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Análise: Partido Democrata tem vantagem na reta final das midterms

21 October 2026 at 22:18

Uma nova pesquisa da CNN indica que o Partido Democrata tem uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre os republicanos a menos de duas semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

A analista de Internacional Fernanda Magnotta avalia que os dados refletem um descontentamento claro do eleitorado americano. Segundo ela, trata-se de uma eleição que referenda ou não as ações do presidente.

“É muito comum que se tratem as eleições legislativas de meio de mandato como uma espécie de termômetro, que funciona justamente para que o presidente passe por um crivo, por uma avaliação”, afirmou Magnotta durante o CNN 360º desta quarta-feira (21).

Magnotta destacou que Trump está diante de críticas contundentes, especialmente nas agendas que o elegeram em 2024.

“Ele fez campanha em basicamente três grandes temas. Ele falava em melhoria das condições econômicas, sobretudo no combate à inflação, em políticas mais duras de imigração e na garantia dos interesses dos Estados Unidos no campo internacional, sem envolver o país em ‘guerras intermináveis'”, lembrou a analista.

Segundo o levantamento, 41% dos eleitores afirmam que votarão para se opor ao presidente Donald Trump, enquanto apenas 20% pretendem votar para apoiá-lo. Outros 39% dizem que o voto não terá relação com o governo republicano.

A pesquisa também revela índices baixos de aprovação de Trump em áreas específicas. Em relação às eleições, 41% dos eleitores avaliam positivamente sua condução. Já em políticas de imigração, a aprovação é de 38%; em saúde, 34%; em política externa, 30%; em economia, 27%; e em inflação, apenas 23%.

Segundo ela, os números da pesquisa da CNN demonstram um descontentamento claro do norte-americano justamente nessas três frentes. “Presidente Trump já não é mais pedra, agora é janela”, ilustrou a analista.

Custo de vida e imigração pesam contra Trump

De acordo com Magnotta, o americano médio está muito incomodado com o custo de vida, incluindo o preço dos combustíveis, dos alimentos e da moradia. Ela ressaltou que a inflação geral nos Estados Unidos não é exatamente alta, mas ponderou:

“Quando a gente vai segmentando por grupos ou áreas em particular, em alguns casos é uma inflação bem severa. No caso da moradia, em algumas cidades chega a passar de 25%, não é algo desprezível.”

Na agenda imigratória, a analista reconheceu que houve o cumprimento de uma série de promessas, mas ponderou que boa parte da sociedade norte-americana, inclusive aqueles que apoiam medidas mais duras contra a imigração, tem visto as ações do ICE como abusivas e excessivas.

Em política externa, Magnotta apontou ainda a controvérsia em torno dos efeitos do tarifaço e o envolvimento de Trump em um conflito com o Irã, o que contraria sua postura de campanha.

Cenário favorável à oposição

Com base nos dados de popularidade, Magnotta avaliou que o cenário atual indica que Trump deve perder a maioria na Câmara dos Representantes e que há chances crescentes de perda também no Senado. No entanto, a analista foi cautelosa ao fazer previsões definitivas.

“Dá para cravar? Não dá para cravar, porque eleição é sempre assim, só acaba quando termina”, disse.

Ela destacou ainda que o elemento do comparecimento às urnas pode ser decisivo para o resultado final: “Hoje o cenário é mais favorável à oposição do que ao incumbente”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

ANPD diz que Prefeitura não notificou vazamento do Smart Sampa

21 October 2026 at 22:11

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou que ainda não foi notificada pela Prefeitura de São Paulo sobre o vazamento de dados do sistema Smart Sampa, responsável pelo monitoramento por câmeras em toda a capital paulista. O caso foi revelado por uma reportagem do UOL e confirmado pela CNN.

Segundo a apuração, informações sigilosas de mais de 58 mil câmeras ficaram expostas em um repositório na internet por cerca de 11 meses.

O material vazado incluía logins e senhas, dados do sistema e até orientações para reprodução do sistema de entrada do Smart Sampa em quaisquer celulares ou computadores, além de informações de mais de 6 mil agentes de segurança.

Prefeitura confirma responsável pelo vazamento

A Prefeitura de São Paulo confirmou que um servidor municipal foi responsável pela divulgação ilegal das informações. O funcionário foi afastado e está sendo investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.

A gestão municipal nega, no entanto, que tenha havido uma falha de segurança na plataforma e afirma que o material já foi retirado do ar.

Prazo legal e obrigações da LGPD

Pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), quando um incidente pode causar risco ou dano relevante às pessoas envolvidas, o responsável pelos dados deve comunicar à ANPD em até três dias úteis a partir do momento em que toma conhecimento do caso.

A gestão municipal tinha esse mesmo prazo para comunicar oficialmente o incidente à agência, o que, segundo a ANPD, não ocorreu.

A agência informou que acompanha o episódio e pode exigir medidas para reduzir os riscos, orientar a população sobre o incidente e acompanhar a contenção do problema.

Por se tratar de um órgão público, a ANPD esclarece que não cabe aplicação de multa nesse caso.

Coalizão pede investigação e MP avalia abertura de inquérito

Uma coalizão de entidades solicitou formalmente que a ANPD investigue o caso e abra uma investigação contra a Prefeitura de São Paulo e a empresa responsável pela tecnologia do Smart Sampa.

Além disso, o Ministério Público de São Paulo avalia se há indícios suficientes para abrir uma investigação sobre o episódio.

A prefeitura afirma que o Smart Sampa é fiscalizado pelo Tribunal de Contas do município e conta com uma consultoria especializada em governança e privacidade.

O sistema reúne imagens de câmeras espalhadas por toda a capital e utiliza tecnologia de reconhecimento facial para auxiliar na identificação de pessoas procuradas pela Justiça e na localização de desaparecidos.

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Análise: Ala do STF pode restringir canais de WhatsApp antes das eleições

21 October 2026 at 21:27

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) sinalizou que pode derrubar uma eventual decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de restringir o funcionamento de canais de WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O analista de Política da CNN Matheus Teixeira explica o tema ao CNN 360°.

A possibilidade, ainda em discussão nos bastidores da Justiça Eleitoral, já provoca divergências significativas entre os dois tribunais.

A movimentação interna no TSE contempla uma regra que limitaria o alcance de canais com mais de 200 mil usuários na reta final da campanha.

A proposta ainda não foi aprovada pelo plenário do tribunal, mas sua simples ventilação gerou reações imediatas e divisão entre os próprios integrantes da corte eleitoral.

Divergência dentro do TSE

O ministro Kassio Nunes Marques confirmou à CNN ser contrário a mudanças nas regras próximas ao dia da eleição. Por outro lado, o ministro André Mendonça admitiu, em nota oficial, que uma decisão nesse sentido é possível, condicionando-a, porém, à deliberação do plenário do TSE.

Segundo Matheus, isso significa que nenhum dos dois agiria de forma isolada, submetendo a questão ao colegiado antes de qualquer medida.

O contexto da discussão envolve o uso intensivo de canais de WhatsApp pelas campanhas políticas.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou um canal para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que chegou a reunir mais de 6 milhões de pessoas, utilizado como ferramenta de mobilização digital.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pessoas próximas a ele também intensificaram a atuação em canais e grupos da plataforma para disseminar mensagens de campanha.

STF acompanha o tema de perto

Segundo Matheus Teixeira, uma ala do STF tem acompanhado o assunto com atenção e interpreta a eventual restrição como uma tentativa de atingir especificamente os canais associados à campanha adversária.

Internamente, há a avaliação de que a criação de uma nova regra na reta final do processo eleitoral poderia afetar negativamente o próprio pleito.

A tensão entre o TSE e o STF não é nova neste ciclo eleitoral.

Matheus Teixeira destacou que, em alguns casos durante as eleições em curso, o Supremo chegou a se sobrepor a decisões do Tribunal Superior Eleitoral — algo incomum historicamente, já que as deliberações do TSE costumavam ser amplamente respeitadas pelo Supremo, especialmente no calor das eleições.

Caso o TSE decida de fato restringir os canais de comunicação digital, o STF poderá ser acionado para revisar a medida, abrindo um novo capítulo nesse embate institucional.

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Marçal fica fora da preparação de Flávio Bolsonaro para debate da Globo

21 October 2026 at 21:24

Pablo Marçal não participará do treinamento de Flávio Bolsonaro (PL) para o debate da Rede Globo, previsto para a próxima sexta-feira (23). Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, durante o CNN 360°, a responsabilidade pelo media training ficará a cargo do marqueteiro Duda Lima e de Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha.

No debate realizado pela TV Bandeirantes, Marçal chegou ao estúdio ao lado de Flávio Bolsonaro e acompanhou a disputa da primeira fila da plateia.

A presença do influenciador foi amplamente associada à postura adotada por Flávio durante aquele confronto, caracterizada por uma estratégia mais agressiva e provocativa — circulando pelo estúdio, fazendo gestos e tentando desconcentrar o adversário, em estilo semelhante ao que Marçal utilizou nos debates das eleições municipais de São Paulo em 2024.

Aliados pedem que Flávio seja “menos Pablo Marçal”

Integrantes da campanha avaliam que, embora a estratégia adotada no debate da Band tenha funcionado para aquele formato — com audiência menor e voltado à produção de cortes para a internet —, a abordagem pode ter gerado uma imagem negativa de arrogância ou prepotência.

Há ainda a leitura de que a agressividade pode ter repercutido mal entre grupos qualitativos, especialmente por se tratar de um confronto com um adversário de 80 anos de idade. Por isso, aliados orientam que Flávio seja “menos Pablo Marçal” e não perca a linha no próximo debate.

Vale destacar que o debate da Rede Globo possui um formato menos aberto e dinâmico do que o da TV Bandeirantes, o que também influenciou na decisão de adotar uma postura mais contida.

Marçal, no entanto, pode ainda comparecer ao estúdio, já que sua ausência se restringe ao treinamento, não necessariamente à sua presença no evento.

Marçal como integrante informal da campanha

Marçal passou a integrar informalmente a campanha de Flávio Bolsonaro após a Justiça Eleitoral proibir sua candidatura à presidência pelo PRTB. Desde então, ele tem colaborado não apenas nas redes sociais — sua principal área de atuação —, mas também em projetos de governo, incluindo o chamado Ministério da Prosperidade.

Bolsa Família deve ser tema central no debate da Globo

A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues apurou que o tema do Bolsa Família deve ser central no debate da Rede Globo. A campanha de Lula (PL) planeja que ele mesmo proponha o assunto logo no início do confronto, explorando sua atuação à frente do programa.

Já a equipe de Flávio Bolsonaro prepara o candidato para se posicionar favoravelmente ao Bolsa Família, buscando desfazer declarações anteriores de Daniela Marques — uma das responsáveis pela área econômica da campanha —, que havia sugerido possíveis mudanças no programa, como um período de dois anos para que beneficiários tentassem buscar emprego e deixar o programa.

Segundo Larissa Rodrigues, a orientação interna da campanha de Flávio, apurada pelo analista de Política da CNN Gustavo Uribe, é que apenas o próprio candidato fale sobre o Bolsa Família a partir de agora, para evitar declarações que possam ser distorcidas ou prejudicá-lo.

No debate, a expectativa é que Flávio deixe clara sua posição favorável ao programa, defendendo também a criação de mecanismos que permitam aos beneficiários melhorar sua condição financeira e conquistar empregos formais.

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Marco Rubio diz que não haveria Ucrânia sem os Estados Unidos

21 October 2026 at 21:12

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (21) que a Ucrânia não existiria hoje sem a assistência dos Estados Unidos, incluindo a fornecida durante o governo de Donald Trump. A declaração foi feita de forma enfática, com Rubio defendendo que Washington deve parar de ser defensivo sobre o tema.

“Não vamos mais nos colocar na defensiva sobre esse assunto”, disse Rubio. Segundo ele, sem o apoio americano, a Ucrânia como Estado simplesmente não existiria.

Reconhecimento ao esforço ucraniano

Ao mesmo tempo, Rubio ressaltou que o valor e a coragem dos ucranianos não devem ser ignorados. “Isso não significa que a bravura da Ucrânia não se destaque, porque eles absolutamente lutaram por seu país e fizeram coisas extraordinárias com o apoio que lhes foi fornecido”, afirmou.

Para Rubio, a combinação entre o suporte americano — que envolveu bilhões de dólares — e o esforço do povo ucraniano foi determinante para a sobrevivência do país diante de um adversário muito maior.

Negociações em andamento

Rubio também comentou sobre as tratativas diplomáticas em curso. Segundo ele, um representante americano se reuniu com Volodymyr Zelensky — em encontro que teria ocorrido na Noruega — e, em seguida, seguiu para São Petersburgo para dialogar com o lado russo.

“Você tem que saber o que o outro lado está disposto a aceitar. E então você tem que tentar reduzir as diferenças entre os dois”, explicou Rubio, reconhecendo a complexidade das negociações.

Rubio afirmou que o encontro com Zelensky foi positivo e que não houve surpresas. “Nada inesperado, nada surpreendente”, disse ele, acrescentando que o principal desejo da Ucrânia é garantir segurança de longo prazo para que o país nunca seja invadido novamente no futuro.

Rubio reconheceu, porém, que as negociações são complexas e que ainda há um longo caminho a percorrer para que algum progresso seja alcançado.

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PF agrupa informações de Lulinha em um único inquérito

21 October 2026 at 20:05

A Polícia Federal agrupou todas as informações relacionadas a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, em um único inquérito. A medida foi adotada como estratégia para acelerar as investigações sobre suposto tráfico de influência no governo federal.

“Como as informações estavam meio jogadas, a PF diz que agrupou tudo em um caso só, o caso Lulinha”, explicou o analista de segurança pública Elijonas Maia durante o Live CNN desta quarta-feira (21).

Elijonas lembrou que os casos do INSS e do Master estão paralisados em um limbo jurídico, enquanto os inquéritos sobre suposto tráfico de influência, distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, não enfrentam o mesmo obstáculo.

Lulinha é investigado por suposto tráfico de influência, com o caso sob relatoria do Supremo Tribunal Federal. As investigações tiveram origem no inquérito sobre descontos associativos irregulares contra aposentados e pensionistas do INSS.

A partir das informações coletadas naquele processo, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha e mensagens encontradas durante as diligências, a PF reuniu novos elementos para abrir investigações separadas no STF.

Além de agrupar os processos, a PF pediu ao STF uma prorrogação do prazo de 60 dias para continuar as investigações.

Conexões investigadas pela PF

Entre os elementos centrais da investigação está a figura da empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista que teria atuado para garantir contratos no governo federal para seu grupo e para Lulinha. Segundo as apurações, Lulinha seria a pessoa responsável por “abrir portas” para esse grupo.

Um dos beneficiados pela influência de Lulinha seria Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, empresário com quem o filho do presidente teria mantido parceria em uma empresa de produtos à base de cannabis e realizado viagens, incluindo uma a Portugal.

A PF já havia solicitado internamente ao setor de inteligência um levantamento completo de todas as viagens de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, além de informações sobre pagamentos, hospedagens e movimentações financeiras.

Esse levantamento seria feito em paralelo à análise da conta bancária de Lulinha, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo STF no início do ano.

Defesa rebate pedido da PF

Em resposta ao pedido de prorrogação, a defesa de Lulinha divulgou nota classificando as novas medidas requeridas pela Polícia Federal como “a mais clara e genuína expressão do fishing expedition“.

“É pesca probatória, você tentar buscar alguma prova em uma situação que já está aberta, mas que não tem nada, segundo a avaliação dos advogados”, explicou Elijonas.

Os advogados afirmaram ainda que, mesmo após a quebra de sigilo de Lulinha, nada foi encontrado que justificasse a continuidade das investigações.

A investigação começou a apontar para Lulinha quando uma testemunha afirmou à Polícia Federal que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Camilo Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger.

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À CNN, Dallagnol descreve “clima tenso” nos bastidores de debate na Band

21 October 2026 at 18:55

O primeiro debate do segundo turno entre os candidatos à presidência da República, realizado pela TV Bandeirantes neste domingo (18), foi marcado por tensão não apenas no palco, mas também nos bastidores.

Segundo o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), em entrevista ao Bastidores CNN desta quarta-feira (21), o ambiente no início do evento era de grande tensão entre os dois lados, com todos evitando cometer erros.

“O que eu notei foi que o pessoal do lado do Lula foi ficando mais nervoso, mais agressivo conforme o debate se desenvolvia”, afirmou Dallagnol. Ele mencionou a postura da primeira-dama, Rosângela da Silva, durante o evento.

“Eu vi, testemunhei a Janja fingindo que espirrava enquanto falava ‘mentira’. Passei a gravar e circulou uma gravação que eu fiz dela ‘espirrando’ uma segunda vez, tomando uma bronca da pessoa que cuidava do auditório”, relatou.

Além disso, Dallagnol afirmou ter filmado o ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, passando orientações escritas para Lula durante o debate. “Praticamente invadindo o lugar, como um técnico desesperado com o mau desempenho do seu time”, comparou.

Segundo o senador eleito, Sidônio passou orientações por papel para Lula, indicando o que o presidente podia falar ou não.

“Eu vi um pessoal [do lado petista] muito nervoso e vi, no final, eles com a expressão muito preocupada”, relatou.

Sobre o desempenho dos dois presidenciáveis no debate, Dallagnol afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) foi superior a Lula na disputa: “A avaliação geral das próprias pessoas que acompanhavam é que Flávio foi muito melhor do que Lula.”

Críticas à campanha adversária

Questionado sobre a estratégia da campanha de Lula de tentar aumentar a rejeição de Flávio Bolsonaro, Dallagnol fez uma comparação entre os dois campos políticos.

“A gente vê uma direita buscando construir propostas, debater temas, com críticas, naturalmente, ao governo, mas você não vê agressividade, você não vê uma campanha de fake news e desconstrução da forma como a esquerda está fazendo”, declarou.

Dallagnol afirmou ainda que a campanha adversária estaria espalhando informações falsas, inclusive em panfletos, alegando que Flávio acabaria com programas sociais. “Isso é uma absoluta mentira, não é verdade”, disse.

Ele também argumentou que a campanha de Lula estaria evitando trabalhar a biografia do candidato por considerá-la “extremamente problemática”, citando acusações e investigações oriundas da Operação Lava Jato.

Prioridades para o Senado Federal

Sobre suas prioridades para o cargo de senador que vai exercer a partir de 2027, Dallagnol elencou três grandes eixos: segurança pública, combate à corrupção e equilíbrio das contas públicas.

Na área de segurança, o ex-procurador defendeu medidas como a redução da maioridade penal, a castração química de abusadores sexuais e a classificação de organizações criminosas como terroristas.

“A gente precisa que o criminoso fique na cadeia. Hoje a gente tem um sistema que não funciona para colocar o criminoso de rua na cadeia”, afirmou.

No campo anticorrupção, Dallagnol defendeu a restauração da prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado e o estabelecimento da corrupção como crime hediondo.

“A gente não vai conseguir virar essa página sem fazer o impeachment constitucional de um ministro do Supremo, e quem está, evidentemente, no primeiro lugar da fila é o ministro Alexandre de Moraes”, disse.

Situação no TSE e expectativas sobre o mandato

Sobre o julgamento pendente no Tribunal Superior Eleitoral a respeito de sua elegibilidade, Dallagnol afirmou encarar a situação com tranquilidade. “Ainda que evidentemente para nós seja uma espécie de montanha-russa”, declarou.

Ele ressaltou que o Ministério Público do Paraná, o Ministério Público de Brasília e a Justiça Eleitoral do Paraná já confirmaram sua candidatura.

“A população está do nosso lado, tem nos honrado, tem demonstrado não só uma confiança no nosso trabalho, mas disposição de caminhar conosco nesses altos e baixos”, afirmou Dallagnol.

Ele disse confiar que o TSE, ao analisar as mais de 15 mil páginas do processo, tomará decisão na mesma linha dos órgãos técnicos que já se manifestaram favoravelmente à sua posse.

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Análise: Foco de calor na Amazônia aumenta mais de 60% em um ano

21 October 2026 at 18:53

Os focos de calor na Amazônia registraram um aumento de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado chama atenção justamente por ocorrer em um ano em que a Amazônia Legal registrou seu menor índice de desmatamento em quase quatro décadas, evidenciando que desmatamento e queimadas são problemas distintos, com dinâmicas e formas de enfrentamento diferentes.

El Niño como fator agravante

Para o analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, ao Live CNN, o cenário atual tem uma característica muito particular: a forte influência do El Niño.

“Nós estamos sob a influência de um El Niño muito forte e que está em progressão”, afirmou. Segundo ele, a perspectiva é de que o fenômeno atinja seu nível máximo entre dezembro deste ano e janeiro do próximo.

Pedro Côrtes explicou que o El Niño provoca uma redução significativa da umidade proveniente do Oceano Atlântico que normalmente chega até a Amazônia. Com isso, a floresta — naturalmente úmida — passa a ficar muito seca, o que facilita a propagação dos focos de incêndio.

“Há uma contribuição significativa do clima. Não que o clima sozinho responda por todos esses focos de incêndio, mas ele acaba facilitando a propagação dos focos, sejam criminosos ou não“, destacou.

Combate dificultado pela seca

Além de favorecer a propagação das chamas, a seca também compromete diretamente as operações de combate aos incêndios. Pedro Côrtes apontou que há uma redução no nível da água em igarapés e rios, o que dificulta tanto a locomoção das equipes — que dependem das hidrovias para se deslocar em diversas regiões — quanto a disponibilidade de água para o combate.

“Ela, ao mesmo tempo que é uma situação climática que facilita a propagação, ela também dificulta o combate”, resumiu.

Focos concentrados no leste e impacto em Manaus

De acordo com dados oficiais, os focos de incêndio estão atualmente concentrados na parte leste da Amazônia. O vento que sopra do oceano leva a fumaça produzida por esses incêndios até Manaus.

Manaus (AM) figura nesta quarta-feira (21) como a cidade com a pior qualidade do ar no Brasil, seguida por Rio Branco (AC) e, na sexta posição, Porto Velho (RO) — todas na região Norte do país. Dois dias antes, Belém (PA) estava entre as cidades mais poluídas do país.

“Várias cidades da região Norte do Brasil sempre aparecem com a pior qualidade para respirar”, concluiu, destacando a ligação direta entre os dados e as queimadas na região.

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Conheça os fones de ouvido que abafam o som ambiente

21 October 2026 at 16:33

Os fones de ouvido com cancelamento de ruído estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, seja no transporte público, no trabalho ou durante a prática de exercícios físicos. A tecnologia, conhecida pela sigla ANC (Active Noise Cancelling), utiliza microfones para captar os sons do ambiente externo e gerar ondas sonoras inversas, anulando o barulho antes que ele chegue aos ouvidos do usuário.

O especialista do Canaltech Gabriel Rimi participou do quadro CNN Tech, no Live CNN, para explicar como esses dispositivos funcionam na prática e apresentar diferentes modelos disponíveis no mercado, com variações de preço e tecnologia.

Como funcionam os fones de cancelamento ativo de ruído

Segundo Rimi, todos os fones com ANC contam com vários microfones que captam continuamente os sons ao redor do usuário.

“Eles eles emitem uma onda pro nosso ouvido pra cancelar essa outra onda de som que tá de fora”, explicou. É o princípio do positivo com o negativo, que resulta no cancelamento ativo do ruído ambiente.

Além do cancelamento ativo, existe também o chamado cancelamento passivo, proporcionado pelas borrachinhas de silicone presentes em fones intra-auriculares. Esse tipo de vedação física bloqueia parte do som externo sem nenhum sistema eletrônico envolvido.

Alguns modelos, como os da Apple, combinam silicone com espuma de memória na ponteira, o que permite que ela se molde ao formato do ouvido e aumente a eficiência do isolamento. As borrachinhas são intercambiáveis e geralmente vêm em diferentes tamanhos na embalagem do produto.

Modelos e preços no mercado

Rimi apresentou uma seleção de fones disponíveis no mercado.

Entre os modelos mais sofisticados, estão o Samsung Galaxy Buds 4 Pro, na faixa de R$ 1.500, e os AirPods Pro da Apple, com preço em torno de R$ 1.900 a R$ 2.000. A Apple também lançou recentemente um modelo de AirPods sem borrachinha, com design mais aberto, voltado para quem prefere mais conforto no uso prolongado. A Samsung possui um modelo semelhante nesse formato.

Para quem busca uma opção mais acessível, Rimi destacou o fone da Huawei, que fica entre R$ 700 e R$ 800 e oferece, segundo ele, um cancelamento de ruído de boa qualidade, especialmente para ouvir músicas.

Ele também apresentou o QCY Mellow Buds N65, na casa dos R$ 300, descrito como o “queridinho do custo-benefício” entre os modelos com cancelamento de ruído.

Cancelamento adaptativo e segurança

Modelos da Huawei, Apple e Samsung contam com um sistema de cancelamento adaptativo, que identifica sons muito altos nas proximidades e os libera para o ouvido do usuário automaticamente. “Quando eles veem algum som muito alto perto de você, eles liberam esse som pra que você possa ouvir”, explicou Rimi.

Apple e Samsung ainda possuem módulos específicos para detectar sirenes: ao identificar esse tipo de som, o fone desativa o cancelamento de ruído e ativa o modo de transparência, transmitindo o alerta ao usuário.

Apesar desses recursos de segurança, Rimi não recomendou o uso de fones com cancelamento de ruído para quem pratica esportes ou anda de bicicleta. “Ele vai te mostrar o som de uma sirene, mas e se tem uma criança gritando ou você ouve pessoas conversando e sabe que eles vão atravessar a rua?”, questionou.

Para atividades em que a percepção do ambiente é fundamental, a tecnologia pode não ser a escolha mais segura.

A maior reclamação dos usuários, segundo Rimi, está relacionada ao desconforto das borrachinhas intra-auriculares, que incomodam parte dos consumidores após uso prolongado. Para esse público, os modelos com design aberto, sem ponteira de silicone, surgem como alternativa.

Cinco dicas antes de adquirir um novo fone de ouvido

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Análise: Flávio Bolsonaro e Lula buscam vender “mudança” a eleitor

21 October 2026 at 16:01

A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificam seus esforços para conquistar eleitores indecisos e reduzir abstenções. Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, um elemento comum passou a dominar a comunicação de ambos os lados: o conceito de mudança.

Segundo análise de Isabel Mega, pesquisas qualitativas realizadas por partidos e institutos de pesquisa identificaram que o eleitorado está em busca de transformação. A partir dessa percepção, as duas campanhas reajustaram seus discursos para incorporar essa narrativa, cada uma à sua maneira.

Mudança como estratégia central

A campanha do PT passou a trabalhar com o conceito de “mudar para o rumo certo”, enquanto a do PL adota o slogan “mudar para melhor”. “Eles partem do mesmo conceito de que estão vendendo uma mudança ao eleitorado e, a partir daí, vão destrinchando o que seria essa mudança”, explicou Isabel Mega.

Para o PT, explorar esse conceito é especialmente relevante diante do discurso bolsonarista de que o modelo apresentado por Lula seria antigo e ultrapassado, e de que Flávio representaria o novo.

A resposta da campanha petista é argumentar que a mudança prometida pelo adversário envolve riscos para políticas sociais e para o posicionamento do país no cenário econômico e internacional.

Segurança pública versus saúde

Outro ponto de destaque na reta final da campanha é a disputa em torno dos temas de segurança pública e saúde. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta fortemente na pauta da segurança, com o candidato prometendo “devolver territórios às pessoas” e intensificar o combate à criminalidade — mensagem que ecoa tanto no rádio quanto na televisão.

Em resposta, a campanha de Lula aciona o tema da saúde e evoca a memória da pandemia de Covid-19, lembrando o saldo de mais de 700 mil mortes registradas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Como parte dessa estratégia, a campanha petista incluiu em sua propaganda a mãe do ator Paulo Gustavo, que morreu de Covid.

“Flávio tem mais dificuldade de entrar no tema da saúde, o Lula tem mais dificuldade de entrar no tema da segurança”, avaliou Isabel Mega.

Agendas em estados estratégicos

Flávio Bolsonaro concentra a maior parte de sua agenda em estados onde venceu no primeiro turno — Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais —, mas também visita Ceará e Pernambuco, onde obteve apenas 31% dos votos, numa tentativa de reverter resultados ou mobilizar eleitores que se abstiveram no dia 4 de outubro.

Já Lula visita estados em que venceu, como Maranhão, Bahia e Pernambuco, mas foca especialmente nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, onde foi derrotado no primeiro turno.

A aposta é que o volume de eleitores nesses estados justifica o esforço de persuasão, mesmo diante de uma derrota anterior. “Esses três juntos são mais da metade dos votos de todo o país”, destacou o analista de Política da CNN Teo Cury.

Eleição decidida no detalhe

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve cerca de 56,1 milhões de votos, contra aproximadamente 53,8 milhões de Lula — uma diferença de menos de 3 milhões de votos. O cenário de polarização extrema faz com que cada detalhe, incluindo o nível de abstenção no próximo domingo (25), possa ser decisivo para o resultado final.

A expectativa em torno do debate previsto para a sexta-feira (23) também é elevada. Aliados de Flávio teriam aconselhado o candidato a adotar uma postura menos agressiva do que a observada no debate anterior. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula estaria se preparando para responder com mais ênfase aos ataques do adversário.

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Sentimento anti-Trump beneficia democratas, aponta pesquisa

21 October 2026 at 15:35

Uma pesquisa da CNN Internacional revelou que o sentimento anti-Trump entre os eleitores americanos ampliou significativamente a vantagem dos democratas nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

O levantamento, que considera apenas eleitores registrados para votar, aponta que 49% dos entrevistados preferem o candidato democrata de seu distrito, contra apenas 39% que optam pelo republicano.

Essa diferença de 10 pontos percentuais representa a maior vantagem democrata desde o início do levantamento, que remonta ao período anterior às eleições de 2020. O principal motor desse resultado é a insatisfação com a economia e um forte desejo de mudança por parte dos americanos.

Desejo de mudança e insatisfação econômica

A pesquisa indica que 8 em cada 10 eleitores enxergam as eleições de meio de mandato como uma oportunidade de mudar os rumos de Washington. Além disso, 6 em cada 10 afirmam que o voto servirá como uma mensagem direta sobre a gestão atual.

Esses números refletem um clima de descontentamento generalizado com as políticas econômicas em vigor. Os preços elevados de alimentos, moradia e combustível figuram entre os principais fatores de insatisfação.

A gasolina, que estava abaixo dos US$ 3 por galão antes do início do conflito no Irã, passou a ser comercializada acima dos US$ 4, agravando ainda mais o sentimento negativo da população. Quase 7 em cada 10 americanos consideram que Donald Trump fez menos do que deveria para reduzir os preços.

Aprovação de Trump atinge mínima histórica

A aprovação de Donald Trump chegou a 32%, o menor índice já registrado nessa pesquisa. O levantamento mostra que ele não conta com a aprovação da maioria dos eleitores em nenhum dos aspectos avaliados. O único item em que a taxa de aprovação se mostrou ligeiramente superior foi na condução de assuntos ligados à votação e às eleições, com 41%.

Em relação à economia, apenas 27% aprovam a gestão de Trump, enquanto somente 23% avaliam positivamente sua atuação frente à inflação. Dois terços dos americanos afirmam que as políticas do presidente pioraram as condições econômicas do país — avaliação que inclui aproximadamente um terço dos próprios eleitores republicanos.

Eleitores independentes inclinam-se aos democratas

Um dado considerado especialmente relevante para as eleições de meio de mandato é a intenção de voto dos eleitores independentes, que costuma refletir o sentimento em relação ao partido no poder.

Entre esse grupo, 44% declaram preferência pelos democratas para o Congresso, contra apenas 29% que optam pelos republicanos. O resultado reforça a tendência apontada pela pesquisa de um ambiente eleitoral desfavorável para o campo republicano.

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Fachin deve analisar pedido para prorrogar caso Lulinha

21 October 2026 at 15:01

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, deve analisar o pedido da PF (Polícia Federal) para prorrogar o inquérito que investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência no governo federal. A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN Teo Cury, ao CNN Novo Dia.

A solicitação chegou a ser enviada ao ministro André Mendonça, mas foi redirecionada ao presidente da Corte, que atualmente está à frente dos casos envolvendo Lulinha.

Segundo Teo Cury, o processo acabou ficando no gabinete de Fachin diante de uma indefinição sobre os casos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do Banco Master. “Há uma expectativa sobre se ele tomará ou não essa decisão”, afirmou Cury.

Tudo vai depender, segundo ele, se o caso continuará com Fachin ainda nesta semana ou se, na semana seguinte, os processos retornarão a André Mendonça.

Crise institucional no STF

O contexto que levou à situação atual envolve uma crise no Supremo Tribunal Federal. Enquanto Fachin retirou a relatoria do inquérito das fake news do ministro Alexandre de Moraes, no caso de André Mendonça não houve retirada formal da relatoria, mas os autos dos casos do Banco Master e do INSS foram enviados ao gabinete de Fachin.

Isso ocorreu por volta do dia 12 de setembro, em uma tentativa de arrefecer os ânimos dentro da Suprema Corte e contornar a crise institucional que o STF atravessava.

Conforme explicou Teo Cury, apesar de Fachin ter recebido os autos, ele não assumiu formalmente a relatoria dos casos, que segue sendo de André Mendonça. “Esses processos deram uma esfriada ao longo do período eleitoral”, destacou o analista.

Ao longo das últimas semanas, reduziram-se também as decisões de um ministro contrariando o outro, em meio ao processo eleitoral e às tentativas de Fachin de acalmar os ânimos no STF.

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Análise: Temperatura do planeta ultrapassará meta de 1,5°C

21 October 2026 at 14:13

A ONU (Organização das Nações Unidas) emitiu o alerta de que o mundo não conseguirá limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme previsto. O novo relatório da organização aponta que as metas climáticas estabelecidas pelos países são insuficientes para conter o avanço da temperatura no planeta.

Ao CNN Novo Dia, o analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, avaliou o cenário como “bastante preocupante”, destacando que o aquecimento tem ocorrido de forma muito mais acelerada do que o originalmente previsto. “A reação do clima aos gases de efeito estufa tem sido muito mais rápida do que originalmente prognosticado”, afirmou.

Tempestades de calor aumentam drasticamente

Dados apresentados por Pedro Côrtes revelam uma comparação alarmante entre décadas: enquanto nos anos 1960 ocorriam em média 5 tempestades de calor por ano, em 2020 esse número saltou para 102 ocorrências anuais.

Além do aumento na quantidade, a duração dessas ondas de calor também cresceu de forma significativa ao longo das décadas. “Não só o número de tempestades de calor, de ondas de calor, mas também a duração dessas ondas tem sido cada vez mais significativa”, destacou o analista.

Pedro Côrtes ressaltou que, no passado, cientistas que faziam previsões sobre as mudanças climáticas eram acusados de catastrofismo. Com o tempo, porém, a avaliação se inverteu.

“Coisas que estavam previstas para daqui a 10 anos já estão acontecendo”, afirmou, lembrando que chegou a revisar relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e que os próprios cientistas se surpreendiam com a velocidade com que as previsões se concretizavam.

Oceanos mais quentes e extremos climáticos

O aquecimento dos oceanos vem se intensificando desde os anos 2000. Segundo Pedro Côrtes, esse fenômeno gera maior umidade na atmosfera e acelera os processos climáticos.

“Aonde chovia passa a chover muito mais e aonde não chovia, por vezes, fica muito mais seco e muito mais quente“, explicou. O resultado é o agravamento dos extremos climáticos em diversas regiões do planeta.

As consequências desse processo são amplas e afetam diretamente a população. O analista apontou que as ondas de calor prejudicam especialmente crianças pequenas e pessoas idosas, pela dificuldade de hidratação.

Além disso, há prejuízos para a agricultura e para a geração de energia elétrica por fonte hidrelétrica, problema que tem afetado a região central do Brasil. “O clima vem demonstrando cada vez mais esses extremos e, por melhor que sejam as iniciativas tomadas por diversos países, elas não têm sido suficientes para frear essas mudanças climáticas”, concluiu o analista.

Desafios para a próxima COP

Com uma nova COP (Conferência do Clima) se aproximando, Pedro Côrtes antecipou que a Europa deve entrar com recomendações para que os países acelerem os processos de transição energética.

No entanto, o analista alertou para uma contradição: “Muitos países precisam de financiamento. Ela quer exigir isso, mas não quer botar a mão no bolso”.

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Flávio se beneficia da rejeição ao governo Lula, diz fundador do Ideia

21 October 2026 at 13:23

Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno, com 51,1% e 48,9% dos votos válidos, respectivamente.

O fundador do Instituto Ideia, Mauricio Moura, analisou os dados ao CNN Novo Dia e destacou que a disputa reflete, sobretudo, o baixo índice de aprovação do governo atual. Segundo Moura, a diferença de dois pontos percentuais a favor de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro, evidencia o grau de equilíbrio da corrida eleitoral.

Aprovação do governo como termômetro eleitoral

Mauricio Moura destacou que medidas recentes adotadas pelo governo — como acenos aos microempreendedores individuais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 — não foram suficientes para alterar a aprovação governamental.

“A gente vê que essas medidas não surtiram efeito nessa principal variável que é a aprovação de governo”, explicou. Para ele, a aprovação do governo é diretamente correlacionada à intenção de voto, especialmente em eleições de reeleição.

“A aprovação de governo é basicamente o resultado da intenção de voto. Então a gente chega, o eleitor chega no segundo turno com o julgamento do governo”, completou.

O especialista também apontou que o governo mantém um teto de popularidade historicamente baixo, uma vez que todos os eleitores que votaram no adversário no segundo turno de 2022 nunca aprovaram a atual gestão.

“Esse governo sempre teve um teto de popularidade muito baixo”, afirmou Moura. Além disso, o governo teria perdido de três a quatro pontos entre eleitores que o apoiaram anteriormente e passaram a reprová-lo — margem que, segundo o especialista, corresponde exatamente ao crescimento de Flávio Bolsonaro em relação ao desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Terceira via e transferência de votos

A terceira via registrou o pior desempenho desde 1989 no primeiro turno, com nenhum candidato alcançando mais de 3% dos votos válidos. Moura atribuiu esse resultado a um movimento que chamou de “antipetismo de chegada”: eleitores que inicialmente cogitavam votar em candidatos alternativos acabaram migrando para Flávio Bolsonaro por considerá-lo a melhor opção para tirar o PT do poder.

A maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno — com exceção de Renan Santos (Missão) — sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Apesar do apoio declarado, Moura avaliou que a influência desses candidatos sobre seus eleitores é limitada. “Muito pouco. O eleitor, obviamente, se mostra cada vez mais independente em relação ao voto dele”, disse.

Dados de transferência mostraram que cerca de 90% dos eleitores de Renan Santos (Missão) migraram para Flávio Bolsonaro, mesmo diante de críticas do próprio candidato ao postulante do PL.

Abstenção e estratégias para o segundo turno

Com aproximadamente 33,4 milhões de brasileiros que poderiam ter votado no primeiro turno e não o fizeram, a disputa pela abstenção se tornou central para ambas as campanhas. Moura apontou que Lula lidera entre os eleitores que não votaram no primeiro turno e pretendem votar no segundo, o que seria uma boa notícia para sua campanha.

No entanto, o especialista alertou que mobilizar eleitores entre os dois turnos é historicamente raro. “A má notícia é que o histórico de mobilizar eleitores do primeiro para o segundo turno é muito raro”, ponderou.

Para uma eventual virada, Moura avaliou que a campanha de Lula precisaria não apenas captar a abstenção, mas também converter eleitores de Flávio Bolsonaro. “Para que tenha uma virada em relação ao resultado do primeiro turno, é fundamental para a campanha do Lula converter eleitores do Flávio e passarem a votar no Lula no segundo turno”, explicou.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro teria potencial para ampliar sua vantagem, especialmente no estado de São Paulo.

Debate, redes sociais e o eleitor decisivo

Moura avaliou que o debate realizado entre os candidatos não contribuiu para reduzir a rejeição de nenhum deles, tendo inclusive desengajado eleitores indecisos. “Foi um debate que, na verdade, mais desengajou os indecisos do que ajudou a definir voto”, disse.

Para o especialista, o debate previsto para a sexta-feira (23) representa uma oportunidade importante, tanto para solidificar uma liderança quanto para trabalhar uma possível virada.

Sobre o papel das redes sociais, Moura reconheceu sua importância estrutural nas campanhas, mas ponderou que o eleitor mais decisivo — descrito por ele como mulheres empreendedoras das periferias das grandes cidades do Sudeste — é justamente o menos engajado nessas plataformas.

“Aquele eleitor e eleitora, principalmente, que vai decidir a eleição, é o menos engajado na rede social”, afirmou. Segundo ele, esse grupo tende a tomar sua decisão de voto na reta final e pode ser influenciado por um debate com ampla audiência.

O especialista também destacou que o governo perdeu espaço entre as mulheres por questões ligadas à economia e à segurança pública, dois temas que, na sua avaliação, precisam ser abordados de forma direta na campanha.

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Previsão do tempo: Região Sul volta a ficar em alerta para temporais

21 October 2026 at 12:25

A região Sul do Brasil volta a enfrentar condições severas de tempo nesta quarta-feira (21), com alerta para temporais em diversos estados. Um sistema de baixa pressão na altura do Paraguai está direcionando umidade do Norte para o Sul do país, enquanto um cavado meteorológico também atua sobre a região, criando um cenário favorável para chuvas intensas.

O resultado da combinação desses dois sistemas é o retorno de condições propícias para chuva forte no oeste dos três estados sulistas. Nuvens carregadas já se concentram entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Cidades e capitais em destaque

Cidades como São Borja (RS), Chapecó (SC) e Cascavel (PR) devem registrar entre 30 e 50 milímetros de chuva ao longo do dia. Entre as capitais da região, Curitiba (PR) será a mais afetada, permanecendo em alerta para temporais até sexta-feira (23). Porto Alegre (RS), por sua vez, é a única capital sulista que ainda terá tempo firme, com temperatura máxima de 24°C.

O sul da Bahia e o estado do Amazonas também devem enfrentar chuvas fortes. No entanto, em Manaus (AM), as pancadas não devem ocorrer na capital, onde a chuva está bem abaixo da média. Até o momento, não choveu nem um terço do esperado para o mês de outubro na cidade, que registra máxima de 35°C nesta quarta-feira (21).

Em Belém (PA), a máxima prevista é de 32°C, em pleno período seco e quente do verão amazônico.

Calor intenso no Centro-Oeste e no Norte

Cuiabá (MT), Teresina (PI) e Palmas (TO) figuram entre as capitais mais quentes do Brasil nesta quarta-feira (21). A capital do Mato Grosso, Cuiabá, pode registrar máxima de até 41°C. Em Campo Grande (MS), os termômetros chegam a 33°C. Salvador (BA) e Recife (PE) registram 29°C e 30°C, respectivamente, com previsão de apenas chuva fraca para Recife.

Brasília (DF) deve atingir 32°C, com tendência de aumento da nebulosidade ao longo do dia à medida que a temperatura sobe, podendo provocar chuvas à tarde. A previsão é de até 10 milímetros de precipitação na capital federal.

São Paulo com garoa e chuva forte prevista para quinta-feira

Na capital paulista, a temperatura está mais amena, com máxima de 25°C. Na região da Avenida Paulista, os termômetros marcavam 17°C no início da manhã, com o tempo bem nublado. Para esta quarta-feira (21), há risco de chuvisco, a típica garoa paulistana. No interior do estado, o sol deve predominar. Já na quinta-feira (22), as pancadas devem voltar a ganhar intensidade em São Paulo.

Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) também estão entre as capitais com maior previsão de chuva para o dia.

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O Grande Debate: CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro vão sair do papel?

21 October 2026 at 11:18

A jornalista e ex-senadora Ana Amélia Lemos e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo debateram, na terça-feira (20), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a “CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro vão sair do papel?”

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, duas CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito) voltaram ao centro do debate político no Brasil.

Uma delas visa investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. A outra envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), após um novo inquérito ser distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Velocidade nas investigações

Para Cardozo, as situações no Congresso são difíceis de prever, mas ele considera correto que as comissões sejam instauradas. Segundo ele, a entrevista de Roberta Luchsinger, ainda que considerada por ele como “vazia em relação a fatos e denúncias”, citou situações que estão sendo exploradas eleitoralmente e que não poderiam ser apuradas a tempo pela Polícia Federal.

Cardozo argumentou que tanto Roberta Luchsinger quanto Lulinha deveriam ser convocados para depor. Ele também destacou a gravidade dos fatos que podem envolver Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. “São estarrecedores do ponto de vista do que pode ter acontecido”, disse.

Para o comentarista, uma CPI ou CPMI tem papel subsidiário, acionado justamente quando as investigações policiais não conseguem avançar no tempo necessário.

Ele acrescentou ainda que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, não poderia mais ser alvo de ações criminais após tomar posse, o que tornaria urgente uma investigação parlamentar.

“Jogo de cena” político

Ana Amélia Lemos adotou uma perspectiva mais cética. Para ela, a movimentação em torno das CPMIs representa, sobretudo, um “grande jogo de cena às vésperas de uma decisão muito importante, que é o segundo turno da eleição presidencial”.

A jornalista avaliou que o governo, por estar tentando a reeleição, dispõe de maior poder de fogo do que a oposição, incluindo acesso à Polícia Federal e a informações privilegiadas.

Ana Amélia defendeu que, no caso de Roberta Luchsinger, seria mais eficaz e objetivo que ela se propusesse a uma delação premiada. “Ela não pode ir lá numa delação premiada perante a justiça fazer um jogo de cena numa CPMI”, afirmou, ressaltando que numa delação há consequências jurídicas para quem não diz a verdade.

Ela também criticou o tom do debate eleitoral, observando que o confronto entre os candidatos se resumiu a “um ataque de lado a lado para quem tem mais defeitos do que o outro”, sem apresentar propostas concretas.

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Apostas na reta final: Flávio promete volta do Perse; Lula, tarifa zero

21 October 2026 at 07:40

Na reta final das eleições, os dois candidatos indicam que vão abrir ainda mais os cofres públicos caso sejam eleitos. De um lado, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu retomar o Perse, benefício fiscal destinado ao setor de eventos. Do outro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o envio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para instituir a tarifa zero no transporte coletivo nos fins de semana.

O movimento ocorre em um cenário de contas públicas já pressionadas, com a dívida bruta do governo batendo em quase 83% do PIB, sem previsão de queda, segundo dados mencionados na reportagem de Taísa Medeiros, durante o WW.

O Perse e a promessa de Flávio

O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) foi criado em 2021, durante a pandemia de covid-19, com o objetivo de auxiliar setores fortemente impactados pelas restrições sanitárias do período. Entre os mais beneficiados estavam hotelaria, restaurantes, bares e agências de turismo.

O programa, no entanto, foi encerrado em 2025 sob acusações de irregularidades: segundo a Receita Federal, mais de duas mil empresas utilizavam o benefício de maneira ilegal em julho de 2024.

Flávio argumenta que a retomada do programa seria necessária para salvar o setor de shows e elevar o faturamento de comércios e motoristas de aplicativo. A promessa contrasta com a postura de austeridade fiscal adotada pela campanha do PL ao longo do período eleitoral, que previa um corte de R$ 200 bilhões — proposta que, segundo a reportagem, durou pouco e nunca teve explicação clara sobre a origem das reduções.

Além do Perse, Flávio também propôs devolver parte dos valores pagos via Pix em contas e parcelas, sem detalhar quais pagamentos seriam contemplados, quando a devolução ocorreria ou qual seria o impacto fiscal da medida.

A PEC da tarifa zero de Lula

Lula, por sua vez, anunciou o envio ainda naquela semana da PEC da tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana. O governo avaliou um impacto fiscal de cerca de R$ 10 bilhões, a ser coberto por meio da destinação de emendas parlamentares.

Para viabilizar a proposta, seria necessário que o Congresso cedesse 25% das emendas impositivas — algo que analistas consideram improvável.

Daniel Rittner, diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, avaliou que a proposta “não tem quase nenhuma chance de acontecer”, lembrando que o tema das emendas parlamentares envolve tensões institucionais relevantes.

“Haverá retaliação do Congresso, se ocorrer isso, de colocar um freio ou declarar a inconstitucionalidade das emendas impositivas”, afirmou Rittner. A própria base governista reconhece que a proposição enfrentaria dificuldades no parlamento.

O “leilão de promessas” na visão dos analistas

Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, afirmou que o que se observa na reta final da campanha é “um verdadeiro leilão de promessas”.

Segundo ele, há uma lógica própria por trás do comportamento dos candidatos: “Se eu disser a verdade, se eu disser como candidato que eu vou cortar gastos, eu certamente não vou me eleger”.

O Gabiati destacou ainda que o eleitor tende a buscar soluções simples para seus problemas, sem se aprofundar nos detalhes do financiamento das políticas públicas.

Gabiati apontou que Flávio teria cometido um erro de movimento logo após o primeiro turno, ao se concentrar em composições políticas e divisão de cargos enquanto Lula intensificava a campanha.

“Isso se reflete um pouco nas pesquisas que nós estamos observando depois do primeiro turno, em que Lula diminui uma distância de quatro pontos para dois pontos ou até menos”, afirmou Gabiati. Diante desse cenário, segundo os analistas, Flávio teria se visto obrigado a entrar no mesmo jogo de promessas.

Estelionato eleitoral já “contratado”, segundo análise

A âncora e analista de Economia da CNN Thais Herédia foi enfática ao classificar a promessa de retomada do Perse como “puro populismo”, argumentando que se trata de “uma política pública que ficou muito mais tempo do que deveria, além de custar caro”.

Para ela, a proposta contradiz a própria ideia defendida por Flávio de criar um “Ministério da Prosperidade”: “Um país que quer ter prosperidade não pode achar que o Estado vai ter sempre o papel de salvador e não de criador de um ambiente para a prosperidade”.

Herédia foi além e afirmou que o chamado “estelionato eleitoral” já estaria precificado pelo mercado para ambos os candidatos.

No caso de Lula, a analista alertou que o custo pode ser ainda maior: “Ele não vai ter que fazer o que ele não disse que faria — ele vai ter que desfazer o que ele já fez”, referindo-se a créditos subsidiados, ampliação de políticas sociais e desvios de crédito direcionado que já estão em curso e terão custos nos próximos anos.

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Eleições: Somos testemunhas de um leilão de promessas, diz especialista

21 October 2026 at 07:36

Ao WW, o cientista político e diretor da Dominium, Leandro Gabiati, afirmou que o segundo turno das eleições de 2026 está sendo marcado por um verdadeiro “leilão de promessas” entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para ele, a disputa acirrada tem levado ambos a superarem as ofertas um do outro, sem qualquer ponderação sobre a viabilidade das propostas.

Segundo Gabiati, o fenômeno tem uma lógica própria, ainda que seja reprovável.

“A gente está sendo testemunha de um verdadeiro leilão de promessas. É uma farra, de fato. E a gente observa justamente a concorrência acirrada entre um e outro candidato. Quando um propõe uma coisa, o outro vem, cobre a oferta para justamente poder, de alguma forma, não ficar para trás”, declarou o especialista.

A lógica por trás das promessas

Gabiati apontou que há uma série de elementos alinhados que incentivam esse comportamento.

Para ele, um candidato que admitisse a necessidade de cortar gastos estaria praticamente abrindo mão de suas chances eleitorais.

O especialista também destacou o papel do eleitorado nessa dinâmica. De acordo com Gabiati, o eleitor busca soluções simples e imediatas para seus problemas, sem se interessar pelos detalhes de como as políticas públicas serão financiadas ou pelos custos que acarretarão.

Esse comportamento, segundo ele, cria um ambiente propício para promessas sem fundamento.

Campanha versus governo

Na avaliação de Gabiati, a reta final da campanha resultou em dois candidatos prometendo “sem qualquer limite, sem qualquer ponderação”, com foco exclusivo na conquista do voto.

O especialista ressaltou que, caso eleito, cada candidato terá de lidar com a realidade do governo, que impõe restrições bem diferentes das do período eleitoral.

“Campanha é campanha, governo é governo. Primeiro a eleição, depois ver como é que se resolvem os problemas”, concluiu.

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Democratas podem ter mais sucesso do que projetado em pesquisas, diz Ipsos

21 October 2026 at 07:11

A Ipsos projeta uma virada democrata nas eleições de midterms nos Estados Unidos, que acontecerão em duas semanas. Clifford Young, presidente da Ipsos nos Estados Unidos, detalhou ao WW as expectativas do instituto para os resultados tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.

Câmara dos Representantes deve se tornar democrata

Segundo Young, ao longo do ano o instituto já avaliava que a Câmara dos Representantes se tornaria democrata. “O House, ao longo desse ano, a gente achava que o House se tornaria democrático”, afirmou.

A principal questão, de acordo com ele, não é mais se os democratas vencerão, mas por quanto.

“Eu imagino que vai ser entre 20 a 30 assentos, mas pode ser mais”, disse Young, acrescentando que a Câmara tende a acompanhar o humor da opinião pública, que atualmente demonstra um alto grau de pessimismo.

Senado: de vantagem republicana a disputa acirrada

No Senado, o cenário mudou significativamente em poucos meses. Young explicou que, quatro meses atrás, a avaliação era de que os republicanos manteriam o controle da Casa, ainda que os democratas diminuíssem a diferença.

“Hoje, todas as pesquisas indicam uma virada”, declarou. A Ipsos projeta atualmente uma disputa de 50% a 51% para os democratas contra 49% para os republicanos.

Democratas podem ter desempenho acima do esperado

Young destacou ainda que há chances concretas de os democratas superarem as próprias projeções das pesquisas de intenção de voto.

Ele citou estados tradicionalmente republicanos — como Iowa, Kansas, Ohio e Texas — como palcos de disputas que antes pareciam improváveis.

“Tem chance que os democratas têm mais sucesso do que isso”, afirmou. Para o especialista, o resultado mais provável em novembro é a formação de um Congresso de maioria democrata.

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