❌

Reading view

Exército com ‘luz verde’ de 82,35 milhões para modernizar Leopard


O Presidente da República, António José Seguro (D), num carro de combate Leopard 2A6 durante a visita ao Campo Militar de Santa Margarida, Constância, 30 de abril de 2026.PAULO CUNHA/LUSA

O Exército Português obteve autorização para modernizar o sistema de armas carro de combate Leopard, até 82,35 milhões de euros. O investimento foi aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Foi ainda aprovado reforço orçamental de combustíveis para a Marinha Portuguesa e um Decreto-Lei que cria a carreira especial de Técnico de Salvamento Marítimo.

“O investimento permitirá executar o programa de Midlife Upgrade da frota, que inclui a reparação geral, a modernização de sistemas, a aquisição de ferramentas e equipamentos especiais, manuais técnicos e formação, reforçando a prontidão operacional do Exército e a capacidade de Portugal para responder aos compromissos assumidos no quadro da NATO”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

Marinha com mais orçamento para combustíveis

O Conselho de Ministros aprovou ainda o reforço de 2,4 milhões de euros para a compra de combustíveis operacionais da Marinha Portuguesa para este ano. “A decisão garante a continuidade do abastecimento das unidades navais e a capacidade de cumprimento das missões da Marinha”, pode ler-se no comunicado.

Para a Marinha, o Conselho de Ministros trouxe ainda novidades no que toca a carreiras, tendo sido aprovado um Decreto-Lei que cria a “carreira especial de Técnico de Salvamento Marítimo, integrando-a no Quadro do Pessoal Militarizado da Marinha, e no regime de transição dos atuais Tripulantes de Embarcações Salva-Vidas”.

“A alteração reconhece as especificidades das funções de salvamento, socorro e assistência marítima, designadamente o risco, o desgaste, a disponibilidade permanente e a necessidade de mobilização rápida das tripulações, salvaguardando os direitos adquiridos e valorizando o enquadramento remuneratório e estatutário dos trabalhadores”, informa comunicado.

(Última atualização às 19h44)

  •  

Eurodeputados pedem que União Europeia pondere missão naval no Mar Negro


O Parlamento Europeu instou a União Europeia (UE) a ponderar o envio de uma missão naval para o Mar Negro, na sequência de ataques mortais contra navios mercantes civis ao largo da Roménia e da Bulgária. Numa resolução aprovada esta quinta-feira, os eurodeputados pedem ainda à NATO que reforce a presença na região e consideram a Rússia responsável pela escalada da insegurança marítima.

De acordo com o Rapporteur, o texto foi aprovado com 432 votos a favor, 52 contra e 88 abstenções. Os eurodeputados condenam os ataques a embarcações civis e as repetidas violações do espaço aéreo romeno, considerando que estes incidentes fazem parte de uma estratégia de escalada da guerra contra a Ucrânia para a parte ocidental do Mar Negro.

A eventual operação naval europeia teria como objetivo proteger a liberdade de navegação e reforçar a segurança marítima, consideradas essenciais para o flanco leste da NATO, na região do Mar Negro e no delta do Danúbio. A votação, contudo, não significa que uma missão tenha sido aprovada ou que exista uma decisão de mobilizar meios navais.

Os eurodeputados apelam também à NATO para que avalie uma nova iniciativa de segurança para o Mar Negro, tendo por base as discussões em torno de uma possível operação designada Black Sea Sentry, defendendo ainda uma cooperação mais estreita entre a Roménia, a Bulgária e a Turquia.

A resolução aprovada no Parlamento Europeu surge depois de o ministro da Defesa da Bulgária, Dimitar Stoyanov, pedir na passada sexta-feira à NATO caças, sistemas de defesa aérea e sistemas antidrones para combater os ataques contra navios no mar Negro.

Os eurodeputados pedem igualmente que o Black Sea Maritime Security Hub, uma iniciativa de segurança marítima desenvolvida pela Roménia e pela Bulgária com apoio europeu, entre em funcionamento com urgência. O objetivo é reforçar a partilha de informação, melhorar a vigilância e proteger infraestruturas marítimas críticas.

A proteção de cabos submarinos de telecomunicações, eletricidade e transmissão de dados é outra das prioridades identificadas no texto. Para esse efeito, o Parlamento defende uma vigilância marítima mais robusta, maior cooperação regional e mecanismos de resposta rápida.

A Roménia anunciou no sábado ter abatido dois drones russos sobre o mar Negro. A 6 e a 13 de outubro, quatro navios mercantes foram atingidos por drones na zona económica exclusiva da Bulgária no Mar Negro. Dois afundaram-se e 21 marinheiros estão desaparecidos.

Esta terça-feira, a Aliança Atlântica anunciou que vai mobilizar meios adicionais para o Mar Negro, na sequência de uma série de ataques com drones contra navios comerciais.

  •  

Thales com aumento de 14% das encomendas para 16,4 mil milhões de euros.

A francesa Thales registou um forte crescimento da atividade nos primeiros nove meses de 2026, sustentado pela procura nos negócios de defesa e espaço, tendo reforçado as perspetivas para o conjunto do ano. Segundo os dados divulgados esta quinta-feira, as encomendas recebidas ascenderam a 19,1 mil milhões de euros, um aumento de 14% face ao mesmo período de 2025, enquanto as vendas cresceram 7,6%, para 16,4 mil milhões de euros.

O desempenho foi impulsionado sobretudo pela divisão de Defesa, cujas vendas avançaram 13,3%, para 9,36 mil milhões de euros, refletindo o aumento dos orçamentos militares em vários mercados e a forte procura por sistemas de defesa aérea, vigilância e equipamentos navais.

A entrada de encomendas na área de Defesa subiu igualmente 14%, para 11,3 mil milhões de euros, representando mais de metade do total contratado pelo grupo.

A divisão de Aeroespacial também apresentou uma evolução robusta, com as encomendas a crescerem 28%, para 5 mil milhões de euros, beneficiando da procura por programas espaciais, incluindo contratos ligados à futura constelação europeia de satélites IRIS².

A empresa destacou ainda a assinatura de 29 contratos superiores a 100 milhões de euros, no valor total de 7,57 mil milhões de euros, mais 42% do que no mesmo período do ano passado.

Embora a Thales não tenha divulgado resultados líquidos nesta atualização trimestral, os indicadores operacionais apontam para uma melhoria da rentabilidade. O grupo manteve o objetivo de alcançar em 2026 uma margem EBIT ajustada entre 12,6% e 12,8% e espera agora que o crescimento orgânico das vendas fique na parte superior da faixa anteriormente prevista, entre 6% e 7%, podendo mesmo ultrapassar esse intervalo.

O presidente executivo da empresa, Patrice Caine, sublinhou que o grupo continua a beneficiar de uma posição favorável nos seus mercados, apoiada pela inovação tecnológica e pela forte procura internacional, permitindo confirmar todos os objetivos financeiros traçados para este ano.

A Thales, que opera nas áreas da defesa, aeroespacial, cibersegurança e tecnologias digitais, emprega mais de 85 mil trabalhadores em 65 países e registou receitas de 22,1 mil milhões de euros em 2025.

 

  •  

Palantir garante que não há “botões de emergência” para desligar sistema de IA da NATO


A tecnológica norte-americana Palantir garante que nem a empresa nem o Governo dos Estados Unidos podem desligar remotamente o sistema de inteligência artificial (IA) militar utilizado pela NATO, numa altura em que as recentes restrições ao serviço de satélites Starlink na Ucrânia reavivaram as preocupações europeias sobre a dependência de tecnologia norte-americana para a Defesa.

“Não existem botões de emergência. Não há capacidade de a Palantir ou do Governo dos EUA aceder ao sistema e desligá-lo”, vincou Louis Mosley, vice-presidente executivo da empresa para o Reino Unido e a Europa, citado pela Reuters.

O responsável procurou assim tranquilizar os aliados europeus sobre o Maven Smart System, uma plataforma de IA que processa grandes volumes de dados provenientes de satélites, radares e outros sensores, permitindo aos responsáveis militares obter uma visão integrada do campo de batalha e acelerar a tomada de decisões.

“Aquilo que vimos nas notícias dos últimos dias sobre o Starlink é extremamente preocupante”, reconheceu Mosley. No entanto, garantiu que os clientes que adquirem o software da Palantir mantêm “controlo operacional total” sobre o sistema.

A NATO adquiriu a plataforma em 2025 para o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), tendo o sistema alcançado a plena capacidade técnica operacional em junho deste ano.

As garantias da Palantir surgem depois de a Ucrânia ter reportado restrições ao serviço militar de satélites Starshield, que utiliza a constelação Starlink, de Elon Musk. Os terminais deixaram de funcionar em plataformas de movimento rápido, prejudicando operações militares, incluindo a utilização de drones intercetores contra ataques russos.

As explicações apresentadas por responsáveis norte-americanos, ucranianos e pelo presidente executivo da SpaceX foram contraditórias. O magnata norte-americano atribuiu ao Governo norte-americano a responsabilidade pelas restrições de velocidade impostas ao sistema de comunicações por satélite utilizado pelas forças ucranianas.

No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que não sabia quem tinha ordenado a redução do serviço, mas que “gostaria de descobrir”.

Responsáveis ucranianos e europeus suspeitaram de motivações políticas, uma vez que as restrições surgiram depois do líder dos EUA ter exigido a Kiev que deixasse de atacar refinarias de petróleo russas e vincado que “é hora da Ucrânia ter um novo presidente” para terminar a guerra com a Rússia.

  •  

EUA anunciam acordo para aquisição de pelo menos 850 caças F-35

✇ECO
By: Lusa

O Pentágono anunciou esta quinta-feira um acordo-quadro de 10 anos com a fabricante norte-americana Lockheed Martin para o fornecimento de pelo menos 850 caças F-35, sujeito à aprovação do Congresso.

O acordo destina-se a “modernizar e reforçar” a frota de aviões de combate F-35 Lightning II, segundo um comunicado do Departamento da Defesa norte-americano.

O entendimento prevê também o fornecimento de peças sobressalentes, equipamentos de modernização e serviços de manutenção, abrangendo igualmente encomendas internacionais.

A Lockheed Martin pretende manter uma produção anual de 156 aeronaves, enquanto o acordo estabelece que a empresa financiará com recursos próprios investimentos de pelo menos sete mil milhões de dólares (cerca de seis mil milhões de euros) destinados a apoiar o programa.

O entendimento ainda não constitui uma encomenda definitiva, uma vez que os termos contratuais, os preços e os calendários de entrega terão de ser negociados após a autorização do Congresso norte-americano.

O Pentágono não divulgou o valor global previsto para o contrato, que poderá tornar-se o maior da história do programa F-35, iniciado há cerca de 25 anos.

O F-35 é um caça de quinta geração, equipado com tecnologia furtiva destinada a dificultar a sua deteção pelos radares inimigos, e constitui um dos principais programas de modernização das forças aéreas norte-americanas e de vários países aliados.

Existem três versões do aparelho, adaptadas às necessidades da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros norte-americanos, incluindo modelos capazes de operar a partir de porta-aviões ou realizar descolagens curtas e aterragens verticais.

Apesar da importância estratégica, o programa tem enfrentado sucessivos atrasos e aumentos de custos, sobretudo relacionados com a modernização dos sistemas eletrónicos, a manutenção e a disponibilidade operacional dos aviões.

Num relatório publicado em setembro de 2025, o organismo de fiscalização do Congresso norte-americano (Government Accountability Office, GAO) revelou que os custos da modernização tecnológica conhecida como ‘Block 4’ ultrapassavam as estimativas iniciais e que a sua conclusão estava atrasada pelo menos cinco anos.

O mesmo organismo informou que todos os 110 aviões entregues pela Lockheed Martin em 2024 chegaram com atraso, numa média de 238 dias, contra 61 dias no ano anterior.

O novo acordo procura proporcionar maior previsibilidade à produção e à cadeia de abastecimento, num contexto de aumento da procura de equipamentos militares devido aos conflitos internacionais.

  •  

EUA anunciam acordo para aquisição de pelo menos 850 caças F-35

EUA

O Pentágono anunciou hoje um acordo-quadro de 10 anos com a fabricante norte-americana Lockheed Martin para o fornecimento de pelo menos 850 caças F-35, sujeito à aprovação do Congresso.

O acordo destina-se a “modernizar e reforçar” a frota de aviões de combate F-35 Lightning II, segundo um comunicado do Departamento da Defesa norte-americano.

O entendimento prevê também o fornecimento de peças sobressalentes, equipamentos de modernização e serviços de manutenção, abrangendo igualmente encomendas internacionais.

A Lockheed Martin pretende manter uma produção anual de 156 aeronaves, enquanto o acordo estabelece que a empresa financiará com recursos próprios investimentos de pelo menos sete mil milhões de dólares (cerca de seis mil milhões de euros) destinados a apoiar o programa.

O entendimento ainda não constitui uma encomenda definitiva, uma vez que os termos contratuais, os preços e os calendários de entrega terão de ser negociados após a autorização do Congresso norte-americano.

O Pentágono não divulgou o valor global previsto para o contrato, que poderá tornar-se o maior da história do programa F-35, iniciado há cerca de 25 anos.

O F-35 é um caça de quinta geração, equipado com tecnologia furtiva destinada a dificultar a sua deteção pelos radares inimigos, e constitui um dos principais programas de modernização das forças aéreas norte-americanas e de vários países aliados.

Existem três versões do aparelho, adaptadas às necessidades da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros norte-americanos, incluindo modelos capazes de operar a partir de porta-aviões ou realizar descolagens curtas e aterragens verticais.

Apesar da importância estratégica, o programa tem enfrentado sucessivos atrasos e aumentos de custos, sobretudo relacionados com a modernização dos sistemas eletrónicos, a manutenção e a disponibilidade operacional dos aviões.

Num relatório publicado em setembro de 2025, o organismo de fiscalização do Congresso norte-americano (Government Accountability Office, GAO) revelou que os custos da modernização tecnológica conhecida como ‘Block 4’ ultrapassavam as estimativas iniciais e que a sua conclusão estava atrasada pelo menos cinco anos.

O mesmo organismo informou que todos os 110 aviões entregues pela Lockheed Martin em 2024 chegaram com atraso, numa média de 238 dias, contra 61 dias no ano anterior.

O novo acordo procura proporcionar maior previsibilidade à produção e à cadeia de abastecimento, num contexto de aumento da procura de equipamentos militares devido aos conflitos internacionais.

  •  

NATO abre agência de compras militares à Ucrânia para acelerar fornecimentos


A Ucrânia vai poder comprar armas, munições e equipamento militar através da agência centralizada de aquisições da NATO, uma medida que poderá permitir a Kiev obter material de defesa mais rapidamente e a custos mais baixos. O novo mecanismo permitirá à Ucrânia recorrer à Agência de Apoio e Aquisições da NATO (NSPA), que disponibiliza serviços de contratação, apoio logístico e acesso à base industrial de defesa da Aliança.

“Isto proporciona à Ucrânia a capacidade de ter um quadro mais estruturado para tirar partido de uma vasta gama de recursos que oferecemos: competências em matéria de contratação pública, serviços de apoio e acesso a uma base industrial estabelecida”, afirmou Jacqueline Borsboom, diretora de apoio às operações da Agência de Apoio e Compras da NATO (NSPA), ao Financial Times, citada pela Reuters.

A medida surge num momento de agravamento das relações entre Washington e Kiev. A Ucrânia acusou perturbações na partilha de informações de serviços de inteligência e na utilização do sistema de satélites Starshield — serviços Starlink de nível militar. Contudo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que, numa reunião realizada na terça-feira, em Oslo, foi acordado resolver estas questões.

O acesso à agência de aquisições da NATO poderá, assim, proporcionar à Ucrânia um canal adicional para obter equipamento militar, recorrendo à experiência de contratação da Aliança e à capacidade da indústria de defesa dos países aliados.

Bruxelas também tem procurado vias de apoiar as aquisições ucranianas de equipamentos cruciais para responder aos ataques da Rússia. Em setembro, a Comissão Europeia aprovou o pedido da Ucrânia para financiar mísseis intercetores Patriot através de fundos europeus, incluindo compras a fornecedores fora do bloco europeu.

  •  

Nuno Melo quer serviço militar voluntário em 2027


O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, quer começar a concretizar em 2027 um programa de serviço militar voluntário de curta duração, destinado a jovens que pretendam experimentar a vida militar sem terem de seguir uma carreira nas Forças Armadas. Numa entrevista ao Público/Renascença, o governante justifica também a escolha de Tancos para acolher a futura escola de pilotos associada ao investimento da Lufthansa e garante que a substituição dos F-16 portugueses terá em conta a relação de Portugal com Washington, sem ser decidida este ano.

Nuno Melo afasta o regresso ao serviço militar obrigatório e pretende criar uma modalidade que permita aos jovens passar por uma experiência militar sem assumirem um compromisso de longo prazo com as Forças Armadas.

“A primeira conversa que tive com os três ramos das Forças Armadas e também com a nossa Direção-Geral de Recursos Humanos da Defesa Nacional (DGRHDN) foi para pensarmos num serviço militar voluntário. Há muitos jovens que não querem seguir uma carreira militar, mas gostariam de ter uma experiência militar, de poder fazer uma recruta”, explicou o ministro, defendendo a possibilidade de proporcionar formação a um número limitado de participantes no Exército, na Marinha ou na Força Aérea.

A ideia passa por permitir que os jovens experimentem a instrução militar durante um período limitado e decidam, no final, se querem regressar à vida civil ou ingressar numa carreira militar. Para o governante, esta experiência poderá ajudar a combater preconceitos e atrair novos recrutas para as Forças Armadas.

“Não tenho dúvida nenhuma de que muitos jovens, tendo esta experiência, quebrando os seus preconceitos, poderiam optar por uma carreira militar”, afirmou.

O projeto encontra-se ainda numa fase de planeamento, a cargo da Direção-Geral de Recursos Humanos da Defesa Nacional, seguindo-se a articulação com os três ramos das Forças Armadas. “Eu gostava que pudesse arrancar já em 2027”, admitiu Nuno Melo, ressalvando que esse arranque não significa necessariamente o início da instrução militar propriamente dita, mas poderá passar pela concretização do projeto.

A duração da experiência ainda não está definida. Questionado sobre a possibilidade de seguir o modelo de três a seis semanas previsto numa recomendação parlamentar do PSD e do CDS-PP, o ministro remeteu a decisão para a avaliação em curso e para “as conversações com os ramos” militares.

Tancos em vez de Beja foi “opção inteligente”

O ministro da Defesa considerou que a escolha de Tancos para instalar a futura escola de pilotos é uma opção adequada, em contraste com Beja, que deverá concentrar investimento na indústria aeronáutica.

O projeto está associado ao investimento de 500 milhões de euros anunciado no âmbito da entrada da Lufthansa na privatização da TAP, que inclui a criação de uma escola de pilotos e a requalificação da pista do aeródromo militar de Tancos, para utilização militar e civil.

Este investimento proporcionará uma reabilitação da pista, da torre, de múltiplos edifícios, nomeadamente habitacionais, uma incorporação muito grande de tecnologia, a que acresce esta escola de pilotos, com uma componente civil numa base que é militar.

Nuno Melo

Ministro da Defesa Nacional

Na entrevista, Nuno Melo argumentou que Beja, apesar de dispor de “uma das principais bases militares da Força Aérea” e de espaço e pista suficientes, enfrenta limitações no espaço aéreo para acolher uma escola de pilotos com a dimensão prevista.

“O problema de Beja não é de espaço ou de pista, é de espaço aéreo, que é exíguo e incompatível com uma escola de pilotos da dimensão da prevista. O Governo fez uma opção que me parece inteligente”, assinalou. O Executivo de Luís Montenegro decidiu, por isso, concentrar em Beja a componente industrial, enquanto Tancos receberá a escola de pilotos, defendendo que esta opção permite também promover a coesão territorial, criar postos de trabalho e reforçar o cluster aeronáutico no Alentejo.

“Este investimento proporcionará uma reabilitação da pista, da torre, de múltiplos edifícios, nomeadamente habitacionais, uma incorporação muito grande de tecnologia, a que acresce esta escola de pilotos, com uma componente civil numa base que é militar”, explicou Nuno Melo.

Ao ECO/eRadar o Ministério da Defesa adiantou que a atividade civil em Tancos será em “termos que não afetem a sua vocação militar primordial”.

O aeródromo, considerado um ativo “estratégico” para o Exército, tem em marcha um investimento de 50 milhões para a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação do Exército (UHAPE), cujo primeiro helicóptero deverá chegar ainda este ano. “Tancos é outra base militar que foi da Força Aérea, entretanto entregue ao Exército, sendo que a capacidade aérea do Exército será ligeira, através dos helicópteros: o primeiro Black Hawk do Exército chegará ainda este ano“, reiterou o responsável.

EUA como aliados fundamentais na escolha dos próximos caças

Outro tema abordado foi a substituição dos caças F-16 da Força Aérea — um negócio que deve valer entre 3 mil milhões e 5 mil milhões de euros — que se aproximam do fim da vida útil. Ainda se aguarda que o processo de substituição ocorra, num momento em que Portugal está a reforçar as suas capacidades também para responder aos compromissos assumidos com a Aliança Atlântica.

Portugal, no seu relacionamento internacional, pelo menos no âmbito da defesa, não se relaciona com administrações — relaciona-se com nações. E os EUA são um parceiro absolutamente fundamental na NATO, estratégico na relação transatlântica que Portugal privilegia. As administrações passam, mas é bom que os Estados Unidos sejam sentidos e queridos como aliados fundamentais.

Nuno Melo

Ministro da Defesa Nacional

“As administrações passam, mas é bom que os Estados Unidos sejam sentidos e queridos como aliados fundamentais.” É desta forma que Nuno Melo defendeu a relação de Portugal com Washington, numa altura em que se levantam dúvidas sobre a dependência tecnológica e operacional dos equipamentos militares norte-americanos, nomeadamente dos caças F-35.

O ministro da Defesa Nacional considera que Portugal deve privilegiar uma relação estratégica duradoura com os Estados Unidos, independentemente das mudanças políticas na Casa Branca. “Portugal, no seu relacionamento internacional, pelo menos no âmbito da Defesa, não se relaciona com administrações — relaciona-se com nações. E os EUA são um parceiro absolutamente fundamental na NATO, estratégico na relação transatlântica que Portugal privilegia”, frisou na entrevista ao Público/Renascença.

Questionado sobre os riscos de dependência de Washington para atualizações de software e autorização de utilização dos F-35, Nuno Melo argumenta que esta questão não é exclusiva dos equipamentos norte-americanos. “Isso é uma coisa que vale para todos os equipamentos, de todos os países”, sublinhou, apontando também para a presença de componentes norte-americanos em aeronaves europeias, como o Gripen E, da sueca Saab.

“Parte dessas aeronaves, desde logo a opção sueca, tem muito equipamento norte-americano. E, se fosse verdadeiro o argumento, então estaria mal a enorme quantidade de países aliados, na Europa, que têm F-35. Então, a Europa ficava sem capacidade de defesa”, contrapôs o governante, que rejeitou antecipar qual será a escolha portuguesa.

A preferência da Força Aérea Portuguesa (FAP), de acordo com um estudo que realizou internamente mediante 20 critérios técnicos, é pelo norte-americano F35A Lightening II, da Lockheed Martin, o mesmo fabricante dos F-16. Contudo, Nuno Melo “não diria que a Força Aérea tem uma preferência”, apenas “avaliações que vão sendo conhecidas aqui ou ali”.

“Acho que Portugal deve avaliar todas as possibilidades, na base de critérios muito objetivos, inteligíveis — tudo tem de ser muito justificável”, aferiu.

  •  

Nuno Melo quer o serviço militar voluntário a arrancar em 2027

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, pretende avançar já em 2027 com um projeto de serviço militar voluntário destinado aos jovens que, sem quererem seguir uma carreira nas Forças Armadas, gostariam de ter uma experiência militar. Em entrevista ao Público e à Renascença, o ministro revelou que a iniciativa está a ser preparada pela Direção-Geral de Recursos Humanos da Defesa Nacional e será posteriormente articulada com os três ramos das Forças Armadas. O projeto poderá arrancar numa fase experimental, envolvendo um número limitado de participantes. A proposta pretende permitir que os jovens recebam formação militar e façam a recruta

  •  

Pentágono prepara programa de espionagem para travar guerra económica contra a China

✇ECO
By: Lusa

O Pentágono estará a desenvolver um programa de espionagem clandestina mais robusto do que o atual, destinado a travar uma guerra económica contra a China e outros concorrentes dos Estados Unidos, noticiou esta quinta-feira o jornal The Washington Post.

O alegado novo programa de espionagem, que recorrerá a agentes norte-americanos sob identidades falsas, constitui uma componente secreta da campanha de guerra económica conduzida pelo Pentágono, segundo fontes familiarizadas com a iniciativa citadas pelo jornal.

Os agentes deverão fazer-se passar por empresários ou profissionais do setor privado, sem qualquer ligação aparente ao Governo norte-americano.

A iniciativa prevê o recurso a agentes que operam sem cobertura oficial, conhecidos nos serviços de informações pela sigla NOC (Non-Official Cover), sob a supervisão de Tom Rakusan.

Com uma carreira de 39 anos na Agência Central de Informações (CIA), Rakusan é atualmente conselheiro principal do subsecretário da Defesa norte-americano, Steve Feinberg, segundo as fontes, que solicitaram anonimato devido à natureza sensível do programa.

Rakusan, que se reformou da CIA em 2021, chegou a ocupar, em 2017, o cargo de diretor-adjunto de operações, responsável máximo pelas atividades de espionagem da agência. Posteriormente, liderou a resposta da CIA à ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

Segundo as fontes citadas pelo The Washington Post, o programa envolve profissionais de diferentes ramos das Forças Armadas norte-americanas, do gabinete do subsecretário da Defesa para os Serviços de Informações e Segurança, bem como antigos funcionários da CIA.

A iniciativa encontra-se ainda em fase de planeamento e não está operacional, acrescentaram.

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem assumido a guerra económica como um instrumento central da sua estratégia de segurança nacional.

Washington impôs tarifas aduaneiras e controlos às exportações, investiu em recursos e tecnologias considerados críticos para os Estados Unidos e estabeleceu parcerias com investidores privados para reforçar componentes essenciais da indústria de defesa.

A administração norte-americana atribuiu também maior prioridade à recolha de informações económicas, apontou o jornal.

  •  

Beyond Vision levanta 28 milhões e expande na Trofa


A Beyond Vision levantou 28 milhões de euros para expandir capacidade de produção e reforçar nos mercados europeu, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil. A empresa comprou espaço na Trofa para a equipa a Norte.

“O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte”, adianta Dário Pedro, CEO da Beyond Vision, ao ECO/eRadar.

Em Alverca, em dezembro passado, a empresa estava a aumentar a área de produção com 2.000 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, para 4.000 metros quadrados, num investimento de global de cinco milhões de euros. E em Oeiras é uma das empresas que integra o cluster de drones que está a ser criado no Oeiras Tech Valley, como adiantou na época o CEO da empresa fabricante de drones em entrevista ao ECO/eRadar.

O objetivo era este ano a companhia ganhar capacidade de produzir cerca de 500 VTOL (drones de asa em multirotor) e cerca de 800 multirotores.

O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte.

Dário Pedro

CEO da Beyond Vision

A ronda de capital foi coliderada por dois fundos de investimento nacionais, a Indico Capital Partners e Lince Capital, com reforço da ActiveCap, que já investe na fabricante de drone desde 2024.

“Em setores críticos como na defesa, na gestão de infraestruturas e na segurança, a dependência de tecnologia de ponta, fiável e soberana é hoje uma prioridade estratégica dos vários países. A Beyond Vision redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”, refere Stephan de Moraes.

“Este investimento dará à Beyond Vision a robustez financeira necessária para escalar a produção e competir mundialmente em importantes segmentos de veículos autónomos não tripulados”, acrescenta o presidente da Indico Capital Partners, citado em comunicado.

Dário Pedro, cofundador e CEO da Beyond Vision na unidade de produção em Alverca.Hugo Amaral/ECO

“O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente. Acreditamos que a Beyond Vision, pela sua capacidade tecnológica, experiência e ambição, está bem posicionada para aproveitar este momento e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais forte em tecnologias de elevado valor acrescentado”, diz por seu turno, Tomás Lavin Peixe, head of venture capital da Lince Capital, citado em comunicado.

Expansão geográfica

A injeção de capital surge num momento de elevada procura global por sistemas de veículos não tripulados e visa dar capacidade financeira para reforçar produção e presença no mercado externo.

Com esta ronda, a empresa quer reforçar “na Europa, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil, sempre com foco em defesa, segurança e infraestruturas críticas“, adianta Dário Pedro.

A empresa tem vindo a expandir a sua presença. No Canadá, em junho, fechou uma parceria com a Arcanus Aerial Systems, empresa do setor de defesa com sede em Toronto, para a produção, comercialização e prestação de apoio às principais plataformas da fabricante nacional de drones nesse país da América do Norte, bem como “em vendas de exportação financiadas pelo Canadá”.

Com esta parceria, a empresa de Alverca reforçou a sua posição na América do Norte, depois de ter fechado um contrato de “pelo menos” 15 milhões de euros nos EUA para fornecer 300 drones de emergência até 2028. Nos planos do fabricante português está ainda a abertura, em dois anos, de uma fábrica no mercado norte-americano, num investimento de 50 milhões de euros.

Fábrica de drones da Beyond Vision, em AlvercaHugo Amaral/ECO

Em França, durante a Eurosatory 2026, uma das maiores feiras do setor de defesa e segurança, a fabricante de drones fechou ainda parcerias com duas empresas, a Gremsy — fabricante de soluções avançadas de imagem e câmaras para drones e robótica — e a espanhola Indef. Com esta última, o primeiro foco de colaboração irá incidir no desenvolvimento de uma plataforma de drones marítimos para aplicações de Operações Especiais, com o objetivo de apoiar atividades de teste e avaliação em missões NATO.

Já o acordo com a Gremsy era apontado como “estratégico” dado a “sua parceria com a FLIR [que desenvolve sistemas de imagem infravermelha de baixo custo para uso aéreo] e como fabricante de payloads NDAA compliant [ou seja que cumprem com os requisitos da National Defense Authorization Act] e produzidos nos EUA”, detalhava em junho o CEO da Beyond Vision ao ECO/eRadar.

Em julho, anunciou a entrada na Jordânia através de uma parceria com a Aero Voo Portugal (AVP) para sua representação comercial no país, mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa no Médio Oriente. A Jordânia tem vindo a investir na modernização das suas capacidades militares, na vigilância de fronteiras e na proteção de infraestruturas críticas, áreas onde a Beyond Vision pretende posicionar as suas soluções.

  •  

Taiwan antecipa fim de exercícios militares devido à chegada do tufão Champi

As Forças Armadas de Taiwan anunciaram hoje o fim antecipado de exercícios militares devido à aproximação do tufão Champi, que levou as autoridades a emitir alertas e cancelar dezenas de voos e ligações marítimas.

O ministério da Defesa taiwanês anunciou, em comunicado, que decidiu encerrar às 10:00 (03:00 em Lisboa) os exercícios militares ‘Lu Sheng 2’, iniciados em 14 de outubro e inicialmente previstos até sexta-feira.

As manobras envolveram duas brigadas de armas combinadas em operações de combate diurnas e noturnas, destinadas a reforçar as capacidades de “defesa prolongada” do território perante uma eventual invasão chinesa.

“Uma vez que o exercício ‘Lu Sheng 2’ decorre há nove dias e os principais objetivos de treino foram cumpridos, decidiu-se, após avaliação, encerrar as manobras para permitir que as unidades participantes se preparem para possíveis catástrofes”, indicou o comunicado.

O ministério sublinhou que a preparação para catástrofes é “fundamental” para a segurança da população e que, após regressarem às bases, as tropas vão iniciar operações de prevenção e mobilização antecipada de efetivos para responder aos efeitos do tufão.

A Administração Meteorológica Central (CWA) de Taiwan emitiu hoje um alerta terrestre para quatro regiões da ilha, perante a possibilidade de o Champi atingir a costa nordeste nas próximas horas.

O alerta abrange os condados orientais de Yilan, Hualien e Taitung, além de Pingtung, no sul, podendo ser alargado a grande parte do território.

Às 12:15 (05:15 em Lisboa), o tufão encontrava-se a cerca de 500 quilómetros a leste – sudeste do cabo Eluanbi, no extremo sul de Taiwan, com ventos sustentados de 183 quilómetros por hora e rajadas até 227 quilómetros por hora.

Segundo o meteorologista Lin Ping-yu, citado pela agência taiwanesa CNA, a área de ventos fortes do tufão aumentou ligeiramente nas últimas horas.

As previsões apontam para que o sistema atinja a metade oriental de Taiwan ou a península meridional de Hengchun na madrugada de sexta-feira.

O meteorologista advertiu que o tufão poderá abrandar ou mesmo permanecer estacionário ao aproximar-se da ilha, devido ao relevo montanhoso, não sendo de excluir que o centro da tempestade atinja Yilan ou o norte de Hualien.

Entre hoje e sábado, a CWA prevê precipitação acumulada entre 600 e 900 milímetros nas regiões montanhosas do norte, enquanto as zonas montanhosas de Taipé poderão registar até 700 milímetros.

O Champi, que poderá tornar-se o primeiro tufão a atingir diretamente Taiwan este ano, já provocou o cancelamento de dezenas de voos e de cerca de 30 ligações marítimas, além da suspensão das aulas e da atividade laboral nas ilhas Verde e Orquídea, ao largo da costa sudeste.

Na China continental, o ministério dos Recursos Hídricos ativou hoje uma resposta de emergência de nível IV, o mais baixo numa escala de quatro, devido ao risco de inundações em Xangai e nas províncias orientais de Jiangsu, Zhejiang e Fujian.

Segundo as previsões oficiais, as chuvas previstas entre 23 e 25 de outubro poderão provocar subidas significativas dos caudais dos rios da costa oriental, com risco de transbordo em cursos de água de pequena e média dimensão em Zhejiang e de enxurradas em zonas montanhosas.

Em Xangai, as autoridades meteorológicas preveem chuvas intensas entre sexta-feira e domingo, com precipitação acumulada entre 50 e 70 milímetros, que poderá atingir 120 milímetros nas zonas costeiras e 150 milímetros em pontos isolados.

As rajadas de vento poderão ultrapassar os 100 quilómetros por hora na zona portuária de Yangshan.

Os tufões são frequentes nesta região durante o verão e o outono, quando as águas quentes do Pacífico favorecem a formação de ciclones tropicais que podem causar danos significativos e perturbar os transportes e a atividade económica.

  •  

Beyond Vision angaria 28 milhões de euros para escalar produção de drones

A tecnológica portuguesa Beyond Vision, fornecedora registada de drones para a NATO, concluiu uma ronda de investimento de 28 milhões de euros para aumentar a capacidade industrial e acelerar a expansão internacional nos setores da defesa e infraestruturas críticas, anunciou a empresa esta quarta-feira.

A ronda foi co-liderada pela Índico Capital Partners e pela Lince Capital, com reforço de participação da ActiveCap, investidora na empresa desde 2024.

Segundo a Beyond Vision, o capital será aplicado em três frentes: reforço da infraestrutura operacional e escala da produção industrial, aceleração do investimento em Investigação e Desenvolvimento com foco em inteligência artificial e novas funcionalidades da plataforma de gestão em cloud, e consolidação da expansão comercial em novos mercados.

Fundada em 2013 e liderada por Dário Pedro, presidente executivo, e Luís Miguel Campos, chairman, a empresa desenvolve sistemas aéreos não tripulados baseados em algoritmos de IA e plataformas de gestão na cloud. A companhia é fornecedora registada da NATO e participa regularmente em exercícios de defesa europeus, incluindo os exercícios OPEX.

O investimento surge após a empresa ter atingido 150 colaboradores e superado as receitas estimadas para 2025, alargando a carteira de clientes militares e civis em vários países, de acordo com o comunicado.

“O capital angariado nesta ronda será aplicado em diversas áreas. Em primeiro lugar, a Beyond Vision irá reforçar a sua infraestrutura operacional e escalar a capacidade de produção industrial, de forma a dar resposta à crescente procura global por sistemas autónomos”, disse Dário Pedro, CEO da Beyond Vision.

O presidente da Índico Capital Partners, Stephan de Moraes, afirmou que a dependência de tecnologia soberana em setores como defesa e segurança é hoje uma prioridade estratégica, e que a empresa “redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”.

Para Tomás Lavin Peixe, Head of Venture Capital da Lince Capital, a participação reflete a convicção no potencial de um setor em transformação. “O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente”, disse.

A Beyond Vision está sediada em Portugal e opera globalmente no desenvolvimento de sistemas autónomos com arquitetura aberta e modular.

O investimento da Indico VC Fund II na Beyond Vision é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da República Portuguesa, gerido pelo Banco Português de Fomento, com financiamento da União Europeia no âmbito do NextGenerationEU.

  •  

Prestação de novos créditos à habitação dispara 14% num ano

O DN escreve que contrair crédito para comprar uma casa está cada vez mais caro. No Público, o ministro da Defesa defende um serviço militar voluntário para os jovens já no próximo ano.

  •  
❌