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EUA anunciam acordo para aquisição de pelo menos 850 caças F-35

22 October 2026 at 13:15
EUA

O Pentágono anunciou hoje um acordo-quadro de 10 anos com a fabricante norte-americana Lockheed Martin para o fornecimento de pelo menos 850 caças F-35, sujeito à aprovação do Congresso.

O acordo destina-se a “modernizar e reforçar” a frota de aviões de combate F-35 Lightning II, segundo um comunicado do Departamento da Defesa norte-americano.

O entendimento prevê também o fornecimento de peças sobressalentes, equipamentos de modernização e serviços de manutenção, abrangendo igualmente encomendas internacionais.

A Lockheed Martin pretende manter uma produção anual de 156 aeronaves, enquanto o acordo estabelece que a empresa financiará com recursos próprios investimentos de pelo menos sete mil milhões de dólares (cerca de seis mil milhões de euros) destinados a apoiar o programa.

O entendimento ainda não constitui uma encomenda definitiva, uma vez que os termos contratuais, os preços e os calendários de entrega terão de ser negociados após a autorização do Congresso norte-americano.

O Pentágono não divulgou o valor global previsto para o contrato, que poderá tornar-se o maior da história do programa F-35, iniciado há cerca de 25 anos.

O F-35 é um caça de quinta geração, equipado com tecnologia furtiva destinada a dificultar a sua deteção pelos radares inimigos, e constitui um dos principais programas de modernização das forças aéreas norte-americanas e de vários países aliados.

Existem três versões do aparelho, adaptadas às necessidades da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros norte-americanos, incluindo modelos capazes de operar a partir de porta-aviões ou realizar descolagens curtas e aterragens verticais.

Apesar da importância estratégica, o programa tem enfrentado sucessivos atrasos e aumentos de custos, sobretudo relacionados com a modernização dos sistemas eletrónicos, a manutenção e a disponibilidade operacional dos aviões.

Num relatório publicado em setembro de 2025, o organismo de fiscalização do Congresso norte-americano (Government Accountability Office, GAO) revelou que os custos da modernização tecnológica conhecida como ‘Block 4’ ultrapassavam as estimativas iniciais e que a sua conclusão estava atrasada pelo menos cinco anos.

O mesmo organismo informou que todos os 110 aviões entregues pela Lockheed Martin em 2024 chegaram com atraso, numa média de 238 dias, contra 61 dias no ano anterior.

O novo acordo procura proporcionar maior previsibilidade à produção e à cadeia de abastecimento, num contexto de aumento da procura de equipamentos militares devido aos conflitos internacionais.

Viúva de Lito Sousa surpreende fãs ao fazer vídeo igual ao marido; veja

21 October 2026 at 18:01

A empresária Mila Seidl, 41, viúva do influenciador Lito Sousa (1967-2026), surpreendeu os fãs na manhã desta quarta-feira (21) ao gravar um vídeo com o mesmo formato dos que o marido postava antes de falecer.

Retornando de uma breve viagem junto ao filho, Malone, de 7 anos, Mila aproveitou o momento dentro do avião para relembrar algumas dicas de Lito que a tranquilizavam quando ela tinha receio de entrar na aeronave. 

“Se você tem medo de voar, como eu já tive um dia, esse vídeo é para você. Eu vou te mostrar um avião que foi praticamente desenhado para deixar o passageiro mais tranquilo. Eu tô a bordo do Boeing 787-9, o Dreamliner”, começou.

Ao longo do vídeo, assim como o influenciador fazia, Seidl comentou sobre o funcionamento do veículo aéreo e garantiu que algumas situações que podem parecer adversidades, como a asa do avião se mexendo, servem para ajudar a mantê-lo no ar.

“Pode perguntar para qualquer pessoa que entende de aviação. Sabe quando você olha pela janela e vê a asa se mexendo? Muita gente se assusta, mas isso é bom. A asa foi feita para flexionar, igual a um galho de bambu que balança no vento e não quebra”, explicou.

“O medo de voar é normal, mas a informação é o melhor remédio”, finalizou ela, pedindo que os seguidores lhe contassem qual é o maior medo de avião que eles têm.

Nos comentários, diversos fãs e amigos de Mila e Lito elogiaram a iniciativa dela e o formato que a equipe usou para criar o roteiro e a edição da filmagem.

“O Lito deve estar todo orgulhoso lá de cima”, “Acho muito legal quando tem conteúdo com a Mila! Esse ato de dar continuidade a tudo que Lito deixou é lindo”, “Que legal você continuar a história dele! Já era fã dele há anos, agora fiquei mais”, escreveram alguns usuários.

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Relembre a morte de Lito Sousa

Lito Sousa morreu aos 59 anos no primeiro dia de outubro. O anúncio foi feito por meio de uma publicação conjunta da conta dele com a da esposa nas redes sociais e confirmado à CNN Brasil por uma amiga da família.

O especialista em aviação e dono do canal “Aviões e Músicas” foi vítima de Creutzfeldt-Jakob, uma doença rara e degenerativa, diagnosticada há pouco mais de um mês.

Em setembro, ele chegou a começar um tratamento experimental com ALN-6457, que chegou ao Brasil no começo do mês em uma operação de urgência para ser usado exclusivamente no acompanhamento dele.

*Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil

De medo de avião à parceria com Lito Sousa: conheça Mila Seidl

 

Mesmo sem expandir, Lisboa terá nova torre de controlo

21 October 2026 at 17:15
Presidente da NAV defende que a nova torre de controlo em Lisboa não está dependente da expansão da capacidade do atual aeroporto, que não tem aprovação ambiental garantida. Projeto avança em 2027.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Pedro Ângelo, presidente da NAV, prevê iniciar obras para a nova torre de controlo no aeroporto de Lisboa em 2027

NAV Portugal investe 5,4 milhões de euros na nova torre de controlo de Cascais

21 October 2026 at 15:00

A NAV Portugal e a Câmara Municipal de Cascais inauguraram esta quarta-feira a nova Torre de Controlo do Aeródromo de Cascais, num investimento que inclui 5,4 milhões de euros aplicados pela empresa responsável pela gestão do tráfego aéreo em novos sistemas e equipamentos.

A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e do presidente do conselho de administração da NAV Portugal, Pedro Ângelo.

A nova torre, construída pelo município e equipada pela NAV Portugal, substitui uma infraestrutura antiga que já apresentava limitações de espaço para a instalação de novos equipamentos.

Com 28,5 metros de altura, o edifício permite uma melhor visibilidade sobre a pista e a área de manobra do aeródromo, facilitando o trabalho dos controladores de tráfego aéreo. A infraestrutura dispõe ainda de novos sistemas de gestão do tráfego aéreo, incluindo o ATIS, que transmite automaticamente informação operacional às aeronaves, e o TWRATM, utilizado na gestão dos planos de voo.

A torre conta também com sistemas de contingência de rádio e radar e uma posição de trabalho adicional, totalmente equipada para assegurar as funções operacionais em caso de necessidade. As instalações incluem ainda espaços de formação, descanso e reuniões, bem como postos de trabalho com melhores condições ergonómicas.

A infraestrutura é a primeira de uma nova geração de torres de controlo da NAV Portugal e integra um plano de modernização que contempla também novas instalações em Lisboa e na Madeira.

A inauguração ocorre num período de crescimento da aviação executiva em Cascais. Em 2025, o aeródromo registou 2.573 movimentos neste segmento, o valor mais elevado de sempre e o dobro do registado em 2019.

A entrada em plena operação da nova torre ainda depende da conclusão da validação dos sistemas e da preparação das equipas, bem como da confirmação das condições técnicas e operacionais necessárias, adiantou a NAV Portugal.

Tires duplicou tráfego de jatos privados desde 2019

21 October 2026 at 13:21
Aeródromo de Cascais passa a ter torre de controlo aéreo de nova geração. Projeto faz parte de um ciclo de investimentos que acompanha o crescimento da procura por esta infraestrutura.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Câmara de Cascais afasta concessão a privados do aeródromo municipal

O e-commerce mudou de escala e o Estado precisa acompanhar

21 October 2026 at 11:00

Comprar no exterior exige poucos cliques. No entanto, fazer a mercadoria chegar ao destino exige uma cadeia logística eficiente e uma fiscalização capaz de identificar riscos sem criar esperas desnecessárias. O comércio eletrônico transformou essa exigência em um desafio de escala, e é por isso que fortalecer os órgãos anuentes, responsáveis por controles sanitários, agropecuários e ambientais, precisa ser uma prioridade de Estado.

O Brasil recebeu quase 110 milhões de remessas postais e expressas apenas no primeiro semestre de 2026, segundo a Receita Federal. Na União Europeia, as importações de itens de baixo valor pelo e-commerce chegaram a quase 5,9 bilhões em 2025. Esses números precisam orientar decisões sobre orçamento, processos, tecnologia e equipes. A capacidade de processar esse fluxo com segurança faz parte da infraestrutura de que o país precisa para competir dentro e fora de suas fronteiras.

Essa realidade exige dos órgãos anuentes uma mudança de mentalidade. Consumidores e empresas acessam fornecedores de diferentes países e esperam entregas rápidas e previsíveis e os controles públicos precisam compreender essa dinâmica. Procedimentos incompatíveis com milhões de pequenas encomendas acumulam trabalho e dificultam a identificação do que realmente exige atenção. A demora, por si só, não é indicador de uma fiscalização eficaz.

A mudança precisa chegar à operação. Isso significa modernizar e integrar sistemas, aproveitar informações antecipadas e orientar a fiscalização pela análise de risco. Significa também assegurar recursos e continuidade para que essas soluções funcionem. O baixo valor de uma mercadoria não elimina riscos sanitários ou de segurança. Por isso, a qualidade da informação e a capacidade de analisá-la são decisivas.

No Brasil, a Receita Federal saiu na frente ao reconhecer que o e-commerce precisava de uma abordagem própria. Com o Programa Remessa Conforme (PRC), organizou o envio antecipado de informações e o pagamento dos tributos na compra, ampliando a capacidade de conhecer e selecionar as operações antes da chegada das mercadorias. Em março de 2026, o PRC respondeu por 96,53% das declarações de importação de remessas registradas no país.

A arrecadação também cresceu. O Imposto de Importação recolhido nas modalidades postal e expressa passou de R$ 2,86 bilhões em 2024 para R$ 4,70 bilhões em 2025, alta nominal de 64,5%. As mudanças tributárias também explicam esse resultado, que não pode ser atribuído exclusivamente ao PRC. O programa estruturou, contudo, o fluxo de dados e o recolhimento antecipado que sustentam a conformidade.

Essa experiência tem uma base que precisa ser preservada: a cooperação público-privada. As empresas de remessa expressa contribuíram com conhecimento da cadeia e capacidade de implementação. São elas que conectam informações à operação, registram declarações, recolhem os tributos recebidos e apresentam as mercadorias à fiscalização. Sua participação foi parte central da viabilidade do programa.

O PRC avança agora para a versão 2.0, cuja implantação, anunciada para janeiro de 2027, poderá ser adiada em razão das adaptações exigidas pela Reforma Tributária do Consumo. O novo modelo prevê o envio de informações das compras diretamente pelas plataformas, com potencial para melhorar a qualidade dos dados e ampliar o controle. Para transformar esse potencial em resultados, os operadores logísticos precisam seguir participando da construção do programa desde a concepção das evoluções processuais e tecnológicas até a implantação.

Os marketplaces conhecem a transação e os produtos. Já os operadores logísticos conhecem as condições para transportar, desembaraçar e entregar cada mercadoria. Esses conhecimentos se complementam, e a comunicação direta entre plataformas e Receita não dispensa a experiência de quem executa a operação. Por isso, os operadores precisam participar da definição das regras, dos testes e das decisões de implantação. Reduzir seu papel à execução de um modelo pronto seria desperdiçar o conhecimento que ajudou a construir o PRC.

Essa cooperação deve alcançar toda a cadeia de fiscalização. O governo precisa assegurar investimentos, cobrar integração e estabelecer metas que combinem agilidade com efetividade dos controles. A reforma tributária torna essa agenda ainda mais urgente. Fortalecer os anuentes é uma escolha de política pública que deve atravessar mandatos. A competitividade que o Brasil deseja precisa aparecer também no orçamento das instituições responsáveis por fazê-la acontecer.

* Lara Gurgel, diretora-executiva da ABRAEC (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas)

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.

Acordo Mercosul-Canadá pode transformar relações comerciais com Brasil

21 October 2026 at 08:50

Um acordo de comércio livre entre o Mercosul e o Canadá poderá transformar as relações económicas entre o Brasil e o Canadá e abrir novas oportunidades de investimento, disse à Lusa um responsável brasileiro.

“Entendemos que pode mudar o patamar das relações entre Brasil e Canadá, claro, com todos os outros membros do bloco Mercosul, mas especialmente para o Brasil”, afirmou Igor Brandão, diretor de operações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para a América do Norte.

Em declarações à Lusa, à margem da 19.ª edição da conferência Doing Business in Brazil, realizada na terça-feira, em Toronto, o responsável considerou que as negociações comerciais poderão reforçar a cooperação em setores como a agricultura, a indústria farmacêutica, a aviação e os produtos transformados.

“O obstáculo principal, o que eu diria, é o calendário. Precisamos acelerar as conversas, isso tem acontecido, já foram 10 rodadas de negociação, mas ainda há alguns capítulos a serem discutidos e concluídos”, explicou.

Segundo Igor Brandão, o acordo poderá beneficiar sobretudo setores de maior valor acrescentado, permitindo diversificar as exportações brasileiras para além das matérias-primas.

“Entendemos que na cadeia de fármacos, por exemplo, manufaturados, alimentos processados, são setores que serão beneficiados e pode gerar um novo perfil do comércio entre o Brasil e o Canadá”, acrescentou.

O responsável destacou a complementaridade das duas economias, apontando a produção canadiana de fertilizantes e a dimensão do setor agrícola brasileiro como exemplos de oportunidades de cooperação.

Também a indústria aeronáutica e os minerais críticos poderão beneficiar de uma maior aproximação económica.

“O Brasil é dono da segunda maior reserva de terras raras. Então, o potencial disso é gigantesco, considerando toda a agenda de transição energética, de economia verde”, salientou.

Igor Brandão sublinhou ainda a experiência canadiana na indústria mineira, considerando que a cooperação tecnológica e a partilha de conhecimento poderão contribuir para uma parceria estratégica de longo prazo.

De acordo com dados da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, as trocas comerciais entre os dois países atingiram cerca de 10,4 mil milhões de dólares norte-americanos (9,3 mil milhões de euros) em 2025, dos quais 7,25 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) corresponderam a exportações brasileiras e 3,14 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) a importações provenientes do Canadá.

O investimento canadiano acumulado na economia brasileira situava-se em cerca de 33 mil milhões de euros no final de 2025, segundo os valores apresentados por Igor Brandão.

Apesar destes números, o responsável considera que existe uma margem significativa para aumentar as trocas comerciais, tendo em conta a dimensão das duas economias.

Igor Brandão defendeu ainda que o Brasil e o Canadá devem desenvolver uma relação económica de longo prazo, independentemente das mudanças políticas em Washington, Otava ou Brasília, considerando que os dois países apresentam interesses e características económicas complementares.

A ApexBrasil prepara ainda três missões comerciais a Toronto e Montreal até ao final do ano, envolvendo empresas dos setores mineiro, alimentar, audiovisual e da economia criativa.

O responsável confirmou que não foram anunciados novos acordos durante a conferência, mas considerou que os contactos realizados reforçaram a confiança dos investidores canadianos no mercado brasileiro.

Por sua vez, Peter Hawkins, copresidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, identificou a proteção de setores económicos concorrentes como um dos principais obstáculos às negociações comerciais entre o Canadá e o Mercosul.

“Ambos produzimos carne e aço, e existe a preocupação de que um mercado possa prejudicar o outro”, afirmou à Lusa, apontando as reservas dos produtores de carne da província canadiana de Alberta relativamente à entrada de produtos brasileiros.

O responsável defendeu, contudo, que as diferenças entre os produtos e as tecnologias utilizadas poderão favorecer a complementaridade entre as duas economias, em vez de aumentar a concorrência.

Segundo Peter Hawkins, mais de metade das matérias em negociação já estará resolvida, embora subsistam questões importantes por concluir.

“Se houver a oportunidade de concretizar um acordo de comércio livre, poderemos aumentar exponencialmente as trocas comerciais”, afirmou, admitindo a possibilidade de gerar mais 6,2 mil milhões de euros em negócios adicionais.

O empresário destacou ainda os contactos estabelecidos entre empresas tecnológicas e representantes do setor agrícola durante a conferência, bem como a preparação de novas missões empresariais nos próximos meses.

Entre as iniciativas previstas está uma missão de empresárias e dirigentes canadianas a Florianópolis e São Paulo, além de contactos nos setores do vestuário, animação e alimentação.

A 19.ª edição do Doing Business in Brazil, organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá em parceria com a ApexBrasil, reuniu empresários, investidores e representantes institucionais para discutir oportunidades de investimento, comércio bilateral, infraestruturas, energia e minerais críticos.

EUA certificam novo avião da Boeing após três anos de atraso

21 October 2026 at 08:13
Certificação permite que a empresa norte-americana comece a entregar a aeronave, apresentada há quase uma década, a companhias aéreas, tanto nos Estados Unidos da América como no estrangeiro.

© Mateusz Marek/EPA

O 737 MAX 10 permite transportar mais passageiros num só voo, cerca de 185 a 210 passageiros, o que pode reduzir o custo por lugar

Reclamações contra a TAP caem 24%, mas queixas sobre atendimento aumentam para 39%

20 October 2026 at 21:10

O número de reclamações dirigidas à TAP diminuiu 24% entre 1 de janeiro e 18 de outubro, face ao período homólogo de 2025, mas as queixas relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento ganharam peso, representando 39,19% do total, segundo uma análise do Portal da Queixa.

No período em análise, foram registadas 222 reclamações contra a companhia aérea, menos 69 do que as 291 contabilizadas nos mesmos meses de 2025. Apesar da redução, a análise revela uma mudança no perfil da insatisfação dos passageiros, com o atendimento e a assistência a assumirem maior importância relativa.

As reclamações relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento passaram de 26,61% do total em 2025 para 39,19% em 2026, um aumento de 12,58 pontos percentuais. Estas queixas incluem situações de atendimento ineficiente, apoio insuficiente ao cliente, comportamento de funcionários e tripulações, recusa de serviço e dificuldades de acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida, refere a análise do Portal da Queixa.

Em sentido contrário, as reclamações relativas a atrasos e cancelamentos recuaram de 20,18% para 12,61%, enquanto as queixas sobre bagagem diminuíram de 15,50% para 11,26%.

As questões financeiras e os reembolsos mantiveram-se como o segundo principal motivo de insatisfação, representando 19,82% das reclamações, contra 19,30% no período homólogo. Já as questões legais e contratuais aumentaram de 2,34% para 4,05%.

A descida das reclamações contrasta com a evolução registada em 2025, ano em que foram contabilizadas 342 queixas contra a TAP, mais 26,20% do que em 2024.

O Índice de Satisfação da TAP no Portal da Queixa situa-se atualmente em 19,9 pontos, numa escala de zero a 100, sendo classificado como “Fraco”. A taxa de solução é de 11,7%, enquanto a taxa de retenção se fixa em 40,9%, de acordo com os mesmos dados.

“Em 2026, a qualidade do serviço e o atendimento ganharam um peso significativo na insatisfação com a TAP, representando quase quatro em cada dez reclamações”, afirmou Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, citado na análise.

O responsável sublinhou que a experiência dos passageiros depende não apenas da operação dos voos, mas também da capacidade de resposta da companhia, da assistência prestada e da forma como os problemas são resolvidos.

Os dados são divulgados numa fase em que a TAP se prepara para receber um novo acionista estrangeiro, num processo de transformação da estrutura acionista da transportadora aérea.

CEO da Ryanair diz que Ursula von der Leyen é uma “inútil”

20 October 2026 at 12:31

O diretor executivo da Ryanair, Michael O’Leary, chamou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de “inútil”, acusando-a de falar sobre competitividade sem fazer nada para a concretizar. Em entrevista à agência Euronews, O’Leary disse que “temos esse bando de incompetentes no Parlamento Europeu, reformulando ainda mais regulamentações destinadas a aumentar o custo das viagens aéreas, quando os consumidores querem tarifas mais baixas.”

A Ryanair vai cortar um milhão de lugares este inverno, com Michael O’Leary a alertar para os aumentos acentuados das tarifas em 2027, exigindo que as companhias aéreas estrangeiras paguem a sua parte. O’Leary criticou os impostos ambientais da UE que se aplicam apenas a voos dentro do bloco. As companhias aéreas norte-americanas, asiáticas e chinesas estão isentas, embora, segundo ele, sejam responsáveis ​​por mais da metade das emissões da aviação europeia.

“Ninguém, além do Parlamento Europeu e de Ursula von der Leyen, criaria um sistema tão estúpido. Se querem mesmo competitividade, tributem os americanos quando eles desembarcarem aqui na Europa.” As rotas de longa distância, operadas por companhias aéreas europeias, americanas, asiáticas e chinesas, estão sujeitas a um regime de compensação de carbono menos rigoroso. De acordo com a Eurocontrol, entidade responsável pela regulação do tráfego aéreo, esses voos representam apenas 6% das partidas, mas são responsáveis ​​por mais da metade das emissões de CO2 da aviação europeia.

Em julho, a Comissão propôs estender a taxa da UE a alguns voos com partida da Europa a partir de 2029. Rotas como Frankfurt-Dubai e Frankfurt-Istambul serão incluídas no mercado de carbono, enquanto trechos mais longos, como Frankfurt-Tóquio, serão excluídos, de acordo com a proposta da Comissão. Voos provenientes dos Estados Unidos e da China que aterrem na Europa estarão isentos.

“Ursula von der Leyen tem medo de fazer qualquer coisa além de falar. É uma inútil”, disse O’Leary ao programa Europe Today . “A Europa tem um roteiro para ser mais competitiva, chamado Relatório Draghi. Dois anos depois, nenhuma das suas recomendações foi implementada e Ursula von der Leyen esconde-se sem fazer nada além de discursar.”

O ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi publicou o relatório em setembro de 2024. O documento alertava para que a UE enfrentaria uma “agonia lenta” sem uma reforma radical e pedia um investimento adicional de até 800 mil milhões de euros por ano. No mês passado, um relatório da Joint European Disruptive Initiative indicava que o bloco implementou 26% das recomendações apresentadas por Draghi; “o progresso é real, mas não está em sintonia com o ritmo do mundo”.

Ryanair procura países competitivos

O’Leary estava em Bruxelas para anunciar a programação de inverno da Ryanair. A companhia aérea vai cortar um milhão de lugares e 20 rotas a partir da Bélgica depois de o governo de Bart De Wever ter aumentado o imposto sobre viagens aéreas em dois euros, elevando-o para sete euros por bilhete – um valor, ainda assim, mais baixo que os 10 euros inicialmente propostos.

“Estamos a transferir aeronaves para os países que são competitivos”, disse O’Leary. “A Bélgica não é competitiva. A França não é competitiva. A Alemanha é irremediavelmente não competitiva.” A nova taxa da Bélgica é ainda menor do que nos países vizinhos: os Países Baixos já cobram 30,25 euros por passageiro que embarca, e a Alemanha 13,03 euros para a maioria dos voos europeus.

A redução das rotas de inverno da Ryanair segue estratégias semelhantes adotadas pela sueca SAS e pela Easyjet, que também reduziram seus voos este ano.

O’Leary alertou os passageiros para esperarem tarifas mais altas. A Ryanair garantiu o preço do combustível deste ano em cerca de 67 dólares por barril, ao negociar o preço antecipadamente, o que a protege do aumento dos custos do petróleo. Mas prevê que esse preço dobre no próximo ano, quando a proteção expirar. “Garantimos que não haverá sobretaxas de combustível”, disse O’Leary, “mas não há dúvida de que as passagens aéreas aumentarão significativamente em 2027 devido aos preços muito mais altos do petróleo.”

Preços dos bilhetes de avião vão "subir significativamente"

20 October 2026 at 10:37
Michael O'Leary, presidente executivo da transportadora aérea Ryanair, antecipa que devido ao aumento dos preços do petróleo e aos impostos europeus voar irá tornar-se muito mais caro em 2027.

© TOMS KALNINS/EPA

"Não há dúvida de que as passagens aéreas irão aumentar significativamente em 2027", afirmou Michael O'Leary.

João Galamba: "A prioridade é o aeroporto e não a TAP"

20 October 2026 at 10:11
João Galamba defende a venda total da TAP e sustenta que a prioridade de atuação do Estado deve focar-se nos aeroportos. O antigo ministro das Infraestruturas alerta para a urgência na habitação.

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