No Dia Mundial do Combate ao Bullying, que se assinala a 20 de outubro, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulga as Estatísticas APAV | Vítimas de Bullying | 2025, que dão a conhecer a realidade das vítimas de bullying apoiadas pela Associação em 2025. Ao longo do ano, a APAV apoiou 100 […]
Das 100 vítimas que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apoiou, a maioria foi raparigas entre os 11 e os 14 anos, seguindo-se raparigas entre a fase etária dos 15 aos 17 anos.
Os dados revelam ainda que a escola foi informada da situação em 65% dos casos e, em 26% das situações, foi apresentada queixa ou formalizada denúncia às autoridades
A Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito da sua atividade de policiamento comunitário e do combate à violência, ofensas, ameaças e qualquer tipo de intimidação em contexto escolar, hoje, dia 20 de outubro, associa-se ao Dia Mundial de Combate ao Bullying, pela relevância que representa na vida das crianças e jovens.
No âmbito das suas competências em matéria de prevenção, a Guarda tem desenvolvido uma série de ações de sensibilização relacionadas com o bullying, num total de 1 845 no ano letivo de 2025/2026, tendo sido direcionadas para 67 117 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, um aumento superior a 23% face ao ano letivo anterior, tendo sido abrangidos vários dos estabelecimentos de ensino público e privado à responsabilidade da GNR.
Um estudo efetuado às ocorrências registadas na zona de responsabilidade da GNR, indicou que no ano de 2026, foram registados um total de 1 657 crimes em ambiente escolar na área de responsabilidade da Guarda.
Analisando a especificidade das ocorrências, a Guarda registou 78 ocorrências, em 2026:
Bullying: Foram identificadas 72 ocorrências associados a práticas de bullying. Os distritos com maior número de registos foram Setúbal (10), Porto (9), Castelo Branco (8), Lisboa (8) e Santarém (7);
Ciberbullying: Registaram-se seis ocorrências associadas a ciberbullying, distribuídas pelos distritos de Braga (2), Setúbal (2), Porto (1) e Santarém (1).
Salienta-se que os fenómenos de bullying e ciberbullying não se encontram tipificados de forma autónoma na legislação penal portuguesa. Como tal, os dados apresentados refletem as ocorrências criminais gerais registadas em meio escolar que, pela análise do respetivo modus operandi, foram associadas a estas dinâmicas.
O bullying é um conjunto de atos que servem para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e reiterados, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, causando dor e angústia na(s) vítima(s). Atualmente, e associado ao recurso às novas tecnologias, nomeadamente às redes sociais, o bullying tem assumido novos contornos, dando origem à vertente virtual do ciberbullying.
Por norma os sinais de alerta são silenciosos, aconselhando-se os pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos a sinais, tais como alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.
Tal como acontece com a saúde física, também a saúde mental exige cuidado e atenção. Promover o reconhecimento e a regulação das emoções, fomentar a capacidade de resiliência face a dificuldades e desenvolver a empatia, através da compreensão do outro e da criação de redes de apoio, são fatores determinantes para o bem-estar psicológico dos jovens. Neste processo, o papel da família, dos pares e das escolas é determinante. A presença constante de familiares e amigos, o acompanhamento atento por parte da comunidade escolar, nomeadamente professores e psicólogos, bem como a intervenção especializada dos profissionais de saúde, constituem uma rede de apoio essencial.
A normalização da procura de apoio psicológico e médico deve ser encarada como um gesto de coragem e autocuidado. Importa, por isso, promover uma cultura de escuta ativa, onde os jovens se sintam seguros para partilhar as suas experiências, e onde os seus sentimentos sejam validados, mesmo na ausência de soluções imediatas.
A Guarda pretende ainda alertar e sensibilizar a população em geral e, em particular, as crianças e jovens, os quais serão as mulheres e homens de amanhã, para a relevância da temática com o objetivo de apelar a uma estratégia de consciencialização, que visa contribuir para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas escolas.
Pese embora o bullying não se encontre tipificado na legislação penal como crime, o mesmo está associado a vários crimes, tais como crimes de ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.
A GNR desenvolve um esforço significativo naquilo que são as iniciativas relacionadas sobre a temática em concreto, nomeadamente em ações de sensibilização e campanhas, com temas associados à violência, à cidadania, inclusão e não-discriminação, aos Direitos Humanos, e direitos da Criança ou regras quanto à utilização da internet.
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Em casos de bullying a Guarda aconselha:
Não sejas cúmplice, denuncia! Se presenciares ou souberes de atos de bullying, conta a uma pessoa adulta;
Educa os que estão ao teu redor, promove o respeito e a inclusão entre os teus colegas;
Adota estratégias de segurança:
Ignorar o bully com indiferença;
Manter a indiferença e mostrar sentimentos de confiança;
Ser firme e dizer ao bully para parar com o seu comportamento;
Evitar situações de confronto com o bully;
Frequentar locais com muita gente;
Andar sempre acompanhado/a.
Em casos de ciberbullying a Guarda aconselha:
Nestes casos deves guardar as provas, e manter os registos das mensagens ou dos conteúdos ofensivos,
Se fores a vítima, pede ajuda, contando a um adulto: Fala sempre com os teus pais, professores ou outro adulto de confiança e nunca interajas nem respondas diretamente a quem te está a magoar;
Se vires alguém a ser vítima, não partilhes, dá apoio, incentivando-o a pedir ajuda ou denuncia partilhando com um adulto.
Para os encarregados de educação, a GNR alerta:
Mantenha-se envolvido na rotina escolar e digital das crianças, estando particularmente atento indícios de bullying ou ciberbullying quer seja enquanto agressores como também de vítimas;
Em caso de suspeita de situações de bullying ou ciberbullying, ameaças ou outros comportamentos de risco, informe de imediato a GNR, devendo ser guardadas todas as provas;
A educação e segurança começa em casa.
A Guarda Nacional Republicana reitera que a segurança em meio escolar continua a ser uma prioridade estratégica. Através da ação diária das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC) e da implementação de ações de sensibilização junto da comunidade educativa, a Guarda continuará empenhada na prevenção, deteção e combate a todas as formas de violência, promovendo um ambiente escolar seguro e inclusivo. Importa acrescentar que a GNR possui militares com formação especializada, que desempenham um papel essencial no acompanhamento personalizado às vítimas, encarregando-se de encaminhar as mesmas para outras instituições com competência neste âmbito.
Se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de bullying não hesite em contactar:
Via telefónica, o SNS Prevenção Suicídio, através do número 808 24 24 24;
Via telefónica, através do número europeu de emergência: 112
Estes serviços são anónimos, confidenciais e estão disponíveis para ouvir quem mais necessita porque, conversar pode mudar vidas.
Bullying não se encontra tipificado na legislação penal como crime. GNR avisa que sinais de alerta são silenciosos e apela a um "acompanhamento atento" por parte da comunidade escolar.
Starlux first flew in January 2020 and bills itself as a "boutique" international airline that operates nonstop flights from Taipei to several US cities, including Los Angeles, San Francisco, and Seattle.
My flight was on an Airbus A350-900 from Taipei to San Francisco, a nearly 12-hour overnight flight. It was the second leg of a trip that started in Kuala Lumpur, and the entire itinerary cost 85,000 Alaska Airlines miles.
The Starlux business class seat.
Zach Benitez
The cash fare on this route ranges from $2,600 to over $5,000, depending on the season, so the points redemption — Alaska is a Starlux partner — was a very good deal. And the experience blew me away.
The whole idea from the beginning was to build a luxury airline from nothing with meticulous attention to detail and an emphasis on the small stuff.
After flying Starlux, those minor details made all the difference. Here's what my flight was like and why I'd easily book again.
The seat felt like a private suite
Every seat in Starlux's business class opens straight into the aisle, and every one has a sliding door. The cabin is decorated with faux marble finishes and shiny black panels. It honestly looks more like a boutique hotel lobby than the inside a plane.
One of the cubbies stored a remote and headphones.
Zach Benitez
This extreme attention to detail is what sold me most.
My favorite example: there's a little gap under the storage cabinet door, so you can leave a charging cable running out of it with the door closed. Exploring the seat illuminated several thoughtful design choices. The pod felt deliberate in a way some brand-new airline seats just aren't.
Some people call business class doors a gimmick, mostly because they don't go all the way up. I loved mine anyway. Once the seat was flat and the door was shut, it felt like my own little room, further emphasized by the warm mood lighting, pristine leather accents, and large seat walls.
My little pod for 12 hours.
Zach Benitez
A flight attendant handed me pajamas before we'd even pushed back, so I changed right away.
After dinner, the crew made up my bed with a thick mattress pad and one of the softest blankets I've ever been given on a plane.
The lie-flat bed was comfortable despite the narrow footwell.
Zach Benitez
The footwell angles inward slightly, which makes it feel a bit tight when you're lying flat, but I slept well regardless. On an overnight flight this long, that's what matters most.
It started with warm, fluffy garlic bread, which felt out of place alongside the Asian meal, but I was thrilled to see it. When the flight attendant came to clear my appetizer, she asked if I'd like more bread, to which I obviously said yes.
The food was the best part of the flight.
Zach Benitez
Then a creamy miso mushroom soup showed up, and I'm not exaggerating when I say it's one of the best things I've eaten on a plane. It was rich and savory, the kind of thing I can still taste if I think about it today.
The main was beef with fried rice, which was flavorful and cooked to perfection.
The beef dish on Starlux.
Zach Benitez
Dessert was Italian gelato that was actually soft enough to eat straight away, which basically never happens with ice cream at 38,000 feet.
Breakfast before landing: waffles with figs were also notable. One of the few airline breakfasts I'd happily order again.
The waffle and fig dish on Starlux.
Zach Benitez
All of the food served looked as good as it tasted. Every course was properly plated, the flight attendant talked me through each dish, and she reset my table between courses without me noticing.
The crew truly elevated the experience
Starlux isn't perfect, and the first 20 minutes of my flight proved it. Pre-flight service felt as if the crew was simply going through the motions rather than trying to create a good experience.
But when the meal service started, it was like a switch flipped.
One flight attendant greeted me by name and knelt down next to my seat to take my order. At one point, my seatbelt locked up while I was reaching for my amenity kit; she saw it happen and handed me the kit before I'd said a word.
The amenity kit bag is reusable.
Zach Benitez
My main course came out a few minutes late, and she apologized profusely for it, which she really didn't need to do, but it tells you what standard this crew holds itself to.
By the time dinner was over, even the crew members who'd seemed checked out at first were warm and attentive. When I woke up and asked for tea, it was there almost immediately, with lemon and sugar on the side.
I love how fun Starlux is
The other thing I love about Starlux is that it doesn't take itself too seriously.
There's a space theme running through the whole airline, from the Galactic Lounge in Taipei to the COSMILE loyalty program. Since 2024, it's been working with Peanuts, so Snoopy turns up on themed flights and merch.
The Starlux lounge.
Zach Benitez
On my flight, the entertainment screen displayed a Snoopy welcome for me, and I still carry my things in a Starlux Snoopy tote bag.
Even the toilet paper is custom printed with a runway design. All of these things make the airline feel like it's enjoying itself.
The bathroom as a whole was clean and stocked with care products.
Zach Benitez
Starlux got the three things that actually matter right: the seat, the food, and the crew. And it did it with a sense of fun that a lot of the big-name carriers have somehow lost along the way.
I've flown business class on dozens of airlines, including some of the world's most famous seats. If you're flying between the West Coast and Asia, I'd book Starlux.
Starlux did not respond to a request for comment from Business Insider.
Miguel Queirós, criador de conteúdos, ambiciona chegar à TV e vê nas redes sociais "uma ponte". Recorda a infância e conta como o bullying o ajudou a continuar - até vencer um prémio revelação.
Entre o 4º e o 7º ano do ensino fundamental, a escola perde parte do encanto que tem para os estudantes, indica a 3ª edição do relatório anual de Saúde Mental & Bem-Estar Escolar, da Great Place to Study Brasil. A parcela de alunos entrevistados que afirma se sentir feliz e empolgada ao ir para a escola cai de 79,9% para 50,8%. No mesmo período, a parcela que relata exposição à violência mais que dobra, de 16,6% para 39%.
O levantamento ouviu 89.744 pessoas, entre 41.958 estudantes, 9.347 educadores e 38.439 familiares no país por meio de questionários digitais específicos para cada público. As respostas foram coletadas de agosto de 2025 a agosto de 2026, e a base de famílias foi acompanhada de março de 2025 a outubro de 2026. Segundo a organização, a análise adotou nível de confiança de 95%, além de testes de correlação e consistência dos índices.
Vínculo com a escola diminui ao longo dos anos
Foi identificada uma mudança no vínculo com a escola ao longo da trajetória. Entre os alunos do 8º ano e do 3º ano do ensino médio, 57% citam bullying frequente ou violência física normalizada no dia a dia.
Outros dados mostram a diminuição do vínculo: 40,6% não se sentem valorizados pela escola, 40,1% dizem que professores não se importam com seus sentimentos e 44% das vítimas de bullying não creem em ação da escola.
Em ambientes de baixa violência, 27% dos estudantes dizem frequentar a escola apenas por obrigação. Em locais de violência muito alta, o índice chega a 60%.
João Hoeppner, diretor da Great Place to Study Brasil, afirma que a relação com a escola tende a diminuir à medida que o estudante avança e o foco no conteúdo e no vestibular ganha espaço. “O coletivo e a convivência tendem a ficar mais frios e a escola se envolver cada vez menos.”
Segundo o diretor, quem estuda apenas para evitar consequências negativas relata mais sobrecarga. “Mesmo no melhor cenário, 1 a cada 4 estuda ali por medo. Quando a gente está falando do fundamental, é mais ou menos 1 a cada 3”, afirma.
Violência e bullying afetam a convivência
Violência e bullying dentro da escola | Foto: Freepik
A violência é um dos fatores que atravessam esse processo, segundo indicam as respostas. Dos 57% que relatam bullying frequente ou violência física normalizada, 1 em cada 5 se declara alvo direto de agressões.
Hoeppner chama atenção para o papel dos colegas que presenciam os episódios e afirma que a escola precisa trabalhar também a consciência de quem assiste. “O principal trabalho que as escolas precisam fazer é um despertar, uma provocação em relação à consciência da plateia. Se não tem plateia, não tem show.”
Para ele, campanhas contra o bullying também podem partir dos próprios estudantes. “As campanhas de bullying mais efetivas que a gente vêpartem dos estudantes mais do que somente da escola.”
Marina Ribeiro, diretora de comunidade da Great Place to Study Brasil, afirma que a participação dos pares pode favorecer essa reflexão. “É um processo de entender como esse adolescente funciona e ir buscando essas estratégias mesmo para fomentar a consciência.”
Foco em avaliações pode reduzir o sentido da escola
Para Maria Amélia Santoro Franco, doutora em educação pela USP e organizadora do livro “Pedagogias Emergentes: Princípios e Práticas”, a queda no entusiasmo ao longo da escolarização, não pode ser explicada apenas pela idade. Na passagem para os anos finais do fundamental, aumenta o número de professores e disciplinas, enquanto a convivência com os colegas ganha importância.
Segundo Maria Amélia, quando o conhecimento fica restrito ao que será cobrado nas avaliações, o aluno pode cumprir tarefas, mas deixa de se reconhecer nelas. “À medida que a transmissão de conteúdos, as metas e os rankings de desempenho passam a organizar a vida escolar, a escola pode perder sentido para os estudantes.”
A professora afirma que a violência compromete a aprendizagem. Um estudante que teme ser ridicularizado pode deixar de perguntar ou participar das atividades. “O sentimento de pertencimento se rompe quando o aluno passa a pensar: como me percebem aqui?”.
Professores também enfrentam desgaste emocional
Uma professora com sinais de desgaste emocional severo | Foto: Shutterstock
No entanto, o sofrimento não se restringe aos alunos, segundo o relatório. Um em cada sete professores ouvidos relata sofrimento constante, com sinais de desgaste emocional severo, falta de alegria e incapacidade de descansar. Entre eles, 66,3% dizem que gostariam de ter escolhido outra profissão.
Além disso, 24,4% apontam cobranças excessivas e questionamentos à autoridade como principal desgaste mental. Para Hoeppner, o conflito pesa na rotina, mesmo envolvendo poucas famílias.
Famílias confiam na escola, mas diálogo é limitado
As famílias, por sua vez, demonstram confiança na escola. Mais de 95% dizem confiar na proposta pedagógica, considerar o ambiente seguro e avaliar que os filhos recebem uma boa educação. Porém, o vínculo não se traduz na mesma proporção em diálogo: são 54,6% os que dizem concordar plenamente que se comunicam com a escola para pensar em conjunto sobre a educação dos filhos.
Maria Amélia afirma que reconstruir esse vínculo passa por criar relações de confiança e não apenas por reforçar regras. Segundo a professora, o estudante precisa saber que situações de violência serão levadas a sério e que haverá adultos responsáveis por cuidar delas.
“Temos um costume de falar muito que a escola tem três funções: ser a vida de um estudante, preparar esse estudante para o futuro e para o mundo que ele vai encontrar, mas também trazer competências para que ele de fato consiga construir um mundo diferente, um futuro diferente.” (Lucas Leite/FOLHAPRESS)