O encontro juntou as famílias de acolhimento da associação para assinalar o marco e partilhar experiências
A AIPAR, Associação de Proteção à Rapariga e à Família, promoveu no passado domingo, 11 de outubro, um Encontro de Famílias de Acolhimento na Quinta do Meloal, espaço da associação na freguesia da Conceição de Faro.
A manhã teve dois objetivos: celebrar a certificação da vigésima família de acolhimento da AIPAR e dar às famílias a oportunidade de partilharem experiências entre si. Há outras famílias atualmente em processo de certificação.
“Sentimos uma enorme gratidão pelas vinte maravilhosas famílias que se juntaram à AIPAR e abraçaram a missão de ser famílias de acolhimento. Quero que saibam que nunca estarão sozinhas. A nossa equipa acompanha-as em cada passo e, a partir de agora, têm também umas às outras“, afirmou Filomena Rosa, Presidente da Direção da AIPAR.
A manhã começou com uma sessão de ioga do riso e continuou à volta de um brunch preparado pelo serviço de catering da associação. Enquanto os adultos conversavam, as crianças participaram em atividades ao ar livre acompanhadas por uma equipa da AIPAR. No final, cada família recebeu um certificado e um saquinho de lufas, esponjas vegetais cultivadas e secas na própria quinta.
“Cada família tem o acompanhamento da nossa equipa, mas há coisas que só outra família de acolhimento compreende. É necessário criar momentos como este“, acrescentou a Presidente da Associação.
O objetivo da AIPAR é certificar o maior número possível de famílias, porque cada uma tem uma disponibilidade própria. Muitas famílias com filhos preferem acolher uma criança de determinada idade ou género, para facilitar a convivência em casa, enquanto outras estão preparadas para receber grupos de irmãos ou crianças mais velhas. Quanto mais famílias houver, mais situações a AIPAR consegue acompanhar e mais fácil se torna encontrar a família certa para cada criança.
O acolhimento familiar é uma medida de proteção temporária que permite que crianças e jovens retirados à família de origem cresçam num ambiente familiar, e não numa instituição.
Segundo o relatório CASA 2024, das 6.349 crianças e jovens em acolhimento em Portugal, 361 viviam com famílias de acolhimento, cerca de 6% do total. A maioria continua em casas de acolhimento residencial.
A AIPAR é uma instituição de enquadramento do acolhimento familiar, ao abrigo de um acordo de cooperação com o Instituto da Segurança Social celebrado em novembro de 2022. Qualquer pessoa ou casal com mais de 25 anos e residência em Portugal pode candidatar-se. As famílias recebem formação, acompanhamento técnico permanente e apoio financeiro mensal.
Sobre a AIPAR
Fundada em 1932 e Instituição Particular de Solidariedade Social desde 1988, a AIPAR tem sede em Faro. Trabalha na proteção de crianças, jovens e famílias através do Acolhimento Familiar, da Casa de Acolhimento, do CAFAP, do Apartamento de Autonomização, do CACI e da Cantina Social.
Encontro Regional dos Centros Qualifica do Algarve reuniu entidades e responsáveis para analisar resultados, partilhar experiências e identificar desafios na qualificação e empregabilidade da população adulta.
A Autoridade de Gestão do Programa Regional (PR) ALGARVE 2030 e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve), em parceria com o Município de Loulé e o EduQA, I.P., promoveram, a 9 de outubro, na Escola Secundária de Loulé, o Encontro Regional dos Centros Qualifica do Algarve, dedicado à análise dos resultados, à partilha de experiências e ao reforço da articulação regional em matéria de qualificação de adultos.
A sessão contou com a participação de José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Alexandra Gonçalves, vice-presidente da CCDR Algarve com competências na área da Educação, Teresa Rocha, da Associação de Municípios do Algarve.
Também presente esteve Elsa Cordeiro, delegada regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Cristiana Bessa, da Direção-Geral do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclusão da Comissão Europeia, e Renata Afonso, diretora da Escola Secundária de Loulé, tendo a iniciativa sido conduzida pela secretária técnica do PR ALGARVE 2030, Patrícia Neto Martins, tendo contado ainda com as comunicações de representantes do EduQA, I.P. e dos Centros Qualifica da região.
Ao longo do encontro, foi destacada a importância da qualificação de adultos e o seu contributo para a empregabilidade e melhoria profissional, numa região que procura alcançar metas europeias na qualificação de adultos. A sessão incluiu a apresentação de dados sobre o financiamento comunitário e a evolução dos indicadores de acompanhamento, seguindo-se a partilha de experiências pelos Centros Qualifica, financiados na região através do PR ALGARVE 2030.
Entre os temas abordados estiveram a adequação das equipas, a atualização da Carta da Qualidade, a evolução da procura e do perfil dos inscritos, a adequação dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), os encaminhamentos e as parcerias estabelecidas, confirmando-se o papel dos Centros Qualifica na transformação de vidas, no debate que se seguiu.
O presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, destacou o contributo do ALGARVE 2030 para a melhoria das qualificações da população adulta. O Programa financia 11 Centros Qualifica, com o objetivo de elevar as qualificações de quase 16.000 adultos até ao final de 2026, através de um investimento de 2,5 milhões de euros do Fundo Social Europeu Mais (FSE+).
A este apoio acrescem cerca de 7 milhões de euros do FSE+ destinados a outras modalidades de educação e formação, nomeadamente cursos de Educação e Formação de Adultos, Formações Modulares Certificadas e Cursos de Especialização Tecnológica.
A Vice-Presidente para a Educação, Alexandra Rodrigues Gonçalves, defendeu que a CCDR Algarve continuará empenhada em promover a articulação entre entidades, a valorização das qualificações e a aprendizagem ao longo da vida, assumindo a consolidação das parcerias regionais com esta responsabilidade partilhada.
Reforçar a articulação e a cobertura territorial
As conclusões do encontro apontaram para a necessidade de transformar a capacidade de mobilização da rede regional em percursos de qualificação concluídos e certificações sustentadas, com respostas flexíveis e ajustadas às necessidades da economia e da população. A mobilidade laboral, a sazonalidade e a evolução do mercado de trabalho reforçam a importância de uma articulação mais estruturada entre as entidades e as políticas públicas de qualificação de adultos.
Foi também salientada a necessidade de reforçar a cobertura territorial dos Centros Qualifica, em particular nos concelhos do interior. A itinerância pode facilitar o acesso à qualificação nos territórios de baixa densidade, contribuindo para a coesão territorial e a igualdade de oportunidades.
Para dar continuidade a este investimento, está aberta, até 13 de novembro de 2026, uma nova fase de candidaturas para apoiar o funcionamento dos Centros Qualifica da região entre 2027 e 2029, com uma dotação de 2,4 milhões de euros do FSE+.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) apresenta o novo vídeo institucional, uma produção que pretende dar a conhecer, de forma próxima e integrada, a missão, as competências e a atividade desenvolvida diariamente pela AMN e pelos diferentes organismos que a integram.
Através de imagens captadas em diferentes contextos de atuação, o vídeo acompanha o trabalho desenvolvido no mar, no litoral e em terra, dando destaque às mulheres e aos homens que, diariamente, asseguram a salvaguarda da vida humana no mar, a segurança da navegação, a fiscalização e a autoridade do Estado nos espaços marítimos sob jurisdição nacional.
O vídeo institucional procura, desta forma, retratar a diversidade das missões da AMN, bem como a articulação permanente entre as diferentes estruturas, meios e valências que contribuem para o cumprimento da mesma missão.
Esta produção pretende ainda reforçar o conhecimento da sociedade sobre a atividade da instituição, aproximando a mesma dos cidadãos e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido em prol da segurança e da proteção das pessoas no mar e na orla costeira. O vídeo encontra-se disponível no destaque desta publicação, bem como nas redes sociais e website da AMN.
O Dia Mundial da Alimentação, assinala-se a 16 de outubro, este ano, sob o mote ‘Inovar hoje para nutrir o amanhã’.
Quando pensamos numa alimentação saudável, pensamos frequentemente na saúde cardiovascular, na diabetes ou no controlo do peso. Mas há um órgão que muitas vezes fica fora desta conversa: o fígado.
Assim, é importante recordar que a nossa alimentação de hoje tem impacto no nosso amanhã. Uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para garantir um estado nutricional adequado e a manutenção das funções essenciais do fígado, como o metabolismo dos nutrientes (produção de proteínas, armazenamento de energia e vitaminas), a produção de bílis e o processamento de diversas substâncias que circulam no organismo, afinal o fígado é um órgão central no processamento do que comemos e bebemos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a European Association for the Study of the Liver (EASL) recomendam que a alimentação assente, maioritariamente, em alimentos pouco ou minimamente processados, privilegiando o consumo de fruta, legumes e leguminosas, de preferência respeitando a sazonalidade, aliado ao consumo de cereais integrais e fontes de proteína de qualidade. Adicionalmente, deve ser limitado o consumo de alimentos com elevado teor de açúcar, sal e gorduras pouco saudáveis.
A esteatose hepática (a acumulação excessiva de gordura no fígado) é um exemplo concreto de como os hábitos alimentares e a condição metabólica podem ter consequências para a saúde do fígado. A esteatose hepática, que cursa frequentemente com excesso de peso, obesidade e alterações metabólicas como a diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol e triglicéridos, está frequentemente associada a uma alimentação mais ocidentalizada, com elevado consumo de alimentos de elevada densidade energética e a um baixo aporte de hortícolas, fruta e cereais integrais.
Assim, a alimentação desempenha um papel importante na prevenção e na abordagem terapêutica desta doença. O padrão alimentar mediterrânico, está alinhado com as recomendações da OMS e da EASL, e está associado a um perfil metabólico mais favorável, sendo uma das abordagens recomendadas para pessoas com doença hepática associada à disfunção metabólica.
A adoção deste padrão alimentar pode contribuir para travar a progressão da doença e, em conjunto com uma perda de peso gradual e sustentada, reduzir a gordura acumulada no fígado e contribuir para melhorar as alterações metabólicas.
E cuidar do fígado não passa apenas pelo que colocamos no prato, mas também pelo que bebemos: o consumo de álcool é um importante fator de risco para a saúde hepática.
Inovar e cuidar do amanhã, como indica o mote do Dia Mundial da Alimentação, não significa necessariamente mudar tudo. Podemos começar por olhar para as nossas rotinas e identificar oportunidades de melhorar, olhar para o que já foi tentado e pensar o que posso fazer de forma diferente? Isto pode traduzir-se numa escolha diferente na próxima refeição, em recuperar hábitos que deixámos para trás ou simplesmente tentar novamente.
Neste Dia Mundial da Alimentação, a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) reforça uma mensagem simples: cuidar da alimentação é também cuidar do fígado, e nutrir o amanhã.
* Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica, ULS Santa Maria, Faculdade de Medicina Universidade de Lisboa, membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)
“Surf & Fitness” – Forum Algarve – 17 e 18 de outubro
O Forum Algarve prepara-se para receber mais uma edição do ‘Surf & Fitness’, uma iniciativa organizada em parceria com o Clube de Surf de Faro que terá lugar nos dias 17 e 18 de outubro, na Praça Central do centro comercial, gerido pela Multi Portugal. Com um programa que combina desporto, saúde e alimentação saudável, o evento convida os visitantes a experimentar diferentes modalidades e a descobrir novas formas de promover o bem-estar físico.
Ao longo dos dois dias, os participantes poderão experimentar aulas de surf indoor através de uma prancha de surf mecânica, treinos funcionais, pilates e aulas de dança, entre outras atividades. O programa inclui ainda workshops de alimentação saudável, orientados pelo nutricionista Tomás Prudêncio, com propostas como “Pizza Sem Culpa” e “Sabores do México Saudáveis”, que aliam a aprendizagem prática à importância de uma alimentação equilibrada.
A iniciativa contempla também atividades dedicadas à saúde e à segurança, como avaliações físicas através de bioimpedância elétrica, dinamizadas pelo The Trainer Studio, e a “Atividade Lançar para Salvar”, promovida pela Escola de Natação e Segurança Aquática.
Os participantes terão ainda a oportunidade de ganhar prémios nos passatempos criados para a ocasião. No Photo Wall, os visitantes são convidados a tirar fotografias com acessórios de desportos aquáticos e a partilhá-las nas redes sociais, utilizando a hashtag #surf&fitness2026 e identificando o Forum Algarve e o Clube de Surf de Faro. As quatro melhores fotografias de cada dia serão publicadas no Instagram do Clube de Surf de Faro, sendo premiada a mais votada. Já na prancha mecânica, os participantes poderão testar o seu equilíbrio e tentar alcançar os melhores tempos, enquanto o desafio Mini Instrutor permite convidar entre três a cinco amigos para uma aula de surf indoor, com prémios para o melhor participante de cada dia.
A antecipar o fim de semana, no dia 16 de outubro, às 10h00, os Cinemas NOS do Forum Algarve recebem uma sessão de cinema gratuita, aberta ao público em geral, promovida pela SCIAENA, organização não governamental dedicada à conservação marinha. A sessão inclui a exibição do documentário “Oceano com David Attenborough”, que explora a riqueza dos habitats subaquáticos, os desafios que ameaçam os oceanos e as oportunidades de recuperação da vida marinha. No final, haverá um momento de perguntas e respostas com especialistas da associação.
Sábado, 17 de outubro
10h00 – 13h00: Clube de Surf de Faro – aulas de surf indoor e prancha mecânica
10h00 – 13h00: Alma Sul – treino funcional
11h00 – 12h00: Pro x Gym – treino funcional adaptado ao surf
12h00 – 13h00: Auchan Live – workshop “Pizza sem culpa”
14h00 – 18h00: clube surf faro – aulas surf indoor & onda mecânica
14h00 – 18h00: Escola de natação e segurança aquática – “Atividade Lançar para Salvar”
14h00 – 17h00: Avaliação física através de bioimpedância elétrica – The Trainer Studio
15h00 – 16h00: Alma Sul – treino funcional
16h00 – 17h00: Alma Sul – pilates
Domingo, 18 de outubro
10h00 – 13h00: Clube Surf Faro – aulas de surf indoor e prancha mecânica
12h00 – 13h00: Auchan Live – workshop “Sabores do méxico saudáveis”
14h00 – 18h00: Clube Surf Faro – aulas surf indoor e prancha mecânica
14h00 – 18h00: Escola de natação e segurança aquática – “Atividade Lançar para Salvar”
15h00 – 16h00: aula de dança, com Marcos Figueirinha
Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz e líder parlamentar do LIVRE visitou Faro e Albufeira no passado dia 3 de outubro
O dia iniciou-se pela manhã na capital algarvia, com uma visita ao Refúgio Aboim Ascensão, acompanhada pelo deputado municipal de Faro, Rodrigo Teixeira, e de vários Membros e Apoiantes do Partido. Seguiu-se um café com a Deputada, pelas 15 horas, na Alameda João de Deus, em Faro, tendo como principal foco as áreas da cultura e associativismo. Sendo este um evento aberto ao público, estiveram presentes representantes de diversas associações de âmbito local e regional nas áreas da intervenção cultural, juventude, apoio social e causa animal.
O último evento do dia esteve reservado para Albufeira, com a participação pública de Isabel Mendes Lopes no podcast “Antitudo”, com assinatura de Cobramor, que se realizou pelas 18 horas na FNAC do AlgarveShopping, na freguesia da Guia, com o tema “Empatia Radical”.
Debate sobre Alterações Climáticas em Portimão
Uma colaboração entre o Núcleo Territorial do Algarve do LIVRE e o Círculo Temático de Ecologia do LIVRE resultaram na organização de um debate intitulado “O Calor que divide: ondas de calor, desigualdades e adaptação climática em Portugal” no dia 10 de outubro, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, em Portimão.
Esta sessão decorreu presencialmente e online e teve a presença de António Lopes (geógrafo, professor associado do IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Estudos Geográficos), de Maria João Sacadura e Serrano (geocientista e especialista em Sustentabilidade Ambiental, Adaptação Climática e ESG Territorial) e de Sandra Enteiriço (economista com percurso profissional ligado à Economia do Ambiente, financiamento climático, transição ecológica, resíduos e economia circular).
Sendo o 5.º Partido mais votado no Algarve nas últimas eleições legislativas e tendo assento na Assembleia Municipal de Faro e na Assembleia Intermunicipal do Algarve, o LIVRE reforça assim a sua presença no Algarve, perspetivando as próximas iniciativas a realizar para o debate do futuro da Região e com vista à apresentação de propostas para o Orçamento do Estado 2027, com base na realidade regional.
Sessão de 22 de outubro na CCDR Algarve apresenta os resultados de residências criativas e debate a aplicação de materiais endógenos na arquitetura, no design e na construção sustentável.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve) promove, no dia 22 de outubro de 2026, no Auditório da CCDR, em Faro, a sessão «Matéria Adentro: Novos caminhos para os materiais do território». O encontro decorrerá entre as 14h30 e as 18h00 e será dedicado à apresentação pública de novos produtos desenvolvidos a partir de recursos endógenos do Algarve.
A iniciativa dará a conhecer os resultados de residências criativas que reuniram unidades produtivas, designers, arquitetos e investigadores em torno de quatro materiais: cana, casca de ostra, barro (telheiros) e taipa. O trabalho de cocriação e experimentação procurou explorar novas aplicações destes recursos na arquitetura, no design e na construção sustentável.
A receção dos participantes terá início às 14h15, seguindo-se a abertura institucional às 14h30. A apresentação dos projetos e resultados começa às 15h00, com uma abordagem ao processo de desenvolvimento, aos desafios encontrados e ao potencial de aplicação dos produtos. Às 16h15, uma pausa interativa permitirá conhecer as peças em exposição e trocar ideias com as equipas envolvidas.
Às 17h00, a mesa-redonda «Caminhos Práticos para os Materiais do Território» abrirá o debate sobre as condições necessárias para levar estas soluções ao mercado. Serão abordados temas como a viabilidade comercial dos produtos, a integração de materiais endógenos na contratação pública, a valorização de resíduos como matéria-prima e as oportunidades na arquitetura sustentável. O encerramento está previsto para as 17h45.
A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, com lotação máxima de 90 lugares. As inscrições decorrem até 19 de outubro, através do formulário de inscrição clicando aqui.
A sessão integra o «Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica», promovido pela Unidade de Desenvolvimento e Planeamento Regional da CCDR Algarve, no âmbito do INOVA ALGARVE 3.0 | Promoção da Qualificação e Inovação na Região do Algarve, dinamizado pela Proactivetur e cofinanciado pelo Programa Regional Algarve2030.
Sobre o projeto
O programa tem como objetivo estimular a criação de novos produtos a partir dos materiais endógenos do Algarve, promovendo a sua valorização económica e cultural. Inspirado nos valores da Dieta Mediterrânica, associa os saberes e as técnicas tradicionais à inovação, procurando contribuir para a diversificação da economia regional e para a continuidade das atividades artesanais.
O projeto articula um plano de desenvolvimento, assente no mapeamento de recursos e agentes locais, com residências criativas que reúnem artesãos, empresas, designers, arquitetos e investigadores. Através da cocriação e da experimentação com a cana, a casca de ostra, o barro e a taipa, procura desenvolver produtos com potencial de aplicação no design, na arquitetura e na construção sustentável, integrando princípios de economia circular e de utilização responsável dos recursos.
Os três homens, com idades entre os 21 e os 40 anos, faziam trabalhos de impermeabilização numa habitação privada em Almancil quando foram encontrados sem vida.
A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, diz que submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana. A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água.
A ribeira da Foupana é um dos últimos cursos de água livres do Algarve. Enquanto que a maioria dos rios do Sul foi profundamente alterada por barragens e espécies exóticas, na Foupana, cerca de dois terços dos peixes existentes são espécies autóctones que ali encontram o seu último refúgio. Erguer uma parede de betão significa destruir este ecossistema único.
O “fim da linha” para a vida na ribeira
A alteração do curso da ribeira e a criação de uma albufeira terão um impacto devastador sobre a fauna aquática:
Risco de extinção local do Saramugo: Este pequeno peixe, um dos mais ameaçados da Península Ibérica, é incapaz de sobreviver em águas paradas. A albufeira significará o seu desaparecimento definitivo naquele troço.
Bloqueio de peixes migradores: A parede da barragem impedirá a subida e descida de espécies emblemáticas como o Sável, a Savelha, a Enguia-europeia e a Lampreia-marinha. Sem o sinal dos peixes jovens a descer o rio, os adultos do mar deixarão de entrar na bacia do Guadiana.
Isolamento e Invasão: Espécies nativas como a Boga-do-Guadiana e o Barbo-de-cabeça-pequena ficam encurraladas, tornando-se presa fácil para peixes exóticos invasores predadores (como o Achigã) que proliferam em albufeiras.
Colapso dos mexilhões de água doce: Os mexilhões-de-rio (náiades em perigo de extinção) precisam das guelras dos peixes nativos para se reproduzirem. Sem estes peixes, as náiades desaparecerão também do vale.
Da serra à praia, os impactes são múltiplos
Ameaça ao Lince-Ibérico: A albufeira vai inundar e cortar o corredor natural desta espécie, empurrando-os para as estradas e aumentando o risco de atropelamento.
Perda de floresta e património: Ficarão submersos mais de 500 hectares de vegetação protegida, 70 hectares de azinhais, plantas raras e dezenas de moinhos tradicionais de rodízio e sítios arqueológicos romanos e medievais.
Agravamento da erosão nas praias: Ao reter cerca de 10 milhões de m³ de areias e sedimentos, a barragem vai privar as praias e dunas do Sotavento do material necessário para combater o recuo da linha de costa.
Aposta em alternativas sustentáveis
A Almargem sublinha que a verdadeira resiliência hídrica não passa por reter mais rios expostos à evaporação, mas sim por gerir a água de forma integrada:
Resolver as fugas nas tubagens: Em vários concelhos do Algarve, grandes volumes de água potável perdem-se em roturas na rede. Reparar as tubagens gera mais água útil do que toda a barragem da Foupana.
Guardar água no subsolo: Infiltrar a água das chuvas nos aquíferos subterrâneos (como Querença-Silves), protegendo-a do sol, da evaporação e da contaminação a um custo muito inferior.
Reutilizar a água das ETAR: Usar água reciclada para a rega, poupando a água potável das barragens existentes para o consumo das populações.
Participe na Consulta Pública até 16 de outubro
A Almargem exige à Agência Portuguesa do Ambiente a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável e apela a todos os cidadãos para que submetam a sua oposição ao projeto no portal Participa.pt (Processo de AIA n.º 3837) até ao dia 16 de outubro.