Incêndio destrói casa em Valongo e causa um ferido grave

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Segundo Paulo Ferro, 2.º comandante dos bombeiros de Bragança, “houve uma altercação de ordem pública entre indivíduos de etnia cigana envolvendo três veículos ligeiros. Entre os embates, despistes e tentativas de atropelamento resultam seis vítimas leves e uma mulher sofreu ferimentos graves, com cerca de 50 anos”.
“Os sete feridos, entre os 19 e os 57 anos, foram transportados para o hospital pelos bombeiros de Bragança. Na assistência às vítimas estiveram também a equipa da VMER de Bragança e o helicóptero de Macedo de Cavaleiros, que acabou por não fazer nenhum transporte”, acrescentou Paulo Ferro.
Adiantou ainda que a vítima grave “foi retirada de dentro do veículo porque não conseguia sair pelos próprios meios, mas não corre risco de vida”.
O alerta foi dado às 13h43 e para o local foram mobilizados 12 operacionais, apoiados por seis veículos e um meio aéreo.
Entretanto, segundo a GNR teve conhecimento de “desavenças entre diversas pessoas”, no nó da Seara, junto da entrada para a autoestrada A4.
A mesma fonte adiantou que os desacatos terão tido início entre dois progenitores, de uma criança de três anos, após o pai da menor ter fugido com esta, estando, neste momento, “em parte incerta”.
Segundo a GNR, o rapto está agora nas mãos da Polícia Judiciária.
Notícia atualizada às 16h00
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O SC Vila Real entrou de forma demolidora na receção ao GD Vilar de Perdizes e chegou ao intervalo a vencer por 3-0, numa partida da sexta jornada da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real.
Os alvinegros construíram uma vantagem confortável nos primeiros 17 minutos, com três golos apontados, perante uma formação barrosã que sentiu dificuldades para travar o ímpeto ofensivo dos anfitriões.
A equipa orientada por Renato Coimbra entrou determinada em assumir o controlo da partida e inaugurou o marcador logo aos oito minutos. John Lucas recebeu um passe em profundidade pelo corredor esquerdo, ultrapassou os adversários e, já perto da linha de fundo, conseguiu encontrar espaço para rematar ao ângulo superior direito da baliza, assinando um grande golo.
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Alto Paraíso de Goiás (GO) – O som não para. A música não se aquieta. Os tambores ressoam pela Vila de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás, a 426 km de Goiânia, expandindo até o sábado (17) as raízes ancestrais na Chapada dos Veadeiros. É o 26º Encontro de Culturas Tradicionais.
Durante 12 dias, mestres da cultura popular, comunidades quilombolas, povos originários e artistas de diferentes regiões do país passaram pela vila. Só coisa fina. Tem shows, rodas de conversa, exposições e feiras nas ruas e espaços culturais de São Jorge, no nordeste goiano.
Desde terça-feira (6), o horizonte do Cerrado abraçou os encantos de um Brasil profundo e belo, acolhendo a linhagem que sustenta a nossa identidade. Na programação, as reflexões acadêmicas se misturaram aos ensinamentos populares. Sem hierarquia, restou o diálogo.
É o que acredita o produtor Juliano George Basso, idealizador do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada. Desde 2001, ano em que instituiu o evento, ele atua na criação de espaços de convivência, circulação e reconhecimento para culturas populares e tradicionais.
“O Encontro celebra a pluralidade que nos constitui como país”, salienta Juliano, também coordenador da Aldeia Multiétnica e ativo na articulação da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge junto aos mestres, povos indígenas, comunidades e parceiros públicos e privados.
Para ele, o Encontro de Culturas é um espaço em que diferentes grupos compartilham seus conhecimentos. O passado, crê Juliano, lança pontes ao futuro. “Enquanto houver memória, haverá caminhos para seguir”, atesta o curador, enfatizando a importância da oralidade.
Com cerca de 600 moradores, o distrito de São Jorge situa-se a 36 km de Alto Paraíso. Suas ruas são de terra vermelha. Na vila, os sotaques e as línguas estrangeiras misturam-se, encantados diante da beleza cerratense. Há fartura de pousadas, restaurantes e ecoturismo.
Dali também se chega ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, um imenso relicário ecológico criado por meio de decreto do presidente Juscelino Kubitschek, em 1961. Batizado à época como Parque Nacional do Tocantins, a área atualmente é administrada pelo ICMBio.

Santuário
O Encontro de Culturas, portanto, acontece neste santuário ecológico-ancestral. Entre socioeducação e oportunidades sustentáveis, as atividades incluem a Escola do Povoado de São Jorge, até sábado (17), das 8h às 17h. No palco principal, shows emocionaram a todos.
A noite derradeira, em ritmo folk rural, teve a viola do músico Renato Teixeira. Por minutos, talvez uma hora e tanto, o artista dedilhou acordes que entoaram os sons caipiras. Teixeira, na segunda (12), cantou: “Como eu não sei rezar/ Só queria mostrar/ Meu olhar, meu olhar.”
Nos próximos dias, o Encontro alcança o fim. A arte, porém, segue: com início ontem, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge recebe Encontros Transformadores, nos quais haverá diálogo, roda de prosa e aula-espetáculo. A agenda prossegue e, sendo assim, o público se deleita.
Muitos contemplam a mostra “Garimpeiros de Cristal de São Jorge”. Este repórter, enquanto batuca as sílabas da civilização, se acha ouvindo o samba-funk-soul do inigualável Jorge Ben Jor: “Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge.” Só a arte e a música salvam.
Ao congregar mestres e mestras das culturas tradicionais, Juliano George Basso acentua a força do Encontro de Culturas. Segundo ele, cujo trabalho conecta cultura e educação, a iniciativa tem sua força tanto nas manifestações artísticas quanto nos vínculos construídos.
“O Encontro é um lugar onde o Brasil reconhece a riqueza de suas próprias raízes. Cada povo traz seus conhecimentos, suas músicas e suas histórias, e dessa partilha nascem novas possibilidades”, diz. “Queremos que os mestres sejam ouvidos, que os jovens se reconheçam nessas tradições e que cada pessoa leve consigo a experiência de aprender com o outro.”
De carro, siga até Brasília e depois pegue a BR-020 em direção a Formosa. Em seguida, vá pela BR-010 e pela GO-118 até Alto Paraíso. Ao chegar em Alto Paraíso, acesse a GO-239 até São Jorge. O som não para. A música não se aquieta. Os tambores ressoam. É só curtir.

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