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Esta é a chave do Euromilhões. Jackpot é de 59 milhões de euros

By: ECO
20 October 2026 at 20:32

Com um primeiro prémio no valor de 59 milhões de euros, decorreu esta terça-feira mais um sorteio do Euromilhões. O valor do jackpot subiu depois de não ter havido vencedores do primeiro prémio no sorteio anterior.

Veja a chave vencedora do sorteio desta terça-feira, dia 20 de outubro.

Números: 9, 15, 16, 37 e 43

Estrelas: 7 e 10

Clínica Médis alarga consultas e análises clínicas a 20 unidades

20 October 2026 at 18:06

A Clínica Médis vai disponibilizar consultas de Medicina Geral e Familiar e serviços de Análises Clínicas em 20 unidades do Grande Porto, Grande Lisboa e Minho. A oferta destina-se a pessoas com e sem seguro de saúde e resulta, no caso dos exames laboratoriais, de uma parceria com a Joaquim Chaves Saúde.

Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde. “Com a introdução da Medicina Geral e Familiar e das Análises Clínicas, reforçamos a capacidade da Clínica Médis para responder de forma mais integrada às necessidades das pessoas e reunimos no mesmo espaço serviços essenciais para a gestão da saúde”.

A nova clínica dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, foi a primeira a disponibilizar os dois serviços, explicam em comunicado. Já a implementação nas restantes unidades será feita de forma faseada.

As consultas de Medicina Geral e Familiar abrangem cuidados preventivos, acompanhamento de doenças crónicas e tratamento de situações agudas, além da prescrição e renovação de medicação. O serviço permite também encaminhar os utentes para outras especialidades, quando necessário.

No que toca às análises clínicas, a parceria com a Joaquim Chaves Saúde assegura o acesso a vários exames laboratoriais, sendo que os resultados das análises de rotina estarão disponíveis no próprio dia, quando aplicável.

A expansão ocorre num contexto de dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. Segundo o Barómetro de Saúde da Médis, 72% dos inquiridos identificam os tempos de espera para consultas e tratamentos como a sua principal preocupação nesta área.

Em declarações divulgadas pela empresa, Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde, afirma que a introdução das duas valências pretende facilitar o acesso a acompanhamento clínico regular e concentrar diferentes serviços de saúde no mesmo espaço.

CNP Assurances investe 3,5 mil milhões para expansão no Brasil e México

20 October 2026 at 17:31

A seguradora francesa CNP Assurances anunciou esta terça-feira um acordo para comprar a Prudential do Brasil e a Prudential do México por cerca de 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros), pagos em dinheiro. A operação reforça a posição da seguradora francesa na América Latina e marca a sua entrada no mercado mexicano. A transação está sujeita a autorizações regulatórias e deverá ficar concluída no segundo semestre de 2027.

A CNP já é a terceiro maior grupo segurador brasileiro, graças sobretudo à parceria de distribuição com a Caixa Económica Federal. A aquisição da Prudential acrescenta-lhe uma operação relevante de seguros de pessoas, com uma rede de cerca de 2.500 agentes franchisados, conhecidos como Life Planners. A CNP, detida a 100% pelo Estado francês através de La Banque Postale, estima uma taxa interna de rentabilidade de 15% para a aquisição e um impacto negativo de cerca de 20 pontos percentuais no rácio de cobertura do capital regulamentar SCR. No anúncio da aquisição, a CNP Assurances indicou para a Prudential receitas de 1,3 mil milhões de euros para a operação brasileira e de 100 milhões para a mexicana.

A CNP no Brasil vende seguros de vida, seguros associados ao crédito, seguros habitacionais e outros produtos. A oferta inclui ainda previdência privada, capitalização e consórcios, dependendo da sociedade e da parceria comercial. Na Caixa Vida e Previdência, em parceria com a Caixa Seguridade, comercializa seguros de risco, seguros associados ao crédito e produtos de previdência através da rede de bancassurance. A CNP Seguros é outra seguradora detida pela CNP Assurances e pela Caixa Seguridade com uma carteira de seguros que inclui seguros habitacionais e a plataforma digital Youse. Por último existe a CNP Seguradora que gere uma operação controlada exclusivamente pela CNP Assurances que inclui, entre outras atividades, a Previsul e a CNP Capitalização. Desenvolve negócios fora da rede de distribuição da Caixa, nomeadamente através de outros canais e parceiros.

A venda faz parte da estratégia da Prudential Financial de reduzir a presença em mercados emergentes e concentrar capital nos Estados Unidos, Japão e alguns mercados europeus.

Hiscox reúne mediadores em Lisboa para debater riscos tecnológicos

20 October 2026 at 16:47

A Hiscox realiza a 22 de outubro, em Lisboa, a segunda sessão portuguesa do Hiscox on Tour, um roadshow dirigido a mediadores de seguros. O encontro terá lugar no Clube Ferroviário, depois de a primeira edição, no Porto, ter reunido mais de 80 profissionais.

A sessão de Lisboa vai centrar-se nos riscos tecnológicos que afetam empresas e particulares, incluindo os desafios associados à inteligência artificial, conforme explicam em comunicado. A agenda prevê a discussão das oportunidades de utilização destas ferramentas, nomeadamente na simplificação de processos e no aumento da eficiência, mas também das novas vulnerabilidades que podem criar.

O programa inclui ainda a apresentação das soluções especializadas da seguradora e momentos de contacto entre os participantes. A iniciativa pretende promover a troca de experiências entre profissionais e aprofundar o conhecimento sobre os riscos que exigem uma abordagem técnica mais especializada.

Lançado em Portugal este ano, depois de quatro edições em Espanha, o Hiscox on Tour faz parte da estratégia da seguradora para reforçar a relação com os mediadores. A companhia afirma que estes profissionais têm um papel importante na identificação e interpretação de riscos complexos e na escolha das coberturas mais adequadas às necessidades dos clientes.

O evento acontece depois de a Hiscox reafirmar a ECOseguros a sua continuidade e aposta no mercado português, após ter sido alvo de protestos e de uma greve por parte dos trabalhadores em Lisboa, motivados pela transferência de funções administrativas para a prestadora de serviços Genpact.

Caixa tem mais 95 milhões de garantia pública para jovens

By: ECO
20 October 2026 at 13:45

A Caixa Geral de Depósitos teve um reforço de 95 milhões de euros da garantia pública no crédito à habitação para os jovens, segundo um despacho publicado esta terça-feira em Diário da República.

O aumento da quota do banco público, o segundo desde o lançamento da linha no final de 2024, tem por base um pedido da própria instituição, depois de ter esgotado o montante que havia sido atribuído, e o facto de prever realizar mais operações neste segmento.

Lançada no final de 2024, a linha de garantia pública para jovens ascende agora a 2,4 mil milhões de euros. O esquema — criticado pelo Banco de Portugal — termina no final deste ano e o Orçamento do Estado para 2027 prevê já um prolongamento da medida, embora o ministro das Finanças tenha dito que essa extensão ainda terá de ser formalizada.

Segundo o Banco de Portugal, no final de junho de 2026, estavam utilizados 56% (1.146 milhões de euros) do montante total atribuído (àquela data) pelo Estado para garantia no âmbito deste regime.

Esta linha destina-se a jovens entre os 18 e os 35 anos que pretendam adquirir a sua primeira habitação própria permanente.

Para aceder a este mecanismo, os candidatos têm de cumprir cumulativamente vários requisitos, incluindo auferir rendimentos que não ultrapassem o 8.º escalão do IRS e não ser já proprietário de uma outra casa.

A garantia pública tem o intuito de ajudar a viabilizar o financiamento de um prédio urbano ou de fração autónoma de prédio urbano em transações até 450 mil euros. Este limite aplica-se ao valor mínimo entre o preço de aquisição e o valor da avaliação do imóvel.

O Estado garante até 15% do valor da transação do imóvel. Por exemplo, numa casa de 200 mil euros, a garantia do Estado pode ir até 30 mil euros. No entanto, esta percentagem é ajustada proporcionalmente se o banco financiar menos de 100% do valor da transação.

Milão encerra lojas de luxo. Louis Vuitton e Hermès saqueados durante motins em França

By: ECO
20 October 2026 at 12:05

Em França, as lojas da Louis Vuitton e Hermès foram saqueadas em Marselha, o mesmo acontecendo com a Celine, em Paris, nas manifestações de sábado, em França, em protesto contra as condições nas escolas e o custo de vida. Várias outras marcas de luxo foram alvo de vandalismo no centro da capital francesa, de acordo com o Financial Times e o Le Monde.

Em Itália, depois de dois dias de distúrbios, o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, anunciou que vai mobilizar 500 militares do exército para “defender Milão”, segundo a Reuters.

Esta segunda-feira, as lojas do centro de Milão fecharam mais cedo e taparam as montras com tábuas, receando uma nova vaga de violência. Na Via Montenapoleone, zona de compras de luxo da cidade, as lojas de marcas como Chanel, Tiffany e Dior retirou os produtos das montras por precaução.

Durante o fim de semana, centenas de manifestantes incendiaram caixotes do lixo e saquearam lojas no centro de Milão, entre elas a Decathlon e a Arc’teryx. Outras como a Levi’s e Under Armour, cobriram as montras com painéis de madeira e cartão.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou a violência e a polícia italiana afirmou ter detido 271 jovens, 23 deles menores de idade, durante os distúrbios de domingo em Milão.

Os incidentes em Itália assemelham-se ao que aconteceu em França, onde foram detidas 1200 pessoas e há registo de saques e vandalismo nas principais cidades.

Lojas de luxo vandalizadas

As lojas da Hermès e Louis Vuitton de Marselha foram saqueadas este sábado durante as manifestações. Em Paris, a Celine também foi alvo de assalto e a loja da Louis Vuitton na Place Vendôme foi vandalizada por seis pessoas encapuzadas que usaram uma barreira rodoviária como arma de arremesso. Um funcionário da loja disse ao Financial Times que os alegados assaltantes não conseguiram entrar. “Não eram manifestantes, eram pessoas que tinham saído apenas para partir coisas e roubar”, relatou.

Os danos ficaram limitados à fachada do espaço comercial da Louis Vuitton tal como na joalharia Graff, na mesma praça, que estava encerrada esta segunda-feira, com as montras partidas.

As tentativas de vandalização estenderam-se a vários pontos da capital francesa e a outras lojas de luxo. Nas redes sociais circulam imagens que mostram uma dúzia de seguranças privados ao redor da loja da Dior na Avenue Montaigne. Outra loja da marca, na Rue Saint-Honoré foi grafitada com palavras de ordem contra a polícia. Já na Rue Royale, a loja da Dior ficou a salvo porque os funcionários baixaram as grades de segurança cerca das 16h00. Um funcionário da Dior relatou ter visto “a polícia ser empurrada pela multidão ao longo da rua”. Do outro lado da rua, as montras da loja Ralph Lauren foram partidas e a Kenzo foi saqueada. A Burberry também foi atacada.

As associações que representam as lojas da Place Vendôme, Saint Honoré e Champs-Élysées condenaram esta segunda-feira os atos dos manifestantes num comunicado conjunto. “Paris não pode ceder aos manifestantes violentos. Recusamo-nos a deixar que o medo se instale nas nossas ruas. Quem vive e trabalha aqui não aceitará isso”.

Não foram apenas as lojas de luxo que foram alvo de vandalismo ou saque. Foram assaltadas uma loja da Lacoste, lojas da JD Sports, lojas da Sephora por toda a França e uma loja da Apple em Lille. Na montra da Tesla, em Paris, um grafiti acusava Elon Musk de ser nazi.

Desta vez, segundo o Financial Times, não houve coordenação entre sindicatos e polícia e as forças de segurança foram rapidamente dominadas.

Nas manifestações de sábado, cerca de 3 mil empresas terão sido afetadas. As estimativas são do ministro do Comércio, Serge Papin. O governo francês prometeu um apoio de emergência. Os motins e saques deverão custar aos seguros mil milhões e 1,2 mil milhões de euros, segundo a Morningstar.

A polícia está a trabalhar para que os bens que foram roubados não sejam revendidos online em plataformas como a Vinted, Amazon ou eBay, adianta o Financial Times. Vários ministros reuniram-se com estas empresas de revenda para discutir a remoção de artigos suspeitos de terem sido saqueados.

Grupos de luxo como a Kering e Hermès apresentam esta semana as suas contas dos primeiros nove meses do ano.

Ronaldo castigado com suspensão de 30 dias e multa de 255 euros

By: ECO
19 October 2026 at 18:26

Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e vai ter de pagar uma multa de 255 euros por ter abandonado o estágio da seleção em Copenhaga, Dinamarca, a 30 de setembro, em vésperas de uma partida para a Liga das Nações.

O castigo aplicado ao capitão da seleção portuguesa pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foi conhecido esta segunda-feira.

Ronaldo abandonou o estágio dias antes do jogo contra a Dinamarca a contar para a Liga das Nações em rota de colisão com o selecionador Jorge Jesus, na sequência de um episódio na partida anterior em que Ronaldo esteve a aquecer durante meia hora mas não chegou a ser utilizado.

Mais tarde, numa carta publicada nas redes sociais, pediu desculpa aos colegas e aos adeptos, mas falou numa “absoluta quebra de confiança” no selecionador por causa das declarações numa conferência de imprensa, embora mostrando-se disponível para regressar à seleção depois de cumprir castigo.

O próximo jogo de Portugal realiza-se a 14 de novembro, contra a Dinamarca, na quinta jornada da Liga das Nações. A 17 defronta o País de Gales numa competição em que já garantiu a qualificação para a fase final após 4 vitórias em outros tantos jogos.

(notícia atualizada às 18h35)

Futuro do seguro automóvel obrigatório passa a estar em livro de Arnaldo Oliveira

19 October 2026 at 17:15

O livro “O Seguro Obrigatório Automóvel Português”, da autoria de Arnaldo Oliveira, jurista da ASF e Doutor em Direito, foi apresentado pela ASF em cerimónia.

A obra “A Lei Portuguesa do Seguro Automóvel Obrigatório” é uma reflexão sobre a evolução do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel em Portugal (SORCA), abordando os seus fundamentos históricos, a sua evolução legislativa e jurisprudencial e os desafios colocados pelo novo enquadramento regulatório nacional e europeu.

Arnaldo Costa Oliveira apresentou o livro no auditório da ASF, em Lisboa. Está à venda na FNAC, Almedina, Bertrand e na AAFDL da Faculdade de Direito de Lisboa.

O livro, à venda nas lojas FNAC, Almedina e Bertrand, para além de na editora AAFDL da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, baseia-se num dos capítulos da tese de Doutoramento do autor, defendida e aprovada na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, FDUL, em fevereiro de 2024 e focando, entre outros aspetos, “A emergência do Veículos Autónomos” no ensejo da evolução do regime do seguro obrigatório automóvel a curto e médio prazo.

Arnaldo Oliveira sustenta que o SORCA português, comparativamente com o direito comparado próximo, nasceu tarde e não apenas com soluções matriciais que dão um peso incomum à proteção do lesado. Refere que a sua evolução posterior continuou esse traço, em termos tanto legislativos quanto judiciais – neste último caso interpretando seja a lei nacional de origem estritamente nacional, seja a lei nacional de origem Europeia.

Assim, o livro é o registo de uma evolução, não apenas o retrato do regime vigente – aceitando que uma futura legislação nacional do SORCA irá resultar “muito provavelmente” do relatório que a Comissão Europeia terá de produzir até 24 de dezembro de 2030, avaliando a aplicação da referida Diretiva (UE) 2021/2118.

Danos segurados por motins em França podem atingir 1.200 milhões de euros

19 October 2026 at 16:40

A agência de notação Morningstar DBRS, estima que os prejuízos indemnizáveis pelos seguros na sequência dos recentes motins em França deverão ficar entre 1.000 a 1.200 milhões de euros. Para este cálculo, Marcos Alvarez, responsável global de seguros da Morningstar DBRS, parte do pressuposto de que não se registam novos episódios de violência e, assim, considera que os distúrbios deverão ter “um impacto gerível nos resultados das principais seguradoras francesas, sem constituírem um risco para os seus níveis de capital”.

Esta avaliação da agência tem em conta a recuperação de parte das perdas através dos contratos de resseguro e a possibilidade de as seguradoras reclamarem indemnizações ao Estado francês, caso estejam reunidos os pressupostos legais.

Os distúrbios de 17 e 18 de outubro terão afetado pelo menos 1.500 estabelecimentos comerciais em França, segundo uma estimativa setorial. As autoridades apontam para um universo mais alargado, de pelo menos 3.000 empresas danificadas ou saqueadas, enquanto decorre o levantamento dos danos e das necessidades de indemnização.

Não há dados concretos sobre as seguradoras mais afetadas mas, entre as marcas de referência no mercado francês de seguros para profissionais (onde se inserem as coberturas multirriscos), encontram-se a AXA, a Allianz e a Generali, além da MMA e da MAAF, ambas pertencentes ao grupo Covéa, e a Groupama-Gan. Estas seguradoras comercializam soluções para estabelecimentos comerciais, com coberturas que podem abranger os edifícios, as instalações, os equipamentos, as mercadorias e a interrupção da atividade. A MAPA Assurances é outra referência, particularmente no comércio alimentar, incluindo padarias, talhos e pastelarias.

A France Assureurs, associação que reúne 254 seguradoras que representam 99% dos seguros em França ainda não divulgou um balanço específico dos sinistros provocados pelos motins do último fim de semana. Durante os distúrbios de 2023, desencadeados pela morte de um adolescente de 17 anos, baleado por um polícia durante uma operação rodoviária em Nanterre, nos arredores de Paris, a associação pediu às seguradoras que flexibilizassem os prazos de participação, acelerassem as indemnizações e facilitassem adiantamentos aos sinistrados, incluindo a possibilidade de reduzir franquias para pequenos comerciantes em dificuldades.

França aprovou em fevereiro uma reforma que prevê uma garantia obrigatória contra danos causados por motins nos contratos de seguros de danos patrimoniais, apoiada por um fundo coletivo e por garantias do Estado. O sistema permitirá às seguradoras transferir parte substancial dos riscos para o “Fonds de mutualisation des risques résultant d’émeutes” (Fundo de Mutualização de riscos resultantes de Motins) gerido pela resseguradora pública CCR, com uma garantia estatal que pode atingir 4.000 milhões de euros para o fundo e um mecanismo adicional de resseguro com cobertura pública até 3.250 milhões por ano. Apesar da autorização da Comissão Europeia em julho, a implementação dependia ainda de regulamentação, pelo que a Morningstar DBRS considera que o novo mecanismo não protege as seguradoras contra os motins deste fim de semana.

De lojas de luxo a comércio de rua

O vandalismo não olhou a classes, desde McDonald’s a lojas exclusivas. A avenida Montaigne, onde se concentram marcas de luxo, foi particularmente atingida. A loja Celine foi completamente saqueada, enquanto montras de estabelecimentos Louis Vuitton e Jil Sander foram danificadas. Também houve pilhagens e estragos em lojas de outros setores junto à Place de la République.

O presidente executivo do grupo Carrefour, Alexandre Bompard, indicou que cerca de 50 lojas foram atingidas em França, incluindo hipermercados, supermercados e lojas de proximidade. Vinte foram saqueadas. Os prejuízos para o grupo e os parceiros comerciais poderão atingir dezenas de milhões de euros.

Em Limoges, o edifício histórico da câmara municipal foi atingido por um incêndio que provocou o colapso do telhado e deixou o imóvel perto da destruição. O caso representa um dos danos mais graves em património público.

Em Lyon foram reportados saques em lojas de moda das marcas The Kooples, Hugo Boss, Jott e Lancel, mostrando que os danos não se limitaram à capital nem ao comércio alimentar. Bordéus, Nantes, Rennes e outras cidades também foram afetadas.

Para a Morningstar DBRS, os motins estão a assumir características semelhantes às das catástrofes naturais do ponto de vista segurador, sobretudo pelo risco de acumulação de sinistros em várias cidades em simultâneo. Os distúrbios de 2023 em França geraram cerca de 730 milhões de euros em perdas seguradas, reforçando a necessidade de as seguradoras e resseguradoras tratarem os riscos de greves, motins e distúrbios civis como uma exposição específica, com tarifação, limites de cobertura e proteção de resseguro adequados.

Bupa Portugal lança workshops gratuitos sobre saúde e prevenção

19 October 2026 at 16:29

A seguradora Bupa Portugal vai realizar cinco workshops online gratuitos sobre saúde e prevenção, entre os dias 27 de outubro e 24 de novembro. As sessões serão conduzidas por profissionais de saúde da empresa e vão abordar temas como a saúde da mulher, o colesterol, a vitamina D e o bem-estar emocional.

O ciclo começa a 27 de outubro, com o workshop “Saúde Integral da Mulher: da juventude à maturidade”, dedicado às necessidades de saúde feminina nas diferentes fases da vida. A sessão abordará temas como as alterações hormonais, a prevenção e os cuidados com o bem-estar físico e emocional.

A 3 de novembro ocorre o workshop “Controla o colesterol e protege o coração”, seguindo-se uma sessão sobre a importância da vitamina D, a 10 de novembro. A 17 de novembro, o tema será a relação entre o sistema nervoso e a saúde emocional, enquanto o último workshop, a 24 de novembro, será dedicado ao equilíbrio entre o corpo e a mente.

A iniciativa surge num contexto em que as doenças cardiovasculares continuam a representar um dos principais desafios de saúde pública em Portugal. Segundo dados citados pela empresa, estas doenças são responsáveis por cerca de 25% das mortes no país e a prevalência do défice de vitamina D na população portuguesa.

Com estas sessões, a empresa pretende disponibilizar informação sobre prevenção e hábitos saudáveis, ajudando os participantes a identificar fatores de risco e a tomar decisões mais informadas sobre a sua saúde.

A participação é gratuita e aberta ao público. Os links de acesso às sessões serão divulgados nas páginas oficiais da seguradora.

Ministro culpa Anacom por decisão que “esmagou” telecomunicações e “impediu investimentos”

By: ECO
19 October 2026 at 16:22

O ministro das Infraestruturas lamenta que tenha havido decisões da Autoridade Nacional para as Comunicações (Anacom) que, na sua opinião, comprometeram o investimento das operadoras de telecomunicações e a qualidade do serviço prestado. Em entrevista ao semanário Expresso, Miguel Pinto Luz culpa o regulador por ter permitido criar mais um player no mercado.

“A Europa liderou a revolução do 4G e já não liderou a revolução do 5G. Não o conseguiu porque os Estados Unidos têm três ou quatro operadoras e a Europa tem mais de nove. O problema coloca-se na conclusão do 5G e no 6G. Achamos que, tal como outros países da Europa fizeram, devíamos maximizar a renovação do espectro para dar previsibilidade a quem investe, já que é um mercado que está profundamente pulverizado”, começou por dizer Miguel Pinto Luz.

“Aqui culpo a decisão da Anacom de criar um novo operador que esmagou ainda mais as margens de todo o setor e impediu os de fazer novos investimentos. Tanto no apagão como nas intempéries, o desinvestimento estava lá”, afirmou o governante, em declarações ao jornal do grupo Impresa, quando questionado sobre o lançamento de renovação das licenças e a capacidade de investimento das empresas.

“A posição do Governo é clara: convidar a Anacom a desenhar um plano para ampliar e dar previsibilidade e perenidade das licenças de espectro e, em contrapartida, pedir investimento. A Anacom não tem bem esta leitura”, diz Miguel Pinto Luz, esclarecendo que a posição do regulador “está melhor e mais próxima” da dos operadores.

Quem tem algumas dúvidas é o CEO da Vodafone Portugal, Luís Lopes, que na semana passada advertiu que a regulação em Portugal “está a empurrar o setor para um caminho muito complicado”, referindo-se ao processo em curso para a renovação dos direitos de utilização das licenças necessárias para a prestação de serviços móveis.

AICEP recebe 5,1 milhões da antiga Qimonda 17 anos após falência

By: ECO
19 October 2026 at 10:08

A alemã Qimonda, antiga gigante dos semicondutores que chegou a ser o maior exportador nacional, faliu em 2009, mas o processo de insolvência continua a gerar recuperações financeiras. Em 2025, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) recebeu mais de 5,1 milhões de euros relativos à recuperação de créditos associados à insolvência da empresa.

Segundo o Jornal de Negócios, a AICEP admite que poderão existir novos recebimentos, dependendo da evolução dos processos de insolvência em curso e das decisões das entidades competentes. No entanto, a agência pública ressalva que não é possível antecipar o montante ou o calendário de eventuais pagamentos futuros.

Em Portugal, a fábrica de Vila do Conde, que começou a produzir em 1997 e chegou a empregar perto de 2.000 pessoas, sobreviveu à falência da multinacional. No final de 2009, a unidade deu origem à Nanium, uma nova empresa detida pelo Estado, através da AICEP, com 17,88% do capital, e pelos bancos BES e BCP, cada um com 41,06%. A empresa acabaria por ser vendida posteriormente à norte-americana Amkor.

Estónia lidera na competitividade fiscal. França continua em último lugar

By: ECO IA
19 October 2026 at 09:19

A Estónia tem o sistema fiscal mais competitivo da OCDE pelo 13.º ano consecutivo, segundo o Índice Internacional de Competitividade Fiscal de 2026 da Tax Foundation, que tem a colaboração em Portugal do Instituto +Liberdade. A Letónia ocupa o segundo lugar e a Lituânia no quinto, colocando os três países bálticos entre os cinco primeiros da classificação. No extremo oposto, França continua em último, enquanto Itália e Espanha ocupam, respetivamente, o 36.º e o 35.º lugares.

O modelo estónio distingue-se pela tributação dos lucros das empresas apenas quando são distribuídos, à taxa de 22%, permitindo adiar o pagamento de imposto enquanto os resultados permanecem na empresa. A Tax Foundation valoriza também a taxa única de 22% sobre o rendimento das pessoas singulares, a ausência de uma segunda tributação dos dividendos recebidos por particulares e um imposto imobiliário que incide sobre o terreno, em vez de abranger também os edifícios.

A Letónia, que adotou um modelo semelhante de tributação dos lucros distribuídos, apresenta a melhor classificação específica nos impostos sobre as empresas. A Nova Zelândia ocupa o terceiro lugar global, apoiada sobretudo num IVA de base ampla e na ausência de vários impostos sobre património e transações, enquanto a Suíça surge em quarto. Os seis primeiros lugares, que incluem ainda o Luxemburgo, mantêm-se face aos resultados de 2025 recalculados nesta edição.

A Lituânia ilustra o peso das regras de cálculo do imposto. Apesar de ter aumentado a taxa sobre os lucros de 16% para 17%, manteve o quinto lugar depois de introduzir a dedução imediata e permanente dos investimentos em máquinas, equipamentos e determinados ativos intangíveis. No sentido contrário, a Irlanda tem a quarta melhor classificação na tributação das empresas, mas fica apenas em 29.º no índice global, penalizada pelos impostos sobre os rendimentos pessoais e pela base relativamente estreita do IVA.

França permanece no último lugar, com 45,7 pontos, face aos 100 atribuídos à Estónia. O relatório aponta uma taxa máxima combinada sobre os lucros de 36,1%, a mais elevada da OCDE, a acumulação de impostos sobre património e transações e um IVA que abrange cerca de metade do consumo final. A Colômbia fica em penúltimo, penalizada pela tributação dos lucros a 35%, pelo imposto sobre o património líquido e pelo imposto sobre transações financeiras.

Entre as maiores descidas, a Eslováquia perde três posições, do nono para o 12.º lugar, depois de aumentos na tributação das empresas e dos rendimentos pessoais e da introdução de um imposto sobre transações financeiras. A Dinamarca recua do 29.º para o 31.º lugar após a criação de um novo escalão de rendimento, que eleva a taxa máxima de 55,9% para 60,5%. Os Estados Unidos descem uma posição, para 17.º, com o relatório a destacar o agravamento das regras aplicáveis a rendimentos de multinacionais obtidos no estrangeiro.

A classificação reflete os critérios da Tax Foundation sobre competitividade e neutralidade fiscal, e não o desempenho económico global de cada país. Os autores reconhecem que fatores alheios aos impostos influenciam o crescimento e que algumas alterações fiscais recentes podem ainda não estar refletidas nos dados. Também sublinham que pequenas diferenças de pontuação podem representar várias posições na tabela, uma razão adicional para olhar para as regras concretas de cada sistema.

Portugal melhora no índice fiscal, mas mantém o 33.º lugar

By: ECO
19 October 2026 at 09:17

Portugal mantém o 33.º lugar entre os 38 países da OCDE no Índice Internacional de Competitividade Fiscal de 2026, apesar de registar a terceira maior melhoria de pontuação. Segundo o relatório da Tax Foundation, que tem a colaboração em Portugal do Instituto +Liberdade, o país passa de 58,4 para 59,6 pontos, numa classificação que avalia a competitividade e a neutralidade dos sistemas fiscais. Só a República Checa e a Islândia apresentam aumentos superiores.

A manutenção do lugar surge depois da subida de duas posições assinalada na edição de 2025, do 35.º para o 33.º posto. A comparação exige, contudo, uma cautela metodológica. A Tax Foundation alterou os critérios de avaliação e recalculou os resultados do ano anterior, pelo que a evolução agora apresentada utiliza os valores revistos de 2025. Os autores alertam que as classificações das edições anteriores não são diretamente comparáveis.

Portugal introduziu várias melhorias nos seus regimes fiscais aplicáveis às pessoas singulares e às empresas nos últimos anos, reduzindo a taxa de imposto sobre as mais-valias de longo prazo de 28% para 19,6% e tornando mais generoso, em 2025, o regime de dedução fiscal dos juros nocionais sobre o capital próprio. Portugal continuou também a reduzir gradualmente a taxa máxima de tributação dos lucros das empresas, que passou de 31,5% em 2024 para 30,5% em 2025 e voltou a descer para 29,5% em 2026.

Tax Foundation

Entre as melhorias no ranking de Portugal, o relatório destaca a redução gradual da taxa máxima combinada sobre os lucros das empresas, isto é, incluindo derramas, de 31,5% em 2024 para 30,5% em 2025 e 29,5% em 2026. Este último valor assim inclui as derramas estadual e municipal e corresponde a uma taxa marginal máxima. A taxa geral de IRC aplicável aos períodos de tributação iniciados em 2026 é de 19%. Os autores reconhecem também o reforço, em 2025, do incentivo fiscal à capitalização das empresas.

Estas alterações continuam a ser insuficientes para retirar Portugal dos últimos lugares na tributação das empresas, dimensão em que ocupa a 34.ª posição. A Tax Foundation identifica como fragilidades a taxa máxima elevada, os adicionais que limitam a compensação de prejuízos e a complexidade dos incentivos fiscais. Nesta última subcategoria, Portugal fica em 35.º lugar, apesar de conseguir uma posição bastante melhor, a oitava, nas regras que permitem deduzir os custos do investimento.

O diagnóstico inclui pontos favoráveis. O relatório valoriza o incentivo aos capitais próprios, por reduzir a vantagem fiscal do financiamento através de dívida, e as deduções associadas ao investimento em máquinas, superiores à média da OCDE. Destaca ainda o regime que permite, cumpridos os requisitos legais, isentar dividendos e mais-valias provenientes de participações em empresas estrangeiras.

Como é calculado o índice?
O Índice Internacional de Competitividade Fiscal da Tax Foundation compara os sistemas fiscais dos 38 países da OCDE através de 43 variáveis, organizadas em cinco áreas com igual peso na classificação final. São avaliados os impostos sobre empresas, pessoas singulares, consumo e património, além das regras fiscais internacionais. A metodologia valoriza taxas marginais mais baixas, bases tributárias amplas e menor complexidade. A pontuação é relativa, com 100 pontos atribuídos ao país mais bem classificado, e não corresponde a uma medição da carga fiscal. Em 2026, os autores alteraram a metodologia e recalcularam os resultados de 2025 para permitir uma comparação homogénea.

Na tributação das pessoas singulares, Portugal ocupa o 19.º lugar, embora os autores apontem como fragilidades a taxa máxima de IRS de 53%, incluindo o adicional de solidariedade, e a ausência de um teto para as contribuições sociais. O país fica também em 19.º na tributação do património, em 21.º nos impostos sobre o consumo e em 33.º nas regras fiscais internacionais.

Na classificação global, Portugal continua à frente da Islândia, Espanha, Itália, Colômbia e França, mas atrás de economias como a Polónia, a Irlanda ou a Grécia. O índice combina 43 variáveis e avalia a estrutura dos impostos, privilegiando taxas marginais mais baixas, bases tributárias amplas e regras menos complexas. A posição portuguesa traduz essa avaliação do desenho do sistema fiscal, não uma comparação direta da carga fiscal suportada por famílias e empresas.

Carlos Moedas: “Achava que ia falhar como político, então reprimia esse desejo”

By: ECO
19 October 2026 at 08:00

“E Se Corre Bem?” é a pergunta que dá nome ao podcast do ECO, que celebra hoje um marco especial: o episódio 100. Para assinalar o momento, o ECO recebeu Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, um convidado cuja história de vida parece fazer juz ao mote deste podcast. Nasceu em Beja e mudou-se para Lisboa ainda sem ter a certeza de conseguir pagar o quarto que ia alugar, mas arriscou e foi esse primeiro “salto no escuro” que lhe abriu caminho para os voos seguintes.

“Quando eu cheguei a Lisboa, não conhecia ninguém. A sociedade era muito estratificada e, no fundo, os meus pais achavam que eu ia ficar por ali [Beja], mas eu queria mostrar que era possível ir mais longe e que podia fazer mais. Toda essa parte da minha vida teve muito a ver com essa luta interna e com tentar mostrar que não era por ter nascido ali que o meu destino era aquilo“, começou por dizer.

O destino tinha de ser maior e cumprir o propósito de “contribuir para ajudar outras pessoas”. Os professores diziam-lhe para seguir medicina, já que, além de ter média para isso, o faria participar no bem comum, algo que tanto valorizava. No entanto, a “incapacidade de ver sangue” sem se sentir mal, fê-lo optar por uma opção muito diferente, mas que, curiosamente, o levou a um caminho de igual entrega aos outros – Engenharia Civil.

“Sabia lá eu o que era ser engenheiro, mas fui para engenharia civil. E, em 1993, fui fazer Erasmus durante seis meses para França. Acabei por ser contratado para ficar lá e fui engenheiro em França durante cinco anos. Ou seja, fui de Beja para Lisboa e de Lisboa para Paris. Foi um salto enorme. Eu sempre quis provar que tomava riscos. As pessoas achavam que eu não era capaz de os tomar por causa das minhas inseguranças, mas eu precisava de provar a mim próprio que era capaz de sair da minha zona de conforto”, confessou.

Esta tendência de correr riscos para superar inseguranças levou-o, muitas vezes, a sentir falta de apoio nas suas tomadas de decisão. Era nesses momentos que se fazia sempre a seguinte pergunta: “E se corre bem?”. E avançava, mesmo sozinho. Prova disso foi o momento em que decidiu despedir-se do emprego em França e ir fazer um MBA para Harvard: “Disse à minha mãe e aos meus amigos que me ia despedir e que ia fazer um MBA para o qual não tinha dinheiro. Toda a gente me dizia que eu era maluco porque estava a ganhar bom dinheiro numa empresa francesa e tinha uma carreira à minha frente”.

A verdade é que nenhum desses comentários demoveu Carlos Moedas de prosseguir com a vontade de fazer o MBA e, quando chegou a Harvard, além de ter ficado encantado com a “qualidade” das pessoas que o rodeavam, começou a dar, sem saber, os seus primeiros passos em direção à sua grande paixão: a política. “No segundo ano do MBA, fui ter umas aulas na Kennedy School of Government, onde tive as minhas primeiras aulas de política”, contou.

“Eu já tinha o gosto pela política, mas havia duas coisas que me faziam reprimi-lo: uma era não querer chocar e dar um desgosto ao meu pai porque eu não me identificava, de todo, com a ideologia comunista. E, depois, achava que ia falhar como político, então reprimia esse desejo. Portanto, eu guardei o sonho de gostar de política até aos 40 anos porque eu tinha um bocado de medo de ir para a frente com isso e depois não correr bem“, admitiu.

  • Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é o 100º convidado do podcast "E se corre bem?" Hugo Amaral/ECO
  • "Eu guardei o sonho de gostar de política até aos 40 anos porque eu tinha um bocado de medo de ir para a frente com isso e depois não correr bem" Hugo Amaral/ECO
  • Hugo Amaral/ECO
  • Hugo Amaral/ECO
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No entanto, à semelhança do que já havia acontecido antes na sua vida, houve um momento em que fez a pergunta ao contrário e pensou que, da mesma forma que podia correr mal, também poderia correr bem. E arriscou. Só que, antes de dar esse passo, ainda tinha uma dívida de 80 mil dólares para pagar o MBA: “Eu tinha de ir trabalhar para onde pagassem mais e consegui ir para um grande banco internacional, que me dava um bónus de 30 mil dólares. Acabei por ficar, mas nunca gostei de ser banqueiro. Apenas vi aquilo como uma passagem para ganhar algum dinheiro e pagar a dívida que tinha à escola“.

Apesar de não gostar de trabalhar na banca, ainda se manteve no setor durante alguns anos, até porque “era difícil sair”. Mas chegou a um momento em que a vontade de regressar a Portugal lhe pesava cada vez mais e acabou por ligar a um amigo a pedir-lhe que lhe avisasse caso soubesse de alguma oportunidade de emprego. A oportunidade surgiu cinco meses depois, numa área totalmente diferente, mas que lhe abria a porta de regresso a casa: “Havia um senhor espanhol que tinha uma empresa de investimento imobiliário com escritório em Lisboa. Disse que gostava de me conhecer, então eu fui a Madrid conhecê-lo e ele disse-me que eu ia para Lisboa e que íamos tornar aquilo numa grande empresa. E foi assim que eu vim gerir uma empresa imobiliária“.

Depois desta oportunidade, ainda tentou abrir a sua própria empresa de imobiliário, mas reconhece que deu o passo “antes do tempo” e que, por essa razão, “a empresa não foi um sucesso”. Ainda assim, esse “falhanço” permitiu-lhe ter “mais tempo para pensar na vida” e foi nesse intervalo que surge o convite que iria mudar a sua vida para sempre. “Um dia, a Sofia Galvão e o António Borges pediram-me para os ajudar no gabinete de estudos da Dra. Manuela Ferreira Leite, que me recebeu muito bem. Ela deu-me atenção, ouvia-me, e também me ajudou na minha formação. Tentei ajudá-la o máximo que podia e foi aí que eu entrei mesmo na política e fui para o PSD como militante“, disse.

Daí em diante, o seu percurso público é bem conhecido. Foi deputado à Assembleia da República, secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro no XIX Governo Constitucional, entre 2011 e 2014, e comissário europeu de 2014 a 2019. Entre 2020 e 2021, foi administrador da Fundação Gulbenkian. E a 26 de setembro de 2021, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tendo tomado posse a 18 de outubro do mesmo ano.

“Quando me candidatei a presidente da Câmara, estava num momento da minha vida em que pensava como podia ter mais impacto. Já tinha estado no setor privado e estava numa fundação incrível, que era a Gulbenkian, mas achava que me faltava qualquer coisa… Eu queria mudar a vida das pessoas todos os dias e, para isso, tinha de fazer uma escolha que implicava passar de um salário de cinco vezes mais para cinco vezes menos. Perguntei: “Saio feliz? Se a resposta for sim, vamos”. Então lancei-me a achar que ganhava, obviamente. Era um risco enorme, portanto eu não podia pensar que ia correr esse risco para perder“, garantiu.

Correu o risco e percebeu que correu bem. Está agora no seu segundo mandato e garante: “Aqui e agora estou feliz. A minha vida acabou por me fazer ser tudo aquilo que eu não pensava que ia ser. E a verdade é que eu não sabia o que era ser presidente da Câmara, mas foi e é uma grande felicidade, só que com um peso enorme. A pessoa não pode fazer política para ser amado, a pessoa deve fazer política porque ama as pessoas“.

Este podcast está disponível no Spotify e na Apple Podcasts. Uma iniciativa do ECO, na qual Diogo Agostinho, COO do ECO, procura trazer histórias que inspirem pessoas a arriscar, a terem a coragem de tomar decisões e acreditarem nas suas capacidades. Com o apoio da Nissan e da Scalpers.

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Políticos que estão a mudar leis do arrendamento detêm mais de mil imóveis

By: ECO
19 October 2026 at 07:58

Os 220 membros do Governo e deputados dos grupos parlamentares do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP detêm, em conjunto, 1.039 imóveis, avaliados em cerca de 55,6 milhões de euros. Entre estes responsáveis políticos, 41 declararam rendimentos prediais superiores a 807 mil euros e 31 têm participações em empresas do setor imobiliário.

Os dados resultam de um levantamento feito pelo jornal Público às declarações de rendimentos e património entregues pelos titulares de cargos políticos ao Tribunal Constitucional. A maioria dos documentos foi apresentada em 2025, aquando da tomada de posse do atual Governo, e os rendimentos declarados dizem respeito a 2024.

Não existe nenhuma regra que impeça os políticos de deterem imóveis e de obterem rendimentos prediais enquanto legislam sobre imobiliário e habitação. Mas a análise das declarações patrimoniais é do interesse público e informa o debate sobre as escolhas do Executivo e dos grupos parlamentares nestes dossiês.

Dos 220 políticos analisados, apenas 26 afirmaram não possuir imóveis. Os restantes são proprietários de pelo menos um imóvel, sendo que 119 declararam ter dois ou mais, e 88 possuem três ou mais. No total, o património imobiliário inclui 623 imóveis urbanos, 412 rurais e quatro mistos.

Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Público surgem num contexto em que o Governo e os partidos da direita tem promovido várias alterações às políticas de habitação e à legislação do arrendamento, incluindo medidas de incentivo aos proprietários e investidores, benefícios fiscais, e preparam também alterações à legislação do arrendamento.

O Governo destaca-se pelo número de propriedades: os 60 governantes detêm 436 imóveis, com um valor patrimonial conjunto de aproximadamente 23 milhões de euros. Apenas dois membros do Executivo declararam não ter imóveis em seu nome. Com 62 imóveis (dos quais cinco urbanos), Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública, é a maior proprietária do Executivo, seguindo-se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, com 55 (dos quais seis urbanos).

Entre os governantes e deputados analisados, 41 declararam rendimentos prediais, num total de 807.180 euros. No entanto, este número poderá não corresponder à totalidade dos políticos que recebem rendas, uma vez que a legislação permite incluir esses rendimentos na categoria profissional, o que impede a sua identificação autónoma nas declarações. Além disso, 31 dos responsáveis políticos têm participações acionistas em 43 empresas ligadas ao setor imobiliário.

Os últimos dias têm sido marcados por protestos pelo direito à habitação no Porto e em Lisboa, com manifestantes a contestarem a crise habitacional e as políticas do Governo. As mobilizações incluem acampamentos nas duas cidades e reivindicações como a reversão das alterações à lei do arrendamento, o controlo das rendas e o reforço da oferta de habitação pública.

“A mera titularidade de imóveis, a obtenção de rendimentos prediais ou a detenção de uma participação numa sociedade do setor imobiliário não configuram, por si só, um conflito de interesses”, disse ao jornal fonte oficial da IL.

Santalucía alia-se à Zurich por dez anos para seguros automóvel, funeral e de animais de estimação

18 October 2026 at 17:19

A Santalucía e a Zurich Seguros assinaram uma parceria de dez anos para a distribuição cruzada de seguros automóvel, de funeral e de animais de estimação. O acordo permitirá à seguradora espanhola comercializar apólices automóvel da Zurich e à companhia suíça distribuir seguros de funeral e animais de estimação da Santalucía, estando o início da comercialização em Espanha previsto para 2027.

O acordo prevê um modelo de cosseguro no ramo Automóvel. Segundo o jornal espanhol Expansión, as duas companhias partilharão 50% das apólices abrangidas pelo acordo, incluindo os prémios cobrados, o risco assumido e os resultados. A parceria implica o fim da colaboração que a Santalucía mantém atualmente com a Pelayo neste ramo, de acordo com o mesmo jornal.

A parceria junta-se a outros acordos comerciais da Santalucía, nomeadamente com a Sanitas, no ramo da saúde, e com a Unicaja, através da seguradora conjunta Unicorp Vida.

“Esta aliança está plenamente alinhada com as prioridades do nosso Plano Estratégico Contigo2028”, afirmou Andrés Romero, em comunicado, acrescentando que o acordo permitirá diversificar a oferta e responder às necessidades de proteção dos clientes. Vicente Cancio, CEO do Grupo Zurich em Espanha, destacou, por seu lado, a intenção de acelerar o crescimento rentável e sustentável, alargar a proposta de valor e chegar a mais clientes, mantendo os mediadores como parceiros essenciais.

De acordo com a seguradora Santalucía, os rendimentos consolidados da empresa ascendem a 3.885 milhões de euros e os prémios emitidos totalizam 2.621 milhões de euros. No final de 2025, o grupo contava com 9.708 trabalhadores, cerca de 260 agentes, 500 pontos de venda e a colaboração de quase 1.300 corretoras. A companhia está também presente em Portugal (através de parcerias e investimentos), na Colômbia, no México, no Chile e em Itália.

Já o Zurich Insurance Group é um grupo segurador multirramos que serve mais de 82 milhões de clientes em mais de 200 países e territórios, conta com mais de 65.000 trabalhadores e tem sede em Zurique, na Suíça.

Ageas prolonga apoio ao festival Cooljazz até 2029

18 October 2026 at 13:58

O festival Cooljazz e o Grupo Ageas Portugal prolongaram a parceria iniciada em 2024 por mais três anos, até 2029. A colaboração abrange o apoio à realização do evento e a continuidade das iniciativas de acessibilidade desenvolvidas com o envolvimento da Fundação Ageas.

Inês Simões, Diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal. “A renovação da parceria com o Cooljazz até 2029 reforça o compromisso contínuo do Grupo Ageas Portugal com a promoção da cultura e com a criação de um impacto positivo na Comunidade”.

A organização prevê dar continuidade ao trabalho nesta área nas próximas edições, destacando o trabalho já feito com a Sala de Pausa, embora não tenha especificado novas medidas a implementar até 2029.

Karla Campos, diretora da Live Experiences e promotora do Ageas Cooljazz, considera que a renovação permite dar continuidade às iniciativas de acessibilidade e melhorar as condições em que diferentes públicos assistem aos concertos. Inês Simões, diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal, associa a parceria à estratégia da seguradora de apoiar projetos culturais e promover a inclusão.

O Ageas Cooljazz é organizado pela Live Experiences desde 2004. Já o Grupo Ageas Portugal opera no mercado nacional desde 2005 e conta com cerca de 1,9 milhões de clientes, 1.435 colaboradores e 2.105 mediadores. Está presente em 13 países da Europa e Ásia.

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