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São de Ponte de Lima os novos campeões mundiais de canoagem em C2 júnior

23 October 2026 at 22:52

Duarte Cunha e Gabriel Fernandes conquistaram hoje a medalha de ouro na prova de C2 júnior dos Mundiais de canoagem de maratona, em Gualeguaychú, na Argentina, elevando para sete o número de pódios de Portugal na competição.

A dupla limiana completou a prova em 1:09.21,66 horas, à frente dos húngaros Vince Toth e Ákos Takács, segundos classificados, em 1:10.16,51, e dos espanhóis Álvaro Pedrosa e Adrián Hermelo, terceiros, em 1:11.03,32.

Também hoje, Leonardo Barbosa conquistou a medalha de prata na prova de C1 sub-23, com o tempo de 1:30.08,00 horas, enquanto Martim Conceição garantiu o bronze na prova curta de K1 júnior.

Portugal soma ainda o ouro de Gabriel Fernandes e o bronze de Maria Sousa nas provas de C1 júnior, a prata de Ricardo Coelho na prova curta de C1 e o bronze de Fernando Pimenta na prova curta de K1.

São de Ponte de Lima os novos campeões mundiais de canoagem em C2 júnior
Foto: DR

Pimenta, que defendia o título mundial, terminou os cerca de 3,7 quilómetros em 11.24,45 minutos, numa prova ganha pelo sul-africano Hamish Lovemore, em 11.20,92, com o dinamarquês Mads Pedersen em segundo, em 11.23,46.

Na prova curta de C1, Ricardo Coelho foi segundo, em 13.06,10 minutos, atrás do espanhol Jaime Duro, que venceu em 12.49,11, enquanto o moldavo Serghei Tarnovschi terminou em terceiro, em 13.17,82. O português Rui Lacerda foi 11.º, em 13.57,40.

Na prova curta de K1 júnior, Martim Conceição terminou em 11.54,98 minutos, numa corrida ganha pelo sul-africano Keegan Vogt, em 11.38,28, à frente do húngaro Armin Palinkas, segundo em 11.51,80. Nuno Barros foi 19.º, em 13.11,10.

A prova de K1 sub-23 feminina, na qual participaria Andreia Duarte, foi cancelada.

Hoje, Portugal ainda terá Francisco dos Santos em competição na prova de K1 sub-23.

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Vitória regressa aos triunfos com goleada por 5-0

23 October 2026 at 22:43

O Vitória SC goleou hoje o Marítimo por 5-0, no jogo de abertura da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, resultado que deixa os minhotos mais afastados da zona baixa da tabela.

Os vitorianos interromperam uma série de cinco jogos sem vencer para a Liga e ao intervalo venciam 1-0, golo de Jakupovic (38 minutos), tendo os restantes tentos sido apontados por Paulo Henrique (48), na própria baliza, Oumar Camara (60), novamente Jakupovic (76) e Yeimar Mosquera (90), perante um Marítimo incapaz de responder e que somou a sétima partida seguida sem vencer na Liga.

Com este triunfo, o Vitória afasta-se da zona perigosa da tabela, sendo agora 11.º, com oito pontos, precisamente os mesmos pontos dos insulares, que baixam ao 13.º posto.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Marítimo, 5-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Jakupovic, 38 minutos.

2-0, Paulo Henrique, 48 (própria baliza).

3-0, Oumar Camara, 60.

4-0, Jakupovic, 76.

5-0, Yeimar Mosquera, 90.

Equipas

– Vitória SC: Lucas Furtado, Tony Strata, Borevkovic, Sidibé (Yeimar Mosquera, 78), João Mendes, Beni Mukendi, Gonçalo Nogueira (Doucet, 66), Samu (Alanzinho, 78), Gustavo Silva (Victor Andersson, 66), Oumar Camara e Jakupovic (Alioune Ndoye, 78).

(Suplentes: Oliwier Zych, Miguel Maga, Óscar Rivas, Mosquera, Mohammed Kebdani, Doucet, Mitrovic, Alanzinho, Victor Andersson, Miguel Nogueira, Patrick Ouotro e Alioune Ndoye).

Treinador: Tiago Margarido.

– Marítimo: Fran Vieites, Igor Julião, Gábor Szalai, Romain Correia, Paulo Henrique, Rodrigo Andrade, Raphael Guzzo (Ibrahim Alani, 69), Tomás Tavares (Simo Bouzaidi, 46), Maxime Domínguez (Nilton Varela, 69), Martín Tejón (Mons Bassouamina, 80) e Adrián Butzke (Maurice Boakye, 86).

(Suplentes: Alfonso Pastor, Gonçalo Tabuaço, Rafael Fernandes, Nathanael Ogbeta, Nilton Varela, Ibrahim Alani, Israel Ayuma, Samuel Bamba, Bryan Ekango, Simo Bouzaidi, Mons Bassouamina e Maurice Boakye).

Treinador: Mitchell van der Gaag.

Árbitro: Diogo Rosa (Associação de Futebol de Beja).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Gustavo Silva (12), Gonçalo Nogueira (17), Borevkovic (22), Raphael Guzzo (36), Tomás Tavares (36), Rodrigo Andrade (62) e Samu (63).

Assistência: 13.828 espetadores.

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Vizela consente reviravolta nos últimos minutos

23 October 2026 at 22:28

O Desportivo de Chaves venceu hoje o Vizela, por 2-1, com reviravolta no marcador já na fase final da partida inaugural da oitava jornada da II Liga portuguesa de futebol, disputada em Trás-os-Montes.

No municipal de Chaves, o Vizela entrou a dominar o encontro e Lacava inaugurou o marcador, aos 27 minutos, vantagem que resistiu até à reta final do tempo regulamentar, altura em que Júnior Mendes empatou a partida, aos 85, e em que os transmontanos asseguraram os três pontos já na compensação, com Marquinhos a protagonizar a ‘cambalhota’ no marcador, aos 90+5. 

Após um arranque com algumas pausas, a partida ganhou ritmo e intensidade, ainda que sem qualquer situação de perigo até aos 20 minutos, altura em que o Vizela assumiu o controlo do jogo, com mais posse de bola e argumentos ofensivos.

Aos 27, depois de falhar um primeiro remate, Lacava encheu o pé de fora da área e atirou a contar, inaugurando o marcador no municipal de Chaves.

Em desvantagem, os anfitriões subiram linhas e conseguiram chegar com perigo à área adversária, mas pecaram na finalização, enquanto Fortuné esteve muito perto de aumentar a vantagem para os vizelenses aos 40, com um cabeceamento que rasou a baliza transmontana.

No regresso dos balneários, o Desportivo de Chaves carregou no acelerador e intensificou a pressão, com inúmeras ocasiões de golo, obrigando o Vizela a recuar no terreno e a empenhar esforços na defesa.

Com o jogo a decorrer em sentido único, aos 85 minutos, após Marquinhos perder a bola, Robyn Esajas recuperou a bola e cruzou para área, onde, vindo de trás, Júnior Mendes apareceu para empatar o duelo.

Já nos descontos, na sequência de contra-ataque a favor dos transmontanos, Wilson assistiu Marquinhos que, na cara do guardião Gomís, não desperdiçou a oportunidade e ‘carimbou’ o golo da reviravolta.

Com esta vitória, a segunda da temporada, o Desportivo de Chaves subiu ao 13.º lugar, somando agora oito pontos, enquanto o Vizela se mantém no oitavo posto, com 11.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

Desportivo de Chaves – Vizela, 2-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores

0-1, Matías Lacava, 27 minutos.

1-1, Júnior Mendes, 85.

2-1, Marquinhos, 90+5.

Equipas

– Desportivo de Chaves: João Valido, Léo Alaba, Ricardo Alves (Júnior Mendes, 80), Néstor Araújo, Aarón (Marquinhos, 69), Aílson (Pelágio, 55), Gilberto García (João Teixeira, 56), Fofana, André Rodrigues (Roberto, 69), Wilson e Robyn Esajas. 

(Suplentes: Marko, Antony Herbert, João Teixeira, Marquinhos, Pelágio, Ivo, Dru Yearwood, Roberto, Júnior Mendes, Tounkara, Tiago Simões e GB).

Treinador: Vítor Martins.

– Vizela: Gomís, Jojó, Rhyner, Hristov, Luis Mina, Bastunov (Neto, 72), Bamba, Aliou Traoré (Carter, 90+3), Heinz Mörschel (Luís Rocha, 90+4), Matías Lacava (Cristian Cañozales, 90+3) e Fortuné (Thio, 72).

(Suplentes: Vulic, Pedro Souza, José González, Manu, Thio, Luís Rocha, Lucas Antañón, Neto, Cristian Cañozales, Augustine Adamu e Carter).

Treinador: Ronald Molina.

Árbitro: Márcio Torres (AF Viana do Castelo).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Bamba (43), Léo Alaba (43), André Rodrigues (61), Pelágio (77), Gomís (83) e Júnior Mendes (90+2). Cartão vermelho direto para Tiago Simões (no banco, 90+7).

Assistência: 1.217 espetadores. 

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Avic fica sem sobrecompensação da Câmara de Viana do Castelo por transportes

23 October 2026 at 20:09

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga julgou “totalmente improcedente” a ação apresentada pelo grupo Avic contra a Câmara de Viana do Castelo, relativa às compensações por Obrigações de Serviço Público (OSP) de transportes, anunciou hoje a autarquia. A empresa já anunciou que vai recorrer da decisão.

Até 2023, o valor das compensações por OSP foi de 250 euros, por dia, até 150 quilómetros percorridos.

Em 2024, a proposta da Câmara de Viana do Castelo foi de 285 euros, por dia, por 125 quilómetros, tendo sido rejeitada pela transportadora que reclamou uma compensação adicional de 268.573,54 euros, acrescida de juros de mora, também reclamados pela empresa, relativa à prestação de serviços de transporte público entre 2021 e 2024.

O impasse levou a que, em junho de 2024, a empresa António dos Prazeres da Silva & Filho, Lda, sociedade por quotas que integra o grupo Avic, decidisse suspender o serviço público de transporte de passageiros (SPTP) em oito carreiras de transporte público urbano e interurbano, bem como em vários horários em diversas linhas, por gerarem “receitas de bilhética de apenas 86,20 euros, por dia, por viatura, valor insuficiente para cobrir sequer os custos do motorista”.

A empresa invocou “a variação dos custos com combustível, pessoal e outros”.

O acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, de 23 de outubro, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, julgou “a ação totalmente improcedente e, em consequência, absolveu” a Câmara de Viana do Castelo.

A “empresa não demonstrou ter direito a receber valores superiores aos previstos nos protocolos celebrados com o município para aqueles anos, conforme exigia”.

O tribunal “dá relevância aos protocolos assinados com o município, considerando que a legislação relativa ao serviço público de transporte não conferia, por si só, à operadora o direito de exigir valores adicionais aos que tinham sido acordados”.

Segundo o tribunal, a empresa “age em abuso de direito, ao reclamar valores superiores aos dos protocolos que voluntariamente subscreveu”.

“O valor de referência de 2020 foi proposto pela própria Autora, e esta nunca demonstrou, com elementos contabilísticos, que a compensação fosse deficitária ou que os custos invocados decorressem do cumprimento das obrigações de serviço público”, lê-se no acórdão com 33 páginas.

Quanto aos pareceres então emitidos pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) o tribunal considera que “não vinculavam o município de Viana do Castelo ao pagamento dos montantes exigidos”.

“Os relatórios da AMT limitam-se a concluir pela inexistência de sobrecompensação, o que não equivale à existência de compensação deficitária”, adianta o tribunal.

Para a autarquia, a “decisão hoje conhecida considera que não ficou demonstrada a violação de um dever legal que obrigasse o município a rever as compensações acordadas, determinando totalmente improcedente a ação da empresa, absolvendo o Município”.

O tribunal aponta que “a compensação devida à empresa pelo cumprimento das obrigações de serviço público relativas à carreira Braga – Viana do Castelo, nos anos de 2021 a 2024, é a que resulta dos protocolos celebrados com o município, que este pagou”.

“Nem a lei, nem os protocolos, nem as pronúncias da AMT conferem à empresa o direito a receber da autarquia a diferença entre os gastos da exploração, acrescidos de lucro razoável, e os rendimentos obtidos. E não se verificam os pressupostos da responsabilidade civil extracontratual nem do enriquecimento sem causa (…). A demonstração dos montantes dos gastos, dos rendimentos e do défice alegados pela empresa em nada alteraria a solução, o que confirma a desnecessidade das diligências de prova requeridas”, lê-se no documento.

O tribunal atribuiu à empresa a responsabilidade pelas custas processuais.

Em comunicado enviado esta noite para as redações, a Avic anunciou que “não concorda com a decisão e, como tal, vai interpor o competente recurso no prazo legal”.

Notícia atualizada às 20h53 com comunicado da Avic.

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Treinador do Gil Vicente promete equipa com “responsabilidade” no duelo com FC Porto

23 October 2026 at 19:28

O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, considerou hoje que a sequência de resultados positivos aumenta a “responsabilidade” da equipa, que recebe no sábado o líder FC Porto, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol.

“Quando se ganha muitas vezes, aumenta sempre a responsabilidade, porque começa-se a olhar de forma diferente. Temos de ter esta capacidade de querer ter responsabilidade, continuar a trabalhar de forma ambiciosa e humilde, sempre com a coragem de dizer que queremos mais”, afirmou o técnico dos barcelenses, que vem de três vitórias consecutivas.

Na análise ao FC Porto, Luís Pinto destacou a intensidade e a exigência competitiva dos portistas, que apresentam um registo totalmente vitorioso nas competições nacionais.

“O Porto tem a mesma matriz. A procura por um jogo sempre de um nível muito alto de intensidade, sempre ligados à corrente. Os caminhos não são os mesmos, têm algumas nuances que foram acrescentadas ao jogo deles, mas têm outros caminhos que se mantêm”, explicou.

O treinador salientou que a capacidade dos ‘dragões’ para manterem elevados níveis de intensidade obriga os adversários a uma concentração permanente.

“É uma equipa que vai exigir que estejamos a um nível de concentração altíssimo, a um nível de atitude competitiva muito alto. Terem um pleno em tudo aquilo que são os jogos, quer na Supertaça, quer no campeonato, diz, por si só, aquilo que é a valia do nosso adversário”, sublinhou.

Luís Pinto abordou também as diferenças na preparação relativamente à época passada, quando defrontou o FC Porto ao serviço do Vitória de Guimarães.

“O nosso primeiro jogo foi contra eles e tivemos de andar à procura de coisas que faziam no Ajax para perceber o que é que podia ser aquele FC Porto. Depois, quando jogámos contra eles em novembro e em janeiro, já havia um maior conhecimento”, recordou.

O maior conhecimento atual não elimina, contudo, a necessidade de uma análise aprofundada, devido às alterações introduzidas pelos portistas, com o treinador a procurar identificar os principais caminhos ofensivos do adversário e as possibilidades de os contrariar.

“Há pequenos detalhes que são diferentes da época anterior para esta época e obriga-nos a uma análise profunda novamente, para conseguirmos conhecer aquilo que pretendemos do nosso adversário e de que maneira podemos fechar os melhores caminhos que eles têm e explorar aquilo que achamos que são as maiores fragilidades”, sustentou.

Apesar do pleno de vitórias do FC Porto, Luís Pinto afastou a possibilidade de a equipa gilista entrar condicionada pelo estatuto do adversário,

“Da nossa parte, aquilo que tem de existir é a ambição de lutarmos para ganhar, como temos lutado sempre em todos os jogos”, afirmou.

O técnico destacou ainda a necessidade de acompanhar o ritmo elevado que espera encontrar, num jogo em que antecipa exigências constantes nas diferentes fases.

“Temos de ser muito valentes perante um adversário que nos vai exigir tudo, em todos os momentos, seja ofensivo, seja defensivo, seja de transições, sejam bolas que saem e temos de estar vivos para o jogo estar sempre num ritmo alucinante”, advertiu.

O treinador afirmou que a utilização de Héctor Hernández permanece em aberto, com uma avaliação prevista para o dia do encontro, ao contrário dos lesionados Bamba, Tchaptchet e Weverson, todos a recuperar de lesão.

O Gil Vicente, sexto classificado, com 14 pontos, recebe no sábado o FC Porto, atual campeão nacional e líder, com 24, numa partida agendada para as 20:30, no Estádio Cidade de Barcelos, com arbitragem de Luís Godinho, da Associação de Futebol de Évora.

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Farioli diz que Gil Vicente é “uma das equipas em melhor forma na Liga”

23 October 2026 at 19:25

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, alertou hoje para a qualidade do Gil Vicente, que considera uma das equipas em melhor forma na I Liga de futebol, na antevisão à deslocação a Barcelos, da nona jornada.

“Temos de estar focados no jogo de amanhã [sábado], num campo muito difícil, pelo ambiente e pela qualidade do Gil Vicente, pelo trabalho que tem feito. É uma das equipas em melhor forma na Liga e têm-no provado em todos os jogos”, afirmou o técnico italiano, em conferência de imprensa no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival.

O treinador italiano chega ao encontro após duas derrotas consecutivas, frente ao Betis e ao PSV Eindhoven, na Liga dos Campeões, algo que nunca tinha acontecido desde a sua chegada ao emblema ‘azul e branco’.

“Revi o jogo com o PSV Eindhoven umas quatro ou cinco vezes, tal como o do Betis, e já sei que os ‘ses’ não nos dão pontos, mas para mim é objetivo que já podíamos ter três ou quatro pontos na Champions”, sustentou.

O técnico reconheceu que o FC Porto tem sofrido mais golos do que o habitual nos últimos encontros, apesar de continuar a apresentar o melhor registo defensivo do campeonato português, com apenas quatro golos sofridos.

“Houve uma acumulação de golos sofridos que nos obriga a aumentar a atenção e é algo que tem de nos deixar em alerta. Temos de analisar como sofremos esses golos, o que podemos fazer melhor, tanto coletiva como individualmente, mas também temos de dar mérito ao adversário”, alertou.

Farioli reconheceu o “desejo de ganhar” dos adeptos portistas, mas criticou também a existência do que considera ser um “ruído externo”, que procura alimentar a instabilidade em torno da equipa.

“Há duas coisas: uma é o sentimento e o desejo de ganhar dos nossos adeptos, e isso é algo em que estamos totalmente com eles, nesse desejo de fazer mais na I Liga e na Champions; depois, há um ruído externo que tenta aproveitar todas as oportunidades para colocar uma bomba à nossa volta”, acusou.

Quanto à condição física do plantel, o treinador revelou que Samu e Oskar Pietuszewski continuam a aproximar-se da melhor forma, enquanto William Gomes prossegue a recuperação de uma lesão sofrida frente ao Marítimo.

“Acredito que a condição geral do plantel está a melhorar, mas ainda há diferenças entre os jogadores, o que é normal. Nos próximos 10 a 15 dias, a equipa estará mais equilibrada e esperamos ainda recuperar rapidamente o William Gomes”, concluiu.

O FC Porto, líder da I Liga com um pleno de oito vitórias e 24 pontos, desloca-se ao Estádio Municipal de Barcelos para defrontar o Gil Vicente, sexto classificado, com 14 pontos, no sábado, a partir das 20:30, sob arbitragem de Luís Godinho, da associação de Évora.

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Associação de Ponte da Barca pede árvores para reflorestar a Serra Amarela

23 October 2026 at 19:09

A Associação Cultural Recreativa e Desportiva Entre Ambos-os-Rios, Ponte da Barca, apelou hoje à dádiva de árvores para continuar com a reflorestação da Serra Amarela, que ficou em cinzas, em 2025, após um incêndio que durou 12 dias.

“Precisamos de árvores autóctones. Temos cerca de 300 a 400 que plantámos o ano passado, produzidas a partir de sementes recolhidas localmente. Quantas mais conseguirmos reunir, melhor, para que a Serra Amarela volte a ganhar raízes. O objetivo é podermos criar um anel de proteção da aldeia de Lourido e Froufe”, afirmou Tanya Pires, da direção da associação.

Além das árvores, a associação precisa “de voluntários, ferramentas e outros meios” necessários à operação de reflorestação.

Em 2025, as aldeias de Lorido, Froufe, Sobredo e Ermida, inseridas na União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil e integradas na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na encosta da Serra Amarela, foram das afetadas pelos incêndios de julho de 2025.

Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as chamas consumiram 5.786 hectares do PNPG. O ICNF indicou que, no total, o incêndio atingiu uma área de 7.550 hectares.

“No ano passado conseguimos plantar cerca de mil árvores, cedidas por várias entidades e particulares, sendo uma grande parte disponibilizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mas em julho ardeu tudo”, sublinhou. 

No próximo dia 08 de novembro, a associação volta a juntar a população de Entre Ambos-os-Rios para a apresentação do projeto da Reflorestar Portugal, associação sem fins lucrativos dedicada à regeneração ecológica, reflorestação biodiversa, agrofloresta e capacitação de comunidades em Portugal”.

A iniciativa inclui um magusto e música minhota com os Zuca-Truca.

“Mais do que plantar árvores, queremos criar raízes, aproximar pessoas, cuidar do que é nosso e envolver as próximas gerações na proteção da serra Amarela”, explicou Tanya Pires.

Este ano, a associação de Entre-Ambos-os-Rios volta a contar com a colaboração da Reflorestar Portugal, que tem vindo “a acompanhar a comunidade e a desenvolver propostas para tornar as aldeias mais preparadas e resilientes aos incêndios rurais”.

“Desta colaboração realizou-se uma Assembleia de Cidadãos na freguesia, onde a população teve oportunidade de partilhar preocupações, experiências e ideias para o futuro”, explicou Tanya Pires.

Dessa auscultação à população “surgiram propostas que a Reflorestar Portugal pretende transformar num projeto de capacitação e formação dirigido às comunidades locais, cuja concretização dependerá da obtenção dos apoios e financiamento necessários”.

Um dos projetos vai arrancar no dia 10 de novembro com a criação de “um viveiro pedagógico em colaboração com a escola básica de Entre-Ambos-os-Rios.

O viveiro vai ser instalado nas traseiras do pavilhão gimnodesportivo, equipamento onde as crianças da escola praticam exercício físico.

Assim, as crianças podem semear, acompanhar o crescimento e cuidar das plantas desde o início. Uma espécie de maternidade de árvores autóctones”, especificou.

A iniciativa “contará com a participação de uma especialista que, de forma educativa e descontraída, irá mostrar às crianças a importância das sementes que tantas vezes vemos cair no chão, sem lhes darmos grande atenção”. 

“É um projeto muito interessante, sobretudo pela ligação entre as crianças, a comunidade e o futuro da nossa floresta”, reforçou Tanya Pires.

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Esta vila em Trás-os-Montes celebra o outono com castanhas e cogumelos

23 October 2026 at 15:09

Os produtos de outono como castanhas e cogumelos estão em destaque na Mostra Gastronómica que vai decorrer em Vila Pouca de Aguiar, entre 31 de outubro e 01 de novembro, para atrair visitantes e promover o negócio.

A presidente da câmara local, Ana Rita Dias, disse hoje que a mostra gastronómica quer dinamizar a economia local, valorizar os produtos endógenos e atrair visitantes, aproveitando também uma altura em que muitos regressam ao concelho para o Dia dos Fiéis Defuntos.

A Mostra Gastronómica de Vila Pouca de Aguiar conta com nove restaurantes aderentes que irão confecionar pratos inspirados nos “sabores de outono”, como as castanhas, os cogumelos, aos quais ainda se juntam outros sabores da montanha, como o cabrito.

“Temos os nossos produtos de excelência e queremos de facto continuar a investir nestes produtos, continuar a mostrar o que melhor há na região e evidentemente também dinamizar a economia local, nomeadamente nos restaurantes, na hotelaria e o investimento que é feito é precisamente para valorizar aquilo que temos aqui”, salientou a autarca do distrito de Vila Real.

A iniciativa visa ajudar no negócio do concelho e atrair visitantes nesta época mais baixa para o turismo.

A Mostra Gastronómica inclui uma Feira de Produtos de Outono, que se realiza no mercado municipal, e onde, no primeiro dia, vai decorrer um ‘workshop’ de culinária com o chef Marco Gomes e inclui ainda um magusto popular com concertinas e animação musical.

No mercado municipal será também possível adquirir os produtos característicos desta altura do ano, colhidos pelos produtores locais.

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António Salvador recorre da suspensão que diz ser “injusta e ilegal”

23 October 2026 at 13:56

O presidente do SC Braga, António Salvador, informou hoje que vai recorrer da suspensão “injusta e ilegal” de 23 dias imposta pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

“Apresentarei recurso da decisão, que considero injusta e ilegal. Irei fazê-lo em sede própria, exigindo que se conheça e seja público todo o contexto da conversa que tive no final do jogo, no balneário do árbitro, na presença do delegado da Liga”, pode ler-se numa mensagem nas suas redes sociais.

António Salvador foi suspenso por “lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa” do árbitro Gustavo Correia no final do SC Braga–Gil Vicente (1-2).

No mapa de processos sumários do CD da FPF, lê-se que, de acordo com os relatórios do árbitro e do delegado da Liga, no final da receção ao Gil Vicente, segunda-feira, jogo em atraso da segunda jornada do campeonato, António Salvador foi ao balneário da equipa de arbitragem e deixou críticas ao árbitro da associação do Porto.

“O senhor faça um favor, deixe a arbitragem, falsifica documentos, o senhor psicologicamente não está em condições nenhumas de arbitrar jogos nenhuns, é o estado que a arbitragem portuguesa está”, pode ler-se na transcrição do processo, publicado no sítio oficial da Liga de clubes, como atribuído a Salvador em relação a Gustavo Correia.

O líder ‘arsenalista’ defende que o relatório “é omisso e parcial” e “um sinal óbvio de que a postura de denúncia que o SC Braga tem assumido face à liderança da arbitragem é incómoda e é para ser combatida”.

“São vários, de resto, os indícios nesse sentido, como o comprovam a avaliação interna feita do penálti por assinalar no jogo frente ao Sporting (corporativamente assinalado como uma boa decisão!) ou a nomeação para o encontro da próxima jornada do árbitro que esteve no Moreirense–SC Braga, do qual resultou um erro com impacto no resultado e na perda de dois pontos”, lê-se.

António Salvador termina considerando que “a liderança da arbitragem, tão permissiva e submissa perante outros, quer condicionar e silenciar o SC Braga e o seu presidente, [mas] obviamente, não o conseguirão!”.

Além dos 23 dias de suspensão, o CD da FPF penalizou o presidente dos ‘arsenalistas’ com 4.970 euros de multa.

O SC Braga perdeu com o Gil Vicente 2-1 e, no final, queixou-se que existiu uma falta sobre Pau Victor no início da jogada que depois veio a resultar no primeiro golo da equipa de Barcelos e que, já no período de descontos, ficou por marcar uma grande penalidade favorável aos bracarenses por suposta falta sobre Ricardo Horta.

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Casas mais caras em Braga, Guimarães e Barcelos, mas ‘cidade-berço’ regista maior desaceleração do país

23 October 2026 at 13:01

Os preços da habitação aceleraram no segundo trimestre em 10 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, destacando-se Loures e Matosinhos com os maiores acréscimos. Guimarães regista a desaceleração mais acentuada, divulgou hoje o INE.

De acordo com as últimas “Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local” do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativas ao período de abril a junho, o município de Loures registou um aumento da taxa de variação homóloga de 9,7 pontos percentuais e Matosinhos de 9,5 pontos percentuais, enquanto Guimarães recuou 13,4 pontos percentuais.

Por sua vez, os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 e 5,4 pontos percentuais nas taxas de variação homólogas do primeiro para o segundo trimestre de 2026.

No período em análise, todos os municípios com mais de 100.000 habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional (2.445 euros por metro quadrado) (€/m2).

Na Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar (22,9%) e Maia (18,8%), apresentaram taxas de variação homóloga superiores à nacional (18,4%), enquanto na Grande Lisboa, apenas Oeiras (13,0%) e Lisboa (8,9%) ficaram aquém do crescimento do país, tendo Odivelas igualado o valor nacional.

Na Península de Setúbal apenas o município de Almada (14,1%) apresentou uma taxa de variação homóloga inferior à do país.

O INE destaca os municípios de Lisboa (5.299 €/m2), Cascais (5.200 €/m2) e Oeiras (4.704 €/m2 ) com os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 €/m2.

Já o Funchal apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às nacionais (3.636 €/m2 e 24,2%), tendo Barcelos (2.000 €/m2 e 28,7%), Guimarães (2.060 €/m2 e 28,6%) e Braga (2.417 €/m2 e 21,6%) também superado a taxa de variação homóloga do país.

Tomando como referência as 156.713 vendas realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, Lisboa registou o preço mediano da habitação mais elevado entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador: 5.143 €/m2 por compradores do território nacional e 6.588 €/m2 por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro.

Para além de Lisboa, também Cascais, Oeiras e Porto registaram, simultaneamente, preços medianos de alojamentos familiares superiores a 3.500 €/m2 em transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional e superiores a 4.350 €/m2 por compradores no estrangeiro.

Os municípios de Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto distinguiram-se também por apresentarem os preços medianos mais elevados, entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, nas duas categorias do setor institucional do comprador consideradas.

Por sua vez, o município de Loures apresentou o maior diferencial de preços entre setores institucionais do comprador: 1.386 €/m2.

Entre julho de 2025 e junho de 2026, 22 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes.

As exceções foram a Amadora, onde o preço mediano dos alojamentos existentes foi superior em 576 €/m2 ao dos novos (3.360 €/m2 e 2.784 €/m2, respetivamente) e Santa Maria da Feira, onde foi superior em 2€/m2 (1.767 €/m2 os existentes e 1.765 €/m2 os novos).

Santa Maria da Feira registou o menor preço mediano de alojamentos novos e Lisboa (6.434 €/m2) e Cascais (5.260 €/m2) os valores mais elevados, superiores a 5.000 €/m2.

Já Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.434 €/m2) e existentes (5.030 €/m2): 1.404 €/m2.

Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, o INE distingue ainda Cascais por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.063 €/m2) e Lisboa com os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.

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Caminha lança Bienal Internacional de Arte Jovem e Bienal na Escola

23 October 2026 at 12:32

A Câmara de Caminha lança em 2027 a EMERGE – Bienal Internacional de Arte Jovem e a Bienal na Escola, projetos culturais inovadores que colocam “os jovens e a criação artística no centro das políticas culturais”.

Em comunicado, o município esclarece que, com a EMERGE, “pretende criar uma plataforma de descoberta, valorização e projeção de jovens talentos, oferecendo oportunidades de participação, experimentação e intercâmbio criativo”.

“Mais do que uma exposição ou um concurso, a Bienal surge com a ambição de afirmar Caminha como um território de cultura, inovação e criatividade, capaz de atrair e dar visibilidade a novos criadores”, observa aquela câmara do Alto Minho.

Associada a este projeto surge a Bienal na Escola, dirigida a jovens entre os 12 e os 18 anos de Caminha, mas também de A Guarda e O Rosal, na Galiza, Espanha.

“Através desta vertente educativa, o município visa aproximar os estudantes das artes contemporâneas, promovendo experiências de criação, reflexão e participação cultural em contexto escolar”, assinala.

Um dos principais eixos da Bienal na Escola “será a realização de oficinas orientadas por artistas convidados, proporcionando aos participantes contacto direto com diferentes linguagens e processos criativos”.

A intenção “é estimular a expressão artística, desenvolver o pensamento crítico e reforçar a ligação dos jovens à identidade, ao património e ao território”.

A primeira Bienal na Escola vai realizar-se ao longo do ano letivo 2026/2027 e termina com um concurso e uma exposição pública dos trabalhos desenvolvidos.

“Estão previstos prémios em dois escalões etários e os projetos distinguidos poderão ainda ser submetidos à apreciação do júri da EMERGE, estabelecendo uma ligação direta entre o universo escolar e a Bienal Internacional de Arte Jovem de Caminha”, indica a autarquia.

As inscrições para a Bienal na Escola decorrem entre 09 e 30 de novembro, através do endereço eletrónico bienal@cm-caminha.pt.

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Caminha lança novo concurso para requalificação de escola após anulação do tribunal

23 October 2026 at 12:26

A Câmara de Caminha revelou hoje que vai avançar com um novo concurso para a requalificação da escola básica de Caminha, cuja obra tinha sido adjudicada em abril, e recusa ter “abandonado” o procedimento.

Em comunicado, a Câmara explica que o concurso que levou à adjudicação de abril foi anulado pelo tribunal no dia 13 de outubro e que o município, “apesar de considerar existirem fundamentos sólidos para recorrer, optou por não prolongar o processo judicial”.

A autarquia justifica ter escolhido privilegiar “o interesse público, o bem-estar das crianças e das famílias e a necessidade de acelerar a concretização da intervenção”.

“O procedimento foi anulado por decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, através de sentença datada de 13 de outubro de 2026, no âmbito de uma ação intentada por uma empresa que não chegou a apresentar proposta”, descreve o município.

A 16 de abril, a Câmara de Caminha anunciou que a requalificação da escola foi adjudicada por mais de um milhão de euros, informando que, enquanto decorresse a empreitada, os alunos iam passar a ter aulas no Convento de Santo António.

A autarquia justificava que tal permitiria “que se mantenham juntos no mesmo local, usufruindo de condições de segurança, conforto e espaço adequado para atividades lúdicas, fundamentais ao seu desenvolvimento e bem-estar”.

A Câmara diz que, “relativamente às questões levantadas pelo Tribunal, as retificações efetuadas ao procedimento foram comunicadas a todos os interessados em 05 de março de 2026, facto que a própria sentença dá como provado”.

“Na mesma ocasião, o prazo para apresentação de propostas foi prorrogado por mais 24 dias”, acrescenta.

A autarquia refere também que “os vícios identificados tiveram origem no projeto de execução contratado em dezembro de 2024, cujo prazo de elaboração foi fixado em apenas 20 dias”.

“Apesar dessas circunstâncias, o lançamento do concurso público foi aprovado por unanimidade na reunião de Câmara realizada a 04 de fevereiro de 2026, com o voto favorável de todos os vereadores”, sustenta.

Agora, “o novo procedimento será desenvolvido através de consulta prévia, ao abrigo das alterações introduzidas pelo Código dos Contratos Públicos”, indica a Câmara.

Tal permite “uma tramitação mais célere do que a de um concurso público”, justifica, “reafirmando o compromisso de avançar com a obra o mais rapidamente possível”.

De acordo com a autarquia, a empreitada agora anulada foi adjudicada por cerca de 1,036 milhões de euros, mas estima-se que, com a correção do projeto, o valor da obra fique abaixo de um milhão de euros.

O novo preço base vai ser “definido e devidamente fundamentado a partir da versão corrigida do projeto”.

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Classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida em consulta pública

23 October 2026 at 11:55

A classificação da Serra D’Arga como Área de Paisagem Protegida Regional vai entrar em novembro em discussão pública, por 30 dias úteis, segundo aviso publicado hoje em Diário da República.

O aviso é da Associação de Municípios da Serra D’Arga (AMSA), constituída por Vila Nova de Cerveira, Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Segundo o aviso, assinado por Vasco Ferraz, que preside a associação e a Câmara de Ponte de Lima, o prazo da consulta pública tem início no 10.º dia útil a contar a partir de hoje.

O projeto de regulamento de gestão, a proposta de delimitação geográfica, o relatório de fundamentação e a deliberação do conselho executivo da AMSA estão disponíveis para consulta nas câmaras municipais que integram a associação.

O processo de classificação como Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga (PPRSA) foi iniciado em 2017, na sequência de um estudo realizado no âmbito do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, apoiado por fundos do Norte 2020, e para impedir o projeto de mineração que o Governo tinha previsto para aquela zona.

Em setembro de 2020, os executivos municipais dos quatro municípios aprovaram, por unanimidade, a constituição desta associação, com fins específicos para garantir a gestão do território a classificar.

Segundo os estatutos da associação, a presidência é assumida pelos presidentes de câmara dos quatro municípios que a integram, de forma rotativa, anualmente.

Em 2022, o Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC) informou da exclusão da zona de Arga do concurso público para a pesquisa e prospeção de lítio, após meses de contestação da população e autarquias abrangidas pelo território.

No caso da área denominada Arga, núcleo constituído pelas freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, no concelho de Caminha, a Avaliação Ambiental Estratégica promovida pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) concluiu que, face à “expectável classificação” da Serra d’Arga como Área Protegida, “mais de metade da superfície é considerada interdita ou a evitar”.

A Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Em fevereiro, aquele território passou a beneficiar do regime jurídico das Zonas de Especial Conservação (ZEC) que acautela “a conservação de ‘habitat’ conferindo-lhes uma proteção especial, especificamente direcionado à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nessa zona, incluindo a boa condição ecológica dos biótopos utilizados por estas espécies”.

O estudo realizado em 2017, entre o vale do Âncora e o maciço serrano, incluiu o levantamento dos 10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens e do património construído, mais de 600 exemplares.

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Benjamim Pereira admite que expressões sobre sacrifício dos jovens foram infelizes: “Não aludi, em momento algum, à emigração”

23 October 2026 at 11:48

O presidente do instituto responsável pela habitação, Benjamim Pereira, admitiu hoje que expressões que utilizou sobre a capacidade de sacrifício dos jovens foram infelizes, esclarecendo que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.

“Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei, mas acredito no que estou a fazer, acredito no caminho delineado pela tutela e dou todos os dias o meu melhor”, afirmou o responsável pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, numa nota de esclarecimento.

Benjamim Pereira esclareceu ainda que “em momento algum disse que os jovens não tinham dificuldades ou que não estavam a sofrer consequências com a carência de habitação”.

“O que fiz foi um paralelismo com o passado, evidenciando através de um exemplo pessoal, que a habitação sempre foi um problema neste país e que os portugueses sempre valorizaram e se sacrificaram muito para poderem ter uma habitação própria”, acrescentou.

O presidente do IHRU destacou ainda que, quando falou dos portugueses que se sacrificaram para ter casa, foi “com tristeza” e “não com algum tipo de saudosismo”, considerando que “não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora”, pois tal significaria que o país em nada tinha conseguido melhorar em mais de 50 anos de democracia.

“Muito menos aludi, em momento algum, à emigração. Muito pelo contrário, não tivesse eu sofrido na pele a ausência dos familiares, exatamente nesse contexto de exigência que os forçou a sair”, acrescentou.

O responsável salientou que nas declarações também referiu o respeito “pelo direito de manifestação e a compreensão” pelas exigências dos manifestantes.

“Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”

Na quinta-feira, em Vila Nova de Gaia, Benjamim Pereira disse não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse aos jornalistas.

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas”, afirmou.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir”, pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

Ministro criticou declarações

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, considerou, numa entrevista ao Jornal Nacional da TVI na quinta-feira à noite, infelizes as declarações do presidente do IHRU sobre os jovens e o problema da habitação e disse já ter pedido explicações.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

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Esposende começa a cobrar taxa turística no final de novembro

23 October 2026 at 10:45

A Taxa Municipal Turística de Esposende, de dois euros na época alta e de 1,5 euros na época baixa, vai começar a ser cobrada dentro de 30 dias, segundo o regulamento hoje publicado em Diário da República.

O regulamento preconiza, concretamente, uma taxa de dois euros entre 01 de abril a 30 de setembro e de 1,5 euros de 01 de outubro a 31 de março.

A taxa de dormida será cobrada, por noite, a hóspedes com idade superior ou igual a 16 anos, até um limite máximo de cinco noites consecutivas.

Respeita a qualquer tipologia de alojamento, incluindo parques de campismo e caravanismo.

Ficam isentos do pagamento, desde logo, hóspede e um acompanhante que se desloquem ao município de Esposende por motivos de saúde, incluindo tratamentos médicos, exames ou consultas, desde que comprovado por documento idóneo que ateste a marcação ou prestação desses serviços.

Hóspedes alojados por expressa determinação de entidades públicas, decorrente de declaração em emergência social ou de proteção civil, também não pagam a taxa.

A isenção abrange ainda hóspedes que, por motivos de conflito ou deslocação forçada dos seus países de origem, residam temporariamente em Portugal, desde que devidamente comprovado pelos serviços competentes responsáveis pelo pedido de asilo.

Os residentes no concelho de Esposende também não pagam.

O regulamento sublinha que, entre 2020 e 2025, o número de hóspedes e de dormidas no concelho aumentou, respetivamente, 74,33 % e 69,37 %, “refletindo uma procura crescente do concelho enquanto destino turístico e traduzindo uma utilização cada vez mais intensa das infraestruturas, equipamentos e serviços municipais por parte dos visitantes”.

Em 2020, Esposende registou 26.325 hóspedes e 57.028 dormidas, números que em 2025 subiram, respetivamente, para 102.568 hóspedes e 186.194 dormidas.

“Este crescimento determina um acréscimo significativo da pressão exercida sobre o espaço público, as infraestruturas municipais, os equipamentos coletivos e os serviços assegurados pelo Município, designadamente nas áreas da limpeza urbana, gestão de resíduos, manutenção de espaços públicos, conservação das zonas balneares, proteção ambiental, mobilidade, segurança, informação ao visitante e valorização do património natural, cultural e paisagístico”, refere ainda o regulamento.

Acrescenta que a resposta a esta procura acrescida exige um esforço financeiro permanente por parte do município, destinado a assegurar a manutenção dos níveis de qualidade, segurança, sustentabilidade e fruição do território, tanto para os residentes como para os visitantes.

Assim, as receitas provenientes da taxa turística destinam-se a financiar, prioritariamente, intervenções relacionadas com a manutenção, conservação, valorização e reforço das infraestruturas, equipamentos, espaços públicos e serviços municipais utilizados ou impactados pela atividade turística.

Financiarão ainda outras medidas destinadas a assegurar a sustentabilidade do destino turístico e a melhoria contínua das condições de acolhimento dos visitantes.

O valor da taxa turística pode ser atualizado anualmente, através do orçamento municipal, de acordo com a taxa de variação média dos últimos 12 meses do índice de preços ao consumidor, quando positiva, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística e reportada ao mês considerado para efeitos de elaboração do orçamento municipal.

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Vitória SC procura quebrar ‘jejum’ esta noite

23 October 2026 at 09:37

O Vitória SC e o Marítimo procuram hoje interromper longas séries sem triunfos na I Liga portuguesa de futebol, defrontando-se no Minho no encontro de arranque da nona jornada.

Os vimaranenses chegam a este jogo numa série de cinco encontros sem vitórias no campeonato, menos um do que os insulares, com o Vitória a ter apenas um triunfo, recebendo um Marítimo que até entrou bem na I Liga, com duas vitórias a abrir a edição 2026/27.

As duas equipas chegam à nona ronda depois de se qualificarem, com dificuldade, para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, com o Vitória a afastar o Lamelas (1-0), da distrital de Viseu, e o Marítimo a bater o Alcochetense (2-1), do Campeonato de Portugal.

O encontro entre o conjunto minhoto, 15.º classificado, com cinco pontos, e o clube madeirense, 12.º, com oito, está marcado para as 20:45, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, e vai ter arbitragem de Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.

O FC Porto, campeão e líder da I Liga, visita no sábado o Gil Vicente (sexto), com o Benfica (segundo) a fechar a ronda na segunda-feira, em casa do Santa Clara (quarto), um dia depois de o Sporting (terceiro) receber o Académico de Viseu (sétimo).

Programa da nona jornada

– Sexta-feira, 23 out:

Vitória SC – Marítimo, 20:45

– Sábado, 24 out:

Estrela Amadora – Casa Pia, 15:30

Alverca – Arouca, 18:00

Gil Vicente – FC Porto, 20:30

– Domingo, 25 out:

Estoril Praia – Moreirense, 15:30

Rio Ave – Famalicão, 18:00

Nacional – SC Braga, 18:00

Sporting – Académico de Viseu, 20:30

– Segunda-feira, 26 out:

Santa Clara – Benfica, 17:45 locais (18:45, horas de Lisboa)

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Franclim Carvalho: “Fizemos 17 remates na segunda parte e é isso que pretendo”

23 October 2026 at 00:05

Declarações após o jogo SC Braga-Gent (2-0), da segunda jornada da Liga Conferência de futebol, que decorreu hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “Estamos a viver estes dias com muita intensidade, com muita coisa para fazer neste espaço de tempo que tivemos. Era muito importante ganhar. Começámos muito bem o jogo, mas na primeira parte tivemos pouca objetividade, menos do que pretendemos. Na segunda, o jogo partiu mais, fizemos 17 remates na segunda parte e é isso que pretendo, mais agressividade ofensiva, mais chegada à área e com mais gente.

Depois, houve um momento importante do jogo que foi a defesa do Bernardo [Fontes] que dava o empate, mas nós também tivemos mais duas ou três oportunidades no final. Vitória justa perante uma equipa que é líder do seu campeonato e ainda não tinha perdido nos 90 minutos esta época.

Até onde podemos chegar? Primeiro, temos que passar esta fase, não adianta pensar mais adiante. Temos três pontos, mas há equipas já com seis, temos mais quatro jogos na competição e temos que encarar um a um, no seu devido tempo. Agora é descansar e preparar o jogo com o Nacional [domingo, do campeonato], parece um cliché, mas é mesmo assim. Temos pouco espaço entre jogos até à próxima paragem e vamos pensar jogo a jogo.

Tivemos dois treinos, pedi coisas simples e objetivas aos jogadores para pensarem todos o mesmo durante a maior parte do tempo possível. Depois, o treinador tem que se adaptar às características dos jogadores e encontrar uma forma de enquadrar as nossas ideias. Isto vai levar tempo, mas queremos continuar a trabalhar todas as variantes. Perdemos o controlo sem bola e vamos ter que melhorar muito, mas estou muito satisfeito com a disponibilidade total dos jogadores.

Cada treinador tem o seu cunho. Fizemos cinco remates na primeira parte e na segunda parte fizemos 17. Ao intervalo, disse aos jogadores que não podíamos ter só cinco remates em 45 minutos, temos que fazer mais mossa. Temos muita qualidade na frente e temos que extrair o máximo desses jogadores.

(Está virada a página?) O presidente disse que era o fecho de um ciclo e o início de outro. Sabemos que não se muda de vida e de ciclo de um momento para o outro, mas é importante esse fecho com uma vitória, quebrámos essa série, era importante ganhar, sobretudo nesta prova que é muito curta.

(Jonas Wind de fora) Ele teve um desconforto [no treino na véspera]. Fez 60 minutos num jogo e depois 45, é natural que, face ao que fez na última temporada e meia, tenhamos que o gerir.

Foi um jogo especial, primeiro como treinador principal neste estádio, esta camisola acarreta muita responsabilidade, também foi a estreia nas competições europeias. O apoio dos nossos adeptos foi muito importante, empolgou a equipa. Saí logo para o balneário porque a a vitória é inteiramente deles”.

– Rik de Mil (treinador do Gent): “Começámos mal o jogo, numa boa jogada sofremos o 1-0 e tornou tudo mais difícil. Fomos melhorando e jogámos com mais velocidade e procurámos a profundidade, tivemos boas oportunidades, mas o Braga tem mais qualidade no plantel e sofremos o segundo em contra-ataque. Acho que globalmente o Braga mereceu ganhar.

A performance na primeira parte foi muito difícil, sobretudo o início. Eles mudaram o esquema tático e tivemos que nos adaptar, mas o primeiro golo do Braga mostrou a real qualidade da sua equipa. Tivemos que voltar ao jogo e isso demorou.

Na segunda parte, mudámos um pouco, disse aos jogadores onde estavam os espaços para explorar, como devíamos ser mais agressivos e estivemos muito bem. Mas, sabemos que vamos sofrer aqui e tínhamos que manter a baliza a zero nos primeiros 20 minutos e marcar nas ocasiões que tivemos. Tínhamos que estar a ‘300 por cento’ durante os 90 minutos para levar pontos daqui e não estivemos e, por isso, a vitória do Braga é merecida.

Temos que voltar à realidade, nunca me escondi atrás das lesões, temos jogadores muito jovens e quero protegê-los. Temos que melhorar, a exigência é máxima, mas não nos podemos levar pelas emoções de termos perdido duas vezes seguidas [após eliminação da Taça da Bélgica, no domingo]”.

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João Moutinho: “Saímos desta má fase com uma vitória, mas temos de continuar a vencer”

22 October 2026 at 22:27

Declarações na ‘flash-interview’ após o encontro SC Braga-Gent (2-0), da segunda jornada da Liga Conferência de futebol, disputado em Braga:

– João Moutinho (jogador do SC Braga): “Temos qualidade, sabemos disso, mas temos de jogar com mais experiência, inteligência e hoje conseguimos um bom jogo e um bom resultado. Saímos desta má fase com uma vitória, mas temos de continuar a vencer”.

– Ricardo Horta (jogador do SC Braga): “Foi uma semana atípica, mas quem anda no futebol está habituado que isto aconteça quando as coisas não correm bem. A resposta em campo foi muito boa. Tivemos uma conversa séria no balneário, falámos o que tínhamos de falar e tivemos uma reação muito boa. Era a reação que tínhamos de ter. Estamos aqui para a luta”.

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SC Braga vence Gent na estreia de Franclim Carvalho

22 October 2026 at 21:54

O SC Braga venceu hoje na receção aos belgas do Gent, por 2-0, na segunda jornada da Liga Conferência de futebol, abrilhantando a estreia do novo treinador, Franclim Carvalho, com uma boa exibição.

Os golos de Victor Gómez (03 minutos) e Gabri Martínez (76) deram um triunfo justo aos minhotos, permitindo quebrar um ciclo de quatro jogos sem vencer e três derrotas consecutivas, que ditou a saída de Carlos Vicens.

Na estreia, Franclim Carvalho promoveu logo a mudança do esquema tático, passando do ‘3-4-3’ (o mais habitual com o técnico espanhol) para um ‘4-2-3-1’ e a equipa deu uma boa resposta, fazendo os primeiros três pontos na prova europeia, depois da derrota na jornada inaugural, em Copenhaga (3-0).

O novo técnico dos bracarenses fez cinco alterações, três delas na defesa, Victor Gómez, Barisic e Arrey-Mbi (como lateral-esquerdo de uma defesa agora com quatro homens), Gabriel Silva e Milosevic.

O Braga não podia querer melhor início, porque, logo aos três minutos, inaugurou o marcador, após uma excelente jogada coletiva: Gorby tabelou com Ricardo Horta já dentro da área e serviu Victor Gómez que, de primeira, fez o primeiro golo da partida.

O Gent é líder do campeonato belga, mas vinha de uma surpreendente eliminação da Taça da Bélgica por uma equipa do terceiro escalão e mostrou pouco poder ofensivo.

Aos 33 minutos, uma oferta de Paskotsi quase foi aproveitada por Pau Victor para fazer o segundo dos bracarenses, mas o Davy Roef defendeu bem para canto e, logo a seguir, foi a vez de Gabriel Silva, com uma boa jogada individual a rematar já de ângulo reduzido, mas obrigando o guardião belga a defesa atenta.

No segundo tempo, o Gent parecia querer mostrar mais e, aos 52 minutos, Sonko rematou com algum perigo, mas ao lado.

A resposta do SC Braga chegou pouco depois, primeiro com um remate de fora da área de Pau Victor, a que Davy Roef se opôs bem – na sequência, Gabriel Silva amorteceu de cabeça para Ricardo Horta que desviou por cima.

Franclim Carvalho foi refrescando a equipa, primeiro com Dorgeles (61) e, 10 minutos depois, com Tiknaz e Gabri Martínez, tentando estancar um certo ascendente do Gent: Van Der Heyden ameaçou com um remate ao lado (70) e Sonko obrigou Bernardo Fontes à defesa da noite com um remate forte já dentro da área (72).

Seria, contudo, o Braga a fazer o segundo e a ‘matar’ o jogo, por Gabri Martínez, de primeira e com o pé esquerdo a marcar o seu primeiro golo na Liga Conferência (e segundo da época), após assistência de Victor Gómez.

O SC Braga embalou para uns minutos finais de domínio completo e esteve perto do terceiro, por Ricardo Horta, que enviou à barra da baliza belga (85), e Gabri Martínez, por duas vezes (88 e 90).

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Gent, 2-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Victor Gómez, 03 minutos.

2-0, Gabri Martínez, 76.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke, Barisic (Sergio Barcia, 89), Arrey-Mbi, Gorby (Tiknaz, 71), João Moutinho, Pau Victor, Ricardo Horta (Huseinbasc, 89), Gabriel Silva (Gabri Martínez, 71) e Milosevic (Dorgeles, 61).

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Carvalho, Bajrami, Sergio Barcia, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Tiknaz, Travassos, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez e Fran Navarro).

Treinador: Franclim Carvalho.

– Gent: Davy Roef, Maksim Paskotsi (Kyrell Wilson, 82), Christian Burgess, Siebe Van Der Heyden, Tiago Araújo, Tibe De Vlieger, Hyllarion Goore (El Hadji Seck, 63), Mathias Delorge (Leonardo Lopes, 63), Michel-Ange Balikwisha (Lazló Bénes, 41), Momodou Sonko (Gilles De Meyer , 82) e Ibrahima Cissé.

(Suplentes: Kjeel Peersman, Lazló Bénes, Aimé Omgba, Kyrell Wilson, Leonardo Lopes, Mohammed El Adfaoui, Gilles De Meyer, Abdelkahar Kadri, Abdoul Ayinde, Mamadou Diallo, Matties Volckaert e El Hadji Seck).   

Treinador: Rik De Mil.

Árbitro: Andris Treimanis (Letónia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Barisic (27), Maksim Paskotsi (32) e Tiago Sá (40).

Assistência: 10.449 espetadores.

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BE requer audição urgente de Benjamim Pereira no Parlamento: “Estas palavras não são uma opinião qualquer”

22 October 2026 at 20:30

O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, requereu hoje a audição urgente do presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) no Parlamento, após as suas declarações acerca das manifestações contra a crise neste setor.

Este pedido para audição urgente surge depois de o presidente do IHRU, Benjamim Pereira, ter dito hoje não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

No requerimento apresentado, Fabian Figueiredo – que pede a demissão do responsável – sustenta que “há uma geração em Portugal que não precisa de lições de sacrifício”, apontando que em 2025 “os jovens portugueses saíram de casa dos pais, em média, aos 28,8 anos, dois anos e meio depois da média da União Europeia, segundo dados do Eurostat”.

O bloquista salienta ainda que “os preços da habitação subiram 16,5% no segundo trimestre de 2026 e a renda mediana dos novos contratos de arrendamento subiu 10,2% num ano, chegando aos 17,79 euros por metro quadrado no concelho de Lisboa”.

Para Fabian Figueiredo, “estas palavras não são uma opinião qualquer”, mas sim do “dirigente máximo do instituto” que, segundo a lei, tem por missão “garantir a concretização, coordenação e monitorização da política nacional de habitação”.

“Ao IHRU cabe também conceder comparticipações e empréstimos a programas habitacionais de natureza cooperativa e gerir o Porta 65 Jovem, o programa de apoio ao arrendamento dos jovens. Quem aconselha os jovens a fazer cooperativas preside ao instituto que tem por atribuição financiá-las”, critica o deputado.

Fabian Figueiredo alega ainda que é importante esclarecer “as condições” em que o atual presidente do IHRU “exerce o cargo”. O bloquista afirma que Benjamim Pereira foi nomeado em setembro de 2024, através de uma resolução de Conselho de Ministros “que dissolveu por mera conveniência o conselho diretivo anterior”.

“Segundo a nota curricular publicada em Diário da República, o seu percurso foi feito na política autárquica, tendo presidido à Câmara Municipal de Esposende entre 2013 e 2024, eleito pelo PSD. Já como presidente do IHRU, declarou-se, em março de 2025, “sempre à disposição do PSD” para assumir responsabilidades políticas locais não executivas. Em maio desse ano, a concelhia do PSD de Esposende aprovou a sua candidatura à presidência da Assembleia Municipal. A Constituição vincula a Administração Pública ao princípio da imparcialidade”, sustenta o deputado.

Fabian Figueiredo quer ouvir o responsável no parlamento sobre as declarações em causa, “a forma como o IHRU está a cumprir a sua missão no acesso dos jovens à habitação, nomeadamente no Porta 65 Jovem e no apoio a soluções cooperativas, e as competências técnicas para o exercício do cargo”.

Além deste requerimento, o BE dirigiu um conjunto de perguntas ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, questionando se o executivo se revê na opinião do presidente do IHRU, que critérios presidiram à sua escolha, “quantas candidaturas ao Porta 65 Jovem aguardam decisão e qual foi, em 2025 e em 2026, o tempo médio de decisão”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse hoje aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia (Porto).

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