Portugal mira 50 milhões de turistas em 2035

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

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A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) quer reduzir as fragilidades do setor da restauração com uma estratégia a 10 anos que prevê a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros.
“Entendemos que era a altura certa de gizar um plano estratégico para uma década. Não é para fazer num ano, é para fazer numa década, para diminuir as fragilidades” do setor da restauração, disse à Lusa Carlos Moura, presidente da AHRESP, à margem do congresso que a associação está a promover em Lagoa, no distrito de Faro, até sexta-feira.
O objetivo é chamar a atenção do Estado e dos seus decisores a nível central e local, para que, “quando se legisla, se leve em linha de conta” um setor que “impacta economicamente, fiscalmente, socialmente e territorialmente“, frisou o dirigente empresarial, que apresentou a estratégia aos congressistas presentes.
Segundo Carlos Moura, a estratégia parte dos números “muito expressivos” demonstrados pelo Estudo de Impacto Económico do Setor da Restauração, elaborado pela EY-Parthenon, que foi apresentado pela AHRESP no início de outubro.
O setor da restauração gerou, em 2025, 23,4 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto (7,6% do PIB) e 523 mil postos de trabalho (9,7% do emprego nacional), segundo o estudo. Em 2025, o setor representou também 11,7 mil milhões de euros em remunerações (7,9% do total nacional) e 6,45 mil milhões de euros de receita fiscal e contributiva (5,9% do total).
Sobre as fragilidades, os autores do estudo apontaram que 91% das empresas são microempresas, que geram apenas 39% do volume de negócios e que a margem líquida das sociedades é de apenas 3,0%, face a 8,2% na economia, e chegou a ser negativa em 2020.
Entre os cinco planos de ação propostos pela AHRESP, consta a criação de um cadastro nacional com dados estatísticos trimestrais oficiais sobre o setor, desagregados por concelho, distrito e região, “que hoje não existem”, para “conhecer melhor” a realidade das empresas, sustentou Carlos Moura.
A associação empresarial quer desenvolver um índice de sustentabilidade e competitividade, baseado em seis dimensões, que permita “acionar automaticamente mecanismos de apoio público” quando “descer abaixo de 60 pontos”, numa escala de 100, destacou o dirigente, evitando assim “ir a correr pedir ao Governo umas migalhas” sempre que há efeitos negativos do mau tempo.
A AHRESP pretende também avançar para a criação de um fundo mutualista de 50 milhões de euros, “para socorrer às crises” dos seus associados, e quer uma linha de microcrédito, através do Banco Português de Fomento e do Turismo de Portugal, para suprimir as dificuldades no acesso à banca, defendeu à Lusa o responsável.
Criar percursos profissionais com formação e certificação, inscritos no Catálogo Nacional de Qualificações, para tornar as carreiras na restauração “mais atrativas“, e a promoção da gastronomia portuguesa, com o reforço da marca “Tasca”, criada em articulação com o Turismo de Portugal, são outros dos cinco eixos, adiantou o presidente da AHRESP.
Até 2035, no setor da restauração, a associação quer diminuir os encerramentos por insolvência em 40%, chegar aos 50 mil trabalhadores com carreiras ‘smart’ [inteligentes] e ter 75% dos estabelecimentos com gestão digitalizada, segundo as metas divulgadas hoje.
Ao cabo da próxima década, a AHRESP espera ter uma restauração “mais forte”, com “uma margem de lucro superior” e com “capacidade de gerir consigo própria as crises” que afetam o setor, resumiu Carlos Moura.
O Congresso da AHRESP decorre hoje e sexta-feira no Centro de Congressos de Lagoa, subordinado ao tema central “A arte do conhecimento: onde a intuição encontra o algoritmo”.
Un destino turístico no se construye únicamente con paisajes, hoteles y visitantes. También necesita a las personas que lo gestionan, limpian las habitaciones y atienden los restaurantes. La falta de vivienda asequible para los trabajadores del Pirineo revela una contradicción: los lugares que generan riqueza gracias al turismo pueden acabar expulsando a quienes necesitan para seguir funcionando. No tiene sentido celebrar el éxito de una temporada si quienes la ponen en marcha deben compartir habitación o renunciar a vivir donde trabajan. Los balances analizan cuántos visitantes llegan y cuánto dinero dejan, pero hace falta preguntarse: ¿Qué condiciones de vida tienen quienes sostienen esa actividad? No se trata de enfrentar a residentes y visitantes, sino de entender que el turismo depende de las personas que lo hacen posible.

© Clara Margais (Getty Images)
Montevideo, 22 oct (Prensa Latina) El mapa turístico uruguayo cambia hoy con el ascenso del departamento de Maldonado como el más visitado y donde más gastan los turistas.
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A Câmara Municipal de Nova York vota, nesta quinta-feira (22), um projeto de lei que proíbe a circulação de carruagens puxadas por cavalos no Central Park e em seus arredores.
Se aprovada, a medida entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2028, encerrando uma tradição que remonta a 1858, quando o parque foi construído já com percursos destinados à passagem dos cavalos e das charretes.
O projeto conta com o apoio de diversos vereadores e do prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que declarou no início do mês que “a indústria das charretes está chegando ao fim”. Não é a primeira vez que a questão é levada à votação: já houve outras tentativas anteriores de encerrar essa atividade, mas nenhuma delas obteve força suficiente para avançar.
As charretes tornaram-se um dos ícones turísticos de Nova York ao longo das décadas. Por volta de 1940 e 1950, a cidade passou a limitar as licenças para a operação dessas carruagens, tornando-as restritas a poucos proprietários.
Com o tempo, essas licenças se valorizaram consideravelmente, sendo transmitidas de geração em geração e chegando a custar milhões de dólares.
A correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yasbek, explicou que o debate divide opiniões. “Algumas pessoas são a favor dessa proibição, dizem que hoje existem outras formas de turismo que não dependem da exploração de animais”, relatou.
Por outro lado, defensores das charretes argumentam que elas fazem parte da paisagem histórica do Central Park e estavam presentes no local antes de qualquer geração atual.
O tema ganhou forte repercussão em junho, após dois episódios que chocaram a cidade. No primeiro, um turista indiano de 18 anos morreu depois que um cocheiro deixou a carruagem para fotografar sua família e o cavalo disparou, causando um acidente fatal.
No segundo episódio, também em junho, um cavalo morreu após ingerir uma planta tóxica no Central Park. O cocheiro foi inicialmente acusado de maus-tratos, mas posteriormente alegou que a administração do parque não havia informado sobre a presença de arbustos com plantas tóxicas na área.
Caso o projeto seja aprovado pelos vereadores, está previsto um período de transição para que o setor encerre suas atividades de forma gradual. A prefeitura também deve oferecer algum tipo de auxílio financeiro às pessoas que trabalham com essa atividade na cidade.

O Governo admite discutir a redução do IVA da restauração durante a atual legislatura, com horizonte previsto até 2029. Esta possibilidade foi avançada pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado. “A ideia de podermos discutir o IVA intermédio não é uma ideia que afaste a capacidade de agir. Pelo contrário, acho que é uma discussão que podemos e devemos ter”, afirmou durante o congresso da Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre na cidade de Lagoa, no Algarve esta quinta e sexta-feira.
O governante considera que existe margem para avaliar medidas fiscais de apoio a um setor que tem sido marcado pela pressão dos custos, pelas dificuldades de recrutamento e pela reduzida capacidade financeira de muitas micro e pequenas empresas.
“São microempresas, pequenas empresas, muitas vezes com uma estrutura muito reduzida. Isso significa que têm uma capacidade limitada para acomodar oscilações do consumo e aumentos dos custos”, referiu.
Ainda assim, Pedro Machado sublinhou que o financiamento, por si só, não resolve os problemas estruturais do setor. “Precisamos de criar condições não apenas para o acesso ao crédito e ao financiamento, mas também para a capacitação”, disse, apontando a digitalização, a formação em gestão e o reforço das competências empresariais como áreas prioritárias.
Pedro Machado realçou que a decisão depende da articulação com as restantes áreas governativas, em particular as Finanças, mas considerou que “os estudos sobre o peso económico da restauração podem contribuir para fundamentar a discussão”.
O secretário de Estado do Turismo destacou também a trajetória prevista de redução do IRC, cuja taxa, acredita, deverá atingir os 17% em 2029. “O objetivo é libertar recursos para o investimento e permitir às empresas reforçar a capacidade de crescimento”, salientou.
Orçamento reforça financiamento das entidades regionais
No plano orçamental, Pedro Machado destacou o reforço dos recursos destinados às entidades regionais do turismo, cujo financiamento conjunto deverá aproximar-se dos 30 milhões de euros, face aos 16,4 milhões de euros que têm servido de referência habitual.
O reforço das entidades regionais pretende aumentar a capacidade de promoção dos destinos e aprofundar a articulação entre as regiões e a marca Portugal. “A estratégia passa por consolidar os mercados tradicionais, como o Reino Unido, França, Alemanha e Espanha, mas também por reforçar a presença nos Estados Unidos e na Ásia e desenvolver mercados como o México e a Austrália”, referiu.
Estratégia ‘Turismo 2035’ aponta para 53 mil milhões em receitas
Pedro Machado adiantou também que o ‘Turismo 2035’ está aprovada e aguarda apresentação pública. O documento deverá estabelecer as prioridades para a próxima década, com enfoque na criação de valor, no desenvolvimento regional e na distribuição dos benefícios económicos do turismo.
O secretário de Estado apontou para um cenário de cerca de 50 milhões de turistas internacionais e receitas superiores a 53 mil milhões de euros em 2035. “A estratégia tem uma grande ambição: continuarmos a crescer, mas crescendo em valor acrescentado”, salientou, acrescentando que esta meta implica o reforço da capacidade do turismo gerar riqueza para as empresas e comunidades, “sem descurar a sustentabilidade dos destinos e a qualidade de vida das populações”.
Licenciamento turístico deverá entrar em discussão pública
Outra das prioridades do Executivo passa simplificação administrativa dos empreendimentos turísticos. Pedro Machado adiantou que “o processo deverá entrar em discussão pública ainda em 2026, depois da articulação governamental”.
Entre os aspetos que necessitam de revisão estão os critérios de classificação hoteleira que considera “desatualizados”, como a exigência de equipamentos que já não correspondem às necessidades atuais dos hóspedes.
O governante afirmou ainda que “a revisão da legislação aplicável ao setor turístico está a ser desenvolvida com contributos das entidades regionais, procurando aproximar as políticas públicas da realidade das empresas”.
Londres, 22 oct (Prensa Latina) La feria "World's Best Island" de Palawan se traslada a Cebú informaron hoy los organizadores a los turoperadores británicos interesados en asistir.
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© THOMAS SAMSON
Madrid, 22 oct (Prensa Latina) Mirar al cielo, el mayor atractivo en boga del astroturismo, ofrece hoy un valor agregado a Albacete, España, primera provincia del mundo con todas sus comarcas certificadas como Destino Starlight.
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