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Laboratório no Norte quer proteína de insetos como “alternativa sustentável” em pão, massas ou bolachas

23 October 2026 at 13:18

Os insetos comestíveis já não se servem no prato, mas são farinha num “pão que sabe a pão” e constituem uma “alternativa sustentável às proteínas tradicionais”, num negócio a dar os primeiros passos em Portugal, explicou hoje o B2ECoLAB.

“Há 10 anos, os insetos eram vistos como algo exótico. Atualmente estamos a incorporar esta fonte concentrada de proteína em produtos familiares, como pão, massas, bolachas, barritas, de maneira a que o sabor não seja comprometido”, descreveu à Lusa Ana Rita Ribeiro, gestora de projetos no B2ECoLAB, um Laboratório Colaborativo de Bioeconomia Azul com sede em Matosinhos, no distrito do Porto.

Assim, quando o inseto é “incorporado num pão ou numa barrita, vai ser saboroso e ter características sensoriais a que o consumidor está habituado”, pelo que “um pão sabe a pão e uma barrita sabe a uma barrita”, assegurou a responsável, no Dia Mundial do Inseto Comestível.

Para assinalar a data e desmistificar preconceitos, o B2E promove um almoço com produtos confecionados a partir de produtos com proteína de inseto no restaurante pedagógico da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.

A iniciativa insere-se no âmbito da Agenda InsectERA, uma agenda mobilizadora de inovação empresarial, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que reúne um consórcio de cerca de 38 parceiros, entre empresas e centros de investigação.

Com um investimento de cerca de 43 milhões de euros, dos quais 28,7 milhões do PRR, a agenda desenvolve “novas soluções alimentares a partir de proteína de inseto, numa lógica de economia circular”.

“O objetivo é desenvolver novas soluções alimentares e industriais baseadas em insetos, sempre numa lógica de inovação, sustentabilidade e economia circular”, explica Ana Rita Ribeiro.

A responsável refere que existe já “muito conhecimento científico, muitas tecnologias de produção, alta regulamentação europeia e empresas a desenvolverem ingredientes e produtos”.

“É aqui que entra o projeto: estamos a transformar uma alternativa alimentar promissora numa realidade industrial e a criar condições para que possa chegar ao quotidiano dos consumidores. Estamos a abrir caminho para democratizar o consumo”, descreve.

A gestora de projetos indica que “há vários insetos que se podem comer ou que são permitidos para consumo humano na Europa” e “um deles é a tenebrio”.

“É uma fonte concentrada de proteína. Tem cerca de 55 gramas por 100 gramas de farinha, ou seja, 55% de proteína em 100 gramas de farinha. E tem ainda vitaminas, minerais e fósforo. É uma alternativa interessante para diversificar as fontes de proteína tradicionais, como a carne e o peixe”, refere.

Acresce “uma parte de sustentabilidade e eficiência na produção”.

“Na produção usamos menos recursos, menos espaço, menos área arável, menos água potável para consumo humano e também menos alimento que pode servir para alimento humano. Para produzirmos um quilo de massa de insetos, temos que lhe dar dois quilos de alimento. Um bovino, por exemplo, tem que levar oito quilos de alimento para produzir uma massa equivalente”, exemplifica.

A responsável admite que o preço ainda é uma condicionante para a massificação da produção, mas “existe bastante investimento” e “emprego criado” na fileira, com perspetivas de “um aumento bastante grande até 2030”.

Ana Rita Ribeiro assinala que, recentemente, a Comissão Europeia deu conta de que “os insetos são estratégicos como alimento para os peixes em aquacultura, por exemplo”.

“Isto é importante porque implica maior investimento com a alimentação animal. E porque quem produz tenebrio para a alimentação animal também pode ter uma linha ao lado para a alimentação humana”, descreve.

“Com a União Europeia a dizer explicitamente que se deve investir nos insetos, podemos participar ativamente nesta construção e em colocar Portugal a desenvolver competências para participar nesta transformação tecnológica e industrial”, sublinha.

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Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga

22 October 2026 at 21:29

A Casa S, projetada pelo arquiteto Luís Cunha, da L2C Arquitetura, de Braga, foi distinguida com o título de Vencedor no Architecture MasterPrize 2026, na categoria “Residential Architecture – Single Family”, dedicada à habitação unifamiliar.

O projeto, implementado numa encosta íngreme no concelho de Braga, privilegiou relação entre a habitação e a paisagem. A casa surge em dois planos horizontais deslocados que são inseridos na encosta “íngreme”, organizando os espaços comuns no piso inferior e os espaços privados no superior.

Nesta obra que teve como empreiteiro geral a empresa bracarense Cintilante Construções Lda, o betão aparente funciona como estrutura, sistema de contenção e acabamento, enquanto os telhados verdes, os balanços profundos e os pátios moderam o clima e a luz natural.

Uma clarabóia emoldura um dos sobreiros existentes, enquanto a rocha exposta permanece visível nos pisos dos quartos, integrando a topografia, a luz e a geologia no quotidiano, segundo a descrição disponível no ‘site‘ oficial do prémio.

Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio

“É uma grande satisfação ver a Casa S reconhecida num prémio com esta dimensão internacional. Este projeto reúne preocupações que atravessam o nosso trabalho: o rigor do desenho, a relação com a paisagem e a qualidade dos espaços habitados. A distinção dá uma nova projeção ao percurso que temos vindo a construir a partir de Braga”, diz Luís Cunha, em comunicado enviado a O MINHO.

O projeto está entre os trabalhos premiados por um júri internacional, numa edição que, segundo a organização, reuniu milhares de candidaturas provenientes de 95 países.

Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Imagem: Divulgação

Com sede nos Estados Unidos da América, o Architecture MasterPrize distingue a excelência na arquitetura, no design de interiores e na arquitetura paisagista à escala mundial. Os projetos são avaliados por um júri internacional de arquitetos, académicos e especialistas, segundo critérios como a qualidade do desenho, a originalidade e a relação com o contexto.

Ao longo das suas edições, o prémio distinguiu projetos de referências da arquitetura contemporânea como Álvaro Siza Vieira, Zaha Hadid Architects, Tadao Ando e Renzo Piano.

O arquiteto Luís Cunha estará presente em novembro, no Museu Guggenheim de Bilbau, em Espanha, na cerimónia de entrega dos prémios que celebra os vencedores das edições de 2025 e 2026.

Dirigida por Luís Cunha, a L2C Arquitetura desenvolve projetos de habitação, serviços e equipamentos, acompanhando o processo desde a conceção até à construção.

O atelier considera que esta distinção “traz para Braga um reconhecimento internacional, dando visibilidade à arquitetura produzida na região”.

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Parlamento chumba elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade

21 October 2026 at 23:00

A elevação da vila de Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade foi reprovada, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

O Projeto de Lei n.º 241, apresentado pelo PS, foi chumbado com os votos contra de PSD, CDS-PP e Chega. PS, IL, Livre, PCP, BE e JPP votaram a favor.

A elevação era um objetivo da autarquia liderada por Frederico Castro que, até ao momento, ainda não reagiu.

Foto: AR TV

Já a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) congratulou-se, esta noite, pelo desfecho da votação.

“Esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, refere, em nota enviada às redações.

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Minho sob aviso amarelo devido à agitação marítima

21 October 2026 at 19:46

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera ativou aviso amarelo para os distritos de Braga e de Viana do Castelo por causa da agitação marítima prevista na sexta-feira.

O aviso entra em vigor às 09:00 horas e prolonga-se até às 21:00, esperando-se ondas de noroeste até quatro a cinco metros de altura, nas zonas costeiras de Esposende, Viana do Castelo e Caminha.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A previsão aponta para o regresso da chuva ao Minho na quinta-feira, ao final da tarde. Não está prevista precipitação para os dias seguintes, apesar da nebulosidade.

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Fafe: 18 anos de cadeia para pedreiro que matou homem em café por “50 contos”

19 October 2026 at 21:44

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a pena de 18 anos e seis meses de prisão aplicada, em maio passado, na primeira instância, ao pedreiro que, a 09 de fevereiro de 2025, matou a tiro um homem, de 35 anos, filho de um empreiteiro de Guimarães, num café na vila de Arões, em Fafe.

Joaquim Carneiro, de 71 anos, que foi ainda condenado a pagar 130 mil euros à família da vítima, recorreu da decisão do Tribunal de Guimarães contestando várias conclusões do coletivo de juízes e negando ter tido intenção de matar, por isso, não ter atuado por “motivo fútil”.

No entanto, os juízes-desembargadores não concordaram: “Motivo fútil é o que, avaliado segundo as conceções éticas e morais dominantes na comunidade, se revela de importância mínima, de tal modo desproporcionado relativamente à gravidade da reação homicida que o facto surge como produto de um profundo desprezo pelo valor da vida humana, devendo, por isso, ser considerado um motivo pesadamente repugnante, baixo ou gratuito”.

Desprezo pela vida humana

Recorde-se que o Tribunal de Guimarães considerou provado que o homicida atuou com intenção clara de matar Pedro Oliveira, demonstrando “absoluto desprezo pela vida humana”. E lamentou a ausência de arrependimento perante a família do jovem.

O acórdão baseou-se, sobretudo, na prova “segura e robusta” das testemunhas.

Segundo a acusação, o crime teve origem numa alegada dívida antiga relacionada com trabalhos realizados por Joaquim Carneiro ao pai da vítima, há cerca de 30 anos. Dívida essa que o pai de Pedro Oliveira, ouvido em tribunal na qualidade de assistente, negou existir, afirmando que todos os serviços tinham sido pagos.

O homicídio aconteceu no café Pérola Central, na vila de Arões, durante uma discussão em que o arguido chamou “caloteiro” ao pai da vítima, dizendo que lhe tinha ficado a dever “50 contos”.

Após Pedro Oliveira pedir que não utilizasse a expressão, Joaquim Carneiro disparou um tiro de pistola de calibre 6,35 mm a curta distância, atingindo-o no peito.

Depois do crime, o homicida, conhecido localmente por “Quim Pedreiro”, conseguiu escapar às autoridades durante toda a noite. Na manhã seguinte, apresentou-se no Serviço de Urgência do Hospital de Fafe acompanhado por um advogado, alegadamente com sinais de desorientação e comportamento alterado.

A vítima foi encontrada pelos socorristas caída, na via pública, com sangramento profuso pela boca, em paragem cardiorrespiratória, sendo realizadas manobras de reanimação por cerca de 30 minutos.

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Jovem de Braga sagra-se campeão da Taça da Europa de patinagem artística

19 October 2026 at 20:02

O patinador Tiago Leite, de 15 anos e natural de São Lázaro, Braga, sagrou-se hoje campeão da Taça da Europa na categoria de Patinagem Livre, no escalão de Cadetes, competição que está a decorrer em Stade, na Alemanha.

O atleta, que representa a Casa do Povo de Areias, de Barcelos, conquistou a medalha de ouro no evento que será disputado até sábado.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o clube barcelense classificou o resultado como “uma conquista extraordinária, fruto de muito trabalho, dedicação e paixão pela patinagem”.

A Casa do Povo de Areias destacou ainda o trabalho dos treinadores Joana Magalhães e Diogo Craveiro, que acompanharam o jovem atleta na competição, e agradeceu à Federação de Patinagem de Portugal a “confiança” depositada no clube para representar o país.

“Que orgulho ver o Tiago brilhar ao mais alto nível e levar Portugal ao lugar mais alto do pódio”, sublinha a coletividade fundada em Areias (São Vicente).

Para além de Tiago Leite, esta segunda-feira, o clube congratulou-se ainda pela conquista de Francisco Andrade, que foi vice-campeão da Taça da Europa de Patinagem Livre, no escalão de Juniores.

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