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Administração do matadouro em Trás-os-Montes já previa anulação de insolvência

A administração do matadouro do Cachão, Mirandela, vincou, hoje, que a anulação da insolvência já era o esperado, mas os problemas mantêm-se e o funcionamento da unidade de abate só é possível graças a dinheiro injetado pelos municípios.

Em declarações à Lusa, o administrador Michel Monteiro realçou que a anulação do processo de insolvência, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, noticiada quarta-feira pela Lusa, “não traz muito de novo”, porque “apesar da incerteza”, havia “uma forte convicção de que o processo ia ter este desfecho”, devido à natureza empresarial do matadouro.

Em abril deste ano, um dos credores do matadouro, a Ares Lusitani, pediu a insolvência da unidade de abate devido a uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.

No entanto, a 15 de outubro, o tribunal da relação anulou o processo, alegando que o matadouro do Cachão é uma empresa local, de natureza intermunicipal, estando sujeita a uma legislação especial.

Este desfecho, para Michel Monteiro, significa voltar à “estaca zero”, mantendo-se os problemas financeiros da unidade de abate, provocados pelo “enorme decréscimo”, na ordem dos “30 a 40%”, no abate de animais, pelo aumento do custo do combustível, do gás e da eletricidade, e ainda assim mantendo os mesmos postos de trabalho.

Face à relevância do matadouro para a região, os municípios, garantiu, “têm feito um enorme esforço” para conseguir manter o matadouro em funcionamento e, em resposta às críticas do sindicato sobre a má gestão, salientou que “poucos políticos teriam esta coragem de injetar tanto dinheiro nesta unidade industrial” que “gera valor negativo”.

“O núcleo central do negócio não é autossustentável, a atividade gera valor negativo no seu dia-a-dia, obrigando a empresa a recorrer a financiamento dos acionistas, no caso concreto, ao município de Vila Flor e ao município de Mirandela”, vincou.

Michel Monteiro sublinhou ainda que as câmaras municipais têm também feito um esforço para manter os 23 postos de trabalho, embora preveja um alívio nos gastos com ordenados, visto que “entre 30 a 40% dos trabalhadores” atingiram a idade da reforma e “muitos deles já não conseguem estar na grande parte dos postos de trabalho”.

“Se por cada dois que se vão reformando nós conseguirmos meter uma pessoa com idade jovem, com ambição, com motivação para dali fazer uma carreira, tem tudo para continuar a funcionar o matadouro”, adiantou.

Durante o processo de insolvência os municípios apresentaram um plano de revitalização para esta unidade de abate situada em Frechas, no concelho de Mirandela. No entanto, com a anulação da insolvência, também este plano cai por terra.

Ainda assim, o administrador revelou que os municípios vão ter de negociar a dívida com os credores.

“Sentarmo-nos e tentarmos negociar uma forma ou um prazo bastante diluído, são esses pormenores que terão de ser discutidos, mas enfim, com alguma margem conseguirmos, a seu tempo, conseguir cumprir com as obrigações que outros assumiram no passado e que até à data (…) o matadouro ainda não conseguiu pagar”, referiu.

Desde o início do processo de insolvência, o matadouro industrial do Cachão manteve-se aberto e em funcionamento, mas os trabalhadores chegaram a anunciar uma greve, por alegados atrasos no pagamento de salários e subsídios de férias, mas acabou por ser cancelada.

No nordeste transmontano há ainda mais três matadouros: em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.

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Barclays suprimirá alrededor de 5.000 puestos de trabajo debido al desarrollo de la IA

"Aproximadamente el 60%" de estos recortes de empleo "afectan a las funciones de apoyo, en particular mediante una reducción del número de desarrolladores de software, ya que la IA hace que nuestros equipos sean más productivos", precisó Leer

"Aproximadamente el 60%" de estos recortes de empleo "afectan a las funciones de apoyo, en particular mediante una reducción del número de desarrolladores de software, ya que la IA hace que nuestros equipos sean más productivos", precisó
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Lucro da sueca Spotify cai 42% no 3.º trimestre para 518 milhões

A Spotify registou um lucro líquido atribuído de 518 milhões de euros no terceiro trimestre, uma redução de 42% em comparação com o mesmo período do ano anterior, divulgou, esta quinta-feira, a plataforma de ‘streaming’ musical.

Entre julho e setembro, as receitas da empresa sueca atingiram os 4.969 milhões de euros, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro operacional cresceu para 967 milhões de euros, mais 25%.

Do total da faturação, 4.487 milhões de euros correspondem a subscrições ‘premium’, enquanto 482 milhões de euros a receitas de publicidade.

O total de utilizadores mensais ativos cresceu 11% em relação ao ano anterior, situando-se nos 788 milhões.

Já os assinantes ‘premium’ atingiram os 306 milhões de utilizadores, um aumento de 9%.

A Spotify estima atingir um total de 818 milhões de utilizadores mensais ativos até ao final do exercício e 316 milhões de assinantes ‘premium’.

No plano económico, a empresa prevê receitas de 5.200 milhões de euros no quarto trimestre e 820 milhões de euros de lucro operacional.

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IAPMEI vai acelerar transformação digital de 600 empresas com programa PME Digital+

A intervenção é financiada pelo Compete 2030 e pelo Portugal 2030, no âmbito da tipologia de Ações Coletivas para a Digitalização e Transformação Digital das Empresas. O programa prevê envolver cerca de 600 PME e mais de 5 mil participantes ao longo de 24 meses, através de 48 ações de sensibilização e capacitação nas regiões Norte, Centro e Alentejo. A sessão de lançamento decorreu no edifício da Nerlei e contou com a participação de João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia, que sublinhou a importância de aproximar a tecnologia das empresas de menor dimensão.

Para João Rui Ferreira, “a inteligência artificial só terá impacto real na economia portuguesa quando chegar às nossas PME. O desafio é transformar tecnologia em produtividade, e é isso que queremos acelerar”. O programa integra seis eixos de intervenção que combinam diagnóstico da maturidade digital das empresas, produção de recursos de aprendizagem, demonstração de tecnologias em contexto real, laboratórios de experimentação, comunicação de proximidade e acompanhamento contínuo. Entre as áreas trabalhadas estão a Inteligência Artificial, automação, cibersegurança, e digitalização de processos.

 “O que distingue este programa é a lógica de acompanhamento integrado. Não se trata apenas de formar ou informar. Queremos que as empresas experimentem soluções, vejam casos reais aplicados aos seus desafios e tomem decisões mais informadas. Seguimos o princípio europeu ‘test before invest’, que reduz o risco e aumenta a confiança na adoção tecnológica”, explicou Paulo Mauritti, vogal do conselho diretivo do IAPMEI.

Entre as iniciativas previstas para este ano estão o arranque do Roadshow PME Digital+, com demonstrações itinerantes de tecnologias em diferentes territórios, as primeiras ações Open Day dedicadas à indústria sustentável, duas edições-piloto do ciclo “Aceleração IA” e a primeira conferência Digital Scale PME. Todos os conteúdos e recursos produzidos serão disponibilizados em acesso livre através do website do IAPMEI. O programa conta com a colaboração de Centros de Tecnologia e Inovação, Digital Innovation Hubs, associações empresariais, clusters, academia e fornecedores de tecnologia.

 

 

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Miu Miu em queda penaliza crescimento de Prada no terceiro trimestre


Os resultados muito positivos da marca Miu Miu em 2025 fizeram crescer o interesse no seu desempenho este ano. O terceiro trimestre do ano, porém, não deixou boas notícias para o grupo Prada, que apresentou os seus resultados esta quinta-feira. As vendas a retalho recuaram 3% entre julho e setembro, bem longe dos 29% de crescimento de há um ano.

As receitas do grupo Prada atingiram 1,49 mil milhões de euros entre julho e setembro (incluindo a Versace, adquirida no final de 2025), o que representa um crescimento orgânico de 1% nas receitas no terceiro trimestre. À desaceleração da Miu Miu juntam-se as vendas mais fracas na Europa e no Médio Oriente. Andrea Guerra, CEO da companhia, atribui a situação ao “contexto particularmente difícil para o setor”.

Nos primeiros nove meses, o grupo avançou 1%, face a uma base de comparação de 41%. A Prada atribui o desempenho trimestral às bases de comparação exigentes e a uma composição geográfica menos favorável. Com exceção do Médio Oriente, as vendas ficaram globalmente estáveis.

No conjunto dos primeiros nove meses, as receitas líquidas somaram 4,54 mil milhões de euros, mais 12% a taxas de câmbio reportadas. Em termos orgânicos, excluindo a contribuição da Versace e considerando as taxas de câmbio constantes, o crescimento foi de 4%. As vendas a retalho aumentaram 2% em termos orgânicos, abaixo dos 9% registados no mesmo período de 2025, e ficaram estáveis no terceiro trimestre.

Receitas do grupo Prada

Desempenho regional desigual

A Europa registou uma queda orgânica de 3% nas vendas a retalho nos primeiros nove meses e manteve, no terceiro trimestre, uma tendência semelhante à do trimestre anterior. No Médio Oriente, a descida foi de 23% no período. Na Ásia-Pacífico, o crescimento orgânico de 5% até setembro coexistiu com vendas estáveis no terceiro trimestre, quando o menor tráfego na China continental foi compensado por outros mercados da região. As Américas cresceram 13% em termos orgânicos nos nove meses, mas o ritmo abrandou no trimestre.

O presidente e administrador executivo Patrizio Bertelli afirmou que o contexto permanece “complexo e volátil” e exige “foco, agilidade e rigor na execução”.

O grupo Prada destacou também a abertura de uma unidade de produção de artigos de pele em Piancastagnaio, na Toscânia, e disse que a integração da Versace decorre conforme previsto. As mudanças criativas previstas para a marca, agora sob direção de Pieter Mulier, estão previstas para 2027.

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Equipa austríaca vence EuRoC 2026 pela terceira vez em ano de estreias

EuRoC 2026

A Aerospace Team Graz (ASTG) venceu o EuRoC Award, galardão atribuída à equipa com o melhor desempenho global nas diferentes dimensões avaliadas, incluindo a conceção do veículo, documentação técnica, o trabalho de equipa e o desempenho em voo.

A equipa austríaca, que já tinha vencido o EuRoC em 2023 e 2025, arrecadou ainda o prémio de melhor voo na categoria de propulsão líquida de 9.000 metros.

A 7.ª edição do European Rocketry Challenge (EuRoC), competição universitária organizada pela Agência Espacial Portuguesa decorreu em Constância  entre 15 e 21 de outubro, com cerca de 700 estudantes de 13 universidades europeias. Ao longo de quatro dias saíram das rampas de lançamento um total de 12 foguetes.

A edição de 2026 ficou marcada pela estreia da categoria Rookie, destinada a novas equipas, pela diversidade tecnológica dos projetos apresentados.

Em destaque esteve também a equipa White Noise, da Grécia, que conquistou dois prémios na sua primeira participação na competição: Rookie of the Year, atribuído à melhor equipa estreante, e Payload Award, que distingue a melhor carga útil, valorizando a inovação, a fiabilidade e o potencial de aplicação da tecnologia desenvolvida.

“Esta edição demonstrou que é possível abrir a competição a novas equipas sem comprometer a exigência técnica que caracteriza o EuRoC. Para estes estudantes, foi primeira  oportunidade de transformar meses de desenvolvimento num projeto real, sujeito aos mesmos desafios técnicos e de segurança que encontram na indústria”, destaca Marta Gonçalves, gestora dos programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa.

Para Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, a competição representa hoje um dos exemplos mais concretos da capacidade de Portugal de desenvolver iniciativas de referência no setor espacial europeu.

“O EuRoC tornou-se uma referência europeia porque conseguimos criar um ambiente em que  as novas gerações desenvolvem tecnologia em condições próximas da indústria. Muitos dos estudantes que passaram pelo EuRoC estão hoje a trabalhar em empresas do setor ou criaram os seus próprios negócios. É esse o impacto da competição: formar o talento de que a indústria espacial europeia precisa, tornando-a mais forte e mais autónoma”, afirma Ricardo Conde.

Duas equipas portuguesas

Com sete equipas selecionadas, Portugal esteve representado na fase final do EuRoC por duas equipas universitárias. A Minho Aerospace Students’ Team (MAST), da Universidade do Minho, levou o foguete Mirage ao objetivo de 3.000 metros de altitude. A equipa, fundada em 2024, tornou-se a primeira formação portuguesa a conseguir um lançamento com recuperação na sua estreia no EuRoC.

Já a Rocket Experiment Division (RED), do Instituto Superior Técnico, que participa na competição desde 2021 sem interrupção, não conseguiu realizar o lançamento devido a problemas técnicos que não foram resolvidos dentro do prazo da competição.

A North Space, que reúne estudantes de várias faculdades da Universidade do Porto e da Universidade de Lisboa, apesar de selecionada, ficou de fora da fase final, devido a diversos contratempos no desenvolvimento do rocket.

Prémios por categoria

EuRoC Award: Aerospace Team Graz (Áustria)

Technical Award: ARIS (Suíça)

Design Award: Skyward Experimental Rocketry (Itália)

Payload Award: White Noise (Grécia)

Team Award: BME Suborbitals (Hungria)

Flight Award Líquido 9K: Aerospace Team Graz (Áustria)

Flight Award Líquido 3K: Skyward Experimental Rocketry (Itália)

Flight Award Sólido 3K: LEEM-UPM (Espanha)

Flight Award Híbrido 3K: CTU Space Research (Chéquia)

Rookie of the Year: White Noise (Grécia)

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Unicorn Factory anuncia os 34 finalistas dos Entrepreneurship Awards 2026

A Unicorn Factory já anunciou os 34 finalistas dos Entrepreneurship Awards 2026, os prémios de empreendedorismo que distinguem fundadores, startups e líderes do ecossistema pelo seu contributo para a inovação e o desenvolvimento económico em Portugal e além-fronteiras.
A cerimónia de revelação dos vencedores está agendada para o próximo dia 27 de outubro, a partir das 14h30, no Técnico Innovation Center (TIC).
Entre as sete distinções a concurso nesta edição, o Prémio Empreendedor do Ano, criado em memória da figura marcante do empreendedorismo nacional João Vasconcelos, surge como um dos principais destaques ao reconhecer quem mais se evidenciou no último ano. Os finalistas nomeados para esta categoria são Rodrigo Fernandes e João Cerejeira (Augusta Labs), Vasco Lopes (DeepNeuronic), Nuno
Fernandes (DIG-IN), Rui Figueiredo, Ivo Bernardo e Nuno Brás (DareData) e André Santos (Nutrium).
Além disso, a iniciativa vai premiar o talento das novas gerações com o Prémio Startup Jovem, os projetos focados em desafios sociais e ambientais com o Prémio Startup de Impacto, e uma empresa de relevo pertencente ao portfólio da Unicorn Factory Lisboa através do Prémio Startup Mais Promissora. Pelo segundo ano consecutivo, serão ainda entregues o Prémio Personalidade Feminina Emergente, o Prémio Personalidade Internacional e o Prémio Ecossistema, este último desenhado para galardoar um contributo excecional na promoção da inovação nacional.
Cada categoria conta com o apoio de parceiros estratégicos que reforçam a visibilidade dos vencedores, incluindo o Banco Português de Fomento, a Casa do Impacto, o Citi, a Cuatrecasas, o Grupo Brisa, a Universidade Católica e a NTT DATA. O evento contará também com uma intervenção de Arun Mani, antigo executivo de grandes unicórnios globais como a Pleo e a Freshworks Europe, que apresentará a keynote “O Futuro da Inovação e o papel de Portugal”.
Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, salienta o papel crucial destes prémios ao afirmar que Portugal tem vindo a destacar-se na atração de talento e na criação de soluções competitivas à escala mundial. Segundo o responsável, os Entrepreneurship Awards não só dão visibilidade aos projetos que moldam o futuro, como inspiram novas gerações a inovar, reforçando o ecossistema como motor de crescimento económico e criação de emprego qualificado no país.
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Lightsource BP assinala fim da consulta pública do Parque Solar Sophia reformulado e promete manter diálogo com comunidades

A Lightsource bp anunciou esta quinta-feira o encerramento da consulta pública da versão reformulada do projeto do Parque Solar Sophia, destacando as alterações introduzidas na proposta e garantindo que continuará a manter canais de diálogo abertos com as comunidades locais durante o processo de avaliação ambiental.

A consulta pública, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), decorreu entre 8 e 21 de outubro e permitiu a cidadãos, autarquias, associações e outras entidades apresentarem contributos e observações sobre a nova configuração do projeto.

Segundo a empresa, a reformulação resultou do trabalho técnico e ambiental desenvolvido ao longo dos últimos anos e dos contributos recolhidos junto das comunidades e entidades envolvidas.

Desde 2020, a promotora refere ter contactado mais de 60 entidades, realizado cerca de 160 reuniões e trocado aproximadamente 560 comunicações com autarquias, juntas de freguesia, agricultores, associações, agentes económicos e movimentos cívicos.

Já na fase preparatória da nova consulta pública foram promovidas 13 sessões de recolha de contributos, com cerca de 120 participantes, e três sessões de esclarecimento sobre o projeto reformulado, que reuniram aproximadamente 150 participantes.

De acordo com a Lightsource bp, a nova proposta prevê uma redução de 34% da potência instalada, passando de 867 megawatts-pico (MWp) para 573 MWp, e uma diminuição de cerca de 36% da área ocupada por painéis fotovoltaicos.

A ligação à rede elétrica também foi simplificada, passando de duas para uma única linha de muito alta tensão.

A empresa sublinhou ainda que a área analisada nos estudos ambientais é mais ampla do que a área efetivamente prevista para a implantação do projeto, uma vez que os estudos procuram avaliar alternativas, condicionantes e potenciais impactes ambientais de forma integrada.

Citado em comunicado, o diretor-geral da Lightsource bp Portugal, Miguel Lobo, afirmou que a consulta pública constituiu “mais uma oportunidade para ouvir as comunidades e conhecer as suas preocupações”.

“Foi esse diálogo, juntamente com a avaliação técnica e ambiental, que nos permitiu reformular significativamente o Projeto do Parque Solar Sophia. O fim deste período de consulta não significa o fim do nosso envolvimento com o território. Queremos continuar a ouvir, a esclarecer dúvidas e a trabalhar com as comunidades”, declarou.

A empresa indicou ainda que toda a documentação relativa ao projeto reformulado continuará disponível na página oficial do Parque Solar Sophia.

Concluída a consulta pública, o processo de avaliação ambiental prossegue agora junto das entidades competentes, nos termos legalmente previstos.

A Lightsource bp adiantou que continuará a promover o contacto com as comunidades através dos seus canais de comunicação, incluindo correio eletrónico, WhatsApp e um formulário online de recolha de contributos, e que o diálogo prosseguirá também no âmbito do Programa de Benefícios Partilhados associado ao projeto.

A Lightsource bp atua no desenvolvimento e gestão de projetos de energias renováveis e soluções de armazenamento de energia em grande escala.

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SATA Handling recebe seis propostas para a privatização

A SATA Holding recebeu seis propostas não-vinculativas para a privatização da SATA Handling, anunciou esta quinta-feira a empresa, indicando que os candidatos serão conhecidos após a entrega das propostas vinculativas.

O prazo para a apresentação das propostas não-vinculativas terminou na quarta-feira, 21 de outubro, segundo a nota divulgada pela SATA Holding.

As propostas recebidas serão agora analisadas e avaliadas de acordo com os critérios definidos no caderno de encargos. Concluída esta fase, as entidades selecionadas serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, seguindo-se as etapas previstas para a concretização da operação.

A SATA Holding adiantou que divulgará a identidade dos candidatos à privatização da SATA Handling apenas após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas.

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Bruxelas exige informação clara sobre plásticos reciclados da Coca-Cola, Nestlé e Danone

As empresas Coca-Cola, Nestlé e Danone comprometeram-se com a Comissão Europeia a rever mensagens sobre plástico reciclado nas garrafas que comercializam na União Europeia (UE) para garantir informações claras e evitar alegações ambientais suscetíveis de induzir em erro.

“Na sequência de um diálogo com a Comissão Europeia e a rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, a Coca-Cola, a Nestlé e a Danone comprometeram-se a alterar as alegações relativas à reciclagem divulgadas nas suas garrafas de plástico”, anunciou o executivo europeu em comunicado.

De acordo com a Comissão Europeia, “assim que todas as alterações necessárias forem implementadas, os consumidores poderão confiar em informações justas e claras sobre as características de reciclagem das garrafas, em conformidade com os requisitos da legislação da UE em matéria de defesa do consumidor”.

O objetivo é evitar mensagens que possam criar uma perceção enganadora dos benefícios ambientais dos produtos.

Entre as alterações previstas está a substituição de mensagens como “Sou uma garrafa feita de plástico 100% reciclado” por “Esta garrafa é 100% reciclada, excluindo a tampa e o rótulo”, de modo a esclarecer a que componentes se refere a alegação.

As empresas deverão também substituir expressões como “Recicle-me novamente” por “Recicle-me”, evitando sugerir que a embalagem já foi reciclada antes da compra e que pode voltar a ser transformada noutra garrafa.

Os compromissos abrangem ainda a apresentação global dos rótulos e das campanhas de marketing, incluindo na internet e nas redes sociais, para impedir que a combinação de símbolos ou mensagens ecológicas transmita uma imagem ambiental enganadora.

Segundo a Comissão Europeia, a Coca-Cola e a Nestlé já implementaram parte dos compromissos dentro dos prazos estabelecidos, nomeadamente no que respeita às alegações divulgadas em campanhas digitais.

“As autoridades nacionais de defesa do consumidor irão acompanhar a implementação destes compromissos e poderão avançar com medidas de fiscalização e aplicação da lei caso as empresas não os cumpram”, afirma ainda o executivo comunitário.

A iniciativa surge num contexto de reforço da legislação europeia sobre embalagens, resíduos e alegações ambientais.

O regulamento relativo às embalagens e aos resíduos de embalagens, que começou a ser aplicado na UE em meados de agosto passado, estabelece novas exigências destinadas a reduzir os resíduos, promover a reutilização e melhorar a reciclagem das embalagens colocadas no mercado europeu.

O regulamento prevê que, a partir de 2030, as embalagens de plástico cumpram metas mínimas de conteúdo reciclado.

No caso das garrafas de bebidas de plástico de utilização única, o objetivo é atingir uma média mínima de 30% de plástico reciclado até 2030 e de 65% até 2040.

Além disso, a legislação comunitária proíbe as práticas comerciais suscetíveis de induzir os consumidores em erro, incluindo no que respeita às características ambientais dos produtos.

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Bankinter gana un 11% más en los nueve primeros meses del año, hasta los 901 millones

La consejera delegada de Bankinter, Gloria Ortiz, en una fotografía de archivo.

Bankinter logró anotarse un beneficio neto atribuido de 900,67 millones de euros hasta septiembre. Esto supone un crecimiento de casi un 11% respecto al mismo periodo del año anterior. La entidad lo atribuye al "crecimiento de la actividad con clientes, la diversificación de los ingresos y una gestión disciplinada del negocio".

El margen de intereses en los nueve primeros meses del año se anota una subida del 5,68%, hasta los 1.761 millones de euros. Esto se debe a unos "mayores volúmenes de negocio y una buena gestión de los diferenciales", según ha explicado la compañía dirigida por Gloria Ortiz. El margen bruto, que integra la totalidad de los ingresos, el crecimiento es del 6,5%, hasta los 2.397 millones de euros, impulsado por las comisiones.

Por su parte, los activos totales del grupo alcanzan los 132.149 millones de euros, un 2,7% superior al de hace un año. Los recursos de clientes más los activos bajo gestión suman 163.008 millones de euros, un 7,9% más que a la misma fecha de 2025. Dentro de ellos, los recursos minoristas crecen un 2,2%, mientras que los gestionados fuera de balance (fondos de inversión propios y ajenos, fondos de pensiones, gestión patrimonial, SICAVs e inversión alternativa), lo hacen en un 15,2%.

Ahora bien, la compañía reconoce que los costes operativos suman en estos nueve meses 833,9 millones de euros, un 2,3% superior al montante de hace un año. Pero, al mismo tiempo, señala que se trata de "un crecimiento que sigue contenido y por debajo del crecimiento de los ingresos".

Además, presume de una mejora de la rentabilidad, con un ROE (rentabilidad sobre recursos propios) del 19,2% y un ROTE que se consolida en un 20,4%. Por su parte, la morosidad mejora, con una ratio del 1,84%, 21 puntos básicos inferior a la de hace un año, y con un índice de cobertura del 66,8%.

En España, la cartera de inversión crediticia crece un el 3%, hasta los 69.000 millones de euros y el patrimonio de clientes un 9%, hasta los 238.000 millones, incluyendo recursos minoristas, recursos gestionados fuera de balance y activos bajo custodia. El resultado antes de impuestos de Bankinter España alcanza los 1.050 millones de euros, con un incremento del 10% sobre la misma cifra del año anterior.

En hipotecas, la nueva producción en este tercer trimestre del año suma algo más de 1.500 millones de euros, lo que representa un 8% más que en el mismo trimestre de 2025. De ese volumen trimestral, unos 720 millones de euros en hipotecas corresponden al negocio de España.

En cuanto al saldo total de la cartera hipotecaria del Grupo se acerca a los 40.000 millones de euros y es un 5% superior a la de hace un año. Respecto al segmento de Consumo, el saldo al 30 de septiembre alcanza los 6.000 millones de euros, un 4% más que en el mismo periodo de 2025.

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Las empresas del gran consumo acusan en sus márgenes la subida de costes y ven difícil aguantar los precios

Una persona llenando la cesta del supermercado

Las empresas ven las orejas al lobo y creen que lo apretados que están los bolsillos de muchos hogares se está traduciendo ya en un freno del consumo. Aunque las cifras macroeconómicas que exhibe el Gobierno reflejan la buena marcha de la economía, los fabricantes y distribuidores hacen hincapié en que lo que notan los hogares en su día a día es otra cosa.

De momento, ven señales preocupantes en base a indicadores como el índice del comercio minorista (que recoge todo el retail alimentario y no alimentario), que lleva tres meses en negativo. Al efecto acumulativo de la inflación de los últimos años, "vemos síntomas en el consumo que nos preocupan mucho", advirtió el presidente de Aecoc, Ignacio González, durante el 41º Congreso del Gran Consumo que se celebra este miércoles y jueves en Sevilla.

Por ejemplo, las compañías del sector transmiten que el último mes ha sido peor que el acumulado de los últimos nueve y que los últimos doce. "Hay un cierto frenazo", reconoció González. "Y cuidado, porque puede ser que los efectos inflacionarios que vienen de fuera acaben impactando en un consumo que parece que está bien, pero que no está robusto ni exento de ser atacado por estas circunstancias", sentenció.

La incertidumbre sobre las previsiones económicas es máxima por el contexto internacional y las compañías ven imperioso que el Gobierno que salga de las urnas el próximo 29 de noviembre acometa una bajada de impuestos que contribuya a aliviar la cartera de las familias. "No hay alegría", dice un empresario del sector cervecero.

Y, mucha menos habrá las presiones inflacionistas se mantienen en el tiempo por el conflicto abierto en Oriente Medio y su repercusión en los precios del gas y el petróleo. De momento, la patronal del gran consumo dice que las compañías están sacrificando márgenes para tratar de mantener una cierta contención de los precios. "Las empresas ya están hoy sufriendo en sus cuentas de resultados los costes igual que lo estamos sufriendo los consumidores", sostuvo González. Pero la guerra está durando más de lo previsto y las coberturas se están acabando.

Así que tienen dos alternativas: seguir sacrificando márgenes a la espera de que la situación se normalice o lanzar planes de reducción de costes para contener los precios. "Hay veces que se puede durante un tiempo. Pero si las crisis duran mucho tiempo, es más difícil. Ahora mismo se está aguantando, porque la inflación es un 4,9%, la alimentación es un 2,7%. Vamos a ver si somos capaces de hacerlo mucho más tiempo", remató.

Grandes empresas de la distribución confiesan en privado que la subida de los precios energéticos les están golpeando los márgenes. Y creen que el próximo trimestre y el primero de 2027 "serán claves". El Banco Central Europeo (BCE) señalaba en un informe de esta semana que la traslación a los precios finales de los productos puede aún tardar en materializarse. Aunque puede afectar de lleno a los cereales, el pan o la carne.

"No hay efectos de segunda ronda todavía en Europa. No hay una espiral de precios-salarios, que es lo que más preocupa a un banco central. Pero lo que pase va a depender de la duración y la intensidad del conflicto. Dentro de la inflación, la alimentación (con los transportes, fertilizantes y energía) puede ser uno de los acelerantes en los próximos meses", sostuvo en una intervención en el foro el vicepresidente del BCE y exministro de Economía, Luis de Guindos.

La principal consecuencia sería que tendría que reaccionar con subidas adicionales y más intensas de los tipos de interés. "De momento no se ha dado, pero el potencial riesgo está ahí", remató el también ex ministro de Economía durante el Gobierno de Mariano Rajoy. En la alimentación, concluyó, "la inflación puede ir a peor si esto persiste a futuro, porque las empresas ven que hay un momento que no pueden continuar con la subida de costes y la contención de precios".

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Navio Lobo Marinho retoma na sexta-feira ligação regular entre Madeira e Porto Santo

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By: Lusa

O navio Lobo Marinho, que assegura a linha marítima entre a Madeira e Porto Santo e esteve em doca seca nas Canárias para reparar a avaria num dos motores, retoma na sexta-feira as ligações regulares.

Segundo a informação divulgada nesta quinta-feira pela concessionária da linha, a Porto Santo Line, a retoma é feita “após a conclusão dos trabalhos de manutenção e de todas as verificações técnicas necessárias, na sequência da situação identificada recentemente”.

“O navio encontra-se pronto para retomar a operação, após esta pausa, assegurando, como sempre, um serviço com elevados padrões de segurança, fiabilidade e conforto que caracterizam a sua operação”, é referido.

Em 10 de setembro, na viagem de regresso do Lobo Marinho do Porto Santo para o Funchal, um dos motores do navio avariou, já na zona do Garajau, na Madeira.

Até 15 de setembro, até ir para doca seca nos estaleiros de ASTICAN, em Las Palmas de Gran Canaria, o navio efetuou viagens que tiveram a duração de três horas e 15 minutos, mais uma do que o habitual.

O Lobo Marinho foi construído em 2003, sendo um navio de tipo ro-ro (passageiros e carga).

Tem 112 metros e capacidade para 1.153 passageiros e 145 viaturas.

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Iberdrola rejeita associação entre doação à Câmara de Lisboa e contratos com autarquia

✇ECO
By: Lusa

A Iberdrola rejeita “categoricamente” qualquer associação entre uma doação para um projeto de iluminação na Câmara Municipal de Lisboa e contratos de fornecimento de eletricidade adjudicados pelo município à empresa, destacando que as entidades envolvidas são independentes.

Segundo uma notícia da revista Sábado, a câmara de Lisboa recebeu, no final de 2023, uma doação superior a 150 mil euros da Fundação Iberdrola Espanha e adjudicou à Iberdrola, desde 2022, contratos de fornecimento de energia elétrica de quase 50 milhões, o que levou o BE a pedir esclarecimentos ao presidente Carlos Moedas.

Numa nota enviada nesta quinta-feira, a Iberdrola rejeitou a associação entre a doação e os contratos, destacando que as entidades envolvidas são diferentes: no caso da doação trata-se da Fundação Iberdrola Espanha, uma entidade privada sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, autonomia de gestão e órgãos de governo próprios, e a adjudicação dos contratos foi à Iberdrola Clientes Portugal.

A doação serviu para um projeto de iluminação dos Paços do Concelho, no âmbito do Programa de Iluminações da Fundação, com o objetivo de valorizar o património histórico e cultural através de soluções de iluminação eficientes e sustentáveis, salientou.

Na nota, a Iberdrola “rejeita categoricamente qualquer associação” entre as duas situações e manifesta “a sua profunda indignação perante a possibilidade de ser colocado em causa o rigor, a transparência e a integridade da sua atuação”.

Segundo a Sábado, a Iberdrola obteve seis adjudicações da Câmara Municipal de Lisboa com um valor global que ascende a cerca de 49,9 milhões de euros, desde 2022, ou seja, desde que Carlos Moedas (PSD) passou a presidir à autarquia.

Antes, no mandato de Fernando Medina (PS), tinha havido apenas uma adjudicação à empresa espanhola, de cerca de 2,7 milhões de euros, em 2020, segundo a Sábado.

A investigação jornalística aponta ainda que entre as adjudicações identificadas está um contrato de cerca de 34 milhões de euros, celebrado em dezembro de 2023, aproximadamente um mês após a assinatura do acordo de colaboração entre o município e a Fundação Iberdrola Espanha para a execução do projeto de iluminação arquitetónica dos Paços do Concelho.

A doação da Fundação espanhola ascendeu a 156.400 euros (69.000 euros para equipamentos de iluminação e 87.400 euros para trabalhos de instalação, controlo e testes).

Na notícia é avançado que os contratos assinados desde 2022 tinham como âmbito o fornecimento de energia às escolas da cidade, exceto um deles, no valor de cerca de 1,2 milhões, que resultou de um ajuste direto para “fornecimento de energia elétrica a instalações do município” para apenas três meses, justificado pela CML com “motivos de urgência imperiosa resultante de acontecimentos imprevisíveis”.

Segundo a Sábado, a “oposição desconhecia o assunto”, uma vez que a “doação nunca foi a reunião de câmara”.

Na quarta-feira, o Bloco de Esquerda em Lisboa pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara sobre a doação e os contratos.

O Bloco quer saber se existiram pareceres jurídicos prévios relativamente à aceitação da doação, quantos contratos foram celebrados entre o município e empresas do grupo Iberdrola desde outubro de 2021, que empresas apresentaram propostas nos concursos vencidos pela Iberdrola desde 2022 e quais foram os critérios de adjudicação utilizados em cada procedimento.

O BE Lisboa questionou ainda Carlos Moedas por que razão o acordo de doação da Fundação Iberdrola, celebrado entre as duas entidades em novembro de 2023, apenas foi submetido a ratificação da Câmara Municipal na quarta-feira, através de uma proposta incluída na ordem de trabalhos da reunião camarária, o que a Sábado diz ter acontecido após perguntas enviadas à CML, para as quais não obteve resposta.

Relativamente ao ajuste direto de cerca de 1,2 milhões, o BE questionou sobre “quais foram concretamente os acontecimentos imprevisíveis que fundamentaram a aplicação da exceção prevista” no Código dos Contratos Públicos.

De acordo com o Regimento da CML, os requerimentos escritos dirigidos ao presidente da Câmara sobre assuntos de interesse público devem ser respondidos no prazo máximo de 30 dias.

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SATA convida seis interessados a apresentarem propostas não-vinculativas pelo handling


A SATA recebeu seis propostas não-vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Handling, informa a companhia aérea açoriana, que tinha acolhido em setembro 11 manifestações de interesse na operação de venda de 100% do capital dos serviços de assistência em escala nas ilhas.

“A SATA Holding informa que recebeu seis propostas não-vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Handling. As propostas recebidas serão agora objeto de análise e avaliação, nos termos definidos no Caderno de Encargos do processo”, afirma o grupo açoriano em comunicado.

Entre os interessados, como o ECO avançou, está a belga Aviapartner, que opera em mais de 75 aeroportos distribuídos pela Europa e África, e que concorre em consórcio com a Gestavia. Na lista está também a gigante Swissport, líder em receitas no setor, com presença em 312 aeroportos em 49 países, e a britânica Menzies Aviation, que reclama a maior presença geográfica global e é a atual detentora das licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Entre os 11 interessados existiam ainda fundos de investimento.

A SATA não divulgou os nomes das entidades selecionadas, o que só fará após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas, pelo que as empresas que entregaram manifestações de interesse podem não ter avançado com propostas não-vinculativas.

Os candidatos selecionados pelo grupo açoriano passam para a fase de due diligence e apresentam uma proposta vinculativa, que tem de conter um plano estratégico a sete anos. O caderno de encargos permite que haja uma fase adicional de negociação com um ou mais proponentes antes da escolha definitiva.

Além do preço a oferecer pelas ações da SATA Handling, os critérios de escolha incluem a qualidade e exequibilidade do plano estratégico, a visão de longo prazo para a empresa, a manutenção e reforço da posição concorrencial ou a capacidade e sustentabilidade financeira.

O caderno de encargos impõe ao comprador que garanta a continuidade dos serviços de assistência em escala nas categorias para as quais a SATA Handling está licenciada nos nove aeroportos e aeródromos da Região Autónoma dos Açores. Além disso, durante 30 meses não podem existir despedimentos coletivos ou extinção de postos de trabalho. A sede e direção da SATA Holding têm também de permanecer nos Açores por 30 meses.

Para contestar a privatização, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) avançaram com uma greve parcial entre 21 de outubro e 3 de novembro.

A SATA Holding tem também a decorrer a privatização da Azores Airlines, tendo convidado cinco entidades a apresentar propostas vinculativas.

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Estado vai comparticipar 15% dos medicamentos para obesidade em doentes acompanhados

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By: Lusa

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo uma portaria publicada esta quinta-feira.

De acordo com a portaria que define o regime especial de disponibilização pública para medicamentos destinados ao tratamento da obesidade, para terem direito à comparticipação destes fármacos, os utentes têm de ser seguidos no Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade (EMO) da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS), integrados num modelo de abordagem multidisciplinar que inclua planeamento de atividade física e intervenção nutricional e psicológica.

Os utentes devem ter processo clínico ativo de acordo com o Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO), definido no ano passado, uma das medidas centrais do Programa Nacional de Prevenção e Gestão da Obesidade (PNPGO), coordenado pela DGS.

Segundo a portaria, os medicamentos em causa, para beneficiarem da comparticipação (escalão D), devem ser prescritos por médicos especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria, que integrem o Núcleo de Cuidados Hospitalares da EMO da respetiva ULS.

O diploma só “entra em vigor e produz efeitos 120 dias após a sua publicação”, ou seja em fevereiro do próximo ano.

Hospitais privados criticam medida “absolutamente discriminatória”

Em reação, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, já veio classificar de “absolutamente discriminatória” esta portaria sobre a comparticipação de medicamentos para obesidade, “dado que nem todos os cidadãos são tratados da mesma forma e muitos ficarão impedidos de aceder aos medicamentos”.

O líder associativo reconheceu que a portaria tem a “virtude” de, pela primeira vez, comparticipar estes medicamentos, mas “falha quando concentra em alguns hospitais do SNS a sua prescrição, o que aumentará enormemente listas de espera e desperdiça a capacidade instalada do sistema neste diagnóstico”.

Falando durante os Encontros Clínicos da APHP, precisamente com o tema da obesidade, Óscar Gaspar apelou ao Governo para que corrija os termos da portaria “em prol da equidade e não discriminação de doentes”, segundo um comunicado partilhado pela organização.

(Notícia atualizada às 15h45 com reação da APHP)

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