Rússia e Ucrânia concordam com missão humanitária em Oleshky proposta por Melania Trump
O Kremlin e Melania Trump anunciaram uma trégua na cidade ucraniana ocupada por Moscovo, a entrar em vigor a 27 de outubro

O Kremlin e Melania Trump anunciaram uma trégua na cidade ucraniana ocupada por Moscovo, a entrar em vigor a 27 de outubro

O Kremlin e Melania Trump anunciaram uma trégua na cidade ucraniana ocupada por Moscovo, a entrar em vigor a 27 de outubro



Mais de 19 mil civis ucranianos, incluindo 762 crianças, foram mortos desde que a Rússia iniciou sua invasão, há mais de quatro anos, informou o procurador-geral interino da Ucrânia na sexta-feira (23).
Somente em 2026, os procuradores ucranianos confirmaram as mortes de 2.960 civis, incluindo 668 crianças, disse Anton Kovalskyi no Telegram.
Kiev enfrenta um momento de tensão no conflito após os Estados Unidos, seus principais aliados, negociarem um acordo pela compra de diesel russo mais cedo neste mês. O presidente americano, Donald Trump, também pressiona o líder ucraniano Volodymyr Zelensky por um acordo de paz na região.
O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, esteve em São Petersburgo na quarta-feira (21), no que foi a oitava visita dele à Rússia desde 2025.
Em encontro com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram em formar reuniões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia para tentar dar um fim à guerra. Será o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano, em Genebra.
O encontro de Witkoff com Putin foi longo: aproximadamente três horas em que ambos discutiram, especialmente, o conflito no leste europeu.
O Kremlin demonstrou interesse em montar uma estrutura de segurança com o fim do conflito. Porém, evitou tratar de temas cruciais sobre a guerra, como o controle de Donbas e uma possível adesão ucraniana à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Segundo Witkoff, as conversas com ambos os líderes foram “produtivas”, e o governo de Donald Trump continua empenhado em pôr um fim na guerra. Zelensky disse apoiar as negociações com russos e americanos e buscou apaziguar o tom após os recentes desentendimentos com os Estados Unidos.
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© Robert Hegedus/EPA

Ucrania y Rusia han llevado a cabo este viernes un canje de 270 prisioneros de guerra por cada lado poco antes de que, desde Washington, se anunciara un acuerdo de tregua para evacuar a los civiles de una ciudad ocupada por tropas rusas que atraviesa una grave crisis humanitaria. El negociador ucranio confirma que esa operación en la localidad de Oleshki (región de Jersón) podría llevarse a cabo pronto. Todo ello sucede la misma semana en la que los negociadores estadounidenses se han reunido con ambos presidentes, Volodímir Zelenski y Vladímir Putin. con la perspectiva de una posible reunión trilateral al máximo nivel en noviembre.

O anúncio surge num contexto de intensificação dos esforços diplomáticos por parte da Casa Branca. O enviado especial Steve Witkoff reuniu-se primeiro com Zelensky e líderes europeus, em Oslo, e depois com Putin, em São Petersburgo, para retomar as negociações de paz.


A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, obteve um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia na cidade de Oleshky, sob controle russo, com início previsto para 29 de outubro, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (23).
Moradores da cidade, localizada no sul da Ucrânia e ocupada por forças russas desde fevereiro de 2022, relataram um agravamento da crise alimentar.
“Ambas as nações concordaram em interromper temporariamente todas as ações militares em Oleshky para permitir a entrada de ajuda humanitária e preparar a retirada de civis por meio de um corredor seguro estabelecido”, afirmou a Casa Branca em um comunicado.
O fato ocorre em um momento em que o marido de Melania Trump, o presidente Donald Trump, pressiona o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, a chegar a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para encerrar a guerra, iniciada com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
Melania Trump tem se empenhado em promover o retorno de crianças ucranianas, levadas pela Rússia durante o conflito, às suas famílias.
“A situação em Oleshky é gravíssima. Trata-se de uma cidade na linha de frente do conflito, à beira de um desastre. A população que permanece em Oleshky é composta, em sua maioria, por idosos que necessitam urgentemente de atendimento médico, medicamentos, alimentos e água potável”, declarou Melania Trump no comunicado.
Segundo a primeira-dama, o cessar-fogo permitirá que equipes não militares de ambos os países visitem os moradores em suas residências e coordenem o transporte daqueles que desejam ser retirados— seja para a Rússia ou para a Ucrânia.
Um veículo de imprensa americano, não identificado, acompanhará as equipes para documentar o processo.
O canal de notícias Newsmax, de orientação conservadora, informou que suas câmeras terão “acesso exclusivo para documentar a operação”.
De acordo com a Casa Branca, Oleshky — situada do outro lado do rio Dnipro, em relação a Kherson — conta hoje com uma população de 1.700 a 2 mil pessoas, sendo a maioria idosos, além de cerca de 50 crianças.
Antes da guerra, a cidade abrigava aproximadamente 24 mil habitantes.
A Casa Branca informou ainda que cerca de 90% da cidade foi inundada após a destruição da barragem de Kakhovka.
O comunicado informou que Melania Trump e seu representante trabalharam diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo localizado.
“Os moradores que desejarem ser retirados receberão apoio coordenado e transporte para o destino de sua preferência. Prevejo que alguns queiram ir para a Rússia, e outros, para a Ucrânia”, disse Melania Trump.
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© RON SACHS / POOL/EPA

Moscovo e Kiev mostram-se disponíveis para retomar o diálogo, com os Estados Unidos a tentar aproximar as duas partes. O encontro deverá realizar-se em Abu Dhabi, na primeira quinzena de novembro.

Um petroleiro com bandeira de Malta, transportando 40.000 toneladas métricas de diesel russo, está a caminho de Nova York após um acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, segundo dados divulgados pela LSEG nesta sexta-feira (23).
Trump tomou várias medidas na esperança de reduzir os preços do diesel antes das eleições de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro, incluindo a suspensão de partes de uma nova lei de sanções contra a Rússia e a ameaça à Europa de proibir a exportação de diesel dos EUA, a menos que os países liberassem mais quantidades de suas reservas de emergência.
O petroleiro de médio porte Agioi Fanendes foi carregado com 40.000 toneladas métricas de diesel com teor ultrabaixo de enxofre no porto russo de Primorsk, no Báltico, em 22 de outubro, de acordo com dados de navegação. A previsão é que ele chegue aos Estados Unidos em 7 de novembro.
A Rússia concordou em suspender a proibição autoimposta às exportações de diesel e fornecer o combustível aos mercados globais, incluindo os EUA, após o acordo firmado entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Trump.
Trump anunciou em 9 de outubro que a Rússia exportaria imediatamente 300.000 toneladas métricas, ou 2,25 milhões de barris, seguidas por 500.000 toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.
A Rússia poderá aumentar as exportações de diesel para entre 3 milhões e 3,5 milhões de toneladas por mês até o final do ano, volume habitual de exportação do combustível pelo país, afirmou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak na semana passada.
Na semana passada, cargas de diesel para exportação foram embarcadas no porto russo de Primorsk, no Báltico, mas seus destinos finais não estão claros, com a maioria dos navios indicando Gibraltar, a costa atlântica ou Port-Said, de acordo com dados de transporte marítimo da LSEG.
Desde que o embargo total da UE à importação de derivados de petróleo russos entrou em vigor em fevereiro de 2023 devido à guerra na Ucrânia, a Rússia tem exportado diesel principalmente para o Brasil e a Turquia, bem como para alguns países africanos.
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