraudes no INSS (Operação Sem Desconto), da qual Mendonça também era o relator, o ministro teria reagido a uma mudança na chefia do caso e exigido ser avisado de qualquer nova alteração na equipe. Em 15 de maio, na semana anterior à exigência de Mendonça, o comando da PF trocou a área responsável pelos inquéritos do INSS: o caso foi transferido da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). Simultaneamente, o delegado que chefiava a operação, Guilherme da Silva, solicitou transferência para Minas Gerais, estado natal dele. À época, a PF não revelou o nome do novo chefe da operação e justificou que a mudança assegurava “maior eficiência e continuidade das investigações”.
Em 13 de julho, Mendonça repetiu a ordem no caso Master (Operação Compliance Zero): a equipe de investigadores deveria ser mantida e qualquer troca deveria ser comunicada a ele previamente; as informações também deveriam ficar restritas às coordenações responsáveis, e o material bruto extraído de celulares e computadores apreendidos deveria ser enviado ao seu gabinete.

Dez dias depois, em 23 de julho, Andrei oficiou à AGU com direcionamento a Jorge Messias, conforme o documento obtido pela Pública. O documento da PF registra que não há “qualquer indício de irregularidade” nas investigações e classifica como “desarrazoada” uma decisão que limitasse as atribuições administrativas da PF. O documento registra, ainda, que o controle externo da polícia cabe ao Ministério Público Federal. No pedido, foi citada a decisão de Mendonça de maio como “de conteúdo semelhante”, na qual se fundamentou na lei que permite à AGU defender, na Justiça, agentes públicos por atos praticados no exercício do cargo.
O ofício foi enviado à Secretaria-Geral de Contencioso, braço da AGU que representa a União no STF. Em 24 de julho, uma reunião no gabinete do advogado-geral substituto apontou os primeiros problemas do pedido: a repercussão na imprensa sobre o incômodo da PF, no dia anterior, tratava da decisão de maio, não da de julho; faltavam documentos; e a AGU nem sequer tinha acesso aos processos em sigilo, apenas às cópias das decisões.
A nota registra ainda que, segundo a própria PF, informou à AGU em 27 de julho que o material bruto relacionado a Vorcaro já havia sido entregue ao gabinete do relator na semana anterior.
A Nota Jurídica enumera os motivos da recusa ao pedido da PF. Primeiro, diz que não se tratava de defender um agente público. Segundo, registrou que a AGU não atua em investigação criminal, tarefa do Ministério Público. Terceiro, avaliou que a PF não demonstrou “prejuízo concreto” decorrente da exigência de avisar sobre trocas na equipe. E, quarto, a PF perdeu o prazo: as regras já estavam na decisão de maio, e a de sigilo interno vinha desde o início do caso, sem que a PF recorresse. A nota menciona “inércia prolongada da autoridade policial” e afirma que uma nova decisão não reabriria o prazo já vencido. Por fim, como o material já havia sido entregue, não haveria o que suspender.
Na resposta à PF, a AGU sugeriu dois caminhos: conversar diretamente com o relator ou levar o caso ao Ministério Público Federal. As páginas obtidas pela reportagem não mostram a data de assinatura da nota.

Segundo a Folha de S.Paulo, Mendonça teria dito ao presidente do STF, Edson Fachin, no início de agosto, que suspeitava de viés político de Andrei Rodrigues para blindar a campanha de Lula; Andrei teria relatado a Fachin a suspeita inversa, de que o ministro prejudicava a esquerda e aliviava aliados de Flávio Bolsonaro (PL).
No início de setembro, Mendonça levantou o sigilo do relatório que continha mensagens enviadas por Vorcaro a um interlocutor identificado como “Alexandre de Moraes Brasília”. A maior parte das mensagens foi enviada em visualização única e aponta para a troca de informações sobre uma possível operação contra o ex-banqueiro. Em 15 de novembro, dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que na segunda já tenho que estar fora?”.
Os investigadores também encontraram registros digitais e metadados que indicam que Moraes atuou na edição de um contrato de R$ 130 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Após a revelação do acordo, o escritório Barci de Moraes divulgou uma nota negando a existência de impedimentos legais à contratação.
A partir de então, a crise no STF escalou, como a Pública mostrou ao longo de sua cobertura do caso. A sessão do STF para julgamento das suspeitas contra Alexandre de Moraes foi iniciada em 15 de setembro e marcada por bate-bocas e trocas de acusações entre os magistrados. A deliberação foi adiada após o ministro Flávio Dino pedir vistas do processo. Ou seja, mais tempo para analisar o caso, que segue sem definição.

L’intelligenza artificiale si erge come compimento della tecno civiltà faustiana occidentale, nel frattempo minacciata dall’irruzione fulminea dell’oriente cinese. Più che una forza di vero rinnovamento, l’automazione algoritmica rappresenta la mummificazione della nostra società. Delegando all’apparato elettronico, alla mente artificiale la creazione artistica, la scrittura, l’analisi giuridica, la decisione, il pensiero critico , l’apprendimento, abdichiamo alla vitalità organica. I suoi modelli linguistici (LLM) non generano nuovi simboli viventi; si limitano a elaborare e ricombinare statisticamente i detriti del nostro passato culturale. Il genio creativo è sostituito dall’efficienza dell’elaborazione dei dati, un’intelligenza insensibile emersa con forza travolgente quando il cuore spirituale della cultura ha cessato di battere. Per Jacquel Ellul, sociologo ma anche teologo, la tecnica è il rischio del secolo, la modalità attraverso cui il moloch tecnologico abbatte ogni ostacolo in nome dell’utilità e dell’efficienza.
Uno dei nodi tragici consiste in quello che Spengler definì il tradimento della tecnologia moderna, creata dall’ umanità occidentale con l’inequivocabile scopo di sottomettere la natura. La storia insegna che lo strumento finisce invariabilmente per schiavizzare il suo inventore. Il paradosso potrebbe manifestarsi nelle reti neurali artificiali che mutano, apprendono e assumono decisioni autonome a velocità misurabili in millisecondi, una scala temporale neppure pensabile dal cervello biologico. Abbiamo costruito un ambiente di flussi globali tanto complesso che la mente umana non è più in grado di gestirlo senza il supporto dell’intelligenza artificiale. Ci troviamo al punto di non ritorno in cui il sistema, gli Stati, i mercati, le grandi infrastrutture, dipendono totalmente da questa trama artificiale impossibile da disattivare senza causare l’immediato collasso dell’intero sistema.
Il patto faustiano si consuma con la rinuncia all’autonomia umana in cambio della capacità di calcolo, la volontà di potenza postmoderna. Il fenomeno ha una dimensione geopolitica destabilizzante. Spengler in Anni della decisione, spiega che l’Occidente ha commesso l’errore di esportare la propria tecnologia in altre civiltà in nome del profitto a breve termine e di una provvisoria egemonia. Globalizzandosi verso oriente, la tecnologia si è resa indipendente dai suoi ideatori. Gli strumenti di dominio creati dall’anima faustiana sono passati nelle mani di culture che non condividono la struttura psichica e gli imperativi etici dell’Occidente, ma che hanno imparato a usarli con notevole efficacia.
L’attuale corsa per la supremazia tecnologica tra Usa e Cina si inserisce nel conflitto di fine civiltà. Il risultato della pulsione universalista non è l’armonia planetaria o un ordine strutturato; il mondo è più frammentato che mai sotto la patina tecnologica, immerso in lotte di potere, ribelle all’egemonia declinante della civiltà che l’ha plasmata. La degradazione della democrazia formale apre le porte a ciò che Spengler chiamava cesarismo: l’ascesa di figure autoritarie, amorali, che governano con la forza o con la manipolazione dell’opinione pubblica. Questo è evidente nel neo confucianesimo cinese, ma avanza nel potere immenso di figure quali Elon Musk, Bill Gates, Peter Thiel, Alex Karp, Sam Altman, i signori di Silicon Valley e dell’Intelligenza Artificiale. Costoro stanno elaborando una specifica ideologia, l’ accelerazionismo o illuminismo oscuro che travolge la territorialità, gli Stati, le procedure della democrazia e le regole giuridiche. Si tratta del traguardo finale che oltrepassa la fase tecnocratica per diventare giustificazione tautologica del potere.
Uno dei suoi strumenti sono le cosiddette “iperstizioni” (Nick Land) , finzioni o idee che si autoavverano attraverso le azioni che ispirano, Diffuse dall’alto per mezzo dei mezzi digitali, del marketing e dalle nuove culture, trasformano la narrazione in fatto incontrovertibile e rendono la virtualità non più distinguibile dalla realtà, capovolgendo credenze e comportamenti. L’intelligenza artificiale e la progettazione algoritmica sono gli strumenti di controllo sociale più perfetti mai immaginati: producono un livello di monitoraggio, controllo personalizzato e mutazione delle condotte senza precedenti, unito, come dicevamo, alla confusione dolosa tra reale e virtuale, uni-verso e meta-verso. Attraverso gli algoritmi, le piattaforme digitali e la proliferazione di simulazioni che dissolvono la verità fattuale, la realtà è atomizzata, resa malleabile, plastica. Le popolazioni vengono disarmate intellettualmente in un mare di stimolazioni istantanee (frames) promosse dai tecnocrati sulla strada di diventare autocrati. La sovranità è sostituita dalla docilità dell’utente riformattato.
Nella sua fase terminale, la cultura occidentale esaurisce le possibilità creative, raggiunge la dimensione planetaria e si libera delle tensioni metafisiche. L’ intera umanità rischia di trasformarsi in folla informe di fellah, la parola araba che Spengler usa per designare la massa senza volto che si adatta e sopravvive da una civiltà all’altra senza appartenere ad alcuna, inconsapevole, estranea ai movimenti della storia, preoccupata solo della sopravvivenza e del benessere materiale. È l’avvento degli ultimi uomini descritti con disprezzo da Nietzsche, manipolati dalla tecnostruttura e presto direttamente dalla macchina. In questa gabbia digitale globalizzata, l’esistenza si riduce alla dimensione zoologica vissuta in un ambiente artificiale dove l’intrattenimento automatizzato guidato da algoritmi “di ricompensa” esaurisce gli orizzonti della vita.
Le persone diventano appendici biologiche di un ecosistema tecnico che decide che cosa consumare, che cosa pensare e in che cosa credere. Di fronte al vuoto lasciato dal declino delle religioni e dall’esaurimento del razionalismo, emerge uno spurio supermercato dello spirito. La fede di un tempo si dissolve in eclettiche pratiche pseudo spirituali, sincretismi, surrogati di credenze liquidi, transitori. I guru tecnologici si comportano da profeti, o sommi sacerdoti, immaginando l’avvento di una Singolarità informatica potente come il giudizio finale (Ray Kurzweil) , o sono ossessionati dalla figura dell’Anticristo e del Kathechon, “ciò che trattiene”, la tecnica considerata liberatoria (Peter Thiel). Lucida follia del mondo al contrario. Una tecno fede cieca, irrazionale, sintomo di decadenza poiché si aspetta che la tecnologia ci salvi miracolosamente dalle crisi esistenziali, ecologiche ed economiche causate dalla sua stessa ipertrofia.
Il pericolo apocalittico dell’algoritmo faustiano sta nel fatto che non è presentato come un’opzione tra le altre: diventa determinismo inevitabile creduto per l’omogeneizzazione delle menti, la distruzione delle condizioni organiche e la polverizzazione delle radici locali che storicamente hanno permesso la nascita di nuove culture. La Terra è trasformata in immensa fabbrica automatizzata dove tutto ciò che non è quantificabile è condannato all’irrilevanza. Fedele alla sua visione tragica e ciclica della storia, Spengler non credeva che la megamacchina sarebbe durata in eterno in un progresso indefinito. Al contrario, ne profetizzò il collasso a causa della mancanza di rinnovamento vitale.
La sua fine contiene la probabilità di una drammatica collisione. Una minoranza prometeica conduce una guerra contro l’ordine biologico per imporre la propria volontà di potenza, ma la natura è, alla fine, infinitamente più forte. La scarsità di risorse materiali, la legge dell’entropia, la radicale disconnessione dalle strutture organiche della vita, unite all’ inaridimento spirituale, conducono alla catastrofe. Quando la macchina faustiana crollerà per l’ esaurimento psicologico delle élite o di guerre di annientamento, ciò che rimarrà non sarà un territorio vergine per un nuovo inizio. Ciò che attende i superstiti potrebbe essere il deserto. Una volta distrutto il tessuto organico e delegata la capacità di pensare ai freddi circuiti algoritmici, la post umanità potrebbe aver dimenticato come vivere umanamente.
Stiamo forse assistendo al penultimo atto del dramma, in cui l’umanità osserva affascinata il tremolio di uno schermo che illumina la propria eclissi? Poiché la civiltà faustiana ha portata globale, il suo declino trascinerebbe il mondo in un’era di sterilità, poiché la morte della cultura implica la fine della storia. Le strutture globali (organizzazioni internazionali, mercati finanziari) potrebbero persistere per inerzia come gusci vuoti ancora a lungo, ma l’umanità sopravvivrebbe gestendo le rovine tecnologiche senza la capacità – né il desiderio – di generare una nuova cultura. Distopia, suggestione, timore, o realistica prudenza, la nostra ? Più necessaria, crediamo, allorché gli stessi banditori mettono in guardia dai rischi, che peraltro non chiariscono, a parte l’accertata autonoma violazione di sistemi informatici complessi. Certo non regge più l’ottimismo a senso unico, l’ eudemonismo con il paraocchi, avvolti nell’ “andrà tutto bene” obbligato dei pifferai.
I mandarini della tecnocrazia ci devono molte spiegazioni, a partire dal rischio della disoccupazione di massa e dalla massificazione integrale delle menti, all’incapacità del diritto di stabilire regole, limiti, determinare responsabilità nell’uso di potentissimi apparati artificiali, dai robot alla sterminata gamma di utilizzazioni dell’I.A, sino alla possibilità che davvero la macchina prenda il sopravvento su chi l’ha inventata e potrebbe non riuscire più a controllarla, neppure per i suoi scopi contrari al resto dell’umanità.
Gli psicologi avvertono che un numero sempre maggiore di persone, specie giovani, non sa più prendere decisioni- anche elementari- senza consultare la voce non umana della chatbox alimentata dall’ I.A. L’apparato artificiale sostituisce il libero arbitrio. E non è che la punta dell’iceberg. I grandi capi dell’ Intelligenza Artificiale invocano una moratoria: perché, al di là di manovre finanziarie o interessi indicibili ? Se la ragione fosse più grave di quanto fanno trapelare ? Se anche così non fosse, noi, semplici esseri umani, abbiamo diritto di sapere, capire, decidere, scegliere. Chi dipende da altri uomini è un servo e uno schiavo. Ma è ancora un uomo chi è determinato, agito, sorvegliato, orientato, occupato, comandato da una macchina? “Uomini siate, e non pecore matte”.
L'articolo L’algoritmo faustiano (parte II) proviene da Blondet & Friends.

Wilber Rafael Garces Perez, a food delivery driver in North Austin, Texas, was shot by Immigration and Customs Enforcement (ICE) agents while he was making a delivery on Sunday, September 20. Garces Perez, who survived the shooting but is now partially paralyzed, says his car was rammed by a large black unmarked truck.
ICE claimed they attempted a traffic stop and that Garces Perez fled, but the DoorDash driver and his lawyers’ account contradict this report, saying after he tried to U-turn and pullover, ICE agents rammed his vehicle again, and then an agent got out and aimed his weapon through the passenger side of the car and shot Garces Perez in the back of his neck.
CBP revealed on Tuesday, September 22, that the officer that fired the shot was not wearing a body camera, despite the agency’s body-camera requirements.
After a few hours in the hospital, Garces Perez was transferred to ICE custody with the bullet still lodged in his back.
“I am not doing well due to the gunshot wound and I have not received the medical attention that I require,” he said through a translator at a press conference in Austin. After receiving no pain medication at the hospital, Garces Perez said that in ICE custody, he was forced to sleep on the floor and repeatedly asked for medical care while in severe pain.
His attorney also said he developed paralysis on his left side.
Within hours of the shooting, protests erupted in Austin. Hundreds of residents flooded the streets demanding ICE out of their neighborhoods.
Organizers have connected the shooting to a growing number of fatal and nonfatal encounters involving immigration agents, including the killings of Lorenzo Salgado Araujo in Houston and Ruben Ray Martinez in South Padre Island.
“We cannot be silent as ICE is shooting and killing our neighbors!” a statement by the Austin branch of the Party for Socialism and Liberation said.
Protests have continued across Austin on Monday and Tuesday. Student walkouts were also seen on Tuesday, September 22, by students across Pflugerville, Texas, north of downtown Austin, as well as Navarro Early College High School.
After the shooting, the Department of Homeland Security quickly claimed that Garces Perez was an “illegal alien from Venezuela, who illegally entered” the United States.
Garces Perez’s lawyers have refuted these claims, saying he entered the country through CBP One, the US border processing system. “He had a work permit. He was seeking asylum.” They said that a notice of hearing was sent to an old address, despite Garces Perez updating his address with the immigration court. “He didn’t know he had a hearing. So he didn’t go and got a deportation order in absentia, which is a very common thing.”
According to reports, DHS and the Federal Bureau of Investigation (FBI) are leading an investigation into the ICE shooting of Wilber Rafael Garces Perez.
Austin police and the Travis County district attorney’s office have also said they intend to investigate the shooting. But their investigations come amid strong criticism of federal officials’ handling of previous ICE shootings in Texas. In Houston, Harris County District Attorney Sean Teare has said federal officials did not provide his office with information about the fatal shooting of Lorenzo Salgado Araujo. He is taking his own investigation to a grand jury to force the release of more details.
The Austin shooting follows a series of fatal encounters involving federal immigration agents this year, including the killings of Renee Nicole Good and Alex Pretti in Minneapolis and Johan Sebastián Durán Guerrero in Maine.
As federal agents continue to face scrutiny over deadly encounters in Texas and other states, Austin residents and organizers say they will continue protesting and organizing until ICE is out of their communities.
La messa in guardia contro i pericoli dello sviluppo impetuoso, rapidissimo, rizomatico, dell’Intelligenza Artificiale, arriva adesso anche dai suoi signori e padroni. Si moltiplicano le dichiarazioni di scienziati, accademici e ricercatori delle grandi imprese private fintech, e addirittura dei fondatori e maggiori azionisti di giganti ipercapitalizzati come Open A.I. e Anthropic. C’è chi ipotizza scenari apocalittici: l’I.A. potrebbe farla finita con la specie umana entro un decennio. Alcuni insiders allarmati chiedono una moratoria. Preso atto che la tecnica non si ferma per decreto e che certe prese di posizione sembrano rispondere più a esigenze di mercato (il sistema di controllo dell’I.A. è un notevole business) e a logiche di concorrenza che a sincero allarme; riconosciuto che la corsa dell’I.A. è un campo di battaglia della guerra ibrida per il dominio combattuta tra Stati Uniti e Cina in assenza del fanalino di coda europeo; tenuto conto che il potere politico americano e i suoi terminali tecnologici – Musk, Palantir – non intendono fermarsi per motivi imperiali e che la Cina avanza senza preoccupazioni etiche o cautele umanitarie, resta l’agitazione per una tecnologia di cui sappiamo poco, se non che modificherà per sempre le nostre esistenze, il nostro modo di pensare, giudicare, stare nel mondo; l’”esserci” (dasein) della creatura umana, per dirla con Martin Heidegger.
Il filosofo di Essere e tempo fu il primo a interrogarsi, nel secolo passato, sul ruolo rivoluzionario della tecnica. La civiltà degli algoritmi – i modelli matematici fatti di sequenze di istruzioni che permettono di risolvere problemi, compiere operazioni complesse su base predittiva, è il compimento – e forse l’ultima alta prestazione cognitiva – dell’uomo che Oswald Spengler chiamò faustiano. Faust, il personaggio reso universale dal poema di Goethe, disposto a vendere l’anima al diavolo, simbolizza l’essere umano teso a superare ogni limite terreno per inseguire conoscenza, potere, azione senza fine. Rappresenta lo spirito, la mentalità, la pratica febbrile della civiltà occidentale nella sua fase culminante. In principio era l’azione, esclama Faust, correggendo l’incipit del Vangelo di Giovanni: in principio era il Verbo, cioè Dio. L’assoggettamento all’uomo delle forze naturali era il progetto di Francis Bacon, fondatore della scienza moderna.
Dinanzi al nuovo leviatano che incombe si concretizza il dominio planetario dell’algoritmo faustiano. Nulla o quasi sarà come prima. Quanto meno, prepariamoci, a partire dal giudizio sul primato della tecnica a spese di ogni altra conoscenza umana. Per Heidegger l’essenza della tecnica moderna non è qualcosa di puramente tecnico, ma la modalità fondamentale del disvelamento dell’essere, la forma visibile con cui le cose si manifestano all’uomo. La visione strumentale che si fa errore esiziale considera la tecnica un mezzo per raggiungere dei fini, un’attività umana tra le altre. Questa concezione non ne coglie l’essenza. Ridurla a semplice strumento ci impedisce di giudicarla, dominarla, prenderne le distanze. La non neutralità della tecnica contemporanea è la sua caratteristica fondamentale, come compresero pensatori del calibro di Carl Schmitt e Jacques Ellul. Oggi è anche magistero di Papa Leone XIV.
Secondo Heidegger l’essenza della tecnica è di essere insieme impianto e imposizione, gestell nell’immaginifico lessico del gigante di Messkirch. Mentre nell’antichità la tecnica assecondava la natura, oggi la aggredisce, la considera un fondo di riserva (bestand), un insieme di energia e materiali pronti a essere catalogati, sfruttati e consumati a comando . La conseguenza è il nichilismo, poiché la tecnica riduce tutto, compresi gli esseri umani, a oggetti, risorse di consumo, destituendoli di ogni altro senso o fine. L’uomo è ridotto a funzione: crede di dominare la tecnica, in realtà ne diventa appendice e poi schiavo, intrappolato nel pensiero puramente calcolante. Con linguaggi e presupposti diversi, fu il medesimo approccio dell’ Ernst Junger maturo e di Walter Benjamin. Al tempo dell’ I.A., temiamo la completa abdicazione umana al pensiero sino alla decisione devoluta alla tecnica perfino nelle più minute questioni.
Vi è nell’essere umano una inadeguatezza costitutiva di fronte alla tecnica, che Gunther Anders definì dislivello prometeico, il divario tra il talento di inventare e produrre macchine e la capacità di immaginarne gli effetti per padroneggiarli. L’uomo di Anders diventa “antiquato” perché è inferiore ai prodotti della sua intelligenza, individuale e collettiva. La riflessione di Heidegger si spinge più in là; l’uomo moderno si trova profondamente impreparato di fronte alla tecnica perché commette l’errore di considerarla uno strumento sotto il suo controllo. I risultati dell’I.A. dicono il contrario e i rischi paventati da alcuni dei suoi banditori lo dimostrano sinistramente. Ne La questione della tecnica Heidegger spiegò che l’illusione più pericolosa dell’essere umano è di essere il signore della terra, convinto che i dispositivi tecnologici siano mezzi da usare e dominare a piacimento. L’ essenza della tecnica è un orizzonte di pensiero neo gnostico che soffoca l’uomo. Nel caso dell’Intelligenza Artificiale inquieta la possibilità di ibridare l’umanità con la macchina (i sostenitori direbbero di incrementarne la dotazione) o “aumentarla“ con i chip e altre derive trans e postumane: la condizione intuita dal filosofo diventa dura realtà .
La ragione profonda della sconfitta dell’uomo faustiano nel momento del suo trionfale dominio delle forze della natura è l’illusione strumentale che lo consegna cieco e senza difese interiori al primato della tecnica. Il Gestell è un dispositivo che costringe l’uomo a guardare la natura esclusivamente come riserva infinita (nel mondo finito!) di energia e materiali da sfruttare. La natura, spiega Heidegger, non viene più contemplata, ma provocata. L’uomo stesso è ridotto a “fondo”. Convinto di dominare la macchina, non si accorge di venire a sua volta catalogato, modificato, standardizzato dal sistema tecnico. Diventa egli stesso materiale di consumo. I padroni della tecnica si incaricano di renderlo inconsapevole, indifferente. Davanti al flusso incessante dell’innovazione, l’uomo abdica al pensiero meditante: non riflette più su se stesso né sulle conseguenze dei suoi atti.
Poiché tuttavia la tecnica è il nostro destino, l’unica salvezza risiede nel trovare il coraggio di interrogarsi sulla sua essenza. Solo riscoprendo la capacità di domandare e guardando all’arte (che i greci chiamavano techne) l’uomo può smettere di subire passivamente la tecnologia e sviluppare con essa un rapporto consapevole. Lo stesso Heidegger, che non ebbe il tempo di conoscere Internet, lo sviluppo del computer, lo smartphone e l’Intelligenza Artificiale, al termine della vita, arrivò ad affermare: solo un dio ci potrà salvare. Lasciò un filo di speranza citando un verso del poemetto Patmos del poeta romantico Friedrich Hoelderlin: “ma dove c’è il pericolo, cresce anche ciò che salva”. Ossia, nel caso della tecnica padrona, il pensiero critico, il giudizio etico, in ultima analisi il senso del limite, ovvero la sconfitta finale dell’uomo faustiano ad opera dell’ homo sapiens.
Secondo Oswald Spengler l’espansione della tecnologia, guidata dalla civiltà occidentale, non rappresenta il culmine della razionalità umana, bensì un crocevia tragico. Molte sue intuizioni e deduzioni si sono rivelate illuminanti per l’analisi delle tendenze presenti. Ne L’ uomo e la tecnica (1931 !) previde con sorprendente precisione lo scenario che si sta dispiegando oggi davanti ai nostri occhi. La tecnologia, nata dalle profondità dell’anima occidentale, caratterizzata da un’insaziabile sete di innovazione, illimitatezza e sfruttamento radicale delle forze della natura, si distacca dalle sue origini territoriali diventando fenomeno planetario.
L’antica sete di conoscenza e conquista presente nelle ardite spedizioni marittime, nelle esplorazioni, nelle scoperte scientifiche e nelle rivoluzioni industriali, sociali e politiche, è mutata; ha abbandonato il mondo materiale per insediarsi nell’ubiquità di reti virtuali, in una struttura invisibile, onnipresente e astratta, l’ algoritmo. Parlare di algoritmo faustiano significa riconoscere la fase terminale, definitiva della tecnologia occidentale, il suo irrevocabile compimento. È il passaggio dal controllo sulla materia all’imperativo del codice, una forza che aspira all’onniscienza e all’onnipotenza convertendo la contingenza aleatoria della vita in calcolo deterministico. Il timore è che la struttura digitale finisca per saturare completamente il globo, impedendo irreversibilmente la nascita di qualsiasi altra cultura.
L’umanità si troverebbe trascinata in una mutazione senza precedenti: una civiltà tecnicamente onnipotente, spiritualmente morta, che marcia a capofitto verso la pietrificazione. Per comprendere la portata dell’ ordine algoritmico, occorre rivolgersi alla morfologia della storia di Spengler, consistente non in un progresso lineare, cumulativo, ma nel susseguirsi di diverse culture che nascono, maturano, invecchiano e muoiono, ognuna delle quali rappresenta un modo specifico di vedere il mondo. L’ anima apollinea della cultura greco-romana provava orrore per l’illimitato, identificava la perfezione con la proporzione e l’equilibrio. L’anima faustiana è caratterizzata dall’ ossessione per lo spazio infinito, dal puro dinamismo e dall’ insaziabile volontà di potenza.
Sotto questa prospettiva metafisica, l’intelligenza artificiale non è un incidente storico o un mero progresso ingegneristico; è il destino inevitabile, l’ineluttabile conseguenza dell’anima faustiana. Rappresenta il tentativo dell’uomo occidentale di separare l’intelletto dalla materia biologica, un prometeismo che trascende i limiti dello spazio e del tempo. Mentre la tecnologia industriale classica rimaneva dipendente dalla materia e dal corpo, l’algoritmo crea e gestisce informazioni, colonizza il futuro attraverso la massiccia previsione prodotta dall’incrocio di dati e metadati. Questo cambio di paradigma segna l’affondamento di ciò che Spengler chiamava civiltà. La Cultura rappresenta la fase creativa, organica, naturale e spirituale di un popolo; la Civiltà lo stadio tardo, meccanico, artificiale e decadente, in cui l’intelletto freddo sostituisce l’anima calda, e ciò che attiene alla qualità si scioglie nel regno della quantità . E adesso, dei dati e della tecnocrazia. (continua)
L'articolo L’algoritmo faustiano (I parte) proviene da Blondet & Friends.
Vingt ans après, la guerre du Kosovo continue de susciter des polémiques entre les grandes puissances, notamment la Russie et les États-Unis. Moscou invoque régulièrement l'intervention de l'Organisation du traité de l'Atlantique nord (OTAN) au printemps 1999 pour justifier les siennes, par exemple en Géorgie ou en Crimée. Dans un discours devant le Parlement, le 18 mars 2014, le président Vladimir Poutine affirmait ainsi : « Les autorités de Crimée se sont référées au précédent bien connu du Kosovo, un précédent que nos collègues occidentaux ont eux-mêmes créé dans une situation très semblable, quand ils ont convenu que la séparation unilatérale du Kosovo d'avec la Serbie — exactement ce que la Crimée est en train de faire en ce moment — était légitime et n'avait pas besoin d'une quelconque autorisation des autorités centrales du pays. »
Ce parallèle a fait l'objet d'une réfutation en règle par M. Barack Obama lui-même. Le président américain a justifié l'intervention de l'OTAN, qui n'a eu lieu « qu'après les violences et les meurtres systématiques subis par les populations du Kosovo. Le Kosovo n'a quitté la Serbie qu'au terme d'un référendum conforme au droit international, et dans le cadre d'une coopération scrupuleuse avec les Nations unies et les pays voisins du Kosovo » (Bruxelles, 26 mars 2014).
Cet échange pourrait susciter des débats juridiques sans fin, dans la mesure où le droit international consacre deux principes qui peuvent entrer en contradiction : l'intégrité des États et le droit des peuples à disposer d'eux-mêmes. C'est pourquoi les déclarations d'indépendance formulées par certaines composantes d'un pays (région, province), comme celle de la Catalogne en octobre 2017, suscitent des batailles judiciaires, mais aussi politiques : il s'agit d'obtenir que l'indépendance soit reconnue par un nombre d'États suffisamment important, en qualité et en quantité, pour rendre effectif le changement de statut du territoire concerné. C'est le problème rencontré aujourd'hui encore par le Kosovo, qui n'est pas reconnu par tous les membres de l'Union européenne.
Le statut des États étant la pierre angulaire de l'ordre international, les mouvements autonomistes font toujours l'objet d'une attention particulière de la part de leurs pays voisins et des instances internationales, compte tenu de leur potentiel perturbateur (tensions diplomatiques, conflit armé). Les référendums d'autodétermination, lorsqu'ils font suite à des interventions militaires extérieures, ne suffisent pas à lever les doutes sur la légitimité d'une partition. En outre, les conséquences des déclarations d'indépendance, dont le statut n'est pas réglé par le droit international, peuvent se révéler très graves. La reconnaissance unilatérale de l'indépendance de la Croatie et de la Slovénie par l'Allemagne, en décembre 1991, avait ainsi entraîné une réaction en chaîne meurtrière, contribuant au démantèlement désordonné de la Yougoslavie. Sans aller jusqu'à ce cas extrême, les pays membres des Nations unies seraient sans doute avisés de se concerter sur les grandes règles qui doivent gouverner les relations internationales en tenant compte de l'expérience acquise depuis 1990.
Sans cette concertation et la clarification des principes, le débat demeurera le simple jouet des rapports de forces et des appréciations plus ou moins subjectives des uns et des autres, comme l'illustre cette déclaration du ministre des affaires étrangères russe Sergueï Lavrov : « On nous répète sans cesse que “le Kosovo, c'était un cas à part, car des milliers de personnes ont péri là-bas”. Faut-il en conclure que, pour que les habitants de la Crimée obtiennent la reconnaissance de leur droit imprescriptible, il faut que coule autant de sang en Crimée qu'au Kosovo ? Pardonnez-moi, ce sont des parallèles et des analogies parfaitement impropres (1). » De son côté, M. Obama, qui s'était opposé en 2003, alors qu'il était sénateur, à l'agression américaine contre l'Irak, dont l'illégalité ne faisait aucun doute, estime finalement que les États-Unis ont « cherché à travailler dans le cadre du système international » (Bruxelles, 26 mars 2014). Ce qui est vrai, mais… après la guerre. La référence récurrente à l'intervention au Kosovo confirme qu'elle a fracturé un élément essentiel de l'ordre international : la confiance autour du tapis vert des négociations.
(1) Le Courrier de Russie, Moscou, 16 avril 2014.


















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The phrase “hidden gem” can be over-used but in the case of Herefordshire in the UK it’s entirely apt. The cathedral city of Hereford was once an important military centre. That was a few centuries ago but, today, Herefordshire is a real leader in other ways, for innovation, championing local products and the sheer friendliness of the locals. Here’s a “Top Ten” of the reasons why the county is well worth discovering. Start the day in style As you’re in England what better way to start any new day than by sampling some of the county’s best produce (including a full English breakfast, maybe).
There’s a couple of spots well worth sampling such delights, including the lovely Castle House Hotel in Hereford which a wholesome breakfast offering is open to both guests and non guests and which also has an interesting Benelux connection as it was once owned by Albert Heijn, the largest supermarket chain in The Netherlands. Away from the county’s main city and you’ll find a terrific, multi award-winning Lowe Farm B&B, set in rolling Herefordshire countryside, which celebrates its 30th anniversary next year. The place is lovingly overseen by Juliet Williams, a larger-than-life character who, commendably, serves up very yummy and healthy breakfasts sourced almost entirely from local products and producers.

Juliet, who is nearing 70 but still full of energy and enthusiasm for what she does, has pulled in a staggering 27,000 guests since opening (including the Spanish ambassador to the UK and coachloads of Japanese tourists), 60 per cent of them repeat visitors which is a clear sign of the quality of service she provides. Juliet and hubby Clive also boast a minor Belgian link: the best man at their wedding was from Belgium. This bubbly character takes great pride in sourcing her products locally and cooking only healthy ingredients, some sourced from the same local butcher used by famous TV chef James Martin.
History in Hereford
2026 is the 1,350th anniversary of the Hereford diocese and the place oozes history. One must-visit place here is the cathedral, dating from Saxon times, and Mappa Mundi, one of the world’s unique medieval treasures. Constructed on a single sheet of vellum over 700years ago, the map shows how the world was interpreted by scholars at that time. Look closely and you’ll spot Gent on the map in the Europe section, curiously located in the bottom left of the world. Close by is the equally wonderful Chained Library, home to some 229 medieval manuscripts and over 1,200 early printed books. It is the largest library of its kind to survive with all its chains, rods and locks intact. This magnificent cathedral is also home to fantastic architecture, a mighty Willis organ, stained glass (including a stunning tribute to the UK’s SAS, which is based locally) and artwork and it’s all brought to life by a 400-strong team of volunteers, all very passionate about what they do too. A short walk away takes you to Hereford’s historic town hall, “home” to the current lady mayor (a rarity in itself as there’s only been 7 in the city’s entire history). Here (and tours are available), you can learn all about Hereford’s rich history and be reminded that its castle was once second only in size to Windsor.
The city boasts another proud record: along with the City of London, it has never been defeated in battle (the local SAS people will be proud of that). There’s also yet another nice historical connection to Belgium: in the council chamber of this striking Edwardian Baroque council building, where the mayor presides over council meetings, the Belgian link is actually commemorated by a framed, unusual Union Jack flag mounted high above one of the doors that uniquely features a central shield with a French inscription. The inscription reads: “Expression of our gratitude to our benefactors Mr & Mrs GB Greenland and members of the Committee – Belgian refugees in Hereford, Nov 9th 1915” Following the German invasion of Belgium in August 1914, roughly 250,000 Belgian refugees fled to Britain. Hereford city council holds the distinct honour of being the very first British city to officially step forward and offer hospitality and sanctuary to these displaced families.
On 9 November 1915, the Belgian refugees living in Hereford presented a beautiful silk flag to the Mayor (G.B. Greenland) as a permanent token of friendship and “immense gratitude” for the local community’s safe housing and ongoing kindness. You might like to take one of the enthralling tours of the town hall which are overseen by a very entertaining Scotsman called John Marshall who is the Mayor’s Officer. He is responsible for looking after some serious silverware here, including the Civic Sword, which is no less than 349 years old, mayoral robes, including one used in Queen Victoria’s coronation and, of course, the mayoral golden chain which dates from the 1800s. There’s precious little that the very likeable John does not know about Hereford and its rich history and he, like so many others in the county, genuinely loves his job.. so much so that he’ll happily extend his planned retirement to continue doing it. Local artisans Whisky production in a traditional cider county? Well, yes, and very good it is too.
At least that is the case at Rosemaund Farm Distillery which has been brought back under family ownership in recent times. Described as the largest little distillery in Herefordshire, the site, formerly the home of Chase Distillery (vodka), is a real hive of activity and just marked its latest release (“the Director’s Cut”). The sprawling site even boasts a touch of Hollywood glitz as world famous film director Guy Ritchie is involved here with his ‘Wild Kitchen / Wild Table’ concept – an outdoor cooking and eating tent where a full blown meal can be enjoyed after a tour of what is a very impressive whisky making operation.
Criss-crossing some of the county’s marvellous meandering country roads leads to another, equally laudable, local artisan: the Monkland cheese dairy, which was run for over three decades by Mark and Karen Hindle. They now operate the adjacent café while Dean Storey, a former chef, now owns the dairy. He makes the cheeses and runs tours. While the French may be world-renowned for their cheeses, here’s proof (were it needed) that the Brits can do the job just as well. Tours for the public give you the chance to witness up close how its delicious cheeses are made, partly utilising an impressive Dutch Gouda vat which can hold 1,000 litres of cow’s milk. Spot of Lunch Back in Hereford, the county’s entrepreneurial spirit is certainly alive and kicking at The Yard, a collective of small-scaled eateries. Overseeing things here are a couple of go-ahead brothers, Edwin and Dorian Kirk who offer vital mentoring skills to would-be local start ups. Ed says, “We help people who are just starting out to build up their own business and become owners themselves. In a way, it is all about achieving their dreams just as me and Dorian have managed to do.”
After trekking round all morning, it’s a great place for a filling, very tasty but affordable light lunch (be it pizza, burger or steak) and drink (there are some fab local ales available). As with so many places here, it is all about cutting food miles and “buying local”: much of the lovely food here is sourced directly from local products and local producers. If you happen to visit in late October, the space transforms for Oktoberfest, complete with Bavarian beers and music. Things to Do One of the reasons they call this county a hidden gem are the very welcoming local folk and they include Jon Williams and Sarah Monk who run Eastnor Pottery. Having met at art school in Bath, the couple moved to “idyllic” Herefordshire where they live and work on the Eastnor Castle estate offering very enjoyable potter’s wheel experiences alongside making their own ceramics. After having fun on Jon and Sarah’s potters wheel you really must pop along to admire the wonderful Eastnor Castle, home of the Hervey-Bathurst family, with lavish interiors containing medieval armour, fine art … and another reminder of Belgium.
This comes in the shape of some impressive Belgian tapestries, including three Bruges tapestries in the Staircase Hall and more in the Gothic Dining Room. James Hervey-Bathurst, the current owner, moved here with his family in 1989 but his family have been there since 1949 and have ancestral links to the original owners going back centuries. He recalls: “We were presented with a wonderful but daunting challenge.” That’s a reference to the rundown state of the property which has, over the years, happily been restored to its former glory. Make sure you don’t leave without having a look in the grounds at something you’d not expect to see in rural England … a segment of the Berlin Wall. The very affable and welcoming James bought the 3metre-high wall last year and had it shipped to the UK, all 2.6 tons of it. He hopes its presence, close to the deer park (nice for walks) reminds visitors, young and old, of how conflict can divide peoples and communities, a message as relevant today as ever.
Other possibles
You need to allow time to fully experience and enjoy all the many things this county has to offer. But, time (and energy levels)permitting there’s lots more to keep you busy, occupied and entertained. These include Black Mountain Adventure near Brecon; Canwood Gallery, a contemporary art space and the great selection of farm shops that dot the landscape, including Oakchurch – just the place to stock up on some of that lovely local produce before heading home.
Eating out
You’ll be spoilt for choice when it comes to sampling the quite wonderful local produce in this county, be it north, south, east or west. In the south (at Woolhope),for instance, is The Crown, a terrific pub/resto run for some years by yet another friendly Herefordian, Annalisa Slocombe. The eatery, recently very tastefully refurbished, serves a great mix of pub classics,like good old fish and chips, and offers some lovely local beers to wash down a very satisfying meal.
Located in a tiny village (est.200 dwellings) the menu (like the pub) is constantly evolving (weekly) but as Annalisa explains, faves like steak remain “to avoid a customer revolt.” From the end of this month, she hopes to have 8 en suite rooms available too. Crickets lovers will feel at home here as there’s plenty of cricket memorabilia on the wall, including a bat used at the England v New Zealand Test in 1999 and a quite wonderful collection of Wisden books,dating from 1988. Another fab place, this time back in Hereford, and also a real success story is Beefy Boys.Hereford was the first to open in what has become a fast-growing chain (the latest is scheduled for Cambridge later this month) and it’s easy to see why. The county is renowned worldwide for the quality of its beef and that, along with some great service, is one big reason why the burgers here are on another level to most other places (worth noting that the meat is sourced from just the one, local, farm).
The Beefy Boys story all started in Hereford and the venue has expanded in recent times to now accommodate up to 250. Assistant GM Kai says, “Even midweek it’ bustling here and we’re still growing.” Not too far away, in an easterly direction, takes you to L’Ecole des Amis which serves some refined French cuisine in a wonderfully-restored old school house. The two men at the helm of this highly popular resto are Cedric L’herbier, who hails from le Touquet in France, and Bruce Havard. Cedric, who’s had over 40 years experience in the resto trade both in the UK and France, recalls how the rundown building was badly in need in “some TLC” when they came by it. Some quick fire restoration work – it transformed in the space of just 12 months – has resulted in a lovely, informal place to enjoy top class cuisine that Cedric describes as “unsophisticated and unpretentious.”
They change just a couple of dishes every couple of weeks and there’s also a brasserie-style lunch menu. On the opening night, an estimated 80percent of the customers travelled from where Cedric used to work in another part of the county, about 18miles away, and he and Bruce still command a loyal customer base. It is mostly all down to the fab fresh food, cooked with real care and which certainly makes one French man gratified that he took the plunge for “one last adventure” in his working life.
Where to stay
If you enjoy peace and quiet – and a few animals for company – there’s one place for you here: Pudleston Court, nestled in 50 acres of beautiful private parkland, hard to imagine you are also just a few short kilometres from the busy town of Leominster. This is home to seven holiday lets, five of which are original estate buildings (formerly used for everything from housing geese to a rifle range) and all wonderfully refurbished. One, the delightful Meadow View, is a barn conversion, can sleep up to 6 and has its very own private pool. It boasts underfloor heating, three bedrooms, a log burning stove and delightful terrace. Don’t be surprised if, on arrival, you are greeted by some curious “locals” – peacocks that are free to roam (you should also make your acquaintance with the charming young alpacas in a nearby field). There’s also another link the Heijn family as they are former owners here. The current owner is a Swiss lady who fell in love with the property when she read an article about in Country Life magazine. She’d always dreaming of owning her own English castle (who hasn’t?) and this was her chance to do just that.
She has overseen a loving and carefully planned restoration that’s still ongoing with the future focus also on expansion into the corporate market (by hosting company stays, board meetings, training days and the like). Approached via those unique meandering roads -where the only hold up is likely to be due to cattle crossing the road – this is a genuine oasis of peace and tranquility in an increasing mad world. Oh, and there’s yet another Belgian link: Rhi Baines, the Chief Operating Officer, has fond memories of Belgium as she celebrated her 21sth birthday in Brussels. How to get there It could not be easier for people travelling by car from mainland Europe, including Belgium.
Once off the ferry or shuttle, it is motorway much of the way to Herefordshire. Once you’ve navigated the M25 around London you can via the M40 and Gloucester or the M40 and Worcester. Beware there is no m-way in the county so allow a bit extra time for getting around. Summary It all adds up to a great getaway, whatever time of the year that is. Pay a visit and you can well see why they call this pretty part of England a “hidden gem.” And one excellent way of finding out more about this creative county is via the Eat Sleep Live Herefordshire, a leading independent destination marketing company. Its supports not only Herefordshire’s food and drink businesses, accommodation providers, activities, leisure venues and pursuits and events but promotes the county’s crafts, creatives and artisans.
Further info
www.eatsleepliveherefordshire.co.uk
https://www.rosemaund.com/
https://eastnorpottery.co.uk/
www.eastnorcastle.com
https://castlehse.co.uk/
https://www.herefordcathedral.org/
https://yardhereford.co.uk/
https://www.pudlestoncourtltd.co.uk/
https://lowefarm.co.uk/
https://thecrowninn.pub/
https://www.lecoledesamis.co.uk/
https://thebeefyboys.com/
The European Commission has approved the registration of Olio dei Colli de Bologna from Italy as a Protected Geographical Indication (PGI).
Olio del Colli di Bologna is an extra virgin olive oil from the Emilia-Romagna region, located in northern Italy. The area is part of the ‘Evaporitic Karst and Caves of Northern Apennines' natural site, which was added to the UNESCO World Heritage list in 2023. The Olio del Colli di Bologna is characterised by very low free acidity levels. It is a balanced oil with medium fruitiness, bitterness and pungency intensity.
This new designation joins the more than 3,900 protected names already listed in the eAmbrosia database. More information is available on the Quality Policy pages.
With the FIDE presidential election approaching in Samarkand, one of the candidates, Wadim Rosenstein (pictured), has become the subject of a formal appeal by a Ukrainian lawmaker. Oleg Dunda, a member of the Verkhovna Rada, is asking Ukrainian and German officials to examine whether Rosenstein and WR Group Holding may have violated sanctions rules.
The appeal was directed to Kyrylo Budanov, head of the Office of the President of Ukraine, Foreign Minister Andrii Sybiha and German Ambassador Boris Ruge. Dunda’s request goes beyond a general review: he wants the German side to consider a criminal investigation and has also asked for possible Ukrainian sanctions against Rosenstein.
At the center of the case described by Dunda are media investigations into LLC WR Rus. Ukrainian publications cited in the request say that Rosenstein controls the Russian company either directly or through his German business structure, WR Group. The company’s reported financial performance has expanded sharply. From 2023, revenue allegedly rose almost fifteenfold and reached €18 million, while net profit increased about three-and-a-half times to €1.8 million.
The same investigations pointed to the identity of some of the company’s customers. The reporting claimed that WR Rus worked with entities connected to Russian oligarchs already under sanctions. It also described a 2025 shipment of Italian footwear worth more than €500,000 that was allegedly imported for Anastasia Zadorina, identified as the daughter of Russian FSB Colonel General Mikhail Shekin.
Attention has also been drawn to a separate company belonging to Rosenstein’s brother Mikhail. His logistics firm, LLC 2R Integra, reportedly saw its revenue climb almost forty times after Russia’s full-scale war against Ukraine began, reaching €21 million. The Ukrainian reports cited by Dunda alleged that the company continued sending industrial products to Russia through sanctions-avoidance channels, including dual-use goods from the Indian manufacturer Polycab.
The issue had already entered the chess world before Dunda’s intervention. Vladimir Kovalchuk, vice-president of the Ukrainian Chess Federation, previously called for similar measures. He argued that money generated through Russian business activity could contribute to the country’s broader wartime economy. Kovalchuk also said Rosenstein should consider ending his campaign voluntarily before the September 26 vote.
The Ukrainian Chess Federation has taken a prominent position on sanctions within international chess. The source states that it was among those pushing for sanctions against former FIDE president Arkady Dvorkovich. After his inclusion on EU sanctions lists, Dvorkovich left the presidency.
More recently, the federation succeeded in excluding the Russian team from the World Chess Olympiad, which is scheduled for late September in Samarkand. FIDE’s presidential election is also expected to take place there.
Rosenstein is not the only candidate. The source identifies two other contenders: Timur Turlov, a businessman from Kazakhstan, and Jan Henric Buettner, a well-known German venture investor and multimillionaire. Yet the election may encounter logistical problems unrelated to the controversy. An official FIDE statement cited in the text says that some voting delegates have faced visa issues, raising uncertainty over whether the ballot can be held on schedule.
The European Commission is empowered by the EU Treaties to borrow from the international capital markets on behalf of the European Union to finance selected EU policy programmes. The Commission has raised €11 billion of EU-Bonds in its 8th syndicated transaction for 2026.
The dual-tranche transaction concerned a €6 billion new 3-year EU-Bond maturing on 12 March 2030 and a €5 billion new 30-year EU-Bond maturing on 12 October 2056.
Building on the pricing of recent syndications against the EU Bond curve, both maturities were priced against reference points in the EU Bond curve. The approach reflects the growing liquidity of the EU-Bond curve, which can be used more frequently as a reliable reference point for pricing of syndicated issuances when deemed desirable.
The transaction is part of the Commission's €80 billion funding target for the second half of 2026.
More information is available in the press release online.