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Orçamento de Estado: Empresários do Minho pedem que “proposta de continuidade” se traduza em “alívio fiscal real” e em execução

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é marcada sobretudo pela continuidade, apelando a que essa estabilidade se traduza em alívio fiscal real e em execução.

“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém uma trajetória responsável nas contas públicas e contém sinais positivos para famílias e empresas. É, contudo, uma proposta marcada sobretudo pela continuidade. O seu valor dependerá menos dos anúncios e mais da capacidade de produzir alívio fiscal real, investimento produtivo e resultados mensuráveis na economia”, refere a AEMinho, em comunicado.

A associação classifica de “sinais positivos” as previsões de um saldo orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de crescimento económico de 2,1% e de redução da dívida pública para 84,5%.

“A AEMinho valoriza a disciplina orçamental e a previsibilidade, que são condições importantes para o investimento. Estes indicadores devem, porém, ser lidos também em termos reais”, assumem os empresários do Minho.

Com uma inflação prevista de 2,3%, “a subida dos preços tende a aumentar a receita fiscal nominal e o próprio PIB nominal”, diz esta associação, sublinhando que um “PIB nominal mais elevado pode melhorar mecanicamente o rácio da dívida sem corresponder, na mesma proporção, a maior produtividade, poder de compra ou capacidade de investimento”.

A AEMinho defende que “este efeito não invalida o esforço de consolidação, mas recomenda prudência na leitura dos resultados”.

Do ponto de vista fiscal, a associação entende que a proposta “altera pouco”.

“Os códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI não sofrem alterações. A atualização dos escalões de IRS em 3,88% é positiva e ajuda a limitar a progressividade fria. Também a taxa geral de IRC prevista para 2027, de 18%, representa uma evolução favorável, embora resulte de uma trajetória anteriormente definida e não de uma reforma introduzida por esta proposta”,avalia a AEMinho.

Para esta associação, o alívio fiscal anunciado deve ser avaliado pelo seu efeito concreto.

“A carga fiscal e contributiva deverá permanecer em 35% do PIB, mantêm-se várias contribuições setoriais e as taxas ambientais aumentam 4%. A ausência de agravamentos generalizados é positiva, mas não equivale a uma redução estrutural da carga fiscal”, adverte a AEMinho.

Nesse sentido, “importa evitar uma ilusão fiscal em que a receita e os rácios melhoram nominalmente, sem que famílias e empresas ganhem capacidade económica real”, referem os empresários do Minho, salientando que “mais faturação nominal também não significa maior rentabilidade quando os custos aumentam”.

A AEMinho vê igualmente como positivo o objetivo de valorização salarial e a manutenção de incentivos associados aos prémios de produtividade e aos aumentos das remunerações.

Contudo, os empresários do Minho defendem que “os salários só podem crescer de forma sustentada quando acompanhados por produtividade, investimento, escala e maior valor acrescentado”.

Esta associação entende que o “Estado deve participar nesse esforço através de menor tributação sobre o trabalho e de condições que permitam às empresas investir, inovar e competir”.

A AEMinho refere também que para o Minho e para o Norte “é essencial que o investimento público seja territorializado”.

“Mobilidade, ligações ferroviárias e rodoviárias, energia, água, áreas de localização empresarial, relação económica com a Galiza e infraestruturas como o PLISAN [Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves] são fatores concretos de competitividade. A referência ao investimento em todo o território deve traduzir-se em projetos, verbas e calendários”, indica o comunicado.

A AEMinho, presidida por Ramiro Brito, diz que vai acompanhar “de forma construtiva a discussão parlamentar do OE2027, mantendo a exigência quanto aos resultados”.

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Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço

A comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, em Guimarães, promoveu no passado domingo, uma missa de homenagem e ação de graças ao padre Joaquim Marques da Mota, que se despede após 64 anos como pároco.

Ao longo de todo o seu sacerdócio, o padre Joaquim Marques da Mota, de 87 anos, esteve ao serviço das mesmas duas paróquias, a de S. Mamede de Aldão e a de Mesão Frio. Foi também arcipreste de Guimarães e Vizela durante vários anos.

De acordo com uma nota enviada pela comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, a celebração pretendeu ser “um momento de gratidão e reconhecimento pelo caminho percorrido e pela presença e dedicação do sacerdote ao longo destas seis décadas”.

Para a comunidade, foi motivo de “grande alegria poder prestar-lhe esta homenagem em vida, apesar da tristeza pela sua partida das paróquias”.

Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
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A população quis associar-se em “grande número, num gesto de carinho, respeito e reconhecimento por quem dedicou uma parte tão significativa da sua vida à terra e às suas gentes”.

Foi uma celebração que contou com a presença de todos os movimentos paroquiais, com grande destaque para as crianças da catequese que o presentearam com uma pequena encenação do que foi a sua vida na paróquia. A festa terminou com um convívio no salão paroquial.

Estiveram também presentes os autarcas e ex-autarcas da freguesia de Aldão e o vereador Constantino Veiga, em representação do Município de Guimarães.

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Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália

Um modelo matemático desenvolvido na Universidade do Minho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo foi laureado com o Prémio de Melhor Artigo na 35.ª Conferência Internacional sobre Redes Neuronais, em Pádua, Itália, anunciou hoje a instituição.

A distinção foi atribuída pela Sociedade Europeia de Redes Neuronais, entre 296 apresentações candidatas.

O trabalho, intitulado “A dynamic neural field model of chronotopic map formation”, foi apresentado por Paulo Barbosa, aluno do 4.º ano do programa doutoral em Matemática Aplicada e investigador do Centro de Matemática da UMinho (CMAT). O estudo envolveu ainda o seu orientador, Wolfram Erlhagen (CMAT), além de Estela Bicho (Centro Algoritmi da UMinho) e Flora Ferreira (Centro de Matemática da Universidade do Porto).

“Estou feliz e grato pelo reconhecimento, porque mostra que a investigação feita em Portugal tem relevância internacional, porque foi atribuído pela comunidade científica num evento de grande prestígio, porque é uma excelente motivação para continuarmos a pesquisa e, a título pessoal, porque sou investigador em início de carreira”, diz o jovem de 28 anos e estudante na Escola de Ciências da UMinho (ECUM), citado em comunicado.

“Mapa do tempo”

“Na prática, desenvolvemos um modelo matemático para explicar como o cérebro consegue sentir a passagem do tempo”, descreve.

A questão é um dos grandes desafios da neurociência, pois não se conhece um órgão sensorial nem um circuito neuronal específico para essa função. O novo estudo centrou-se no “mapa do tempo” no cérebro, chamado cronotótipo. Diferentes grupos de neurónios respondem a diferentes durações, formando uma organização em que intervalos semelhantes estão associados a grupos mais próximos.

Segundo a UMinho, a principal novidade do novo modelo é explicar como diferentes formas de representar o tempo no cérebro podem estar relacionadas.

“Fomos os primeiros a descrever a conversão de um tempo para o outro”, realça Paulo Barbosa.

Esse modelo consegue ainda reproduzir fenómenos observados em experiências com animais, incluindo a adaptação a mudanças nos contextos temporais, e explicar também alguns enviesamentos que surgem quando estimamos intervalos de tempo.

Da neurociência à inteligência artificial

O trabalho faz parte da tese doutoral de Paulo Barbosa sobre plasticidade cerebral, ou seja, as ligações entre neurónios que se modificam e contribuem para comportamentos como a atenção e a tomada de decisão.

A investigação cruza matemática, neurociência, computação, inteligência artificial e robótica. O próximo passo é utilizar estes modelos no desenvolvimento de agentes inteligentes e robôs capazes de lidar com o tempo de forma próxima da humana.

“A perceção do tempo é essencial na interação com ambientes dinâmicos”, sublinha o autor.

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Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.

A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.

Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

A CIM do Cávado já tinha manifestado “apoio político inequívoco” à criação da Área Metropolitana do Minho.

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Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico

 A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho tem em curso um diagnóstico e caracterização do espólio arqueológico da região, integrado num projeto de valorização cultural que prevê um investimento global superior a 240 mil euros, foi hoje revelado.

Contactada pela agência Lusa, fonte da CIM do Alto Minho, com sede em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, referiu que o projeto “Habitat Cultural do Alto Minho”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2030, tem data de conclusão em junho de 2027.

A iniciativa integra “outras ações de valorização cultural e patrimonial do território”, sendo que a primeira, já em curso, está a ser desenvolvida em articulação com os 10 municípios do Alto Minho, para “proporcionar uma visão global das coleções arqueológicas existentes e criar uma base de conhecimento para apoiar a sua preservação, gestão e futura valorização”.

O diagnóstico “contempla o levantamento e a inventariação do património arqueológico presente nos museus municipais, centros de interpretação e respetivas reservas técnicas, incluindo, quando aplicável, peças depositadas em reservas externas ou noutras entidades de salvaguarda”.

O estudo permitirá caracterizar as coleções, avaliar o seu estado de conservação e as condições de armazenamento e gestão, e identificar necessidades, boas práticas e oportunidades de melhoria, salienta a CIM.

Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico
Pedra dos Namorados. Foto: DR

A informação recolhida permitirá igualmente apoiar a atualização e organização da informação no Endovélico, Sistema de Informação e Gestão Arqueológica gerido pelo Património Cultural, contribuindo para uma gestão mais sistemática da informação sobre o património arqueológico do Alto Minho.

O diagnóstico visa ainda “contribuir para a dinamização do Polo Arqueológico do Alto Minho e para o reforço da cooperação entre os municípios no âmbito da gestão e valorização do património arqueológico”.

O polo de arqueologia, que vai ser construído em Viana do Castelo, vai servir os 10 concelhos do Alto Minho, e deverá estar concluído até 2028, num investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou que a criação do novo polo foi um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para integrar a rede de polos arqueológicos da região Norte.

Para a CIM do Alto Minho, o conhecimento mais aprofundado e sistematizado deste património permitirá apoiar futuras estratégias de conservação, investigação e valorização, promovendo a sua acessibilidade e fruição pelas comunidades locais e pelo público em geral.

O levantamento exaustivo do espólio arqueológico existente “visa consolidar o Alto Minho como um território de referência cultural, promovendo a sua identidade, alicerçada no património material e imaterial, nas tradições locais, na biodiversidade e na sustentabilidade ambiental”.

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Classificação de mina em Montalegre não pode desvalorizar riscos, alerta movimento

O Movimento Não às Minas – Montalegre considerou hoje que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio, que se quer explorar na Borralha, “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.

O projeto da Mina da Borralha, no concelho de Montalegre, norte de Portugal, foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou hoje a instituição.

“Não é aceitável que a importância estratégica de um recurso mineral se sobreponha ao direito das pessoas e à segurança nas suas próprias aldeias”, afirmou, em comunicado, o Movimento Não às Minas – Montalegre.

E salientou que a classificação pela UE “não pode servir para desvalorizar os riscos sociais, económicos e ambientais que a reativação da exploração representa para a região de Barroso”.

A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, no concelho de Montalegre, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).

O movimento referiu que a “exploração mineira ameaça colocar em confronto dois modelos de desenvolvimento: a extração de matérias-primas para abastecer cadeias industriais europeias e a continuidade de uma economia rural construída em torno da agricultura, da pecuária, dos produtos tradicionais e da preservação de um património natural e cultural de valor internacional”.

E destacou a água como uma das preocupações principais, salientando que este “é um risco que ultrapassa os limites da mina”.

“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.

A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da Minerália.

A empresa quer explorar tungsténio e propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.

Segundo o movimento, a antiga exploração mineira “deixou uma extensa rede de galerias subterrâneas, num território onde existem preocupações relativas à estabilidade do subsolo e à segurança das povoações próximas, designadamente Paredes, Caniçó e Borralha”.

Referiu ainda que este território tem um “papel central” na produção pecuária do concelho e que a “economia rural que não pode ser sacrificada” e que o Património Agrícola Mundial e a Reserva da Biosfera também “estão em causa”.

“A instalação de uma exploração mineira de grande dimensão, com potenciais efeitos sobre a água, os solos, a paisagem, a pecuária e a economia rural, torna-se incompatível entre o projeto e a salvaguarda deste património, colocando em risco a classificação”, frisou.

Para o movimento, a classificação da Mina da Borralha como projeto estratégico europeu “não deve ser apresentada como uma validação ambiental, social ou territorial da exploração” e, apesar de poder facilitar procedimentos de licenciamento e o acesso a mecanismos de financiamento, não substitui a DIA.

Ao nível da UE, os 16 projetos selecionados estão entre 102 candidaturas recebidas e vão permitir “reforçar a competitividade, aumentar a resiliência e reduzir a dependência de um único fornecedor”, de acordo com Bruxelas.

Na primeira lista de projetos estratégicos ao abrigo do Regulamento Europeu das Matérias-Primas Críticas, anunciada em 25 de março de 2025, Portugal teve quatro projetos selecionados, três ligados ao lítio e um ao cobre.

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Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho

Um jovem motociclista ficou ferido na sequência de uma colisão com um automóvel, na Estrada Nacional 103, na freguesia de Salamonde, concelho de Vieira do Minho, na manhã desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou, a vítima, de 20 anos, jovem foi assistida ainda no local e transportada para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.

Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O acidente deu-se nas imediações da Casa Florestal de Salamonde e do estaleiro da Pavimogege.

A GNR esteve no local a regularizar a circulação do trânsito e a registar a ocorrência.

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