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MPF amplia ofensiva contra Meta no período eleitoral

22 October 2026 at 15:23

O MPF (Ministério Público Federal) intensificou suas ações contra a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante de denúncias de bloqueios em massa e restrições arbitrárias de perfis durante o período eleitoral de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

A ofensiva ocorre em paralelo à atuação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que também apurou a conduta da empresa e concluiu que a Meta não cumpriu todas as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O parecer do MPE, apresentado por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral que atua perante o TSE, avaliou as respostas fornecidas pela empresa e concluiu que elas não foram suficientes.

O documento, ao qual o âncora da CNN Gustavo Uribe teve acesso, sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, sem indicar valores específicos.

O que a Meta descumpriu segundo o MPE

De acordo com o MPE, a Meta não atendeu à exigência de disponibilização de estatísticas e filtros na ferramenta de inteligência artificial, nem garantiu o processamento igualitário das denúncias recebidas dentro das plataformas. O órgão também citou diferenças nas respostas da ferramenta de tradução utilizada nas plataformas da empresa.

O relatório aponta, porém, que a empresa cumpriu algumas determinações, como a reversão das restrições na conta de anúncios de campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da entrega de impulsionamento não servido.

Houve ainda cumprimento parcial da exigência de revisão humana prévia das restrições às contas de anúncio.

Origem da disputa no TSE

O caso teve início após questionamento do Partido dos Trabalhadores ao TSE, alegando que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios.

A campanha também apontou a aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Diante das alegações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o equilíbrio no tratamento das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa afirmou ter cumprido todas as determinações, mas o ministro solicitou que o MPE avaliasse as respostas. A Meta atribuiu os problemas identificados a falhas algorítmicas, afirmando não ter controle total sobre elas e que estaria trabalhando para resolvê-las.

MPF atua em diversas frentes

Além da atuação do MPE perante o TSE, o MPF também intensificou sua ofensiva por outras vias. Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, o órgão apresentou recomendações à Meta cobrando garantia de liberdade de expressão nas publicações realizadas no Facebook e no Instagram, bem como maior transparência na metodologia de distribuição de conteúdo nas plataformas.

A transparência na distribuição de conteúdo é apontada como um dos pontos centrais das críticas feitas pelas campanhas na reta final do período eleitoral.

Com o segundo turno a apenas três dias, o tempo para que novas decisões sejam tomadas e efetivamente cumpridas é considerado bastante restrito. A expectativa agora é pela decisão de Belizze com base no parecer do MPE e em todo o histórico do caso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

MPE pede providências para garantir voto de indígenas no segundo turno

20 October 2026 at 23:08

Logo Agência Brasil

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, providências para garantir que a população indígena possa votar no segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).

De acordo com o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, diversas lideranças indígenas relataram falta de transporte gratuito para o deslocamento dos eleitores no primeiro turno.

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Além disso, a falta de mesários que falam línguas indígenas também teria contribuído para a abstenção na votação.

Os problemas ocorreram nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará.

"Ante o exposto, e com o propósito de afastar impedimentos ao exercício do sufrágio pelas populações indígenas, solicita-se a Vossa Excelência o apoio institucional a fim de que sejam saneadas as dificuldades verificadas durante o primeiro turno de votação", solicitou o procurador.

No Amazonas, indígenas da Terra Indígena Vale do Javari ainda não têm transporte garantido para o segundo turno.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a solicitação do serviço foi protocolada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fora do prazo legal.

 

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