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Geração Depositrão mobiliza mais de 345 mil alunos e recolhe 470 toneladas de resíduos elétricos

Mais de 345 mil alunos, 473 escolas e 470 toneladas de resíduos corretamente encaminhados. É o balanço da 18.ª edição da Geração Depositrão, iniciativa de educação ambiental promovida pela ERP Portugal, que volta a afirmar-se como um dos maiores projetos de sensibilização ambiental em contexto escolar no país.

Este ano, a iniciativa esteve presente em escolas de todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas, envolvendo não só alunos e professores, mas também as famílias, na correta gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) e de pilhas e baterias.

Além da recolha, a edição combinou educação e criatividade, em parceria com a ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação. Ao todo foram recebidos 172 trabalhos pedagógicos nos diferentes escalões de ensino.

Calheta lidera e Lisboa é o distrito que mais recolheu

Em peso absoluto, a grande vencedora foi a EB 2,3/S da Calheta, na ilha de São Jorge, Açores, com 40.913 kg de resíduos encaminhados. No pódio seguem-se duas escolas do concelho de Odemira: a EB 2,3 Damião de Odemira, com 27.214 kg, e a Escola Básica de Sabóia n.º 1, com 24.330 kg.

Por distritos, Lisboa liderou a recolha nacional com 63.820 kg, seguida de perto por Beja com 63.001 kg e Angra do Heroísmo com 42.297 kg.

As escolas foram distinguidas em diferentes categorias – peso absoluto, per capita e por tipo de resíduo, incluindo televisores e monitores, equipamentos de frio e pilhas e baterias – com o apoio da Worten, Orima, Pingo Doce e LG.

“A Geração Depositrão é, acima de tudo, um projeto de educação e mobilização para a correta gestão de resíduos, e reforço da responsabilidade social de todos nós. Ao longo de 18 edições, temos procurado transformar a escola num espaço onde a sustentabilidade não se aprende apenas, mas se pratica. Quando um aluno aprende onde deve entregar uma pilha ou um equipamento elétrico e leva esse conhecimento para casa, estamos a criar um impacto que vai muito além da escola”, afirma Rosa Monforte, Diretora-Geral da ERP Portugal.

Com 18 edições, o projeto tem como objetivo consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental e reforçar o papel de cada cidadão na economia circular, incentivando a entrega destes resíduos nos canais adequados.

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Jovens do Norte e da Galiza querem fixar-se na eurorregião

VTM

Coorganizada com a entidade galega “Conecta Galícia” e financiada pela Comissão Europeia, através do programa Erasmus+, a iniciativa promoveu o diálogo, a cooperação transfronteiriça e o envolvimento dos jovens na construção do futuro da região.

Os jovens abordaram questões relacionadas com a sustentabilidade, a fixação de jovens, a criação de oportunidades e o envolvimento das novas gerações nos processos de decisão.

Renato Gil, presidente da Inspira, disse à VTM que o objetivo é tentar encontrar soluções para que os jovens possam ficar na eurorregião em vez de sair dela. “Queremos que os jovens se fixem na região e tenham um papel decisivo no futuro desta eurorregião e não sejam os mais velhos a decidirem por eles”.

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9 curiosidades sobre o plástico que você provavelmente não sabia

O que vem à sua cabeça quando alguém fala em plástico? Provavelmente garrafas PET, sacolas e embalagens. Mas ele também está presente em roupas, equipamentos eletrônicos, automóveis e muitos outros produtos.

Existem diferentes tipos de plástico, o que determina sua composição é a estrutura polimérica que o compõe. Os plásticos são feitos de polímeros, que são grandes moléculas formadas pela repetição de pequenas unidades químicas. Dependendo da composição, esses materiais podem ser rígidos, flexíveis, elásticos ou resistentes ao calor. É essa variedade de propriedades que permite tantas aplicações.

 

 1. Uma garrafa PET pode se transformar na roupa que você veste

Uma garrafa PET encaminhada a reciclagem pode virar matéria prima para uma nova garrafa ou até mesmo fibra para a fabricação de roupas. Segundo a organização internacional Textile Exchange, 97% do poliéster reciclado produzido em 2025 teve origem em garrafas plásticas, e não em resíduos têxteis.

O poliéster é encontrado em camisetas esportivas, calças de academia e jaquetas. Sua resistência, secagem rápida e menor tendência a amassar explicam a presença da fibra nessas peças.

Em 2025, o poliéster respondeu por 59% da produção mundial de fibras, cerca de 82,5 milhões de toneladas. O algodão ficou em segundo lugar, com 18%.

 

 2. Até seu tênis de couro pode ter plástico

Mesmo quando a parte externa é feita de couro, um tênis pode conter diferentes tipos de plástico no solado, na palmilha e na entressola.

Em muitos modelos de corrida, por exemplo, a espuma responsável pelo amortecimento é produzida com EVA ou poliuretano, materiais poliméricos sintéticos que absorvem parte do impacto durante a caminhada ou a corrida.

Outros polímeros são empregados no solado, para resistir ao desgaste provocado pelo contato com o chão, e em partes internas que precisam oferecer flexibilidade e sustentação.

 

 3. Mais de um terço do peso de alguns celulares é plástico

Um estudo realizado com 23 smartphones identificou que os plásticos representavam, em média, 37% da massa dos aparelhos analisados. O percentual variava entre os modelos.

Boa parte desse plástico fica escondida dentro do celular. Os polímeros estão presentes em componentes como:

  • Cabos e fios internos: isolamento elétrico.
  • Placas de circuito: estrutura e isolamento.
  • Câmeras: peças com propriedades ópticas.
  • Alto-falantes e microfones: membranas e componentes flexíveis.
  • Adesivos e vedações: fixação e proteção.

O uso do plástico em equipamentos elétricos e eletrônicos é muito anterior aos smartphones. No início do século XX, surgiu a baquelite, um dos primeiros plásticos totalmente sintéticos produzidos em escala industrial. Resistente ao calor e capaz de isolar a eletricidade, o material foi empregado na fabricação de rádios, telefones e outros aparelhos.

 

 4. O plástico salvou tartarugas, já que o casco do animal era utilizado na produção de pentes e armação de óculos

Durante séculos, o casco da tartaruga-de-pente foi utilizado na fabricação de pentes, armações de óculos e acessórios de cabelo. Valorizado pela aparência, resistência e facilidade de moldagem, o material era obtido por meio da captura desses animais.

No século XIX, surgiu o celuloide, um dos primeiros tipos de plástico, que permitiu reproduzir a aparência do casco sem utilizar matéria-prima animal. Segundo o Cooper Hewitt, museu de design ligado ao Smithsonian, em Nova York, acessórios feitos com celuloide já imitavam o casco de tartaruga na década de 1880.

Ainda assim, a exploração das tartarugas continuou no século XX. Só para se ter ideia, entre 1950 e 1992, o Japão importou mais de 310 toneladas de casco, volume associado à captura estimada de cerca de 1,3 milhão de animais.

 

 5. O plástico ajuda a proteger você de choques elétricos

Em muitos cabos elétricos, o metal que conduz a corrente é revestido por uma camada de plástico. Como o plástico é isolante elétrico, essa proteção reduz o risco de choques e curtos-circuitos, desde que esteja íntegra e seja adequada à instalação.

O plástico também está presente em tomadas, interruptores e conectores. Nesses componentes, além de impedir o contato direto com partes energizadas, os materiais utilizados precisam resistir ao calor e às condições de funcionamento dos equipamentos.

 

 6. Você provavelmente dorme sobre um tipo de plástico

Colchões já foram preenchidos com penas, lã, algodão, crina de cavalo e fibras vegetais. No século XX, as espumas sintéticas começaram a ganhar espaço na fabricação desses produtos.

Uma delas é a espuma de poliuretano, um tipo de plástico que pode apresentar diferentes níveis de maciez, elasticidade e firmeza, dependendo de sua composição.

Atualmente, o poliuretano é encontrado não apenas em colchões, mas também em travesseiros, sofás e outros estofados.

 

 7. O plástico pode ajudar a reduzir o consumo de combustível

Painéis, para-choques, revestimentos internos e outras peças dos automóveis podem ser fabricados com plástico. Em determinadas aplicações, esses materiais substituem componentes mais pesados, reduzindo o peso total do veículo e a energia necessária para movimentá-lo.

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, uma redução de 10% no peso de um automóvel pode melhorar a economia de combustível entre 6% e 8%. O benefício não é exclusivo do plástico, já que outros materiais leves também são utilizados pela indústria automobilística.

A substituição, porém, depende das exigências de resistência e segurança de cada peça.

 

 8. O plástico é indispensável na segurança hospitalar

Seringas descartáveis estão entre as aplicações mais conhecidas do plástico na medicina, mas o material também é utilizado em tubos, bolsas para soluções intravenosas, sistemas de infusão e embalagens de instrumentos médicos.

Bolsas e tubos precisam ser flexíveis e resistentes para permitir a administração de líquidos e medicamentos. Já determinadas embalagens plásticas protegem instrumentos e dispositivos esterilizados contra a contaminação até o momento do uso.

 

 9. O plástico também ajuda a evitar o desperdício de alimentos

Uma embalagem plástica pode prolongar a conservação dos alimentos ao protegê-los contra umidade, oxigênio, luz, contaminação e danos físicos, dependendo de sua composição.

Leite, carnes, frutas e biscoitos, por exemplo, exigem condições diferentes de armazenamento. Até as embalagens cartonadas de longa vida, como as utilizadas em caixas de leite, contêm camadas de plástico que ajudam a impedir a passagem de umidade e a proteger o conteúdo. Elas combinam papel-cartão, polietileno e, em muitos modelos, alumínio.

Uma pesquisa realizada em março de 2025 pelo instituto Nexus para o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), com 2.009 entrevistados, mostrou que 87% dos brasileiros ouvidos concordaram que as embalagens plásticas contribuem para preservar a qualidade dos produtos e evitar o desperdício de alimentos.

 

E depois do uso, para onde vai todo esse plástico?

Após o uso, os resíduos plásticos podem ter diferentes destinos, como a reciclagem e a disposição em aterros sanitários licenciados, que são estruturas projetadas para recebê-los de forma controlada, com medidas para reduzir os riscos de contaminação do solo e da água. A reciclagem, por sua vez, permite reaproveitar materiais e reduzir a necessidade de novas matérias-primas, embora sua viabilidade dependa do tipo de plástico, da coleta, da triagem e das tecnologias de processamento disponíveis.

O maior problema está no descarte inadequado, quando esses resíduos acabam em ruas, rios, solos e oceanos, podendo causar impactos ambientais. Em uma pesquisa realizada em março de 2025 pela Nexus para o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), 93% dos entrevistados concordaram que embalagens plásticas descartadas incorretamente causam impactos negativos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, 61% consideraram impossível evitar essas embalagens no dia a dia.

Por isso, ampliar a conscientização sobre o consumo e o descarte correto é fundamental. Reduzir o consumo desnecessário, reutilizar produtos sempre que possível, separar os resíduos e encaminhá-los para a coleta seletiva são atitudes que contribuem para o melhor aproveitamento dos materiais e para a redução dos impactos ambientais.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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Tavira Plaza recebe exposição integrada na SEIVA 2026 e reforça compromisso com a sustentabilidade

Exposição decorre de 20 a 29 de outubro e integra a 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental, promovida no Algarve. O Tavira Plaza, gerido pela Widerproperty, acolhe, de 20 a 29 de outubro, uma exposição integrada na 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental (SEIVA 2026), […]

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Porto de Leixões vai fornecer energia limpa a navios atracados com apoio de 7,2 milhões

O Porto de Leixões vai passar a disponibilizar alimentação elétrica a navios atracados, no âmbito de um aviso de 7,2 milhões de euros aberto pelo programa Sustentável 2030, anunciou esta quarta-feira 21 de outubro o Governo.

O aviso, com uma taxa de cofinanciamento de até 85%, vai permitir à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) realizar os investimentos necessários para que a infraestrutura portuária possa dar resposta às futuras necessidades de eletrificação das atividades do porto.

De acordo com o comunicado conjunto dos Ministérios do Ambiente e Energia, da Economia e da Coesão Territorial e das Infraestruturas e Habitação, um dos investimentos previstos passa pela implementação de sistemas OPS – Onshore Power Supply nos terminais de contentores do Porto de Leixões, em particular no Terminal de Contentores Norte e no Terminal de Contentores Sul, bem como no Terminal de Passageiros na Doca 1 Norte.

O sistema OPS permite ligar os navios atracados à rede elétrica terrestre, possibilitando que desliguem os motores a combustão.

Para além de contribuir para a descarbonização do país e para a concretização da transição energética, o projeto vai permitir, segundo o executivo, uma redução significativa das emissões de gases poluentes e dos níveis de ruído.

“O transporte marítimo em Portugal tem uma grande expressão, o que torna ainda mais necessário apostar em investimentos que impulsionem a descarbonização e fomentem a utilização de energias limpas”, afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, citado no comunicado.

“Portugal voltou a ter uma estratégia para os seus portos, com a concretização da Estratégia Portos 5+. Queremos mobilizar investimento, aumentar a capacidade dos nossos portos e reforçar a sua competitividade e ligação às grandes cadeias logísticas internacionais”, sublinha o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, considera que se trata de “um investimento urgente, já que Portugal tem de concentrar esforços na descarbonização dos transportes, uma área que em ainda enfrentamos grandes desafios”.

O Governo salienta que a descarbonização na área dos transportes é uma prioridade nacional e que o Sustentável 2030 é o programa temático desenhado para ajudar Portugal a enfrentar os desafios da transição energética e climática.

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COP31. Fim dos combustíveis fósseis é “absolutamente essencial” e implementação é “prioritária”


O Parlamento Europeu vai votar, esta quarta-feira, a resolução que deverá guiar a ação da União Europeia na 31.ª Conferência das Partes (COP31), a cimeira do Clima que é organizada anualmente pelas Nações Unidas. A eurodeputada que chefiará a delegação do Parlamento Europeu, a portuguesa Lídia Pereira, espera que o bloco se bata para que seja acordada uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis e para que se implementem os compromissos já firmados, mais do que criar novas metas.

“É uma COP em que o prioritário é a implementação de todos os acordos que têm vindo a ser assinados. A prioridade é de facto respeitar as metas que já existem. Não…

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Investimento verde na indústria nacional cresce 71% em 2025


Portugal responde por 2% do investimento verde reportado pelas grandes empresas da União Europeia (UE) em 2025, mas surge em quinto lugar quando esse investimento é comparado com o PIB, acima da média europeia de 1,7%.

O resultado consta do relatório “Monitoring Capital Flows to Sustainable Investments”, que é divulgado esta terça-feira pela Plataforma da UE para as Finanças Sustentáveis, um grupo independente de peritos que aconselha a Comissão Europeia sobre estas regras.

O estudo mede o investimento em equipamentos, redes e outros ativos duradouros (o chamado CapEx) que cumpre a taxonomia europeia, a lista de atividades consideradas sustentáveis do ponto de vista ambiental. Em 2025, esse investimento somou 313 mil milhões de euros na UE, reportado por atividade por 553 entidades, revelam os autores.

No conjunto dos países da União Europeia, as grandes empresas investiram 512 mil milhões de euros em projetos verdes e de transição em 2025, o equivalente a 21% do investimento empresarial total.

Quase um terço do total vem da Alemanha (31%), seguida de França (18%), Itália (12%) e Espanha (9%). Os Países Baixos (7%) e a Dinamarca (4%) completam um grupo de seis países que concentra 81% do investimento. Portugal pesa 2%, tal como a Áustria e a Polónia, o que corresponde a cerca de 6 mil milhões de euros.

Em percentagem do PIB, o investimento verde alinhado com a taxonomia ficou em 1,7%, em média, na UE. A Dinamarca e a Chéquia estão acima de todos, e vários países ficaram em 0,5% ou menos. Portugal surge depois da Dinamarca, da Chéquia, da Alemanha e da Letónia, e à frente de França, Países Baixos e Itália.

Total EU taxonomy-aligned CapEx in 2025

“Esta repartição por países reflete a domiciliação das entidades que reportam e não a localização física efetiva do investimento, que está fora do âmbito desta análise”, destacam os autores do relatório, acrescentando ainda que os totais nacionais “podem ser influenciados por um pequeno número de grandes empresas de serviços públicos, fabricantes ou operadores de transportes”. Na prática, o investimento é contado no país onde as empresas têm sede, mesmo que o dinheiro seja aplicado noutro.

Na indústria transformadora, o investimento alinhado da UE subiu 4%, para 81 mil milhões de euros, o que representa mais 2,8 mil milhões do que em 2024. Portugal investiu cerca de 400 milhões de euros em 2025, mais 71% do que em 2024, o que equivale a um aumento de perto de 170 milhões.

A Alemanha, por exemplo, investiu 49,6 mil milhões no ano passado (mais 15% face a 2024) e a Grécia aplicou 600 milhões, multiplicando o investimento por quase 3 vezes entre 2024 e 2025. Na direção oposta surge Espanha, que recuou 43%, os Países Baixos (-44%) e a Polónia (-43%). O relatório atribui parte destas quedas a mudanças na forma como uma grande empresa reporta, e não a uma redução real da atividade.

Numa altura em que a Europa tem de reforçar a sua competitividade e resiliência, precisamos de ligar de forma mais eficaz a poupança europeia ao investimento produtivo em todo o Mercado Único.

Carlos Eduardo Martins

Co-autor do relatório 'Monitoring Capital Flows to Sustainable Investments'

O relatório destaca ainda que o investimento alinhado concentra-se em poucos setores: eletricidade (46%), indústria transformadora (25%) e serviços de transporte (18%). Os edifícios, onde se incluem as casas, ficam-se pelos 5%.

“A base de evidência atual provém sobretudo de grandes empresas e, por isso, oferece uma visibilidade limitada sobre as empresas de média capitalização, as PME e outras entidades que não reportam”, salientam o autores do relatório, denotando com isso as limitações da análise. Referem ainda que os números “não indicam quanto flui para investimentos relacionados com combustíveis fósseis” e que os dados da taxonomia devem ser lidos “como um indicador da direção do investimento e não como uma medida completa da transição”.

No conjunto da UE, as grandes empresas investiram 512 mil milhões de euros em projetos verdes e de transição em 2025, o equivalente a 21% do investimento empresarial total. Os restantes 79% não estão nesta categoria.

O Banco Central Europeu estima que seria preciso um investimento verde adicional de 2,7% a 3,7% do PIB por ano para cumprir os objetivos climáticos da UE. O relatório cita ainda o instituto I4CE, segundo o qual só 61% do nível anual necessário foi atingido em 2025.

Para Bertrand Magné, co-correlator da Plataforma, “a Europa não carece de recursos financeiros. O desafio é ligar esses recursos de forma mais eficaz a oportunidades de investimento produtivo”, denotando com isso a necessidade de se proceder à conclusão da União da Poupança e dos Investimentos, o projeto europeu para que o capital circule mais facilmente entre países.

“Numa altura em que a Europa tem de reforçar a sua competitividade e resiliência, precisamos de ligar de forma mais eficaz a poupança europeia ao investimento produtivo em todo o Mercado Único”, refere Carlos Eduardo Martins, igualmente co-relator da Plataforma, que acrescenta que “um quadro de finanças sustentáveis coerente e credível será essencial para canalizar o capital para os investimentos de que a Europa necessita a longo prazo”.

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Fundos sustentáveis deixam ‘fugir’ 37 mil milhões de euros em dois anos


Os fundos de investimento europeus com objetivos de investimento sustentável perderam 20,7 mil milhões de euros em 2025, contabilizando assim o segundo ano consecutivo em que saiu mais dinheiro do que entrou num valor acumulado de 37 mil milhões de euros.

Em sentido oposto seguem os fundos com requisitos menos exigentes de sustentabilidade, que só no ano passado captaram mais de 800 mil milhões de euros em termos líquidos, num valor acumulado de 1,8 biliões de euros entre janeiro de 2024 e junho deste ano.

A divergência consta do relatório “Monitoring Capital Flows to Sustainable Investments”, divulgado esta terça-feira pela Plataforma da UE para as Finanças Sustentáveis, e mostra para onde foram as poupanças dos investidores depois de a União Europeia ter criado categorias para classificar estes produtos.

[Os fundos com objetivos sustentáveis] continuaram a ser demasiado específicos e dispendiosos para responder à procura do mercado geral, em termos das métricas tradicionais de classe de ativos e de risco.

Relatório 'Monitoring Capital Flows to Sustainable Investments'

A classificação resulta do regulamento europeu de divulgação de informação sobre sustentabilidade (SFDR, na sigla inglesa): os fundos do artigo 9 têm um objetivo de investimento sustentável, os do artigo 8 promovem características ambientais ou sociais, e os fundos do artigo 6 não fazem qualquer destas promessas.

Segundo dados da ESMA e da Morningstar citados no relatório, os fundos do artigo 8 captaram 327,3 mil milhões de euros em 2025, mais 47% do que em 2024, e os do artigo 6 receberam 493 mil milhões. Os do artigo 9 perderam 20,7 mil milhões, depois de saídas de cerca de 16 mil milhões em 2024. Em 2026, o padrão manteve-se: no primeiro semestre, os do artigo 8 captaram 145,3 mil milhões e os do artigo 9 perderam cerca de 700 milhões.

No segundo trimestre de 2026, os fundos do artigo 8 geriam 9,1 biliões de euros ou 59,6% dos 15,26 biliões dos fundos europeus abertos ao público em geral, conhecidos como UCITS. Os do artigo 6 somavam 5,83 biliões (38,2%) e os do artigo 9 apenas 337 mil milhões (2,2%). As saídas acumuladas do artigo 9 em 2024 e 2025 representam mais de 10% dos ativos da categoria.

Evolução das subscrições líquidas dos fundos sustentáveis

O alinhamento com a taxonomia europeia (a lista de atividades consideradas sustentáveis do ponto de vista ambiental) também difere do que os fundos declaram. Em média, os fundos do artigo 8 têm 2,3% da carteira alinhada com a taxonomia, embora declarem 35% de investimento sustentável. Nos do artigo 9, o alinhamento é de 8,8%, contra 92% declarados.

O relatório explica ainda que o universo de empresas que reportam à taxonomia “abrange apenas cerca de 2.000 empresas, enquanto a maioria dos fundos tem como referência universos europeus e não europeus muito maiores”.

Para o desempenho do artigo 9, os autores apontam que estes fundos “continuaram a ser demasiado específicos e dispendiosos para responder à procura do mercado geral, em termos das métricas tradicionais de classe de ativos e de risco” e que “a alteração significativa das condições gerais de mercado em 2025 e no início de 2026 acelerou a tendência de fluxos para os fundos dos artigos 8 e 6, que têm uma alocação de ativos ampla e baseada no mercado, uma vez que as taxas de juro e o desempenho dos setores acionistas determinaram a realocação dos fundos”.

Além disso, aponta também que a incerteza global de março de 2026 travou temporariamente as entradas no mercado europeu de fundos, sem alterar a tendência positiva do ano. Os autores do relatório acrescentam que “o atual processo de revisão do SFDR pode também ter contribuído para explicar a atual falta de tração no mercado”.

A Comissão Europeia propôs em novembro do ano passado substituir os artigos 8 e 9 por três categorias voluntárias: sustentável, de transição e de “ESG basics”, para os restantes produtos que integram critérios ambientais, sociais e de governação. Cada categoria exigiria que 70% da carteira apoiasse a estratégia escolhida, e as menções ESG no nome e na publicidade ficariam reservadas aos produtos classificados.

Segundo a Comissão Europeia, o SFDR tem sido usado como sistema de rótulos, o que gerou confusão entre investidores e aumentou o risco de “greenwashing”. O processo está na fase de negociação.

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CDs e legos tornam-se esponjas que retiram água do ar

Resíduos de plástico transformados conseguiram reter quase 60% do seu peso em água — até 20% num ambiente de deserto. Embalagens de plástico, CDs antigos e até peças de LEGO estão a ganhar uma segunda vida. Investigadores da Universidade de Viena desenvolveram um método para os transformar em materiais capazes de captar água da atmosfera, até mesmo em regiões muito secas. A esponja produzida a partir de poliestireno usado conseguiu reter quase 60% do seu peso em água, quando exposta a ar húmido. Mesmo em condições semelhantes às de um deserto, conseguiu captar cerca de 20%. A água recolhida, segundo um

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Bruxelas investe 3,4 mil milhões em 77 projetos de tecnologias limpas


A Comissão Europeia selecionou 77 projetos de tecnologias de impacto zero para receber 3,4 mil milhões de euros de apoio financeiro, no âmbito do Fundo de Inovação. Os projetos abrangem setores como a energia, a indústria, a mobilidade, o armazenamento energético e o fabrico de tecnologias limpas, com o objetivo de acelerar a descarbonização e reforçar a competitividade industrial europeia.

A lista divulgada pela Comissão inclui projetos localizados em 23 países do Espaço Económico Europeu. O financiamento será canalizado através do Fundo de Inovação, que utiliza receitas do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia para apoiar tecnologias inovadoras de baixo carbono.

Segundo as estimativas da Comissão, os projetos poderão evitar a emissão de cerca de 290 milhões de toneladas de dióxido de carbono durante os primeiros dez anos de funcionamento, o equivalente a aproximadamente uma tonelada por segundo ao longo de uma década.

Os 77 projetos foram selecionados em cinco categorias: descarbonização geral para projetos de grande, médio e pequeno porte, fabricação com tecnologias limpas e projetos-piloto.

Na descarbonização de grande escala, foram escolhidos 12 projetos, que solicitaram cerca de 1,58 mil milhões de euros. Na categoria de média escala, foram selecionados 17 projetos, com pedidos de financiamento na ordem dos 458 milhões de euros.

A categoria de pequena escala reúne 20 projetos, que solicitaram cerca de 124 milhões de euros. Foram ainda selecionados 12 projetos de fabrico de tecnologias limpas, com pedidos de apoio próximos de 895 milhões de euros, e 16 projetos-piloto, que solicitaram aproximadamente 394 milhões de euros.

As iniciativas abrangem, entre outras áreas, combustíveis alternativos, hidrogénio, armazenamento de energia, matérias-primas críticas, aviação, energia eólica, gestão industrial do carbono e reciclagem. A lista inclui, pela primeira vez neste convite, um projeto de reator nuclear modular de pequena dimensão e outro dedicado à captura direta de dióxido de carbono da atmosfera e ao seu armazenamento.

Cinco projetos nacionais recebem apoio europeu

Cinco projetos com participação portuguesa foram selecionados para receber financiamento europeu no âmbito de um outro programa, o LIFE, que vai distribuir mais de 390 milhões de euros por 135 iniciativas de ambiente, clima e transição energética. As iniciativas nacionais abrangem desde o combate a plantas aquáticas invasoras e a melhoria do tratamento de águas residuais até à pobreza energética e à eficiência dos edifícios de instituições sociais.

O financiamento europeu corresponde a cerca de dois terços do investimento total previsto para os 135 projetos, estimado em 579 milhões de euros. A verba restante será assegurada por governos nacionais, regionais e locais, parcerias público-privadas, empresas e organizações da sociedade civil, segundo a Comissão Europeia.

Os cinco projetos com participação nacional abrangem áreas distintas da política ambiental europeia e da transição para uma economia com menores emissões. A Comissão Europeia selecionou os 135 projetos entre um número recorde de 1.095 candidaturas.

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Conferência reúne jovens de Portugal e Galiza

VTM

A Conferência de Juventude Norte de Portugal-Galiza, organizada pela Associação Inspira! – Intervenção Juvenil e Ambiental em colaboração com a entidade galega Conecta Galícia, decorreu em Chaves entre os dias 15 e 18 de outubro. O evento contou com a presença de 50 jovens portugueses e galegos, além de dez decisores políticos, que se reuniram para discutir os desafios e oportunidades enfrentados pelas novas gerações na Eurorregião.

Financiada pela Comissão Europeia através do programa Erasmus+, a conferência teve como objetivo promover o diálogo e a cooperação transfronteiriça, incentivando o envolvimento dos jovens na construção do futuro da região. Durante o evento, foram realizados vários painéis, debates e sessões de trabalho participativo que abordaram temas como sustentabilidade, fixação de jovens, criação de oportunidades e participação nos processos de decisão.

Entidades como a Fundación Galicia Europa, o IPDJ, a CIM do Alto Tâmega e Barroso, a Eurocidade Chaves-Verín e representantes de municípios também marcaram presença no encontro. A conferência visou aproximar os jovens dos responsáveis políticos, apresentando propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Eurorregião.

Na sessão inaugural, Nuno Vaz, Presidente da Câmara Municipal de Chaves, enfatizou a importância da cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza. O autarca defendeu o fortalecimento das relações institucionais, sociais e económicas entre os dois territórios. Na sua intervenção, destacou a proximidade cultural e linguística das comunidades envolvidas e o potencial desta relação para atrair investimento e criar novas oportunidades.

Nuno Vaz apelou à participação ativa dos jovens na construção de soluções para os desafios comuns. Salientou que é possível construir consensos através do diálogo e da participação cívica, incentivando os jovens a apresentar propostas concretas e persistir na defesa das suas ideias.

Com nove anos de atividade em Chaves, a Associação Inspira! é uma organização juvenil sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento social e ecológico da região flaviense. A educação ambiental e o empoderamento dos jovens são as principais áreas de intervenção da associação.

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Alcoutim debate território e sustentabilidade e recebe certificado Destino Biosphere Certified

Fórum “Sentir, Enraizar e Sustentar” realiza-se a 13 de novembro, no Espaço Guadiana, e marca a entrega do certificado Destino Biosphere Certified ao Município de Alcoutim e o início do processo de certificação do Festival do Contrabando. O Município de Alcoutim e a Biosphere Portugal promovem, no dia 13 de novembro de 2026, entre as […]

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Os oito hábitos que podem reduzir o desperdício alimentar em casa

A fome global diminuiu pelo terceiro ano consecutivo, mas os progressos continuam a ser insuficientes para erradicar a subalimentação. Apesar da melhoria registada, a fome continua a afetar milhões de pessoas em todo o mundo, e a insegurança alimentar permanece acima dos níveis anteriores à pandemia da COVID-19. Ao mesmo tempo, uma parte significativa dos alimentos produzidos mundialmente perde-se ou é desperdiçada ao longo da cadeia de abastecimento. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 13% dos alimentos produzidos perdem-se após a colheita e antes de chegarem ao retalho,

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Relatório de Sustentabilidade da Infraquinta revela desempenhos ambientais excelentes

Primeiro Relatório de Sustentabilidade

Naquele que é o seu primeiro relatório de Sustentabilidade, a Infraquinta, E.M. começa por referir que é, desde há dez anos, a entidade em baixa com menor percentagem de água não faturada, um indicador que, em 2025, se situou nos 2,7 pontos percentuais.

Este é um dos dados que constam no 1.º Relatório de Sustentabilidade desta empresa municipal, que foi apresentado no passado dia 15 de outubro, durante a segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026, que decorreu no restaurante Dano’s, na Quinta do Lago.  

Segundo a divulgação da empresa municipal, outro indicador assinalável tem que ver com o facto de, em 2025, 86% dos espaços públicos verdes terem sido regados com 25% de água residual tratada. De sublinhar igualmente a taxa de resíduos recolhidos seletivamente, que, no ano passado, chegou aos 50%, sendo que a meta a atingir até 2030 é de 60%.

Em nota chegada à nossa redação por interposta via, a Infraquinta salienta que este relatório, que compreende o quadriénio de 2022-2025, “constitui uma oportunidade para revisitar o percurso realizado, reconhecer o trabalho e o empenho de todos os trabalhadores, parceiros e entidades com quem temos colaborado ao longo dos anos, e refletir sobre os desafios que se colocam ao futuro”, explicou Pedro Pimpão, presidente do Conselho de Administração da Infraquinta. 

Mais, a elaboração deste documento ganha um significado ainda mais especial, num ano em que a empresa assinala três décadas de atividade com um conjunto de iniciativas.

Ao usar da palavra, Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, enalteceu “os excelentes resultados” da Infraquinta, em particular no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos e dos resíduos. No entender do autarca, o trabalho realizado é um reflexo da “aposta do município em ter, cada vez mais, um território de qualidade”.

E o vencedor do ‘savearth’ é …

Quem esteve na segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026 pôde, ainda, conhecer diversas soluções para uma gestão mais sustentável, assim como novos projetos relacionados com esta área. 

Após a apresentação dos projetos, os presentes foram convidados a votar naquele que consideravam ser o mais inovador. O vencedor foi o ‘savearth’, cujos promotores foram reconhecidos pela Infraquinta com a entrega de um troféu. 

O ‘savearth’ é um dispositivo para hotéis, que pode ser instalado em qualquer duche. Com recurso à inteligência artificial e ao reconhecimento de som, este aparelho permite medir, com precisão, o consumo de água e energia em tempo real, emitindo alertas aos hóspedes quando deteta um uso excessivo.

Resta sublinhar também que o evento H2O & Sustainability Summit 2026 integra o H2O & Innovation Hub, que foi organizado pela Premivalor – Consulting.
Para um dos seus managing partners, Telmo Vieira, esta parceria com a Infraquinta constitui-se como uma grande mais-valia para o que pretendem fazer no Hub, que é o de “aproximar um conjunto de entidades que se preocupam, estudam e trabalham os temas da água e da economia circular”.

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