Ontem, choveu dentro do Mercado Municipal de Barcelos, que reabriu há cerca de um mês, após obras de requalificação de 4,8 milhões de euros.
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a água a cair com intensidade do telhado, alagando os corredores.
Vídeo: Celeste Costa / Facebook
Contactada por O MINHO, a Câmara de Barcelos garante que as “infiltrações não afetaram nenhum operador do Mercado, pelo que não causaram qualquer prejuízo”.
“Tendo em conta que a obra ainda se encontra dentro do prazo de garantia, o empreiteiro foi contactado de imediato pela Câmara Municipal e comprometeu-se a proceder em conformidade para corrigir a situação com a maior urgência”, acrescenta a autarquia.
Em relação ao inicialmente previsto, há uma derrapagem de cinco anos no prazo de execução e de 2,9 milhões de euros no investimento.
Uma derrapagem que o município justifica com o facto de o concurso lançado pelo anterior executivo (PS) não respeitar a legislação atual e conter “deficiências técnicas que impediam a reabertura” do mercado.
O concurso público foi lançado em 2018, quando a Câmara de Barcelos era liderada pelo Partido Socialista (PS).
“Após a conclusão da referida empreitada, e já durante o primeiro mandato do executivo municipal liderado pela coligação PSD/CDS-PP/BTF, verificou-se que o concurso lançado pelo anterior executivo não respeitava a legislação atual e continha deficiências técnicas que impediam a reabertura do Mercado Municipal”, explicou o município.
Houve, assim, necessidade de lançar novo concurso e de promover obras adicionais, aumentando o prazo de execução da obra e inflacionando os custos.
O investimento foi financiado em 3,2 milhões de euros por fundos europeus.
Enquanto decorreram as obras, o mercado funcionou em instalações provisórias.
A intervenção incidiu sobre os dois principais pátios interiores, que passaram a ser cobertos e encerrados através de estruturas metálicas, madeira e vidro, com soluções de controlo térmico e iluminação natural.
“Estas novas estruturas permitem proteger os espaços da chuva, vento, frio e excesso de exposição solar, reduzindo simultaneamente o impacto visual da intervenção sobre a envolvente”, sublinhou o município, em comunicado, na altura da inauguração.
Acrescentou que os espaços centrais ganharam também “maior versatilidade” e passaram a poder acolher, para além da atividade regular do mercado, feiras, exposições, atividades culturais e outros eventos.
“A reabilitação pretendeu conciliar a preservação do valor arquitetónico do mercado com a sua adaptação às exigências contemporâneas, assegurando melhores condições de utilização e reforçando a sua capacidade para acolher novas funções e dinâmicas”, lia-se ainda no comunicado.
Segundo o município, o mercado, além de um espaço de comércio, foi pensado para se tornar num “verdadeiro ponto de encontro da comunidade”.
Mais de 48 mil descargas elétricas atmosféricas foram registadas nas últimas 24 horas em Portugal, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje consultada por O MINHO.
Cada descarga corresponde a um raio de trovoada. Ao trovão chama-se o som da trovoada e ao relâmpago a luz. Nem todas as descargas caem no solo, algumas ocorrem apenas entre nuvens.
Segundo o mapa, há registo de 14.566 descargas elétricas positivas (as mais intensas) e 34.131 descargas elétricas negativas, contemplando não só o território continental mas também a atividade que acontece junto à costa e também junto à fronteira, mas já do lado espanhol.
De acordo com o mapa, constata-se que as trovoadas atingiram sobretudo o Minho durante toda a manhã, altura em que o IPMA elevou o aviso por causa da trovoada de amarelo para laranja nos distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto.
Recorde-se que os distritos de Braga e Viana do Castelo, bem como outros 11 do território continental, estão sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje devido à trovoada.
O IPMA alerta para “condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm numa hora, granizo com diâmetro inferior a dois centímetros e rajadas entre 70 e 90 km/h”.
O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Pedro Almeida fotografou a trovoada, na madrugada desta terça-feira, em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha.
“Festival elétrico sobre o Atlântico”, descreve o fotógrafo, descrevendo que as imagens foram captadas pelas 03:54.
Foto: Pedro AlmeidaFoto: Pedro Almeida
Recorde-se que os distritos de Braga e Viana do Castelo, bem como outros 11 do território continental, estão sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje devido à trovoada.
O IPMA alerta para “condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm numa hora, granizo com diâmetro inferior a dois centímetros e rajadas entre 70 e 90 km/h”.
O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O Plano Diretor Municipal (PDM) de Monção inclui a partir de hoje normas do Plano de Gestão dos Riscos de Inundações (PGRI), impedindo a construção de caves ou a localização de quartos no piso inferior à cota de cheia.
Publicada em Diário da República (DR), a aprovação da “2.ª alteração por adaptação do PDM de Monção” consiste “na transposição das normas do PGRI – Região Hidrográfica Minho e Lima-RH1 (PGRI do Minho Lima)”, de acordo com a minuta disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Nas novas construções em solo urbano em zonas identificadas como perigosas, o PDM impede agora a construção de caves e “a localização de quartos de dormir no piso inferior à cota de cheia definida para o local”.
É ainda necessário que as edificações “garantam a resistência dos edifícios aos potenciais danos de inundação” e “não aumentem a perigosidade da inundação”.
Para as zonas de “perigosidade Muito Alta/Alta”, o PDM impede, “em qualquer circunstância, a existência de habitações abaixo da cota de cheia definida para o local”.
Assim, é necessário garantir “que a cota de soleira é superior à cota de cheia definida para o local, devendo o edifício ser vazado até esta cota”.
Nestas zonas devem ainda “ser adotadas soluções urbanísticas e construtivas que garantam a resistência estrutural do edificado utilizando materiais de construção capazes de suportar o contacto direto e prolongado (pelo menos 72 horas) com as águas de inundação sem sofrer danos significativos”.
Nas áreas de “perigosidade Média”, as construções devem igualmente incluir “soluções arquitetónicas que não permitam a utilização e usufruto da volumetria edificada na parte correspondente à que se encontra abaixo da cota que potencialmente possa estar sujeita a inundação”.
Já quanto às obras de “reconstrução após catástrofe por inundação”, em todas as classes de perigosidade, devem “reabilitar os espaços públicos considerando soluções que permitam aumentar e valorizar as zonas de infiltração/retenção”.
É também necessário “dar preferência à relocalização do edificado destruído fora da zona de risco de inundação, sempre que possível”.
“Promover a renaturalização dos cursos de água artificializados recorrendo a técnicas de engenharia biofísica e privilegiando espécies autóctones” é outra das medidas previstas.
Nas classes de “perigosidade Muito Alta/Alta”, após catástrofe, “no caso de o edificado ter sido parcialmente afetado, apenas são permitidas as obras de reconstrução que se destinem exclusivamente a suprir insuficiências de segurança, salubridade e acessibilidade aos edifícios para garantir mobilidade sem condicionamentos”.
Por outro lado, “não é permitido o aumento da área de implantação, da área total de construção, da altura da fachada ou do número de pisos, nem o número de edifícios a reconstruir, exceto em situação que se demonstre que essa ampliação diminui a exposição ao risco de inundação”.
“Nas obras de reconstrução devem ser utilizados materiais de construção capazes de suportar o contacto direto e prolongado (pelo menos 72 horas) com as águas de inundação sem sofrer danos significativos”, acrescenta a publicação em DR.
No caso de o edificado ter sido totalmente destruído, deve ser “preferencialmente transferido” para outro local.
A manhã desta terça-feira ficou marcada por forte trovoada na região do Norte, levando a que os distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto estivessem sob aviso laranja.
A página Meteo Trás os Montes – Portugal partilho uma incrível imagem da trovoada em Vila do Conde, distrito do Porto, captando quatro raios em simultâneo.
Um poste de eletricidade incendiou-se, na manhã desta terça-feira, na rua do Paço, em Messegães, Monção, na sequência das fortes trovoadas que estão a atingir a região.
O alerta foi dado às 09:37 e para o local foram mobilizados os Bombeiros de Monção, GNR e uma equipa da E-Redes.
Vídeo: DR
Ao que O MINHO apurou, há zonas que se encontram sem luz.
Também em Monção, em Cortes, a chuva intensa provocou a inundação da via, na Avenida 24 de Agosto.
Como O MINHO noticiou, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para laranja o aviso por causa da trovoada nos distritos de Braga e Viana do Castelo, até ao meio-dia.
O aviso laranja é o segundo mais grave e é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA alerta para “condições favoráveis para ocorrência de fenómeno meteorológicos severos localizados, como: trovoada; precipitação localmente muito forte, com acumulação entre 20 a 40 mm em 1h; granizo com diâmetro igual ou superior a 2 cm; rajadas iguais ou superiores a 90 km/h”.
A segunda edição decorre no TEMPO, de 9 a 11 de outubro, com filmes portugueses e internacionais. As sessões têm entrada gratuita, com levantamento prévio de bilhete.
O Museu Municipal de Loulé volta a convidar o público a participar numa experiência cultural e sensorial memorável. Inserido nas comemorações das Jornadas Europeias do Património, o projeto “Histórias e Sabores” regressa no próximo dia 26 de setembro, pelas 16h00, para celebrar a herança histórica e patrimonial do concelho, unindo a memória da atividade socioeconómica local à excelência da vitivinicultura regional.
Nesta edição, a iniciativa propõe uma viagem no tempo no Polo Museológico dos Frutos Secos, em Loulé, uma antiga unidade fabril de transformação e comercialização desativada na década de 1990. Os participantes terão a oportunidade de desvendar a história desta atividade económica fundamental e a sua importância para Loulé enquanto polo comercial, conhecendo de perto as antigas máquinas de partir amêndoa, triturar alfarroba e outros objetos e materiais de época.
Para elevar a experiência, a jornada será complementada por uma degustação de vinhos regionais, fruto de uma colaboração com a Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA). Nesta edição, o destaque vai para o produtor Vinhas de Nexe, que trará à prova sabores autênticos que refletem a identidade e a tradição vitivinícola da região.
Com este projeto, o Município de Loulé e o seu Museu Municipal reforçam o compromisso em promover a identidade e a memória locais, unindo a valorização do património industrial e cultural à promoção dos produtos endógenos e da gastronomia da região.
A participação nesta iniciativa representa uma oportunidade imperdível, tanto para residentes como para visitantes, de vivenciarem a cultura e a história de Loulé de forma dinâmica, apelativa e envolvente.