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Almirante Reis no radar dos investidores imobiliários

Ao longo de 2.800 metros, a Avenida Almirante Reis reúne mundos distintos. Os novos condomínios em construção e os hotéis boutique partilham a paisagem com as pequenas mercearias portuguesas e asiáticas. É nesta diversidade, entre a tradição do comércio de bairro e a renovação da oferta urbana, que surgem novas oportunidades de negócio. O número 79 da Avenida Almirante Reis, um edifício que permaneceu durante anos à espera de uma solução, vai ser transformado num empreendimento residencial, um investimento de 11 milhões de euros. A responsável pelo projeto é a Flipstone, uma promotora imobiliária criada em 2024 por um grupo de investidores portugueses e internacionais, que encontrou neste imóvel a oportunidade para avançar com o maior projeto do seu portefólio: 27 unidades residenciais e um espaço comercial, numa das principais artérias de Lisboa.
A localização, junto a uma estação de metro, é um dos trunfos do empreendimento, pensado para quem procura viver no centro da cidade, mas também para investidores interessados no mercado de arrendamento. A operação reflete a estratégia da Flipstone de procurar edifícios devolutos ou com problemas por resolver. “O nosso foco é encontrar oportunidades, desenvolvê-las e promovê-las”, explica Hugo Rosa, managing partner da empresa, ao Jornal Económico.

O empreendimento vai disponibilizar sobretudo apartamentos de tipologias T0 e T1, além de um T3 e de uma loja ao nível da rua. Os preços previstos situam-se entre os 350 mil e os 550 mil euros, com o T3 a apresentar um valor superior. A promotora pretende chegar a diferentes perfis de clientes, desde investidores interessados no arrendamento a compradores que procuram habitação própria numa localização central. “A Almirante Reis ainda é uma zona que tem procura por estudantes e estamos também focados num perfil de casais jovens, de classe média e média-alta, que querem continuar a viver no centro de Lisboa”, afirma Hugo Rosa.

A proximidade do metro é outro dos argumentos centrais do projeto. A estação fica à porta do edifício, uma característica que a Flipstone considera particularmente relevante para quem privilegia a mobilidade e quer reduzir a dependência do automóvel nas deslocações quotidianas. A empresa identifica ainda potenciais compradores estrangeiros, nomeadamente britânicos e norte-americanos, que procuram habitação nova em zonas centrais da capital. “Há sempre aqui também um target de alguns expatriados que possa interessar. Muitas vezes, procuram construção nova no centro da cidade”, explica Hugo Rosa, que destaca a escassez deste tipo de oferta em localizações centrais.

A escolha do imóvel resultou, por sua vez, da possibilidade de ultrapassar constrangimentos que tinham dificultado o avanço do projeto. Segundo o responsável, o Almirante Reis 79 esteve no mercado durante mais de três anos sem que se concretizasse uma solução. A existência de inquilinos comerciais e a complexidade da operação terão contribuído para afastar outros interessados.
“Percebemos que havia uma oportunidade de aumentar os metros quadrados de construção, o que, como é óbvio, daria também um excelente projeto a nível financeiro”, afirma. Para a Flipstone, o empreendimento representa um salto de escala numa atividade ainda recente. “Estamos sempre à procura de projetos em Lisboa e, claro, na Almirante Reis também”, conclui Hugo Rosa.
De acordo com os Censos de 2021, a Avenida Almirante Reis totalizava uma população de 42.132 habitantes (aumentou 4% desde 2011), mas o número de prédios residenciais não cresceu ao mesmo ritmo. E o preço das casas disparou. Hoje em dia, os valores de venda na zona superam os seis mil euros por metro quadrado. Em 2016, o valor rondava os 2200 euros por metro quadrado.

Um dos moradores da Avenida Almirante Reis contou ao Jornal Económico que comprou há 15 anos um apartamento por 110 mil euros. Explicou que, apesar de viver numa zona próxima, decidiu mudar-se para aquele local por o prédio dispor de elevador. O imóvel tem dois quartos, duas casas de banho, cozinha, despensa e duas varandas. Segundo fontes de mercado, este apartamento valerá agora mais de 500 mil euros. “Há investidores que andam à procura de casas para remodelar e depois vender mais caro ou alugar. Mas, especificamente, nesta avenida, é muito difícil encontrar espaços disponíveis”, explica um consultor imobiliário.

O facto de ser uma das avenidas mais dinâmicas de Lisboa tem levado ao aparecimento de novos projetos imobiliários. De entre os projetos que a Dils tem em comercialização é percetível que as tipologias mais pequenas de T0 a T2 são predominantes e apresentam a recuperação de edificado pré-existente como o Almirante Reis 67 com T1 a T3, Praça do Chile 16 com T0 e T1. São normalmente edifícios de pequena escala, com um número reduzido de apartamentos, mas que contribuem para a regeneração e revitalização da área. “A Avenida Almirante Reis apresenta uma proposta de investimento diferenciadora no contexto de Lisboa, combinando centralidade, excelente acessibilidade, potencial de reabilitação imobiliária e um processo de reposicionamento urbano ainda em curso. O principal argumento de investimento reside na transformação progressiva de um eixo tradicionalmente marcado por uma forte componente residencial e comercial, multiculturalidade e alguma heterogeneidade urbana, num conjunto de bairros com identidades próprias e crescente atratividade para novos perfis de residentes”, sublinha Patrícia Barão, partner residential da Dils Portugal, ao Jornal Económico.

De acordo com a especialista da Dils Portugal, as principais mais-valias para investidores podem ser sintetizadas em dois pontos principais. “O potencial de reabilitação e reposicionamento, através da coexistência de edifícios históricos, imóveis por modernizar e projetos de reabilitação bem conseguidos. E a diversidade da procura, com a combinação entre centralidade, transportes públicos, comércio de proximidade e diferentes ambientes residenciais que permite direcionar o investimento imobiliário para uma amplitude diversificada da procura (jovens profissionais, estudantes, famílias e residentes internacionais) quer para venda como para arrendamento”, explica Patrícia Barão.

Nova fase
A requalificação, orçada em 20 milhões de euros, é outros dos pontos fortes para atrair mais residentes. A nova Almirante Reis, que atravessa três freguesias – Areeiro, Arroios e Santa Maria Maior, vai ter mais árvores, mais estacionamento e ciclovias. “O projeto de requalificação da Avenida Almirante Reis encontra-se a ser desenvolvido, dentro dos trâmites normais. Prevê-se que já em 2027 haja lugar ao lançamento do concurso de empreitada de obra pública”, diz fonte da Câmara Municipal de Lisboa ao Jornal Económico.

A autarquia acrescenta ainda que o projeto “constitui-se como uma solução de conciliação entre diversas formas de mobilidade – com a coexistência da circulação viária, ciclável e pedonal -, a par de outros pressupostos indicados no processo participativo prévio, como o foram a arborização dos passeios nas laterais, ou a maior aproximação entre o canal ciclável e os espaços comerciais e residenciais”. “De forma geral, mantêm-se os pressupostos da proposta já apresentada, sendo que até à conclusão da revisão do projeto de execução para requalificação da Avenida, poderão existir ajustes de pormenor ao projeto, designadamente na conciliação com os projetos de arquitetura desenvolvidos para a requalificação da Praça do Martim Moniz, situada a jusante e que é, também ela, um projeto absolutamente estratégico do atual mandato autárquico; ou mais a norte desta fase um, na articulação com a Praça do Chile e com as artérias transversais”, sublinha fonte da Câmara Municipal de Lisboa.
A procura por experiências mais autênticas também se reflete na oferta hoteleira da zona, que atrai visitantes estrangeiros interessados em descobrir uma Lisboa fora dos circuitos turísticos mais tradicionais. Num dos hotéis da área, a taxa de ocupação ronda os 90%, com hóspedes europeus e americanos. “As pessoas procuram uma experiência mais autêntica”, resume um responsável pela receção. A Almirante Reis prepara-se para uma nova fase, marcada pela chegada de investimento e pela transformação do espaço urbano.

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Netanyahu fía su reelección a la promesa de otra guerra con Irán y al rechazo a los árabes

En octubre de 2023, cuando el shock inicial por el ataque de Hamás iba dando paso a la interiorización de que había sido el mayor fiasco de seguridad en las siete décadas de historia del Estado de Israel, casi nadie pensaba que Benjamín Netanyahu seguiría como primer ministro tres años más tarde. Tampoco que un país acostumbrado a coaliciones amplias y a adelantos electorales (ninguno fue tanto a las urnas entre 1996 y los últimos comicios, en 2022, cada 2,4 años) completaría la legislatura justo esta vez. Y, menos aún, ambas combinadas: que, tras cuatro años de polémicas y guerras, Netanyahu llegaría a la recta final de las elecciones —que se celebran el martes— con menos apoyo y popularidad, pero con probabilidades de mantenerse en el poder. “No me rendiré”, reza uno de los carteles electorales con su rostro.

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© Ariel Schalit (AP Photo/Ariel Schalit)

Benjamín Netanyahu, este jueves en Tel Aviv.
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Escribir literatura en un periódico

No creo que tenga ningún sentido esa distinción tan frecuente entre literatura y periodismo. La literatura se hace de diversas maneras, en lugares o espacios distintos: el libro, el escenario, el periódico. No me refiero a la colaboración literaria sin más, a lo que se llama “la firma”, para distinguir a quien escribe de los periodistas sujetos a las obligaciones y los ritmos de la actualidad. El periodista es tan literato como el novelista o el poeta. Hay novelistas buenos y malos, como hay poetas, o autores dramáticos, y periodistas también. No es que el periodismo sea un género inferior, o menor, siguiendo la manía jerárquica que tanto daño hace a la percepción justa de lo escrito. Tampoco las fotos que se publican en el papel de periódico son de por sí inferiores a las que se exhiben bien impresas y enmarcadas en las galerías de arte. Las fotos de asesinos y mendigos de Weegee se publicaban en las páginas del New York Post en los años cuarenta, y las de Cartier-Bresson o André Kertész y tantos otros ilustraron la edad de oro de las revistas gráficas. En España, por no ir tan lejos, uno de los mejores fotógrafos del siglo XX fue el gran Santos Yubero, que retrataba lo mismo la celebración del 14 de abril en Cibeles que la faena de un torero o una jugada de fútbol, y al que nadie otorgó consideración de artista mientras vivía. En los años treinta escritores de mucho postín —Unamuno, Baroja— firmaban artículos en los periódicos, pero su prosa, leída hoy, es más vacua y retórica que la de los reportajes espléndidos de Chaves Nogales, Josefina Carabias, Gaziel, Josep Pla. Cuando yo tenía 14 o 15 años, allá por los primeros setenta del siglo pasado, mi aspiración de ser escritor era inseparable de la de ser periodista, y mis héroes eran Manu Leguineche y otro gran reportero ahora olvidado, Enrique Meneses, que había sido el primero en localizar y entrevistar a Fidel Castro en Sierra Maestra.

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El País Semanal 50 Aniversario

Este artículo forma parte del especial aniversario de la revista que se publica en su edición impresa el domingo 25 de octubre.

© EL PAÍS

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Así fue la felicitación de la Familia Real a los músicos y el inesperado saludo fuera de protocolo tras el concierto de los Premios Princesa de Asturias 2026

El baño de masas de Leonor. (EFE/Ballesteros)

Cuando los últimos acordes del Lobgesang de Felix Mendelssohn dejaron de sonar y los aplausos en la Sala Principal comenzaron a apagarse, tuvo lugar el momento más espontáneo de la noche en Oviedo. Lejos de la rigidez de los palcos y del protocolo oficial, los reyes Felipe y Letizia, acompañados por la princesa Leonor y la infanta Sofía, protagonizaron un doble encuentro fuera de programa que demostró la complicidad de los cuatro en su regreso al Principado.

El primer gesto de la velada se produjo entre bambalinas. Nada más concluir la sinfonía, la Familia Real al completo quiso bajar a camerinos para felicitar personalmente a los grandes artífices de la velada: los músicos de la Orquesta Sinfónica del Principado de Asturias (OSPA), el Coro de la Fundación y, muy especialmente, al director Nuno Coelho y a los solistas Sylvia Schwartz, Pilar Alva-Martín y Santiago Ballerini. En una charla distendida y plagada de sonrisas, los Reyes y sus hijas trasladaron su admiración por el exigente repertorio interpretado, regalando una imagen de cercanía y calidez que pocas veces captan las cámaras de televisión.

Pero la gran sorpresa esperaba a las puertas del Palacio de Congresos. Pese a que el plan inicial marcaba una rápida retirada hacia el Hotel de la Reconquista para descansar de cara a la maratoniana jornada del viernes, los cuatro decidieron retrasar su partida para acercarse a las vallas exteriores. Fue allí donde don Felipe rompió por completo el protocolo, deteniéndose a charlar con los ovetenses, estrechar manos e incluso posar con una sonrisa en varios selfies con el público congregado en la plaza de la Gesta, mientras Leonor y Sofía correspondían con enorme complicidad al cariño de los vecinos que las aclamaban.

Tras el XXXIV Concierto #PremiosPrincesadeAsturias, los Reyes, la Princesa de Asturias y la Infanta Sofía han felicitado al director de orquesta Nuno Coelho, a la Orquesta Sinfónica del Principado de Asturias (OSPA) y al Coro de la Fundación Princesa de Asturias.… pic.twitter.com/O3kC9sK0dd

— Casa de S.M. el Rey (@CasaReal) October 22, 2026

Rumbo al Hotel de la Reconquista

Tras apurar esos últimos minutos de calidez y afecto con los vecinos que aguardaban en la plaza de la Gesta, don Felipe, doña Letizia y sus hijas pusieron rumbo al emblemático Hotel de la Reconquista para retirarse a descansar. Con esta cálida despedida en el Auditorio, la Familia Real cerraba la primera gran cita oficial de su agenda en Oviedo, un debut que inaugura formalmente tres intensas jornadas consagradas al talento y la cultura.

Esta primera toma de contacto, marcada por las risas compartidas y la cercanía a pie de calle, sirvió para templar el ambiente y recargar energías antes de afrontar los compromisos de mayor peso y solemnidad de todo el fin de semana.

Un viernes decisivo para Leonor

La calma nocturna dará paso este viernes a una jornada milimétricamente cronometrada y con un claro cariz histórico para la heredera de la Corona. A las 12:30 horas, la princesa Leonor vivirá uno de los hitos más relevantes de su trayectoria institucional al recibir por primera vez en solitario a los galardonados con los Premios Princesa de Asturias 2026 en el Salón Covadonga del hotel, asumiendo sin la presencia de sus padres el contacto directo con personalidades de escala global.

El punto culminante de la estancia llegará por la tarde: a las 18:30 horas, el Teatro Campoamor abrirá sus puertas para celebrar la solemne ceremonia de entrega de premios presidida por los Reyes y con la presencia de Leonor y la infanta Sofía, devolviendo a la Familia Real al centro del protocolo más riguroso.

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La moda fatta a pezzi di Beate Skonare Karlsson

Questo è un articolo del nuovo numero de Linkiesta Etc dedicato al tema dei limiti, disponibile in edicole selezionate a Milano e Roma, e negli aeroporti e nelle stazioni di tutta Italia. E ordinabile qui.

«I limiti del mio linguaggio significano i limiti del mio mondo», scrive nel 1921 il filosofo Ludwig Wittgenstein nel suo Tractatus Logico-Philosophicus, proposizione 5.6: una frase breve, quasi una puntura di spillo nel velluto nero della logica, eppure sufficiente a far sanguinare un secolo intero. In Beate Skonare Karlsson, però, i limiti non sono soltanto linguistici. Sono muscolari, economici, scenografici, sociali, epidermici. Sono il punto in cui una modella cade e la moda, per una volta, non riesce a fingere di non aver visto. Sono il tacco che si spezza, la cucitura che cede, il pubblico che lancia rifiuti come una folla medievale con accesso al front row. Sono il corpo che smette di essere tempio e torna a essere incidente, animale, carne con una laurea breve in imbarazzo. Il limite, in Karlsson, non somiglia a una legge. 

Somiglia a una sutura mal chiusa nel corpo del lusso: la passerella ci cammina sopra con aria innocente, ma basta un passo troppo sicuro perché la ferita si riapra. Non delimita soltanto uno spazio, lo rende sensibile. Entri nella moda convinto di conoscere il catechismo spettrale del defilé, quell’arte di camminare come se il mondo fosse stato stirato a vapore, e lei ti mostra che la grazia, spesso, è una ferita amministrata con buone maniere. Cadono le modelle. Si sfasciano i vestiti. Le scarpe diventano zampe, artigli, protesi di un bestiario scandinavo che ha letto Vogue e poi ha deciso di mordere il direttore marketing. Il pubblico viene trascinato dentro il rito: da spettatore a complice, da occhio a gesto. Beate nasce a Stoccolma nel 1995, ma non nella Svezia levigata, con il design in ordine e il trauma sotto un tappeto Ikea. Viene da una Scandinavia più carnale e nerissima, dove l’oggetto quotidiano può diventare creatura. Cresce fra musica, sorelle creative, piccoli mondi fabbricati a mano; a diciannove anni va a New York per Parsons, poi passa da Central Saint Martins, Coach e Pyer Moss. È lì che l’accessorio smette di essere orpello e diventa frase filosofica con una fibbia. Prima che Avavav diventi sinonimo di passerella che crolla ridendo, Karlsson lavora sulla mutazione: The Bum, replica indossabile in silicone del sedere di Kim Kardashian, e poi le chicken feet shoes indossate da Doja Cat, trasformano celebrity culture e anatomia in zoologia morale.

Avavav, collezione autunno/inverno 2026-27: maglione a rete geometrica

Quando nel 2020 entra nell’orbita di Avavav, marchio fiorentino nato prima di lei e poi reincarnato sotto la sua direzione creativa, trova il teatro ideale: scarti nobili, tessuti deadstock, artigianalità italiana, residui aristocratici del lusso da rianimare come spiritelli in sartoria. Firenze, ma dopo una seduta spiritica con TikTok. Avavav cerca libertà creativa, humour, entertainment, evoluzione del design. Karlsson la chiama creative playhouse, ma non è un parco giochi: è una clinica del contemporaneo con le giostre accese. «Credo che la moda abbia un rapporto complicato con i limiti», dice Karlsson. «Alcuni sono necessari, altri sono giustificati. Abitudini ereditate che non abbiamo messo abbastanza in discussione». Dentro questa frase educata c’è un’intera anatomia del sistema: calendario, produttività infinita, obbligo di mostrarsi, tic della rilevanza, devozione alla novità. Il limite da smascherare è quello che decide, in silenzio, come un designer debba esistere: produrre, mostrare, esibire, restare visibile senza sembrare esausto. «La libertà totale può essere paralizzante», aggiunge. Dunque non abolire ogni confine, gesto da adolescente con forbici e cattiva playlist, ma scegliere quelli che proteggono il lavoro e lasciar morire quelli che lo soffocano. 

La prima grande soglia pubblica è Filthy Rich, primavera estate 2023. Le modelle cadono intenzionalmente, trasformando l’errore più temuto della passerella in grammatica. La caduta non è una gag. È un memento mori. È il capitalismo estetico che scopre la gravità, questa vecchia comunista. La moda, che vende verticalità si ritrova orizzontale, umana, sporca. Con Fake It Till You Break It non cedono più i corpi, cedono i vestiti. Top che si aprono, minigonne che franano, tacchi che si spezzano, set che collassa. Il lusso non teme il brutto, teme il difetto. Con No Time to Design, No Time to Explain il limite diventa tempo: contratti, fornitori, avvocati, ritardi, ansia, l’agenda che divora l’immaginazione con le posate da dessert. Karlsson lo dice senza ornamenti: il problema non è solo la velocità del ciclo moda, ma «la frammentazione del ruolo, soprattutto in un piccolo marchio. Non ti limiti a disegnare, fai tutto». Il sogno si trasforma in una contabilità del nervo. Poi arriva Thanks For Your Feedback. Sullo schermo scorrono commenti velenosi, il pubblico è invitato a lanciare spazzatura sulle modelle: bucce di banana, lattine, uova, cartacce. La sezione commenti diventa materia. Il like diventa braccio. 

L’algoritmo trova finalmente un cassonetto. Qui il limite è etico. Karlsson lo formula con precisione: «Tutto si riduce al consenso e all’autonomia. Nessuno dovrebbe sentirsi intrappolato, esposto o spinto a fare qualcosa contro la propria volontà». E ancora: «Nel momento in cui qualcosa accade a spese di qualcuno, anziché con lui, il confine è superato». È questo che la salva dal cinismo: non addomestica la violenza che convoca, ma non finge che sia innocente. La vergogna, in questo teatro, è una corrente sotterranea. Karlsson non la tratta come jersey o pelle. La lascia affiorare, perché «ci sono tantissime cose che possono causare imbarazzo. È ovunque». L’imbarazzo è produttivo quando resta visibile per un momento, come una macchia su un abito costoso che improvvisamente lo rende più interessante del gala. Il lavoro, dice, forse serve a evitare «un crollo silenzioso». Meglio far cadere le cose fuori che lasciarle franare dentro. Nel 2025, con The Hole, la soglia si fa quasi sepolcrale. I modelli emergono da una fossa come cadaveri risorti, coperti di terra, sangue, stanchezza, mani scheletriche.

Avavav, felpa con cappuccio Shoulderless Hoodie, collezione autunno/inverno 2026-2026.

Il corpo non è tempio, ma scavo archeologico con pressione bassa. Il grottesco perde brillantezza pop e diventa grave, quasi tenero. È una moda che non finge salute eterna. Finalmente. Con Adidas, Karlsson ironizza sulla performance sportiva: High fashion, low performance, piccolo manifesto contro l’efficienza in sneaker costose e inutili per correre. Poi, con Soon on Sale, compie un gesto meno teatrale e forse più spietato: mette la collezione nell’aldilà commerciale della moda, l’outlet. Non più corpi caduti, abiti rotti, spazzatura. Qui la catastrofe è silenziosa: ha un’etichetta, una percentuale, un neon stanco sotto cui anche il desiderio sembra chiedere il rimborso. Il titolo è una bestemmia pronunciata con educazione. Invece di fingere che il nuovo nasca puro, Avavav lo mostra come se fosse già stato bocciato dal mercato. L’aura benjaminiana non muore solo quando l’opera viene copiata, ma quando viene scontata dell’80 per cento e appesa sotto una luce da supermercato depresso. 

Un abito rosso di paillettes con la scritta 80% Sale sulla schienauna pugnalata perfetta fra gala e bancarella. Qui il limite diventa economico, ontologico: quando un vestito smette di essere desiderio e diventa avanzo? Il Minotauro del sistema moda non vive in un labirinto. Vive nei margini, nelle giacenze, nei resi, nelle percentuali innominabili. Nel 2026, con The Female Gaze, Karlsson ribalta il dispositivo: le modelle osservano, gli ospiti camminano. Il front row resta senza scudo. Alcuni attraversano lo spazio in fretta, dice lei, quasi volessero scendere dalla passerella prima di diventare se stessi. Altri rallentano, si offrono, si godono i quindici secondi di fama. Poi nasce «una sorta di silenzioso effetto domino». La moda, che vive guardando corpi, costringe il pubblico a diventare corpo guardato. Non ti spoglia. Ti osserva. È molto peggio. La viralità resta lì, coinquilina brillante e tossica. Karlsson non la insegue più: «La visibilità precede la struttura. Dall’esterno può sembrare crescita, ma internamente crea pressione». Il vero lavoro, ora, è costruire fondamenta, una squadra, un ritmo. Non essere più vista, ma reggere lo sguardo.

Avavav, The Female Gaze, collezione autunno/inverno 2026-2027: blazer nero dal taglio sartoriale asciutto e strutturato. Sotto, shorts ibridi grigi con tagli asimmetrici (cut-out) e calze autoreggenti integrate con le calzature monster toes o anatomical feet.

Avavav è diventato famoso facendo rumore, ma il rumore non basta a fondare una casa. Ecco allora il cuore del suo pensiero: la soglia non è ciò che Karlsson attraversa, è ciò su cui ci costringe a sostare: «Per me non si tratta tanto di eliminare del tutto i limiti, quanto piuttosto di sceglierli con cura». È una frase adulta, quasi scandalosa in un’epoca che confonde la trasgressione con la digestione rapida di qualunque cosa. Il limite giusto non è censura. È forma. È ritmo. È una stanza abbastanza stretta perché il pensiero smetta di svenire nel troppo spazio. Per questo la sua biografia è già una teoria della soglia. Stoccolma e New York. Arte e prodotto. Meme e sartoria. Mostro e capo vendibile. Ironia e dolore. Corpo e mercato. Karlsson rifiuta due trappole opposte: l’artista pura che non deve vendere nulla e la stilista commerciale che deve fingere di non pensare. Si sforza di stare in mezzo, dove il prodotto deve funzionare e tuttavia l’idea deve mordere: «Non mi piace ridurre un marchio a un singolo prodotto», dice. «È più come un cast di personaggi». Infatti Avavav è una compagnia teatrale di oggetti lunatici: scarpe a forma di dito, borse larva, sciarpe millepiedi, pantaloni Shar Pei. Oggetti, ma anche personalità. Una piccola borghesia del mostruoso, vestita benissimo. 

Resta il limite personale, forse il più difficile. Karlsson lo dice senza eroismo: non è più disposta ad accettare lo squilibrio, «l’idea di dover scegliere tra avere una vita e dedicarsi completamente alla creatività». È quasi commovente, detta da una designer che ha fatto cadere modelli, abiti, pubblici, prezzi e certezze. La prossima soglia non sarà necessariamente spettacolare. Sarà quotidiana. Creare una struttura in cui vita e lavoro possano coesistere: «Perché credo che il lavoro risulti più efficace quando non nasce dalla stanchezza». In un sistema che scambia l’esaurimento per passione, questa frase è più sovversiva di qualunque tacco artiglio. Beate Skonare Karlsson lavora lì, sul bordo dove la moda perde il contegno e, nel panico, dice finalmente qualcosa di interessante. Non demolisce il lusso. Fa di peggio: gli toglie la sedia mentre posa.

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Barcelona fue este verano la segunda urbe europea con más muertes por el cambio climático

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El área metropolitana de Barcelona fue este pasado verano la segunda conurbación europea con mayor número de muertes adicionales (1.587) por calor excesivo atribuido al cambio climático, solo superada por Milán (1.627). Así lo indica investigadores del Imperial College de Londres.

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Cierra 'Litoral', la revista que fue germen de la Generación del 27

Apareció en la dictadura de Primo de Rivera, se afianzó en la República, sobrevivió a la Guerra Civil, continuó en el exilio y regresó a España poco antes de la vuelta de la democracia. Lorca, Alberti o Picasso fueron algunos de sus colaboradores Leer

Apareció en la dictadura de Primo de Rivera, se afianzó en la República, sobrevivió a la Guerra Civil, continuó en el exilio y regresó a España poco antes de la vuelta de la democracia. Lorca, Alberti o Picasso fueron algunos de sus colaboradores
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