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O seu telemóvel pode ligar para o 112 sem precisar de marcar o número: há uma função que muitos desconhecem

22 October 2026 at 20:00

Contactar os serviços de emergência pode ser mais simples do que abrir a aplicação de chamadas e marcar o 112. Os utilizadores de iPhone têm à disposição uma funcionalidade que permite pedir ajuda através dos botões físicos do equipamento, sem necessidade de introduzir o número de telefone ou sequer desbloquear o dispositivo.

Trata-se da função SOS Emergência, disponibilizada pela Apple, que permite iniciar uma chamada para os serviços de socorro através de uma combinação de botões. De acordo com a empresa tecnológica, esta ferramenta também pode enviar informações sobre a localização do utilizador aos contactos de emergência previamente definidos, desde que estejam reunidas as condições necessárias.

Como ligar para o 112 sem marcar o número?

Para utilizar a funcionalidade, é necessário manter premidos simultaneamente o botão lateral do iPhone e um dos botões de volume. No ecrã surgem os controlos de emergência e, mantendo os botões pressionados, inicia-se uma contagem decrescente que permite estabelecer a chamada para os serviços de socorro.

Segundo a Apple, os botões devem ser libertados depois de terminar a contagem decrescente. Desta forma, o equipamento pode contactar automaticamente os serviços de emergência, sem que seja necessário abrir a aplicação Telefone. O procedimento permite iniciar um pedido de ajuda quando o utilizador tem dificuldade em interagir com o ecrã.

Existe outra forma de ativar a chamada de emergência

Além da combinação dos botões lateral e de volume, o iPhone disponibiliza um segundo método que pode ser configurado nas definições. Para o ativar, basta aceder à aplicação Definições, selecionar SOS Emergência e ativar a opção “Premir 5 vezes para ligar”. A partir desse momento, o equipamento poderá iniciar o procedimento de emergência através de cinco pressões rápidas no botão lateral.

Conforme explica a mesma fonte, esta opção desencadeia uma contagem decrescente antes de efetuar a chamada. O utilizador pode consultar o mesmo menu para ativar ou desativar os diferentes métodos de contacto. Contudo, a Apple alerta que, se uma chamada for efetuada por engano, não se deve desligar antes de explicar ao operador que não é necessária assistência.

Telemóvel também pode avisar familiares e partilhar a localização

A função SOS Emergência não se limita ao contacto com o 112. Depois de terminada uma chamada de emergência, o iPhone pode enviar automaticamente uma mensagem aos contactos previamente escolhidos pelo utilizador, informando-os da situação. Este aviso é enviado por mensagem de texto, a menos que a pessoa opte por cancelar o procedimento.

A Apple explica ainda que a mensagem pode incluir a localização atual do equipamento, quando esta informação estiver disponível. Durante algum tempo, os contactos também poderão receber atualizações caso a localização se altere. Para configurar os destinatários destes avisos, é necessário aceder à aplicação Saúde e selecionar a opção de configuração ou edição dos contactos de emergência.

E se o iPhone estiver bloqueado ou não tiver rede?

Mesmo com o ecrã bloqueado, continua a ser possível contactar os serviços de emergência. Neste caso, o utilizador pode tocar na opção “Emergência”, disponível no ecrã de introdução do código, e marcar o 112. Se a rede da operadora habitual não estiver disponível, o equipamento pode apresentar a indicação “Só SOS” e tentar estabelecer a chamada através de outra rede móvel existente na zona.

Em determinados modelos, nomeadamente a partir do iPhone 14, também existe a possibilidade de contactar os serviços de emergência por satélite quando não há cobertura móvel nem Wi-Fi, desde que a funcionalidade esteja disponível no país e sejam cumpridos os requisitos técnicos. No entanto, a Apple esclarece que algumas opções de emergência dependem do modelo, da região e das condições de ligação, pelo que o seu funcionamento não é garantido em todas as circunstâncias.

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Portugueses descobrem a ‘pólvora’? Equipa consegue travar acumulação de uma proteína ligada à doença de Alzheimer

22 October 2026 at 18:50

Uma equipa de investigadores portugueses conseguiu bloquear, em laboratório, um processo associado à doença de Alzheimer, através de pequenas moléculas que interferem na acumulação de uma proteína no cérebro. A descoberta surgiu de forma inesperada, durante uma investigação que tinha inicialmente outro objetivo, e poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de estudo das doenças neurodegenerativas.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e incidiu sobre a proteína Tau, cuja acumulação anormal está associada ao Alzheimer. Segundo a SIC Notícias, os investigadores identificaram três pequenos fragmentos de anticorpos, conhecidos como nanocorpos, capazes de interferir na formação destes agregados. Um deles conseguiu bloquear a agregação e a propagação da proteína num modelo celular utilizado nos ensaios.

Descoberta surgiu durante investigação a outra proteína

Inicialmente, a equipa procurava compreender melhor o funcionamento da S100B, uma proteína naturalmente presente no cérebro que participa em mecanismos de proteção contra a agregação de outras proteínas. Para estudar a sua atividade, os investigadores desenvolveram nanocorpos, pequenas estruturas derivadas de anticorpos, capazes de reconhecer a S100B e de interferir no seu funcionamento.

Contudo, durante os trabalhos, verificaram que algumas destas moléculas também reconheciam diretamente a proteína Tau. Esta capacidade não fazia parte dos objetivos iniciais da investigação e permitiu identificar uma possível forma de interferir nos processos responsáveis pela formação de agregados proteicos.

Um dos nanocorpos conseguiu bloquear a agregação

Os investigadores selecionaram três nanocorpos para avaliar a sua capacidade de impedir a acumulação anormal da Tau. Todos apresentaram efeitos inibidores, embora com diferentes níveis de eficácia. Um deles destacou-se por atuar sobre uma das principais etapas que favorecem a formação de novos agregados da proteína.

Os resultados, publicados na revista científica Communications Biology, demonstraram que esse nanocorpo conseguiu suprimir a agregação e a propagação da Tau nas condições experimentais estudadas. Cláudio M. Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e coordenador do trabalho, explicou que a descoberta permitiu identificar uma ação inesperada destas moléculas sobre uma proteína associada a doenças neurodegenerativas.

Porque é que a proteína Tau está associada ao Alzheimer?

A Tau desempenha funções importantes no funcionamento normal dos neurónios, nomeadamente na estabilização dos microtúbulos, estruturas envolvidas na organização e no transporte de substâncias dentro das células. Porém, em determinadas circunstâncias, a proteína pode sofrer alterações e começar a acumular-se de forma anormal, dando origem a agregados que estão associados a diferentes doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e caracteriza-se por alterações progressivas das funções cognitivas, incluindo a memória, a orientação e a capacidade de realizar tarefas quotidianas. Entre as alterações observadas no cérebro encontram-se a acumulação de placas de beta-amiloide e a formação de emaranhados da proteína Tau, processos que contribuem para a degeneração dos neurónios.

Descoberta ainda não representa um tratamento

Apesar dos resultados obtidos, a investigação encontra-se numa fase inicial e os nanocorpos identificados ainda não podem ser utilizados como tratamento para a doença de Alzheimer. Os ensaios foram realizados em condições laboratoriais, pelo que não é possível concluir que os mesmos efeitos possam ser reproduzidos no cérebro humano ou que estas moléculas consigam prevenir a evolução da doença.

Os próximos passos passam por testar os nanocorpos em agregados de Tau provenientes de tecido cerebral humano e avaliar, em modelos de neurónios, se a redução da acumulação da proteína consegue proteger as células dos seus efeitos tóxicos. O estudo foi coordenado por Cláudio M. Gomes, no Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas, e contou com a participação de investigadores da Universidade do Porto e de instituições científicas de França e da Bélgica.

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Hotel da cadeia Pestana junto à Praia de Alvor vai fechar para obras a 31 de outubro: até lá há quartos desde 77€

22 October 2026 at 17:50

Um hotel de quatro estrelas situado junto à Praia de Alvor, no concelho de Portimão, prepara-se para encerrar temporariamente para obras. A unidade, pertencente ao grupo Pestana, deverá permanecer fechada durante aproximadamente seis meses, estando o regresso à atividade previsto para a primavera do próximo ano.

Trata-se do Pestana Dom João II Beach & Golf Resort, cuja página oficial anuncia o encerramento entre 31 de outubro e 1 de maio de 2027. Apesar da proximidade da data, o sistema de reservas apresenta tarifas desde 77 euros por noite para duas pessoas, com pequeno-almoço incluído.

Hotel vai permanecer encerrado até maio de 2027

De acordo com o site oficial do Pestana Dom João II, a unidade vai interromper a atividade para a realização de obras a partir de 31 de outubro. O aviso disponibilizado pelo grupo hoteleiro estabelece o dia 1 de maio de 2027 como data de referência para o fim do período de encerramento, não sendo especificada a natureza das intervenções previstas.

O anúncio surge numa altura em que o hotel continua a apresentar diferentes categorias de alojamento no respetivo sistema de reservas. No entanto, não foram divulgados pormenores sobre as áreas que serão intervencionadas, nem sobre eventuais alterações aos quartos, restaurantes ou restantes instalações depois da conclusão dos trabalhos.

Quanto custa passar uma noite neste hotel?

Numa consulta ao site oficial do grupo Pestana, realizada esta quinta-feira, 22 de outubro, surgia uma tarifa de 77 euros para um quarto Deluxe Vista Terra, com pequeno-almoço incluído, para dois adultos, na noite de 29 para 30 de outubro. O preço já contemplava um desconto de 10% associado aos benefícios para membros, sendo a modalidade mais económica apresentada como não reembolsável.

Na mesma pesquisa, um quarto Deluxe Vista Jardim custava 90 euros, enquanto a opção Deluxe Vista Lateral Mar apresentava um preço de 99 euros.

Simulação de reserva para a noite de 29 de outubro

Piscinas e spa fazem parte das instalações

O Pestana Dom João II encontra-se junto à Praia de Alvor e dispõe de acesso direto à zona balnear. Entre as instalações destacadas pelo grupo hoteleiro está uma piscina exterior de água salgada, rodeada por jardins, bem como uma piscina interior aquecida, destinada aos hóspedes que procuram uma alternativa aos banhos de mar.

Segundo a mesma fonte, o hotel conta ainda com o Magic SPA, onde estão disponíveis massagens e tratamentos, além de sauna e banho turco. Para quem prefere atividades ao ar livre, existem opções como minigolfe, futebol e voleibol de areia. Os quartos apresentam uma decoração inspirada nas cores da praia, havendo também soluções comunicantes destinadas a famílias.

Spa do Pestana D. João II, em Alvor | DR

Hotel fica a 10 minutos a pé do centro de Alvor

A localização é outra das características desta unidade hoteleira. Situado entre a Praia de Alvor e a zona da ria, o estabelecimento encontra-se a aproximadamente dez minutos a pé do centro da vila, permitindo chegar a restaurantes, comércio e outros espaços de interesse sem necessidade de utilizar automóvel.

No que diz respeito à restauração, o hotel dispõe do restaurante Pavilhão do Rei, onde são servidas refeições em regime de buffet, incluindo especialidades internacionais e propostas com influência algarvia. A oferta é complementada por espaços de bar, utilizados para refeições ligeiras e bebidas, sendo que alguns funcionam sazonalmente.

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Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada

22 October 2026 at 16:20

Os portugueses que necessitam de medicamentos para tratar a obesidade vão poder beneficiar de uma comparticipação do Estado a partir de fevereiro de 2027. Contudo, o apoio não será atribuído a todos os doentes, uma vez que existem requisitos relacionados com o acompanhamento hospitalar, a especialidade do médico responsável pela prescrição e a duração do tratamento.

A nova medida prevê que o Estado suporte 15% do custo dos medicamentos abrangidos, ficando os restantes 85% a cargo dos utentes, de acordo com as regras gerais deste escalão. De acordo com a Portaria n.º 464/2026/1, publicada em Diário da República esta quinta-feira, 22 de outubro, a comparticipação terá uma duração máxima de 12 meses, contados desde a primeira dispensa do medicamento.

Quem pode beneficiar da comparticipação?

O acesso ao apoio está reservado aos doentes acompanhados pelo Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS). Para serem abrangidos, os utentes devem ter um processo clínico ativo no âmbito do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO).

O acompanhamento não pode limitar-se à prescrição de medicamentos. O programa exige uma intervenção que combine aconselhamento nutricional, planeamento de atividade física e apoio psicológico. Assim sendo, a comparticipação fica associada a um plano terapêutico mais abrangente, destinado a acompanhar a evolução clínica de cada pessoa.

Nem todos os médicos podem passar receitas comparticipadas

Outra das condições estabelecidas na portaria diz respeito aos profissionais autorizados a prescrever estes medicamentos ao abrigo do novo regime. Apenas os especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria que integrem o núcleo hospitalar da equipa multidisciplinar da respetiva ULS poderão emitir as prescrições necessárias para aceder à comparticipação.

Isto significa que uma receita emitida por um médico de família, por exemplo, não será suficiente para garantir o apoio previsto neste regime especial. Mesmo quando existe indicação clínica para o tratamento, o doente terá de cumprir os requisitos de acompanhamento hospitalar e de prescrição definidos na legislação.

Comparticipação termina ao fim de 12 meses

O prazo de atribuição do apoio constitui outra das particularidades desta medida. A comparticipação será concedida durante 12 meses a partir da primeira dispensa do medicamento, período que corresponde ao tempo mínimo de intervenção estabelecido no PCIPO para avaliar a eficácia do acompanhamento terapêutico.

No entanto, o benefício não significa que todas as prescrições sejam automaticamente renovadas ao longo desse período. O médico responsável terá de realizar avaliações periódicas para verificar o cumprimento dos objetivos definidos para cada doente. Os resultados dessas avaliações devem ficar registados no respetivo processo clínico eletrónico.

Onde podem ser adquiridos os medicamentos?

A portaria determina que os medicamentos abrangidos pelo novo regime sejam dispensados exclusivamente em farmácias comunitárias. Apesar de a prescrição comparticipada depender de especialistas integrados nas equipas hospitalares, os utentes poderão levantar a medicação nos estabelecimentos farmacêuticos habituais, mediante apresentação de uma receita válida.

A fiscalização e a monitorização da aplicação destas regras ficarão a cargo do Infarmed, autoridade nacional responsável pelos medicamentos. A entidade deverá acompanhar a utilização dos fármacos abrangidos pelo regime, num contexto em que o tratamento da obesidade passou a integrar um programa nacional de acompanhamento clínico estruturado.

Obesidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo

A introdução desta comparticipação surge num contexto de preocupação com a prevalência da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil milhões de pessoas viviam com a doença em 2022, um problema associado a diferentes complicações de saúde e à necessidade de acompanhamento clínico prolongado.

A organização internacional considera a obesidade uma doença crónica que exige uma resposta abrangente, incluindo diferentes formas de tratamento e acompanhamento ao longo da vida. Em Portugal, o novo regime de comparticipação procura integrar os medicamentos nesse modelo de cuidados, embora o financiamento público previsto para cada doente esteja limitado ao período de 12 meses estabelecido na portaria.

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Ex-concorrente da Casa dos Segredos detida na Tailândia durante uma aula de culinária: regresso a Portugal pode estar para breve

22 October 2026 at 15:20

Daniela Pimenta, antiga concorrente da Casa dos Segredos, da TVI, foi detida na Tailândia enquanto participava numa aula de culinária num restaurante. A portuguesa, de 40 anos, encontrava-se em situação irregular no país há cerca de cinco anos e poderá estar perto de regressar a Portugal.

A ex-concorrente está sob custódia das autoridades tailandesas, acompanhada pelos quatro filhos, mas não se encontra numa prisão. O Correio da Manhã cita o comentador Léo Caeiro que referiu, na quarta-feira, 21 de outubro, durante o programa Olá, Bom Dia!, da CMTV, que Daniela Pimenta aguarda a regularização dos documentos necessários para abandonar o país asiático.

Daniela Pimenta aguarda documentação para regressar a Portugal

Segundo a mesma fonte, a antiga participante do programa da TVI encontra-se detida há cerca de uma semana, depois de os serviços de imigração terem identificado a sua permanência irregular na Tailândia. Apesar da situação, Léo Caeiro garantiu que Daniela Pimenta está bem e que não se encontra num estabelecimento prisional.

O comentador explicou que o regresso depende da validação de documentação pelas autoridades tailandesas. Até ao momento, não foi divulgada uma data oficial para a chegada de Daniela Pimenta a Portugal.

O que aconteceu aos quatro filhos da ex-concorrente?

Uma das principais questões levantadas após a detenção esteve relacionada com o paradeiro das quatro crianças. A mesma fonte adianta que Daniela Pimenta continua acompanhada pelos filhos, esclarecendo assim as dúvidas que surgiram sobre a situação familiar desde que as autoridades tailandesas intervieram.

A antiga concorrente vivia há aproximadamente seis anos na Tailândia com o marido, Pedro Mourato, e os quatro filhos do casal. O mais novo nasceu naquele país e, segundo a publicação, terá também nacionalidade portuguesa. A família encontra-se agora perante a possibilidade de regressar a Portugal, embora ainda não tenham sido esclarecidos todos os procedimentos associados à saída das crianças.

Marido de Daniela Pimenta foi detido há cerca de um ano

Pedro Mourato encontra-se detido na Tailândia desde 2025, depois de ter sido reconhecido por um turista português num centro comercial. O empresário é acusado de envolvimento em alegados esquemas fraudulentos relacionados com criptomoedas e cartões de crédito, num processo que, segundo as informações divulgadas, poderá envolver valores superiores a 500 milhões de euros.

Em Portugal, existem também acusações relacionadas com alegadas burlas a pessoas próximas do casal. Entre os nomes referidos encontram-se João Malheiro, padrinho de um dos filhos, Rúben Boa Nova, antigo concorrente de reality shows, e António Queirós, vencedor da edição da Casa dos Segredos em que Daniela Pimenta participou.

Daniela Pimenta já tinha negado as acusações

A ligação da antiga concorrente às suspeitas que envolvem o marido não é recente. Em declarações à revista Nova Gente, citadas pelo Correio da Manhã, João Malheiro afirmou acreditar que Daniela Pimenta também teve participação nos alegados esquemas, defendendo que não seria apenas uma pessoa prejudicada pela situação.

Contudo, a própria Daniela Pimenta já tinha rejeitado publicamente as acusações em 2018. Numa entrevista concedida à revista TV Mais, considerou falsas as suspeitas divulgadas na altura e afirmou que a situação estava a afetar a sua vida pessoal e familiar. Com o eventual regresso a Portugal, permanece por esclarecer quais os procedimentos judiciais que poderão vir a ser aplicados à antiga concorrente da TVI.

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Sabia que Aljezur já foi praticamente uma ilha? Assoreamento alterou a paisagem mas o nome da vila guarda a memória

22 October 2026 at 13:25

Quem visita atualmente Aljezur encontra uma vila de casas brancas, ruas estreitas e um castelo que domina a paisagem. Porém, há cerca de mil anos, a configuração daquele território seria bastante diferente, uma vez que a povoação esteve praticamente rodeada de água e chegou a desempenhar um papel importante na circulação fluvial da região.

A explicação para esta particularidade encontra-se no próprio nome da vila. De acordo com o portal Visit Portugal, durante o século X, Aljezur seria uma espécie de ilha, contornada pela ribeira que atravessa a localidade. Esta configuração está associada à designação árabe al-Yazira, que significa precisamente “a ilha”.

Ribeira de Aljezur já foi utilizada como porto fluvial

A presença da água não se limitava a definir os contornos da povoação. Durante o período de domínio muçulmano, a ribeira de Aljezur teve também importância na circulação de embarcações, tendo a localidade funcionado como porto fluvial. A mesma fonte refere que esta ligação chegou a integrar a atividade portuária do antigo Império Almorávida.

De salientar que Aljezur foi um importante entreposto comercial algarvio durante a época árabe. A ribeira era navegável antes do terramoto de 1755, permitindo a ligação entre a povoação e outros pontos da região através de uma via de transporte que, entretanto, perdeu as suas antigas características.

O assoreamento acabou por transformar a paisagem

Com o passar dos séculos, a acumulação de sedimentos na ribeira contribuiu para modificar as condições de navegação. Este fenómeno, conhecido como assoreamento, ocorre quando materiais transportados pela água se depositam no leito, podendo reduzir a profundidade dos cursos de água e dificultar a passagem de embarcações.

O blog VagaMundos associa a perda da antiga navegabilidade da ribeira a este processo de transformação. Atualmente, a paisagem observada a partir da vila é dominada por terrenos agrícolas e zonas de vegetação, bastante diferentes do cenário que terá caracterizado Aljezur quando a água desempenhava um papel mais relevante nas deslocações e nas atividades comerciais.

Castelo de Aljezur conserva vestígios do passado muçulmano

Um dos principais testemunhos desse período encontra-se no ponto mais elevado da vila. O Castelo de Aljezur terá sido construído pelos muçulmanos no século X, num cerro de xisto que permitia observar a povoação e os terrenos circundantes. A sua localização proporcionava condições de vigilância sobre uma área que tinha uma configuração distinta da atual.

Os vestígios arqueológicos identificados no local revelam uma ocupação humana muito anterior à construção da fortificação, com testemunhos que remontam à Idade do Bronze. Atualmente, permanecem visíveis partes das muralhas e duas torres, uma circular e outra retangular, que integram o conjunto histórico da antiga estrutura defensiva.

A influência árabe continua presente nas ruas da vila

Além do castelo, o centro histórico de Aljezur conserva características associadas ao seu passado islâmico. As ruas estreitas e sinuosas atravessam um conjunto de habitações tradicionais, com fachadas caiadas de branco, platibandas e elementos coloridos nas portas e janelas. O Visit Portugal compara esta disposição urbana à das antigas medinas árabes.

A partir das zonas mais elevadas, nomeadamente do castelo, é possível observar a várzea de Aljezur e o percurso da ribeira, elementos que ajudam a compreender a importância que a água teve na história local. Entre os espaços que preservam a memória da povoação encontram-se ainda o Museu Municipal, instalado nos antigos Paços do Concelho, e a Casa Museu Pintor José Cercas, dedicada ao artista natural de Aljezur.

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Os pratos saem secos da máquina da loiça mas os recipientes de plástico continuam molhados? Resposta está na velocidade da perda de calor

21 October 2026 at 20:20

A máquina termina o programa, os pratos e os copos parecem secos, mas os recipientes de plástico continuam cobertos de pequenas gotas de água. A diferença não significa necessariamente que exista uma avaria: o plástico perde o calor mais depressa, favorecendo a formação de condensação na superfície.

Segundo a empresa Electrolux, este comportamento pode ser observado em caixas de armazenamento, talheres e outras peças de plástico colocadas na máquina da loiça. Porcelana e vidro conservam o calor durante mais tempo e, por isso, tendem a apresentar resultados de secagem diferentes no final do mesmo ciclo.

Plástico arrefece mais depressa

Durante a lavagem, os diferentes materiais aquecem, mas não mantêm essa temperatura durante o mesmo período. Os utensílios de plástico libertam rapidamente o calor acumulado e começam a arrefecer antes de materiais como o vidro ou a porcelana.

É neste processo que pode surgir a condensação. Assim, encontrar gotas num recipiente de plástico enquanto um prato colocado ao lado está seco não permite, por si só, concluir que a função de secagem da máquina está a funcionar mal.

Programa escolhido pode mudar o resultado

A Electrolux recomenda avaliar primeiro a secagem em peças de porcelana e vidro. Caso também estas permaneçam frias ou demasiado molhadas no final, poderá fazer sentido experimentar um programa AUTO ou intensivo e verificar se o comportamento se mantém.

Os ciclos também não secam todos da mesma forma. Segundo a mesma fonte, os programas ECO e BIO recorrem a uma secagem passiva, enquanto alguns ciclos rápidos de cerca de 30 minutos nem sequer incluem uma sequência de secagem.

Máquina demasiado cheia também pode dificultar

A disposição da loiça dentro do equipamento influencia igualmente o resultado. Uma máquina sobrecarregada ou com peças colocadas de forma incorreta pode dificultar o escoamento da água e reduzir a eficácia das diferentes fases do programa.

Por isso, a marca aconselha a respeitar as indicações do manual e, depois de terminado o ciclo, permitir que o excesso de água evapore antes de retirar a loiça. Recipientes colocados de forma a acumularem água poderão naturalmente sair mais molhados.

Detergente e abrilhantador também contam

Pré-lavar a loiça com detergente antes de a colocar na máquina pode ter o efeito contrário ao pretendido. A marca alerta que o excesso de espuma pode reduzir o efeito do tensioativo e acabar por prejudicar os resultados de secagem.

Também pode ser útil verificar o detergente utilizado e, quando aplicável, ajustar o abrilhantador de acordo com o manual. Nos programas mais curtos, detergentes líquidos ou em pó podem ser preferíveis a algumas pastilhas combinadas, que poderão não dissolver-se completamente durante o tempo disponível.

Há verificações simples antes de chamar um técnico

Filtros e braços aspersores sujos podem igualmente interferir com o funcionamento normal do equipamento. A recomendação passa por verificar e limpar estes componentes seguindo as instruções específicas previstas pelo fabricante para cada modelo.

Algumas máquinas dispõem ainda de funções como Dry+, Dry Plus ou XtraDry, destinadas a melhorar a secagem, embora possam prolongar o programa e aumentar o consumo de energia. Assim, quando apenas o plástico permanece húmido, a explicação pode estar simplesmente na sua capacidade de perder calor rapidamente. Se a porcelana e o vidro também não secarem depois de verificadas estas condições, a Electrolux aconselha recorrer a assistência técnica autorizada.

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Muitos passam pela Praia da Rocha sem reparar: há uma ermida dedicada a uma santa egípcia ‘escondida’ na fortaleza

21 October 2026 at 18:20

Quem passa pela Praia da Rocha tende a olhar primeiro para o extenso areal, para as arribas ou para o Atlântico, mas existe um pequeno espaço religioso que facilmente passa despercebido. No interior da Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar, em Portimão, conserva-se uma ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria, santa cristã tradicionalmente associada à cidade egípcia de Alexandria.

Segundo o portal Visit Portimão, a ermida já existia naquele local antes da construção da fortaleza. Quando a estrutura militar foi levantada durante o reinado de D. Filipe II, o pequeno templo foi mantido e acabou integrado num conjunto que tinha uma função muito diferente: proteger a entrada marítima do rio Arade.

Ermida é mais antiga do que a própria fortaleza

A presença da capela naquele ponto elevado antecede, portanto, a transformação defensiva do promontório. Ao longo dos séculos, mesmo com a importância militar adquirida pelo local, a ermida dedicada a Santa Catarina permaneceu preservada e continua atualmente acessível como espaço de contemplação.

A figura que lhe dá nome está ligada ao Egito. Segundo a tradição cristã, Santa Catarina de Alexandria terá nascido em Alexandria no ano 287, sendo posteriormente venerada como mártir. A sua história foi transmitida durante séculos através de relatos religiosos, vários deles de natureza lendária.

Santa Catarina ficou associada à sabedoria

A tradição apresenta Catarina como uma jovem de grande formação e inteligência, características que contribuíram para que viesse a ser invocada como protetora de estudantes, filósofos e professores. Alguns dos episódios mais conhecidos da sua vida pertencem ao campo da hagiografia cristã.

Entre esses relatos encontra-se o chamado “casamento místico de Santa Catarina”, bem como o episódio em que terá enfrentado o imperador Maximino e debatido com dezenas de filósofos. Independentemente da componente lendária, a devoção à santa difundiu-se por diferentes territórios cristãos ao longo dos séculos.

Fortaleza foi construída para proteger o Arade

Já a estrutura militar que envolve a ermida surgiu por razões estratégicas. A mesma fonte explica que a Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar foi construída por sugestão do engenheiro italiano Alexandre Massai, durante o reinado de D. Filipe II.

O objetivo era reforçar a defesa da barra do rio Arade, cuja entrada tinha importância para Portimão e para a circulação marítima da região. A posição elevada sobre a costa permitia vigiar o acesso ao estuário e controlar uma zona particularmente exposta.

Hoje é também um dos miradouros da Praia da Rocha

Com a perda da função militar original, o local ganhou outra utilização. A fortaleza tornou-se um dos pontos de visita da Praia da Rocha e funciona hoje também como miradouro sobre a costa, oferecendo uma perspetiva elevada sobre o areal e o oceano.

A Praia da Rocha estende-se por mais de um quilómetro e é delimitada por arribas de tonalidades quentes. Além da Fortaleza de Santa Catarina, o Visit Portimão identifica o Miradouro dos Três Castelos como outro dos locais procurados para observar a linha costeira.

Pequeno templo escondido num dos locais mais conhecidos

A dimensão da praia e a imponência da fortaleza podem fazer com que a pequena ermida passe despercebida a muitos visitantes. No entanto, é precisamente esse contraste que torna o espaço particular: dentro de uma construção militar permanece um local religioso cuja origem é anterior às muralhas que hoje o rodeiam.

Assim, quem subir à Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar encontra mais do que uma vista sobre a Praia da Rocha. Ali conserva-se também uma ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria, santa tradicionalmente ligada ao Egito, mantendo lado a lado dois capítulos distintos da história do local: a devoção religiosa e a defesa marítima de Portimão.

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Lembra-se do burro Pacífico? Foi comprado a um agricultor de Monchique por menos de 1€ e levava os tacos de golfe nos campos da Penina

21 October 2026 at 16:20

Um burro carregado de tacos de golfe tornou-se uma das imagens mais improváveis da transformação turística do Algarve. Chamava-se Pacífico, custou apenas 75 cêntimos e acompanhou durante anos Sir Henry Cotton pelos campos da Penina, em Portimão, numa altura em que a região estava ainda longe de ser associada internacionalmente à modalidade.

Segundo o Observador, a história está ligada ao nascimento do Penina Hotel & Golf Resort, inaugurado em 1966 por John Stillwell. O empreendimento juntou um hotel de cinco estrelas ao primeiro campo de golfe relvado do Algarve e ajudou a introduzir um tipo de turismo muito diferente daquele que, até então, procurava sobretudo as praias da região.

Henry Cotton encontrou Pacífico em Monchique

A compra aconteceu durante um passeio pela Serra de Monchique. Henry Cotton, antigo vencedor por três vezes do British Open e responsável pelo desenho do campo da Penina, encontrou um agricultor que seguia acompanhado por um burro e decidiu propor-lhe negócio.

Segundo Sandra Matos, então ligada à direção do hotel e citada pela publicação, Cotton pagou 75 cêntimos pelo animal. O burro recebeu o nome Pacífico e rapidamente ganhou uma função pouco habitual para um animal comprado numa região ainda fortemente rural: passou a transportar os tacos do golfista.

Chegou a acompanhar algumas das maiores figuras do golfe

Pacífico não se limitou a acompanhar partidas discretas. Ao lado de Henry Cotton, acabou por cruzar-se com nomes conhecidos do desporto e do entretenimento que passaram pela Penina durante aqueles anos.

Entre os visitantes mencionados encontram-se Bing Crosby, Bob Hope, Arnold Palmer, Jack Nicklaus, Tony Jacklin, Sean Connery e Lee Trevino. O burro assumia, assim, o papel de um verdadeiro caddie, transportando o equipamento e acompanhando Cotton durante as várias voltas ao campo.

Campo nasceu onde antes existia um arrozal

A história de Pacífico só se entende conhecendo a transformação realizada na Penina. No início da década de 1960, John Stillwell convidou Henry Cotton para projetar um campo de golfe numa área então ocupada por um arrozal na Tapada da Penina.

Foi necessário drenar o terreno antes de avançar com o projeto. Cotton promoveu ainda a plantação de cerca de 300.000 árvores, alterando profundamente a paisagem e criando o enquadramento para aquele que viria a tornar-se um dos campos mais conhecidos do Algarve.

Tradição continuou com Pacífico II e III

O primeiro Pacífico acompanhou Cotton durante vários anos e chegou mesmo a viajar com o golfista para Espanha. Foi nesse país que morreu, em 1972, quando o britânico estava envolvido no desenvolvimento de novos projetos de golfe.

Quando Cotton regressou à Penina, em 1975, encontrou Pacífico II, filho do primeiro burro, que voltou a assumir a função de acompanhante no campo até 1987. Mais tarde surgiu Pacífico III, nascido em 1990, que já não trabalhou como caddie, embora tenha participado num troféu dedicado a Sir Henry Cotton.

Algarve já tinha tido um campo bastante diferente

O golfe não começou propriamente na Penina. A modalidade tinha chegado ao Algarve décadas antes e, em 1937, existiu na Praia da Rocha um pequeno campo de nove buracos, cuja superfície era feita de terra batida e óleo queimado.

A experiência durou pouco e existem poucos registos sobre esse primeiro espaço. A mudança decisiva surgiu com a Penina, cujo campo começou a funcionar em junho de 1966, alguns meses antes da abertura do hotel, em novembro do mesmo ano.

Burro ficou ligado ao início do golfe moderno no Algarve

John Stillwell procurou desde cedo divulgar internacionalmente o projeto, convidando jornalistas estrangeiros e apresentando o Algarve como um destino onde sol e praia podiam ser conjugados com golfe e alojamento de gama elevada. A estratégia ajudou a atrair um público que até então tinha uma presença reduzida na região.

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Na Praia da Rocha ergue-se um hotel onde um “herói finlandês” conseguiu recuperar de uma doença em 1945

21 October 2026 at 16:10

Antes de se tornar um dos hotéis mais reconhecíveis da Praia da Rocha, o edifício do atual Bela Vista Hotel & Spa teve outra vida. A antiga casa viria a transformar-se num espaço de hospedagem que, ao longo do século XX, recebeu aristocratas, artistas, refugiados europeus e até figuras ligadas à história militar do continente.

No site do Hotel Bela Vista pode ler-se que, entre os hóspedes que passaram pelo edifício esteve o barão Carl Gustaf Emil Mannerheim, uma das figuras históricas da Finlândia. Em 1945, já no final da II Guerra Mundial, escolheu aquele hotel algarvio para recuperar de uma doença.

Casa que acabou transformada em hotel

A história do Bela Vista acompanha a transformação da própria Praia da Rocha. O imóvel nasceu como residência, mas acabaria por ganhar uma nova função quando o turismo começou a alterar a relação de Portimão com aquela faixa de costa.

Ao longo dos anos, a adaptação não apagou por completo a identidade anterior do edifício. O próprio hotel apresenta atualmente a sua história como um equilíbrio entre preservação e renovação, procurando manter elementos do passado enquanto atualiza os espaços utilizados pelos hóspedes.

Aristocratas e artistas começaram a procurá-lo

Entre 1936 e 1940, o estabelecimento tornou-se ponto de passagem para aristocratas e artistas, segundo a história divulgada pelo próprio hotel. A localização junto ao Atlântico e o ambiente da Praia da Rocha ajudaram a criar um refúgio distante das grandes capitais europeias.

Essa função ganharia ainda outra dimensão durante os anos seguintes. Com a Europa mergulhada na II Guerra Mundial, Portugal manteve-se neutral e tornou-se passagem ou abrigo temporário para diferentes pessoas que procuravam afastar-se do conflito.

Guerra trouxe hóspedes pouco habituais ao Algarve

Foi nesse contexto que o Bela Vista recebeu refugiados europeus, oficiais alemães e nobres exilados. A mesma fonte refere ainda a passagem de espiões, mostrando como um hotel à beira-mar no Algarve acabou ligado, ainda que indiretamente, ao ambiente político e militar da época.

A Praia da Rocha estava então muito distante da realidade turística atual. O hotel assumia-se como um ponto de acolhimento numa região que começava a ser descoberta por visitantes estrangeiros, ao mesmo tempo que a guerra alterava profundamente os percursos de quem atravessava a Europa.

Mannerheim passou pelo hotel em 1945

Entre esses nomes encontra-se Carl Gustaf Emil Mannerheim, apresentado pelo Bela Vista como “herói da Finlândia”. O antigo chefe militar finlandês esteve hospedado no hotel em 1945, onde recuperou de uma doença, segundo a memória histórica preservada pelo estabelecimento.

A presença de Mannerheim acrescentou ao edifício uma ligação inesperada à história europeia. Num momento em que o conflito mundial se aproximava do fim, uma figura militar estrangeira encontrou na costa de Portimão um lugar para permanecer durante a recuperação.

Hotel continua a valorizar essa memória

Décadas depois, o Bela Vista mantém essa passagem como parte da narrativa do edifício. A história do hotel não se resume, por isso, ao alojamento turístico, cruzando-se também com períodos de instabilidade europeia e com hóspedes que chegaram ao Algarve por razões muito diferentes das férias.

Hoje, quem observa o edifício sobre a Praia da Rocha pode não imaginar tudo o que aconteceu entre aquelas paredes. O antigo lar que se transformou em hotel passou por aristocratas, artistas, refugiados e espiões, mas guarda ainda outro episódio singular: em 1945, Carl Gustaf Emil Mannerheim escolheu aquele ponto do Algarve para recuperar de uma doença.

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Frank Sinatra também passou pelo Algarve e não foi para cantar: elegeu a região de propósito para jogar golfe

21 October 2026 at 13:10

O artista Frank Sinatra passou por Portugal em três momentos muito diferentes da sua vida, mas apenas um deles levou o cantor ao Algarve. Décadas depois de ter atuado pela primeira vez no país, o norte-americano regressou durante os anos 1970, não para subir a um palco, mas para jogar golfe no sul de Portugal.

Segundo o Blog Graciosa Online, essa terá sido a segunda passagem de Sinatra por território português. Não se sabe qual o ano exato, o campo escolhido ou a localidade algarvia onde esteve. Descubriu-se apenas que a deslocação ocorreu durante a década de 1970 e teve como motivo a prática de golfe.

Primeira passagem por Portugal aconteceu em 1945

A relação de Frank Sinatra com Portugal tinha começado cerca de três décadas antes, muito longe do Algarve. Em 1945, o cantor esteve na ilha Terceira, nos Açores, acompanhado pelo comediante Phil Silvers, num período em que a Base das Lajes já tinha um papel importante na presença militar norte-americana no Atlântico.

Sinatra atuou para os militares dos Estados Unidos estacionados na base, naquele que terá sido o seu primeiro concerto em território português. A música norte-americana encontrava então nas Lajes um importante ponto de difusão, através de bandas militares e de espetáculos destinados às forças ali estacionadas.

Passeou por Angra e deixou uma Kodak para trás

A passagem pelos Açores não ficou limitada ao espetáculo. Com base num relato do historiador Valdemar Mota, a publicação conta que Sinatra fez uma curta deslocação por Angra do Heroísmo, onde percorreu a Rua da Sé, deu autógrafos e conversou com comerciantes locais.

Foi durante esse passeio que terá reparado numa colcha regional de São Jorge pertencente ao comerciante José Pinto Enes. Sinatra propôs trocar a peça por uma máquina fotográfica Kodak que transportava consigo. O negócio foi aceite, o cantor levou a colcha para os Estados Unidos e a máquina permaneceu na Terceira.

Açores recebiam algumas das maiores estrelas da época

A presença de Sinatra não foi um caso isolado. Naquele período, as ilhas Terceira e Santa Maria funcionavam como importantes pontos de escala nas ligações aéreas do Atlântico Norte, recebendo passageiros vindos de diferentes partes do mundo.

Segundo a mesma fonte, por estas ilhas passaram também nomes como Bing Crosby, Bob Hope, Arturo Toscanini, Charlton Heston e Vivien Leigh. Glenn Miller esteve igualmente na Base das Lajes, onde realizou um dos seus últimos concertos.

Algarve foi escolhido para uma viagem de golfe

Só vários anos mais tarde Frank Sinatra voltaria a Portugal. A mesma fonte situa essa segunda passagem na década de 1970, quando o artista se deslocou ao Algarve para jogar golfe, numa visita que contrastou com aquela que o tinha levado às Lajes em 1945.

A terceira passagem aconteceu já perto do final da carreira. A 8 de junho de 1992, Frank Sinatra atuou no Estádio das Antas, no Porto, quando tinha 76 anos, naquela que foi a sua grande atuação em Portugal várias décadas depois do concerto destinado aos militares nos Açores.

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Aldeia em Arcos de Valdevez tem 24 construções de pedra que parecem túmulos mas serviam para guardar alimentos

21 October 2026 at 12:50

À primeira vista, as pequenas construções de granito alinhadas sobre uma grande rocha podem fazer lembrar antigos túmulos. A verdadeira função, porém, era bastante diferente. Na aldeia de Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, existe uma eira comunitária formada por 24 espigueiros onde as famílias guardavam os cereais necessários à alimentação.

O conjunto encontra-se na periferia da zona habitada, num ponto elevado dominado por um grande afloramento granítico. Escreve o portal Visit Portugal que os espigueiros apresentam elementos dos séculos XVIII e XIX e foram utilizados sobretudo para conservar milho, uma cultura abundante nesta zona do norte do país.

O mais antigo nasceu em 1782

De salientar que o espigueiro mais antigo do conjunto data de 1782. A eira foi sendo ocupada por outras estruturas semelhantes até atingir as 24 construções que podem atualmente ser observadas lado a lado.

A escolha da pedra e da localização tinha uma função ligada à conservação dos alimentos. Ali eram armazenados os cereais recolhidos pela comunidade, numa época em que garantir reservas em boas condições era fundamental para assegurar a alimentação das famílias ao longo do ano.

Cruzes no topo não estão ali por acaso

Um detalhe chama particularmente a atenção em vários espigueiros: as cruzes colocadas na parte superior. Segundo o Visit Portugal, representam a proteção divina daquilo que se encontrava guardado no interior e, por extensão, da própria sobrevivência da comunidade.

A relação com o alimento era suficientemente importante para a fonte associar estas cruzes à ideia do “pão nosso de cada dia”. Os espigueiros eram, assim, mais do que simples elementos da paisagem rural, uma vez que protegiam uma parte essencial das colheitas de quem vivia em Soajo.

Eira comunitária continua ligada aos habitantes

O conjunto não deve ser entendido apenas como um vestígio abandonado de outros tempos. A eira comunitária ainda hoje é utilizada pela população, mantendo uma ligação entre o património e a vida da aldeia.

As 24 estruturas assentam sobre uma extensa base natural de granito. A concentração dos espigueiros num mesmo espaço revela também uma forma comunitária de organização, na qual diferentes famílias partilhavam a mesma área para armazenar aquilo que produziam.

Soajo guarda outro Monumento Nacional

Quem entra no núcleo da aldeia encontra ruas de pedra e pequenas casas construídas com blocos de granito. No centro destaca-se ainda o pelourinho de Soajo, classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Um dos seus elementos mais curiosos é a representação de uma face humana, coroada por uma forma triangular que faz lembrar um chapéu de três bicos. A arquitetura tradicional acompanha o visitante até à zona onde se encontra a eira, um dos locais mais reconhecíveis da povoação.

Aldeia fica dentro do Peneda-Gerês

Soajo está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, numa área do concelho de Arcos de Valdevez marcada pela paisagem de montanha. Além do património construído, a região oferece percursos pedestres e outras atividades ao ar livre.

A gastronomia local mantém igualmente uma forte ligação ao território, com carne de raça barrosã, cabrito da serra, arroz de frango e vinho verde entre os produtos destacados pelo Visit Portugal. Contudo, é no alto da aldeia que permanece uma das imagens mais particulares de Soajo: 24 pequenas construções de granito que podem sugerir túmulos a quem as vê pela primeira vez, mas que foram erguidas para proteger o milho e outros cereais das famílias locais.

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Suspeitas de fraude no Museu dos Coches: PJ investiga bilhetes gratuitos e com desconto emitidos a visitantes sem direito

21 October 2026 at 12:20

Bilhetes gratuitos ou com desconto terão sido emitidos a visitantes que não reuniam os requisitos para beneficiar dessas condições no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois funcionários da instituição, suspeitos de se apropriarem de parte dos valores pagos pelos visitantes através desse método.

Segundo a agência de notícias Lusa, a própria Museus e Monumentos de Portugal (MMP), empresa pública responsável pelo equipamento cultural, tinha detetado irregularidades relacionadas com a bilheteira e desencadeou os procedimentos que acabariam por conduzir à investigação policial.

Sistema de descontos está no centro das suspeitas

Os dois funcionários, um homem e uma mulher de 48 e 61 anos, são suspeitos de emitir bilhetes e documentos de faturação através de categorias destinadas a situações de desconto ou gratuitidade, mesmo quando os visitantes não estavam abrangidos por esses regimes.

Segundo os elementos divulgados pela PJ, os clientes pagariam o valor correspondente à entrada, mas no sistema ficaria registado um título mais barato ou gratuito. A diferença entre o montante entregue pelo visitante e aquele que surgia associado ao bilhete terá sido, segundo a suspeita das autoridades, apropriada pelos funcionários.

Investigação começou depois de alerta interno

A Museus e Monumentos de Portugal confirmou que a ação realizada pelas autoridades ocorreu no Museu Nacional dos Coches e esclareceu que o processo teve origem dentro da própria organização, após terem sido identificadas situações anómalas na operação da bilheteira.

A empresa pública garante estar a fornecer às autoridades todos os elementos solicitados para o apuramento dos factos. Apesar da investigação em curso, a entidade manifestou também confiança na direção do museu e nos restantes profissionais que trabalham diariamente naquela instituição.

PJ admite que esquema possa ser mais antigo

A investigação desenvolvida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção centra-se, para já, em factos ocorridos desde março de 2026. No entanto, a PJ admite que a alegada prática possa ter começado antes dessa data.

Determinar a duração exata da atividade será, por isso, uma das questões a esclarecer no decorrer do processo. A informação divulgada até ao momento também não quantifica o número de bilhetes envolvidos nem o montante total que poderá ter sido desviado.

Operação levou a quatro buscas

As detenções ocorreram no âmbito da operação denominada Free Pass, que incluiu o cumprimento de quatro mandados de busca, tanto domiciliários como noutros locais, na Área Metropolitana de Lisboa.

Na operação estiveram envolvidos nove inspetores e quatro especialistas de polícia científica da PJ, além de um magistrado do Ministério Público. Os factos investigados são suscetíveis de integrar crimes de peculato e falsidade informática, de acordo com a Polícia Judiciária.

Museu diz estar a colaborar com as autoridades

O Museu Nacional dos Coches integra a rede gerida pela Museus e Monumentos de Portugal, que sublinhou ter aplicado os procedimentos legalmente previstos assim que tomou conhecimento das irregularidades identificadas internamente.

A investigação deverá agora procurar perceber quantos bilhetes foram emitidos através das categorias alegadamente utilizadas de forma indevida, quais os valores envolvidos e desde quando poderá ter ocorrido a prática. Até uma decisão judicial, os dois funcionários detidos beneficiam da presunção de inocência e as suspeitas atribuídas pela Polícia Judiciária permanecem por provar.

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Condutor apanhado a circular a 292 km/h na Ponte Vasco da Gama percorreu 8,4 km em menos de 2 minutos

21 October 2026 at 11:00

Foram necessários apenas 103 segundos, ou um minuto e 43 segundos, para um condutor percorrer cerca de 8,4 quilómetros na Ponte Vasco da Gama. O automobilista foi detetado na segunda-feira, dia 19, com uma velocidade média registada de 292 km/h, muito acima do máximo permitido naquela travessia.

De acordo com a SIC Notícias, trata-se da velocidade mais elevada alguma vez identificada pelo sistema de controlo de velocidade média instalado na ponte. A infração foi detetada pela GNR e ocorreu num troço onde os veículos ligeiros não podem ultrapassar os 120 km/h.

Radar não mede apenas a velocidade num ponto

Ao contrário dos equipamentos que registam a velocidade num local específico, este sistema calcula quanto tempo cada veículo demora a percorrer a distância existente entre dois pontos de controlo. A partir desse intervalo é obtida a velocidade média realizada durante todo o percurso.

Neste caso, estão em causa aproximadamente 8,4 quilómetros. O tempo registado entre os dois pontos foi de 103 segundos, permitindo ao sistema determinar uma velocidade média de 292 km/h ao longo do troço fiscalizado.

Circulava 172 km/h acima do limite

Na Ponte Vasco da Gama, a velocidade máxima permitida indicada para aquele troço é de 120 km/h. A diferença entre esse limite e o valor registado pela GNR chegou, assim, aos 172 km/h.

O número ganha outra dimensão quando é convertido em tempo: o condutor percorreu toda a extensão controlada pelo radar em menos de dois minutos. Como se trata de velocidade média, o registo não corresponde apenas a um pico momentâneo atingido durante alguns segundos.

Condutor arrisca ficar sem conduzir

Além da velocidade registada, o caso poderá ter consequências para o automobilista. A SIC Notícias refere que o condutor arrisca agora uma coima de 500 euros, na sequência da infração detetada pela GNR.

Está ainda prevista uma sanção acessória de inibição de conduzir, que poderá chegar aos dois anos, segundo a informação divulgada. Caberá agora às autoridades dar seguimento ao procedimento resultante do excesso de velocidade identificado.

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Bateu com o carro dentro de uma propriedade privada? Norma de 2026 esclarece quando o seguro pode responder

20 October 2026 at 19:40

Bater com o carro num portão, noutro veículo ou numa pessoa dentro de uma propriedade privada não significa que o seguro obrigatório deixe de responder. Em 2026, as condições gerais da apólice foram atualizadas para explicitar que a cobertura não depende de o acidente acontecer numa estrada aberta ao trânsito. Esta proteção, porém, não começou com a nova norma.

De acordo com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), considera-se que o veículo está em circulação quando é utilizado de forma compatível com a sua função habitual de transportar pessoas ou coisas, independentemente do terreno onde se encontra e de estar estacionado ou em movimento.

Garagem privada também pode estar abrangida

A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R, de 16 de abril, introduziu esta definição nas condições gerais da apólice. Na informação divulgada sobre a alteração, a ASF salienta que a formulação explicita a abrangência de vias privadas e de zonas de acesso restrito. A localização do acidente, isoladamente, não basta para afastar a cobertura.

Imagine, por exemplo, que um condutor faz marcha-atrás no pátio de um condomínio ou numa propriedade privada e embate no automóvel de outra pessoa. Se estiver a utilizar o carro como meio de transporte, o facto de o acidente não ter ocorrido na via pública não exclui automaticamente a intervenção do seguro, sem prejuízo da responsabilidade apurada e das exclusões legais.

Até um veículo estacionado pode estar em “circulação”

A formulação pode parecer contraditória, mas o conceito jurídico de circulação é mais amplo do que um automóvel estar simplesmente a deslocar-se. A cláusula 2.ª das condições gerais refere expressamente que o veículo pode encontrar-se “estacionado ou em movimento”, desde que a utilização seja compatível com a sua função habitual de transporte.

Também não se deve confundir estacionamento com dispensa de seguro. O portal gov.pt recorda que um veículo matriculado e em condições de circular deve, em regra, manter o seguro mesmo quando está guardado num terreno particular ou numa garagem. A lei prevê exceções, nomeadamente para veículos formalmente retirados e proibidos de utilização, o que não equivale apenas a deixá-los estacionados.

Seguro obrigatório protege terceiros

Há, contudo, uma diferença importante entre o seguro responder pelo acidente e pagar todos os estragos. Segundo a ASF, o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel garante a indemnização pelos danos corporais e materiais causados a terceiros, dentro das condições e dos limites legais.

Assim, se o condutor danificar o carro de outra pessoa dentro de uma propriedade privada, a cobertura obrigatória poderá ser acionada. Já os estragos no próprio automóvel responsável não estão cobertos por essa garantia, podendo ser abrangidos por uma cobertura facultativa de danos próprios, quando contratada e aplicável.

O mesmo cuidado é necessário quando está em causa um portão. Se pertencer ao próprio condutor responsável ou ao tomador do seguro, os danos materiais estão excluídos da cobertura obrigatória, conforme o artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, de 21 de agosto. O diploma também exclui os danos corporais sofridos pelo condutor responsável pelo acidente.

Há utilizações que ficam fora desta lógica

Não basta existir um veículo para que qualquer acidente ocorrido numa propriedade privada fique automaticamente abrangido pelo seguro automóvel. É necessário perceber para que estava a ser utilizado no momento do sinistro.

O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 26/2025, de 20 de março, afasta a obrigação deste seguro nas situações em que os veículos desempenham funções meramente agrícolas ou industriais. A distinção depende da utilização concreta: estar numa quinta ou numa instalação industrial não basta, por si só, para aplicar essa exceção.

Alteração entrou em vigor em junho de 2026

A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R entrou em vigor em 16 de junho de 2026. Para os contratos que já estavam em vigor, o artigo 5.º prevê a aplicação das alterações a partir da primeira renovação que ocorra depois de decorridos 60 dias sobre aquela data. A seguradora deve comunicar as mudanças e os respetivos motivos com, pelo menos, 30 dias de antecedência relativamente a essa renovação.

Importa distinguir esta atualização contratual da existência da proteção. O conceito de circulação já constava do artigo 1.º-A do Decreto-Lei n.º 291/2007, introduzido pela alteração de 2025. A norma de 2026 adaptou a apólice a esse enquadramento, não criou de raiz a possibilidade de cobertura em propriedade privada.

Por isso, num acidente dentro de uma garagem, quinta ou pátio, a pergunta não deve limitar-se a “aconteceu na estrada?”. Importa saber como estava a ser utilizado o veículo, quem responde pelos danos e quais as exclusões aplicáveis. O seguro obrigatório pode responder longe da via pública, mas isso não significa que pague todos os prejuízos de qualquer acidente ocorrido nesse local.

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Conheça a praia no Algarve onde é possível caminhar entre três areais diferentes quando a maré está baixa

20 October 2026 at 16:30

Há um ponto da costa algarvia onde a descida da maré transforma a paisagem e permite percorrer, a pé, três praias diferentes sem sair praticamente do areal. Acontece na Praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo, onde a extensão de areia fica ligada às vizinhas praias do Castelejo e da Barriga quando o nível do mar recua.

Segundo o portal Visit Algarve, a Cordoama integra um troço costeiro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e distingue-se pelo areal comprido, enquadrado por arribas que ultrapassam, em alguns pontos, os 100 metros de altura. Apesar da frequência de surfistas e praticantes de bodyboard, a dimensão da praia permite encontrar zonas mais afastadas e tranquilas.

Maré baixa cria uma ligação entre três praias

É precisamente nessa altura do dia que surge uma das características mais curiosas do local. Com a maré suficientemente baixa, o areal da Cordoama passa a comunicar com os da Praia do Castelejo e da Praia da Barriga, formando uma faixa contínua junto ao oceano.

A situação muda quando a água começa a subir. A mesma fonte alerta que, durante a maré cheia, a faixa de areia disponível se torna bastante mais estreita, pelo que quem pretenda percorrer esta zona deve ter em atenção as condições do mar e evitar ficar encurralado junto às arribas.

Arribas chegam a ultrapassar os 100 metros

A paisagem não é marcada apenas pelo oceano. As falésias elevam-se de forma acentuada sobre a praia e criam uma sucessão de recortes ao longo da costa, que vão perdendo nitidez à distância e ajudam a explicar o aspeto mais selvagem deste setor do litoral.

Existe ainda um morro utilizado como miradouro natural, a partir do qual é frequente realizarem-se saltos de parapente. A altura do relevo permite observar uma larga extensão da costa e perceber a dimensão do areal que une as diferentes praias durante a maré baixa.

Há líquenes, dunas e uma linha de água

Nas paredes rochosas viradas a norte podem observar-se áreas esbranquiçadas que, à primeira vista, podem parecer diferentes tipos de rocha. Na realidade, tratam-se de extensas coberturas de líquenes que se desenvolveram sobre as arribas.

Mais abaixo, uma pequena linha de água percorre um barranco até chegar à praia. Nas dunas encontram-se espécies adaptadas às condições costeiras, entre as quais o estorno, o cardo-marítimo e o narciso-das-praias, enquanto o aroma da esteva se mistura com a maresia.

Ondulação atrai praticantes de surf

A Cordoama está exposta ao Atlântico e recebe uma ondulação forte e relativamente regular. Estas características tornam a praia procurada para a prática de surf e bodyboard, existindo inclusive apoio ligado a uma escola de surf durante a época balnear.

Apesar das boas condições para estes desportos, quem visita a praia deve igualmente respeitar as características naturais do local. O Visit Algarve recomenda manter uma distância de segurança das arribas devido ao risco de derrocadas e queda de pedras, além de utilizar os caminhos existentes para não degradar as pequenas formações dunares.

Fica a cerca de cinco quilómetros de Vila do Bispo

O acesso faz-se a partir de Vila do Bispo, junto ao Mercado Municipal, seguindo depois por uma estrada alcatroada durante aproximadamente cinco quilómetros. No local existe estacionamento amplo e organizado, além de restaurante, instalações sanitárias e apoio balnear.

A praia dispõe também de vigilância durante a época balnear. Contudo, é na maré baixa que revela uma das suas particularidades mais marcantes: o recuo da água permite que Cordoama, Castelejo e Barriga fiquem unidos pelo areal, oferecendo a possibilidade de caminhar entre três praias diferentes ao longo da mesma faixa costeira.

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Lembra-se do falso tsunami de 1999 em Faro? Estas são as zonas da cidade que podem ser afetadas por um fenómeno real

20 October 2026 at 14:40

Quem estava no Algarve a 22 de agosto de 1999 poderá recordar a tarde em que uma alegada onda gigante colocou banhistas e autoridades em alerta. Praias foram evacuadas, formaram-se filas de trânsito e espalhou-se a informação de que uma onda com vários metros de altura se aproximava da costa. O episódio é recordado numa reportagem de Nuno Couto, publicada pelo Jornal do Algarve em agosto de 2019.

O tsunami nunca chegou. Também não é possível determinar que zonas teriam sido inundadas por uma onda que não existiu. Num fenómeno real, os efeitos dependem da origem do tsunami, das características das ondas, da maré e da configuração do terreno e dos fundos marinhos.

Praia de Faro encontra-se na frente costeira

O Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve, publicado pela então Autoridade Nacional de Proteção Civil em 2010, reúne relatos sobre o impacto de 1755 nas formações arenosas que separam Faro do oceano.

No capítulo de Fantina Tedim e João Gonçalves, as descrições históricas referem ondas que ultrapassaram as ilhas e provocaram danos nas barreiras litorais. É nesta frente costeira que se encontra a atual Praia de Faro, diretamente exposta ao oceano.

Aeroporto também surge entre as zonas vulneráveis

Um estudo de Henrique Vicêncio, publicado no volume de 2022 da revista científica Territorium, analisou diferentes cenários para o Aeroporto de Faro. A inundação até cotas de quatro a cinco metros poderia impedir voos comerciais, embora o autor admitisse operações de emergência.

No cenário de seis metros, uma parte considerável da pista ficaria inundada. As instalações dos bombeiros aeroportuários surgem expostas já à cota de três metros.

São, contudo, hipóteses simplificadas: o trabalho utiliza a altitude do terreno, sem simular a propagação das ondas e a sua interação com a costa. As cotas indicadas não correspondem à altura da onda no mar nem à profundidade da água em todo o aeroporto.

Ria Formosa pode atenuar o impacto, mas também sofrer danos

A geografia de Faro cria uma situação particular. Entre o núcleo urbano e o oceano encontram-se as ilhas-barreira e a laguna da Ria Formosa. Segundo a análise histórica publicada pela Proteção Civil, essa configuração contribuiu para reduzir o impacto de 1755 na cidade.

Um dos relatos citados refere que a maré estava baixa e que a água, depois de ultrapassar as ilhas e encontrar os bancos de sedimentos, não excedeu na cidade os limites de uma maré grande. As barreiras naturais sofreram, porém, danos importantes.

Faro não está livre do risco por estar atrás das ilhas

O comportamento descrito em 1755 não garante uma proteção idêntica num próximo tsunami. As condições de maré e as características do fenómeno podem ser diferentes, pelo que os relatos históricos não devem ser usados para classificar o núcleo urbano como uma zona automaticamente segura.

O planeamento municipal reconhece a necessidade de preparação. A versão do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Faro aprovada pela comissão municipal em 2011 inclui expressamente os tsunamis entre as situações consideradas. O documento regista ainda um exercício realizado em novembro de 2010, articulado com o plano regional para o risco sísmico e de tsunamis.

Já a revisão do Plano Diretor Municipal, publicada pelo Aviso n.º 20948/2024/2, de 20 de setembro, contempla zonas inundáveis e condicionantes associadas à sismicidade. Essas disposições não devem, contudo, ser confundidas com um mapa que indique até onde chegaria um tsunami.

Em 1999, tentar fugir também provocou dificuldades

O falso alarme revelou problemas que não dependem diretamente da altura da água. Segundo a reportagem do Jornal do Algarve, a informação sobre uma suposta onda entre 12 e 25 metros provocou congestionamentos no litoral. Ao mesmo tempo, houve pessoas que permaneceram perto do mar para tentar observar o fenómeno anunciado.

As alturas divulgadas naquele dia pertencem ao relato do falso alarme, não a medições de um tsunami. Não podem, por isso, ser usadas para calcular os danos que teria provocado em Faro.

Os estudos e os relatos históricos permitem reconhecer vulnerabilidades na frente costeira e no aeroporto, mas não estabelecer uma lista definitiva das zonas que seriam mais afetadas em qualquer cenário. A experiência de 1755 ajuda a compreender o papel das ilhas-barreira, sem permitir garantir que um novo tsunami teria o mesmo comportamento ou produziria os mesmos efeitos.

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BP e Moeve de Portimão assaltadas no mesmo dia: suspeitos levaram 270€ e maços de tabaco

20 October 2026 at 13:40

Dois postos de combustível em Portimão foram assaltados no mesmo dia por dois homens que terão atuado de cara tapada e armados com uma pistola. Os crimes ocorreram no domingo, 18 de outubro, e tiveram como alvo instalações da BP e da Moeve, estando agora sob investigação da Polícia Judiciária.

Escreve o Correio da Manhã que os dois suspeitos terão chegado aos locais num motociclo e usado capacetes para esconder o rosto. Apesar de o método descrito ser semelhante nos dois casos, o valor levado em cada posto foi bastante diferente.

Primeiro assalto terminou com fuga rápida

O primeiro episódio terá ocorrido cerca das 16:30 h num posto da BP em Portimão. Os suspeitos entraram no estabelecimento, mas acabaram por abandonar o local sem conseguir levar dinheiro da caixa. Segundo a mesma fonte, durante essa ocorrência foi roubado apenas o telemóvel do funcionário. Os dois homens terão sido obrigados a fugir pouco depois, seguindo então para outro posto de combustível da cidade.

O segundo assalto ocorreu num posto da Moeve. Neste caso, os autores conseguiram apoderar-se de cerca de 270 euros em numerário, além de vários maços de tabaco existentes no estabelecimento. O Correio da Manhã refere que as autoridades trabalham com a hipótese de os mesmos dois homens estarem envolvidos nas duas ocorrências.

PSP esteve nos locais após os assaltos

A PSP deslocou-se aos locais na sequência dos crimes e tomou conhecimento das duas ocorrências. A investigação, porém, não ficou a cargo daquela força policial.

Os dois processos foram entregues à Polícia Judiciária (PJ), que deverá agora procurar determinar a identidade dos suspeitos e perceber com maior detalhe o percurso seguido entre os dois postos de combustível.

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Há 2.700 casas à venda em Portugal por mais de 3.000.000€ e este é o perfil dos compradores

20 October 2026 at 13:20

Portugal tem atualmente cerca de 2.700 casas colocadas no mercado por valores superiores a três milhões de euros, num segmento em que o comprador chega sobretudo do estrangeiro. Britânicos, norte-americanos, alemães e brasileiros estão entre as nacionalidades com maior presença num mercado onde privacidade, sustentabilidade e eficiência energética começam também a ganhar peso na decisão.

De acordo com o portal de notícias Dinheiro Vivo, existem ainda aproximadamente 17.000 imóveis à venda por mais de um milhão de euros. Apesar dos números, Eva Peribáñez, diretora da divisão de arte e clientes privados da Hiscox Ibéria, considera que esta oferta é relativamente reduzida quando comparada com a dimensão global do mercado habitacional português.

Três regiões concentram 75% destas casas

Lisboa, Algarve e Porto reúnem cerca de três quartos da oferta nacional de habitações com preços superiores a um milhão de euros. A concentração ajuda a explicar porque determinadas zonas têm continuado a registar aumentos expressivos no valor das propriedades mais caras.

No segmento acima dos três milhões, Cascais registou uma subida média de preços de 13% e Sintra de 14,9%. No sul do país, Lagos avançou 13,5% e Loulé 11%, enquanto na Madeira a valorização indicada pela responsável da Hiscox chegou aos 21,7%.

Comprador vem sobretudo de fora de Portugal

O perfil dominante não é, contudo, o de um comprador nacional. Segundo Eva Peribáñez, a procura é atualmente maioritariamente internacional e tornou-se mais diversificada, não estando dependente apenas de programas de vistos ou de investimentos realizados com objetivos de curto prazo.

As motivações também variam. Há quem procure estas propriedades para residência permanente, quem pretenda uma segunda habitação e quem veja o imobiliário português como uma forma de diversificar ou preservar património. Britânicos, norte-americanos, alemães e brasileiros destacam-se entre os compradores mais ativos.

No Algarve os britânicos continuam em primeiro lugar

A presença estrangeira é particularmente visível no Algarve. Entre as transações internacionais acima de um milhão de euros, os compradores do Reino Unido representam 33,2%, mantendo uma vantagem significativa sobre as restantes nacionalidades mencionadas.

Os franceses surgem depois, com 19,3%, seguidos pelos alemães, com 8%, neerlandeses, com 5%, e suecos, com 4,8%. A mesma fonte refere que o valor médio das moradias unifamiliares de luxo no Algarve se mantém acima dos 4,5 milhões de euros desde 2017, tendo alcançado aproximadamente 5,13 milhões em 2025.

Há compradores mais jovens a entrar neste mercado

O mercado de luxo também está a passar por uma transformação geracional. Ao perfil tradicional, frequentemente ligado à compra de uma segunda residência ou à conservação de património, está a juntar-se uma geração mais jovem associada a setores como tecnologia, finanças e empreendedorismo internacional.

Estes compradores acrescentam novos critérios à escolha da casa. Privacidade e design continuam relevantes, mas sustentabilidade, eficiência energética e boas condições de conectividade assumem uma importância crescente nas propriedades de elevado valor, segundo a responsável da Hiscox.

Portugal continua mais barato do que outros mercados de luxo

O preço relativo é apontado como uma das razões para a capacidade de Portugal continuar a atrair compradores estrangeiros. Um estudo recente da Hiscox, citado pela publicação, concluiu que o valor médio do mercado residencial de luxo em Lisboa é aproximadamente 25% inferior ao encontrado em Paris ou Londres.

A diferença aumenta na comparação com Nova Iorque, onde os valores médios serão cerca de 45% superiores aos da capital portuguesa. Segurança, estabilidade, clima, qualidade de vida e ligações internacionais são outros fatores destacados por Eva Peribáñez para explicar a procura. Mesmo num mercado onde existem apenas cerca de 2.700 propriedades anunciadas acima dos três milhões de euros, Portugal continua, assim, a captar compradores internacionais interessados tanto em viver no país como em manter aqui parte do seu património.

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“Abriu o teatro do absurdo”: José Sócrates pronuncia-se após sessão do julgamento que durou apenas 5 minutos

20 October 2026 at 12:20

José Sócrates reagiu à primeira sessão do novo julgamento em que responde, juntamente com Carlos Santos Silva, por três crimes de branqueamento de capitais. A audiência da última segunda-feira, 19 de outubro, no Campus de Justiça, em Lisboa, durou cerca de cinco minutos, depois de duas questões levantadas pela defesa terem levado o tribunal a interromper os trabalhos. O processo prossegue a 30 de outubro.

À saída do tribunal, o antigo primeiro-ministro voltou a contestar a existência deste processo separado daquele que já está a ser julgado no âmbito da Operação Marquês. “Abriu o teatro do absurdo”, afirmou aos jornalistas, defendendo que existem factos relacionados a serem apreciados simultaneamente em dois tribunais.

Ministério Público pediu três dias

A curta duração da sessão ficou a dever-se a dois requerimentos apresentados pela defesa de Sócrates na sexta-feira anterior ao julgamento. O juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, deu conta dessas questões logo no início dos trabalhos.

Como o Ministério Público apenas teve acesso aos documentos pouco antes da audiência, pediu três dias para os analisar e responder. Segundo o Jornal de Notícias, o tribunal aceitou o prazo, pelo que não chegou a ser iniciada a discussão sobre os crimes imputados aos dois arguidos.

Defesa quer processos reunidos

Uma das questões colocadas por Filipe Baptista, atual advogado de José Sócrates, está relacionada com a própria separação deste processo. A defesa entende que os crimes de branqueamento aqui em causa estão ligados aos factos apreciados no julgamento principal da Operação Marquês.

Sócrates sustenta, por isso, que deveria existir um único julgamento, contestando aquilo que descreve como uma duplicação da apreciação dos mesmos factos. O antigo governante reiterou publicamente essa posição após sair do Campus de Justiça.

Segundo requerimento invoca garantias de defesa

A outra questão levantada prende-se com alterações introduzidas na acusação na sequência de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa. A defesa contesta que essas modificações possam produzir efeitos neste processo autónomo sem uma decisão própria do tribunal que o está a julgar.

Segundo a posição transmitida por Sócrates, deverá também ser assegurada a possibilidade de a defesa responder especificamente às alterações que passaram a integrar este processo. Será agora necessário aguardar pela posição do Ministério Público e pela decisão do coletivo sobre estas questões prévias.

Sócrates rejeita intenção de atrasar processo

O momento escolhido para apresentar os requerimentos também foi questionado, uma vez que os documentos chegaram ao processo na sexta-feira, dia 16, no último dia útil antes da audiência. Sócrates rejeitou que a iniciativa tivesse como objetivo adiar o julgamento.

O antigo primeiro-ministro relacionou o momento da entrega com a mudança recente na sua defesa. Filipe Baptista substituiu Pedro Delille e, segundo Sócrates, dispôs de pouco tempo para analisar o processo e preparar as questões que entendeu colocar ao tribunal.

Sócrates e Santos Silva respondem por três crimes

Este processo foi autonomizado da Operação Marquês em 2021 e tem como arguidos José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva. Ambos respondem por três crimes de branqueamento de capitais e negam ter praticado os crimes pelos quais estão acusados.

Segundo a acusação do Ministério Público, estão em causa movimentos financeiros realizados entre 2011 e 2014 através de contas associadas a Carlos Santos Silva, à mulher do empresário e ao antigo motorista de Sócrates, que terão permitido fazer chegar ao antigo primeiro-ministro verbas que a acusação considera de origem ilícita. Essa versão é contestada pelos arguidos. Depois da sessão desta segunda-feira ter terminado praticamente assim que começou, o julgamento tem agora 30 de outubro como próxima data marcada.

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