Presidenciais. Lula pede desqualificação de Flávio Bolsonaro

© SEBASTIAO MOREIRA/EPA

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A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe do presidente informou que irá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 11h desta quinta-feira (22) para protocolar sua resposta às condições impostas pelo senador, que aceitou o desafio, mas disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:
Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.
À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE às 11h desta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.
Flávio reagiu em nota. Disse receber “com entusiasmo” a declaração de que Lula abrirá a “caixa-preta do Planalto” e esperar que não seja “apenas mais uma promessa não cumprida”. O texto não diz se representantes do senador irão ao TSE nesta quinta para formalizar a abertura de seus sigilos.
At a press conference, Camilo Santana, campaign coordinator for the Workers’ Party (PT), explained that the head of state seeking reelection has no problem with the conditions imposed by the other side. Santana said that regarding all the conditions Flávio has set, the president’s response is that he does not oppose anything proposed, as long as Flávio complies with and discloses everything contained in the request filed with the Superior Electoral Court (TSE).
The PT team specified that Thursday at 11:00 a.m. local time is the deadline for the far-right Liberal Party candidate to release his financial data and that of his circle, adding that Bolsonaro cannot wait until after the elections and that the deadline expires tomorrow.
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The topic stems from last Sunday’s televised debate, in which Lula challenged the far-right senator to disclose the bank accounts of both candidates to show “who is honest and who is a thief.”
Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said he would submit authorization to the Superior Electoral Court (TSE) to lift bank secrecy protections on his accounts and those of his family members.
— teleSUR English (@telesurenglish) October 20, 2026
However, Lula said the measure depended on his presidential rival, Flavio… pic.twitter.com/c1kkaSNQuX
After the debate, the president presented a formal authorization before the electoral body on Tuesday to release his data and that of his wife and children, but Bolsonaro responded that he would only agree if the review were extended to people linked to the government’s circle.
The PT has accepted the conditions and added to the review the finances of former chief of staff Marco Aurélio Santana Ribeiro and of the president’s brother, José Ferreira da Silva, as well as the record of businesswoman Roberta Luchsinger’s access to the Presidential Palace.
After accepting the requests, the Workers’ Party team questioned the opposition’s delay in joining the initiative. Santana said that if Bolsonaro owes nothing, he should have accepted President Lula’s challenge last Sunday.
LULA CHALLENGES FLÁVIO BOLSONARO to open their BANK ACCOUNTS & PHONE RECORDS to prove who is ‘CORRUPT’ ahead of elections
— RT (@RT_com) October 19, 2026
‘I OPEN MINE, MY ENTIRE FAMILY’S — AND YOU OPEN YOURS’
‘BECAUSE I ASKED ABOUT THE HOUSE, AND YOU DIDN’T EXPLAIN’ https://t.co/ViNL9bR6Kh pic.twitter.com/c1OzNRWevE
Javier Milei ha convertido sus insultos en una seña de identidad que levanta polvareda allí donde va. España y Brasil han vivido de forma esporádica lo que en Argentina ocurre a diario: opositores, periodistas y economistas críticos son calificados como “mierdas humanas”, “basuras repugnantes”, “imbéciles”, “idiotas” y “corruptos”, entre muchos otros agravios. En el exterior, sus blancos favoritos son líderes políticos progresistas, a los que denosta sin importar que sus palabras causen crisis diplomáticas inéditas entre países con lazos históricos.

© EPV
Com o segundo turno se aproximando, o cenário eleitoral permanece acirrado. O cientista político Lucas de Aragão, da consultoria Arko Advice, avaliou as estratégias dos dois candidatos para o último debate antes da eleição, marcado para sexta-feira (23).
Aragão prevê posturas distintas dos dois candidatos no encontro na TV Globo. De acordo com ele, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve adotar um tom mais moderado.
“Pelo que eu falei com a campanha, não vai ser aquele tom tão agressivo, debochado”, declarou Aragão durante o Hora H desta quarta-feira (21).
Já em relação a Lula, o analista apontou uma dificuldade recorrente: o candidato tende a improvisar durante os debates, contrariando o que é orientado por seus assessores. “O Lula treina de um jeito e vai para o debate de outro”, observou Aragão.
O analista também mencionou que a campanha de Flávio deve explorar as declarações de Roberta Luchsinger, assunto que, segundo trackings internos, teria repercutido negativamente para Lula.
Ele observou que, no debate anterior, promovido pela Band, Flávio conseguiu ditar a pauta e tirar Lula do equilíbrio em vários momentos.
Apesar do clima de tensão previsto, Aragão demonstrou certo otimismo em relação ao conteúdo do debate final. Para ele, o baixo nível dos embates anteriores, marcados por ataques e a falta de impacto sobre os indecisos, pode levar os candidatos a adotarem uma postura mais propositiva.
“Talvez a gente veja dois candidatos um pouquinho mais comportados, propositivos para tentar falar com o indeciso”, afirmou.
Aragão apontou que Flávio mantém uma ligeira vantagem, mas que a campanha de Lula conseguiu movimentar o pleito nas últimas semanas, apesar de ter largado em desvantagem. “Saiu atrás com 2,2 milhões de votos no primeiro turno”, lembrou.
O analista destacou que o estoque de votos disponíveis para o segundo turno não é favorável ao candidato do PT, uma vez que a maioria dos candidatos eliminados no primeiro turno possui um eleitorado mais alinhado ao antipetismo do que ao antibolsonarismo.
Ainda assim, Aragão reconheceu que a campanha de Lula conseguiu gerar fatos novos e movimentar a disputa. “Ele tem que reduzir a abstenção, principalmente no Nordeste, onde é uma votação mais desequilibrada”, disse.
A estratégia inclui ainda tentar converter votos da chamada terceira via, estimando uma divisão de 60% para Flávio e 40% para Lula entre esses eleitores.
El presidente de Telefónica, Marc Murtra, ha desplazado este miércoles a Brasil a la práctica totalidad de la cúpula ejecutiva y del consejo de administración de la compañía para celebrar un consejo especial y examinar sobre el terreno el desempeño de su plan estratégico Transform and Growth, lanzado hace doce meses. El movimiento del órgano de gobierno corporativo coincide con el tramo final de la campaña para la segunda vuelta de las elecciones generales del país latinoamericano.

© EFE
The initiative would redirect 26.8% of parliamentary budget amendments to fund the program, which the government says would strengthen working-class access to leisure and urban mobility.
It envisions reallocating 11.2 billion reais (more than 2.2 billion dollars) from the budget controlled by Congress, whose concentration of resources has historically limited the federal government’s ability to carry out social policies. The proposal still needs to pass Congress.
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The Brazilian government argues that this concentration of resources in parliamentary hands has historically limited the federal government’s capacity to carry out social programs. Reassigning the money, officials contend, restores room for initiatives aimed at urban mobility and access to leisure for the working class.
PESSOAL URGENTE 🚨
— Fandoms Com Lula ⭐️ (@fandomscomlula) October 21, 2026
Lula anuncia tarifa zero para ônibus aos fins de semana em todo o país. PEC foi enviada ao Congresso e prevê que parte do orçamento das emendas parlamentares financie a medida. #FandomsComLula pic.twitter.com/cYNB8bGf9q
During the same ceremony at Planalto Palace Lula signed a separate law forgiving 16 billion reais (about $3.1 billion) in tax debts accumulated by individual microentrepreneurs, a category that covers millions of small producers and self-employed workers.
Administration officials portrayed the debt pardon as a lifeline for families whose tax obligations had outpaced their ability to pay. The two measures, they said, respond to the same pressure weighing on popular households across Brazil.
The Brazilian President described the weekend transport plan as a pilot program. Its purpose is to measure the social and operational impact of the zero fare model before any decision to extend it nationwide.
Lula’s administration said the project complements the recent reduction of the working week, helping workers make effective use of their right to rest. Days before Wednesday’s event, Lula attended the Senate promulgation of a separate constitutional amendment that abolishes the six-days-on, one-day-off schedule. The change secures two paid days of rest each week, preferably Saturday and Sunday, and shortens the maximum work week without cutting pay.
🚍 MAIS TEMPO PARA VIVER!
— Lula (@LulaOficial) October 21, 2026
Hoje enviamos ao Congresso a PEC da Tarifa Zero, que propõe transporte público gratuito aos fins de semana e feriados em todo o Brasil e em cidades que possuem transporte público.
Essa proposta se conecta a uma conquista fundamental: o fim da escala… pic.twitter.com/yOcfXFuZ05
Despite criticism from far-right sectors backing Senator Flávio Bolsonaro, the executive said it will deepen its commitment to restoring rights and defending popular gains. The announcements come days before the October 25 presidential runoff in which Lula faces Bolsonaro.
The weekend fare initiative arrives as Lula’s administration pushes a broader agenda of recovering social and labor protections. The Brazilian President has linked the transit measure and the shorter work week as parts of a single effort to lift the weight of daily costs from working families.
A Polícia Federal agrupou todas as informações relacionadas a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, em um único inquérito. A medida foi adotada como estratégia para acelerar as investigações sobre suposto tráfico de influência no governo federal.
“Como as informações estavam meio jogadas, a PF diz que agrupou tudo em um caso só, o caso Lulinha”, explicou o analista de segurança pública Elijonas Maia durante o Live CNN desta quarta-feira (21).
Elijonas lembrou que os casos do INSS e do Master estão paralisados em um limbo jurídico, enquanto os inquéritos sobre suposto tráfico de influência, distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, não enfrentam o mesmo obstáculo.
Lulinha é investigado por suposto tráfico de influência, com o caso sob relatoria do Supremo Tribunal Federal. As investigações tiveram origem no inquérito sobre descontos associativos irregulares contra aposentados e pensionistas do INSS.
A partir das informações coletadas naquele processo, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha e mensagens encontradas durante as diligências, a PF reuniu novos elementos para abrir investigações separadas no STF.
Além de agrupar os processos, a PF pediu ao STF uma prorrogação do prazo de 60 dias para continuar as investigações.
Entre os elementos centrais da investigação está a figura da empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista que teria atuado para garantir contratos no governo federal para seu grupo e para Lulinha. Segundo as apurações, Lulinha seria a pessoa responsável por “abrir portas” para esse grupo.
Um dos beneficiados pela influência de Lulinha seria Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, empresário com quem o filho do presidente teria mantido parceria em uma empresa de produtos à base de cannabis e realizado viagens, incluindo uma a Portugal.
A PF já havia solicitado internamente ao setor de inteligência um levantamento completo de todas as viagens de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, além de informações sobre pagamentos, hospedagens e movimentações financeiras.
Esse levantamento seria feito em paralelo à análise da conta bancária de Lulinha, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo STF no início do ano.
Em resposta ao pedido de prorrogação, a defesa de Lulinha divulgou nota classificando as novas medidas requeridas pela Polícia Federal como “a mais clara e genuína expressão do fishing expedition“.
“É pesca probatória, você tentar buscar alguma prova em uma situação que já está aberta, mas que não tem nada, segundo a avaliação dos advogados”, explicou Elijonas.
Os advogados afirmaram ainda que, mesmo após a quebra de sigilo de Lulinha, nada foi encontrado que justificasse a continuidade das investigações.
A investigação começou a apontar para Lulinha quando uma testemunha afirmou à Polícia Federal que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Camilo Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger.
President Lula of Brazil said that Flavio Bolsonaro must disclose his financial records if he wants to debate him again before the runoff.
The post Brazil’s Lula Seeks Way Out After Debate Disaster: Won’t Face ‘Thief’ Flávio Bolsonaro Again Without Bank Records appeared first on Breitbart.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) suspender uma propaganda de rádio que diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sempre foi a favor da saidinha dos presos”.
Na decisão, o ministro afirmou que a campanha tem o direito de criticar a posição do petista sobre as saídas temporárias, mas ponderou que a peça pode induzir o eleitor a associar Lula a um crime cometido por um detento beneficiado pelo mecanismo.
A inserção traz uma fala de Lula sobre as “saidinhas” e, em seguida, uma notícia sobre um preso do semiaberto que, durante uma saída temporária, teria matado uma mulher e estuprado duas jovens. Na sequência, uma locutora diz: “Ninguém aguenta mais o Lula”.
Para Bellizze, a montagem pode sugerir que o presidente apoiaria a prática criminosa ou teria alguma responsabilidade pelo episódio. O ministro proibiu a retransmissão da peça e de versões que reproduzam, em essência, a mesma associação.
A questão, neste caso, é se a propaganda, ao relacionar a fala atribuída a ele com a notícia de um crime, sugere que ele apoiou ou teve responsabilidade pelo ocorrido. A associação construída pela peça, portanto, apresenta plausibilidade de extrapolar os limites da crítica política e de induzir a uma conclusão factual que, conforme os elementos trazidos com a inicial, não está demonstrada.
Marco Aurélio Bellizze
O tema das saídas temporárias tem sido explorado por Flávio Bolsonaro no segundo turno como uma das frentes de ataque a Lula. O candidato do PL acusa o presidente de privilegiar os direitos de criminosos em detrimento das vítimas.
Lula, porém, voltou a defender o benefício para presos de bom comportamento, sob o argumento de que a medida contribui para a ressocialização e para a manutenção dos vínculos familiares, mas afirma que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não devem ter acesso à saída temporária.
Em 2024, o Congresso derrubou veto de Lula e proibiu as saídas temporárias para visita a familiares de presos do semiaberto, mantendo a possibilidade para atividades educacionais previstas em lei.
A decisão de Bellizze é liminar e ainda será submetida ao plenário do TSE. No mérito, a coligação de Lula também pede a perda de tempo de propaganda eleitoral gratuita e a aplicação de multa à campanha de Flávio.
El humor del electorado brasileño oscila levemente a medida que se aproxima la hora de la verdad —el domingo, elecciones presidenciales— sin salir o sin alejarse mucho del empate técnico. La encuesta más reciente muestra este miércoles al senador Flávio Bolsonaro y al presidente Luiz Inácio Lula da Silva empatados dentro del margen de error, que es de dos puntos. El derechista saca un 45%, tras caer un punto en la última semana, frente al 44% de Lula, que se mantiene. El sondeo de Quaest, encargado por Globo y divulgado este miércoles, también detecta un ligero incremento de indecisos entre las mujeres, los electores independientes (ni Lula ni Bolsonaro) y los que reciben Bolsa Familia, una ayuda recién aumentada. El debate previsto para el viernes, el segundo entre ambos, puede ser decisivo.

© Jean Carniel (REUTERS)

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A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificam seus esforços para conquistar eleitores indecisos e reduzir abstenções. Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, um elemento comum passou a dominar a comunicação de ambos os lados: o conceito de mudança.
Segundo análise de Isabel Mega, pesquisas qualitativas realizadas por partidos e institutos de pesquisa identificaram que o eleitorado está em busca de transformação. A partir dessa percepção, as duas campanhas reajustaram seus discursos para incorporar essa narrativa, cada uma à sua maneira.
A campanha do PT passou a trabalhar com o conceito de “mudar para o rumo certo”, enquanto a do PL adota o slogan “mudar para melhor”. “Eles partem do mesmo conceito de que estão vendendo uma mudança ao eleitorado e, a partir daí, vão destrinchando o que seria essa mudança”, explicou Isabel Mega.
Para o PT, explorar esse conceito é especialmente relevante diante do discurso bolsonarista de que o modelo apresentado por Lula seria antigo e ultrapassado, e de que Flávio representaria o novo.
A resposta da campanha petista é argumentar que a mudança prometida pelo adversário envolve riscos para políticas sociais e para o posicionamento do país no cenário econômico e internacional.
Outro ponto de destaque na reta final da campanha é a disputa em torno dos temas de segurança pública e saúde. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta fortemente na pauta da segurança, com o candidato prometendo “devolver territórios às pessoas” e intensificar o combate à criminalidade — mensagem que ecoa tanto no rádio quanto na televisão.
Em resposta, a campanha de Lula aciona o tema da saúde e evoca a memória da pandemia de Covid-19, lembrando o saldo de mais de 700 mil mortes registradas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Como parte dessa estratégia, a campanha petista incluiu em sua propaganda a mãe do ator Paulo Gustavo, que morreu de Covid.
“Flávio tem mais dificuldade de entrar no tema da saúde, o Lula tem mais dificuldade de entrar no tema da segurança”, avaliou Isabel Mega.
Flávio Bolsonaro concentra a maior parte de sua agenda em estados onde venceu no primeiro turno — Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais —, mas também visita Ceará e Pernambuco, onde obteve apenas 31% dos votos, numa tentativa de reverter resultados ou mobilizar eleitores que se abstiveram no dia 4 de outubro.
Já Lula visita estados em que venceu, como Maranhão, Bahia e Pernambuco, mas foca especialmente nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, onde foi derrotado no primeiro turno.
A aposta é que o volume de eleitores nesses estados justifica o esforço de persuasão, mesmo diante de uma derrota anterior. “Esses três juntos são mais da metade dos votos de todo o país”, destacou o analista de Política da CNN Teo Cury.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve cerca de 56,1 milhões de votos, contra aproximadamente 53,8 milhões de Lula — uma diferença de menos de 3 milhões de votos. O cenário de polarização extrema faz com que cada detalhe, incluindo o nível de abstenção no próximo domingo (25), possa ser decisivo para o resultado final.
A expectativa em torno do debate previsto para a sexta-feira (23) também é elevada. Aliados de Flávio teriam aconselhado o candidato a adotar uma postura menos agressiva do que a observada no debate anterior. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula estaria se preparando para responder com mais ênfase aos ataques do adversário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (21) o envio ao Congresso Nacional da proposta da “tarifa zero” no transporte público. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê a gratuidade no transporte coletivo aos finais de semana.
A medida havia sido anunciada na última quinta-feira (15), em suas redes sociais. Na ocasião, o petista afirmou que a proposta será paga a partir de uma parte dos recursos de emendas parlamentares.
A formalização da PEC se dá a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e tenta agora reverter a desvantagem.
O governo estima um impacto fiscal de cerca de R$ 10 bilhões com a tarifa zero, a ser coberto por meio da destinação de emendas parlamentares impositivas. A base governista, no entanto, admite que a discussão no Legislativo pode levar à combinação de outras receitas para o financiamento.
O envio da PEC foi assinado em evento no Palácio do Planalto em que também foi formalizada a sanção do projeto de lei que aumenta o limite do faturamento dos MEIs (Microempreendedores Individuais).
Na cerimônia, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a PEC avança para uma “qualificação” de um percentual das emendas parlamentares.
A PEC prevê a destinação de, no mínimo, 26,8% do montante global anual das programações de execução obrigatória de emendas parlamentares individuais e de bancada.
Após o recebimento da PEC, caberá ao Congresso o avanço ou não da proposta. O trâmite de uma proposta do tipo exige análise em comissões e votações em dois turnos nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Como a CNN mostrou, a equipe de Lula chegou a avaliar a inclusão da medida no programa de um eventual quarto mandato de Lula. A ideia, porém, não foi para a frente, dada a avaliação de que seria necessário um remodelamento complexo no financiamento do transporte público para acomodar a isenção.
A coordenação da campanha petista chegou a discutir, mesmo antes do primeiro turno, incluir a tarifa zero no plano de governo do presidente. Também pesou para a decisão de não prometer a medida naquele momento uma determinação de Lula para que o programa de governo contasse apenas com propostas factíveis.
O Ministério da Fazenda chegou a pedir um estudo para testar possíveis caminhos para implementar a mudança de forma integral. Cálculos preliminares haviam mostrado que o custo fiscal poderia superar R$ 80 bilhões. Para driblar o alto custo da medida, optou-se por propor a gratuidade somente aos finais de semana e feriados.
Marco do transporte público
Lula já sancionou neste ano um projeto de lei que institui o chamado “marco do transporte público”, que propõe uma transformação no sistema e abre espaço para a tarifa zero. A proposta cria mecanismos para permitir que a União participe do custeio do transporte coletivo urbano, algo que atualmente está concentrado principalmente em estados, municípios e na tarifa paga pelos passageiros.
O marco também estabelece novas regras para concessões, subsídios, transparência e metas de universalização no transporte público.
O texto também cria diretrizes mais rígidas para contratos de concessão e prestação do serviço. Entre os pontos previstos estão regras de transparência de custos e fiscalização, metas de universalização do serviço, e objetivos de transição energética da frota.
O petista vetou uma parte importante do projeto sobre dispositivos que criavam obrigações financeiras mais concretas para União, estados e municípios.
O ponto mais relevante foi a retirada da regra que obrigava a aplicação de pelo menos 60% da arrecadação da Cide-Combustíveis em áreas urbanas. A lei sancionada ainda permite o uso da Cide para subsidiar tarifas do transporte público coletivo, mas sem vincular uma fatia fixa da receita. Na prática, o Executivo preservou margem para decidir se, quando e quanto poderá destinar ao setor.
Também foram vetados trechos que reforçavam a participação do poder público no custeio da operação.
Twenty million families living in poverty will begin receiving extra cash this week, just days before the runoff in Brazil’s closely contested presidential election. The 15% increase in payments from Bolsa Família (the Workers Party’s flagship anti-poverty program) that President Luiz Inácio Lula da Silva announced in September, shortly before the first round of voting, is reaching the pockets of the neediest just ahead of Sunday’s runoff vote.

© Ricardo Rimoli (EFE)
On Wednesday, polling firm Quaest revealed that Sen. Flavio Bolsonaro’s lead over President Luiz Inacio Lula da Silva in voting intentions for Brazil’s presidential runoff had narrowed from 2 points last week to just 1 point.
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If the election were held today, the far-right candidate, who received the most votes in the first round, would receive 45% of the vote, while the progressive president would garner 44%, indicating that the two remain statistically tied because the poll has a margin of error of 2 percentage points.
In the poll conducted last week by the same firm, the son of former President Jair Bolsonaro (2019-2022) had 46% of voter support, a decline of 1 point, while Lula, who is seeking reelection and a fourth nonconsecutive term, had 44%, unchanged from the previous survey.
The new poll, released just four days before the runoff scheduled for Oct. 25, confirmed that the presidential election ranks among Brazil’s most polarized, with the country still divided between the progressivism led by Lula and the far-right politics of the Bolsonaro clan.
Quaest: Lula amplia vantagem entre beneficiários do Bolsa Família. O candidato à reeleição aumentou de 60% para 62%. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 31% para 27%.
— GloboNews (@GloboNews) October 21, 2026
➡️ #GloboNewsRadar – de segunda a sexta, às 8h30, na #GloboNews. Assista na TV e no Globoplay pic.twitter.com/43AKlyZnCE
The text reads, “Quaest: Lula expands his lead among Bolsa Família beneficiaries. The candidate seeking reelection rose from 60% to 62%. At the same time, Flavio Bolsonaro (PL) fell from 31% to 27%.”
According to Quaest, which interviewed 2,154 voters between Saturday and Tuesday, the percentage of undecided voters rose from 1% to 2% over the past week, while the percentage of those intending to cast blank ballots or invalidate their votes remained at 9%.
The new poll was conducted after the candidates’ first televised debate on Oct. 18 and after the Brazilian president announced new measures. In addition to the reduction of the workweek from 44 to 40 hours, with two days off and no reduction in pay, Lula announced in recent days a measure to forgive microentrepreneurs’ debts and a bill to provide free bus transportation on weekends.
Bolsonaro received the most votes in the first round of the presidential election, with 47.03%, while Lula finished second with 45.16%, leaving a gap of less than 2 percentage points between them.
teleSUR/ JF
Source: EFE
La película de Pixar Monstruos, S. A. pasa en un mundo de fantasía donde toda una sociedad industrial se sostiene sobre la energía de los gritos de los niños. Para eso, hay toda una factoría, ocupando una gigantesca nave industrial, que va poniendo a disposición de monstruos profesionales puertas mágicas que les conducen a las habitaciones infantiles. Los monstruos entran, asustan y se van a quedar con los amigos o a cenar. Para ellos es una industria cualquiera.

© Cantero de las Muelas. Lucía