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Craque Neto revela suposto motivo do término entre Virginia e Vini Jr. e elogia influenciadora

14 October 2026 at 15:51

O apresentador Craque Neto, de 60 anos, comentou o fim do relacionamento entre Virginia Fonseca, 27, e Vini Jr., 26, durante uma entrevista ao podcast “PodPah”, exibida na terça-feira (13). Na conversa, ele apresentou uma possível explicação para a separação e afirmou que a influenciadora teria encontrado uma mensagem enviada pelo jogador à ex-namorada.

“Parece que ela viu no WhatsApp dele ele falando para a ex dele: ‘Nossa, que saudade que eu tô de você’. Aí acho que ela viu”, declarou Neto, dizendo que havia lido a informação.

Além de comentar o suposto episódio, o apresentador fez diversos elogios a Virginia e destacou sua trajetória profissional. Para ele, a influenciadora se tornou uma das grandes empreendedoras do país e transformou a maneira como muitas pessoas enxergam o crescimento nos negócios.

“Eu acho ela [Virginia] uma mulher extraordinária, monstruosa naquilo que faz. Ela é uma das maiores empreendedoras desse país”, afirmou.

Neto diz que Virginia se dedicava mais à relação

Durante o podcast, o ex-jogador também opinou sobre a dinâmica do namoro. Na avaliação dele, Virginia demonstrava mais iniciativa no relacionamento do que Vini Jr. Como exemplo, citou a presença da influenciadora em eventos, como a Copa e a Fórmula 1, nos quais, segundo ele, a atenção do público se voltava principalmente para ela.

“E ela que terminou”, disse Neto, ao defender que a influenciadora teria decidido encerrar a relação.

O apresentador ainda afirmou acreditar que o jogador teria se beneficiado mais da exposição do namoro do que Virginia. “No relacionamento, para mim, ele [Vini Jr.] usou mais ela do que as pessoas falam que ela usou ele. Ela é um milhão de vezes melhor do que ele”, concluiu.

Após a repercussão das declarações, Virginia republicou o vídeo nas redes sociais e agradeceu ao apresentador pelos comentários. “Gratidão pelos elogios”, escreveu, acompanhando a mensagem com emojis de rosto emocionado e coração.

Fim do namoro foi confirmado no último fim de semana

A assessoria de Virginia confirmou no último fim de semana, que ela e Vini Jr. não estavam mais juntos. Os dois haviam assumido o namoro em 2025 e já tinham enfrentado uma crise que levou ao término em maio de 2026.

Na ocasião, a equipe da influenciadora afirmou que a separação aconteceu sem brigas ou conflitos, mas por uma decisão de não continuarem como casal.

Os rumores sobre o rompimento começaram a circular no sábado (10). Conforme informações divulgadas pelo jornalista Léo Dias e pelo perfil Daily do Garotinho, Virginia e o atleta teriam tido um desentendimento na sexta-feira (9), em Madri, na Espanha, onde ele joga pelo Real Madrid.

A viagem da influenciadora para Miami, nos Estados Unidos, sem a companhia do jogador, também alimentou as especulações. Ela foi ao encontro do ex-marido, Zé Felipe, para levar os filhos, enquanto o cantor permanece no exterior trabalhando em novos projetos musicais.

Craque Neto comenta término de Virginia e Vini Jr | Foto: Reprodução/Instagram

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Após deboche de Maurício Mattar, Alexandre Frota expõe: ‘Estendi a mão várias vezes’

13 October 2026 at 21:55

Com as discussões do segundo turno das eleições acaloradas, Maurício Mattar e Alexandre Frota causaram na web na última segunda-feira (12). Os dois protagonizaram um desentendimento após o ator supostamente debochar de um vídeo em que o político declara apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tudo começou quando Mattar reagiu com risadas nos comentários de uma publicação sobre política. “Rindo até 2090”, escreveu ele, acompanhado de muitos emojis. Com isso, o vereador de Cotia, em São Paulo, entendeu como uma provocação ao seu lado na escolha do presidente do Brasil.

Com um print publicado em seus stories, Alexandre Frota lamentou: “Me preocupei com ele quando saiu de casa e não tinha onde morar, morou lá em casa, estendi as mãos pra ele várias vezes, foi um grande parceiro de teatro , juntos fizemos o maior sucesso da TV brasileira, Roque Santeiro, dividimos prato de comida”.

Na sequência, o politico ainda contou que foi o primeiro a chegar ao hospital quando Maurício Mattar sofreu um infarto. No entanto, mesmo com a mágoa, ele garantiu que o carinho permanece e que “nem o Bolsonaro” conseguirá apagar a importância da história entre eles. “A merda do bolsonarismo faz isso, um irmão rir e gargalhar da opção do outro irmão publicamente”, finalizou.

Esclarecimento

Após a repercussão da treta, Maurício Mattar usou suas redes sociais para esclarecer que a reação não se tratava de Frota. “Te amo, meu irmão, você me conhece pra caramba. Eu não estou falando de política, eu não estou rindo de você. Eu estou rindo da cara do Sandro”.

“Você sabe que eu não discuto futebol, religião, política. Respeito todo mundo, convivo bem com todas as tribos, adoro as diferenças, eu acho que é por isso que eu transito com a maior das dignidades em todas as tribos”, desabafou o ator.

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Mariana Candeias “Piky” analisa discografia da Legião Urbana pelo viés da astrologia

13 October 2026 at 00:36

Marcus Vinícius Beck

Morto há três décadas, aos 36 anos, o cantor Renato Russo volta a ter sua trajetória artística examinada. Dessa vez, a obra legionária é objeto do livro “Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As Revoluções Solares do Líder Legionário”, da jornalista e astróloga Mariana Candeias “Piky”.

No texto, editado pela Garota FM Books, Piky diz que Renato era ariano com ascendente no signo de Peixes. Quando a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, em 85, o artista vivia um tipo de “renascimento”, porque estava em seu segundo retorno de Júpiter. Ao pôr para rodar “A Tempestade ou O Livro dos Dias”, em 96, começava seu terceiro ciclo jupiteriano.

Em 135 páginas, a autora investiga a discografia da Legião e também fatos a respeito de seu vocalista. A pesquisa, conforme o jornalista e astrólogo Bruno Yutaka Saito, parte do mapa astral de Renato Manfredini Júnior. Piky salienta que o compositor se mostrava atento aos mistérios da vida, com referências aos astros e signos de forma abundante nas suas canções.

Para a escritora, Renato Russo foi um entusiasta desse tema. “Dá para dizer que a astrologia atravessava a trajetória do cantor e compositor da Legião, que citava conceitos astrológicos algumas vezes, tanto em entrevistas como em suas letras, utilizando seus termos técnicos para ilustrar situações ou personagens. Há vários exemplos”, sustenta a autora, ex-MTV.

Renato, em “Perdidos no Espaço”, vocalizou: “Anotei seu telefone num pedaço de papel/ E calculei seu ascendente no recibo do aluguel.” Só rindo mesmo — e de identificação, claro. No disco “Dois”, de 1986, o cantor fala do fato de ela ser leonina e ele ter 16 anos, revelando quem de fato mandava na tal relação. No entanto, Eduardo e Mônica se encontraram.

Já em “Faroeste Caboclo”, de “Que País é Este?”, a astrologia aparece quando João de Santo Cristo se posiciona: “Não boto bomba em banca de jornal, nem em colégio de criança isso eu não faço não/ E não protejo general de 10 estrelas que fica atrás da mesa com o cu na mão.” O narrador, então, sapeca: “Nunca brinque com um Peixes de ascendente em Escorpião.”

Piky analisa outra composição. Em “Vinte Nove”, de “O Descobrimento do Brasil”, de 93, Renato utiliza a metáfora do retorno de Saturno como um renascimento, em uma possível referência aos 29 dias que ficou internado: “Passei vinte nove meses num navio/ E vinte e nove dias na prisão/ E aos vinte e nove, com retorno de Saturno, decidi começar a viver.”

Obra associa trajetória artística de Renato com a astrologia: artista deixou uma legião de fãs ao morrer há 30 anos

A astrologia é, nas palavras de Piky, uma linguagem simbólica, complexa em seus detalhes técnicos. “Fala também sobre o trivial, sobre o que vemos naquele dia, como enxergamos e, sobretudo, sobre o ‘humor do mundo’, como diz João Acuio, astrólogo e fundador da escola de astrologia tradicional Saturnália”, assinala a autora de “Renato Manfredini Júpiter”.

Ao pesquisar o mapa astral dos filmes “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, e “O Invasor”, de Beto Brant, a escritora-astróloga encafifou-se: “Se tem mapa astral de filme, dá para ter mapa astral de disco.” Com a facilidade dos dias de hoje, diz ela, fez um estudo de “Matriz”, de Pitty, e de “Nó na Orelha”, de Criolo. Seus comentários estão no Instagram.

O legionário, no entanto, era um caso sério. Piky queria investigar se no mapa de Renato havia algo referente à data de lançamento de Legião Urbana, que saiu em 2 de janeiro de 85 sob a produção de José Emilio Rondeau. Ou se encontraria elementos astrológicos que lhe permitissem compreender a natureza do LP — seja em matéria de sonoridade ou temática.

“Quem conhece os álbuns, as canções e a vida de Renato Russo certamente vai se encantar com as informações que este livro tem”, sublinha a autora, acrescentando que a obra traz análises acerca dos álbuns com passagens entrelaçadas aos mapas anuais. “Quem conhece essa discografia provavelmente irá ouvir de um jeito inteiramente novo a partir deste livro.”

Conforme a escritora-astróloga, a “conversa” entre os signos de Peixes e Capricórnio no mapa astral de Renato diz muito a respeito de suas composições. A pesquisadora cita, em “Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As Revoluções Solares do Líder Legionário”, uma entrevista publicada no livro “Música e Outras Conversas”, lançado em 1995 pelo músico Leoni.

Nela, Renato dá uma pista sobre os personagens de suas músicas: “É um jovem que acredita na virtude, em fazer as coisas corretamente, de acordo com as regras e fica batendo contra a parede porque esse mundo não funciona.” “Andrea Dória”, diz o artista, colocaria bem “a questão de ter um sonho” e “esbarrar” na mentira e no capitalismo. Ler é, sim, uma boa opção.

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15 cruzeiros MSC com embarque e desembarque no Porto do Funchal

12 October 2026 at 14:24
Entre 15 de dezembro de 2026 e 23 de março de 2027, o MSC Fantasia realizará 15 cruzeiros de 7 noites com embarque e desembarque no Funchal em direçâo às Ilhas Canárias, um dos destinos de inverno mais procurados pelos passageiros portugueses. Com a possibilidade de ter tudo incluído na reserva, os itinerários incluem escalas […]

Wagner Moura e artistas do Oscar alertam sobre eleições

Em uma carta conjunta divulgada neste sábado (10) pela revista Variety, 58 membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, entre eles o ator Wagner Moura, os cineastas Kleber Mendonça Filho, Fernando Meirelles e o produtor Rodrigo Teixeira, se dizem preocupados com os possíveis desdobramentos do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.

O texto cita propostas de Flávio Bolsonaro (PL) de reescrever a Constituição, o desmonte da cultura sob o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Aborda ainda o caso, revelado pela Folha, da criptomoeda B22, que oferecia tokens a quem divulgasse conteúdos que incentivassem o voto em Flávio e dizia destinar parte dos recursos a crianças de Uganda.

Artistas temem retrocessos na cultura

“Sob a administração anterior, a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo do Setor Audiovisual, o enfraquecimento das instituições culturais e as acusações de censura. Tememos um retorno a esse cenário”, diz o texto. “Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são inseparáveis da defesa da democracia.”

Menciona ainda os planos do governo de Donald Trump de enviar US$ 1 milhão para financiar grupos contrários ao STF, noticiados pelo The Guardian, sob a acusação de que a corte extrapola as atribuições judiciais e impõe censura no Brasil.

Carta pede atenção internacional às eleições

A carta, assinada também por nomes como Alice Braga, Anna Muylaert, Daniel Filho, Lais Bodanzky, Lucy Barreto, Sônia Braga e outros, pede maior atenção internacional ao pleito no país.

“Consideramos os acontecimentos no Brasil como parte de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral em toda a América Latina. A defesa da democracia brasileira deve, portanto, depender não apenas do povo brasileiro, por meio de eleições livres, justas e transparentes, mas também da vigilância e do engajamento da comunidade internacional.”

Veja a lista completa dos signatários

  • Adrian Teijido
  • Alê Abreu
  • Alice Braga
  • Andrea Barata Ribeiro
  • Anita Rocha da Silveira
  • Anna Muylaert
  • Anna Van Steen
  • Bernardo Uzeda
  • Carlos Segundo
  • Carolina Markowicz
  • Claudia Kopke
  • Daniel Filho
  • Daniel Rezende
  • Daniela Thomas
  • Eduardo Serrano
  • Eliza Capai
  • Emilie Lesclaux
  • Emilio Domingos
  • Fernando Meirelles
  • Flávia Amon
  • Flávia de Souza
  • Gabriel Domingues
  • Gabriel Mascaro
  • Helena Solberg
  • Heloisa Passos
  • Ilda Santiago
  • Jefferson De
  • Jorge Bodanzky
  • José Joffily
  • Juliana Rojas
  • Karen Akerman
  • Karen Harley
  • Karim Ainouz
  • Kleber Mendonça Filho
  • Lais Bodanzky
  • Lucy Barreto
  • Maeve Jinkings
  • Marcelo Caetano
  • Maria Augusta Ramos
  • Mariana Oliva
  • Matheus Farias
  • Miriam Biderman
  • Otto Guerra
  • Paula Barreto
  • Pedro Kos
  • Petra Costa
  • Plínio Profeta
  • Renata Almeida Magalhães
  • Rodrigo Teixeira
  • Sara Silveira
  • Sônia Braga
  • Tatiana Leite
  • Thales Junqueira
  • Vânia Catani
  • Vera Hamburger
  • Wagner Moura
  • Waldir Xavier
  • Wilssa Esser

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Anitta declara voto em Lula e critica bolsonarismo

Anitta declarou nesta sexta-feira (9) que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a cantora criticou o bolsonarismo, explicou os motivos de seu apoio ao presidente e admitiu que subestimou a força eleitoral do movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu tava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu tava errada, né? É importante a gente reconhecer e descer do salto”, afirmou.

Lula enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) na votação do dia 25. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado no último domingo (4), enquanto o atual presidente teve 45,16%.

Anitta diferencia bolsonarismo da direita tradicional

A cantora também fez questão de diferenciar o bolsonarismo da direita tradicional. Para ela, o movimento transformou as disputas eleitorais em conflitos pessoais e religiosos, em vez de debates sobre propostas de governo.

“A direita sempre existiu e as coisas não eram assim. A direita e a esquerda de verdade apresentavam propostas reais de governo e aí o cidadão escolhia um lado ou outro lado”, disse.

Cantora critica mistura de religião e política

Anitta criticou especialmente o uso da religião como argumento político. “O pior mau caráter de todos, que para mim é o início do fim, é misturar religião com política”, afirmou. Segundo ela, não é aceitável apresentar uma eleição como uma escolha entre valores religiosos e comportamentos considerados imorais.

Artista justifica apoio a Lula

Anitta declara voto em Lula no segundo turno das eleições presidencial | Foto: Reprodução

Ao justificar o apoio a Lula, a artista reconheceu que o presidente pode ser alvo de críticas, mas defendeu que os resultados de seus programas sociais também sejam considerados.

“O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, isso não pode apagar os benefícios que os projetos trouxeram e ainda trazem há anos para tantas pessoas necessitadas, tanta gente que saiu da miséria”, argumentou.

A cantora, que já havia apoiado Lula na eleição de 2022, afirmou ainda que perdeu milhões de seguidores por seus posicionamentos políticos. Desta vez, reforçou que não pretende deixar de se manifestar.

“Posicionamento não é um dia. Não é na hora que se quer, não é na hora que tá virando trend na internet. Posicionamento é todos os dias”, declarou. (Isabela Faggiani/FOLHAPRESS)

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Salma Jô: “Descobri ainda mais a força das minhas letras”

9 October 2026 at 01:30

A artista Salma Jô descobriu ainda mais a força de suas canções. Ao Diário da Manhã, a cantora e letrista, direto de Portugal, onde estreia a sua carreira solo, diz ver uma identidade artística já clara e sólida nas pessoas que a acompanham desde os tempos de Carne Doce.

Referência na música alternativa brasileira, a banda foi paralisada em 2025. Antes disso, no entanto, o grupo goiano criou uma discografia notável, com “Carne Doce” (2014), “Princesa” (2016), “Tônus” (2018), “Interior” (2020) e, por último, “Cererê” (2024). No Lollapalooza, em 2019, o quinteto conquistara a imprensa sudestina cantando a sua sensualidade deprê.

Usando meia-calça arrastão branca — chique no último —, Salma dominou o palco naquele sábado, 6 de abril de 2019. A cantora, no auge do êxtase, confessou: “A gente está aqui. Que chique, que bom, que orgulho.” O público riu e, segundo a revista Rolling Stone, curtiu aquele rock triste, que se ouve chorando. Ao fim, a galera não queria deixá-la ir embora.

A carne manteve-se doce no single “Noite dos Tristes”. Na faixa, a primeira do derradeiro disco da banda, evoca-se uma certa sonoridade voluptuosa, algo que possui um toque poético e, ao mesmo tempo, ressoa melancolia. “Na noite dos tristes/ revivendo o mistério/ de ver toda essa alegria/ transbordar”, entoa Salma Jô, como se fosse um prelúdio.

Agora, Salma quer novos voos. Na capital goiana, ela fez bonito nos festivais Bananada e Goiânia Noise. Não deixou de andar pelo Brasil nessa fase da carreira. Em agosto, lançou nas plataformas a canção “Hotel” e, para o próximo ano, anuncia um disco que coroa esse momento, sobre o qual Salma Jordana de Oliveira e Rezende fala na entrevista que se segue:

Salma: “É uma oportunidade muito importante de criar vínculos” | Foto: Emily Colona

Diário da Manhã – Como você avalia a estreia da sua turnê solo em Portugal e o que representa levar esse novo trabalho para duas importantes feiras de negócios da música, em Lisboa e Coimbra?

Salma Jô – É uma oportunidade muito importante de criar vínculos em Portugal e favorecer a produção de mais turnês por aqui nos próximos anos, ampliando o alcance da minha música. Também espero aprender táticas novas, conhecer as tendências e compreender melhor o mercado europeu.

DM – Como tem sido, para você, esse início de carreira solo depois da pausa da Carne Doce, com a qual você esteve por anos, e o que significa esse novo ciclo?

Salma – É um desafio, pois eu estava confortavelmente acompanhada de uma banda incrível e agora estou pela primeira vez tocando instrumentos e produzindo as músicas, mas estou animada. É um momento para aprender e experimentar que é desafiador, mas também inspirador. Este ano já consegui realizar muitos shows muito bons.    

DM – O que você espera apresentar ao público, especialmente agora que “Hotel” abriu o caminho para o seu primeiro álbum solo, previsto para 2027?

Salma – Acredito que, pelo próprio aspecto de eu estar nessa posição de voltar a ser aprendiz e de estar redescobrindo como me colocar, será uma fase de despojamento, de músicas mais simples, cruas e diretas, mas ainda sinceras e com a pretensão de emocionar e envolver as pessoas de uma forma autêntica. 

Artista solta a voz em apresentação no Sesc Pompeia, em São Paulo: “Estou me aventurando nesse universo do indie eletrônico” | Foto: Fernando Yokota

DM – O que você pode adiantar sobre o seu  disco solo, que será lançado no próximo ano, e o que os fãs podem esperar desse trabalho em termos de sonoridade e composição?

Salma – Estou me aventurando nesse universo do indie eletrônico, estou aprendendo a criar com o synth, então na sonoridade vai ser mais essa energia dançante, crua, às vezes melancólica. Nas letras, não pretendo fugir do que já é minha identidade: são músicas diretas, confessionais, sensuais, divertidas, deprês. É como me sinto mais verdadeira compondo.     

DM – O que você descobriu sobre sua música e sobre si mesma durante esse processo?

Salma – Descobri ainda mais a força das minhas letras e como minha identidade artística já é muito clara e sólida para as pessoas que me acompanham. Por outro lado, me surpreendi, pois nunca me achei capaz de assumir a função de tocar outros instrumentos além de cantar. Percebi que eu sei mais sobre dinâmica e timbres do que eu imaginava, mas estou aprendendo muito e desenvolvendo também minha capacidade como produtora musical.

DM – E o que você tem ouvido ultimamente e de que maneira essas escutas têm influenciado ou atravessado a sua música nessa nova fase solo?

Salma – Nunca tive uma percepção clara de sentir-me diretamente influenciada pelas coisas que escuto. Às vezes, depois percebo nas coisas que crio influências indiretas de outros estilos, de músicas ocasionais, de coisas aleatórias. Ultimamente ando mais atenta com alguns novod artistas que estão nessa mesma linguagem do indie eletrônico, como a D’leesa, e mesmo clássicos, como Daft Punk. Eu também escuto pouquíssima coisa, passo a maior parte do tempo em silêncio, ou escuto a rua.

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Seu Jorge leva samba esporte fino ao Festival Fluir, em Pirenópolis

9 October 2026 at 01:02

Com disco novo nas plataformas, Seu Jorge leva seu samba esporte fino para o Fluir Festival, em Pirenópolis. O show, realizado neste sábado (10/10), chegará no suingue. Entre o balanço e os arranjos orquestrais, o artista tecerá uma combinação sofisticada de canto e repertório.

“The Other Side” é, sem dúvida, o que de melhor Seu Jorge já fez. Ao todo, são 11 canções arranjadas por Miguel Atwood-Ferguson, inspiradas na obra dos artistas brasileiros Sergio Mendes e Tom Jobim. Ambos exportaram a música brasileira para o mercado anglófono.

Nesta obra, recém-editada em LP, Jorge Mário da Silva alivia-se: “Eu sei que venho lutando/ Com esta vida de desvalença.” O vinil começa a rodar na vitrola, entoando versos de Márcio Borges. “Crença” foi gravada no primeiro disco de Milton Nascimento, “Travessia”, de 1967.

Seu Jorge conserva na voz o seu grande triunfo. Ela soa grave, trovejante, situando-se entre aquele “brega-chique que remonta aos anos 1970, filtrado por gargantas tão díspares como a do sambista João Nogueira e a do ultrabrega Wando”, observou Pedro Alexandre Sanches.

No texto, o crítico falava sobre “Samba Esporte Fino”, de 2001, estabelecido no samba-rock. O cantor, dizia o especialista, desferia um golpe black, desaguando em “belas interpretações de fortes composições” — a exemplo de “Carolina”, “Te Queria” e, sobretudo, “Funk Baby”.

Autor soberbo, sendo também um intérprete, Seu Jorge avançou sobre uma composição de Jorge Ben, “Em Nagoya Eu Vi Ériko”, e uma esquecida de Carlos Dafé, “De Alegria Raiou o Dia”, na qual houve participação do próprio autor, ícone da black music brasuca nos 1970.

De lá para cá, como se vê, o cantor do samba esporte fino voltou-se à nossa tradição musical. O vozeirão ressoa “Vento de Maio”, de Márcio e Telo Borges. Maria Rita começa a cantar. As cordas, em profusão, unem-se aos sopros, direcionando a faixa para outras atmosferas.

Segundo Seu Jorge, “The Other Side” apresenta uma sonoridade imersiva, meio jazzy e com atmosferas que, para o músico, revelam-se cinematográficas. “A ideia de que essas músicas poderiam existir dentro de um filme ajudou a definir todo o caminho do álbum”, aponta.

“Girl You Move Me”, de Frenchie Thompson, vai por aí. Traz um violão sereno, instrumento que, aliás, ocupa espaço no disco. No molejo, “Luz na Escuridão” renova essa impressão — e, então, há que se destacar o samba-dor de Cezar Mendes sob letra de José Carlos Capinan.

“Você me dirá que não/ Depois me dirá: adeus/ Lembrar pra quê? A dor de uma ilusão…”, vocaliza o artista Seu Jorge, que reabilita o samba-canção “Flor de Laranjeira”, gravado por Emanuelle Araújo em “O Problema é a Velocidade”, de 2016 — outra de Mendes e Capinan.

Capa de ‘The Other Side”, recém-lançado pelo cantor Seu Jorge | Foto: Divulgação

O eu lírico, colhendo a “Flor de Laranjeira”, sente o perfume da saudade. Ele conforma-se e, de quebra, nos emociona: “A flor do tempo tem destino certo.” A pele se arrepia. O cronista, antes de cair na “Folia de Amor” (coisa boa), embrenha-se pela exuberância de “Caboclo”.

Como uma onda no mar, “Far from the Sea” — de Robertinho Brant e Emerson Penha — expressa calmaria. Os vocais ganham os tons íntimos do quarteto belga Zap Mama. Depois disso, Marisa Monte se junta a Seu Jorge: “Quando chego na varanda/ Vejo o céu, a mata e o mar/ Por aqui a vida anda devagar.” É como se o tempo freasse as sombras do futuro.

Chega, na paz das águas, “River Man”. A voz grave desse sambista do esporte fino se acha com o timbre encorpado do cantor norte-americano Beck. Belíssimo encontro. “The Other Side” termina ao som do samba-canção “Beleza Bárbara”, de Leo Tomasini e Joey Altruda. Que Seu Jorge agracie o público pirenopolino tocando essas canções. Só tem coisa fina.

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Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes

7 October 2026 at 19:25

O artista plástico Juarez Machado morreu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. Ele estava internado desde 29 de setembro para tratar uma pneumonia e sofreu uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), criado pelo artista em Joinville, sua cidade natal. Machado deixa três filhos.

A Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias pela morte do artista. O instituto que leva seu nome permanecerá fechado entre esta quarta-feira (7) e sexta-feira (9).

Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville, Juarez Machado construiu uma trajetória que ultrapassou seis décadas e transitou por diferentes linguagens. Pintura, escultura, desenho, caricatura, fotografia e cenografia fizeram parte de sua produção. Ele também atuou como escritor e ator.

Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes
Foto: Divulgação

A formação artística começou ainda no Sul do país. Machado estudou na Faculdade de Belas Artes de Curitiba e, no início da carreira, trabalhou como cenógrafo na TV Paraná. Em 1962, recebeu o prêmio de melhor escultor do Estado. Dois anos depois, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Cocaco, em Curitiba.

Foi no Rio de Janeiro que sua carreira ganhou novas dimensões. O artista passou a colaborar com importantes veículos de imprensa, entre eles as revistas O Cruzeiro e O Pasquim e o Jornal do Brasil. Nesse período, aproximou-se de alguns dos principais nomes do humor e da imprensa brasileira, como Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes.

A televisão também teve papel importante em sua trajetória. Em 1973, Juarez Machado passou a integrar a equipe de criação do Fantástico, da TV Globo. No ano seguinte, ganhou espaço no programa com uma apresentação baseada em mímica e interação com os próprios desenhos. Com o rosto pintado de branco, o artista criava uma espécie de diálogo silencioso entre seu corpo e as imagens.

Machado também se destacou na literatura visual. Em 1975, lançou “Ida e Volta”, obra construída exclusivamente com ilustrações e considerada pioneira no desenvolvimento do livro-imagem no Brasil. A publicação consolidou uma característica que acompanharia sua produção: a capacidade de contar histórias sem depender do texto.

Morre aos 85 anos o artista Juarez Machado, referência brasileira nas artes
No cinema e na pintura internacional, Juarez Machado também ganhou grande destaque por ter quadros escolhidos para decorar o quarto da protagonista no filme francês: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)” | Foto: Reprodução

Carreira internacional

Em 1986, Juarez Machado se mudou para Paris e instalou um ateliê em Montmartre, tradicional bairro associado à produção artística francesa. A mudança ampliou sua presença no circuito internacional e marcou uma nova fase de sua carreira.

Seu trabalho também chegou ao cinema. O cineasta francês Jean-Pierre Jeunet conheceu suas pinturas durante uma exposição em Paris e utilizou referências cromáticas do artista na concepção de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, lançado em 2001. Duas obras de Machado aparecem na decoração do quarto da personagem principal.

Mesmo com a projeção internacional, Joinville permaneceu como um dos principais pontos de ligação do artista com o Brasil. Entre suas obras na cidade está o mural cerâmico “O Grande Circo”, instalado na entrada do Centreventos Cau Hansen. A composição ocupa 90 metros quadrados e reúne 963 peças pintadas à mão. A obra foi inaugurada em 1998.

Anos depois, Machado criou um espaço dedicado à preservação e à divulgação da produção artística. Em 2014, instalou o Instituto Internacional Juarez Machado no terreno onde ficava a antiga casa de seus pais. O local passou a reunir obras e atividades voltadas à difusão da arte na região.

Com uma obra marcada pela mistura entre humor, desenho, movimento e narrativa visual, Juarez Machado construiu uma trajetória que atravessou fronteiras e diferentes campos da cultura brasileira. Sua produção deixou registros não apenas em museus e galerias, mas também na televisão, na imprensa, na literatura e no cinema.

Com uma carreira marcada por obras de destaque, Juarez Machado se consolidou como uma das grandes referências das artes plásticas no Brasil | Foto: Reprodução

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Animação infantil goiana estreia no Dia das Crianças com histórias sobre família e convivência

7 October 2026 at 15:08

Turminha do Zé Picanha terá episódios semanais nas redes sociais e estreia acompanhada de livrinho de colorir gratuito e ação para crianças montarem o próprio mini burger

Uma nova animação infantil produzida a partir de uma marca goiana estreia neste Dia das Crianças, 12 de outubro, com personagens e histórias voltadas à convivência, família e formação das crianças. A Turminha do Zé Picanha é o novo projeto infantil do Manda Picanha e terá episódios inéditos publicados semanalmente no Instagram e no YouTube.

O personagem principal é Zé Picanha, que ganha a companhia dos irmãos gêmeos Iaiá e Dedé, de 5 anos. A proposta é que cada episódio apresente uma nova história, utilizando situações do cotidiano para abordar valores ligados à família e à convivência de maneira acessível ao público infantil.

O lançamento marca a entrada da marca em uma produção de conteúdo voltada diretamente às crianças. Diferentemente de uma campanha restrita ao mês de outubro, os personagens passam a integrar de forma permanente o universo do Manda Picanha, com novos conteúdos previstos semanalmente.

Para José Henrique Queiroz, fundador do Manda Picanha, a ideia é ampliar a relação que os restaurantes já mantêm com as famílias e criar uma linguagem própria para conversar também com as crianças.

“Recebemos muitas famílias e percebemos que poderíamos criar algo que também falasse diretamente com as crianças. A Turminha nasce dessa ideia de transformar situações simples, que elas vivem com os pais, irmãos e amigos, em histórias divertidas e que também possam transmitir valores. Queremos que os personagens continuem crescendo e criando essa relação com as crianças ao longo do tempo”, afirma.

A estreia da animação será acompanhada pelo lançamento de um livrinho de colorir da Turminha do Zé Picanha. Serão disponibilizados mil exemplares impressos nas unidades participantes, e o material também poderá ser baixado gratuitamente pela internet.

A programação do Dia das Crianças também chegará à mesa. No dia 12, as unidades participantes terão uma experiência em que cada criança poderá montar o próprio mini burger. A bandeja será entregue com três mini pães de brioche, três mini burgers assados, dois queijos, dois molhos, batatinhas e saladas, permitindo que a criança escolha como montar o lanche.

“A criança normalmente recebe o prato pronto. Dessa vez, queremos que ela participe, escolha as combinações e monte do jeito que quiser. É uma brincadeira simples, mas que leva criatividade para um momento que já é de convivência da família, que é sentar junto à mesa”, explica José Henrique.

A ação será realizada nas unidades Bueno, Alto da Glória, Shopping Cerrado e Shopping Passeio das Águas, em Goiânia, além da unidade de Rio Verde. A animação, por sua vez, continuará após o Dia das Crianças, com episódios semanais.

Para José Henrique, a intenção é fazer com que Zé Picanha, Iaiá e Dedé construam uma história própria para além da data comemorativa.

“Não queríamos criar personagens que aparecessem somente no Dia das Crianças e depois desaparecessem. A ideia é construir esse universo aos poucos, com novas histórias, situações e aprendizados. É um projeto que começa agora, mas foi pensado para continuar”, conclui.

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Patrícia Abravanel e Fábio Farias não moram mais juntos após festa com Vorcaro

6 October 2026 at 22:57

O casamento de Patrícia Abravanel e Fábio Farias ganhou um novo episódio na tarde desta terça-feira (6). Boatos de uma possível separação se intensificaram após a apresentadora ser vista várias vezes sem a aliança.

Os rumores surgiram logo após imagens de uma viagem do ex-ministro das Comunicações do Brasil e Daniel Vorcaro em Londres, em março de 2024, ao lado de muitas mulheres, serem divulgas pela revista Piauí.

A publicação ainda expôs mensagens de Fábio e o dono do banco Master, em que o marido de Patrícia Abravanel teria ajudado a chamar autoridades para uma festa privada de Halloween com mais de 120 mulheres e 20 homens em São Paulo.

Durante o “Melhor da Tarde” (Band) desta terça (6), Léo Dias revelou que o casal enfrenta uma crise no casamento e que os dois não moram mais juntos. “O casamento ainda existe no papel e o futuro a Deus pertence, mas eles não moram mais juntos e ela está muito triste e decepcionada”, disse.

De acordo com o jornalista, Patrícia irá passar um período ausente o trabalho. “Os programas já estão gravados e é isso. Mas por enquanto eles não moram mais juntos. Se o casamento ainda existe, existe. Mas se eles moram juntos, não. Eles não moram mais juntos. Existe casamento no papel, agora o futuro a Deus pertence. É isso que eu posso falar”, finalizou.

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Tuna D’Elas participa no VII Sellium em Tomar

6 October 2026 at 13:01
A Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira, fundada em 1997 por iniciativa de um grupo de estudantes da instituição, ruma a Tomar para participar no Festival de Tunas Femininas do Instituto Politécnico de Tomar. A convite das Cavaleiras de Sellium – Tuna Feminina do Instituto Politécnico de Tomar, a Tuna D’Elas marcará […]

Jorge Palma: Uma vida feita de canções e palavras

25 September 2026 at 15:48
Rita Carmo/Blitz

Jorge Palma, 76 anos, mais de meio século de carreira e uma obra que deixa uma marca profunda na música portuguesa. A notícia da sua morte foi avançada pela família do músico e compositor, numa mensagem publicada nas redes sociais, onde a mulher, os dois filhos e os agentes assinalam a sua “obra assinalável” e pedem que Palma seja recordado, sobretudo, pelas “canções e palavras” de uma vida dedicada à música.

Jorge Palma é um nome incontornável do panorama musical português. Ao longo de décadas, construiu uma obra onde se cruzam a música, a poesia e uma forma muito própria de olhar para a vida. Temas como “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” e “Encosta-te a Mim” tornaram-se parte da memória coletiva e atravessaram gerações.

Compositor, poeta, intérprete e pianista exímio, a sua vida e a sua arte sempre se fundiram num único caminho. Começou a aprender piano com apenas seis anos e, mais tarde, percorreu a Europa de guitarra às costas, atuando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Concluiu o curso superior de piano em 1990, editou diversos discos de originais, acumulou discos de ouro e atingiu a dupla platina com o álbum Voo Noturno.

Em abril deste ano, e em reconhecimento de uma carreira com mais de cinco décadas, Jorge Palma recebeu o Prémio Carreira nos Prémios Play, numa cerimónia realizada no Coliseu de Lisboa. Um reconhecimento que se junta a muitos outros ao longo de um percurso artístico singular.

Em 2019, tivemos oportunidade de conversar com Jorge Palma. Recuperamos agora algumas das palavras que nos deixou nessa entrevista, numa homenagem à sua vida, à sua música e ao homem por detrás das canções. Quando falava sobre a sua carreira, Palma definia-se com a modéstia que também o caracterizava: “Eu sou um mutante… No fundo, sou a mesma pessoa que era aos dez anos. Mas, como passei por tanto, atravessei tanto espaço, tempo e aventuras, acho que as coisas nos vão moldando. Felizmente, posso dizer que até agora tenho tido uma vida excelente.” Para Jorge Palma, a criação musical era um processo misterioso e contínuo. A inspiração podia surgir nos momentos mais inesperados, até naquele instante entre o sono e a vigília. “Um gravador ou ditafone dá muito jeito, nem que seja quando estou a acordar”, contava-nos. “Muitas vezes, naquele ponto em que já estou praticamente a dormir, ouço coisas e penso: ‘Epá, não me apetece levantar.’ Tenho preguiça e digo para mim mesmo que amanhã me lembro. Faço um memorando mental da pauta e, no dia seguinte, não me lembro de nada!” Sobre a origem das melodias e das palavras, explicava que o processo podia nascer de diferentes formas. Às vezes, surgia um texto que já parecia trazer consigo a música. Outras vezes, tudo começava pela construção de uma linha de baixo, seguida da harmonia e da melodia. Depois, vinha a espera, a procura pela palavra certa: “Ficar meses em ‘banho-maria’, à espera da letra certa.” A grande fonte de inspiração era, afinal, a própria vida. As pessoas, o amor, as experiências, os livros que leu, o cinema, o teatro e até as artes plásticas. Chegou mesmo a compor uma canção inteira depois de observar um quadro. 

Mas a vida de Jorge Palma também foi feita de confrontos pessoais e de escolhas difíceis. Em 2014, decidiu fazer uma pausa e procurar ajuda para cuidar da sua saúde e ultrapassar a dependência do álcool. “O álcool, por acaso, não me estragou a vida, mas podia ter estragado. Tive a sensatez de olhar para mim e dizer: ‘Chega'”, recordava. A consciência da possibilidade de uma recaída levou-o a manter uma atenção permanente sobre si próprio. “Podemos estar quatro ou cinco anos sem beber e, numa festa, tomar um copo. Eu já sei qual é o percurso. Quando percebo que me está a apetecer ou começo a pensar em álcool, tenho o telefone do meu psiquiatra e vou falar com ele para dizer que estou a escorregar.” Nesse caminho, a presença dos amigos revelou-se fundamental. Alguns afastaram-se por falta de paciência durante a fase da “onda líquida”, mas os verdadeiros amigos permaneceram por perto, disponíveis a qualquer hora. “Isso é muito reconfortante”, dizia. Nos últimos anos, o palco ganhou também uma dimensão familiar e particularmente emotiva. Vicente Palma partilhava o palco com o pai há vários anos, revelando um talento crescente. Francisco, o filho mais novo, seguiu igualmente o caminho da música, tendo estudado piano e guitarra. Sobre os filhos, Jorge Palma brincava: “Toca muito sozinho e toca melhor guitarra do que eu, o que também não é difícil!” E acrescentava: “É muito bom ter dois filhos bastante musicais. O Francisco vai ser tão bom músico como o Vicente.” Jorge Palma tinha ainda um baú cheio de novas canções e ideias. 

Até ao fim, manteve o desejo de criar, de partilhar novas músicas com o público e de colaborar com outros artistas. É também por isso que, para além dos discos, dos palcos e dos prémios, ficam as palavras. As que escreveu, as que cantou e aquelas que nos deixou numa conversa em 2019. Uma obra feita de música, poesia, histórias, fragilidades, encontros e vida. Uma obra que permanece e que continuará a fazer de Jorge Palma uma das figuras incontornáveis da música portuguesa.

Para relembrar: pode voltar a ouvir a entrevista de Madalena Balça a Jorge Palma no programa Café Com, da Camões Rádio, e revê-la na Camões TV+. Uma produção MDC Media Group e de Paulo Perdiz, com som e imagem de Guilherme Ferro.

Paulo Perdiz/MS

Clooney a viver em Portugal?

25 September 2026 at 15:42
CBC

Parece que há mais uma figura de Hollywood a querer mudar-se para Portugal. George Clooney e a mulher Amal terão comprado um apartamento de luxo em Lisboa, na zona de Campolide, e podem estar prestes a viver no nosso país. A informação foi adiantada por Adriano Silva Martins no programa “V+ Fama”, do canal V+, que explicou todos os detalhes.

Segundo o apresentador, o casal visitou a casa, gostou do que viu e aproveitou ainda para ir almoçar a um famoso restaurante da capital. “George Clooney e Amal Clooney estão a ponderar vir morar para Portugal. Estiveram, no princípio de setembro, a visitar uma casa fabulosa, um apartamento no Infinity Tower em Lisboa. Trata-se da penthouse desde edifício, um dos mais caros de Lisboa”, começou por explicar. “Foram visitar a casa, que custa mais de 6 milhões de euros, e gostaram muito, muito, da casa. Dizem-nos que o negócio está fechado”, acrescentou.

Adriano confessou que os dois podem em breve “mudar-se do castelo onde vivem em França para vir morar em Portugal”. “Depois de visitarem esta casa foram almoçar à Taberna Preciosa, um restaurante típico muito próximo da Infinity Tower e, à tarde, fizeram uma visita ao liceu francês”, disse ainda o comunicador, possivelmente para os dois filhos do casal, os gémeos Alexander e Ella, de nove anos.

MS

O novo telescópio da NASA já “vê” as estrelas

25 September 2026 at 15:39
Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA. (NASA)

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, acaba de passar um dos testes mais importantes da sua missão. Lançado a 30 de agosto de 2026, o observatório está a caminho do ponto L2, a cerca de um milhão e meio de quilómetros da Terra, e já ligou a sua principal ferramenta. A equipa ativou com sucesso o Wide Field Instrument, uma câmara de infravermelhos de 300 megapíxeis capaz de explorar grandes áreas do cosmos rapidamente sem perder detalhe. 

Para isso foi preciso paciência: a 11 de setembro, os engenheiros desligaram os aquecedores do instrumento e deixaram-no arrefecer até cerca de 143 graus negativos, o que permitiu ativar os 18 detetores de infravermelhos. As primeiras imagens de teste mostram os primeiros fotões de luz estelar a atingir os sensores, e a equipa confirmou também que o controlo térmico está a funcionar como previsto. 

O que torna o Roman especial é a escala. Cada imagem abrangerá uma porção de céu maior do que a Lua cheia, com a nitidez de telescópios como o Hubble. Em cinco anos, deverá cartografar mais de 50 vezes a área de céu que o Hubble observou em 30 anos. Há ainda uma surpresa agradável: uma primeira correção de trajetória muito precisa, juntamente com outras poupanças de combustível, deverá mais do que duplicar a vida útil potencial da missão.  O próximo passo é calibrar os instrumentos. As primeiras imagens deverão chegar por volta da época natalícia, e as operações científicas estão previstas para janeiro de 2027, com foco na matéria escura, na energia escura e em planetas fora do Sistema Solar. 

MS

Parar o Tempo: A História de António Santos, o Pioneiro das Estátuas Vivas

18 September 2026 at 16:42
Photo: @copyright

Quem passa por um festival de estátuas vivas facilmente se deixa fascinar por figuras imóveis que parecem desafiar o próprio tempo. Mas, por detrás de cada gesto suspenso, existe uma exigente preparação física, mental e artística. Em Portugal, uma das grandes referências desta arte é António Santos, conhecido internacionalmente como Staticman.

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Com quase quatro décadas de carreira, António Santos é considerado um dos pioneiros das estátuas vivas a nível mundial, tendo alcançado vários recordes de imobilidade. Hoje, continua a atuar, mas também se dedica a formar novos talentos, promover esta arte e organizar eventos que aproximam o público desta forma de expressão.

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A sua carreira começou em 1987, nas Ramblas de Barcelona, onde apresentou a sua primeira personagem: um robô que parecia ficar gradualmente “sem carga”. Inspirado pela meditação e pela autodisciplina, António apostou numa ideia que, na época, era praticamente revolucionária: uma estátua viva humana baseada no silêncio e na imobilidade absoluta.

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Quando começou a atuar em Portugal, a arte de rua ainda era pouco compreendida. As autoridades nem sempre sabiam como reagir e o público oscilava entre a curiosidade e a incompreensão. António recorda esses primeiros tempos com humor: enquanto algumas pessoas gritavam para “ir trabalhar”, centenas permaneciam durante horas a assistir à sua atuação.

Porém, aquilo que parece simples para quem observa exige um enorme controlo físico e mental. Permanecer imóvel implica controlar cada movimento do corpo, a respiração e até reações involuntárias, suportando simultaneamente frio, calor, desconforto e pequenas distrações, como insetos ou comichões. Tudo isto sem quebrar a personagem.

Essa resistência levou António Santos a ultrapassar limites e a conquistar vários recordes mundiais. Entre os mais exigentes, esteve 15 horas seguidas completamente imóvel num centro comercial em Oeiras. Noutra demonstração, percorreu apenas 150 metros em cerca de oito horas, através de uma marcha olímpica em extrema lentidão. O artista explica que, nestes desafios, a mente está constantemente a questionar quanto tempo mais será possível resistir. Ainda assim, existem regras de segurança rigorosas: um recorde só é válido se o próprio participante conseguir terminar a prova sem colocar em risco a sua integridade física.

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Ao longo das décadas, as estátuas vivas deixaram também de ser apenas uma atração de rua, transformando-se numa verdadeira linguagem artística. António Santos criou mais de 500 personagens, muitas inspiradas na história, literatura e cultura portuguesas, como Luís de Camões e Fernando Pessoa, além de figuras do universo fantástico e da banda desenhada.

Entre as suas principais inovações está o conceito de personagens em “levitação” — ilusões óticas em que o artista parece flutuar, apoiado numa parede ou apenas num cajado. Uma técnica que viria a ser reproduzida por artistas em vários países.

Atualmente, António Santos continua a trabalhar como performer e a promover a profissionalização da modalidade. Através da Staticman e do STATUA – Museu Internacional de Estátuas Vivas, procura preservar a memória e a evolução desta arte. O museu funciona no edifício da antiga escola primária onde fez a quarta classe, na sua terra natal, no concelho de Alcobaça, recuperando um espaço que estava desativado e transformando-o num centro dedicado às estátuas vivas.

Mais recentemente, assumiu também a coordenação artística do Festival de Estátuas Vivas do Luso, reunindo profissionais do teatro, dança, mímica e belas-artes. Durante o evento, as ruas transformam-se numa galeria de arte ao ar livre, com personagens inspiradas na história, no património e na natureza da vila.

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Para quem quer entrar neste mundo, António Santos deixa uma mensagem simples: é preciso experimentar e testar os próprios limites. A arte de parar, diz, está ao alcance de qualquer pessoa disposta a treinar e a concentrar-se.

Para o artista, esta profissão é também uma procura constante pelo equilíbrio interior: não existe luz sem sombra, nem cheio sem vazio. E, muitas vezes, quanto mais energia existe no quotidiano, maior pode ser a capacidade de concentração e de imobilidade quando a mente encontra um objetivo.

Paulo Perdiz/MS

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